Osmar Navarini passa o comando da diretoria comercial da MAG Seguros para Nuno David

mag seguros

A MAG Seguros anunciou agora há pouco, na abertura do Congresso Potencialize, que a diretoria comercial sai do comando de Osmar Navarini para Nuno David. “Tenho certeza de que será um novo capítulo importante para a história da Mag. Para mim é um desafio dar continuidade ao trabalho do Osmar. Mas sei que seguiremos no nosso propósito de levar proteção para a população brasileira. Capacitar e treinar nossos parceiros é a coisa mais importante que podemos fazer para trazer crescimento ao mercado de seguros de vida para o Brasil”, disse Nuno. 

Osmar passa a ser o mais novo membro do Conselho Consultivo da MAG Seguros e vai auxiliar o presidente e CEO Helder Molina em projetos especiais da MAG. “Não me afasto da MAG, contínuo de portas aberta para todos, sem interferir no trabalho de Nuno”, comentou.

Helder Molina afirmou que Navarini estará agora ao seu lado, ajudando-o a desenvolver o grupo. “Tenho certeza que esta dupla vai ter muito sucesso. Meu muito obrigado a você, que há 42 viveu com metas nas cotas. Agora nossa primeira missão é aumentar a meta do Nuno”, brincou Helder. “Agradeço a honra de participar do Conselho. Pode contar comigo para tudo, principalmente com a minha amizade e lealdade”.

MDS contrata Marjorye Hoejenbos como diretora de resseguros

A MDS Brasil, uma das principais corretoras do país no segmento de seguros, resseguros, gestão de benefícios e consultoria de riscos, anuncia uma mudança importante em sua diretoria. A executiva Marjorye Hoejenbos, que está há três anos na empresa e, atualmente, é superintendente de resseguros, atuando também na Administração e Recuperação de Sinistros Vultuosos e na Estratégia de Transferência de Riscos, muda de função a partir deste mês. 

 
Marjorye assume o cargo de diretora de resseguros da MDS Brasil, uma área que acumula cerca de R$ 700 milhões em volume de prêmios e representa, em média, 20% do share do P&C. À frente da nova função, a executiva concentrará seus esforços em ampliar ainda mais a atuação da MDS no setor de Resseguros, que vem crescendo a cada ano.  Em 2021, a área apresentou alta de aproximadamente 250% no faturamento em comparação com o mesmo período do ano passado, logo, para 2022, o objetivo é seguir um crescimento sustentável.  

“Assumir esse papel tão estratégico dentro da MDS é um reconhecimento muito importante do trabalho que venho desenvolvendo aqui nos últimos anos. A MDS tem planos ambiciosos para esta área no Brasil e um dos meus desafios será liderar esse movimento”, afirma a executiva. 

Graduada em relações internacionais pela Faculdade Anhembi Morumbi, Marjorye conta com uma bagagem de seis anos de experiência como broker de resseguro facultativo, sendo responsável pela colocação de riscos complexos de Key Clients dos segmentos de Energy & Power, Papel & Celulose e Finanças. 

Ela também conta com uma grande vivência internacional, o que inclui um intercâmbio, em Paris (na França), na École Supérieure du Commerce Éxterieur (ESCE), e o curso de Extensão e Desenvolvimento Profissional em Washington, nos Estados Unidos. 

Artigo: Capitalização deve ter mais vigor na retomada do crescimento em 2022

Marcelo Farinha - presidente da Fenacap

por Marcelo Farinha, presidente da Federação Nacional de Capitalização

A Capitalização ingressa em 2022 completando uma trajetória de 93 anos de atuação ininterruptas no mercado, em que a resiliência tem sido a sua marca. Nesta longa jornada, o setor enfrentou os mais diferentes desafios. Aliás, a atividade chegou ao Brasil no período dramático de crise mundial provocada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York – que afetou os rumos dos negócios com café e abriu caminho para o algodão, por exemplo. Portanto, é um segmento que tem convivido com mudanças de hábitos, no estilo de vida e na atividade econômica ao longo do tempo.  

E estamos passando por mais um grande desafio: a pandemia da Covid-19. O setor, como todo o processo produtivo, também teve impactos negativos, mas acelerou os processos de inovação realizando pesados investimentos para garantir o atendimento on-line. Nesse processo de migração para o digital, foi fundamental o engajamento das equipes das empresas para a implementação de uma contínua mudança de processos capazes, por sua vez, de oferecer transparência e segurança nas operações.

Tudo isso constituiu um grande aprendizado e os resultados foram importantes para termos a confiança de que o setor encerra o ano de 2021 mais forte, mais estruturado e pronto para retomar o vigor dos anos anteriores. As equipes envolvidas nessa rápida transformação tecnológica também saem mais fortalecidas e aptas ao atendimento das novas demandas, entre as quais figuram, além das pessoas, os pequenos e microempresários que acabaram por ser os mais afetados justamente pela ausência, muitas vezes, de um planejamento financeiro e reserva de valor para períodos de crise.

 A confiança da Capitalização com o futuro é sinalizada desde já pelo resultado positivo: R$ 20 bilhões de arrecadação entre janeiro e outubro de 2021, crescimento na casa dos 6%, e um crescente volume de reservas que ultrapassa os R$ 33 bilhões. É claro que ainda existe um longo caminho a ser trilhado. A crise provocada pela pandemia reforçou a importância da Capitalização como instrumento de reserva de valor, disciplina financeira e mecanismo de garantia, seja para os momentos de emergência, ações sociais e comerciais, ou para transformar sonhos em realidade.

É importante ressaltar que um dos diferenciais competitivos da Capitalização é a sua diversidade e a sua capacidade de se reinventar. Com os avanços regulatórios, o setor deixou de ter praticamente uma única opção de produto para se transformar em um segmento capaz de criar outros modelos de negócios, com atuação de produtos em garantia de aluguel, filantropia, ações de marketing voltadas à retenção de clientes, só para citar alguns exemplos.

É uma atividade com grande capacidade de se acoplar a outros produtos e mercados. Ao longo dos anos, a Capitalização se desenvolveu a partir das necessidades dos públicos de interesse e passou a oferecer soluções simples que, combinadas com sorteios, são capazes de atender de maneira diferenciada a novas e crescentes demandas da sociedade. 

Essa característica abriu uma nova perspectiva de mercado, inclusive para corretores de seguros. Somos capazes de atender às demandas de praticamente todos os segmentos de negócios. Com produtos voltados para pessoa física ou jurídica e com valores acessíveis, para qualquer tamanho de bolso, extremamente inclusivo e de simples contratação, a Capitalização demonstra toda a sua versatilidade e aderência às necessidades dos consumidores.

O marco regulatório trouxe ainda novas possibilidades de negócios. A modalidade de Incentivo, que aproxima empresas de seus clientes, ou ainda a modalidade Instrumento de Garantia, que se vale os títulos para a viabilização de muitos contratos, devem dar impulso para uma retomada sustentável do segmento. 

A modalidade Filantropia Premiável têm apresentado desempenho altamente promissor. Os acordos com organizações sociais emprestam ao mercado grande credibilidade que é devolvida a esses projetos na forma de investimentos significativos. De janeiro a outubro de 2021, os produtos contribuíram com um aporte mais de R$ 1 bilhão às entidades que realizam ações voltadas ao trabalho social. Foi o setor que mais direcionou recursos à filantropia em 2021.

Por fim, os próximos anos serão de valorização da experiência do cliente, ou seja, pensar essa jornada é mais importante do que a simples venda dos produtos. Aprimorar os mecanismos de relacionamento com o consumidor e oferecer soluções mais ágeis e completas serão determinantes para a sustentabilidade do mercado de Capitalização. Transformar os clientes em fãs é o desafio da Capitalização no Brasil. Que venham os próximos anos!

MAPFRE registra aumento de 77% nos serviços de assistência no período entre Natal e Ano Novo

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Fonte: Mapfre

Com a maior flexibilização das medidas restritivas em comparação ao final do ano de 2020, já se era esperado um volume maior de veículos nas estradas brasileiras entre dezembro e janeiro — assim como uma maior procura por serviços de reboque, troca de pneus e baterias. Prova disso é o aumento de 77% registrado pela MAPFRE na média diária de serviços de assistência 24 horas durante os feriados de Natal e Ano Novo no comparativo com o mesmo período no ano passado. 

Os dados fazem parte do projeto NACAPA, promovido pela rede de provedores da seguradora e com o objetivo de reforçar as estruturas de atendimento em grandes feriados, onde a demanda de serviços aumenta. Neste ano, a primeira etapa da ação — realizada entre Festas de final de ano — englobou 200 cidades, que correspondem a 65% do volume total do Brasil. No total, a MAPFRE realizou 11.627 serviços, sendo 61% de reboques de veículos, 26% de SOS, que inclui recarga de baterias e troca de pneus, e 13% de outras atividades como chaveiro, táxi e reboque de caminhões. 

“Realizamos estudos de logística e estruturamos nossa atuação em cidades estratégicas para garantir que os clientes MAPFRE continuassem com um atendimento de qualidade. O resultado foi muito positivo e já estamos nos preparando para as próximas campanhas, que vão ocorrer no Carnaval e na Páscoa.”, conta Roberto De Antoni, Chefe de Operações da MAPFRE Brasil.

Seguro rural bate recorde em capital segurado em 2021: R$ 68,3 bilhões

seguro rural MAPA

Fonte: MAPA

Em 2021, o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aplicou R$ 1,18 bilhão, valor 34% maior que o executado em 2020. Com isso, todos os indicadores são recordes no seguro rural em 2021. Foram beneficiados aproximadamente 121 mil produtores rurais, contratadas 218 mil apólices e a área segurada total foi de 14 milhões de hectares, 2,4% superior ao resultado de 2020. O valor segurado no país alcançou o recorde de R$ 68,3 bilhões no ano passado, um aumento de aproximadamente 49,1%.

As seguradoras já pagaram, entre janeiro e outubro de 2021, em torno de R$ 3,6 bilhões em indenizações aos produtores, o que representa um aumento de 76% sobre os R$ 2,1 bilhões pagos no mesmo período de 2020. O valor é recorde também desde o começo do PSR, em 2006.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem priorizado a política agrícola de seguro, que é uma proteção indispensável para qualquer empreendimento rural e os eventos adversos que têm ocorrido com frequência nos últimos anos.

Em 2021, houve aumento significativo nos custos e preços dos principais produtos segurados, como a soja e o milho, o que exigiu um aporte maior de subvenção do governo.

Outros destaques no PSR foram entre as mais de 60 atividades apoiadas pelo Programa. No ano de 2021, destaca-se o crescimento das operações de pecuária, que tiveram um aumento de 109%; café, 40%; floresta, 22% e milho, 1ª e 2ª safras, 18%.

As culturas que apresentaram maior demanda por seguro rural foram: soja, milho (2ª safra), trigo, milho (1ª safra), café, maçã, uva, arroz e tomate.

Susep é um dos reguladores financeiros de destaque na lista da Open Future World em 2021

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Fonte: Susep

 A Superintendência de Seguros Privados (Susep) é uma das entidades reguladoras do setor financeiro a figurar no relatório Most Interesting in Open Finance 2021, primeira edição do ranking anual produzido pelo site Open Future World. O portal britânico é a maior fonte global de informação sobre o progresso do Open Data no mundo, apresentando insights, análises e oportunidades sobre o assunto.

A lista se baseou no quantitativo de menções positivas de empresas e instituições em notícias no seu site ao longo de 2021 e a Susep é um dos poucos reguladores financeiros presentes no relatório, sendo um dos únicos brasileiros, ao lado apenas do Banco Central do Brasil (BCB). Entre as demais instituições, encontram-se a Financial Conduct Autority (FCA), do Reino Unido, e a Financial Services Comission, da Coreia do Sul.

A presença da Superintendência no relatório, que reconhece as 82 organizações por trás das notícias e artigos mais interessantes sobre o Open Finance, reforça a importância da Autarquia na implementação do Sistema de Dados Abertos no setor de seguros brasileiro. Além disso, o próprio relatório destaca a rápida evolução do Brasil em Open Finance.

O relatório

Em 2021, a edição diária de notícias do Open Future World apresentou mais de 5 mil menções de mais de 1,5 mil organizações em 72 países. As classificações reconhecem a conquista da indústria global e a liderança de pensamento, tanto das maiores marcas que definem a agenda quanto de organizações menores que se destacam por meio de uma grande liderança.

Open Insurance

Open Insurance é um sistema que permite o compartilhamento padronizado de dados e serviços por meio de abertura e integração de sistemas no âmbito dos mercados de seguros, previdência complementar aberta e capitalização. A primeira fase de implementação teve início em 15 de dezembro de 2021 e garantirá um acesso mais fácil para o consumidor aos produtos e serviços disponíveis no mercado de seguros, criando condições mais favoráveis, também, para que as entidades participantes divulguem informações públicas relevantes para seus clientes e para o público em geral.

CNseg: Seguradoras devem ampliar questões ASG em 2022

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Até março de 2022, estará em consulta pública a minuta de circular da Susep que exige a inclusão dos riscos de sustentabilidade na estrutura de gestão de risco tradicional das empresas de seguros. O documento demanda também a criação de uma Política de Sustentabilidade e a elaboração de um relatório anual, que apresente riscos e oportunidades relacionadas aos aspectos ASG (ambiental, social e governança) e climáticos. 

A minuta prevê o estabelecimento de processos e controles específicos para a gestão dos riscos de sustentabilidade e até a possibilidade de limites para concentração de riscos e/ou restrições para a realização de negócios. Para a Diretora- Executiva da Confederação Nacional das Seguradoras- CNseg, Solange Beatriz, é importante destacar que a Susep não irá impor limites ou restrições, mas irá fornecer um conjunto de diretrizes que deve orientar decisões de negócios das empresas. 

“A proposta não cria um risco novo para ser adicionado ao capital regulatório das seguradoras. Os riscos de sustentabilidade devem estar integrados à gestão dos demais riscos que já são regulados: os de subscrição, de crédito, de mercado, operacional e de liquidez”, explica.

O documento também aborda a consideração de critérios de sustentabilidade para seleção de investimentos. Esses parâmetros deverão constar nas Políticas de Investimento das empresas indicando em qual parcela da carteira eles serão aplicados. 

“O objetivo não é definir o que é um investimento verde ou de impacto, nem qual parcela da carteira deve ser direcionada para investimentos dessa natureza. A abordagem prevista permite que as empresas definam seus próprios critérios e seus apetites a esses tipos de investimentos”.

Solange Beatriz avalia ainda que a preocupação com o tema ASG não é novidade para as seguradoras.

“Segundo o último Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros de 2020, elaborado anualmente pela CNseg desde 2015, 90,5% das empresas participantes já integram questões ASG em seus planejamentos estratégicos e 47,4% incluem critérios de sustentabilidade na gestão de investimentos e nos processos de subscrição de riscos. O desafio para 2022 será ampliar a inserção do tema no dia a dia”. 

As exigências regulatórias que impõe às seguradoras a consideração de aspectos de sustentabilidade compõe peça-chave para estabelecimento de um modelo de supervisão que fomente o desenvolvimento sustentável do setor financeiro nacional. Esses aspectos passaram a ser exigidos, recentemente, pelo Banco Central e também pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

ABC Corretora entra nos ramos de seguros de danos

Luiz Antonio de Assumpção Neto Foto 2

A ABC Corretora, corretora de seguros do Banco ABC Brasil, ampliou seu portfólio e, desde dezembro, trabalha com os seguros ramos elementares (RE), que são aqueles que têm por finalidade a garantia de perdas, danos ou responsabilidades sobre objetos ou pessoas. Entre as áreas que compõem este tipo de seguro estão: empresarial, riscos operacionais, riscos cibernéticos, equipamentos, riscos de engenharia, responsabilidade civil e frota, além de D&O e E&O.

“Buscamos oferecer os produtos mais aderentes às necessidades dos clientes, por isso colocamos esta opção na nossa linha uma vez que os vários produtos do RE podem ser adquiridos por uma mesma empresa”, afirma Luiz Antônio de Assumpção Neto, CEO da ABC Corretora. O executivo salienta que os seguros ainda têm uma baixa penetração no Brasil em relação a outros países, o que mostra um grande potencial de mercado. “Há muito espaço para crescermos, é um setor em constante evolução e inovação”, completa Assumpção. Além dos seguros RE, a corretora possui outras linhas de produtos como seguros de vida e linhas financeiras. “Nosso desafio é crescer dentro dos seguros que já oferecemos a aumentar o número de produtos da corretora”, finaliza o CEO.

Custo do seguro de carro sobe com alta dos veículos seminovos, avalia estudo IPSA, da TEx

TEx Tecnologia

A CNN destaca que na lista de despesas para quem tem um carro, a contratação de um seguro está, provavelmente, no topo. O valor a ser pago pelo contratante é formado por uma série de fatores. Marcelo Sebastião, presidente da Comissão de Automóvel da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), diz que os principais são: dados do proponente e do condutor (idade, sexo, endereço, entre outros), perfil de utilização do veículo, região de circulação, CEP de pernoite, a marca, o tipo e o ano do veículo.

A proposta pode sofrer reajustes dependendo da frequência de colisões, parcial ou integral, roubos e furtos, custo de peças e mão de obra de reparo, além das alíquotas dos impostos federais, estaduais e municipais. Hoje, o país conta com 19,7 milhões de veículos segurados, de acordo com os dados da FenSeg.

Realizado pela insurtech TEx, o IPSA (Índice de Preços do Seguro de Automóvel) aponta que, em novembro de 2021, o valor de um seguro representava, em média, 5,1% do preço de tabela do automóvel. Ou seja, no caso de um carro avaliado em R$ 50 mil, o desembolso foi de R$ 2,5 mil.

Realizado a partir de informações de corretores localizados em 4 mil cidades do Brasil, o levantamento aponta que, quando dividido por gênero, o percentual ficou em 5,3% para os homens e de 4,9% para as mulheres. No caso da faixa etária, o mais elevado, 8,8%, foi cobrado daqueles com idade entre 18 e 25 anos, e o mais baixo, 4%, dos condutores com 56 anos ou mais.

Emir Zanatto, CEO da TEx, diz que o ano de 2021 foi totalmente atípico para a indústria do seguro. O valor dos contratos foi diretamente impactado pela alta dos veículos seminovos, uma valorização em média de 20%, pela falta de carros novos para pronta-entrega e pela escassez de peças e componentes de reposição. “São fatores pouco usuais e que resultaram nessa situação dos preços dos seguros. Em 2022, no período pós-pandemia, a tendência é de uma acomodação das tabelas de valores”.

Zanatto conta que, de janeiro a dezembro de 2021, o consumidor buscou alternativas para seguir com o veículo segurado, principalmente a escolha por apólices com franquia reduzida em 50% e o parcelamento do serviço em 10 parcelas.

Conhecido por seu conservadorismo, o setor também passou a avaliar novas formas de atuar e enfrentar os efeitos da pandemia. Emir informa que já são realizados testes com contratos que usam como referência a forma de condução do veículo e o período de uso.

No primeiro caso, um dispositivo faz, por meio de um aplicativo, um relatório com velocidade média, destreza nas curvas e outros fatores. No segundo, o valor é definido pelos dias de circulação. Um motorista que só roda aos finais de semana não pagará um seguro igual ao daquele que tira o carro da garagem todos os dias.

Fracasso climático e crise social lideram riscos globais, segundo relatório da Zurich, Marsh e WEF

Global Risks Report 2022 Zurich Marsh

Os riscos climáticos dominam as preocupações globais à medida que o mundo entra no terceiro ano da pandemia. De acordo com o Global Risks Report 2022, enquanto os principais riscos de longo prazo se relacionam ao clima, as principais preocupações globais de curto prazo incluem divisões sociais, crises de subsistência e deterioração da saúde mental.

Além disso, a maioria dos especialistas acredita que uma recuperação econômica global será volátil e desigual nos próximos três anos.

Agora, em sua 17ª edição, o relatório encoraja os líderes a pensarem fora do ciclo de relatórios trimestrais e a criar políticas que gerenciem riscos e moldem a agenda para os próximos anos. Ele explora quatro áreas de riscos emergentes: cibersegurança; competição no espaço; uma transição climática desordenada; e pressões migratórias, cada uma exigindo coordenação global para uma gestão bem-sucedida.

“As disrupções econômicas e de saúde estão agravando as divisões sociais. Isso está criando tensões em um momento em que a colaboração dentro das sociedades e entre a comunidade internacional será fundamental para garantir uma recuperação global mais uniforme e rápida. Os líderes globais devem se unir e adotar uma abordagem coordenada de múltiplas partes interessadas para enfrentar os desafios globais implacáveis ​​e construir resiliência antes da próxima crise”, disse Saadia Zahidi, Managing Director do Fórum Econômico Mundial.

Carolina Klint, Risk Management Leader, Continental Europe da Marsh, disse: “À medida que as empresas se recuperam da pandemia, elas estão aprimorando o foco na resiliência organizacional e nas credenciais ESG. Com as ameaças cibernéticas agora crescendo mais rápido do que nossa capacidade de erradicá-las permanentemente, está claro que nem a resiliência nem a governança são possíveis sem planos de gerenciamento de risco cibernético sofisticados e confiáveis. Da mesma forma, as organizações precisam começar a entender seus riscos espaciais, especialmente o risco para os satélites, dos quais nos tornamos cada vez mais dependentes, dado o aumento das ambições e tensões geopolíticas”.

Peter Giger, Group Chief Risk Officer do Zurich Insurance Group, disse: “A crise climática continua sendo a maior ameaça de longo prazo que a humanidade enfrenta. A omissão de ação sobre as mudanças climáticas pode reduzir o PIB global em um sexto e os compromissos assumidos na COP26 ainda não são suficientes para atingir a meta de 1,5 C. Não é tarde demais para governos e empresas agirem sobre os riscos que enfrentam e conduzirem uma transição inovadora, determinada e inclusiva que proteja as economias e as pessoas”.

O relatório se encerra com reflexões sobre o segundo ano da pandemia de COVID-19, produzindo novos insights sobre a resiliência a nível nacional. O capítulo também se baseia nas comunidades de especialistas em risco do Fórum Econômico Mundial – a Chief Risk Officers Community and Global Future Council on Frontier Risks – para oferecer conselhos práticos na implementação da resiliência para as organizações.

O Global Risk Report 2022 foi desenvolvido com o apoio inestimável do Global Risks Advisory Board do Fórum Econômico Mundial. Ele também se beneficia da colaboração contínua com seus parceiros estratégicos, Marsh McLennan, SK Group e Zurich Insurance Group, e seus consultores acadêmicos na Oxford Martin School (Universidade de Oxford), na National University of Singapore e no Wharton Risk Management and Decision Processes Center (Universidade da Pensilvânia).