MDS Brasil anuncia Andrea Mathias para o comando de marketing

Fonte: MDS

A MDS Brasil contratou Andrea Mathias como Head de Marketing. Sua nomeação como “head” tem foco na ampliação da exposição da marca e reforço contínuo de seu posicionamento como uma das corretoras/consultorias líderes no segmento de seguros, fortalecendo o compromisso da MDS Brasil em impulsionar seu crescimento e expandir sua presença no mercado.

“Os desafios no mundo do marketing são constantes e se transformam rapidamente. Ser guardiã da marca e consolidar cada vez mais o posicionamento da empresa alinhado a estratégia global, sempre pensando em soluções adequadas para cada cliente promovendo relações de confiança e longo prazo, é uma de minhas missões”, ressalta a executiva.

Justiça autoriza cancelamento de OCS-BR

Fonte: Fenacor

A FENACOR informa que a 1ª Vara de Registros Públicos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo autorizou que o Oficial do 1º Registro de Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica da Capital proceda o cancelamento do registo da Ordem de Corretores de Seguros do Brasil (OCS-BR), relativo à constituição da associação. A OCS-BR se apresenta como “autorreguladora do mercado de corretagem de seguros”, embora não tenha autorização legal da Susep para atuar como tal.

Segundo o presidente da Federação, Armando Vergilio, essa decisão judicial é de extrema importância para os Corretores de Seguros. “Estamos acompanhando esse processo, pois entendemos que a forma como essa entidade se apresenta gera diversas dúvidas para a nossa categoria”, assinala.

Ele lembra, ainda que a legislação e a regulação vigentes permitem a criação de autorreguladoras do mercado de corretagem de seguros, como órgãos auxiliares da Susep, desde que, naturalmente, observados todos os requisitos para a autorização junto àquela Autarquia, o que, pela leitura da sentença proferida, não aconteceu no caso concreto.
Na decisão, a juíza Luciana Carone Nucci Eugênio Mahuad, da 1ª Vara de Registros Públicos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, destaca que a criação da pessoa jurídica deve observar as diretrizes traçadas pelo CNSP e pela Susep para que seja possível o exercício de atividade relativa à autorregulação.

“A criação da associação é livre, mas seu âmbito de atuação pode ser restrito e dependente de autorização, como é o caso das autorreguladoras do mercado de corretagem de seguros”, frisa a magistrada. Ela acrescenta que o cancelamento do registro relativo à constituição da OCS-BR é uma medida de rigor, notadamente porque presente vício extrínseco ao título: “o pedido de autorização perante Susep foi feito posteriormente ao registro e indeferido”, assinala a juíza.

Artigo: O impacto do confisco das aeronaves pelo governo russo em seguros

Patricia Russo Latin America

por Patricia Russo, Head de Aviation & Marine da Latin Re

Desde o início da Guerra entre Rússia e Ucrânia, foram impostas diversas sanções à aviação civil russa, incluindo a exigência de que as empresas de leasing retirassem suas aeronaves de solo russo até o fim de março de 2022. Com essa exigência, o governo russo aprovou uma Lei permitindo que as aeronaves arrendadas que estavam no país pudessem ser registradas localmente e, com isso, grande parte delas não foi devolvida aos seus donos.

Normalmente, as Linhas Aéreas não são proprietárias de suas aeronaves; elas fazem o arrendamento destes bens com empresas especializadas. Quando as sanções foram impostas à Rússia, essas empresas cancelaram seus contratos de leasing das aeronaves com a intenção de recuperá-las, o que não aconteceu. Fala-se em mais de 400 aeronaves arrendadas que ainda permanecem no país até a data de hoje.

No contrato de arrendamento entre Lessores e Companhias Aéreas, existem exigências mínimas de Seguro a serem cumpridas. As Linhas Aéreas e operadores são obrigados a contratar apólices de seguro contra perdas e danos que possam ser causados diretamente às aeronaves e também a terceiros, além de proteção contra Guerra (Hull All Risks, Liability, Hull War). Por sua vez, os lessores também contratam estas coberturas para garantir a proteção de seus bens, no caso de o Seguro do Operador não arcar com os danos que possam vir a ocorrer.

As condições gerais das apólices descrevem a cobertura de Casco-Guerra como sendo destinada a cobrir perda ou danos à aeronave diretamente causados por confisco, nacionalização, apreensão, sujeição, detenção, apropriação, requisição, por direito ou uso, ou por ordem do governo (seja civil, militar ou de fato) e/ou autoridade pública ou local, de país abrangido no perímetro de cobertura da Apólice. Apesar do nome, a apólice de Casco-Guerra não cobre danos causados em decorrência de Guerra declarada (ou não declarada oficialmente) que possa ocorrer entre uma série de países listados em seu clausulado, sendo a Rússia um deles.

Após a não devolução das aeronaves, iniciou-se uma extensa discussão entre os operadores, lessores e seguradores, que deve se estender por muitos anos em brigas judiciais já iniciadas, gerando um alto custo em honorários advocatícios, considerando alguns pontos que ainda permanecem incertos e podem ter várias interpretações:

> As linhas aéreas russas que tiveram os contratos de leasing cancelados ainda estão em posse das aeronaves, então pode-se dizer que não sofreram perdas. Com isso, suas apólices não devem ser acionadas?

> Para que possa ser iniciada uma reclamação de sinistro, é necessário que certos parâmetros existam, e alguns Seguradores argumentam que estes não foram necessariamente cumpridos. Um exemplo seria a data da ocorrência. Qual seria a data a ser considerada? Alguns dizem que é a data da invasão da Rússia na Ucrânia, outros argumentam que é a data em que o Governo assinou o decreto permitindo o registro das aeronaves no país. Outros dizem ainda que seria a data em que as Companhias Aéreas se recusaram a devolver as aeronaves. A data é extremamente importante neste caso, pois pode definir se o possível sinistro ainda estaria coberto na apólice vigente naquele momento ou se o cancelamento do seguro devido às sanções impostas já estaria valendo.

> Apesar da não devolução das aeronaves e de ameaças feitas pelo Governo Russo, nenhuma aeronave pode ser considerada realmente como perdida. Então, neste caso, a apólice de Guerra ainda não poderia ser acionada.

> Diferentemente da apólice de Casco All Risks, as apólices de Casco-Guerra possuem um “cap”, que são limites agregados destinados a limitar o montante de pagamento no caso de um grande número de aeronaves estarem ligadas a um mesmo sinistro ao mesmo tempo. Isso diminuiria bastante os valores de indenização, caso fosse aplicado. No entanto, a situação fica mais complexa, pois alguns lessores já estão argumentando que não se trata de um sinistro de Confisco coberto dentro da apólice de Guerra, mas sim de um sinistro de Roubo, o que entraria na apólice de All Risks, elevando o montante de indenização por não haver o “cap”.

> Uma outra dúvida é sobre como as sanções do Ocidente que foram impostas serão interpretadas pelas cortes em comparação com a linguagem das sanções já existentes dentro das apólices de Casco-Guerra.

Enquanto esta situação não se resolve, o mercado de Seguros tem tomado algumas medidas e feito algumas mudanças para tentar se proteger e compensar, mesmo que pouco, a perda que deve sofrer. Historicamente, as apólices de Casco-Guerra nunca tiveram prêmios altos, pois eram vistas como apólices de baixa exposição a risco e, portanto, o prêmio global dessa linha é extremamente baixo comparado aos valores estimados de indenização.

Algumas das mudanças feitas pelos Seguradores incluem o aumento significativo das taxas praticadas. A apólice que antes era considerada uma pequena parte do custo dentro do Programa de Seguros de uma Linha Aérea já não pode mais ser vista dessa forma. Além do aumento na taxa, os seguradores têm excluído ou restringido algumas condições, como a cobertura de confisco de suas apólices. Essas medidas têm sido tomadas para que os mercados possam manter suas capacidades e permanecer subscrevendo essa linha de negócio.

Acreditamos que esse seja apenas o início das mudanças que acontecerão, uma vez que o mercado Ressegurador mundial leva um tempo grande para absorver essas perdas, que ainda não estão em todos os balanços.

Apesar de toda a incerteza, as renovações das apólices de Hull All Risks não devem apresentar grande aumento em preço até o momento. Já com relação às apólices de Casco-Guerra e Responsabilidade Civil em caso de Guerra, estas têm apresentado mais dificuldade nas negociações e podem trazer aumentos significativos em prêmio para as Linhas Aéreas em suas renovações, além de certas restrições de cobertura.

No último ano, vimos alguns mercados saírem e deixarem de subscrever completamente o risco de Guerra, mas alguns outros estão vendo essa situação como oportunidade de entrar nessa linha de negócio e podem começar a trazer novas opções para as próximas renovações.

Na Latin Re, estamos acompanhando os desdobramentos dessa situação, em contato com parceiros ao redor do mundo, para podermos alinhar as expectativas de nossos clientes durante as renovações de suas apólices e, como sempre, trazer a melhor solução a eles.

Wiz Corporate impulsiona receita de bancos com a venda de seguros corporativos

Fonte: Wiz

A Wiz Corporate, unidade de negócio do Grupo Wiz Co com foco nos produtos para pessoa jurídica (no segmento B2B), emitiu, no ano passado, R$ 395,7 milhões em prêmios, 14% acima do ano anterior. No primeiro trimestre deste ano foram emitidos R$ 92 milhões em prêmios. 

A unidade atua no balcão de quase uma dezena de bancos, com agências espalhadas por todo o país, através da comercialização de seguros corporativos, ampliando o portfólio de produtos das instituições financeiras. 

“Somos líder em operação bancassurance para pessoa jurídica no Brasil. Essas operações se consolidaram e impactam positivamente a receita adicional dos bancos. Entretanto, acreditamos que essas operações ainda têm margem para crescimento, através do lançamento de novos produtos e fidelização de clientes”, destaca o diretor comercial de Bancos, Serviços e Varejo da Wiz Corporate, Marco Menezes.

A unidade de negócio atua de forma especializada, oferecendo seguros personalizados, com equipe técnica-comercial própria, atuando em todo o território nacional. A operação possui mais de 60 produtos disponíveis para empresas de todos os portes e trabalha com mais de 50 seguradoras.

Dentre os principais produtos comercializados estão o seguro prestamista para pessoa jurídica; seguro cyber; seguro de riscos diversos para máquinas e equipamentos; seguros D&O e E&O, que garantem cobertura para os atos de gestão de executivo e contra danos e prejuízos causados por falhas no exercício da profissão, respectivamente.

“Os seguros corporativos são fundamentais para a proteção patrimonial e perpetuação das empresas. O nosso objetivo é tornar os bancos parceiros full providers. Ou seja, atuamos para que a instituição financeira possa agregar novos produtos à sua esteira e agregar receitas ao caixa”, acrescenta Marco Menezes.

Após firmar uma série de acordos comerciais no ano passado para vender seguros no balcão de grandes bancos, o executivo afirma que a Wiz Corporate tem grande expertise nessa atuação e não descarta a possibilidade de agregar novos parceiros.

“Temos negociação com grandes players do mercado, que se mostraram interessados na nossa expertise nesse tipo de operação, que engloba transparência, tecnologia e inteligência de mercado. São inúmeras as possibilidades para a geração de novas receitas”, afirma Marco Menezes.

Bradesco Seguros promove encontro com nomes do mercado de seguros internacional

bradesco seguros

Fonte: Bradesco

Nessa segunda-feira, 24, o presidente do Grupo Bradesco Seguros, Ivan Gontijo, recebeu, junto aos executivos Jorge Nasser, Manoel Peres e Ney Dias, da Bradesco Vida e Previdência e da Bradesco Capitalização, da Bradesco Saúde e Mediservice e da Bradesco Auto/RE, respectivamente, além das lideranças do CQCS, os palestrantes internacionais que farão parte da programação do CQCS Insurtech & Innovation 2023.

Na ocasião, os executivos destacaram os diferenciais de cada uma das frentes de atuação, mostrando como o Brasil é um mercado de grande potencial para o setor. 

Os convidados também tiveram a oportunidade de abordar um pouco sobre os temas que apresentarão durante o CQCS Insurtech & Innovation 2023, que acontecerá nessa terça e quarta-feira, no PRO Magno Centro de Eventos, em São Paulo (SP).

“Nossa ideia foi promover um encontro de relacionamento para abordar previamente os principais temas que envolvem inovação e seguros. Consideramos de extrema importância reunir as lideranças do setor para que, juntos, possamos achar caminhos para cumprir com a nossa principal missão: criar uma cultura de proteção da sociedade, pensando no futuro do Brasil”, disse Ivan Gontijo.  

Alper Seguros compra TRR Corretora por R$ 95,5 milhões

marcos couto alper corretora de seguros

A Alper Consultoria e Corretora de Seguros adquiriu a TRR Corretora de Seguros, há 65 anos no mercado de consultoria e gestão de riscos e benefícios. Esta é a segunda aquisição da companhia em apenas 15 dias e a décima sexta sob a atual gestão, sendo a quinta na unidade de Benefícios e a maior transação da história recente da corretora. Os termos da transação preveem um pagamento de R$ 60 milhões à vista no fechamento da transação e parcelas variáveis e condicionadas ao atingimento de metas de performance estipuladas no contrato. As parcelas serão apuradas e pagas anualmente entre 2024 e 2025. O valor total estimado da aquisição é de R$ 95,5 milhões, informa em nota.

“Essa aquisição representa um marco significativo para a Alper, pois a TRR é um relevante player do mercado e trará inúmeras oportunidades de crescimento e expansão. Esse é o típico exemplo de uma aquisição em que 1+1 são 3, pois além das pessoas, vamos agregar uma carteira de clientes respeitada e todo o know-how em tecnologia, serviços e relacionamento. Estamos sempre atentos às oportunidades do mercado, mantendo nosso posicionamento como uma Companhia consolidadora. Essa é a nossa quinta aquisição em Benefícios e a décima sexta sob a minha gestão, e seguiremos assim”, diz Marcos Aurélio Couto, CEO da Alper.

A TRR, boutique de consultoria em seguros sediada em São Paulo, atende mais de 600 clientes, conta com uma equipe de 110 colaboradores altamente qualificados, e emitiu mais de R$ 762 milhões em prêmios no ano passado, cerca de 77% desse montante na divisão de benefícios.

“Acabamos de adquirir a Agis, corretora de seguros para transportes focados no agronegócio e agora concluímos mais uma transação para uma frente de atuação bem consistente para nós, a de Benefícios. Isso demonstra o nosso comprometimento em buscar oportunidades de crescimento e expansão no mercado, em linha com a nossa estratégia de consolidação do setor. Além disso, a corretora possui um modelo de negócio com alta receita recorrente, o que reforça a estabilidade e previsibilidade da nossa receita”, acrescenta André de Barros Martins, VP de Benefícios da Alper e um dos maiores acionistas pessoa física da companhia. 

Alinhado ao compromisso de expansão e estratégia de fortalecimento do portfólio da Business Unit de Benefícios da empresa, o movimento reforça significativamente a posição da Alper no mercado que passará a contar com mais de 1,5 milhão de vidas e segue como um dos maiores players do setor de seguros. Com a aquisição, a BU de Benefícios passa a representar 45% da receita total da Alper. A Aquisição é um importante movimento de crescimento inorgânico, que traz escala neste segmento, fortalecendo significativamente a nossa posição no mercado perante parceiros e seguradoras.

O potencial de sinergias operacionais e comerciais, e um modelo de negócio com receita recorrente, reforça a estabilidade e previsibilidade da receita, que permitirão à Alper alcançar novos patamares de eficiência e rentabilidade. Além disso, a empresa vê grande potencial de venda cruzada com outros ramos de produtos que opera.

Valor: Previdência rateia e portabilidade move a concorrência

Fonte: Valor

A jornalista Adriana Cotias, do Valor, conta que a previdência privada perdeu pulso no primeiro semestre, mas já mostra sinais de reação. De janeiro a junho, os fundos que abrigam os recursos da categoria registraram resgates líquidos de R$ 3 bilhões, em comparação a ingressos de R$ 1,6 bilhão no mesmo período do ano passado, segundo dados da Anbima, que representa o mercado de capitais e de investimentos. Em 12 meses, o patrimônio da indústria cresceu 14,2%, para quase R$ 1,3 trilhão, pouco mais que a variação do CDI no período.

Já há, contudo, um prenúncio de melhora para a segunda metade deste ano, período que sazonalmente atrai mais dinheiro para o segmento, com uma captação líquida de R$ 1,7 bilhão até 14 de julho.

Mas se o bolo ainda não cresce a contento, a lógica de roubar a produção alheia é que tem movimentado a concorrência. Os números da Susep, até maio, mostram que alguns bancos continuam perdendo recursos para os planos vendidos por plataformas de varejo. Os que se defendem melhor têm apostado num canal de distribuição mais próximo com o cliente e abordado a previdência dentro do pacote de investimentos.

A seguradora XP Vida e Previdência levou sozinha R$ 3,0 bilhões líquidos em portabilidade externa e a do BTG Pactual, outros R$ 2,3 bilhões. A Bradesco Vida e Previdência cedeu R$ 1,6 bilhão líquido; a Brasilprev, R$ 1,7 bilhão; a Caixa Vida e Previdência, R$ 272,9 milhões; e a Zurich Brasil Santander, R$ 75,1 milhões. No rol das independentes, a Icatu perdeu R$ 3,4 bilhões até maio.

Na contramão, a Itaú Vida e Previdência ganhou liquidamente R$ 2,4 bilhões e a seguradora do Safra, R$ 107,9 milhões. Entre os grupos independentes, a SulAmérica contabilizou ingresso líquido de R$ 183,1 milhões.

“Os principais players têm olhando para a portabilidade de forma bem agressiva e fica esse rouba-monte”, resume Gustavo Ledimuth, responsável pela área de previdência do Santander. “Tem que estar muito focado na captação líquida, que traz crescimento, e olhar, sim, a portabilidade, para tanto trazer novos planos quanto defender o que tem aqui, no sentido de garantir a melhor alocação possível. O que faz o cliente levar a previdência para outro lugar normalmente é ou porque não está no plano adequado ao seu perfil ou porque está distante da empresa, do banco, da seguradora, fica sem referência, vem alguém do mercado e acaba mudando.”

O executivo afirma que quando compara o primeiro semestre de 2022 com o de 2023, a captação líquida cresceu cerca de 25%. Ele credita a maior produtividade à expansão da base de escritórios especializados em investimentos, o “AAA”, com uma força de vendas que alcançou 1,2 mil assessores em menos de um ano. Com R$ 80 bilhões em previdência na “joint-venture” Zurich Santander, ele espera dobrar a atração de dinheiro novo com um time mais maduro. “O banco elegeu a previdência no tema de investimento como um dos carros-chefes, criou o mantra que quem tem a previdência, tem a preferência do cliente”, afirma. “Gosto do produto porque além de ser um instrumento eficiente de planejamento tributário e de sucessão contribui para a construção do patrimônio e proteção para o futuro, com impacto social, educaci onal e financeiro.”

Ledimuth diz que a concorrência nos últimos anos, com a entrada de novos participantes, incomodou os grupos tradicionais e ocupou um espaço relevante. “Costumo olhar com bons olhos, fez a indústria se preocupar em trazer uma experiência cada vez melhor. Nós fomos provocados a criar nosso modelo de assessoria e isso nos deu potência e exclusividade no tema investimentos, que inclui a previdência.”

Perto do que saiu da indústria de fundos de maneira geral – com resgates líquidos de R$ 205 bilhões no primeiro semestre -, a previdência até que resistiu, diz Sandro Bonfim da Costa, superintendente de produtos da Brasilprev, a empresa de previdência da BB Seguros com a americana Principal e que tem o balcão do Banco do Brasil como seu canal de distribuição. “Reforça o conceito de realização de um projeto de médio e longo prazo que é quando o benefício fiscal se materializa”, diz.

Os resgates no pós-pandemia fazem todo sentido a seu ver. Foi um período em que a previdência mostrou o seu propósito de proteger as famílias, ajudou a atravessar um período difícil. “Se tem algo que a pandemia trouxe de positivo foi a percepção da importância de se ter uma reserva de investimentos, porque de um dia para o outro faltou fluxo financeiro. A arrecadação segue estável, as pessoas continuam colocando dinheiro todo mês, apesar de terem usado parte do patrimônio.”

Costa diz que a Brasilprev atraiu cerca de R$ 2,2 bilhões de captação líquida até maio. Apesar de perder recursos para a concorrência via portabilidade, ele entende que a possibilidade de migração entre seguradoras é saudável ao dar mobilidade para o cliente sem pênalti.

Com cerca de R$ 370 bilhões e a maior fatia do mercado, de 28,5% dos ativos, naturalmente a sua base tende a ser a mais atacada. “É razoável que as saídas sejam altas, mas as reservas seguem crescendo num ambiente controlado”, diz. “Há ações importantes de relacionamento com o cliente durante todo o ciclo de vida, o momento de retenção não se dá só quando o cliente pede a portabilidade.”

O executivo acrescenta que o grupo não tem restrição de usar só a BB Asset e tem hoje na grade 32 estratégias de investimentos de gestores externos. A ideia foi ter uma grade mais restrita mesmo, trazendo para a oferta as gestoras mais consolidadas.

Esse também foi o caminho da Bradesco Vida e Previdência, que fez uma abertura gradual para a oferta de terceiros e hoje tem cerca de 40 parcerias. “A gente não conseguiria a diligência necessária para acompanhar com a acurácia que gosta”, diz Estevão Scripilliti, diretor da companhia. “Foi mais seletivo e foi bom, a gente tomou menos susto no meio do cenário mais adverso.”

Depois de um primeiro semestre que estimulou o conservadorismo, com a Selic em 13,75% ao ano, incertezas com a troca de governo e os eventos de crédito corporativo de Americanas e Ligth, ele se mostra mais construtivo para a segunda metade do ano. “A queda da inflação e a expectativa de corte de juros, com a consequente melhora do emprego e da renda favorecem a formação de poupança, começa a ter mais disponibilidade de recursos”, afirma

Claudio Sanches, diretor de produtos de investimentos e previdência do Itaú Unibanco, diz que o período de julho a dezembro costuma ser de 10% a 12% melhor em termos de captação do que a primeira metade do ano. Vai depender do andar economia, afirma, mas costuma entrar mais dinheiro de bônus, 13º salário e o cliente que faz a declaração de Imposto de Renda completa busca reforçar o aporte para abater a contribuição feita via Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) – em que até 12% do rendimento tributável pode ser dedutível. “Quem está com as finanças mais equilibradas, investe no longo prazo e a previdência é um dos únicos produtos que tem a sazonalidade marcante no processo de captação.”

Com a percepção de que há uma melhor condição para o equilíbrio da economia – com o novo marco fiscal e a reforma tributária no Congresso -, “todo mundo está tirando a pressão e começando a ficar mais otimista”, prossegue Sanches. “Quando isso acontece, o investimento de longo prazo volta.” Se, por um lado, a previdência tem o benefício da menor tributação, que chega a 10% após 10 anos para quem opta pela tabela regressiva, por outro, se o resgate é feito antes do programado, o investidor acaba pagando uma alíquota salgada, de 35% em até dois anos. “Nas horas de muita incerteza, em movimentos de transição, as pessoas param de colocar o dinheiro na previdência e estacionam em algo mais conservador.”

Os aportes que começam a ganhar força no banco têm sido direcionados a planos ligados à renda fixa tradicional, com títulos pós-fixados ou com um pouco de crédito. “Se melhorou do ponto de vista da captação, do ponto de vista da diversificação ainda não há esse movimento. O cliente está indo para produtos bem conservadores, que não necessariamente são ideais para o longo prazo”, diz Sanches. Mas como na previdência é possível se movimentar por meio da portabilidade – sem ter que resgatar os recursos e pagar imposto -, o investidor consegue navegar bem se tiver uma boa assessoria, afirma, podendo se mexer quando tiver mais conforto.

Com mais de R$ 220 bilhões na previdência, o Itaú trouxe dinheiro novo para o segmento e também ganhou atalhos pela portabilidade. “Está muito relacionado a ter a visão do bolso inteiro do cliente, não só a previdência, sem meta de produto, mas no que é melhor do ponto de vista de alocação e isso vai claramente criando confiança”, diz Sanches. “Como a nossa plataforma é aberta [a produtos de terceiros], ele não vê razão para sair do Itaú e portar se tudo que tem no mercado, encontra aqui.”

Olhando pelo retrovisor, o ambiente macroeconômico sem crescimento de renda real que justifique a entrada de novos participantes, o desemprego alto e a necessidade de recorrer à reserva da previdência para pagar contas do dia a dia explicam o desempenho decepcionante da previdência no primeiro semestre, diz Marcelo Mello, CEO de Vida, Previdência e Investimentos da SulAmérica. Para o executivo, o segundo semestre pode ser um replay disso. “Acho difícil mudar, mesmo com uma Selic menor e o aumento da projeção do PIB. Até bater na renda e estabilizar as condições de crédito leva tempo.”

IRB reduz prejuízo em maio de 2023

O IRB Re registrou prejuízo de R$ 10,4 milhões em maio deste ano, reduzindo prejuízo de R$ 273,1 milhões apurado no mesmo mês de 2022, segundo dados mensais enviados à Susep (Superintendência de Seguros Privados).

Os prêmios emitidos somaram R$ 518,6 milhões, ante R$ 564,2 milhões registrados em maio de 2022. Os prêmios retidos totalizaram R$ 465 milhões em maio de 2023, ante R$ 465,4 milhões sobre um ano antes. Já os prêmios ganhos chegaram a R$ 475,7 milhões ante R$ 480,8 milhões de um ano atrás.

O índice combinado ficou em 115,0% em maio deste ano, ante 163,1% no mesmo mês do ano passado. O índice combinado ampliado, por sua vez, ficou em 103,9% ante 155,1% apurado um ano antes.

“As insurtechs chegam com um novo olhar”, afirma Ullisses Assis, CEO da BB Seguridade

BB Seguridade Ulisses Assis

A BB Seguros anunciou as finalistas da primeira edição do Prêmio BB Seguros de Inovação: Daoura, Diretrix, 88I Seguradora Digital, PIX Force e a WeCancer. A premiação tem como objetivo reconhecer as três startups que melhor impulsionaram o mercado de seguros do país com a criação de soluções estratégicas para o setor.

As finalistas irão se apresentar no palco do Demostage, no dia 25 para uma banca da BB Seguros. A cerimônia de premiação será no dia 26 e contemplará três empresas no palco principal do evento CQCS Insurtech & Innovation 2023.

Em 10 dias de inscrição mais de 40 startups que possuem solução ou produto sendo utilizado por clientes, com receita mínima anual projetada para 2023 de R$ 300 mil se inscreveram.

Ullisses Assis, CEO da BB Seguridade, contou ao Sonho Seguro um pouco mais sobre a premiação.

Qual o espírito do Prêmio, o que levou a BB Seguros a lançá-lo?

A inovação está no DNA da BB Seguros: é um valor declarado da nossa empresa e é um atributo da nossa marca. Nos últimos anos, nos preocupamos em definir uma estratégia de inovação (que está materializada na nossa Tese de Inovação, disponível no Relatório de Sustentabilidade), estimular uma cultura de inovação, criar processos e instrumentalizar nosso pessoal. Ou seja, buscamos praticá-la internamente. Mas sabemos da importância e necessidade de trabalhá-la de maneira aberta, também de fora para dentro. Assim, começamos a investir em CVC (Corporate Venture Capital) e pensamos: “por que não lançar um prêmio de inovação?”. Isso traz aproximação mais ampla com startups e reforça a nossa presença no ecossistema de inovação.

E sobre a expectativa de participação? Será uma aposta de longo prazo?

Temos as melhores expectativas, sentimos que este é o momento. O setor vem sendo saudavelmente provocado pelas iniciativas de inovação e há muito o que conquistar. Vemos muitas oportunidades de negócio – há clientes buscando soluções do setor e que ainda precisam ser atendidos. Nesse sentido, sim, é uma aposta de longo prazo. Temos um trabalho forte a ser feito, e reconhecer o mérito e o sucesso de quem trabalha nesse desafio, de quem promove os avanços necessários, nos parece ser um bom caminho a seguir.

Como tem sido a experiência da BB Seguros com a inovação? O Prêmio vem preencher uma lacuna para identificação de fornecedores de soluções?

A melhor possível. Temos iniciativas em todo o conglomerado. Para exemplificar, a Brasilseg – nossa empresa de seguros – já estruturou mais de 20 projetos piloto com startups por meio do Impulso Open, seu programa de inovação aberta. Os resultados são altamente promissores e com impacto significativo nas operações. Esse movimento, combinado com outras iniciativas internas e aculturamento dos colaboradores, renderam à Brasilseg o reconhecimento no Top 100 Open Corps 2022, que lista as 100 empresas mais inovadoras do país, ficando no top 5 no segmento de seguros. A Brasilprev, nossa empresa de previdência, foi reconhecida como uma das 20 mais inovadoras do país pela MIT Technology Review, na premiação Innovative Workplace. Lembro ainda que temos a Ciclic, nossa corretora digital, que provê soluções de proteção em várias frentes.  Na holding, investimos em CVC, buscando tanto a solução de desafios atuais quanto a identificação de novos negócios. Assim, o prêmio vai além da identificação de fornecedores – queremos fornecedores sim, mas ainda mais parceiros e novos negócios. Já andamos bastante, e vamos continuar evoluindo! 

As insurtechs vêm crescendo em participação em várias frentes de negócios no setor. O que você acha disso e qual o impacto desse movimento?

Nosso setor é bastante atrativo e com muitas oportunidades de negócios, e as insurtechs chegam com um novo olhar, com ideias que, se bem planejadas e implementadas, podem promover movimentos disruptivos importantes para a indústria da seguridade. Não vemos um futuro possível sem insurtechs, e por isso também estamos investindo nele, com iniciativas como a do Prêmio BB Seguros de Inovação. Sem esquecer dos investimentos que já fizemos em modernização tecnológica, sendo R$ 565 milhões em 2022 e com mais um montante relevante previsto para este ano. O impacto está aí, melhores produtos, melhores experiências para os clientes e a cultura de seguros e proteção sendo impulsionada.

Cade aprova de forma definitiva aquisição da Liberty, pela HDI

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) aprovou de forma definitiva a compra, pela seguradora HDI, da operação da Liberty Seguros no Brasil.  

Para que a operação possa ser concluída, as partes aguardam aprovação da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Até lá, cada empresa segue operando de forma independente. A HDI e a Liberty continuarão o seu trabalho sem mudanças nas ofertas de produtos e serviços. As relações comerciais também seguem inalteradas e a administração das seguradoras continua de maneira independente.

No início de julho o Cade comunicou a aprovação sem restrições da operação. Em 21.07.2023, essa passou a ser definitiva diante da ausência de oposição de terceiros e de avocação pelo Tribunal Administrativo do Cade.

“Seguiremos em frente com o nosso objetivo, que é oferecer produtos ainda mais competitivos, com um dos mais amplos portfólios do mercado. A Liberty preza muito pelo cliente e pelo relacionamento com os corretores, valores que também são a base do negócio da HDI”, diz Eduardo Dal Ri, CEO da HDI Seguros.