Produção em outubro é recorde histórico para o mês, informa Anfavea

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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, divulgou na quarta-feira, 6, os dados da indústria automobilística referentes ao mês de outubro e do acumulado do ano. A produção no mês – recorde histórico para o período – foi de 323,8 mil unidades, alta de 0,5% com relação as 322,2 mil de outubro de 2012 e redução de 2,5 contra as 332 mil de setembro passado.

Na soma dos dez meses transcorridos do ano o acréscimo é de 12,4% quando confrontadas as 3,17 milhões deste ano com as 2,82 milhões de 2012. Foi a primeira vez na história que a marca de três milhões de unidades foi superada ainda no mês de outubro – nos últimos três anos tal marco foi atingido somente em novembro.

De acordo com Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, as exportações e o Inovar-Auto são preponderantes no desempenho da produção: “O aquecimento dos mercados externos é um dos motivos, mas o Inovar-Auto, que incentiva a produção local, sem dúvida é outro importante fator que sustenta o crescimento da produção. A queda na participação dos importados no licenciamento, que em outubro foi de 18,8%, comprova que o acerto do programa”.

As exportações ascenderam 30,6% no acumulado do ano, com 480 mil unidades em 2013 ante 367,4 mil do ano anterior – o volume deste ano até outubro já superou o resultado completo de 2012. Só em outubro 51,8 mil unidades deixaram o País, o que representa aumento de 22,9% frente as 42,2 mil do mesmo mês do ano passado e de 13,9% com relação as 45,5 mil de setembro de 2013.

O licenciamento de outubro deste ano, de 2012 com 330,2 mil unidades, avançou 6,6% quando comparado com o mês anterior, que registrou 309,9 mil, e recuou 3,3% com relação as 341,6 mil de outubro de 2012 – o resultado está acima da média de 308,9 mil unidades comercializadas dos primeiros nove meses do ano. No acumulado de 2013 a retração foi de 0,7%: foram 3,11 milhões de unidades licenciadas contra 3,13 milhões de 2012.
Máquinas agrícolas

Assim como nas exportações de autoveículos, o resultado das vendas internas de máquinas agrícolas de janeiro a outubro já superou todo o ano de 2012. Nestes dez meses foram vendidas 71,2 mil máquinas, 21,7% acima das 58,5 mil do ano passado. No comparativo mês a mês, as 7,3 mil unidades comercializadas em outubro de 2013 representam redução de 2,4% com relação ao mesmo mês de 2012 e de 0,9% perante setembro deste ano.

Na produção novo recorde foi superado: as 10 mil unidades colocam outubro de 2013 como o melhor mês da história. O resultado representa ainda aumento de 29,4% contra as 7,7 mil de outubro de 2012 e de 13,9% quando defrontado com as 8,8 mil de setembro deste ano. No acumulado, também recorde histórico, a alta é de 20,8%: foram 85,8 mil unidades produzidas nos dez meses de 2013 enquanto no mesmo período de 2012 este número era de 71,1 mil.

Em outubro de 2013 as associadas da Anfavea agregaram quase 1,5 mil pessoas em sua força de trabalho, o que elevou o nível de emprego da indústria automobilística para 156,1 mil profissionais – 4,4% a mais que outubro do ano passado e 0,9% se comparado com setembro deste ano.

SulAmérica patrocina Conferência Internacional Sustainable Brands Rio 2014

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A SulAmérica Seguros, Previdência, Investimentos e Capitalização já está organizando sua agenda de sustentabilidade para 2014. A companhia é a primeira marca a confirmar patrocínio da Conferência Internacional Sustainable Brands Rio 2014. A Sustainable Brands é a maior comunidade internacional voltada para discussão de ações e estratégias para associar marcas à modelos de negócios sustentáveis. O evento faz parte de uma programação global de conferências, que além do Rio de Janeiro, inclui San Diego, Londres e Istambul. A agenda ainda está sendo fechada e promete trazer especialistas de vários países para enriquecer os debates.

“A conferência da Sustainable Brands é o que há de mais atual no debate sobre como sustentabilidade empresarial pode gerar valor à marca. O patrocínio da SulAmérica reforça a preocupação da companhia em disseminar as melhores práticas de sustentabilidade” diz a superintendente de Sustentabilidade Empresarial, Adriana Boscov.

O evento será realizado nos dias 24 e 25 de abril no Centro de Convenções SulAmérica no Rio de Janeiro.

Icatu Seguros abre filial em João Pessoa e Manaus

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A Icatu Seguros abrirá as primeiras filiais em João Pessoa (Paraíba) e Manaus (Amazonas) essa semana. Com essas duas cidades, a seguradora chega a 29 filiais em todo o Brasil. A abertura dessas filiais faz parte da estratégia de crescimento nos mercados locais de seguros de vida e previdência complementar. O objetivo é aumentar a visibilidade da marca, consolidar a relação com os atuais parceiros e atrair novos negócios. A expectativa é de crescimento de 30% em João Pessoa e 40% em Manaus em 2014 com a abertura das novas filiais.

Seguro cobre mensalidade escolar em caso de desemprego

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A evolução do Seguro Educacional tem contribuído significativamente para o setor de educação no Brasil, beneficiando alunos e instituições de ensino. Ainda novo no mercado, ele cresce de forma rápida diante da procura cada vez maior, considerando o baixo custo versus o benefício, razão pela qual já é considerado um diferencial na hora da matrícula.

Ofertado tanto por escolas voltadas ao ensino fundamental e médio quanto por instituições de ensino superior, o seguro tem como objetivo principal quitar diretamente, perante a instituição de ensino, as mensalidades escolares se o responsável pelo pagamento ficar desempregado, impossibilitado temporariamente de desempenhar suas funções por causa de um acidente ou doença (por um período de entre três e seis meses), inválido ou morrer (até o final do atual ciclo ou até o aluno concluir seus estudos).

“Para quem o contrata, o seguro funciona como uma bolsa, uma vez que garante a continuidade dos estudos nas situações de impossibilidade de pagamento das mensalidades. Para a instituição que o oferta, o seguro é uma maneira de reter o aluno, e funciona como uma alternativa à redução da inadimplência, uma vez que o desemprego é o principal motivo da evasão”, explica Sergio Wagner Barbosa, diretor de Seguros de Pessoas da BB e Mapfre.

Colégios e universidades, em convênio com seguradoras, podem oferecer planos coletivos que, por esse motivo, custam mais barato. O seguro custa em média 1% a 3% da mensalidade escolar e podem ser incluídas diversas coberturas adicionais.

No produto Mapfre Proteção Educacional Multiflex, por exemplo, além das coberturas de morte, invalidez e perda de renda do titular, o seguro custeia material escolar e uniforme, repetência, formatura e pré-vestibular. Outro item importante é o fornecimento da Carteira de Estudante nos padrões estabelecidos pelo MEC, o que contribui na redução de custos para as escolas.

“Podem ser contratadas adicionalmente as coberturas de recolocação profissional para o responsável financeiro pelo estudante, ou para ele mesmo, em caso de desemprego, reforço escolar e assistência funeral”, diz Barbosa.

Em se tratando da escola, podem ser contratadas as coberturas por quebra de contrato, danos a veículos, despesas médicas de aluno, funcionários, professores e terceiros em caso de acidente ocorridos no estabelecimento, além de danos morais.

Considerando o número de instituições privadas de ensino no país é possível medir o tamanho do campo a ser explorado pelo setor de seguros. Estima-se que cerca de apenas 5% das instituições de ensino privadas ofereçam este benefício a seus alunos. O potencial compreende mais de 7 milhões de alunos matriculados em de ensino fundamental e médio.

Outro fator importante é que o seguro não se destina exclusivamente às instituições de ensino tradicionais, podendo também ser oferecidos por intermédio de toda a diversidade de instituições de ensino, como idiomas, profissionalizante, ensino a distância, entre outros.

“Os gastos estimados para as famílias das classes B e C educarem seus filhos da pré-escola à faculdade estão estimados entre R$ 400 mil e R$ 800 mil, mas toda a expectativa pelo futuro dos herdeiros pode ser comprometida em caso de desemprego, invalidez ou morte do responsável pelo aluno”, lembra Barbosa. “Por isso, o seguro educacional surgiu, justamente para apoiar as famílias nessas situações e garantir a permanência do aluno na instituição de ensino.”

O seguro educacional é complementar ao seguro de vida, uma vez que a indenização relativa ao produto é destinada exclusivamente à garantia da continuidade dos estudos. Outra vantagem é que ele oferece assistência em momentos de desemprego, o que não é previsto na apólice de vida comum ou nos planos de previdência privada.

“Uma alternativa seria tentar fazer uma reserva para garantir a escola dos filhos se os pais tiverem algum problema; entretanto, a construção dessa poupança leva tempo, e um incidente pode comprometer ou inviabilizar esse planejamento. Com o seguro, a responsabilidade de honrar o compromisso fica com o administrador do seguro; ou seja, o pai ou a mãe das crianças nunca precisará se preocupar com isso, é uma tranquilidade”, afirma.

Há limites de idade para a contratação do seguro, que pode ser feito, inclusive, pelo próprio aluno. A idade mínima é de 16 anos e a máxima varia entre 65 e 70 anos, dependendo da seguradora. É exigida comprovação de bom estado de saúde e de exercício de atividade profissional.

Um ano após a supertempestade Sandy muitas empresas ainda não estão preparadas para esse tipo de evento

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Com o aniversário de um ano da supertempestade Sandy no final de outubro, a Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), braço de resseguros do Grupo Allianz, adverte que muitas empresas ainda não fizeram as mudanças adequadas para evitar ou reduzir prejuízos gerados por eventos climáticos extremos.

O estudo da AGCS “Supertempestade Sandy: Lições Aprendidas – Uma Perspectiva de Gestão de Risco” examina o custo do desastre e descreve o que as corporações devem saber para reduzir o impacto financeiro de futuras tempestades.

Muitos clientes da AGCS foram duramente atingidos pelo fenômeno, com a resseguradora respondendo por aproximadamente 900 sinistros, variando desde carga danificada a estabelecimentos inundados. O impacto financeiro total para a AGCS foi de US$ 113 milhões.

“Muitas empresas não estão preparadas como deveriam para os eventos climáticos que são os ‘novos normais’,” diz Tom Varney, gerente regional da Allianz Risk Consulting para as Américas. “Para algumas corporações leva tempo para preparar o orçamento e realmente efetuar as mudanças necessárias. Para outras pode ser somente uma questão de centrar na coisa certa no momento certo. A Allianz tem o compromisso de ajudar os clientes a identificar as vulnerabilidades e mitigar riscos.”

Sandy foi a tempestade mais mortal que atingiu o nordeste dos Estados Unidos em 40 anos e a segunda de mais alto custo na história da nação, com muitas empresas e pessoas ainda se recuperando dos seus danos. O evento deixou importantes lições empresariais a serem aprendidas.

A AGCS identificou quatro etapas que as empresas devem seguir para se preparar melhor para futuros eventos climáticos extremos:

1. Atualizar e testar planos de preparação para emergência: A preparação antes da tempestade minimiza os danos aos bens e reduz a interrupção dos negócios. A AGCS recomenda que cada empresa tenha um plano de resposta a emergências avaliado e testado anualmente. Um bom plano conta com a definição das responsabilidades e com o suporte do gestor sênior.

2. Avaliar dos planos de contingência de negócios: Sandy atingiu o nordeste dos Estados Unidos numa segunda-feira, o que dificultou o desenvolvimento e a execução de planos de contingência de negócios. Um plano bem desenvolvido fornece ferramentas para a empresa se erguer e voltar a funcionar o mais rápido possível.

3. Entender sua apólice de seguro: Os donos de negócios devem reservar um tempo para ler sua apólice atual e discutir com seus corretores o que é coberto e onde podem existir lacunas. Devem também considerar a inclusão do termo de garantia estendida da cláusula indenizatória na cobertura da interrupção do negócio, dando assim suporte à empresa até o retorno da condição financeira normais.

4. Saber para o que se preparar: O planejamento para um vendaval envolve aspectos diferentes da preparação para uma inundação. No caso de Sandy, a tempestade atingiu a costa durante a maré alta na lua cheia, provocando inundações ainda mais graves. A preparação para a Sandy foi baseada em eventos de ventos fortes, deixando muitos negócios desprevenidos para a inundação causada pela tempestade. Conforme modelos mais sofisticados de rastreamento são introduzidos no rastro de tempestades, mais informações precisas estarão disponíveis para a população.

O estudo também apresenta comentários dos especialistas da AGCS:

· Especialista em furacões, Andrew Higgins da Allianz Risk Consulting, se concentra na ascensão de tempestades na área de Nova de Iorque e em como as empresas podem proteger melhor seus bens dos danos causados por enchentes.

· Terry Campbell, chefe de Sinistros Marítimos da AGCS Américas, examina como o setor de seguro foi capaz de responder aos desafios da supertempestade Sandy e regular os sinistros de forma rápida, ajudando os negócios a se recomporem.

Unimed adquire carteira de segurados da Tempo Saúde

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A Seguros Unimed, por meio da Unimed Seguros Saúde S.A., adquiriu a carteira de segurados da Tempo Saúde Seguradora S.A., uma subsidiária da Tempo Participações S.A. (Tempo Assist), empresa de capital aberto listada no Novo Mercado da BM&F Bovespa [TEMP3].

A conclusão da operação depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O grupo Tempo Assist é uma das principais companhias do país na prestação de serviços de seguro saúde, planos odontológicos, assistências especializadas, home care e soluções em saúde. A Companhia administra redes pulverizadas em cada um de seus negócios, contabilizando mais de 50 mil prestadores de serviços em todo o Brasil.

Com o acordo, a Seguros Unimed reforça sua estratégia de crescimento sustentável, baseado no core de seus negócios. “Somos reconhecidamente uma empresa que atua com diferenciais nesse mercado, tais como amplo leque de produtos e serviços, baixa sinistralidade da carteira, agilidade do reembolso e capilaridade da rede”, informa Rafael Moliterno Neto, presidente da empresa.

A Tempo Assist, por sua vez, se capitaliza para investir em áreas mais estratégicas, como o setor de prestação de serviços de saúde. “Estamos certos de que a Seguros Unimed será capaz de dar continuidade aos nossos serviços, garantindo o bem-estar dos segurados e oferecendo um elevado nível de atendimento. Ao mesmo tempo, a transação permitirá à Tempo Assist concentrar-se em negócios mais estratégicos”, informa Marcos Couto, presidente da Tempo Assist.

Os resultados consolidados até setembro deste ano demonstram a performance da Seguros Unimed. Destaques para o crescimento de 24,4% dos prêmios ganhos e contribuições, que chegaram a R$ 1,1 bilhão e a valorização de 13,2% do resultado que as posiciona como o melhor investimento dentre os ativos disponíveis no país.

Este ano, a Seguradora abriu também outras três importantes frentes: consolidação da Unimed Odonto, reforço do posicionamento em Previdência Privada e a entrada oficial em Seguros Patrimoniais.

CNseg realiza o Insurance Service Meeting 2013

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) realizará o Insurance Service Meeting 2013, maior evento de tecnologia do mercado de seguros brasileiro. O evento será realizado em parceria com a IBM, Deloitte, Price Waterhouse Coppers, Plusoft e CSC, entre os dias 8 e 10 de novembro, no Club Med Rio das Pedras, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

As palestras abordarão temas como a captura de dados à distância (telemática) e seu impacto para as indústrias automotivas e de saúde; a posição do Brasil na geopolítica; a importância da análise preditiva para a subscrição automática de riscos corporativos e pessoais; as utilidades do iCloud e como ele pode auxiliar o mercado de seguros; os aspectos relevantes do Big Data – termo popular usado para descrever o crescimento, a disponibilidade e o uso exponencial de informações; a transição de linhas de negócio para a segmentação de clientes; e a posição no Brasil no desenvolvimento mundial.

Entre os palestrantes estarão o estrategista sênior da Zurich Global, James Moffatt, o jornalista e apresentador da CNN Internacional, Andrés Oppenheimer, o gerente do IDC, Alexandre Campos Silva, o sócio-diretor do Data Popular, Renato Meirelles, e o diretor do RC Consultores, Paulo Rabello de Castro.

ICES volta a crescer pelo segundo mês consecutivo

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A melhora na projeção do desenvolvimento da economia brasileira influenciou o crescimento pelo segundo mês consecutivo do Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras (ICES), que chegou a 109,4 em outubro. O valor representa uma variação de 5,3% em relação ao obtido no mês de setembro, quando chegou a 103,8.

“Nos últimos dois meses, o fato que mais apresentou melhora, em termos relativos, foi o que avaliou o comportamento futuro da economia”, observa o economista Francisco Galiza, diretor da Rating de Seguros e responsável pela aferição do Índice realizado em parceria com a Revista Cobertura.

Para 70% dos executivos o crescimento da economia brasileira será igual nos próximos seis meses, enquanto 17% afirmaram acreditar que será melhor e 13% disseram que vai piorar. Na análise do mês anterior, o índice era de 67%, 8% e 25%, respectivamente.

Já quanto à Rentabilidade das Seguradoras, 67% mantiveram a opinião de que o desempenho será igual, 24% melhor e 9% pior. No mês anterior, 73% mantiveram a estabilidade, 20% acreditavam na melhora e 7% na piora.

No quesito Faturamento das Seguradoras, 54% dos executivos disseram que será igual; 42% melhor e 4% pior.

Auto continua favorável

Acompanhando o crescimento das vendas para 2013, o ramo de seguro automóvel segue com desempenho favorável e mantendo os números obtidos em setembro. Para 58% dos profissionais, o desempenho será igual; 32%, maior, e 10% menor.

Entenda como é calculado o ICES

O ICES é um trabalho desenvolvido pela Rating de Seguros em parceria com a Revista Cobertura que teve início em novembro de 2012. A criação de um Índice exclusivo das seguradoras tem como objetivo equiparar o mercado de seguros a outros setores da economia brasileira e mundial.

O Índice é elaborado mensalmente e, para tanto, os seguradores respondem a cerca de quatro perguntas de múltipla escolha e de ordem qualitativa sobre o crescimento da economia, a rentabilidade e o faturamento das seguradoras para os próximos seis meses.

As respostas são sigilosas e os indicadores são transformados em números, que variam entre zero e 200, justamente para o 100 ser a média.

IESS anuncia vencedores do III Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar

saudeO Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) premia, no próximo dia 7, os vencedores do “III Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar”. A cerimônia acontece às 19h, no hotel Transamérica International, na Alameda Santos, 981, em São Paulo.

O “Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar” tem o objetivo de promover a pesquisa e valorizar estudos com qualidade técnica e capacidade de contribuir para a evolução do setor de saúde suplementar. São premiados os melhores trabalhos de pós-graduação (especialização, MBA, mestrado ou doutorado) relacionados à saúde suplementar, inscritos nas três categorias do Prêmio: Promoção da Saúde, Economia e Direito.

O primeiro lugar de cada categoria recebe um prêmio de R$ 6 mil e, o segundo, de R$ 3,5 mil.

Conheça os vencedores de cada categoria:

Promoção da Saúde

1° colocado: João Mendes Succar – Mestrado em Administração na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Título: O cliente como coprodutor do serviço: a adesão do paciente a programas de gerenciamento de doenças crônicas

2° colocado: Thiago Inocêncio Constancio – Mestrado Acadêmico em Saúde Coletiva na Universidade Federal Fluminense (UFF).

Título: Trajetórias assistenciais de pacientes com câncer: aspectos do cuidado integral em operadora de autogestão

Economia

1° colocado: Denilson Queiroz Gomes Ferreira – Doutorando em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento e mestrado em administração pela UFRJ.

Título: Os determinantes da Integração Vertical na Saúde Suplementar Segundo a Teoria dos Custos de Transação

2° colocado: Fernando Ferreira Kelles – Doutorado em Demografia no Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Título: Mudanças Demográficas no Brasil e Sustentabilidade dos Planos de Saúde

Direito

1ª colocada: Amanda Salis Guazzelli – Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP)

Título: A busca da justiça distributiva no Judiciário por meio das relações contratuais: uma análise a partir dos planos de saúde

2ª colocada: Carolina Lopes Zanatta – Mestre em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EAESP/FGV)

Título: Principais efeitos da regulamentação dos contratos entre operadoras e prestadores de serviços no mercado de saúde suplementar

Urbanização de mercados emergentes traz estímulos e desafios ao setor de seguros

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A população mundial tem previsão de crescimento de 1,4 bilhões para 5 bilhões de pessoas entre 2011 e 2030, 90% desse crescimento virá dos mercados emergentes. O último estudo divulgado pela Swiss Re “Urbanização em mercados emergentes: benefício e perdição para seguradoras” analisa o rápido crescimento das cidades nesses locais. Ele também aponta as oportunidades e desafios que a urbanização apresenta a respeito de gerenciamento de riscos.

China e India estarão a frente dessa onda de urbanização. Ásia e Africa verão a maior elevação nas taxas de urbanização nas próximas décadas, como também das populações urbanas. “Estima-se que a China será responsável por 20%, ou seja, 276 milhões de pessoas, e a Índia por 16% ou 218 milhões de pessoas, do crescimento da população urbana global entre 2011 e 2030”, diz Amit Kalra, coautor do estudo.

Uma característica importante da urbanização será o rápido crescimento de pequenas e médias cidades juntamente com o desenvolvimento contínuo de aglomerados urbanos. O número de “megacidades” – aquelas com mais de 10 milhões de habitantes – no mundo irá crescer de 23 para 37 no mesmo período. 19 dessas cidades estarão nos mercados emergentes, com China e India, que terão juntas 13 cidades.

Urbanização apresenta novas oportunidades para o mercado de seguros

A necessidade de acomodar toda a população urbana dos mercados emergentes irá ocasionar grandes investimentos em infraestrutura, estimados em US$ 43 trilhões entre 2013 e 2030, e produzirá cerca de US$ 68 bilhões em prêmios de coberturas para construções. O desenvolvimento de aglomerados urbanos/ industriais e a expansão de instalações de produções deverão impulsionar a demanda por seguro comercial. Os ramos de Aviação, Engenharia e Responsabilidade Civil também deverão ser beneficiados.

Aumentos dos níveis e posse de bens gerados pela urbanização deverão ter forte crescimento nos prêmios dos ramos de não-vida, incluído seguro auto e residencial. Em 2012, o seguro de automóveis foi responsável por 45% do total de prêmios de não-vida dos mercados emergentes e há previsão de maior crescimento, baseada na demanda em larga escala por serviços de logística.

A principal oportunidade de seguros e resseguros estará na Ásia emergente, onde a taxa de urbanização é menor do que na América Latina, América Central e Europa Oriental. Espera-se que China e Índia sejam responsáveis por cerca de metade das oportunidades de seguro para infraestruturas.

O setor de seguros de vida deve ser beneficiado também. O nível mais elevado de educação financeira do ambiente urbano em relação à vida rural pode facilitar as vendas de produtos mais complexos para seguros de vida, como soluções para acúmulo e distribuição de riquezas.

“Seguro de vida tradicional, a longo prazo, farão com que as famílias queiram proteger o fluxo de renda do provedor da casa”, comenta Kurt Karl, OCE da Swiss Re. A maior taxa de participação de mulheres no mercado de trabalho cria ainda uma perspectiva de um cliente em potencial para seguros de vida.

A evolução do estilo de vida e hábitos das áreas urbanas, com um aumento de “doenças urbanas” como doenças cardiovasculares, câncer de pulmão e obstrução pulmonar crônica, e o grande risco de transmissão de doenças contagiosas em áreas de grande densidade populacional, darão suporte ao forte crescimento do seguro saúde. A demanda por soluções com cuidados de saúde a longo prazo deverá crescer, particularmente pelo envelhecimento da população menos habilitada a depender da geração mais nova para um suporte pós-aposentadoria.

O desafio do gerenciamento de risco das cidades

A urbanização traz uma mudança socioeconômica fundamental e um novo panorama de riscos. Com uma maior densidade populacional e concentração de ativos, as cidades são mais vulneráveis aos riscos de saúde e inclinadas a grandes perdas caso sejam atingidas por desastres naturais. Além disso, há um reconhecimento crescente entre os formuladores de políticas em mercados emergentes da importância de fornecer acesso às necessidades básicas como moradia, cuidados com a saúde e escolas.

Recentemente, mais atenção também é dada às questões ambientais como poluição de ar e água. Com uma implementação de perspectiva, resseguradoras e seguradoras podem trazer sua experiência e partilhá-la com os governantes para administrar os desafios das cidades modernas. Transferência de riscos do setor privado pode ser uma parte importante do gerenciamento de riscos, ajudando a aliviar a carga financeira e pessoal que podem atingir muitos em eventos catastróficos.

Para Gabor Jaimes, líder de gerenciamento de Property na região Ásia-Pacífico: “Urbanização é a principal causa de enorme concentração de valores de propriedade – particularmente nos mercados de grande crescimento. Dada a ainda muito baixa penetração dos seguros nesses mercados, isso pode resultar em um gap massivo com potencial de perda econômica nos pagamentos de seguros caso uma metrópole seja atingida por catástrofes naturais. É importante que as seguradoras trabalhem em conjuntos com as demais partes interessadas para aprimorar a cobertura de riscos e reduzir o potencial fardo financeiro para governo e indivíduos decorrentes de eventuais catástrofes naturais”.

O resseguro pode ainda dar suporte ao gerenciamento de exposição de riscos em locais segurados desses mercados. A fim de permanecer solvente , seguradoras locais precisam ter capital ou resseguro adequado para serem capazes de lidar com eventos de grandes perdas. Preços ajustados ao risco muitas vezes são um desafio para seguradores e mercados emergentes, pela má qualidade dos dados sobre perdas históricas e a falta de experiência nos modelos de exposição potencial de riscos.