Evolução da gestão de riscos ASG no setor segurador é tema de estudo

CNseg Solange Beatriz

Fonte: CNseg

A Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg está apoiando um estudo conduzido pelos pesquisadores do Programa de Planejamento Energético da Coppe e da Coppead da UFRJ sobre riscos Ambientais, Sociais e de Governança (ASG), com ênfase em riscos climáticos, no setor de seguros no Brasil. 

A pesquisa está sendo realizada junto a profissionais de diferentes níveis das seguradoras, particularmente das áreas de sustentabilidade, subscrição de risco, gestão de riscos, investimentos, técnica e sinistros. A expectativa é que os resultados sejam publicados em um artigo científico, com as explicações sobre as principais descobertas no segundo trimestre de 2022. 

A diretora-executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, destaca que o apoio ao estudo está alinhado aos objetivos da CNseg de incentivar a produção de conhecimento científico.

 “Pesquisas como essa são essenciais para possibilitar o entendimento sobre este setor que é estratégico para a sociedade nos momentos em que a resiliência se faz necessária. Este estudo conduzido pela UFRJ tem como objetivo atualizar os resultados de uma pesquisa inicial conduzida em 2015, que também teve o apoio da CNseg”, explica. 

Na ocasião, foi constatado que, embora existisse materialidade financeira dos riscos ASG e climáticos relacionados a ramos de seguros de danos e responsabilidades, ainda havia poucos produtos que considerassem essas variáveis. Além disso, foi detectado nível baixo de integração de fatores ambientais, particularmente os relacionados a perda de biodiversidade e degradação dos ecossistemas, nos processos de subscrição de riscos. Paradoxalmente, a maioria dos respondentes indicaram que esses aspectos ambientais são os mais relevantes para a subscrição de riscos.

Perspectiva Global de Seguros para 2022: crescendo com pessoas, propósito e tecnologia

Após os dramáticos desenvolvimentos dos últimos anos, as seguradoras mostraram que podem realizar mudanças em larga escala em um ritmo mais rápido do que muitos veteranos do setor pensavam ser possível e podem lidar com desenvolvimentos inesperados, afirma o estudo 2022 Global Insurance Outlook da consultoria EY. “Acreditamos que o setor está pronto para um período de crescimento proposital, apesar dos desafios macroeconômicos e estruturais assustadores, concorrência acirrada e interrupções contínuas causadas pela tecnologia”, afirmam os autores.

Segundo eles, a COVID-19 demonstrou por que o setor de seguros é essencial – não apenas para a saúde econômica global e o aumento do bem-estar financeiro, mas também para proteger o que as pessoas mais valorizam. As decisões e ações que os líderes tomam hoje podem influenciar significativamente o futuro da indústria, as vidas e meios de subsistência de bilhões de pessoas em todo o mundo, enfatizam.

A edição de 2022 da série anual Global Insurance Outlook da EY reflete o momento dinâmico e orientado para o setor, com foco em seguros e ecossistemas abertos, transformação da força de trabalho e sustentabilidade. Embora essas três tendências especialmente poderosas estejam atualmente moldando o mercado, há também outras áreas em que as seguradoras estão encontrando oportunidades atraentes e, potencialmente, riscos mais severos do que os habituais, como mudanças climáticas mais severas e riscos cibernéticos com perdas que podem chegar a bilhões de dólares. Além de pandemias, como a Covid-19, que está entre os três custos mais elevados de pagamentos de indenizações no mundo em 2021.

A otimização de custos e capital continua imperativa, conforme evidenciado pelos recentes desinvestimentos estratégicos de muitas seguradoras líderes. No Brasil, por exemplo, temos exemplos como Itaú deixando de operar em grandes riscos e Bradesco se tornando sócia da Swiss Re Corporate Solutions neste mesmo segmento. As seguradoras de vida devem investir com visão de longo prazo os ganhos em crescimento de vendas nos últimos anos, enquanto as seguradoras de danos e responsabilidades, ou Property & Casualty (P&C), devem aproveitar um mercado cada vez mais disputado.

As seguradoras devem continuar a lidar com sua dívida de tecnologia digitalizando os principais processos, migrando para a nuvem e adotando modelos de fornecimento flexíveis, afirma o estudo. O cenário atual também é enriquecido por sua fragmentação; convergência e competição intensa, inclusive de um mix de players não tradicionais; e tendencia de parceria entre diversos players.

“As operadoras procurarão fazer parceria ou adquirir as insurtechs mais promissoras, e os bancos e gestores de ativos oferecerão mais produtos de proteção diferenciados em propostas holísticas de valor voltadas para o bem-estar financeiro, forçando as seguradoras a escolher entre colaboração e competição”, acrescentam os autores em comunicado divulgado.

Por fim, o setor de seguros deve procurar liderar com propósito e cumprir suas mais altas aspirações, principalmente após a pandemia COVID-19. As seguradoras precisavam estar presentes para os clientes e empreender mudanças em larga escala rapidamente para garantir que pudessem atender às pessoas necessitadas – e devem continuar a fazê-lo, principalmente se quiserem ajudar o mundo a se preparar para o aumento do risco climático.

Fitch afirma que parcerias com insurtechs podem fortalecer seguradoras

tecnologia insurtech

A colaboração bem-sucedida da InsurTech pode permitir que as seguradoras adotem a tecnologia mais recente mais rapidamente, reduzam as despesas operacionais, melhorem seu alcance de distribuição e aumentem a retenção de clientes. A Fitch Ratings acredita que o sucesso dessas parcerias desempenhará um papel importante na futura posição de mercado das seguradoras.

A Fitch espera que a inovação baseada em tecnologia e as soluções digitais no setor de seguros intensifiquem a concorrência de não seguradoras, como empresas de tecnologia – especialmente em setores onde as empresas de tecnologia têm acesso a participações de mercado concentradas. Além disso, devido às mudanças tecnológicas que facilitam o acesso mais onipresente às informações, a Fitch Ratings espera que a demanda do mercado se desloque para a qualidade do produto, e não para a familiaridade de marcas de seguros conhecidas. Isso representa uma ameaça para as seguradoras tradicionais que dependem muito da fidelidade e herança da marca para manter sua vantagem competitiva.

Nem todas as atividades da InsurTech são regulamentadas sob as estruturas regulatórias atuais, e isso cria uma zona cinzenta regulatória. O risco de interpretação regulatória consequente pode desencorajar os provedores de capital. No entanto, a Fitch Ratings espera que surja mais clareza à medida que os reguladores de serviços financeiros priorizam as inovações tecnológicas.

No Brasil, as parcerias já estão a todo vapor.  Em 2021, segundo o monitoramento do Conexão Fintech, as insurtechs brasileiras receberam em investimentos mais de meio bilhão de reais. O número ainda não é tão alto quando comparado com os R$ 33 bilhões arrecadados por startups até setembro de 2021, segundo levantamento da KPMG em parceria com a ABVCAP (Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital). Boa parte deste capital investido vem de seguradoras tradicionais, segundo comentam executivos do setor.

ANS inclui exame de Covid-19 em rol de coberturas obrigatórias em planos de saúde

Fonte: ANS

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou, no início da noite desta quarta-feira (19/01), em reunião extraordinária, a inclusão do exame teste rápido para detecção de antígeno SARS-CoV-2 (coronavírus Covid-19), no rol de coberturas obrigatórias para beneficiários de planos de saúde. O procedimento que irá constar do anexo I da Resolução Normativa nº 465/2021 foi encaminhado para publicação no Diário Oficial da União após a reunião e a previsão é que seja publicado na edição desta quinta-feira. A partir de então, a cobertura passa a ser imediata.  

O teste será coberto para os beneficiários de planos de saúde com segmentação ambulatorial, hospitalar ou referência e será feito nos casos em que houver indicação médica, para pacientes com Síndrome Gripal (SG) ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), quando os sintomas estiverem na janela ótima de utilização, ou seja, entre o 1° e o 7° dia de início dos sintomas. 

Para a avaliação da decisão, a ANS considerou o contexto atual, que conta com a circulação e rápido crescimento de casos relacionados à nova variante, Ômicron – designada como variante de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 26 de novembro do ano passado. 

“Neste momento, compreendemos que a inclusão do teste rápido para detecção de antígeno pode ser realmente útil, tendo em vista que os testes rápidos são mais acessíveis e fornecem resultados mais rapidamente que o RT-PCR, por exemplo. Assim, o teste de antígenos pode ampliar a detecção e acelerar o isolamento, levando a uma redução da disseminação da doença e, por consequência, a uma diminuição da sobrecarga dos serviços laboratoriais. Ao mesmo tempo em que tomamos a decisão responsável de manter o acesso ao padrão ouro de diagnóstico, o RT-PCR”, avaliou Paulo Rebello, diretor-presidente da ANS. 

A Agência orienta que o beneficiário consulte a operadora do seu plano de saúde para informações sobre o local mais adequado para a realização do exame ou para esclarecimento de dúvidas sobre diagnóstico ou tratamento da doença. 

A ANS esclarece ainda que a cobertura do tratamento aos pacientes diagnosticados com a Covid-19 já é assegurada aos beneficiários de planos de saúde, de acordo com a segmentação de seus planos (ambulatorial, hospitalar ou referência). 

Sobre o exame 

O exame que será incluído no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS é o “Teste SARS-COV-2 (coronavírus Covid-19) – teste rápido para detecção de antígeno”. 

A cobertura será obrigatória quando o paciente apresentar Síndrome Gripal (SG) ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), entre o 1° dia e 7° dia desde o início dos sintomas. 

A Síndrome Gripal (SG) é atribuída ao paciente com quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas: febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos. Em crianças: além sintomas citados, o responsável deve considerar obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico. Em idosos: deve-se considerar também critérios específicos de agravamento, como: síncope, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e inapetência. Na suspeita de Covid-19, a febre pode estar ausente e sintomas gastrointestinais (diarreia) podem estar presentes. 

Já a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é atribuída ao paciente com Síndrome Gripal (SG), que também apresente: desconforto respiratório ou pressão persistente no tórax, ou ainda saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente, coloração azulada dos lábios ou rosto. Em crianças: além dos sintomas já mencionados, o responsável deve observar os batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência. 

A ANS ressalta que, uma vez que o conhecimento da infecção pelo vírus SARS-CoV-2 (Covid-19) ainda está em processo de consolidação, à medida que novas evidências forem disponibilizadas, a tecnologia e sua diretriz poderão ser revistas, a qualquer tempo. 

Seguradora Zurich amplia valor da cobertura de responsabilidade civil em riscos de engenharia

Fabio Silva Zurich
Fabio Silva

Fonte: Zurich

Apesar do recente anúncio da retração da economia, confirmando que o país está em recessão técnica, o setor de construção civil segue aquecido. Segundo projeção da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), feita em 13 de dezembro do ano passado, o segmento deve registrar crescimento consolidado de 7,6% em 2021. A entidade estima que em 2022 a evolução será de 2%, caso a economia do país tenha alta entre 0,5% e 1%.

Os números são uma oportunidade para o corretor parceiro da Zurich de olho no mercado de seguro de riscos de engenharia. A razão é que a plataforma online de Riscos de Engenharia da Zurich, o Zurich Construção, acaba de liberar uma nova funcionalidade. Trata-se da cobertura de Responsabilidade Civil (RC) contratada para reformas em residências ou pequenos estabelecimentos comerciais, cujo limite pode ser de até 5 vezes o valor da obra, limitado a R$ 2 milhões.

“Com essa nova funcionalidade, a ferramenta está cada vez mais apta a atender às necessidades do mercado. Agora, pequenas reformas, que tem um ticket médio relativamente mais baixo, mas valores de risco de RC altos, podem contar com uma cobertura de Responsabilidade Civil acessível, em uma única apólice”, comenta o Superintendente de Linhas de Engenharia da Zurich, Fabio Silva.

O Zurich Construção está disponível dentro do Portal de Riscos de Engenharia da seguradora. Foi lançado há poucos meses e possibilita a realização de 15 tipos de cotações (das quais 14 são de construção e um de reforma), além de emissões de certificados e boletos. Seu principal diferencial está no fato de permitir aos corretores cotarem, de forma simples e ágil, os mais diversos tipos de riscos – não se limitando apenas aos de construções verticais, ou ‘Grupo I’, como é conhecido no mercado.

Fabio lembra que o lançamento foi mais que um meio de a empresa ampliar o leque de produtos com contratação simplificada no segmento de seguros corporativos: teve e continua tendo 100% do foco no corretor. “Tanto o lançamento quanto a ampliação de funcionalidades da plataforma visam oferecer a melhor experiência aos usuários, a fim de proporcionar uma contratação ágil e descomplicada, que agregue valor a esses nossos parceiros estratégicos”.

Insurtech do Santander faz parceria com Europ Assistance para entrar no segmento de serviços automotivos

Newton Queiroz, CEO da Europ Assistance Brasil e da CEABS 1b

O Auto Compara, plataforma de contratação de seguros do Santander, firmou parceria com a Europ Assistance Brasil – multinacional presente em mais de 200 países e líder mundial em assistências – para democratizar o acesso a serviços automotivos. A estratégia das duas empresas é atender a motoristas com um pacote de comodidades que, tradicionalmente, ficam restritas a quem possui cobertura das seguradoras. Outro público-alvo são proprietários de veículos com mais de dez anos de uso, devido às limitações para a contratação de seguro.

Para cumprir o propósito de facilitar o acesso aos serviços, a solução chega ao consumidor ao custo de R$ 49,90 por mês, segundo comunicado do grupo distribuído à imprensa. O pacote inclui serviço de monitoramento e localização para casos de roubo e furto, além de assistências automotivas como reboque, socorro mecânico ou por pane seca, além de meio de transporte alternativo para o motorista e passageiros. O cliente ainda recebe assistência despachante e concierge automotivo para renovação da CNH, mudança de categoria, transferência de veículos e agendamento de revisão do automóvel.

A expectativa é que por meio da parceria as empresas possam oferecer a facilidade dos serviços de assistência automotiva a uma população que hoje não é assistida, dado a baixa penetração de seguros automotivos no Brasil. Um estudo desenvolvido pelas maiores seguradoras com atuação local estima que mais de 70% da frota de veículos do País não é segurada. O Brasil aparece apenas na 50ª posição global em gastos per capita com seguros.

Segundo Ronaldo Rondinelli, CEO do Auto Compara, o plano de negócios tem como meta inicial alcançar 300 mil contratos em três anos. “Com este lançamento, estamos ampliando a nossa atuação no setor automotivo, com um pacote de assistências bastante atrativo a uma parcela significativa de potenciais clientes”, afirma. O executivo explica que, hoje, entre os consumidores que acessam a plataforma em busca de proteção veicular, uma parcela desiste da contratação devido ao custo, ou por não fazer parte da base elegível das seguradoras.

O Auto Compara é uma plataforma 100% digital, controlada pelo Santander, para cotação, comparação e contratação de seguros de carro e moto de seis seguradoras (HDI, Liberty, Sompo, Tokio Marine, Zurich e Allianz, que a partir deste ano conta também com toda a carteira da SulAmerica). Além de oferecer a venda online de proteção para o veículo, a insurtech transformou a experiência do cliente no processo de contratação em uma operação simples, rápida e acessível. A jornada completa – do preenchimento de dados pessoais, informações do carro ou da moto, até a efetivação da compra – pode ser feita em apenas três minutos.

“Trata-se uma oportunidade de negócio crescente e robusta. Nesse sentido, as duas companhias ressaltam o peso dessa parceria, que, além de reunir soluções bastante vantajosas, contribui para a o acesso de forma massificada dos serviços de assistência”, completa.

Segundo Newton Queiroz, CEO da Europ Assistance, a oferta das soluções de assistência por meio do Auto Compara vai fazer com que a multinacional alcance um número cada vez maior de possíveis clientes no Brasil. “Esse movimento estratégico reforça o nosso plano de ampliação dos negócios, pensando sempre na facilidade e na praticidade para o consumidor”, avalia Queiroz.

Este movimento, vai de encontro com a estratégia da Europ Assistance, em termos de diversificações de canais e foco na maior penetração de produtos de proteção a sociedade. “Nós trabalhamos no ramo de proteção, ou seja, nossos produtos visam atender pessoas em momentos de possível vulnerabilidade, através de uma prestação de qualidade, é possível ter um resultado extremamente positivo ao cliente. O mais interessante nesta pareceria, é o encontro de duas empresas com a visão de democratizar a proteção com mais opções em produtos para seus clientes” finaliza Queiroz.

           O executivo destaca que a facilidade de acesso a serviços que antes estavam condicionados apenas às apólices de seguros amplia o alcance da companhia e projeta as ferramentas de assistência o caminho ideal para todos os públicos que buscam proteção do veículo.

TEx, em parceria com a Zurich, disponibiliza produto no multicálculo residencial

Ismael Andrade Zurich

A TEx, insurtech especializada em soluções online para o mercado segurador, acaba de firmar parceria com a Zurich no Brasil com o objetivo de aumentar a competitividade e as ofertas disponíveis no TELEPORT. A partir deste mês, todos os corretores que utilizam o TELEPORT terão acesso ao seguro Zurich Residência, informou a Zurich em comunicado.

“Nosso objetivo é estar sempre inovando e trazendo os principais produtos do mercado em primeira mão para os clientes TELEPORT. A parceria com a Zurich comprova isso e traz a possibilidade de oferecer produtos que possam contribuir para o desenvolvimento do seguro residencial, que é pouco explorado no Brasil”, explica Emir Zanatto, sócio e CEO da TEx.

Clientes Zurich Residência contam com coberturas que garantem a proteção de seu patrimônio e ainda podem aproveitar as vantagens e diferenciais que o seguro oferece, como:

  • Assistência 24 horas;
  • Serviço gratuito de descarte ecológico para móveis, eletrodomésticos, entulho e resto de obras;
  • Consultoria ambiental e para projetos sustentáveis;
  • Parceria ADT na instalação de alarmes monitorados.

Para o superintendente de seguros massificados da Zurich no Brasil, Ismael Andrade, a parceria inédita em seguro residencial é fundamental para os objetivos da seguradora. “Temos certeza de que, com o ingresso do Zurich Residência no Multicálculo Residencial da TEx, alcançaremos corretores de seguros de todo país, que poderão ofertar a seus clientes um produto único, com toda expertise e diferenciais da Zurich”, explica o executivo.

Além disso, é importante ressaltar que o Multicálculo Residencial do TELEPORT é o único do mercado em que é possível calcular e transmitir a proposta diretamente da ferramenta. Com ele, corretoras podem realizar inúmeras cotações com o preenchimento de um formulário ainda mais simples e intuitivo.

“Open health” e Metaverso no radar da seguradora SulAmérica

Alexandre Puttini SulAmerica

Não é de hoje que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vem falando em seus encontros com empresários e com a imprensa que o governo estuda editar uma medida provisória ainda neste ano para criar um sistema de “open health”, nos moldes do open banking, open insurance e open finance, resultado da conclusão de todas as fases dos dois primeiros. O discurso tem sido o mesmo: dar maior transparência ao setor de saúde, atrair novas companhias e assim beneficiar o consumidor com o aumento da concorrência.

O blog Sonho Seguro conversou com Alexandre Putini, diretor de Transformação Digital, Inovação e Advanced Analytics da SulAmérica, para saber como anda este tema no setor de saúde suplementar. Leia abaixo:

Quais são as expectativas da operadora/FenaSaúde para o Open Health?

Pelo lado dos bancos, o Open Banking deu início a um maior empoderamento de decisão para o cliente em relação ao compartilhamento de dados e consumo de serviços. O modelo de negócios tem como objetivo propor inovações para o sistema financeiro e gerar concorrência saudável, melhorando, assim, a oferta de produtos e serviços. De forma similar, o Open Insurance vem também proporcionar facilidades e oportunidade de atuação decisória por parte dos clientes. Tanto na perspectiva dos bancos quanto na das seguradoras, os modelos requerem grandes mudanças tecnológicas e de interoperabilidade entre plataformas e sistemas, com garantias de padronização das trocas de informações e de posicionamento do cliente no centro das decisões.

Nesse contexto temos o Open Heath, que dentro universo de saúde, tem como principal destaque a padronização dos dados de registros eletrônicos e prontuários digitais dos pacientes, além da interoperabilidade entre beneficiários, médicos, laboratórios e hospitais. Isso trará grande evolução na experiência do cliente, facilitando avaliações, reduzindo a repetição de exames ou mesmo de pedidos desnecessários, assim como trará poder decisório sobre como e onde seguir com tratamentos ou obter, de forma mais fácil, outras opiniões sobre diagnósticos de doenças, por exemplo. Como consequência, o setor espera o uso consciente do sistema de saúde e, potencialmente, uma redução na inflação médica, crescente ano a ano.

Quais são os desafios e oportunidades que a SulAmérica vê em um mercado aberto de informações?

O modelo trará benefícios e oportunidades, mas também desafios de alta competitividade, o que pode ser positivo sob o ponto de vista de melhor oferta de produtos e serviços, agilidade no atendimento e experiência do cliente como diferencial nesse mercado. As marcas também deverão continuamente estar aderentes às leis de proteção de dados, garantindo segurança da informação e o fortalecimento da relação de confiança. Cyber security é uma das linhas de maior investimento das empresas digitais ou em processo de digitalização.

Certamente exigirá investimentos em tecnologia, pessoas e inovação. Tem uma cifra para divulgar?

É fato que os investimentos para a implementação do Open Health serão importantes, à luz do que foi e continua sendo realizado com o Open Banking e Open Insurance, mas ainda não é possível dimensionar.

Como isso mudará as relações da gestão da cadeia paciente, operadora, médicos e hospitais?

Podemos citar ao menos três principais mudanças na gestão da cadeia, a favor do sistema de saúde. A primeira é sobre o paciente, que poderá decidir onde ter seus produtos e serviços, como usá-los e, de posse de seus dados, fazer uso deles para mais de um médico ou hospital. A segunda é no sistema de saúde como um todo, envolvendo a gestão da cadeia e a diminuição dos altos custos e usos desnecessários de exames. A terceira e última mudança está na otimização e afinamento na relação entre operadoras, médicos e hospitais, no compartilhamento de informações com anuência dos clientes, conforme as regras e padrões de gestão sobre os dados e consumos, sempre alinhado aos órgãos reguladores.

A aposta é que a criação de uma plataforma única tende a aumentar os serviços oferecidos, o que pode elevar a concorrência, diluir custos e melhorar a oferta. Acreditam que há mais espaço para concorrência do que já existe hoje? Cite exemplos de novos produtos e serviços que podem surgir a partir do Open Health.

A tendência é que haja mais de uma plataforma de saúde, o que certamente fomentará uma maior concorrência. Nesse contexto, a tecnologia terá papel fundamental, provendo a interoperabilidade entre elas, o posicionamento do cliente no centro decisor, de fato dono de seus próprios dados de saúde, e a interação com toda a cadeia.

Em relação aos produtos e serviços, o Open Health proporcionará a criação de novas carteiras digitais, nas quais o cliente terá facilmente acesso às suas informações de saúde, exames e diagnósticos por meio do smartphone; outros produtos de internet das coisas também aparecerão para monitoramento preventivo, como dispositivos wearable, como smartwatches, que permitem o compartilhamento de dados de saúde e a realização de alertas, recomendações ou indicações de urgência da operadora, seguradora de saúde e/ou hospital; além de serviços adicionais, como descontos, principalmente, nas adjacências de saúde como farmácias, empresas de bem-estar ou até mesmo cashback por bom uso do sistema e cuidados com a saúde.

Metaverso é um tema no radar das operadoras? 

Na SulAmérica, estamos atentos a todos movimentos de inovação no mercado nacional e internacional. Aqui, temos nossa Garagem de Inovação para avaliações, prototipações e experimentos, antes de lançarmos um novo produto ou serviço. No caso do Metaverso não é diferente – esse novo universo virtual vai combinar experiências imersivas à realidades conhecidas, além de trazer novas experiências para as pessoas, mudando a forma como entendemos o mundo que vivemos atualmente.

O que já delineou em estudos sobre o tema?

Estamos em fase de estudos e entendimentos, mas vemos possibilidades de realizar encontros de negócios virtuais, experimentar digitalmente os produtos e serviços antes da aquisição ou até mesmo ter explicações médicas de forma digital, profunda e lúdica, permitindo melhor visualização e compreensão do diagnóstico. Enfim, esse pode ser o início de uma nova era da evolução digital, na qual as experiências podem se misturar de forma efetiva, sem distinção de quais serão as melhores ou ainda uma dualidade de possibilidades de “estarmos em mais de um lugar ao mesmo tempo”.

Galo de Ouro 2021 premia os melhores corretores e funcionários de vendas da MAG Seguros

A campanha de vendas mais tradicional do mercado de seguro de vida e previdência do país, o Galo de Ouro, realizado pela MAG Seguros, teve sua comemoração e premiação realizada nesse sábado, dia 14 de janeiro, e contou com a apresentação do ator global Cauã Reymond, em evento híbrido e cercado de todos os protocolos de segurança.

O prêmio reconhece os melhores corretores e funcionários de vendas da MAG Seguros com o famoso troféu e uma viagem com direito a acompanhante. Em 2022, os vencedores de cada uma das 23 categorias embarcaram rumo à Dubai, uma cidade conhecida por suas paisagens de tirar o fôlego em cenários fascinantes, além da arquitetura moderna e linha do horizonte repleta de arranha-céus. Participam do Galo de Ouro os funcionários de vendas da empresa e os corretores parceiros da companhia.

“O Galo de Ouro é sempre um momento festejado e único na MAG Seguros. É a oportunidade que temos de prestar todas as homenagens devidas a todos os profissionais que contribuíram para o grande desempenho da companhia ao longo de 2021, um dos nossos anos de maior sucesso na história da empresa”, explica o CEO Helder Molina.

Também durante a cerimônia, foi entregue um troféu do Galo de Ouro especial em reconhecimento da carreira do executivo Osmar Navarini, que passou, no início de 2022, a ser o mais novo membro do Conselho Consultivo da MAG Seguros e passa a trabalhar diretamente com o presidente e CEO Helder Molina em projetos especiais da MAG.

Agravamento da severidade dos casos de Ômicron pode pressionar ganho das seguradoras

Desde a confirmação dos primeiros casos da variante Ômicron do coronavírus em São Paulo, no fim de novembro, o Brasil tem apresentado recordes de contágio. Apesar do aumento do número de casos dia após dia, a variante tem se mostrado menos letal, e a pressão sobre a sinistralidade e os índices de lucratividade das seguradoras dependerá da gravidade e da quantidade de internações, ressalta a Fitch Ratings. Em um cenário adverso, no qual o número de internações para a nova variante aumenta, existe a possibilidade de o número de casos e de a manutenção de procedimentos eletivos pressionarem a sinistralidade do segmento de seguros e, consequentemente, a rentabilidade do setor.

Para seguradoras que possuem cobertura de vida, a menor letalidade da variante e o avanço do quadro vacinal devem impedir a repetição do número de vítimas de 2021. Na primeira semana epidemiológica de 2022 houve 832 vítimas de Covid-19, ante as 6.906 da primeira semana epidemiológica de 2021 e as 21.141 do pico de casos, registrado na 14° semana epidemiológica de 2021.

O avanço da Ômicron aumentou a procura por testes de Covid-19. De acordo com a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o país tem apresentado recordes diários de testagem, chegando a 86,1 mil aplicações em 13 de janeiro de 2022. A taxa de positividade também cresceu significativamente, indo de 5% no começo de dezembro para 39,25% em 13 de janeiro, ainda pelos números da Abrafarma. 

Segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), há 69 mil novas infecções por dia, em média, o que representa 89% do pico da média diária mais alta já relatada, em junho de 2021, e indica um novo pico de casos, que se reflete na taxa de positividade e na grande busca por exames. O país registrou 23 milhões casos de Covid-19 e 621 mil mortes relacionadas ao coronavírus desde o início da pandemia, em março de 2020. 

No entanto, apesar do aumento do número de casos, 68% da população encontram-se vacinados com duas doses ou dose única. De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, 381 milhões de doses foram distribuídas. O país tem apresentado um avanço no número de internações em diversas regiões, mas a maior parte dos internados com Covid-19 não apresentava vacinação completa.

Embora ainda haja incertezas, a pressão sobre os sinistros das seguradoras de saúde dependerá da incidência de casos graves e do número de internações. De acordo com dados do setor, os números até agora são baixos quando comparados aos números de 2021.