Fundador e sócio da Thinkseg, Andre Gregori inicia parceria com Aruana Seguradora 

Andre Gregori seguros

Aruana Seguradora anuncia parceria com o sócio e fundador da Thinkseg, Andre Gregori, para a implementação de soluções de inovação e desenvolvimento de novos produtos na companhia que tem 20 anos de mercado. “A primeira grande ação da reestruturação é a vinda do fundador da Thinkseg, Andre Gregori, como presidente do Conselho de Inovação e Desenvolvimento da Aruana”, diz o diretor executivo da Aruana Seguradora, Paulo Augusto Freitas de Souza, em nota.

O diretor executivo da Aruana explica que a companhia está sendo reestruturada para aproveitar o crescimento do setor de seguros no Brasil. “A expansão da arrecadação no mercado de seguros subiu dois dígitos em 2023 e será mantida em 2024. Diante de tantas oportunidades, a perspectiva é de que a Aruana Seguradora alcance 1 bilhão, em prêmios, em até 5 anos”, afirma Fretas de Souza. 

”Estou feliz em aceitar esse desafio, pois vejo o mercado com muitas oportunidades não exploradas. Minha larga experiência no setor reúne inúmeros componentes para gerar valor à nova estratégia, como, por exemplo, habilidades de inovação, não só tecnológica, mas de precificação, fluxos e, principalmente, atendimento ao cliente. Sabemos bem o que nossos parceiros precisam e o que o cliente final deseja”, diz o sócio fundador da Thinkseg, Andre Gregori, também ex-sócio do BTG Pactual. 

Atualmente, a Aruana atua nos ramos de vida, responsabilidade civil facultativa (RCF), responsabilidade civil profissional (RCP) e seguro residencial. No passado, a Aruana Seguradora teve como carro-chefe dos seus negócios o seguro do trânsito DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre). 

O fundador da Thinkseg explica que o Conselho de Inovação vai transformar os negócios da Aruana Seguradora. O objetivo é estar presente em grandes riscos, novos produtos atrelados aos riscos do mercado de crédito de carbono, presença em plataformas digitais e em programas internacionais. “O modelo que divulgaremos, em breve, será totalmente novo”, comenta Gregori em comunicado. 

Paulo Augusto Freitas de Souza e Andre Gregori contam que o Conselho será composto por três integrantes na fase inicial. Mas, o objetivo é chegar a 7 participantes até o final de 2024. Por enquanto, a fase é de prospecção dos participantes do Conselho em diferentes setores: varejo, bancário, infraestrutura, energia, agronegócio e automobilístico. 

Susep publica regulamentação complementar sobre os produtos PGBL e VGBL

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou hoje, com vigência imediata, as Circulares Susep nº 698/2024 e nº 699/2024, que dispõem sobre as regras e critérios complementares de funcionamento e de operação da cobertura por sobrevivência oferecida em planos de previdência complementar aberta e em planos de seguro de pessoas, respectivamente.  

De acordo com a diretora da Susep, Julia Normande Lins, “a atualização e consolidação da regulamentação específica proposta por essas circulares contribuirá para o crescimento do mercado de anuidades e modernização dos seus produtos, bem como para o aumento e o estímulo da consciência e da poupança previdenciária”.

As novas circulares regulamentam e tem por objetivo complementar dispositivos das Resoluções CNSP nº 463/2024 e nº 464/2024, recentemente aprovadas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), e que fixaram o novo marco regulatório sobre a matéria. Dentre as principais novidades, destacam-se:

  1. Inclusão da definição do conceito de “ciclo de renda”;
  2. Previsão da opção de o segurado contratar renda vitalícia nos planos indicados nas Resoluções;
  3. Inclusão da faculdade do participante fazer aportes, no período inicial de adesão a plano com cláusula de Opt Out; e
  4. Tratamento da nova pertinência temática trazida pelo “Fundo ou Plano Exclusivo Familiar” relativamente à Resolução do VGBL.

Com a publicação das Circulares Susep nº 698/2024 e nº 699/2024, a autarquia finaliza a consolidação de seus normativos que tratavam da cobertura por sobrevivência oferecida em planos de previdência complementar aberta e em planos de seguro de pessoas, com a consequente revogação de outras seis circulares, cujos conteúdos foram ajustados e incorporados às novas circulares, trazendo maior simplificação regulatória para o mercado.  

Sem Parar nomeia José Luiz Machado a Diretor de Seguros 

Sem Parar nomeia José Luiz Machado a Diretor de Seguros

O Sem Parar, ecossistema de mobilidade com foco em veículos, anuncia a promoção de José Luiz Machado ao cargo de Diretor de Seguros. Com o sucesso da implementação do core de seguros e a importância que ele vem ganhando na estratégia macro da companhia, a área ganha um diretor e, em breve, abrirá novas oportunidades para profissionais do ramo.   

Com uma experiência de mais de 15 anos no setor, José Luiz, que está há dois anos e meio na companhia e ajudou a construir a frente de seguros na empresa, continuará a desempenhar um papel fundamental na condução da inovação e na expansão das ofertas de seguros do Sem Parar, alinhadas às necessidades dos clientes. 

Para o executivo é uma honra liderar uma equipe com mais de 30 pessoas dedicadas e comprometidas em oferecer soluções de seguros que ajudam o Sem Parar a ampliar seu portfólio em mobilidade e a ser o melhor amigo do motorista. “Nessa nova cadeira, meu principal desafio será manter o crescimento acelerado do time de seguros, explorar novas oportunidades dentro do ecossistema do Sem Parar e nas operações de seguro do B2B e, para isso, eu conto com um time muito sênior”, comenta em nota.

José Luiz Machado é formado em Administração com ênfase em Seguros pela Escola de Negócios e Seguros, e pós-graduado (MBA) em Marketing Digital Estratégico e Gestão de Dados Estratégicos pela Universidade Veiga de Almeida, e MBA em Marketing digital e Inovação pela Fundação Getúlio Vargas. 

Risco político é ameaça à economia global, afirma Coface

Coface Seguros Riscos Políticos

Fonte: Coface

O risco político está em alta este ano e é uma das maiores fontes de apreensão em relação ao desempenho econômico global. A avaliação é da Coface, líder global em seguro de crédito e pioneira no fornecimento de informações comerciais, em seu mais recente estudo global Coface Country Risk, que abrange 160 países.

Para a Coface, não há dúvida de que 2024 será um ano tumultuado, com eleições em mais de 70 países, incluindo sete dos mais populosos do mundo, e abrangendo metade da população mundial, ou 55% do PIB global. A onda de eleições, recorda o levantamento, começou em janeiro em Taiwan e vai se estender até novembro, nos Estados Unidos.

O estudo lembra que da Índia ao México, passando pela Áustria, Tunísia, Indonésia e El Salvador, “as eleições fornecerão uma oportunidade para que ventos populistas varram todos os cinco continentes. Isso dará impulso extra a uma tendência que se enraizou nos últimos dez anos e mais: o aumento da agitação social e da instabilidade (geo)política”.

De acordo com Ruben Nizard, economista da América do Norte e Diretor de Risco Político da Coface, com este calendário eleitoral supercarregado no horizonte, nosso mais recente índice de risco social e político destaca que a vulnerabilidade social e política está acelerando ao redor do mundo, criando incerteza e instabilidade em igual medida para nosso ambiente. A pontuação média global subiu para 38,6%, não muito longe do pico de 2021 (39,4%) após a crise da Covid-19, e acima dos níveis pré-Covid (média de 2016-2020: 36,9%). Nossos indicadores têm anunciado que estamos entrando em uma nova fase para esses riscos desde o início da década.”

Essa perspectiva foi um dos fatores que fizeram a Coface prever redução no crescimento do PIB mundial para 2,4% em 2024, depois de ter crescido 2,7% no ano anterior. Será o menor índice de aceleração desde 2011, com exceção da queda de 3,0% registrada em 2020, no pico da pandemia.

De acordo com Patricia Krause, economista-chefe da Coface América Latina, o ritmo menor da atividade econômica deve acontecer também no Brasil, com um crescimento de 2,0% em 2024, em comparação a 2,9% em 2023 e 3,0% em 2022. No continente, o quadro mais preocupante é, segundo ela, na Argentina, que deverá ter novo ano de recessão em 2024, em que pesem alguns resultados alcançados nos primeiros meses do governo Milei. Para Patricia Krause, esses números positivos registrados até aqui não são sustentáveis e não autorizam previsões otimistas em relação ao país.

No caso do Brasil, um dos principais pontos de atenção é a situação fiscal, principalmente pela provável elevação dos gastos públicos (incluindo programas sociais como o Bolsa Família e aumento real do salário mínimo), além da redução dos preços médios de commodities e despesas elevadas com juros. 

Piloto Gabriel Bortoleto visita Instituto Porto  

Piloto Gabriel Bortoleto visita Instituto Porto  

Fonte: Porto

No último dia 9, Gabriel Bortoleto, piloto recém-chegado à F2, visitou o Instituto Porto, organização sem fins lucrativos que tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de projetos socioambientais e culturais da região de Campos Elíseos, no centro de São Paulo. 

Além de conhecer o projeto, as atividades e instalações do Instituto, Bortoleto reservou um tempo para falar com as crianças e jovens do programa Jovem Aprendiz sobre vida, sonhos e carreira, e respondeu as perguntas de ouvintes atentos, que foram desde “Se não fosse piloto, o que você seria?” e “Você gosta de Velozes e Furiosos?”, até as mais complexas, como suas motivações para se manter distante da família e perto do sonho, morando na Itália desde os 12 anos, e do que sente mais falta quando está longe do Brasil. 

“A visita do Bortoleto ao Instituto foi muito especial. As crianças e jovens se prepararam para a conversa, estudaram sobre ele, e estavam ansiosos para conhecê-lo. Esses encontros são sementes plantadas em cada um deles. Falar sobre lutar pelos sonhos e ter grandes responsabilidades é sempre de grande valor”, comenta Mirian Mesquita, gerente do Instituto Porto. 

O Instituto oferece cursos profissionalizantes gratuitos para jovens e adultos com o objetivo de proporcionar uma melhor condição socioeconômica por meio do acesso ao emprego, e também o atendimento a crianças e adolescentes por meio do Ação Educa, uma iniciativa que visa complementar as atividades do ensino escolar com atividades socioeducativas, reforço nas disciplinas de português e matemática, aulas de inglês, artes, esportes, atendimento psicológico, entre outras. 

Em 2022 e 2023, as crianças do Instituto Porto tiveram a oportunidade de participar do GP São Paulo de Fórmula 1, interagiram com os pilotos e até ganharam bonés autografados. 

Em 2024, a Porto é mais uma vez patrocinadora do GP São Paulo de Fórmula 1, e Gabriel Bortoleto faz parte da squad de pilotos apoiados pela empresa, que conta também com Rubinho Barrichello, Dudu Barrichello, Fefo Barrichello e Aurélia Nobels.

Em janeiro, seguradoras contrataram R$ 2,8 bilhões em resseguro

As seguradoras contrataram R$ 2,8 bilhões em resseguros no primeiro mês do ano, alta de 3,6% em relação a janeiro de 2023. O valor, de acordo com a 40ª edição do Boletim IRB+Mercado divulgado pela plataforma IRB+Inteligência, é o maior já registrado pela série histórica, iniciada em 2014. A análise, feita a partir da base de dados publicada pela Susep em 1o. de abril, mostra que os prêmios cedidos em resseguros, que alcançavam o valor de R$ 557 milhões há dez anos, praticamente quintuplicaram de lá para cá.

Em janeiro, a alta na contratação de resseguros, apesar de recorde, não acompanhou a mesma velocidade de crescimento da emissão de prêmios em seguros. O faturamento total das seguradoras chegou a R$ 16,6 bilhões, valor 10,3% maior que o apurado em janeiro de 2023. Segundo o Boletim IRB+Mercado, que considera os seguros de danos, responsabilidades e pessoas, quase todos os segmentos cresceram, com destaque para o Crédito e Garantia, com a maior variação positiva (+21,8%), e Vida, com a maior variação nominal (+ R$ 745 milhões). Apenas o seguro Rural recuou no mês (-1,2%). 

Entre os grupos seguradores, 66% tiveram aumento no faturamento frente ao primeiro mês do ano passado. Ainda de acordo com o Boletim IRB+Mercado o lucro líquido das seguradoras teve leve alta (+2,4%), chegando a R$ 2,78 bilhões. Já a sinistralidade geral registrou nova queda de 1,5 ponto percentual (p.p.), fechando em 43%. A recuperação foi impulsionada, principalmente, pela queda no índice de sinistros dos segmentos Crédito e Garantia (-84,9 p.p.) e Corporativos de Danos e Responsabilidades (-4,4 p.p.)

Seguro Viagem cai 14,8%

Maior segmento, Vida, que responde por 33,7% do mercado, cresceu 15,3% na comparação com janeiro de 2023 e fechou o mês com faturamento de R$ 5,6 bilhões. Os produtos Vida e Acidentes Pessoais evoluíram 16,3% e 26,1%, respectivamente. Em movimento contrário, os seguros Viagem retraíram 14,8%. A sinistralidade do segmento recuou 0,4 p.p. e fechou em 28,3%. 

Automóvel, que responde por 27,8% do mercado, faturou R$ 4,6 bilhões, variação positiva de 4,7%. Desde outubro de 2021, a taxa de sinistralidade do segmento registra melhora. No primeiro mês de 2024, houve redução de 2,6 p.p. ante janeiro de 2023: 58,6%. Já Corporativo de Danos e Responsabilidades, que representa 20% dos prêmios emitidos, ampliou em 10,2% o faturamento: R$ 3,3 bilhões. A sinistralidade do segmento caiu 4,4 p.p. ficando em 30%, a melhor considerando os últimos dois anos.

Com a maior variação para o mês de janeiro desde 2014, Individual contra Danos cresceu 18,8% na comparação anual, chegando a R$ 1,4 bilhão. O segmento, que responde por 8,2% do mercado, foi impulsionado pela alta de 32,2% na venda do seguro Compreensivo Residencial. A sinistralidade também subiu de 38,5% em janeiro de 2023 para 44,2%. 

Rural terminou janeiro com R$ 1,2 bilhão em prêmios emitidos. O segmento, que responde por  7,1% do mercado, viu a sinistralidade avançar 33,8 p.p., atingindo 71,3%. Menor segmento (3,2% do faturamento total), Crédito e Garantia faturou R$ 530 milhões em janeiro. Nesse mês, a sinistralidade reduziu 84,9 p.p. e atingiu 28,4%.

Artigo: o impacto do novo arcabouço fiscal no mercado de seguros

por Stephanie Zalcman e Guilherme Pugliesi*

O mercado de seguros é influenciado por diversos fatores e o arcabouço fiscal desempenha um papel crucial nesse cenário. Como as políticas fiscais adotadas por um país afetam as seguradoras e os consumidores, moldando seu comportamento e suas decisões, o arcabouço fiscal acaba trazendo várias implicações para o mercado de seguros.

As políticas fiscais impactam os prêmios de seguros e as deduções fiscais disponíveis para os segurados. Em alguns países, por exemplo, os prêmios de seguros de vida podem ser deduzidos do imposto de renda, o que incentiva a aquisição desse tipo de produto. Além disso, as seguradoras estão sujeitas a impostos, taxas e regulamentações que interferem em seus lucros e competitividade.

Os governos muitas vezes usam incentivos fiscais para promover certos tipos de seguros, como seguro saúde ou seguro de previdência privada. Isso pode incluir isenções fiscais para prêmios de seguros específicos ou benefícios fiscais para empresas que oferecem planos de seguro para seus funcionários. Esses incentivos podem influenciar a demanda por determinados tipos de seguros e moldar a estrutura do mercado.

Uma política fiscal sólida traz estabilidade financeira ao setor de seguros. Um ambiente fiscal favorável atrai investimentos e pode promover o crescimento sustentável do setor. É o que promete o Regime Fiscal Sustentável, conhecido como Novo Arcabouço Fiscal (PLP 93/2023). Ao substituir o Teto de Gastos atualmente em vigor por um regime fiscal focado no equilíbrio entre arrecadação e despesas, ele impõe maior rigor nas contas públicas, propiciando um ambiente mais estável e previsível. 

Por outro lado, políticas fiscais desfavoráveis ​​podem criar riscos e vulnerabilidades no mercado de seguros. Impostos excessivos sobre os prêmios de seguros desencorajam os consumidores a adquirir cobertura, deixando-os expostos a riscos financeiros significativos em caso de sinistro. Da mesma forma, políticas fiscais que favorecem alguns tipos de seguros em detrimento de outros podem distorcer a concorrência e criar desequilíbrios.

Investimentos trazem novas oportunidades 

O regime fiscal estabelecido amplia investimentos públicos em áreas como saúde, infraestrutura e financiamentos. Isso impulsiona o crescimento do setor, estimulando as seguradoras a alocar recursos em tecnologia, sistemas e estratégias preventivas de riscos. Ademais, tal estrutura propicia um ambiente mais competitivo, já que as seguradoras podem ajustar suas abordagens de acordo com sua disposição para riscos específicos, reduzindo prêmios e tornando os seguros mais acessíveis.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê uma série de medidas voltadas ao desenvolvimento econômico e social do país. Ele pode influenciar o mercado de seguros de diversas maneiras. 

Afinal, a implementação de grandes obras públicas em setores como transporte, energia, saneamento básico e habitação provoca a demanda por seguros relacionados a projetos de infraestrutura, como seguros de engenharia, garantia e responsabilidade civil. Empreendimentos como estradas, portos, aeroportos e usinas comportam riscos que necessitam de coberturas específicas. Isso sem falar que esses projetos podem suscitar riscos ambientais, cibernéticos e de segurança, entre outros riscos emergentes que o mercado de seguros terá que abordar desenvolvendo novos produtos.

Mas as oportunidades que o PAC fomenta não param por aí. Por meio de parcerias público-privadas e concessões de infraestrutura, o PAC atrai investimentos privados que também demandam seguros, quando esses investidores buscam proteger seus ativos e mitigar os riscos associados a esses empreendimentos. 

Além disso, o próprio crescimento econômico impulsionado pelo PAC pode levar a um aumento na atividade empresarial. A consequência é uma procura maior por seguros empresariais, como seguros de propriedade, responsabilidade civil e seguros de saúde corporativa.

Em resumo, o mercado de seguros pode ser beneficiado pela ação governamental em diversas frentes. De um lado, políticas fiscais inteligentes, como o Novo Arcabouço Fiscal, podem promover o crescimento sustentável do setor. De outro, o PAC, ao estimular o desenvolvimento econômico e social do país, gera uma miríade de novas oportunidades de negócio para esse mercado, ao provocar a demanda por seguros em diversas searas.

Por isso, a expectativa do setor é no sentido de que os governos adotem uma abordagem equilibrada e bem pensada ao formular políticas públicas. Com isso, sai ganhando não apenas o mercado de seguros, responsável pela geração de milhares de empregos, mas também as empresas e consumidores, que contam com opções mais diversificadas e acessíveis para se protegerem contra riscos.

* Stephanie Zalcman é diretora técnica de Operações e Estruturação na Wiz Corporate e Guilherme Pugliese é diretor de P&C e Setor Público na Wiz Corporate

Odontoprev patrocina espetáculo A Noviça Rebelde, no Rio de Janeiro

Fonte: Odontoprev

Este ano, a Odontoprev, empresa de planos odontológicos, decidiu entrar em cena e patrocinar um dos espetáculos mais aguardados pelo público: A Noviça Rebelde. A iniciativa chega como uma continuação dos projetos culturais apoiados e lançados pela empresa nos últimos anos.

Sheila Ferrari, Gerente Executiva de Marketing, Pesquisa e Sustentabilidade da Odontoprev, destaca a importância de promover a cultura como um agente transformador da sociedade. “O objetivo da Odontoprev é valorizar a arte e aproximá-la cada vez mais do público. Para nós, o investimento em projetos de caráter social, ambiental, esportivo e cultural é também uma forma de cuidar das pessoas, promovendo qualidade de vida, bem-estar e, acima de tudo, despertando sorrisos.”

O espetáculo, que conquistou a Broadway e marcou a vida de milhares de pessoas desde a sua estreia, em 1959, será exibido no Rio de Janeiro e São Paulo, entre abril e julho deste ano, e espera receber mais de 100 mil pessoas durante toda a temporada, considerando os dois estados. A peça estreia com um elenco de peso, como Larissa Manoela, Malu Rodrigues e Pierre Baitelli.  

Serviço:
A Noviça Rebelde
Local: Teatro Riachuelo
Endereço: Rua do Passeio , 40 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Quando: 19 de abril a 23 de junho de 2024 – múltiplas sessões
Ingressos a partir de R$ 19

Capital global de resseguro atinge US$ 729 bilhões em 2023

resseguro

Com o portal Risk Insurance

A indústria global de resseguros experimentou um aumento significativo na lucratividade e no retorno sobre o patrimônio (ROE) em 2023, levando a um aumento de 12% no capital, para um recorde de US$ 729 bilhões, de acordo com o Relatório de Mercado de Resseguros de 2023 da Gallagher Re.

O capital do ressegurador do índice aumentou 12%, para US$ 599 bilhões, principalmente devido ao maior lucro líquido e aos ganhos de investimento não realizados, cujas significativas participações acionárias nos EUA aumentaram de valor durante o ano. O capital alternativo, incluindo obrigações catastróficas, totalizou US$ 107 bilhões, acima dos US$ 96 bilhões em 2022.

O lucro líquido divulgado pelas resseguradoras do índice foi de US$ 97 bilhões, acima dos US$ 23 bilhões no ano fiscal de 2022, devido à maior subscrição e rentabilidade do investimento.

Para as 16 empresas do subconjunto, que forneceram as informações relevantes, o crescimento das receitas permaneceu forte em 7,6%, mas abaixo do crescimento histórico observado em 2021 e 2022.

O relatório anual acompanha o capital e a rentabilidade da indústria global de resseguros, analisando 43 resseguradoras globais no Gallagher Reinsurance Index, bem como detalhes adicionais sobre 16 “subconjuntos” de empresas que divulgam perdas por catástrofes naturais e liberações de reservas do ano anterior.

“Os ROE subjacentes foram materialmente mais elevados devido a uma redução adicional nos rácios combinados subjacentes e a rendimentos de investimento recorrentes mais elevados”, afirmaram os autores do relatório. “O ROE dos resseguradores excede agora confortavelmente o custo de capital da indústria.”

O crescimento do capital da indústria foi impulsionado pelas empresas do índice, que contribuem com mais de 80% do capital total da indústria, e por uma quantidade crescente de capital alternativo não vida, afirmou Gallagher Re.

O índice combinado comunicado para o grupo do subconjunto melhorou 5,7 pontos percentuais, para 88,9% em 2023, apesar de um aumento moderado no índice de despesas. Isto deveu-se a um menor impacto das catástrofes naturais, a uma redução no rácio de perdas por desgaste no ano corrente e a um ligeiro aumento na libertação de reservas.

“A melhor experiência em catástrofes naturais das resseguradoras contrasta fortemente com as perdas globais seguradas por catástrofes naturais, que a Gallagher Re estima que permaneçam elevadas em US$ 123 bilhões em 2023”, afirmou o relatório.

“As empresas do subconjunto sofreram uma proporção reduzida dessas perdas nos últimos três anos, de 9,2% em 2021 para 8% em 2022 e 7,3% em 2023. Isto reflete pontos de ligação mais elevados e a natureza das perdas catastróficas de 2023, que foram dominadas por os chamados perigos ‘secundários’, em vez de furacões que atingem a costa dos EUA.”

O relatório também observou que o grupo do subconjunto gerou um ROE de 14,3% em 2023, acima do custo médio ponderado de capital para o período 2017-2023.

“Estes fatores não só reforçam a resiliência e o potencial poder de ganhos da indústria de resseguros, mas também colocam os resseguradores numa melhor posição para absorver qualquer potencial volatilidade dos lucros, como as perdas causadas por catástrofes naturais”, afirmou o relatório.

Seguro agrícola é beneficiado por avanços do Zarc da soja

Guilherme Frezzarin, superintendente de agronegócios da FF Seguros.

Fonte: FF Seguros

Neste mês, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da soja completa um ano desde a sua atualização, que foi anunciada pelo Ministério da Agricultura em abril de 2023. Os resultados da mudança são claros: a ferramenta impulsiona a mitigação de riscos climáticos. “Acreditamos que o mercado já está bem adaptado ao novo Zarc da soja. Com o auxílio dessa ferramenta em uma versão mais completa e precisa, os agricultores estão conseguindo melhorar o manejo”, diz Guilherme Frezzarin, superintendente de agronegócios da FF Seguros.

Desde sua implementação, o novo Zarc tem fornecido aos agricultores uma visão mais precisa e detalhada das condições edafoclimáticas que afetam suas colheitas. Uma das mudanças mais significativas foi a alteração da classificação de solos, que passou a ter uma abordagem mais complexa e completa, considerando os percentuais de argila, silte e areia dos solos e o parâmetro de Água Disponível (AD).

“O Zarc é uma ferramenta poderosa para os produtores, que permite planejar a safra e adequar as janelas de cultivo para proteger a lavoura contra intempéries e preservar o máximo potencial produtivo da soja. A tendência é que o Zarc evolua cada vez mais e possa trazer recomendações para necessidades específicas e condições locais”, opina Frezzarin.

Celebrando um ano de aplicação no campo, o Zarc inspira outras iniciativas, abrindo caminho para uma agricultura mais inteligente, personalizada e resiliente contra os desafios climáticos. Um exemplo disso é que a Embrapa lançou o Documento 447 – Níveis de manejo do solo para avaliação de riscos climáticos na cultura da soja, que propõe incorporar novos indicadores ao Zarc, já que o aporte de água nos sistemas agrícolas é um fator decisivo para o desenvolvimento da plantação.

A iniciativa da Embrapa prevê a criação de áreas de produção de soja em quatro níveis de manejo (NMs) para considerar os impactos de práticas agrícolas sobre características do solo. O modelo defende a aplicação do Índice de qualidade estrutural do solo (IQEs), obtido por meio do Diagnóstico Rápido da Estrutura do Solo (DRES). “Em conformidade com a qualidade e o histórico do manejo adotado, a metodologia prevê a adequação de parâmetros dos modelos do Zarc que determinam a disponibilidade de água para a cultura, gerando assim riscos hídricos decrescentes do primeiro ao quarto nível (NM1 ao NM4)”, afirmou a Embrapa em comunicado.

Segundo Frezzarin, a proposta da Embrapa é vanguardista e vai inspirar os agentes de mercado. Na FF Seguros, os cuidados com o manejo de solo já vinham sendo considerados pela equipe de subscrição desde 2021, valorizando as áreas de clientes que aplicavam boas práticas, como a adequada rotação de culturas e técnicas de conservação. “Temos tecnologia para identificar o tipo de solo, o tipo de manejo, as culturas antecessoras e a recomendação de correção de solo para aderir ao seguro. A cultura do seguro faz parte desse pacote de tecnologias”, conta Frezzarin.

O setor de seguros e seus clientes podem ser beneficiados pela aplicação do Zarc e mudanças vindouras. “Os produtores brasileiros estão na vanguarda da tecnologia, visando produzir com qualidade, resiliência e responsabilidade socioambiental. Nesse sentido, a FF Seguros inova junto com os produtores e se posiciona como uma parceira que oferece o seguro ideal”, diz o superintendente de agronegócios da FF Seguros.

Os avanços do Zarc colaboram para mitigar riscos com mais precisão. Dessa forma, a seguradora pode ajustar suas políticas e taxas para oferecer apólices mais competitivas, com preços e condições que reflitam a realidade de produção do agricultor e de forma cada vez mais assertiva.