Novo presidente da Mapfre faz seu primeiro discurso, citando o Brasil diversas vezes

Em uma manhã de sábado ensolarada em Madri, o maior grupo segurador da Espanha apresentou aos acionistas os resultados de 2011. Diferentemente do Brasil, país que ainda desenvolve o hábito dos acionistas comparecem às reuniões de prestação de contas, o auditório com capacidade para mais de 600 pessoas no Palacio de Congresos estava lotado de acionistas e executivos vindos dos 46 países onde a Mapfre está presente.

O interesse do público, que já conhecia os resultados divulgados dias atrás, era conhecer melhor o que se passa na cabeça de Antonio Huertas Mejías, que aos 48 anos assume a presidência do maior grupo segurador da Espanha e o quinto maior da Europa no lugar de José Manuel Martínez. Foi seu primeiro discurso público. “Considero factivel que neste ano poderemos superar o ingresso de receitas de 25 bilhões de euros, o que significa crescimento de 6% sobre 2011. Será um ano de grandes desafios para a Espanha e por isso as operações internacionais terão um papel relevante para atingir tal cifra”, disse Huertas aos presentes.

No entanto, a Espanha é o país que mais continuará recebendo investimentos, inclusive por ser o grupo um importante gerador de emprego e de renda, duas vertentes fundamentais para qualquer país crescer. Huertas também disse que o grupo está atento as oportunidades de negócios geradas com o novo contexto financeiro criado em todo o mundo, uma vez que novas regras de solvência exigirão aportes de capital significativos Segundo Martinez, o grupo não sofrerá perdas em relação a investimentos em títulos soberanos da Grécia. “Nossa exposição é zero”, disse ele ao responder o questionamento de um acionista.

O Brasil foi um dos grandes destaques do balanço de 2011. Melhor ainda é que o país continua sendo um dos pilares do crescimento de 2012. “Além de continuarmos investindo no crescimento orgânico das unidades locais, consolidaremos a aliança com o Banco do Brasil, que permitirá nos posicionarmos como líderes no mercado brasileiro”, afirmou o executivo que há 24 anos se dedica à Mapfre e conta com o que há de mais importante hoje na vida de um executivo: o respeito dos funcionários, acionistas e concorrentes. Além da parceria com o BB, a Mapfre mantém outras operações não incluídas no negócio estimado em mais de R$ 12 bilhões na época. Fora da operação BB Mapfre, o grupo espanhol tem a gestoras de ativos, a empresa de assistência 24 horas, uma operação de vida e previdência, a empresa de capitalização, de consórcio e de seguro garantia. E em breve, se tudo der certo, começará também a atuar em saúde.

“É com grande orgulho que passo a gestão da empresa, que há tempos deixou de ser uma companhia espanhola para ser um grupo multinacional, para Huertas. Ele conduziu sua carreira de maneira exemplar e por isso foi aceito com unanimidade pelo Conselho de Administração”, disse Martinez, responsável por assinar o primeiro grande passo da Mapfre no Brasil: a compra da seguradora Vera Cruz, do grupo Bunge, em 1991. Mas foi só em 2011 que assumiu a presidência mundial do grupo. Literalmente com lágrimas nos olhos, Martinez se despediu do cargo, mas não do grupo. Ele será membro do Conselho.

O grupo espanhol vem crescendo em todo o mundo de forma consistente há tempos. Para se ter uma idéia, em 1989 a Mapfre faturava 1,2 bilhão de euros. Em 2011, 23,5 bilhões de euros para um lucro bruto de 1,6 bilhão e líquido de 963 milhões de euros. Os ativos passaram de 1,9 bilhão para 54 bilhões de euros no mesmo período. A internacionalização foi uma das alavancas para esse crescimento. Em 2011, as operações do grupo fora da Espanha apresentaram grande crescimento. Dos 23,5 bilhões de euros em receitas consolidadas, 62% são provenientes de outros países, três pontos percentuais a mais em relação ao registrado no ano anterior. Desse valor, 10 bilhões de euros foram gerados pelos negócios na Espanha e 13 bilhões de euros pelas operações internacionais. O volume de prêmios de seguros patrimoniais, ramo conhecido mundialmente como “não vida”, chegou a 14,4 bilhões de euros, 13,4% acima do resultado obtido em 2010. Já o ramo vida chegou a 5,1 bilhões em euros.

Na Espanha, onde o grupo tem a liderança, as vendas do seguro automóvel se mantiveram em 2,3 bilhões de euros, volume que garante a seguradora uma participação de 21%. Na carteira de multirrisco, a Mapfre registrou venda de 1,2 bilhão de euros, avanço de 3,3%. No segmento de vida, os prêmios gerados na Espanha chegaram a 4,6 bilhões de euros, recuo de 0,6%, uma situação típica em momentos de crise, quando as pessoas reduzem depósitos em planos de previdência. O desemprego também traz impactos negativos para a carteira de vida empresarial.

Na Mapfre America, o desempenho foi classificado como “incrível” por Esteban Tejera, diretor geral do grupo, que apresentou aos acionistas os dados detalhados do balanço de 2011. Esse elogio se refere, em boa parte, ao Brasil, que apresentou crescimento de 14,9%, para prêmios de 3,5 bilhões de euros. “Registramos um forte crescimento orgânico e as operações com o Banco do Brasil foram consolidadas em 2011, beneficiando os resultados do ano”, informou Tejera. O grupo BB Mapfre já é hoje o segundo maior do Brasil, segundo dados divulgados pela Susep para o período de janeiro a novembro de 2011 e consolidados pela consultoria Siscorp.

A diferença para o Bradesco, líder no Brasil, está cada dia menor, gerando uma grande disputa pelos clientes. Sem considerar o ramo saúde, o Bradesco registrou receitas de R$ 19,3 bilhões com seguro, previdência e capitalização, enquanto o Banco do Brasil captou R$ 17,4 bilhões, incluindo todas as suas parceiras, sendo a Mapfre a principal.

O Brasil é de longe o maior mercado da América Latina, onde a Mapfre é a maior da região no segmento “não vida” e a segunda maior em “vida”. Segundo dados do balanço, a Venezuela registrou prêmios de 640 milhões de euros, avanço de 8,8%; o México chegou a prêmios de 557 milhões de euro, alta de 5,2%; Argentina vem em seguida, com 448 milhões de euros.

Huertas fez questão de ressaltar a solvência do grupo Mapfre, que está entre as melhores da Europa, e ter sido o primeiro grupo segurador a divulgar o balanço financeiro dentro do novo padrão internacional. O executivo afirmou que seguirá o caminho que vinha sendo trilhado por seu antecessor. “Vamos continuar investindo em pessoas e valores da nossa equipe, pessoas responsáveis por fazer do grupo o que ele é hoje”, disse o presidente do grupo que conta com mais de 35 mil empregados.

“Aproveitaremos a nossa estrutura internacional para estimular a troca de experiência entre os executivos de todos os países, bem como investiremos em tecnologia para unir e facilitar a integração entre todas as unidades”, disse. A tecnologia também é um pilar importante para o crescimento da empresa no que diz respeito a ter processos mais baratos e um atendimento mais eficiente aos corretores, principal canal de vendas do grupo, fornecedores e clientes.

A estrutura do conglomerado foi simplificada e agora conta com três segmentos: seguro direto na Espanha, seguro direto internacional e negócios globais. Dentro dessa estrutura, o desenvolvimento de canais de distribuição alternativos terá atenção especial, principalmente no que diz a vendas pela internet. “Quem determina a forma de atendimento hoje é o cliente e por isso estaremos em todos os lugares que ele demandar”, disse Huertas.

Resseguro apresenta lucro, mesmo em ano de perdas catastróficas

As operações de resseguro da Mapfre Re atingiram 3 bilhões de euros em 2011, crescimento de 7,8%. Apesar de 2011 ter sido um ano de perdas recordes para a indústria de resseguros, a Mapfre Re, uma das principais do mundo, obteve lucro de 108 milhões de euros. “Tivemos uma participação expressiva na reconstrução do Japão, Nova Zelândia e agora na Tailândia, países castigados pelas catástrofes naturais e que contaram com um volume significativo de indenizações da indústria de seguros”, comentou Esteban Tejera, diretor geral do grupo Mapfre.

O cenário para a Mapfre Re em 2012 se mostra otimista. Nas renovações de janeiro, maior período de negociações de contratos de resseguros no mundo, a Mapfre conseguiu um bom desempenho, com aumento de taxas e de novos clientes, informou Ramon Aymerich, executivo responsável pelas operações de resseguro da Mapfre.

Segundo o executivo, as taxas tiveram em média avanço entre 10 e 20% em regiões com histórico normal de perdas. Já nas regiões atingidas pelas catástrofes naturais, o reajuste de preço foi maior para equilibrar a rentabilidade da carteira. “Nova Zelândia, por exemplo, recebeu US$ 16 bilhões em indenizações do setor de seguros, um valor infinitamente superior ao volume de prêmios que pagou de seguros por muitos anos”, comentou. Outra leva de renegociações tem início em abril, quando os principais contratos de resseguros de países asiáticos, região fortemente afetada por catástrofes nos últimos meses. “Esses, com certeza, sofrerão um reajuste de taxas maior para compensar as perdas registradas no ultimo ano”, disse Ramon. Realmente isso já tem sido noticiado por outras resseguradoras desde a semana passada.

As operações de resseguro registradas no Brasil ainda são pequenas dentro do grupo, ao contrário das operações de seguros que ganharam ainda mais importância após a negociação com o Banco do Brasil. No entanto, as perspectivas são otimistas. “O Brasil tem muitos negócios que exigem a participação de resseguros para ajudar a mitigar os riscos dos milionários contratos de infraestrutura. Cada dia mais analisamos os contratos que vão financiar as obras necessárias para dar vazão ao crescimento econômico e deixar o pais pronto para sediar os mundiais esportivos e 2014 e 2016”, comenta.

Apesar de o BB ser parceiro da Mapfre em seguros, em resseguros a situação é outra. O maior banco do país em breve será acionista do IRB Brasil Re. Porém, como no resseguro o princípio é pulverizar risco, os contratos são compartilhados entre várias companhias e quase todos contam com um pool de resseguradores. Ou seja, de uma certa forma a Mapfre Re pode obter ganhos de sinergia em ter o BB como parceiro do grupo em seguros.

A Mapfre nunca escondeu o interesse que tinha em participar da privatização do ressegurador brasileiro, que manteve o monopólio da operação por quase 70 anos. O processo de privatização foi deixado de lado pelo governo brasileiro diante das prioridades do crescimento da economia e das dificuldades em precificar o IRB. Muito já foi dito sobre as pendências em operações internacionais e também no fundo de pensão do instituto. Desde então, o Mercado mudou. Há três o mercado de resseguros foi aberto e atraiu mais de 100 resseguradores desde 2008.

A Mapfre optou por ser uma resseguradora local, com a abertura de uma resseguradora no país, assim como Munich Re, ACE, JMalucelli, bem como Swiss Re, Zurich, Allianz e Terras Brasis, que aguardam autorização para abrir uma operação local. “A concorrência está muito acirrada no mundo, especialmente no Brasil”, comenta Aymerich. O Brasil, no entanto, tem regras diferentes de outros países, restringindo a 20% o repasse de negócios locais para a matriz.

Segundo especialistas do mercado brasileiro, tal situação deverá permanecer até a privatização do IRB Brasil Re, hoje controlado pelo Tesouro Nacional e praticamente duas seguradoras, Bradesco e Itaú, com 22% e 18% do controle. Está em curso um novo desenho do IRB, no qual o Banco do Brasil deverá ficar com 35% do controle, o Tesouro com 10%, funcionários do IRB com 5%, além dos sócios privados passarem a ter direito a voto, diferente de hoje, detentores de apenas ações preferenciais.

Atualmente, o processo aguarda pelo estudo do BNDES, onde o preço do IRB será definido para que o Banco do Brasil possa comprar do Tesouro a praticipação de 35%. Ainda não há um prazo para a finalização do valor, mas os envolvidos no processo garantem que tudo caminha de forma acelerada. Após a conclusão desse desenho acionário, a perspectiva é de que aconteça a privatização do IRB. Questionados sobre se haverá interessse do grupo em participar deste possível leilão, os executivos da Mapfre afirmam ser ainda muito cedo para falar deste assunto.

Corretora Aon e Chubb fazem seguro do evento onde estará o príncipe Harry

Quanto menos risco melhor. Mas como ele existe por todos os lugares, melhor prevenir. Foi isso que fez a promotora do evento Sentebale Royal Salute Polo Cupque, que acontece neste domingo, 11 de março, em Campina. Com a presença de tantas personalidades, inclusive do Principe Harry, que desperta o sonho de milhares de fãs, além dos maiores jogadores de pólo do mundo, como Ricardo Mansur, José Eduardo Matarazzo Kalil e o argentino Nacho Figueira, o jeito foi dividir o risco de algo dar errado e causar danos a terceiros com a indústria de seguros. O seguro contratado junto à corretora Aon, em parceria com a seguradora Chubb Seguros, é o de responsabilidade civil que está inserido na carteira de entretenimento da companhia.

“O apoio ao esporte sempre esteve no DNA da Aon. Antes de nossa parceria global com o Manchester United, já apoiávamos outras modalidades como, por exemplo, o volleyball e hoje expandimos nossa participação, dando suporte à Vela e também ao Golf. Esta parceria fica ainda mais importante quando, por meio do patrocínio ao esporte, damos um retorno à sociedade. Sendo assim, todo este nosso envolvimento sempre procura ajudar uma instituição ou causa beneficente, ligada ou não diretamente à Aon”, comenta Guilherme Mendes, Vice-Presidente de Relacionamento da Aon de São Paulo, em nota divulgada a imprensa.

Grupo Argo prevê crescimento orgânico no Brasil, sem descartar fusões ou aquisições

Ontem, mais de 300 convidados prestigiaram o lançamento da seguradora local do grupo Argo, sediado nas Bermudas, o maior mercado de seguros do mundo. O evento contou com o presidente mundial do grupo, Mark Watson III (esquerda na foto), que conversou com vários executivos do mercado de seguros local, entre eles Jayme Garfinkel, presidente da Porto Seguro e Fenseg, João Francisco, presidente da HDI, Luis Maurette, CEO da Willis para a America Latina, Paulo Botti, CEO da Terras Brasis entre muitos corretores, advogados e resseguradores. “Conhecendo melhor o Brasil pelas conversas com as pessoas, me pergunto por que demoramos tanto para abrir uma companhia aqui”, disse Watson III em seu discurso durante o coquetel.

Segundo ele, o grupo vislumbra um cenário internacional com vários desafios. De um deles, pelo menos, o grupo Argo está livre: das indenizações que terão se ser pagas caso o governo da Grécia não consiga entrar num acordo com os credores hoje para assim receber uma nova parcela do pacote de ajuda. “Não temos exposição”, afirmou Watson, durante conversa com jornalistas na noite de ontem. “Estou impressionando com o Brasil, que cresce com indicadores robustos. O mercado de seguros é beneficiado pelo crescimento econômico e vemos grande potencial no país, principalmente quando analisamos a baixa penetração de seguros no PIB”, comentou.

Presidida por Pedro Purm (direita na foto), um executivo carismático e muito respeitado por todos, a Argo já começa com força. Purm já formou uma equipe de primeira, que já produziu mais de 40 produtos. “Neste primeiro momento lançamos 17. Desde janeiro, quando a Argo obteve autorização da Susep, mais de 80 apólices já foram vendidas. Em março, o primeiro sinistro na carteira de transporte foi registrado”, conta Purm.

O CEO mundial do grupo que movimentou US$ 1,5 bilhão em prêmios no ano passado não descarta aquisições, uma vez que começa a atuar no Brasil com folga de capital: R$ 60 milhões, sendo que a exigência mínima do órgão regulador era de apenas R$ 15 milhões. Questionado sobre possíveis seguradoras, principalmente ligadas a bancos, que procuram um parceiro de peso para a área de grandes riscos, Watson sorri e diz: “Vamos ver se elas gostam do nosso desempenho”.

Especulações à parte, o plano estratégico prevê o crescimento orgânico, sustentado pela eficiência operacional, definida por produtos inovadores e sofisticados que atendam a necessidade de transferência de risco de pessoas e empresas. “Praticamos um preço técnico para poder garantir a segurança que as pessoas e empresas buscam quando transferem riscos. E investimos na qualidade do serviço, pois ele é primordial para manter um relacionamento de longo prazo”, diz Mark Watson III.

Purm diz o mesmo. “Queremos ser reconhecidos como uma seguradora diferenciada, inovadora, especializada nos segmentos de mercado que definimos como foco. Nosso portfólio de produtos será bastante completo, incluindo Transportes, Patrimoniais, Engenharia, Garantia, Responsabilidade Civil, D&O e E&O dentre outros. Buscaremos uma atuação muito próxima a clientes e parceiros de negócios, para entender suas necessidades e viabilizar as soluções que melhor os atendam, sempre privilegiando construir relações de longo prazo.” Num primeiro momento, o foco serão pequenas e médias empresas e no médio e longo prazo o grupo prevê ingressar nos grandes riscos.

Para poder criar no Brasil os diferenciais que caracterizam o Grupo Argo internacionalmente, a empresa buscou colaboradores alinhados com a filosofia de negócios da empresa e que tivessem destacada atuação nos segmentos em que irá operar. Veja abaixo a lista de profissionais que compõem a equipe:

O economista suíço Christoph David Glatz é o Diretor de Operações e Finanças. Formado pela Universidade de St. Gallen, Glatz conta com 16 anos de experiência no mercado internacional de seguros, tendo atuado em diversos países, incluindo México, Argentina e Brasil, onde foi, durante três anos, presidente da XL Insurance.

Para o cargo de Diretor de Linhas Financeiras & Desenvolvimento de Negócios, o Grupo Argo trouxe Eduardo Pitombeira. Com experiência de 12 anos no mercado, ele é pós-graduado em direito empresarial , tendo se especializado em seguros de Linhas Financeiras, englobando D&O, E&O, Garantia e Responsabilidade Civil. Antes de integrar a equipe da Argo, o executivo atuou nas seguradoras Zurich, Ace, Unibanco AIG e Chubb.

Como Diretor da área de Transportes, a empresa conta com Salvatore Lombardi Junior. Acumulando 24 anos de atuação no setor, Salvatore terá sob sua responsabilidade o desenvolvimento de negócios de Transportes Nacionais e Internacionais, RC do Transportador e Cascos Maritimos. Ele é pós graduado em Comércio Internacional, e trabalhou nas seguradoras Ace, HDI, Allianz e Zurich.

Para comandar a Diretoria de Patrimoniais e Engenharia, a empresa contratou Ana Carolina Mello. Com 17 anos de experiência no mercado de seguros, Ana Carolina é pós-graduada em Administração e exerceu cargos executivos nas seguradoras Chubb e RSA.

Os riscos da indústria de energia

A Marsh fez um estudo sobre o segmento de energia bem interessante. Veja as principais conclusões do estudo divulgadas pela assessoria de imprensa de uma das principais corretoras e consultora de seguros/resseguro do mundo:

Para reduzir os riscos de perdas significativas relativas a danos patrimoniais, as empresas de energia precisam aprender com os acontecimentos passados de grandes perdas do setor. É o que mostra o relatório “As 100 Maiores Perdas” (The 100 Largest Losses) da Marsh, uma das maiores corretoras de seguros do mundo. As empresas de petróleo e petroquímicas estão expandindo suas atuações globais, construindo mais ativos intensivos em capital e implantando uma tecnologia mais sofisticada para acessar as reservas de hidrocarbonetos em condições cada vez mais desafiadoras. Isso tem aumentado o perfil de risco do setor, levando a um maior potencial de perdas que podem ter um impacto importante nos balanços das empresas de energia.

A 22ª edição do relatório da Marsh “As 100 Maiores Perdas” (The 100 Largest Losses) detalha as perdas mais significativas resultantes de danos patrimoniais na indústria global de hidrocarbonetos desde 1972. De acordo com o relatório, seis das 100 maiores perdas decorrentes de danos ao patrimônio – que incluem a remoção, limpeza, responsabilidade empregatícia e custos com interrupção de negócios – ocorreram desde 2009, tendo como base valores estimados e atualizados.

O relatório inclui a análise de uma explosão que ocorreu no ano passado em Alberta, em uma instalação petrolífera que estava sendo modernizada, ocasionando perdas decorrentes de danos patrimoniais de US$ 600 milhões. Ele também mostra as perdas ocasionadas por danos devido a uma tempestade em uma unidade flutuante de produção, armazenamento e descarga (FPSO) localizada no Mar do Norte, estimadas atualmente em US$ 450 milhões. A explosão do Golfo do México, em 2010, causou perdas de danos patrimoniais avaliadas atualmente em US$ 590 milhões.

Segundo Jim Pierce, Presidente da Prática Global de Energia da Marsh, as empresas envolvidas na produção e processamento de hidrocarbonetos estão tornando-se cada vez mais sofisticadas em suas abordagens de gerenciamento de riscos. “No entanto, mesmo com melhores práticas de engenharia e de consciência de risco, grandes perdas continuam ocorrendo já que o setor enfrenta novos riscos e aqueles associados ao crescente envelhecimento dos ativos baseados em algumas partes do mundo”, afirma.

“Assim como precisa superar problemas tecnológicos e geográficos, a indústria também necessita reconhecer os desafios de operar em diferentes ambientes culturais. Traduzir uma boa prática de gerenciamento de riscos de uma região para outra invariavelmente requer mais do que apenas a habilidade de se saber uma segunda língua”, acrescenta. “O setor não pode ser complacente. Ele precisa entender e lembrar-se das lições do passado, ao mesmo tempo em que antecipa os riscos criados por esta nova era de exploração”, complementa.

Pauta do Insurance Meeting é debater inovação, comunicação e assim conquistar mais clientes

O que fazer para aumentar de seguro para a geração Y e para a nova classe C? Esse é o grande desafio das seguradoras e que estará na pauta de dois dias de debates no evento Insurance Meeting, organizado pela Cnseg. Segundo nota da confederação, cerca de 300 participantes já estão inscritos para o vento que acontecerá nos dias 16 e 17 de março, em Angra dos Reis. O objetivo é estimular o mercado segurador a investir em soluções de tecnologia para aprimorar operações e comunicação com consumidores.

Segundo as seguradoras, há dois grandes desafios a serem vencidos nesta nova etapa da indústria de seguros. O primeiro é ampliar a oferta de informação, interatividade e autosserviço nas seguradoras para atender a uma nova geração de consumidores – a chamada geração Y –, cada vez mais familiarizada com as novas tecnologias e o ambiente web. E o segundo é desenvolver novos canais de comunicação e criar produtos de seguro com valor adequado ao bolso da nova classe C brasileira.

“Para se relacionar com esses consumidores, as seguradoras devem estar presentes obrigatoriamente nos meios eletrônicos. Muitas companhias já oferecem alguns serviços via internet, mas é preciso ampliar este leque e torná-los acessíveis via celular, SMS e redes sociais”, comenta o superintendente de Regulação da CNseg, Alexandre Leal, em nota.

O aumento da renda e a facilidade de acesso às novas tecnologias formam um cenário propício para que novos consumidores contratem seguros para seus bens de valor. “O mercado segurador precisa estar atento a essa nova demanda, a fim de facilitar os processos de contratação das apólices e fidelizar o cliente. A tecnologia é essencial para aperfeiçoar a comunicação entre o segurado e o segurador”, afirma Leal.

O desenvolvimento do microsseguro no Brasil – sua regulamentação é discutida no âmbito da Susep (Superintendência de Seguros Privados) –, por exemplo, é uma das alternativas que permitirá às seguradoras ampliar a oferta de produtos de seguro voltados para as famílias de baixa renda. Um estudo encomendado pela CNseg – realizado pelo Cenfri (Centro para Regulação e Inclusão Financeira) e divulgado em 2011 – aponta que o mercado-alvo de microsseguros no Brasil é de aproximadamente 128 milhões de pessoas.

O Insurance Service Meeting 2012 contará com a participação de lideranças do mercado brasileiro de seguros, como o presidente da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), Jayme Garfinkel; e o presidente da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), Márcio Coriolano.

Uma boa estratégia precisa ter respostas para perguntas certas

Quais cenários e estratégias as seguradoras devem esperar para os próximos anos? Esse é o tema da série de comentários econômicos do consultor Francisco Galiza. Em seu texto 102, ele aborda o estudo “Insurance 2020: Turning change into opportunity”, que divulgado pela Price no início do ano.

O trabalho apresenta as principais mudanças que estão ocorrendo no mundo, com implicações nos setores de seguros e previdência. Elas são divididas por assuntos: social (maior poder dos consumidores), tecnológico (maior volume de dados), ambiental (mais eventos catastróficos), econômico (crescimento dos países emergentes) e político (padronização e globalização).

O estudo comenta o que essas transformações podem trazer ao segmento, como, por exemplo, um aumento na automação dos processos. Mas fazer previsões não é tarefa fácil, sobretudo em prazo longo! Além disso, com um mundo em constante mutação, muitas vezes uma resposta para “hoje” pode não ser a resposta ideal para o “amanhã”. Com esse cenário de incerteza, descobrir, pelo menos, “as perguntas certas que devem ser feitas” já é algo útil. Assim, de forma didática e objetiva, o estudo sugere quais são elas, separadas segundo o cargo profissional.

Veja as principais perguntas que devem ser feitas pelos executivos:

Presidência (“Chief Executive Officer, CEO”)
• Como antecipar e definir a melhor resposta estratégica diante de todas essas mudanças?
• Quais são os mercados e segmentos que devem ser priorizados?
• Como definir os investimentos, tentando sobreviver e prosperar em uma conjuntura que está se alterando?

Diretoria de Avaliação de Riscos (“Chief Risk Officer, CRO”)
• Como está a gestão de riscos na organização e como ela ficará diante desse novo cenário estratégico e, com isso, antecipar a melhor resposta (em produtos, serviços e canais de distribuição)?
• Como a empresa pode estar preparada para eventos extremos e imprevistos (tipo “Black Swan”)?’

Diretoria Financeira (“Chief Financial Officer, CFO”)
• Qual será a resposta dos investidores com relação ao novo posicionamento da seguradora?
• Como gerenciar a estrutura de capital da seguradora, em função das mudanças regulatórias e das expectativas das empresas classificadoras de risco?

Diretoria de Marketing (“Chief Marketing Officer, CMO”)
• Como transformar a seguradora em uma organização centrada no cliente, capaz de comercializar e adequar os produtos para as mudanças nos comportamentos e nas atitudes de seus consumidores?

Diretoria de Tecnologia (“Chief Technology Officer, CTO”)
• Como assegurar que a seguradora não só esteja ciente das tendências tecnológicas emergentes, mas também envolvida na aplicação desses novos mecanismos que chegam ao mercado?

Diretoria de Informações (“Chief Information Officer, CIO)
• Como construir uma estrutura útil de informações e análises, suportada por um banco de dados dinâmico e com uma relação custo/benefícios compatível?

Diretoria de Atuária (“Head of Actuarial”)
• Como selecionar atuarialmente a melhor estratégia, segundo o grau de aversão ao risco e das expectativas da seguradora?

Diretoria de Subscrição (“Head of Underwriting”)
• Como explorar as novas fontes de informação disponíveis para melhorar a subscrição e a seleção de risco e de preços?

Diretoria de Sinistros (“Head of Claims”)
• Como transformar a seguradora de uma “liquidadora de sinistros” em uma organização que seja capaz de executar um gerenciamento de perdas em tempo real?

Diretoria de Recursos Humanos (“Head of HR”)
• Como atrair e reter talentos dentro da organização, especialmente quando esse profissional tem que ser culturalmente consciente, multidisciplinar e global?

O estudo complete pode see acessado no link
http://www.pwc.com/en_GX/gx/insurance/pdf/insurance-2020-turning-change-into-opportunity.pdf

Americana Principal faz segunda parceria no Brasil

Depois de consolidada a parceria de 12 anos com o Banco do Brasil na empresa de previdência privada Brasilprev, o Principal Financial Group faz uma nova aposta no país. Segundo comunicado divulgado hoje, o Principal assinou acordo para comprar 60% da Claritas Administração de Recursos. A nova aliança estratégica oferecerá fundos de investimento e expertise em gestão de recursos.

De acordo com Roberto Walker, presidente do Principal Financial Group na América Latina, “a Claritas tem uma forte equipe de gestão, com grande reputação e sólido histórico em gestão de fundos de investimentos. Temos prazer em nos associar com este talentoso time de investimentos. Adicionalmente, a forte rede de distribuição e relacionamento com seus clientes, foram pontos-chave no nosso desejo em formar esta nova parceria de negócios, que fornece uma excelente plataforma para continuar a desenvolver produtos de valor agregado para clientes brasileiros e internacionais (pessoas físicas, jurídicas e institucionais),” afirma na nota.

A respeito da parceria, Carlos Ambrosio, sócio diretor e responsável pela área de produtos estruturados da Claritas, declara: “A parceria estratégica com a Principal fornece recursos adicionais à Claritas, preservando nossa filosofia de gestão e cultura de investimento”. Ele acrescenta: “Com a Principal, poderemos expandir nossos esforços com clientes institucionais e obter um maior acesso a investidores estrangeiros. A Principal traz mais suporte para continuarmos nosso forte crescimento na indústria de fundos e de gestão de recursos, assim como um expertise de classe mundial em gestão de investimentos, com as melhores práticas e ferramentas, que nos permitirão oferecer soluções avançadas de investimentos e serviços a nossos clientes e distribuidores”.

De acordo com o comunicado, a Claritas é uma das empresas lideres na gestão de investimentos no Brasil, com mais de R$ 3 bilhões em ativos sob gestão. Sediada em São Paulo, gerencia fundos de ações (long short e long only), multimercados e fundos exclusivos, além de ofertar outras estratégias para investidores qualificados e instituições, por meio dos diferentes canais de sua rede de distribuição.

A Principal é uma empresa global, líder na gestão de investimentos e de previdência, está entre as 500 maiores empresas listadas pela FORTUNE e está situada em Des Moines, Iowa, nos Estados Unidos. A empresa tem US$ 335 bilhões de ativos sob gestão1 e atende a 18 milhões de clientes em todo o mundo, por meio de seus escritórios na Ásia, Austrália, Europa, América Latina e Estados Unidos.

Prudential encerra 2011 com 125 mil apólices

A Prudential do Brasil, especializada na venda de seguro de vida personalizado para proteger famílias, divulgou crescimento recorde nos últimos 5 anos, de 30% em prêmios de seguros em 2011, para R$ 273 milhões, informa o presidente Fábio Lins. O lucro bruto, antes dos impostos, chegou a R$ 24 milhões, valor 267% superior ao apurado em 2010, calculado pelo sistema contábil USGAAP. Na conversão dos valores para o modelo utilizado no Brasil (IFRS) a companhia registrou prejuízo de R$ 803 mil. Segundo ele, o capital segurado teve alta de 27%, para R$ 38 bilhões, com 125 mil apólices ativas, uma alta de 20,5% em relação ao final de 2010.

Para a Prudential, é importante ressaltar o balanço em USGAAP, pois as regras mostram com maior clareza o investimento realizado na força de vendas, que é quem define o jeito de ser da seguradora. No padrão brasileiro, os custos com comercialização, bem maiores no início da vigência da apólice, são considerados integralmente, o que acaba pesando na linha final do balanço. Já na demonstração USGAAP, os valores de faturamento e comissões são contabilizados de acordo com o tempo de vigência das apólices.

Padrões de contabilidade à parte, a Prudential tem contribuído de forma expressiva para a qualidade da venda do seguro de vida no Brasil. E é a equipe que Lins credita o bom desempenho. “Além do crescimento da economia e do seguro de pessoas ter contribuído para que tivéssemos um resultado muito bom, nossa força de vendas, os franqueados Life Planner®, e os funcionários da seguradora têm feito grandes realizações”, afirma.

Realmente, a força de vendas é o grande diferencial da Prudential. A forma como atua e treina seus especialistas tem sido usada pelos principais concorrentes para qualificar a oferta do seguro de vida e assim elevar a quantidade de famílias protegidas do risco de perder qualidade de vida em razão de morte ou acidente do responsável financeiro. “Estamos em franco crescimento e entusiasmados com o aquecimento da economia, do mercado de seguros de pessoas e, mais ainda com o entendimento crescente das pessoas sobre a importância do seguro de vida. Todos nós saímos ganhando”, diz.

Segundo dados da Swiss Re, Swiss Re, o seguro de vida tem participação de apenas 1,43% no PIB brasileiro, o que faz o país, sexta maior economia do mundo, ocupar o 26° lugar em uma lista de 30 paí­ses, atrás do Reino Unido, que liderou o ranking com 9,5%, seguido pelo Japão (8%) e pela Finlândia (7,5%). Ou seja, ainda temos muito para crescer.

Andre Gregori, ex-Fator Seguradora, divulga comunicado

Ontem, Andre Gregori, que esteve a frente da Fator Seguradora até o dia 15 de fevereiro, substituído por Luis Eduardo Assis, ex-diretor de Política Monetária do Banco Central e ex-executivo do HSBC, divulgou um comunicado ao mercado sobre a sua saída. Só não disse ainda qual o seu novo projeto. Nem tocou no nome do BGT Pactual, destino apontado pelos especuladores de plantão para ele e sua equipe que também deixou a Fator, que completa em setembro deste ano quatro anos de vida, atuando com seguros de riscos de engenharia, garantia, aeronáutico e responsabilidade civil. A expectativa era chegar a R$ 1 bilhão de prêmios no prazo de cinco anos, meta que deverá ser revista por seu sucessor.

Segue abaixo o comunicado ao mercado.

Conselho da SulAmérica aprova recompra de units

A seguradora Sul América anunciou hoje que seu conselho de administração aprovou a realização de um programa de recompra de até 3.174.247 units. Pela cotação de fechamento de hoje, de R$ 18,39, o programa pode ser avaliado em R$ 58 milhões. Cada unit da SulAmérica representa uma ação ordinária da empresa e duas preferenciais. Segundo a companhia, o total de papéis objeto da oferta equivale a 3% das units em circulação e a 1,1% do total de ações emitidas. As recompras serão feitas por meio das corretoras BTG Pactual, Merrill Lynch, Santander e Itaú. O programa tem prazo de validade de um ano.

Segundo especialistas, trata-se de uma operação normal em empresas abertas, especialmente aquelas que têm programas de remuneração de executivos com base em ações (stock option). Essas empresas precisam comprar no mercado para poder entregar os papéis aos executivos e fazem isso ao longo de um certo período, aproveitando-se de momentos em que as ações estão cotadas abaixo de um certo parâmetro de preço.

Veja abaixo o comunicado

Em atendimento ao disposto no artigo 2º da Instrução CVM nº 358, de 3 de janeiro de 2002, e nos termos da Instrução CVM nº 10, de 14 de fevereiro de 1980, conforme alterada, a Sul América S.A. informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que seu Conselho de Administração, em reunião realizada em 28 de fevereiro de 2012, aprovou programa de recompra de ações da Companhia de acordo com as seguintes condições:

Objetivo: aquisição de certificados de depósito de ações (units), representativos, cada, de uma ação ordinária e duas ações preferenciais de emissão da Companhia, para manutenção em tesouraria e utilização em plano de remuneração baseado em ações de emissão da Companhia. A operação atende também aos interesses da Companhia, tendo em vista suas perspectivas de crescimento e rentabilidade, bem como a existência de reservas disponíveis, nos termos da Instrução CVM nº 10.

A aquisição será realizada na BM&FBOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, a preço de mercado, cabendo à Diretoria decidir o momento e a quantidade de ações a serem adquiridas, seja em uma única operação ou em uma série de operações, dentro dos limites previstos na regulamentação aplicável.

Quantidade de ações a serem adquiridas: até 3.174.247 units, representativas de 3.174.247 ações ordinárias e 6.348.494 ações preferenciais, correspondendo a 3% das units em circulação no mercado e a aproximadamente 1,1% do total de ações de emissão da Companhia em 17.02.2012.

Prazo para aquisição: até 365 dias contados da data do respectivo Fato Relevante, encerrando-se em 27.02.2013.
Quantidade de ações em circulação: 317.564.367 ações, sendo 105.946.687 ações ordinárias e 211.617.680 ações preferenciais, representadas na forma de 105.808.237 units.

Quantidade de ações em tesouraria: a Companhia atualmente possui 13.453.053 ações em tesouraria, sendo 4.484.351 ações ordinárias e 8.968.702 ações preferenciais.

Corretoras autorizadas:

BTG PACTUAL CTVM S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima 3729, 10° andar, parte, São Paulo/SP, CEP 04538-905
ITAÚ CORRETORA DE VALORES S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima 3400, 10° andar, São Paulo/SP, CEP 04538-132
MERRILL LYNCH S.A. CTVM
Av. Brigadeiro Faria Lima 3400, 16° andar, parte A, São Paulo/SP, CEP 04538-132
SANTANDER BRASIL S.A. CTVM
Rua Hungria 1400, 4° andar, São Paulo/SP, CEP 01455-000

Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 2012.

Arthur Farme d’Amoed Neto
Diretor de Relações com Investidores