Seguro de Vida para autônomos: um aliado para o equilíbrio da renda

Data: 10.02.2020 Local: Alphaville, SP Assunto: Retrato de Bernardo Castello, diretor Bradesco Vida e Previdência. Foto: Bitenka

Fonte: Bradesco

O número de trabalhadores autônomos e profissionais liberais segue crescendo no mercado brasileiro, especialmente após o advento da pandemia. Contudo, um dos maiores desafios desses profissionais, na maioria dos casos, é manter um equilíbrio financeiro sem contar com uma receita fixa. Lidar com essa situação de maneira adequada exige um bom planejamento. De acordo com Bernardo Castello, diretor da Bradesco Vida e Previdência, o Seguro de Vida é um produto indispensável para alcançar esse objetivo, pois oferece coberturas e assistências capazes de compensar uma eventual perda temporária de renda ou fazer frente a alguma despesa inesperada.

É o caso, por exemplo, de coberturas como Diária por Incapacidade Temporária, Diária de Internação Hospitalar e Doenças Graves. Há também assistências diferenciadas como o serviço Palavra de Médico, do seguro Vida Viva Bradesco, que possibilita o atendimento em diversas especialidades por especialistas brasileiros e internacionais, podendo ser contratado individualmente ou na modalidade de plano familiar. Todas essas soluções contribuem para a tranquilidade financeira de profissionais como motoristas de aplicativo, empreendedores digitais, personal trainers, terapeutas, entre outros.

“Um profissional autônomo precisa estar ciente de que suas receitas tendem a ser variáveis, já que, dependendo do produto ou serviço, o fator sazonal acaba tendo influência na demanda. A proteção de um seguro de vida pode garantir, por exemplo, o pagamento de uma indenização mensal, caso a pessoa fique impossibilitada de trabalhar por questões de saúde”, explica Bernardo Castello.

Segundo o diretor da Bradesco Vida e Previdência, no caso de um acidente, ter uma reserva de emergência ajuda muito a atenuar o impacto financeiro, principalmente se estivermos falando do provedor da família, que deve arcar com despesas como educação e saúde dos filhos.

“Nessa situação, o seguro atua como um aliado, provendo o suporte necessário até que as atividades sejam retomadas, além de poder oferecer cobertura para as despesas médicas, hospitalares e odontológicas decorrentes do acidente, o que contribui para evitar a contratação de empréstimos emergenciais que possam vir a afetar o planejamento familiar”.

Antes de contratar um Seguro de Vida, Bernardo Castello recomenda que o profissional tenha um planejamento claro e trace planos a médio e longo prazos, levando em conta sua situação familiar e patrimonial. Também é importante estimar a média de gastos e rendimentos no mês. Mesmo que os valores não sejam precisos, ter essa previsão ajuda a enfrentar uma perda temporária de receita fixa.

“Além disso, é sempre importante avaliar, pelo menos uma vez por ano, se as coberturas e assistências contratadas ainda atendem seus objetivos. Para isso, o ideal é contar com o apoio de um corretor de seguros, especialista mais indicado para auxiliar na escolha da proteção certa para o seu momento de vida e até mesmo para esclarecer eventuais dúvidas em casos de sinistro”, reforça o diretor da Bradesco Vida e Previdência.

MAG Seguros traz novidades no venda digital

Fonte: MAG


Inovação está no DNA da MAG Seguros, seguradora especializada e vida e previdência com mais de 185 anos de atuação ininterrupta no Brasil. No último mês, a companhia apresentou novidades no Venda Digital que vão facilitar o dia a dia das vendas de seus corretores e parceiros.

Desenvolvido em 2017, o Venda Digital permite a comercialização de todo portfólio da MAG Seguros de forma totalmente digital, remota e com a máxima segurança. Em versões aplicativo e web, a ferramenta foi fundamental para a continuidade dos negócios dos corretores durante a pandemia e está em constante evolução.
 

“Buscamos continuamente proporcionar uma ferramenta cada vez melhor para nossos corretores e parceiros, por isso, estamos sempre atentos às novas demandas e tendências”, comenta Jimmy Werder, gerente de Canais Digitais da MAG Seguros.

Entre as novidades do Venda Digital estão que, além do receber o token de assinatura para a validação da proposta por SMS e e-mail, o cliente também poderá optar recebê-lo pelo Whatsapp.

Outra nova facilidade é a possibilidade de concluir a venda apenas usando o novo cotador, trazendo agilidade no dia a dia do corretor.

Vale destacar que, atualmente, mais de 90% das vendas da MAG Seguros são realizadas por esta ferramenta, o que revela a assertividade do seu desenvolvimento e a sua real aplicabilidade no dia a dia dos corretores parceiros da seguradora.

Antonio Carlos Teixeira, ex-BB, assume como diretor comercial e de clientes da Brasilcap

Fonte: BrasilCap

A Brasilcap, empresa de capitalização da BB Seguros, tem um novo diretor comercial e de clientes. Ao assumir a diretoria, Antonio Carlos Teixeira afirma estar motivado para contribuir com o plano de retomada da liderança de mercado colocado em ação pelo presidente Nelson de Souza, desde que assumiu, em outubro passado. Projeto, aliás, que começa a apresentar resultados consistentes. “Estou extremamente motivado. A expectativa de retomar a liderança, com um planejamento comercial agressivo, em especial, a abertura de novos canais, tem me fascinado”, afirma o novo diretor, que chega com credenciais relevantes.


Aos 39 anos, Teixeira já desempenhou diversos cargos de liderança no Banco do Brasil ao longo de duas décadas. Entre eles, superintendente comercial e executivo de Varejo, além da participação na diretoria de Micro e Pequenas Empresas. Sua experiência inclui ainda a implementação de uma das Gerências Regionais de Crédito Imobiliário do Banco do Brasil e o comando da área de mobilização e metas do Varejo.Natural de Goiânia, mas criado em Cuiabá e com temporadas em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília, Antonio Carlos Teixeira é formado em Direito e tem especializações em Gestão Financeira de Negócios e Gestão de Pessoas.

A Brasilcap conta com mais de 3 milhões de clientes e um portfólio diferenciado de soluções de capitalização, como o estímulo à disciplina financeira com chances de premiação, incremento de negócios para empresas por meio dos títulos de incentivo, garantia ágil e segura para o aluguel de imóveis e operações de crédito, além de contribuição à filantropia.

Mitsui Sumitomo destaca a importância do corretor de seguros em diversificar o portfolio de produtos no Brasesul

A Mitsui Sumitomo Seguros esteve presente, nos dias 26 e 27 de maio, no Congresso Sul Brasileiro de Corretores de Seguros – Brasesul, que reuniu profissionais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Estiveram presentes o vice-presidente Hélio Kinoshita, a diretoria comercial e gerentes comerciais das filiais que atendem a região sul do Brasil. O objetivo foi fortalecer o relacionamento com corretores e parceiros, além de atrair novas oportunidades de negócio.

O maior interesse dos corretores que visitaram o estande da seguradora foi o seguro de ramos elementares massificados. “Nossa equipe mostrou aos corretores a importância de trabalharem na diversificação do mix de produtos para aumentarem suas receitas. Vivemos um momento em que estar ao lado do cliente, como consultores de riscos, é o grande diferencial do profissional de vendas, que passam a ser reconhecidos como especialistas em oferecer soluções para proteção do patrimônio de seus clientes”, comenta o vice-presidente Hélio Kinoshita.

“Participar de eventos como a Brasesul é importante para estreitarmos a parceria com nossos corretores e parceiros, além de reforçarmos a presença da Mitsui Sumitomo Seguros em um mercado tão importante”, acrescenta.

Além disso, apoiada na busca em ofertar a melhor experiência digital aos stakeholders por meio do atendimento omnichannel, a MSS fortaleceu a presença de sua assistente virtual que está em todos os canais digitais: MITI, uma das estrelas dos stories da Brasesul.

CNseg: apesar do IPCA de maio abaixo do esperado, expectativa é de alta da Selic na quarta-feira

O IPCA de maio, divulgado na semana passada, teve alta de 0,47%. Em maio do ano passado, a alta havia sido de 0,83%. Com isso, o acumulado em 12 meses desacelerou para 11,73%. Apesar do resultado ter vindo abaixo do esperado, os indicadores de persistência da inflação, como os núcleos e a dispersão dos preços, continuam pressionados. 

Com dados de atividade e emprego indicando uma economia um pouco mais aquecida do que se imaginava há alguns meses, a maioria dos analistas acredita que o Copom irá aumentar a Selic em 0,50p.p. na reunião de quarta-feira, 15. “O que ocorrerá a partir daí, entretanto, é mais incerto e dependerá dos dados correntes, ou seja, deveremos ver um Banco Central mais “data-dependent”, no jargão do mercado”, diz Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg. 

Segundo o economista da CNseg, colabora ainda para a perspectiva de juros mais altos no Brasil a expectativa – que provoca quedas nos mercados nesta segunda-feira – de que, nos EUA, o Fed aumente os juros básicos mais do que esperado, pois, na maior economia do mundo, a inflação continua a surpreender para cima, chegando a 8,6% em maio, no CPI divulgado na última sexta-feira. “Juros mais altos internacionalmente diminuem o diferencial de juros por aqui, e esta é uma variável que pesa, por exemplo, no comportamento do câmbio, com impactos na inflação interna”, ressalta. 

Levantamento feito pelo Valor mostra que a expectativa mediana de 91 instituições consultadas para o IPCA de 2023 subiu para 4,6%, consideravelmente acima da meta central de 3,25% e já muito próxima do teto da meta, que é 4,75%. O mesmo levantamento aponta que a Selic projetada ao final deste ano é de 13,50% e, para o final do ano que vem, de 9,75%. 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas desta semana no portal da CNseg.

MetLife é finalista do 25º Top of Mind de RH 2022 

Fonte: MetLife

A MetLife, uma das principais empresas de serviços financeiros do mundo, acaba de entrar para o seleto grupo das cinco empresas finalistas na categoria “Convênio Assistência Odontológica” da edição 2022 do Top of Mind de RH, um prêmio de lembrança espontânea de marca, que valoriza as empresas e profissionais que desempenham um papel fundamental no crescimento e empoderamento da gestão de pessoas. Em 2022, o maior prêmio concedido pelo RH está ainda mais especial com uma edição que celebra seu aniversário de 25 anos. 

Esta é 16ª vez que a MetLife é indicada na premiação, tendo figurado nas edições de 2003 a 2005 na categoria ‘Previdência Privada’, e de 2009 até 2022, todos os anos, exceto em 2016, na categoria ‘Convênio Assistência Odontológica’. Por três vezes a MetLife já faturou o prêmio, nas edições de 2010, 2012 e 2013. 

“Esse reconhecimento comprova que a MetLife é referência em planos odontológicos entre os profissionais de RH do país. Com mais de 1 milhão de beneficiários, percebemos que a procura por planos essenciais, focados em cuidados básicos, tem aumentado. As empresas também têm considerado mais levar o plano odontológico como diferencial aos colaboradores, isso se reflete na nossa indicação e lembrança no Top of Mind de RH, que teve em 2022 mais de 1000 empresas participantes”, comenta Paula Toguchi, superintendente de produtos da MetLife Brasil. 

Com esta classificação, a empresa passa também a fazer parte do “Guia dos Eleitos”, um manual orientativo aos profissionais de RH e participará também do Top RH Sync, o maior evento online e gratuito para os profissionais de recursos humanos do país. O evento acontecerá entre os dias 15 e 18 de agosto e no ano passado reuniu mais de 3.700 pessoas. As palestras estarão disponíveis no link: https://toprhsync.com.br/  

A segunda fase da disputa à posição de liderança no prêmio Top of Mind já começou e, nela, apenas profissionais de recursos humanos ou gestão de pessoas podem votar. A premiação acontecerá em outubro em um evento destinado aos profissionais do setor e empresas indicadas.  

Open Insurance trará mudanças para o setor de seguros em 2024, segundo pesquisa da Capgemini

É necessário ter mais interesse nas mudanças que o Open Insurance exigem e montar uma estratégia de adaptação a uma nova realidade. Esta é a conclusão do estudo “Desafios, Oportunidades e Estratégias“, publicado pela consultoria Capgemini. O estudo foi baseado em pesquisas de mercado e análises teóricas, desenvolvido com o objetivo de responder quatro perguntas que refletem as principais preocupações do setor hoje. “Ajudar empresas em suas jornadas de transformação faz parte do DNA da Capgemini e, em conjunto com a capacidade analítica de Francisco Galiza, esperamos trazer um estudo que funcione como norte para a tomada de decisão de negócios”, conta Roberto Ciccone, vice-presidente para Serviços Financeiros na Capgemini Brasil.

Gustavo Leança, líder de Soluções para Seguros na Capgemini Brasil, explica que empresas maiores normalmente precisam de seguros personalizados, mais complexos, o que deve impedir que essas operações sejam feitas por meio do Open Insurance. Já no caso das modalidades mais simples e para pequenas empresas, o Open Insurance pode facilitar ainda mais a operação, possibilitando a comparação entre ofertas de seguro e contratação simplificada, por exemplo, por um aplicativo. “Quando a gente vê um produto como seguro de celular, de repente você vê que em vez da seguradora A você pode ir pra B pelo mesmo preço e é um produto muito simples, você entende o valor do seguro, a tendência de ir para preço é muito maior”, apontou.

Francisco Galiza, consultor econômico e parceiro da Capgemini na elaboração do estudo, destaca que além da necessidade de investimentos, um dos achados da pesquisa é que o conhecimento da sociedade e dos profissionais do mercado sobre o Open Insurance ainda é baixo, contribuindo para que o horizonte de impacto seja mais longo.

“Um desafio claro é de conhecimento, a gente fez essa pergunta para as empresas, sobre qual o grau de conhecimento que elas têm em relação ao Open Insurance e é muito baixo. Há toda uma trajetória cultural em relação a isso, uma trajetória de compliance, regulatória, das pessoas se adaptarem e isso é uma trajetória de médio e longo prazo”, disse.

Veja abaixo as perguntas e um resumo das respostas:

O Open Insurance será realmente importante para o mercado de seguros brasileiro? E, em caso afirmativo, a partir de quando serão sentidos seus efeitos?

Sim. O Open Insurance será importante conforme dizem: 80,3% dos entrevistados, que acreditam que o Open Insurance trará mudanças profundas no mercado brasileiro no longo prazo, sendo os efeitos sentidos mais daqui a dois anos, em 2024. Tem quem acredite em “nunca”.

Quais os principais impactos que se pode esperar do Open Insurance?

Pela pesquisa realizada, cinco serão as consequências mais importantes do Open Insurance:

Haverá novos produtos no mercado; haverá novas seguradoras (incluindo InsurTechs); a distribuição será mais diversificada; não ocorrerá a exclusão de clientes; não haverá impactos negativos na lucratividade das seguradoras; em termos de ramos, Vida (ou Pessoas), Auto, Massificados e Previdência seriam os quatro mais impactados; e em relação aos tipos de clientes, os mais beneficiados serão as pessoas físicas, seguidos das micro e pequenas empresas.

Quais desafios precisam ser vencidos na nova realidade?

Foram identificados 8 grandes desafios:

  1. O grau de preparação tecnológica atual do setor;
  2. A comunicação do tema junto à sociedade e ao setor;
  3. O entendimento do setor de seguros sobre a Sociedade Iniciadorade Serviços de Seguros (SISS);
  4. A necessidade de revisão nas estratégias de negócio;
  5. A adoção pelos agentes e consumidores;
  6. A interoperabilidade com o Open Finance;
  7. Desafios regulatórios;
  8. O risco de mau uso dos dados.

Como definir estratégias eficientes para ter sucesso neste novo ambiente?

Segundo a pesquisa com os executivos neste exato momento, enquanto as InsurTechs, as SISS e os segurados devem ser os grandes beneficiados do Open Insurance, os canais distribuição – especialmente o corretor – foram, em princípio, os indicados como os mais negativamente impactados. Em uma análise final, foco no cliente, processos inteligentes, inovação e ecossistemas abertos são quatro pontos cruciais que precisam fazer parte da estratégia das seguradoras e corretoras visando ao melhor desempenho no Open Insurance. E essa transformação precisa começar o quanto antes.

Especialistas debatem o futuro do seguro garantia em webinar promovido pela Fator Seguradora

Transformar o seguro garantia num documento mais claro e combater a assimetria de informações entre seguradora e segurado é a chave para abrir oportunidades neste segmento cada dia mais relevante para o setor de seguros. As oportunidades para a venda de garantias que mitiguem riscos de contratos não serem concluídos são inúmeras. Massificar a venda para pequenas e médias empresas é um dos alvos do setor. O outro é conquistar quem acha o seguro complexo, apesar de ter um preço muito mais acessível do que a fiança bancária. Esta é a diretriz que move especialistas em seguros garantia reunidos no webinar “A nova circular Susep 662”, realizado pela Fator Seguradora, no dia 7 de junho, com a participação da AON e do Mattos Filho. 

O seguro garantia teve um boom de crescimento no início do ano 2000, interrompido com a operação Lava Jato, que paralisou as maiores construtoras do Brasil a partir de 2014. Diante de um quadro nunca previsto pelas seguradoras, as discussões sobre o que estava coberto ou não no contrato de seguros foram intensas e o número de obras paradas explodiu no Brasil. Quase sete mil obras estão paradas no País, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Os dados consideram obras financiadas com recursos públicos com base em quatro plataformas de dados oficiais do governo federal. 

“O seguro garantia não consegue atacar os problemas criados pelo próprio Estado. O que percebemos ao longo dos anos é que muitas obras públicas não são concluídas por diversos tipos de dificuldades”, cita Pedro Mattosinho. Entre os problemas estão projetos executivos mal feitos, incompletos ou com erros graves de engenharia; falta de dotação orçamentária adequada; perda de interesse político para seguir com a obra, levando ao represamento dos recursos e consequente interrupção dos trabalhos; contratação de construtoras e empreiteiras despreparadas, sem experiência naquele tipo de serviço ou por preços equivocados; fiscalização de obras ineficiente, dentre outras.

Desde então, muitos especialistas debatem como tornar o seguro garantia um instrumento de proteção viável para todos os interessados. As discussões vão desde a Nova Lei de Licitações até debates como este promovido pela Fator Seguradora sobre a circular 662, que altera dispositivos relacionados ao seguro garantia e acaba com os contratos padronizados, dando liberdade para as seguradoras criarem clausulados mais aderentes para cada cliente e para cada tipo de obra.

Apesar das dúvidas sobre deveres e direitos, é consenso entre os especialistas que o normativo 662 refina as regras e diretrizes do segmento, aumenta a precisão técnica, reforça os mecanismos de transparência, adota redações mais adaptadas à realidade do mercado e reduz significativamente a assimetria de informações entre as partes interessadas no seguro. “O fim do clausulado padrão é positivo. Temos a experiência do passado. Temos de aproveitar os aprendizados para redigir de forma mais simples para ajudar na contratação e ajudar da capilarizarão deste produto”, afirmou Ana Beatriz França Blumer, gerente de seguro garantia na AON Holdings.

Um dos temas mais presentes nas discussões judiciais do seguro garantia contratual é sobre a falta de comunicação, como não avisar mudanças no escopo do contrato ou comunicar o aviso de sinistro por parte do segurado. Isso pode ocorrer quando o segurado modifica o projeto executivo da obra, sem a prévia anuência da seguradora, ou ao incluir novo escopo contratual a cargo do empreiteiro sem o devido ajuste na relação prêmio-risco do seguro ou, sob o pretexto de adiantar recursos sem previsão no cronograma financeiro da empreitada, acaba por aumentar o seu prejuízo e, por conseguinte, a extensão do sinistro. “A seguradora tem de ser informada para decidir se vai continuar no risco. Um contrato que cobre o risco da construção de uma rodovia e depois se transforma na construção de um túnel tem de ser reavaliado”, concordam os participantes.

Cássio do Amaral, do Mattos Filho, alertou que a Susep agora diz que se o segurado deixar de avisar a probabilidade de um sinistro, o fato não significa perda de direito do seguro. “A perda de direito vem da omissão e agravamento de risco e a norma traz a necessidade de materialidade que impacte no risco. Fica difícil para a seguradora alegar perda de direito pois ela passa a ser parte do processo ao acompanhar a obra. Isso fecha a porta para uma das grandes recusas”, informa. Ele explica que a seguradora também é interessada na conclusão da obra, razão pela qual deve ser comunicada para que possa participar da decisão acerca do meio economicamente mais viável para contornar eventuais dificuldades financeiras do tomador ou inadimplementos contratuais no curso das obras.

Outra mudança importante segundo o advogado é como pagar a indenização. Cabe ao segurado dizer como quer ser indenizado: com a conclusão da obra ou com o pagamento da garantia. “E se a seguradora for finalizar a obra, terá de haver um consenso entre tomador e seguradora. Assim como ocorre  no seguro de automóvel. O mais barato determina que o cliente use uma oficina da rede indicada pela seguradora e o mais caro dá livre escolha para consertar o veículo em uma concessionária”, alerta. 

A especialista da AON afirma que o corretor de seguros terá um papel fundamental no seguro garantia para construir uma matriz de risco do contrato e ofertar o negócio no mercado de re/seguros. “Temos de amadurecer muito a subscrição com a nova circular, que vai requerer muita cautela. Ainda não sabemos como as seguradoras vão apresentar seus produtos a partir de 2023. O corretor pode fazer deste processo um momento positivo ao facilitar a leitura das apólices”, disse. 

Mattosinho acrescentou que o corretor e as seguradoras têm um papel fundamental em educar o segurado sobre o que ele pode esperar do seguro. “A seguradora não pode assumir mais riscos que o tomador da obra. Outra iniciativa importante é deixar de lado o jeito brasileiro de deixar tudo para a última hora. É preciso ter o risco mapeado para que possamos amadurecer na subscrição com um clausulado claro e taxas ajustadas para cada situação”. 

Todos concordam que reconquistar o mercado perdido com um produto melhor por si só é uma imensa oportunidade de negócios. Além das obras públicas, que com a Lei de Licitações são obrigadas a contratarem o seguro, o setor tem atualmente um ambiente onde os investimentos privados em infraestrutura são mais volumosos do que os públicos. “É um momento importante para este nicho do setor. Temos muitas dúvidas ainda a serem esclarecidas no tocante a regulamentação e como as seguradoras vão atuar neste segmento. Mas temos muita vontade de desenvolver o seguro garantia como um instrumento importante para os contratados de infraestrutura. No fim do dia, a liberdade econômica de contratação traz essas oportunidades”, avalia o especialista da Fator Seguradora. 

Clique para assistir o webinar.

5ª edição do Insurtech Brasil acontece dia 21 de junho

insurtech brasil 2022

O superintendente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Alexandre Camillo, fará a abertura da 5ª edição do Insurtech Brasil, no dia 21 de junho no Amcham Business Center, em São Paulo (SP). Depois da abertura oficial, Camillo será o primeiro a subir no palco, às 9h10, para falar sob o tema “Susep: a visão do Regulador”. De acordo com ele, a autarquia fará todos os esforços para fomentar e desenvolver mais o mercado brasileiro de seguros, que ainda tem um grande potencial para performar.

“O foco é no desenvolvimento e na estabilidade do setor. Os esforços serão voltados para o consumidor de seguros, promovendo o aumento do acesso aos produtos por cidadãos de todas as classes sociais. Para isso, aumentaremos cada vez mais o diálogo com a sociedade e, também, com o mercado. Nesse sentido, é de grande importância a presença em eventos como o Insurtech Brasil para o desenvolvimento do setor, debatendo as inovações com os participantes do ecossistema”, disse.

Logo após a abertura, também na plenária principal, acontecerá o painel “Cenário econômico atual e o impacto nas insurtech”, que debaterá como a alta dos juros nos EUA estão impactando as insurtech e startups brasileiras. No palco estarão Igor Mascarenhas, CEO da Pier Seguradora, e José Prado, CEO do Insurtech Brasil e diretor da Associação Brasileira de Insurtech.

Na sequência ocorrerá a abertura das exposições Business Hall e Insurtech Hall, que contarão com estandes de 16 empresas apoiadoras do evento.

Após o coffee break, às 11h30, acontecerão três palestras: na sala 1, “De insurtech à CEO de seguradora: o novo perfil da liderança em seguros”, com Sheynna Hakim, CEO da BNP Paribas Cardif. Na sala 2, o tema será “Como financiar uma insurtech – resseguro, venture capital e demais investimentos”, com Michelle Schulman, Head of Strategic Finance da Justos. Já na sala 3 será a vez de Daniel Figueiredo, sócio da Autovist, apresentar “Novas tecnologias e seus resultados em vistoria digital”. 

Por fim, encerrando as atividades da manhã, às 11h50, serão realizados quatro painéis. Na sala 1, “Embedded insurance: tecnologia e a revolução da distribuição”, que será apresentado por Thiago Soares, Stere.io, com moderação de Luiz Carlos Pires, Digital Marketing Manager da Assurant; e “Open insurance como ponto de partida para a inovação em seguros”, tema que terá participação de Rodrigo Ventura, fundador e CEO da 88i Seguradora Digital e Gustavo Leança, Head of Solutions for Insurance da Capgemini, na sala 2.

Na sala 3, Patrick Cardoso, diretor de vendas de Cybersecurity & Data Privacy da Capgemini; Claudio Macedo, co-founder da Bluecyber debaterão “Cyber Insurance e Cybersecurity: um novo negócio com alto potencial de crescimento”, painel que será moderado por Marcel Dorf, CCO da BNP Paribas Cardif. 

Vale lembrar que o Insurtech Brasil conta com o apoio da Sensedia, Innoveo, D1 – Zenvia, Planetun, Suthub, Autovist, GuyCarpenter, fitinsur, Carbigadata, Coover, Guidewire, Onze, Souza Melo Torres, Hannover Re, MAG, Cardif e Bluecyber. Essas e outras informações – como a programação, os palestrantes e as inscrições – podem ser encontradas na página do evento, em https://insurtechbrasil.com/.

Príncipe Charles agradece empenho das seguradoras contra mudanças climáticas

Fonte: Association of British Insurance

Em uma mensagem de vídeo gravada exibida durante a Cúpula de Mudanças Climáticas da Association of British Insurance (ABI) desta semana, o príncipe Charles disse aos participantes: “Certamente não pode haver tópico de conversa mais importante para as seguradoras. E, como muitos de vocês já devem ter notado, há mais de 40 anos que venho tentando chamar atenção urgente para a aceleração das crises de mudança climática e perda de biodiversidade”, citou.

Charles lançou a Iniciativa de Mercados Sustentáveis ​​no ano passado sob o mandato da Terra Carta, e em 2007 clamou para que a ABI estabelecesse o que no final se tornou o programa ClimateWise. “Sou imensamente grato à ABI e seus membros por serem um membro fundador e ativo do programa e por seu apoio a este projeto global.”

Foi no evento de quarta-feira que a ABI apresentou seu roteiro atualizado de mudanças climáticas, que o príncipe elogiou por sua excelência. “Só posso pedir a todos os indivíduos e todas as empresas deste setor que tomem medidas nas quatro áreas estabelecidas no excelente roteiro da própria ABI. Em primeiro lugar, comprometer-se com metas baseadas na ciência e publicar planos de transição. Segundo, usando seu enorme poder como investidores institucionais que poderiam acelerar a transição para formas renováveis ​​de energia”, citou o principe.

Em terceiro, acrescenta Charles, as seguradoras devem condicionar os bilhões que gastam nas cadeias de suprimentos à ação positiva de todos os fornecedores. ‘E, finalmente, ajudar a sociedade a se adaptar – seja por meio da melhor reconstrução com materiais mais resistentes a inundações em residências ou peças de veículos sustentáveis ou inovando com produtos que lidam com as mudanças climáticas”. O príncipe Charles afirmou que a mudança climática só pode ser enfrentada por meio de ação coordenada e unificada, acrescentando que organizações como a ABI, devido aos seus poderes de convocação, são de vital importância.

“O setor de poupança e seguros de longo prazo está comprometido em desempenhar um papel central na corrida para o carbono zero, mas precisamos puxar o freio de mão”, declarou o chefe do Phoenix Group, Andy Briggs, que preside o comitê de mudança climática do conselho da ABI. “Não há tempo a perder para fazer as mudanças necessárias que podem desbloquear a oportunidade única na vida de impulsionar o investimento que pode reduzir as emissões e gerar crescimento em todo o país.

“Uma reforma significativa nas estruturas de investimento e no regime regulatório, incluindo Solvência II, é essencial para que nosso setor possa turbinar o investimento na infraestrutura verde de que precisamos urgentemente. Se conseguirmos implementar essas estruturas – apoiadas por melhores sistemas de planejamento, dados transparentes e políticas mais claras sobre mudanças climáticas – podemos colocar o pé no acelerador ainda mais.”

Foi destacado que o setor de seguros gerais e poupança de longo prazo do Reino Unido está fazendo progressos significativos na definição de metas transparentes de carbono zero e na adesão à campanha “corrida para zero” das Nações Unidas.