Democratização do seguro: varejista online Shopee começa a vender produtos do setor

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A tecnologia tem instigado o desejo das seguradoras de avançarem em mercados sonhados, mas trabalhosos. Com inteligência artificial e análise de dados, boa parte do temor de entrar em novos nichos tem sido superado. Ontem, a insurtech Igloo, em parceria com a gigante do comércio eletrônico Shopee, introduziu o Home Content Insurance no Vietnã, a “primeira” solução de proteção abrangente “para ativos internos, contra eventos inesperados, como desastres naturais e incêndio na plataforma”, informa o portal Crowfunding Insider.

Para isso chegar no Brasil é um clique. Com o sucesso que a Shopee tem feito no Brasil – de janeiro a junho, o número de acessos mensais da plataforma chinesa subiu 7%, segundo dados do Relatório Setores do E-Commerce de junho elaborado pela Conversion – , certamente teremos notícias em breve de uma parceria local. O Home Content Insurance é subscrito pela Bao Viet Insurance, uma seguradora líder no país. Apesar da taxa de penetração de seguros de menos de 1% para seguros não vida, a indústria de seguros geral do Vietnã está projetada para atingir US$ 3,5 bilhões em 2026, de acordo com a empresa de análise de dados, Global Data”. O seguro de propriedade é uma das principais linhas de produtos que impulsionam o crescimento do setor devido ao aumento da frequência de desastres naturais.

Os dados de seguros do Vietnã são muito semelhante ao Brasil. Em vida, por exemplo, a penetração não chega a 1%. Em residência, de um total de 68 milhões de domicílios, apenas 9,1 milhões têm seguro residencial, segundo dados da CNseg, confederação nacional das seguradoras. Em automóveis, há quem diga que menos de 25% da frota circulante conta com seguro. Em celulares, seguro protege menos de 10% dos 242 milhões de celulares inteligentes em uso no país, com 214 milhões de habitantes, de acordo com o IBGE.

As soluções mundiais como a da insurtech Igloo e outras dedicadas a ajudar as seguradoras na missão de tornar o seguro acessível a todos priorizam big data, avaliação de risco em tempo real e gerenciamento automatizado de sinistros de ponta a ponta para criar soluções de seguro B2B2C para empresas de plataforma e seguradoras. Soluções como esta tem incrementado a oferta de seguros em diversos canais como varejo, bancos digitais, fintechs, concessionárias de serviços públicos entre outras grandes empresas que querem vender seguro para seus clientes.

As seguradoras no Brasil sempre disputaram o comércio varejista, que hoje faz ofertas como o seguro garantia estendida, de vida, de acidentes pessoais, para residência, de assistências em parceria com seguradoras como Zurich, AXA, Assurant e BNP Cardif, entre as principais. Com tecnologia embarcada, o cliente tem uma jornada mais ágil, simples e fluída, com um seguro mais acessível e aderente a necessidade de cada público. Isso, aliado a um momento de maior conscientização da população sobre como as seguradoras podem ajudar na proteção financeira de riscos aleatórios do dia a dia, torna seguros um mercado promissor para os próximos anos.

O meio de pagamento do seguro e as fraudes eram dois impeditivos para o crescimento explosivo da venda de seguros de baixo valor por meio de grandes bancos de dados de empresas, conhecido como “canal de afinidades”. Com o PIX e com a tecnologia que tem ajudado muito a prevenir e mitigar a fraude, a expectativa é de que as vendas neste canal de distribuição aumentem de forma expressiva. “E o Brasil tem mais e-commerce do que Estados Unidos e Europa, com Amazon, Mercado Livre, Americanas, Magalu entre tantos outros”, comenta Fábio Luchetti, empreendedor e ex-presidente da Porto, nas redes sociais.

No Brasil, a corretora MDS, a MetLife e o Ifood criaram um seguro de acidentes pessoais para motoqueiros e que tem sido um sucesso, segundo os parceiros de negócios. Anos atrás, ofertar seguro para um grupo de risco tão elevado como motoqueiros era praticamente nulo em qualquer estratégia de seguradoras. Neste caso, a legislação ajudou a abrir o apetite das companhias para um nicho com grande potencial de crescimento em seguros de vida e acidentes pessoais no nicho de aplicativos de delivery. A lei 14.297, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro no início de janeiro deste ano, exige a contratação de seguros de vida para entregadores de aplicativos como como iFood, Loggi, Rappi e Aiqfome.

Isso tornou as empresas de delivery responsáveis pela segurança dos prestadores de serviços. “Trata-se de um seguro inclusivo. Por muitos anos, este público era invisível para as seguradoras em razão do elevado risco que representam nos indicadores de acidentes de trânsito”, conta Thomaz Tescaro, vice-presidente de Affinity e Bancassurance da MDS Brasil, corretora que atua neste nicho desde 2019, conto o executivo em uma entrevista realizada em maio deste ano.

Segundo Tescaro, o pacote de benefícios oferecido em conjunto com as empresas de delivery vai muito além do que a legislação prevê. “Desenvolvemos uma solução para uma experiência de atendimento ainda mais digital. A nossa plataforma digital permite que o entregador e seus familiares solicitem a indenização com uma navegação simplificada, com envio de documentos e acompanhamento dos processos em um único sistema. Além disso, contamos com central de atendimento telefônicos e atendimentos via whatsapp aos entregadores.

Até mesmo os planos de saúde devem voltar a um ciclo de democratização da saúde, interrompido pelos elevados preços e menor poder de renda da população. Tanto pela redução de custos proporcionada pelo uso da tecnologia, como também pelo cruzamento de dados que ajudam a mitigar as fraudes, que chegam a representar algo próximo de 30% dos custos de algumas operadoras. Semana passada, a Fenasaúde, federação que representa 14 grupos de planos de saúde no país, apresentou ao Ministério Público de São Paulo uma notícia-crime sobre uma rede de empresas de fachada criada com o intuito de fazer pedidos de reembolsos fraudulentos em larga escala contra operadoras, com desvios que somam cerca de R$ 40 milhões.

MAG Seguros comemora Dia do Corretor de Seguros e Dia do Securitário

 

Outubro é um mês repleto de comemorações e homenagens aos profissionais do setor de seguros. Na última quarta-feira, dia 12, e nesta segunda-feira, dia 17, são celebrados respectivamente o Dia do Corretor de Seguros e o Dia do Securitário. Esses dois profissionais são responsáveis por contribuir para que o consumidor faça suas melhores escolhas em relação à proteção de vida, saúde e patrimônio.

As comemorações do Dia do Corretor de Seguros surgiram durante o I Encontro Mundial dos Corretores de Seguros, realizado na Argentina, em 1970, com o objetivo de homenagear a categoria de profissionais que cumpre uma missão de extrema relevância para toda a sociedade, amparando e protegendo pessoas e garantindo a continuidade dos negócios.

Já o Dia do Securitário, comemorado na terceira segunda-feira de outubro, é uma data reconhecida como um dia de repouso remunerado e computado no tempo de serviço dos trabalhadores do setor de seguros. É uma forma de homenagear cada profissional das mais diferentes ocupações exercidas em seguros, previdência e capitalização, que atuam na reparação contra imprevistos ocorridos e pela garantia do futuro de seus clientes.

Atualmente, o setor de seguros brasileiro gera mais de 250 mil empregos diretos e indiretos, entre prestadores de serviços, corretores de seguros, securitários e demais profissionais da cadeia produtiva. O setor conta com cerca de 122 mil corretores de seguros espalhados por todo Brasil.

Seguradora alerta empresas sobre aumento na inquietação popular no segundo turno das eleições

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Um levantamento realizado em junho pela Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), em 75 países, indicou que as empresas precisam se preparar para um aumento de inquietação civil até o final de 2022. Crises econômicas, aumento do custo de vida, alta polarização política e os reflexos da pandemia são os principais motivos.

Aqui no Brasil, a crescente polarização política que acompanha o segundo turno das eleições presidenciais pode ser considerado um fator para a ocorrência de possíveis paralisações, inquietações e protestos, com potencial de se tornarem violentos. De acordo com a AGCS, esses contextos podem representar riscos para as empresas porque, além de edifícios ou bens estarem expostos a danos materiais custosos, as operações comerciais também podem ser severamente interrompidas com risco de bloqueio no acesso a suas instalações, resultando em possíveis perdas financeiras.

As melhores práticas de como as empresas devem se preparar ou responder a tais incidentes de agitação civil dependem de muitos fatores, incluindo a natureza do evento precipitante, a proximidade do local e o tipo de negócio. Segundo Felipe Orsi, Diretor Property AGCS Latam, as empresas precisam estar atentas a esses indicadores e ter planos de resposta claros, que antecipem e evitem potenciais danos a pessoas ou bens.

“As companhias precisam rever suas apólices de seguro em caso de aumento da atividade de inquietação social local. As apólices tradicionais de Property podem cobrir sinistros de violência política em alguns casos, mas algumas seguradoras já oferecem cobertura especializada para mitigar o impacto de greves, motins e comoção civil. As apólices precisam conter uma definição clara de cada evento para evitar dúvidas com relação à cobertura somente depois do evento já ocorrido”. Além da cobertura adequada é crucial que existam planos de emergência bem elaborados que contemplem este risco, bem como plano de continuidade de negócios.

As perdas econômicas e seguradas de protestos anteriores têm sido significativas, gerando sinistros importantes para as empresas e suas seguradoras. Em 2018, o movimento dos Coletes Amarelos na França se mobilizou para protestar contra os preços dos combustíveis e a desigualdade econômica, com os varejistas franceses perdendo US$ 1,1 bilhão em receitas em apenas algumas semanas. Um ano depois, no Chile, manifestações em grande escala foram desencadeadas por um aumento nas tarifas de metrô, levando a perdas seguradas de US$3bi.

Nos Estados Unidos, os protestos de 2020 pela morte de George Floyd durante uma abordagem policial foram estimados em mais de US$2 bilhões em perdas seguradas, enquanto os motins sul-africanos de julho de 2021, que se seguiram à prisão do ex-presidente, Jacob Zuma, e alimentados por demissões de empregos e desigualdade econômica, causaram danos no valor de US$1,7 bilhões. No início deste ano, no Canadá, França e Nova Zelândia, as manifestações contra as restrições do Covid-19 incluíram grandes carreatas que criaram interrupções nas principais cidades.

Alta do preço faz empresas cancelarem seguro frota, mas corretora MDS alerta sobre riscos

MDS seguro frota

As instabilidades trazidas pela pandemia deixaram para trás impactos econômicos e comerciais enfrentados por todo o ecossistema corporativo até os dias de hoje, contudo, alguns ramos de mercado lidam com consequências mais expressivas – a exemplo do setor automobilístico. Durante a crise sanitária, a redução na oferta dos automóveis acarretou um aumento no valor dos veículos novos, seminovos e usados. Consequentemente, a precificação do seguro também subiu, levando muitas empresas a romperem os contratos das apólices dos seus seguros – mesmo sabendo que ficar sem a cobertura é um risco que pode sair bem mais caro do que os atuais reajustes. 

De acordo com o Superintendente de Transporte, Aeronáutico, Frota e Cascos Marítimos da MDS Brasil, Rodrigo Fugishima, para que os clientes não abandonassem seus seguros, as companhias passaram a trabalhar com prêmios menores do que os realmente necessários diante dos riscos eminentes. “A consequência disso foi uma sinistralidade elevada, nunca antes vista nas carteiras das seguradoras”, afirma Rodrigo.  

A tendência é de mudança e retomada da estabilidade, entretanto, essa previsão não se aplica ao curto prazo. “Vai levar no mínimo um ano para que este setor volte à normalidade, com uma freada no aumento do valor dos automóveis”, prevê o executivo. A explicação para a alta atual está na escassez de determinadas peças e componentes no mercado: atualmente, a cada cinco itens disponibilizados, quatro são destinadas à linhas de montagem, e apenas uma à linha de reposição. “E se falta peça de reposição para a linha de montagem do veículo, o cenário é ainda mais crítico em lojas e concessionárias”, salienta Fugishima.  

Atualmente, essa lógica aumenta o custo das franquias, eleva os valores da Tabela Fipe e, naturalmente, dispara o valor dos prêmios, com um aumento em torno de 50 a 60%.  O resultado dessa equação é um sinistro médio com um custo muito maior.  

Seguro Frota como salvaguarda 

Apesar desse cenário, abrir mão da contratação de um Seguro Frota é uma manobra arriscada para as empresas, afinal, ao abdicar da solução, o segurado deixa de contar com toda a proteção em caso de acidentes e perde a possibilidade de gerir os veículos em uma mesma apólice e sob as mesmas condições. “Na verdade, diante dessa conjuntura, o Seguro Frota passa a ser uma ferramenta ainda mais essencial, pois, além de agregar coberturas para aumentar a vida útil e a segurança dos veículos corporativos, a modalidade engloba mais automóveis em uma única apólice e, por isso, viabiliza negociações e formas de pagamento diferenciadas”, argumenta o especialista. 

A gestão de apólice é outro grande diferencial da solução. “Ao unificar todos os veículos em um mesmo contrato de seguro, o beneficiário passa a ter uma visão simplificada das vantagens e coberturas contratadas – o que é muito mais eficaz do que ter diversos veículos alocados em seguradoras e tarifas diferentes”, detalha o Superintendente. A negociação do produto também é individualizada de acordo com o segmento, o porte e as necessidades das frotas.   

Junto Seguros e Junto Resseguros anunciam novo Chairman e novos CEOs

A Junto Seguros, principal seguradora de seguro garantia do Brasil, anunciou hoje que seu presidente, Leonardo Deeke Boguszewski, foi nomeado Presidente do Conselho de Administração e Roque de Holanda Melo, atualmente vice-presidente, assumirá como presidente. As mudanças entram em vigor em 2 de janeiro de 2023 e estão sujeitas à aprovação da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

“Foi um privilégio liderar a empresa nos últimos quatro anos e será um orgulho presidir o Conselho para continuarmos construindo a melhor operação de seguro garantia do Brasil, um mercado que ainda tem muito para crescer”, disse Boguszewski. “A experiência do Roque será de absoluta relevância nos próximos anos, quando o mercado de seguro garantia exigirá das seguradoras ainda mais capacidade técnica para subscrever riscos e atender clientes e parceiros de forma especializada.”

Em sua nova função, Melo atuará como líder das operações da empresa no Brasil. Atual Vice-Presidente da Junto Seguros, ele é formado em Direito e pós-graduado em Direito Processual Civil pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná e preside hoje a Comissão de Crédito e Garantia da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). “Terei a honra de servir como o próximo presidente da Junto Seguros”, disse Melo. “Temos uma equipe de executivos e colaboradores inigualáveis ​​no setor e espero trabalhar junto com eles para oferecer as melhores soluções para nossos clientes e parceiros.”

A Junto também anunciou que Gustavo Henrich foi promovido a Presidente da Junto Resseguros, com foco dedicado à América Latina. Atual Vice-Presidente da Junto Resseguros, ele é formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná e MBA pela Fundação Getúlio Vargas e preside hoje o Comitê de Fianças da Associação Panamericana de Fianças (PASA). A alteração também entra em vigor em 2 de janeiro de 2023 e está sujeita à aprovação da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Com a experiência técnica e o relacionamento regional de Henrich, a empresa buscará construir uma operação de resseguros especializada em seguro garantia na América Latina.

“Essas nomeações mostram a qualidade do talento executivo dentro de nossa joint venture, bem como nosso compromisso com a inovação e a transformação do mercado”, disse Cristiano Malucelli, CEO do Paraná Banco. Segundo Bryce Grissom, Vice-Presidente da Travelers e membro do Conselho de Administração da Junto, “esta transição planejada e bem conduzida deixa a companhia preparada para o futuro”. “Gostaria de agradecer pessoalmente ao Leo por sua liderança nos últimos quatro anos e parabenizar o Roque e o Gustavo por suas nomeações”, reforçou.

Europ Assistance celebra Dia das Crianças com os filhos de colaboradores e promove ação de cuidado à comunidade

Fonte: Europ Assistance

A Europ Assistance Brasil (EABR) promoveu um Dia das Crianças especial na sua sede, em Barueri (SP), para todos os filhos dos seus colaboradores. Divididas em dois grupos, mais de 300 crianças de 3 a 12 anos participaram de diversas atividades.

Além de jogos tradicionais – como corrida de sacos, ovo na colher, adoleta, cama-de-gato e corre cotia – as crianças também participaram de oficina de slime e aquarela de cores; e ainda assistiram a um show de ciências. Na programação, houve tempo também para conhecer o local em que seus pais trabalham.

“Foi um dia muito especial não apenas para as crianças, mas também para todos os colaboradores da EABR, as crianças deixaram o ambiente muito festivo. Poder reunir as famílias aqui na sede da empresa e ver a alegria de todos é algo que não tem preço”, explicou Marcelo Magalhães, Gerente Executivo de Recursos Humanos da EABR.

Em paralelo às comemorações, a companhia também arrecadou aproximadamente 300 brinquedos novos e usados que foram doados à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) da cidade. “Somos uma empresa que oferece serviços para ajudar as pessoas no seu dia a dia. Então, não poderíamos deixar de promover mais uma ação de responsabilidade social nesta data tão especial para as crianças,” lembrou o executivo.

A companhia, inclusive, é parceira da APAE no projeto “Programa Voz Amiga”, iniciativa permite que pessoas tenham a possibilidade de se comunicar, expressar ideias e sentimentos através do software Livox, favorecendo a independência, autonomia, interação e inclusão social, em parceria com a família e com a escola.

Atualmente a APAE de Barueri atende 460 crianças e jovens com deficiência intelectual, múltiplas e transtorno do espectro autista (TEA). 

Sabemi promove campanha de conscientização sobre fraudes e golpes

Fonte: Sabemi

Em um mundo cada vez mais conectado, é fundamental estarmos atentos às fraudes e aos golpes que, conforme pesquisas recentes, têm registrado um aumento exponencial no Brasil. De acordo com um levantamento do serviço de monitoramento de crédito Boa Vista, de janeiro a abril deste ano foram registradas cerca de 9 milhões de tentativas de fraude no comércio relacionadas à clonagem de cartão de crédito e a roubo de dados pessoais. Só em abril foram 2 milhões de casos – uma alta de 117% em relação ao mesmo mês de 2021. Outra pesquisa, da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), indica que, em 2022, um em cada três brasileiros sofreu uma tentativa de roubo de informações como senhas de cartões e de contas. 

Diante dessa realidade – e diante da variedade de golpes, incluindo aqueles em que pessoas mal-intencionadas se passam por funcionários da empresa –, a Sabemi, a exemplo de 2020 e 2021, está lançando uma campanha de conscientização voltada aos seus clientes e parceiros. Assim como nos anos anteriores, o objetivo é alertar sobre possíveis golpes relacionados a seguros e assistência financeira. Neste ano, a campanha prevê a publicação de dicas de prevenção no site e nas redes sociais, além do envio de e-mails, newsletters e SMS com informações sobre como é possível se proteger. “É nosso compromisso promover a conscientização dos nossos segurados e parceiros por meio da disseminação de informação sobre o assunto”, explica o head jurídico da Sabemi, Felipe Rodrigues Lucas. 

Dicas da Sabemi 

Dentre os conteúdos que serão veiculados na campanha, estão orientações sobre os canais oficiais da Sabemi e a sua forma de comunicação com seus clientes e parceiros, bem como informações sobre o envio de documentos. A empresa recomenda atenção redobrada nas situações de pagamento do saldo devedor e análise de propostas, por exemplo, já que, algumas vezes, elas são falsas e sugerem a transferência de dívidas em troca da suposta capitalização de investimentos, para fazer o dinheiro render mais. Os cuidados com o sigilo de senhas e com a disponibilização de dados pessoais a terceiros são fundamentais para evitar estes problemas. 

Outra dica importante é recusar o contato de terceiros que se apresentem em nome da empresa – a Sabemi não atua em parceria com empresas de cobrança. Para dúvidas, a orientação é acessar os canais oficiais disponíveis em www.sabemi.com.br. E, em caso de oferta de produtos e serviços falsos, o cliente ou parceiro deve entrar em contato pelo 0800 880 1900. 

Tempo lança produto de neutralização de gases que causam efeito estufa

A Tempo, empresa de assistências especializadas do Brasil, dá mais um importante passo para a neutralização dos gases que causam o efeito estufa. O Tempo Sustentável é um produto pioneiro no segmento, cujo design foi projetado para ajudar a fomentar o movimento e a consciência da necessidade de práticas sustentáveis. Desse modo, os clientes da Tempo já possuem a opção de contratar mais esse produto no portfólio, que tem como principal objetivo a neutralização, via aquisição de créditos de carbono das emissões geradas na prestação dos serviços que envolvem a assistência 24 horas.

Como um pilar importante de seu Programa de Sustentabilidade, a Tempo, com apoio e suporte técnico da consultoria especializada Green Domus, inventariou as emissões de 2020 e 2021, que atingiram 31 mil toneladas de Dióxido de Carbono Equivalente, e já neutralizou 100% dessas emissões. 

De acordo com o CEO da empresa, Gibran Marona, “90% dessas emissões se referem aos clientes, que abraçaram a ideia com entusiasmo, gerando real engajamento em Sustentabilidade, que é uma de nossas prioridades. A ideia agora é abrir a oportunidade de entrarem nesse movimento conosco”.

Assim, toda vez que os segurados dos clientes corporativos que contratarem o produto acionarem uma assistência, a Tempo contemplará em sua proposta a neutralização das emissões de gases de efeito estufa decorrentes da prestação dessa Assistência. Desse modo, durante todo o período de vigência da apólice, sua pegada de carbono será quantificada e a Tempo será responsável por neutralizar o volume de gases GEE emitidos.

No último trimestre de 2022 a Tempo também divulgará o seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, onde constarão novos objetivos ambientais, sempre com o intuito de multiplicar a consciência e a adesão à causa.

IRB Brasil RE começa a implantar sua Política ASG

IRB Brasil re

Fonte: IRB

O IRB Brasil RE dá os primeiros passos para implementar sua Política Ambiental, Social e de Governança (ASG ou ESG em inglês), com o início do processo de desdobramento dos princípios e diretrizes em suas atividades. “Queremos, em colaboração estreita com parceiros de negócios e outras partes interessadas, ampliar o conhecimento, o engajamento e o desenvolvimento de soluções concretas para que a agenda ASG seja parte do modelo de negócio e do processo de tomada de decisão”, afirma Ellen Gracie Northfleet, membro do Conselho de Administração do IRB Brasil RE e coordenadora do Comitê de Ética, Sustentabilidade e Governança.

Disponível na íntegra no site da companhia (www.irbre.com), a Política ASG do IRB Brasil RE foi aprovada pelo Conselho de Administração no fim de junho, na mesma semana em que a Susep, agência reguladora do setor de seguros e resseguros, publicou sua primeira norma sobre o tema. A Circular Nº 666/2022 lista requisitos de sustentabilidade a serem observadas por todas as seguradoras e resseguradoras.

“A aprovação, publicação e, mais importante, o início da aplicação da nossa Política ASG é um marco que coloca o IRB Brasil RE em sintonia com uma sociedade e um mercado que cobra condutas responsáveis, transparentes e sustentáveis. Ela aborda o gerenciamento de riscos climáticos, ambientais, sociais e de governança, bem como de oportunidades de negócio e de ações de responsabilidade socioambiental”, destaca Raphael de Carvalho, CEO do IRB Brasil RE.

A preocupação do IRB Brasil RE com o tema não é uma novidade. Em 2015, a empresa iniciou um movimento com patrocínios sociais, que foi crescendo ao longo dos anos, principalmente nas áreas da saúde, esporte e cultura. Cinco anos depois, desenvolveu um planejamento estratégico para a área de Responsabilidade Social. Já em março de 2021, a criação de uma política robusta de ASG avançou. 

“Todas as diretrizes serão implantadas e operacionalizadas de modo gradual e consistente, em linha com um plano de ação definido e aprovado internamente”, ressalta Daniele Sibucs, executiva responsável por liderar o tema ASG no IRB Brasil RE.

A nomenclatura em inglês Environmental, Social and Corporate Governance ou apenas ESG foi usada pela primeira vez, em 2004, em um relatório do Pacto Global da ONU. O documento, em parceria com o Banco Mundial, surgiu de uma demanda do então secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan, aos 50 maiores CEOs globais de instituições financeiras, sobre como integrar, no mercado de capitais, os fatores de governança, sociais e ambientais.

Planos de saúde denunciam rede que desviou R$ 40 mi em reembolsos fraudulentos

vera valente fenasaude

Foto: Folhapress

A Fenasaúde, federação que representa 14 grupos de planos de saúde no país, apresentou nesta quinta (13) ao Ministério Público de São Paulo uma notícia-crime sobre uma rede de empresas de fachada criada com o intuito de fazer pedidos de reembolsos fraudulentos em larga escala contra operadoras, com desvios que somam cerca de R$ 40 milhões.

O relatório enviado aos promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) reúne documentos, notas fiscais e informações que endossam a denúncia. Foram identificadas 179 empresas de fachada e 579 beneficiários “laranjas”.

Ao todo, houve 34.973 solicitações de reembolsos fraudulentos. Desse total, ao menos R$ 17,7 milhões chegaram a ser pagos por quatro operadoras de saúde. O restante foi negado mediante a comprovação das fraudes.

Há vários processos individuais já tramitando na Justiça, mas agora, com os indícios de que há uma organização criminosa articulando essas fraudes, foi solicitada a atuação do grupo especializado.

A apuração feita por quatro operadoras associadas à Fenasaúde (Amil, Bradesco Saúde, Porto Saúde e SulAmérica) contou com ajuda de ferramentas de inteligência artificial para o cruzamento de informações e de profissionais que foram a campo para investigá-las ao longo de quatro meses.

Segundo Vera Valente, diretora-executiva da Fenasaúde, a suspeita de que havia um grupo criminoso agindo no setor surgiu a partir de um aumento de até 30% nos pedidos de reembolsos de despesas médicas verificado pelos planos no período pós-pandemia de Covid.

“Mapeamos os casos e aí começamos a ver coincidências de empresas, de beneficiários, de prestadores. Ao puxar esse fio e cruzar os dados, chegamos a esse cenário que envolve valores expressivos e que impactam a todos os beneficiários”, diz ela.

No esquema, os criminosos criavam empresas jurídicas de fachada, com sócios “laranjas”, pessoas que emprestam seus documentos para figurar no contrato social, mas que nunca usaram um plano de saúde.

Essas empresas não existem fisicamente, muitas têm a mesma razão social, com o mesmo endereço falso e a mesma atividade econômica. Em alguns casos, até os emails que se repetem.

Uma vez criadas, corretores de seguros (ainda não se sabe se reais ou falsos) faziam a intermediação com as operadoras de saúde. Os fraudadores também abriram clínicas de consultas e laboratórios de análises clínicas e de imagem. Tudo de fachada, mas com notas fiscais verdadeiras.

“Tem uma existência no papel, perante a Receita Federal. Mas aí você vai procurar, e a clínica não existe”, relata o advogado criminalista Rodrigo Fragoso, responsável pelo caso.

Os recibos de serviços de saúde que nunca foram prestados têm carimbo de médicos, mas ainda não se sabe se há envolvimento real deles ou se a quadrilha usava desses dados sem que o profissional soubesse.

“É uma verdadeira organização criminosa, com uma estrutura empresarial, divisão de tarefas, pessoas remuneradas, com valor fixo, muito diferente do padrão de fraudes ocasionais que a gente está acostumado”, diz Fragoso.

Ele conta que foi possível observar que na organização há pessoas responsáveis por abrir as empresas, outras que fazem o papel de corretores de seguros e outras que cuidam da abertura de contas bancárias falsas para onde são destinados os reembolsos fraudulentos.

Segundo o advogado, somente uma investigação do Ministério Público, com ajuda policial, poderá requisitar quebra de sigilo bancário e outras medidas para saber, por exemplo, quem é o destinatário final desses recursos dos reembolsos que foram parar nas contas falsas.

“As notas fiscais se repetem. A gente viu, por exemplo, uma empresa de fachada com 20 funcionários que, no mesmo dia, 15 deles foram atendidos em uma mesma clínica e fizeram solicitação de reembolso.”

No documento apresentado à Promotoria, a Fenasaúde pede a investigação dos crimes de pertencimento à organização criminosa, falsidade ideológica e estelionato.

Outras fraudes

Para Fragoso, os impactos dessas fraudes podem ser muito maiores aos levantados na apuração preliminar da Fenasaúde. “Esse esquema, especificamente, é só a ponta de um iceberg muito maior.”

De acordo com Vera Valente, o caso serve de alerta para sociedade. “O valor de uma fraude, de um atendimento que não aconteceu, que é fake, vem para a conta da despesa assistencial. Todo mundo está pagando. Impacta na sustentabilidade do sistema de saúde, na previsibilidade de gastos por parte dos planos.”

Ela afirma que existem outros comportamentos fraudulentos relacionados ao reembolso de despesas médicas amplamente praticados, como o fracionamento de recibos. Por exemplo: uma consulta médica custa R$ 1.000, e a pessoa tem direito a R$ 300 de reembolso pelo plano. Ela paga os R$ 1.000, e recebe do médico dois ou mais recibos, com datas diferentes, para conseguir um reembolso igual ou próximo ao valor pago.

Vera Valente, diretora executiva da Fenasaúde, que denunciou o esquema de fraudes em reembolso – Divulgação

Segundo Valente, também há casos de recibos concedidos sem nenhum atendimento prestado e ainda o uso indevido de exames laboratoriais. “Você vai numa clínica de emagrecimento, o médico te dá uma lista gigante de exames, muitas vezes a coleta é feita na própria clínica. Aí eles dobram o pedido de exames, e o plano paga por muita coisa que não foi feita.”

Há casos em que profissionais da saúde propõem usar o valor do reembolso de serviços não prestados para bancar outros procedimentos que não estão no rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). “Isso está numa dimensão absurda, com tentáculo de todos os jeitos. Tem do contraventor até o criminoso. Do batedor de carteira ao crime organizado”, diz Valente.

Neste mês, a Fenasaúde anunciou a criação de uma gerência de prevenção e combate às fraudes. Segundo dados de um estudo do IES (Instituto Ética Saúde) de 2020, 2,3% de tudo que é investido na saúde são perdidos com fraudes.

Considerando que o orçamento destinado ao setor (público e privado) nos últimos anos correspondeu, em média, a 9% do PIB, equivalente a R$ 630 bilhões, o país perde pelo menos R$ 14,5 bilhões todos os anos com fraudes na saúde. É quase 10% do orçamento previsto para área da saúde em 2023 (R$ 146, 4 bilhões).

Com as fraudes, as operadoras acenderam o alerta vermelho e estabeleceram critérios mais rígidos para o reembolso de despesas médicas. Em canais como o Reclame Aqui, a demora para conceder o reembolso tem sido umas principais queixas de usuários contra os planos de saúde.

“Se começa a ter muita prática errada, a operadora tem que fazer uma checagem muito mais criteriosa do que está pagando. Vira uma bola de neve e acaba prejudicando quem faz direito, de forma de honesta.”