Seguradoras participam do evento do Lean Institute

Lean Institute Brasil vai realizar um webinar no dia 4 de junho, as 16h30, para discutir e aprofundar como o mercado de seguros pode adotar conceitos e práticas lean para gerar soluções de qualidade, mas ágeis, preparando, assim, as organizações para o contexto atual de crise e também para a “pós-pandemia”.  O encontro vai reunir cinco super lideranças de quatro das maiores empresas do setor — Liberty Seguros, SulAmérica, Unimed e BRQ — que vão compartilhar experiências sobre como estruturar uma organização de sucesso com alta qualidade e produtividade na jornada do cliente.  A inscrição é gratuita, e as vagas são limitadas. Inscreva-se!

Victoria Werneck, economista da Icatu Seguros, avalia futuro da economia

“Hoje vejo uma recuperação para o Brasil seguindo o formato U. Se houvéssemos feito um isolamento sério e responsável desde março, o período de dor teria sido mais curto”, disse

Economista-chefe da Icatu Seguros, Victoria Werneck foi a convidada da live realizada pela seguradora em seu canal no Youtube na noite de quinta-feira, 28. A profissional trouxe um panorama econômico atualizado sobre a crise mundial e apresentou uma análise do momento atual e futuro para o Brasil.

Ela alerta que a crise causada pela pandemia é diferente de todas as outras crises econômicas na história do país, pois combina dois grandes choques macroeconômicos: um pelo lado da demanda e outro pelo lado da oferta, imposto pela necessidade do lockdown.

Os dados da economia dos Estados Unidos mostram a gravidade do momento atual. Lá, somente em abril, 20,5 milhões de pessoas perderam o emprego. Desde a segunda quinzena de março, 40,8 milhões de americanos entraram com pedidos de seguro-desemprego no país.

A especialista explicou que no Brasil, em particular, o timing foi ainda pior. No início do ano a economia apresentava certa retomada, com inflação sob controle, taxa de juros baixas, porém a pandemia desarticulou o avanço das reformas que tornariam possível uma consolidação fiscal, que ainda se faz necessária para o país voltar a crescer. Hoje enfrentamos uma complexa interação de três grandes crises: sanitária, econômica e política.

Analisando cenários de curto e médio prazo, para 2020 Victoria projeta que o PIB caia 8% e a Selic seja reduzida até 2%, sendo o segundo trimestre o pior do ano. Já em 2021, a projeção é um crescimento do PIB de 3%, com uma retomada lenta, porém que já simboliza algo positivo.

“Hoje vejo uma recuperação para o Brasil seguindo o formato U. Se houvéssemos feito um isolamento sério e responsável desde março, o período de dor teria sido mais curto. Por isso, agora temos que lidar com o problema por muito mais tempo. Existe ainda toda pressão para a retomada de atividades, o que pode resultar no surgimento de uma segunda onda da pandemia, como aconteceu no Chile, por exemplo, o que seria muito mais grave”, explica Victoria.

Com a chegada do “novo normal”, há ainda a questão mudança no padrão de consumo, que representa cerca de 70% do PIB. Se o nível de confiança continuar baixo será mais uma razão para que a recuperação econômica do país aconteça em U, segundo Victoria.

A discussão também levantou perceptivas positivas. Com o baque trazido pela crise, a tendência é que a pessoas fiquem mais atentas à necessidade de poupar e cuidar do dinheiro com mais responsabilidade, que fará subir a procura por planos de previdência, por exemplo.

Por mais que o cenário seja negativo de modo geral para os próximos meses, Victoria reforça características que podem ajudar o Brasil a se recuperar de uma crise dessa magnitude. “Contamos com um parque industrial verticalmente integrado, onde produzimos de tudo, um agronegócio extremamente produtivo e competitivo. O país pode se beneficiar disso ao longo do tempo, porém precisa evitar a incerteza que a crise política traz”, finaliza.

As lives da Icatu são realizadas semanalmente, sempre às quintas-feiras, com gestoras parceiras da companhia e especialistas do setor, levando informação sobre o cenário atual para clientes, corretores e parceiros. Na próxima quinta-feira, dia 04, às 11h, a live contará com a presença do presidente da Icatu Seguros, Luciano Snel, que falará sobre o momento atual da seguradora.

Para conferir o conteúdo completo, basta acessar o canal da Icatu no YouTube:

Corretora de seguros da Vivo se prepara para ampliar oferta para a base de clientes

Conquistar e encantar clientes da Vivo. Esse é o desafio de Fábio Ursaia, que assumiu o comando da corretora Telefonica, cativa da Vivo, operadora que tem 73 milhões de linhas ativas, além de centenas de parceiros de negócios que podem ser impactados com produtos da própria corretora.

O executivo, de 39 anos e passagens pelas empresas Aon, AIG e a startup Doutor Direto, prepara a corretora para ser um dos principais players em distribuição de seguros através de diferentes canais de afinidade. Afinal, a corretora atua num segmento que se tornou o principal bem das pessoas: o celular. Ninguém fica sem o seu, e comprar um novo pesa no orçamento, o que torna o seguro uma opção interessante do ponto de vista custo beneficio.

Como esta a corretora hoje em termos de clientes, produtos e parceiros de negócios?

A TCS, como e chamada dentro do grupo, foi criada para atender as demandas do grupo. No inicio de suas operações ela cuidava somente das apólices de seguros, de maneira tradicional de uma corretora, ou ate mesmo um departamento de compras e seguros de um empresa . Como a evolução do know-how adquirido pela corretora, ela foi ganhando espaço e passou a ser responsável pela politica de gestão de risco e toda gestão de benefícios (não somente os seguráveis, mas todos os flexíveis) para todo o grupo telefônica no Brasil, e também ganhou protagonismo na distribuição dos produtos de afinidade para os clientes da vivo. Hoje, além dos produtos comuns ao mercado segurador, a corretora possui produtos próprios, desenvolvido com tecnologia própria, o que permite, além de atender as empresas do grupo, a corretora estende s eus serviços para funcionários e familiares, fornecedores, clientes e ainda para outras corretoras cativas no Brasil e no exterior.

Quais as principais mudanças no curto e médio prazo?

O ecossistema que a corretora esta inserido trás, ao mesmo tempo desafios e oportunidades.  Neste momento, a corretora trabalha para evoluir o “mindset” de seus colaboradores. A forma de trabalhar das corretoras cativas em geral não traz mais o mesmo resultado que trazia antes. A frase que mais se diz aqui dentro, é “O que nos trouxe ate aqui não será forte o suficiente para nos levar à diante”. Por isso, estamos nos acostumando a trabalhar nos moldes de um “Venture Builder”, ou seja estamos fomentando a “produtização” da linha de serviços com investimento próprio. Esse movimento é a representação de uma mudança, absolutamente necessária,  que propicia agilidade para a inovação e transformação digital, em um ritimo condizente com as necessidades atuais.

A moda agora é ganhar escala com oferta assertiva com a tecnologia….

Quando diz-se “produtizar” significa conseguir entregar aquilo que é esperado pelo cliente, em larga escala, com melhores custos e de maneira ágil. Isso esta intimamente ligado à experiência do usuário (UX), e vai muito além da subscrição ou precificação do risco para emissão de apólices.

Para quais nichos de negócios busca seguradoras parceiras?

Ser a corretora do grupo telefonica, não significa ter total liberdade para fazer ofertas diretas aos portadores de linhas e aparelhos celulares ou clientes de banda-larga. Para gerir essas ofertas ao clientes a Vivo possui uma unidade de negócios especifica que dedica, na totalidade, suas atividades à experiência do usuário em relação aos produtos de seguros. Para algumas seguradoras que não estão próximas do dia-a-dia da operação a impressão é que são duas corretoras, mas não. São focos distintos e complementares que trabalham em harmonia. A exemplo disso, a corretora se dedicou em desenvolver tecnologia e buscar benchmark em outros países onde opera, como Reino Unido, Alemanha e a própria Espanha. Essa expertise que a corretora aportou no Brasil trouxe para a operação de afinidades maior controle operacional, signifi cativa economia de custo, e um ganho de escala na operação dos produtos de afinidade para uma gestão “end-to-end”.

A corretora exige exclusividade dos parceiros?

Empolgados por essa história de sucesso, a corretora quer desenvolver o mesmo modelo “autosserviço” para o balcão do “Worksite”. Apesar de já possuir esta operação em andamento, os projetos em desenvolvimento estão direcionados para migrar o negocio para o quadrante de “estrela” e depois de “vaca leiteira” na matriz BCG desenvolvida pela corretora. Para que isso aconteça da maneira aspirada, a corretora tem se aproximado de empresas de assistências e microsseguros, corretoras com foco em produtos e serviços para pessoas, e seguradoras preparadas para “low or no touch underwritting”.

A corretora está preparada tecnologicamente para atuar com diversas seguradoras e produtos?

O conceito de “Venture Builder” proporciona um protagonismo da corretora em relação ã seus clientes, ficando para segundo plano pedir uma para  seguradoras com quem trabalham a exclusividade daquela ofertas. A corretora, atualmente, não acredita que “limitar” o acesso do mercado a um produto seja sinônimo de receita futura. A aposta atual da corretora esta em buscar uma  ótima experiência do usuário, e na afinidade que a combinação da marca, tecnologia e ofertas possam ter com a “persona”. Essa crença da corretora não se limita para as seguradoras. A TCS tem feito negócios com corretoras tradicionais, insurtechs, e outras corretoras cativas do mercado.

Muitas seguradoras já atuam com APIs, onde é possível apenas plugar na corretora. Vocês estão prontos?

Inspirada pela própria aceleradora do grupo, a corretora participa de comunidades de startups, núcleos de inovação aberta, e outras iniciativas que colaboram para um ambiente orientado para tecnologia. Apesar da corretora possuir sistemas e APIs próprias, sabe-se que essa jornada é mercadológica e por isso, os avanços desejados não dependem só da TCS, mas  da positiva e rápida evolução do mercado segurador.

A Vivo, assim como as outras operadoras de telefonia, lideram o ranking de reclamações em órgãos de defesa do consumidor. Qual parte disso se refere a seguros?

Quando se fala de Telecom associamos, rapidamente, a fama das operadoras em relação as reclamações por conta de experiências de negativa dos consumidores em geral. Para seguros no grupo Telefonica, isso é diferente. O índice beira o numero Zero. A atual estrutura de atendimento para o seguro de perda e roubo de celular conta com uma central própria e o acompanhamento é feito de maneira ininterrupta.

Quais os novos produtos e serviços que pretende ofertar para os clientes Vivo ainda neste ano?

Na atual esteira, para desenvolvimento já passaram produtos como  “On demand” , micorsseguros e assistências. Atualmente, a corretora experimenta esses produtos com um grupo fechado de usuários. O que deve aparecer mais rapidamente é “personal cyber” que visa cobrir não somente as perdas por quebra de segurança cibernética do usuário, mas também o serviço de concierge para neutralizar vulnerabilidade após invasões nos aparelhos dos segurados

Já tem uma ideia de como será o “novo normal” pós pandemia e quais produtos serão mais demandados pelos clientes?

Num momento tão delicado quanto ao que vivemos, falar em investimento e em desenvolvimento pode parecer estranho, mas para a TCS esse momento esta em linhas com suas expectativas. A busca pelo “novo normal” já começou. Serviços associados aos consumidores de Internet também fixa passaram a ser prioridade, pois o numero de ofertas e o tempo de utilização, aumentaram significativamente.

Hospital de Campanha Lagoa-Barra, no Rio, já atendeu mais de 400 pacientes de Covid-19

Com 200 leitos em operação, o hospital é fruto de iniciativa privada da Rede D´Or, Bradesco Seguros e outros parceiros. Mais de 200 pacientes já receberam alta

Fonte: Bradesco Seguros

Iniciativa liderada pela Rede D´Or em parceria com Bradesco Seguros, Lojas Americanas, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e Banco Safra, o Hospital de Campanha Lagoa-Barra, no Rio de Janeiro, completou recentemente um mês em operação e já atendeu 417 pacientes do SUS com Covid-19. Em um balanço desses 30 primeiros dias, foram registrados 218 pacientes recuperados, o que corresponde mais da metade já atendida. Inaugurado no fim de abril (25), antes do prazo previsto, o hospital conta com 200 leitos em operação, sendo 100 de UTI e 100 de enfermaria e recebeu investimento total de R$ 45 milhões.

O hospital apresenta um tempo médio de internação de 13 dias e já chegou a receber 24 pacientes em um único dia. Outros dados chamam atenção: ao todo, foram realizados 1.380 exames de raio-X e 41% dos pacientes tiveram que receber ventilação mecânica no CTI. A média de idade é de 56 anos, mas o paciente mais jovem a ser atendimento tem 20 anos e já recebeu alta.

A Rede D´Or lidera a operação do hospital, mas é a Secretaria Estadual de Saúde a responsável por encaminhar os pacientes, por meio do sistema de regulação de vagas do Estado. A maior parte é oriunda das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade do Rio, mas o hospital vem recebendo também pacientes indicados pelas Coordenações de Emergência Regionais (CER) e de outros hospitais públicos do Estado.

SulAmérica: Foi dada a largada para o PRA 2020!

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Para contar todas as novidades, surpresas e prêmios, preparamos um episódio especial do ContaTudo SulAmérica. Só um spoiler: uma das novidades está ligada à operação de Auto e Massificados. 

A SulAmérica apresenta a edição 2020 do seu Programa de Reconhecimento ao Corretor, o PRA, e traz diversas surpresas nesta décima edição. Devido ao isolamento social, diferentemente dos anos anteriores, a campanha de lançamento foi feita de forma 100% digital por meio de um episódio especial do ContaTudo SulAmérica. “Temos muito orgulho da forte parceria e do relacionamento que construímos com os corretores de seguros ao longo dos anos. Juntos estamos entregando proteção e segurança para a sociedade brasileira, com confiança e resiliência mesmo neste momento delicado de pandemia. Seguimos ao lado do corretor de seguros para apoiá-lo, capacitá-lo e comemorar suas conquistas”, afirma André Lauzana, vice-presidente Comercial e Marketing da SulAmérica. 

Uma das novidades desta edição é que, com a proximidade da conclusão da transação das operações de Auto e Massificados, será realizada uma campanha exclusiva para este segmento: a Super Campeões Auto. “Estamos muito empolgados para a campanha deste ano. Temos diversas ações em andamento e um leque de estratégias para ajudar o corretor a potencializar as suas vendas e garantir, como cereja do bolo, a premiação máxima ao fim do ano”, destaca Eduardo Dal Ri, head da SulAmérica Auto e Massificados. 

Com isso, os corretores passam a concorrer a quatro viagens! Serão duas nacionais e duas internacionais, uma para cada campanha. As viagens, sobretudo a internacional, são os prêmios mais cobiçados pelos corretores. “Sabemos que estamos passando por um momento de incertezas com a pandemia, mas isso tudo vai passar e voltaremos a estar fisicamente próximos, passeando e celebrando com nossos super campeões”, afirma Lauzana. 

E o destino internacional? 

Uma das revelações mais esperadas é sempre o destino internacional. Ainda mais agora, que será em dobro! No PRA Super Campeões da SulAmérica, os vencedores conhecerão Doha, capital do Catar e palco da próxima Copa do Mundo. E no Super Campeões Auto, o destino é o berço das civilizações, a Grécia. As viagens devem ser realizadas no primeiro semestre de 2021, mas com data a confirmar. 

Intensificando a estratégia de diversificação de carteira, a SulAmérica manterá uma pontuação adicional para os corretores que comercializarem produtos de mais de uma linha de negócio. As regras dos dois programas são as mesmas, a única diferença é o período de apuração: PRA SulAmérica está computando pontos desde janeiro, como já solicitavam os corretores, e Super Campeões Auto, a partir de junho. 

Para conhecer todos os detalhes da campanha 2020, assistam ao 5º episódio do ContaTudo SulAmérica, no qual André Lauzana e Eduardo Dal Ri apresentam as campanhas. O programa conta com a mediação da apresentadora Dani Monteiro. 

Susep reduz prazos para guarda de documentos

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Normativo editado pela autarquia possibilitará significativa redução de custos para o setor de seguros

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicará circular que reduz prazos para guarda de documentos, promovendo a diminuição nos custos dos processos de armazenagem e manutenção de documentos gerados nas operações realizadas pelas entidades sob sua supervisão. O normativo entrará em vigor em 1o de julho de 2020.

O prazo de guarda desses documentos, que era de até 20 anos, conforme a regulamentação vigente, será reduzido para 5 anos para todos os setores supervisionados pela Susep. Esse prazo é definido com a finalidade de dar suporte às atividades de supervisão desempenhadas pela autarquia.
Para os estipulantes e intermediários, entre eles os corretores de seguro, devido às suas condições particulares de atuação no mercado, é exigida a guarda apenas dos documentos determinados expressamente pela legislação ou pela regulamentação.

Ainda, com o objetivo de evitar custos desnecessários, os intermediários e estipulantes ficam dispensados da guarda daqueles documentos já armazenados pelas demais entidades supervisionadas.

Outra inovação relevante, com grande potencial para proporcionar a redução de custos operacionais das entidades supervisionadas, consiste na permissão para a digitalização de documentos, conforme os requisitos técnicos definidos em legislação. Com a edição desse normativo, os documentos originais mantidos pelas entidades poderão ser digitalizados e, na sequência, descartados, reduzindo-se o custo de armazenamento.

MAG Seguros conta como adaptou eventos para a era Covid-19

Grupo, que realizou em 2019 mais de 27 eventos presenciais, passou aos eventos virtuais em pouco menos de uma semana após a proibição do governo para evitar aglomerações

Como tem sido a reviravolta do marketing das companhias de seguros depois que a pandemia proibiu eventos e aglomerações? As seguradoras certamente sao uma das principais clientes de eventos. Eram muitos. E todos presenciais. E agora, tudo virou virtual.

Para contar um pouco sobre essa mundança, o blog Sonho Seguro conversou com Raphael Maia, coordenador de comunicação da MAG Seguros. No ano passado, o grupo, ainda como Mongeral Aegon, fez 27 eventos presenciais, com quase 15 mil participantes. Em janeiro, promoveu basicamente o último grande evento do setor presencial. O MagNext comemorou os 185 anos, numa festa sem igual no Rio de Janeiro, tanto em termos de organização, impecável e totalmente sustentável, como em novidades trazidas ao público. Estiveram presentes mais de 2 mil pessoas e quase 50 jornalistas e influenciadores, de diversas mídias, áreas, idades e dos quatro cantos do país. 

E agora em confinamento, como fica? Veja o vídeo onde o Raphael conta para nós um pouco das mudanças no marketing e comunicação durante e pós Covid-19.

CNseg contesta lei do RJ que veda cancelamento de plano de saúde durante a pandemia

Fonte: STF

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) contesta, no Supremo Tribunal Federal (STF), a Lei estadual 8.811/2020 do Rio de Janeiro, que impede as operadoras de suspender ou cancelar planos de saúde por falta de pagamento durante a situação de emergência do novo coronavírus. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6441 foi distribuída ao ministro Luís Roberto Barroso.

A norma também determina que, após o fim das restrições, as operadoras deverão possibilitar o parcelamento do débito pelo consumidor antes de suspender ou cancelar o plano, veda a cobrança de juros e multa e estende as disposições aos microempreendedores individuais (MEIs), às micro e pequenas empresas e aos optantes do Simples Nacional.

A autora da ação sustenta usurpação da competência privativa da União para legislar sobre direito civil e seguros e que a norma interfere indevidamente na dinâmica econômica da atividade empresarial, em clara ofensa ao princípio da livre iniciativa. Outro argumento apresentado é de que a norma estadual viola o princípio da isonomia, ao introduzir uma disparidade nas obrigações das operadoras de planos de saúde tendo como único critério o aspecto territorial. Não é razoável, segundo a CNSEG, que apenas no Rio de Janeiro existam regras adicionais e distintas, sem previsão em norma federal, pois não há diferença entre as seguradoras e os segurados que firmam contrato em outro estado.

Processo relacionado: ADI 6441

IRB indica ex-ministra do STF para fazer parte do Conselho de Administração

O Conselho de Administração do IRB Brasil RE indicou a eleição da ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie Northfleet, para ser membro titular do Conselho. A Assembleia Geral para avaliar será realizada no dia 12 de junho. Se aprovada, terá de ser aprovada também pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Segundo comunicado ao mercado divulgado ontem, Ellen Gracie Northfleet é formada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com pós-graduação em Antropologia Social pela mesma universidade. Ela já fez parte de comitês de Investigação Independente de grandes companhias, como: Petrobras Eletrobrás e Vale . Faz parte do Conselho Técnico da Federação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo CNC, do Conselho Jurídico CONJUR da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo FIESP, sendo, também, membro do Comitê Brasileiro de Arbitragem CBAr.

Gracie também é, atualmente, vice-presidente da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem da CIESP/FIESP, além de atuar como advogada em prática privada e integrar a lista de árbitros da Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM/ B3).

O IRB Brasil destacou em seu comunicado ao mercado que a “conselheira declarou, para todos os fins de direito que, nos últimos 5 anos, não esteve sujeita aos efeitos de qualquer condenação criminal, qualquer condenação ou aplicação de pena em processo administrativo perante a CVM e qualquer condenação transitada em julgado, na esfera judicial ou administrativa, que tivesse por efeito a suspensão ou a inabilitação para a prática de qualquer atividade profissional ou comercial”.

Caso Gracie seja eleita, o Conselho de Administração da IRB Brasil ficará da seguinte forma:

Antônio Cássio dos Santos (Presidente)

Regina Helena Jorge Nunes – Titular (Independente)

Ivan Gonçalves Passos – Titular (Independente)

Henrique José Fernandes Luz – Titular (Independente)

Marcos Pessoa de Queiroz Falcão – Titular (Independente)

Marcos Bastos Rocha – Titular (Independente)

Roberto Dagnoni – Titular (Independente)

Ellen Gracie Northfleet – Titular (Independente)

José Octávio Vianello de Mello – Suplente (Independente)

Mas a quem interessa a Susep? Qual o uso que pode ser feito desta autarquia?

Certamente deveria ser à proteção do consumidor…

texto atualizado às 23:45 para correção de duas informações

Quem acompanha o mercado segurador já conhece a disputa pelo cargo de titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Políticos e corretores estão entre os candidatos mais ávidos pelo comando do órgão que regula e fiscaliza o setor, que administra reservas técnicas superiores a R$ 1,2 trilhão, que em boa parte são de clientes de Previdência, e exibe um faturamento acima de R$ 260 bilhões ao ano, sem considerar saúde, que está sob a tutela da Agencia Nacional de Saúde (Saúde).

Lembro que quando comecei a fazer a cobertura do setor, em 1992, pelo respeitado jornal Gazeta Mercantil, fiquei estarrecida de ver que quem comandava a Susep tinha pouco poder. Cumpria ordens de um grupo de executivos. Aos poucos, foi mudando. Técnicos eram nomeados. Os que insistiam em modernizar o setor, com a implementação de normas e padrões internacionais, tinham, digamos, uma passagem meteórica pela autarquia. A Susep deveria ser, assim como outras Agências, assunto de Estado e não de Governo e sequer de entidades reguladas. A nomeação dos administradores, idem. As agências dos países desenvolvidos têm este formato e atendem aos interesses das respectivas sociedades. 

Aí as estrangeiras começaram a visitar Brasília e prometer investimentos no país se as regras do mercado fossem mais parecidas com o que se praticava nos países desenvolvidos. E assim foi. O mercado se abriu ao estilo doméstico, sendo que algumas regras protecionistas nunca deixaram de existir, como a exigência pagamento de um percentual da comissão para manter associações, resseguro com uma cota reservada para os resseguradores locais, intervenção do Estado na formulação das bases contratuais dos seguros. Sim, todo protecionismo tem uma razão e um motivo. Alguns sequer aceitáveis.

E se passaram duas décadas e o mercado segurador deu passos largos. Saiu de uma participação de 1% no PIB do Brasil para algo próximo de 4% (sem saúde). O resseguro foi aberto, atraiu muita gente nova, mas os grandes segurados ainda reclamam muito dos produtos ofertados e do preço praticado, uma vez que a Susep padroniza os clausulados. O que mostra que ainda há muito para crescer e inovar. Um número considerado bom pelo setor em termos de crescimento é chegar a algo entre 8% a 12% do PIB.

Para isso, o setor realmente tem de avançar. Mas o que vemos hoje? Uma briga sem igual entre a titular da Susep, Solange Vieira, e o mercado segurador. A briga é mais intensa com os corretores, por meio da Federação Nacional dos Corretores (Fenacor). A MP verde e amarela desregulamentava a profissão dos corretores que, no início reclamaram, mas logo se arrumaram  vislumbrando o caminho das autorreguladoras, que cobrariam uma mensalidade dos corretores filiados em troca de vários serviços.

Bem, a MP foi revogada e deixou de existir. A Susep então, voltou a fiscalizar os corretores. Criou uma plataforma, com direito a carteirinha e tudo. De forma gratuita. A Fenacor não gostou e passou a fazer duras críticas à Solange. A titular passou a fazer consultas públicas e a forçar a modernização do setor. Se juntou à CVM e ao Banco Central para criar regras para as insurtechs. Em outros temas, que não sentia muito o apoio do setor, passou a pressionar. O que irritou os executivos de seguradoras, pegos de surpresa em diversas medidas publicadas no Diário Oficial, como a emissão de apólices eletrônicas, sem um debate mais amplo.

Em outras frentes, o avanço da modernização pela introdução de novas tecnologias não para. O Banco Central apresentou no início de maio o cronograma do Open Banking no Brasil, obrigando os grandes bancos a compartilhar dados de seus clientes com outras instituições financeiras, possibilitando maior concorrência na oferta de produtos e serviços. Nesse cronograma, os seguros serão contemplados em 2021. Olhando para esse futuro bem próximo, seria hora de os corretores se mobilizarem e participarem das discussões e definições, como atores importantes que são do mercado de seguros.

Mas, parece que o sentido de relevância e da importância da necessária modernização do mercado de seguros para seu crescimento e benefício de todos não está sendo percebido.  Agora, num momento em que todos sabem que a situação trazida pela pandemia afeta a todos, em vez de vermos a união entre todos para que o setor enfrente esta recessão, com previsão de queda brutal do PIB do país, novamente temos uma guerra. Necessário relembrar  a implantação de mudanças tecnológicas que ocorrerão no setor bancário e que afetarão fortemente o setor de seguros, em breve.

Uns dizem que o Centrão pediu ao governo o cargo de Solange, colocada lá pelo ministro Paulo Guedes, a quem Jair Bolsonaro procura atender a todos os pedidos. Nesta semana, a agência Reuters (leis na íntegra) trouxe uma matéria internacional na qual expõe o pouco cuidado do governo com a administração da crise sanitária. Em um dos trechos, um pneumologista cita que, em uma reunião, Solange Vieira teria feito uma citação insensível. Mas isto está na boca de um terceiro. E não dela que, segundo a reportagem, não teria retornado o pedido de entrevista.

Obviamente, um prato cheio para qualquer um, principalmente a Fenacor, desmoralizar Solange. Afinal, se isso foi dito supera o Infeliz “E daí?” de Jair Bolsonaro. Diante da incredulidade, a Fenacor divulgou a seguinte nota:

“A Fenacor lamenta e repudia, de forma veemente, a postura insensível e desumana da superintendente da Susep, Solange Vieira, que, em absoluto desrespeito aos familiares dos mais de 25 mil brasileiros mortos em decorrência da pandemia do novo coronavírus (COVID-10), afirmou, segundo reportagem publicada pelo jornal “Extra”, ser “bom que as mortes se concentrem entre os idosos”, acrescentando que isso (as mortes) “melhorará nosso desempenho econômico, pois reduzirá nosso déficit previdenciário”. É absolutamente inaceitável e inconcebível que seja esse o sentimento que move a pessoa que dirige a autarquia responsável por supervisionar o mercado de seguros e de previdência privada, cuja principal missão é exatamente a de proteger a vida e amparar as pessoas. A brutalidade e a falta de empatia demonstradas pela superintendente da Susep causam repulsa na sociedade brasileira e nos faz questionar uma vez mais se ela reúne as mínimas condições para ocupar o posto de comando de um órgão do Governo cujo foco precisa estar direcionado para ajudar as pessoas a superarem a mais grave crise na saúde pública dos últimos 100 anos.”   

A Susep divulgou a sua versão: “Esclarecemos que as declarações atribuídas a Solange Vieira em recente matéria jornalística sobre a pandemia COVID-19 são inverídicas. Reiteramos que, a convite do então ministro Luiz Henrique Mandetta, a economista esteve em março no Ministério da Saúde (MS), para contribuir com os modelos de projeção decorrente da pandemia utilizados por aquela pasta. Na ocasião, foram observados os cenários apresentados e seus impactos, com foco sempre na preservação de vidas. A economista declara seu repúdio a toda e qualquer ilação que impute a alguma análise proferida juízo de valor em sentido contrário ao direito à vida e à saúde para todos, de qualquer idade, a qualquer tempo. Medidas legais cabíveis sobre o assunto estão sendo analisadas.”

E eu aqui chateada, que nao gosto de brigas e sim de discussões que geram crescimento, pensando: Mas a quem interessa a Susep? Qual o uso que pode ser feito desta autarquia, para o bem e o para o mal? Vamos ver se alguém me ajuda a responder essas questões, pois eu realmente sou fraca em política e não consigo entender o que não é “óbvio”.