O comprador da carteira de grandes riscos do Itaú deve ser conhecido hoje. Ontem, o banco divulgou novo comunicado afirmando que a venda da operação de seguros de grandes riscos da companhia será fechada por cerca de R$ 1,5 bilhão, acrescentando que o contrato definitivo deverá ser assinado até o fim desta semana.
CNseg firma Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério da Justiça
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A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), representada por seu presidente, Marco Antonio Rossi, e o Ministério da Justiça, comandado pelo ministro José Eduardo Cardozo, assinaram hoje, em Brasília, um acordo de cooperação técnica com o objetivo de formalizar uma articulação interinstitucional e multidisciplinar no setor para desenvolver, consolidar e difundir procedimentos, mecanismos, instrumentos e métodos alternativos de solução de conflitos (MASC).
O intuito do acordo é promover a prevenção e a redução dos litígios e contribuir para a celeridade e a efetividade dos direitos e garantias fundamentais. A ação faz parte da Estratégia Nacional de Não Judicialização (Enajud), lançada em junho.
O documento também prevê que todas as empresas associadas às Federações que compõem a CNseg – Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg); Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi); Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde); e Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) – poderão aderir ao Acordo mediante termo específico.
Durante a cerimônia, que foi realizada na Sala de Retratos do ministério da Justiça, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) também aderiram à Estratégia Nacional de Não Judicialização.
Brasilprev divulga perfil dos planos de previdência contratados por pais e mães
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A Brasilprev, uma das maiores empresas de previdência privada do país, divulga um estudo feito a partir de sua base de 1,70 milhão de clientes em todo o Brasil. O levantamento revela o perfil de pais e mães que presenteiam seus filhos com planos de previdência com o objetivo, sobretudo, de proporcionar boas condições para a educação deles no futuro.
Entre os planos para menores contratados por pais e mães, 61% são da modalidade VGBL, indicada para as pessoas que fazem a declaração de imposto de renda no modelo simplificado, são isentas ou já usufruem da dedução fiscal de 12% do PGBL. Além disso, a maioria, 52%, optou pela tabela regressiva do Imposto de Renda, o que demonstra a intenção de manter o foco no longo prazo.
Ainda segundo o levantamento, 61% dos pais que investem em previdência para os filhos são casados, 31% são solteiros, 6,5% divorciados e 1,3% viúvos. A idade média destes responsáveis financeiros no momento da contratação do plano é de 38 anos, enquanto a dos beneficiários é de seis anos.
Geograficamente, 43% dos clientes Brasilprev Júnior estão no Sudeste, 21% no Nordeste, 20% no Sul, 10% no Centro-Oeste e 5% no Norte.
Educação é o foco de contratantes
O estudo também revelou as principais características dos produtos contratados para crianças e adolescentes, bem como os motivos que influenciam a opção por esse tipo de investimento. Na Brasilprev – pioneira no lançamento de previdência privada para menores, em 1997 – 37% do total dos planos são Brasilprev Junior (nome do produto para este público), sendo que pais e mães representam 90% dos responsáveis financeiros. Depois deles, os que mais contratam são avós (6%), seguidos por tios (2%). Padrinhos e outros graus de parentesco compõem os outros 2%.
No período de abril de 2013 a abril de 2014, estes planos cresceram 2% em quantidade e 10% em reservas. Já o tíquete médio aportado teve um acréscimo de 9% no período observado, passando de R$ 109 para R$ 118. Soraia Fidalgo, gerente de Inteligência e Gestão de Clientes da empresa, comenta esta evolução. “Garantir segurança financeira para que os filhos tenham boas condições para estudar e realizar projetos no futuro faz parte das grandes preocupações de pais e mães. Muitos começam a poupar desde o nascimento da criança para que, quando o filho complete a maioridade, possa resgatar os recursos para aplicar em sua formação profissional, em um intercâmbio, entre outros projetos”, diz.
A executiva comenta, ainda, que devido ao fato de a Brasilprev ter o menor tíquete do mercado (R$ 25), a procura da classe C tem aumentado. “A acessibilidade que ganhou o produto ao longo dos anos, combinada com a ascensão de renda dos brasileiros, permite que cada vez mais pessoas tenham acesso à previdência. No que se refere aos planos voltados a crianças e adolescentes, percebe-se o desejo dos pais em oferecer um suporte para que seus filhos comecem uma vida adulta com menos dificuldades do que a que eles encontraram. Muitas vezes, inclusive, os responsáveis abrem mão de investir em si para apostar nas gerações futuras”, afirma.
Semestre foi marcado pelo pessimismo: ICSS cai em junho
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O Índice de Confiança e Expectativas do Setor de Seguros (ICSS), calculado a partir de pesquisa realizada pela FENACOR, caiu para 84,3% em junho, dois pontos percentuais abaixo do resultado apurado em maio, quando chegou a 86,3. Já o ICES (Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras) continuou em queda em junho, agora pelo 5º mês seguido.
Segundo o coordenador técnico do estudo, Francisco Galiza, desde que esse indicador foi criado, em 2012, esta foi a primeira vez que os fatores usados no seu cálculo (expectativa em relação ao comportamento da economia brasileira, da rentabilidade e do faturamento das seguradoras) sinalizam pessimismo, todos ao mesmo tempo. “Os percentuais apurados em junho continuam sinalizando uma preocupação crescente das principais empresas do segmento de seguros com o futuro da economia brasileira e, naturalmente, com as possíveis consequências nos seus negócios”, afirma o consultor.
Ele revela ainda que os indicadores que avaliam as expectativas das resseguradoras e grandes corretoras (ICER e ICGC, respectivamente) também permaneceram com viés negativo, tal como nos meses anteriores.
Liberty Seguros indeniza com agilidade clientes vítimas das enchentes em Jaraguá do Sul (SC)
As notícias boas merecem destaque. A Liberty Seguros atendeu 110 sinistros de clientes que foram vítimas das enchentes em Jaraguá do Sul (SC) no início do mês de junho. Segundo o analista de sinistros que atendeu os casos no local, Marcos Celso Ribeiro de Paula, o total das indenizações ultrapassou R$ 2 milhões. “Do total de atendimentos 61 sinistros foram por indenização integral, e em uma semana indenizamos 90% dos casos. Não atingimos 100% dos casos, pois ainda temos algumas pendências de documentação dos clientes, mas os restantes estão em andamento”, afirma.
Com o pagamento das indenizações os clientes conseguiram recuperar com agilidade os seus bens danificados. O analista conta ainda que uma das vítimas da enchente é o secretário municipal de educação da cidade, Sergio Kuchendecker, que perdeu dois carros e elogiou o atendimento da Liberty Seguros pela rapidez. “Também atendi um casal de idosos que estava bastante desconfiado do pagamento. Eles se surpreenderam com a agilidade e em 48 horas a indenização estava liberada.”
Itaú assina contrato de venda da carteira de grandes riscos
O Itaú Unibanco anunciou ontem que assinou no último sábado um acordo de exclusividade na negociação para vender a operação de seguros de grandes riscos avaliada em aproximadamente R$ 1 bilhão. Em comunicado ao mercado, no entanto, o banco não revela valores e tão pouco o nome do comprador. “As negociações encontram-se em estágio avançado e, assumindo que as questões ainda pendentes sejam definidas, o Itaú Unibanco espera que o contrato definitivo da operação seja assinado com o potencial comprador nos próximos dias”, afirma o banco. Fontes do mercado informam que entre as favoritas estão AXA, Ace, Fairfax, que tem no comando Jacques Bergman, executivo que comandou a área de grandes riscos da Itaú Seguros por vários anos, e HDI. Vamos aguardar até quinta!!!
Seguradora Líder registra aumento de 29% nas indenizações pagas no 1o. trimestre de 2014
A Seguradora Líder DPVAT realizou estudo que aponta um aumento de 29% no número de indenizações pagas pelo Seguro DPVAT primeiro trimestre de 2014 em relação ao mesmo período de 2013. Foram, nos três primeiros meses de 2014, 161.070 benefícios pagos, enquanto, no mesmo período do ano passado, este número chegou a 124.846.
O estudo levou em consideração o total de indenizações pelas três coberturas do Seguro DPVAT: morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médico-hospitalares. De acordo com Ricardo Xavier, diretor-presidente da Seguradora, a incidência de casos de invalidez permanente chegou a 75,6% do total de pedidos, o que contribuiu para o aumento do número de indenizações pagas.
Um terço dos acidentes de carro é causado por falta de atenção
Muitos motoristas subestimam o perigo de se distrair enquanto dirigem porque associam a distração somente ao ato de fazer ligações. Contudo, fontes de distração estão escondidas em muitas outras atividades, que frequentemente não são consideradas importantes. Mas especialistas alertam que o risco de ocorrer um acidente aumenta a partir do momento em que os olhos se desviam da via à frente, as mãos ficam fora do volante e os pensamentos se dispersam daquilo que está acontecendo no trânsito.
O Centro de Tecnologia Allianz (Allianz Center for Tecnology – AZT), que fica em Munique, na Alemanha, estudou as causas e consequências da distração. “A situação que investigamos em 2011 está piorando. Atualmente, pesquisadores de acidentes estão preocupados com a multiplicidade de aparelhos de comunicação móvel, equipamentos de entretenimento e os chamados dispositivos nômades que são usados no carro”, diz o Dr. Jorg Kubitzki, pesquisador de acidentes do AZT e autor do estudo da Allianz intitulado Distraction at the Wheel (Distração ao Volante).
A popularidade cada vez maior de smartphones e aplicativos e a abundância de outros dispositivos eletrônicos portáteis está levando as pessoas a usá-los ao mesmo tempo em que dirigem. Cerca de 20% dos motoristas admitem escrever mensagens de texto ou e-mails ao volante e 30% leem estas mensagens, mesmo se, de acordo com os próprios motoristas, o fazem apenas “raramente” ou “ocasionalmente”.
Motoristas subestimam o quanto as suas funções mentais se dispersam
Três quartos dos entrevistados para a pesquisa do Centro de Tecnologia admitiram que às vezes ficam divagando enquanto estão dirigindo. Outros ficaram bravos ou extremamente estressados enquanto estavam ao volante. Estas perturbações internas são muitas vezes causas de acidentes do tipo “olhei, mas não vi”. Numa situação como esta, o motorista está olhando para a via à frente, mas sua mente está em outro lugar.
O grau de subestimação dos motoristas com relação aos riscos é surpreendente. Eles acham que fontes de distração vindas de fora do veículo são muito mais sérias do que uma perda de atenção provocada por seu próprio comportamento. No estudo, 72% dos motoristas disseram sentir-se distraídos por eventos ocorrendo fora do carro ou por pessoas. Um número maior ainda disse se distrair com paisagens ou prédios.
No entanto, os numerosos olhares e movimentos das mãos involuntários de um motorista são muito mais perigosos do que outdoors nas ruas. A maior parte das situações críticas se origina de “tarefas secundárias”, que não estão diretamente relacionadas com o ato de dirigir.
James Bond pode dirigir a uma altíssima velocidade ao mesmo tempo em que faz telefonemas, navega com o GPS, atira em seus rivais ou faz manobras radicais e perigosas para evitar uma saraivada de tiros hostis. Mas o motorista comum subestima muito a própria capacidade quando se trata de realizar múltiplas tarefas. Pesquisas mostram que realizar diversas atividades ao mesmo tempo enquanto se dirige sempre leva a mais erros de direção.
Estudos mostraram que dirigir com bebês, crianças pequenas e animais de estimação no carro faz com que haja muito contato ocular com as crianças. Ao mesmo tempo em que há mais olhares pelo retrovisor, um tempo significativamente maior é gasto desviando o olhar da via.
Atividades que distraem são frequentemente realizadas enquanto se espera no sinal vermelho – com a melhor das intenções por parte do motorista em não colocar em risco a segurança no trânsito. No entanto, os cruzamentos nas cidades são lugares onde as condições de trânsito mudam de forma extremamente rápida.
O risco de ocorrer um acidente aumenta quando o motorista está ocupado com tarefas manuais: 43% dos entrevistados que haviam sofrido um acidente nos últimos três anos disseram ter usado o telefone ao dirigir. Entre aqueles que não tiveram um acidente, este número foi de apenas 26%.
Quando os motoristas procuram objetos ou pegam coisas que escorregaram, como, por exemplo, segurar uma sacola de compras que estava caindo, o tempo gasto desviando o olhar da via aumenta em 15 %. O risco de acidentes aumenta 8 vezes, como foi confirmado por estudos conduzido nos EUA. Colocar o cinto de segurança, ajustar o banco ou o retrovisor – quase metade dos entrevistados, pelo menos às vezes, faz isto depois de já ter começado a dirigir.
Fazer ligações telefônicas ao volante sem usar o kit viva-voz é proibido em diversos países. Contudo, isto não resolve o problema da distração, porque mesmo uma conversa em viva-voz provoca envolvimento mental e emocional.
A pesquisa da Allianz mostrou que um número significativo de motoristas ignora a proibição de segurar o celular na mão quando está ao volante: 40 % dos entrevistados admitiu fazer ligações telefônicas ao volante sem usar o viva-voz. Ao mesmo tempo, cerca de 60% consideram o uso de telefone celular como sendo uma das fontes mais perigosas de distração no trânsito.
De acordo com o estudo da Allianz, motoristas que às vezes usam o celular enquanto dirigem tiveram um acidente com frequência muito maior nos últimos três anos do que aqueles que não usam o celular – independentemente de ser em viva-voz ou segurando na mão. O risco de ocorrer um acidente aumenta de 2 a 5 vezes se o motorista utilizar um celular.
“Escrever mensagens de texto enquanto se dirige é ainda mais perigoso do que usar o telefone, porque os olhos, mãos e mente já estão altamente envolvidos. 20% dos motoristas admitiram que às vezes escrevem um SMS ou um e-mail enquanto dirigem. Um a cada três motoristas lê mensagens de texto enquanto dirige”, diz o Dr. Jörg Kubitzki, especialista do AZT em segurança nas estradas.
Entre um quarto e um terço de todos os entrevistados confirmou que realiza atividades enquanto dirige, em uma categoria que pode ser resumida como “roupas e cuidados com o corpo”. Os homens ajustam o terno antes de uma reunião, verificam a gravata no retrovisor, fazem a barba ou colocam o relógio.
As mulheres retocam o batom, colocam joias, arrumam os cabelos ou lixam as unhas rapidamente. Ao voltar para casa no final do dia, os homens tiram a gravata depois de um longo dia, as mulheres colocam sapatos confortáveis. Durante uma viagem em um dia bonito, os óculos normais são substituídos por óculos de sol e muitas vezes se aplica filtro solar.
Não é surpreendente que muitos acidentes ocorrem a caminho do trabalho. Se o motorista estiver ocupado aplicando maquiagem, ou fazendo algo semelhante, quase 40 % do tempo e do foco no trânsito é perdido. Infelizmente, muitas destas atividades e distrações não são consideradas perigosas, e muitas vezes acontecem casualmente. É isto que as torna tão perigosas: elas podem aumentar em 3 vezes o risco de acidentes.
Com base na análise de seus próprios dados sobre acidentes de trânsito e danos, o Allianz Center for Technology (Centro Allianz de Tecnologia) observou repetidamente que diversas soluções em termos de tecnologia veicular podem ajudar a compensar a desatenção dos motoristas. Por exemplo, o assistente de freio de emergência ou o assistente de aviso de distância podem ajudar em várias situações típicas de direção ou conflito, ou pelo menos mitigar as consequências do acidente.
“Apesar de não substituírem um motorista atento, os sistemas de assistência do condutor podem ajudar a compensar a desatenção no momento decisivo, evitando, portanto, um acidente ou reduzindo a gravidade do dano ou ferimento”, afirma o Dr. Christoph Lauterwasser, CEO do Allianz Center for Technology (AZT).
Com base nos resultados de seu estudo, os pesquisadores do AZT fazem cinco recomendações:
Primeiro: reduzir o uso de dispositivos eletrônicos.
Segundo: manter as duas mãos ao volante e certificar-se de que os objetos que provavelmente serão usados durante uma viagem já estejam à mão antes de ligar o motor. Terceiro: manter a mente focada em dirigir.
Quarto: reduzir a pressão do tempo ao volante, planejando os deslocamentos de forma realista.
E quinto: usar os sistemas de assistência do motorista, se estiverem disponíveis, pois as pesquisas mostram que tecnologias como o assistente de freio de emergência ou o assistente de aviso de distância ajudam a reduzir acidentes.
Marsh chega a acordo para adquirir participação majoritária de corretora de seguros do Panamá
A Marsh, líder mundial em corretagem de seguros e gerenciamento de riscos, anuncia que chegou a um acordo definitivo para adquirir a participação majoritária da Semusa, líder em corretagem de seguros e consultoria de riscos baseada no Panamá e durante muito tempo o corretor correspondente local da Marsh. A operação fortalecerá a posição de liderança da Marsh na América Central e Caribe, seguindo a aquisição da Franco & Acra Tecniseguros na República Dominicana no ano passado. Operando sob o nome Marsh Semusa, a empresa combinará as operações há muito já estabelecidas e amplamente reconhecidas da Semusa, com as soluções, recursos e capacidades de colocação global da Marsh, a fim de oferecer aos clientes de todos os tamanhos a mais ampla gama de serviços no Panamá.
A Semusa é uma empresa líder em corretagem de seguros no Panamá e o corretor correspondente local da Marsh durante 15 anos. Quando o acordo se concretizar, Samuel Urrutia, Presidente de Semusa, servirá como Presidente do Conselho da Marsh Semusa, reportando-se diretamente ao Ricardo Brockmann, CEO da Marsh América Latina e Caribe. Emanuel Abadia, atualmente Vice-Presidente Executivo da Semusa, desempenhará o cargo de CEO da Marsh Semusa, reportando-se a José Vergara, Líder da Marsh para América Central e Caribe.
Segundo Peter Zaffino, presidente e CEO da Marsh LLC, o Panamá é uma das economias que mais cresce no mundo e estou animado em saber que o primeiro escritório da Marsh na América Central será localizado em um dos ambientes empresariais mais dinâmicos a nível global. “O país tem visto um aumento significativo nos setores de serviços financeiros, infraestrutura, construção, energia, logística e transportes. Estamos ansiosos para proporcionar às empresas no Panamá nossa extensa gama de capacidades globais e regionais”, afirma.
Para Samuel Urrutia, presidente da Semusa, o sólido crescimento econômico dos últimos anos aumentou a demanda por uma assessoria de riscos do mais alto nível por parte de companhias em expansão. Para fortalecer ainda mais a nossa relação com a Marsh, reforçaremos e expandiremos as capacidades que a Semusa construiu ao longo de muitos anos e apresentaremos a mais completa gama de seguros e riscos do mercado local”, diz.
O CEO da Marsh para América Latina e Caribe, Ricardo Brockmann afirma que esta operação fortalece a relação de sucesso que a Marsh mantém com a Semusa desde 1999. “Estamos ansiosos para trabalhar em conjunto com sua respeitada equipe de colegas e gerentes locais com o objetivo de ampliar ainda mais a estreita relação com os clientes”, diz. A transação deverá ser concluída no terceiro trimestre de 2014.
Artigo – A contribuição da Saúde Suplementar
por Marcio Serôa de Araujo Coriolano, Presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde)
Já se passaram 16 anos desde a edição da Lei nº 9.656, de 1998, que regulou amplamente os planos e seguros de saúde, e o setor ainda enfrenta muitos desafios e incompreensões da sociedade. O noticiário permanece palco de controvérsias sobre o padrão de atendimento prestado por operadoras privadas, em universo com mais de 1.200 empresas que oferecem coberturas de saúde para perto de 50 milhões de brasileiros – aproximadamente 26% da população que habita o território nacional. Mais recentemente, a imprensa passou a se debruçar sobre um fenômeno que preocupa autoridades, empresários e beneficiários de planos. Trata-se dos custos médicos, que sobem à estratosfera, ameaçando a sustentabilidade de segmento da economia que, no fim de 2013, movimentava mais de R$ 91 bilhões em procedimentos de saúde – de consultas médicas a cirurgias de altíssima complexidade, passando por exames diagnósticos os mais variados.
Nesse contexto, poucos atentam para o fato de que a indústria da saúde privada – que tem forte contribuição em investimentos e na geração de emprego e renda – exerce o mesmo peso, no desempenho da economia, da cadeia produtiva automobilística, que conta sistematicamente com o suporte governamental. Isso só para citar um exemplo. Sem falar em outro elo da cadeia de valor da saúde, a indústria farmacêutica, que, igualmente, desperta interesse dos gestores da política macroeconômica, também por sua importante participação na vida econômica e social de um Brasil que ocupa lugar expressivo no cenário mundial.
Mas voltemos à questão dos custos da moderna medicina, que impactam sobremaneira os preços dos planos de saúde e comprometem parcela cada vez maior do orçamento de empresas – os empregadores –, que, atualmente, representam 75% dos compradores de coberturas médicas e hospitalares, e de famílias que também recorrem à saúde privada. A chamada “inflação médica” há muito tempo já superou a barreira anual de dois dígitos. Há projeções, feitas a partir de cálculos da Agência Nacional de Saúde Suplementar, demonstrando que a necessidade atuarial de reposição do poder de compra dos planos chegou, em maio de 2014, a uma média ponderada de 15%. Isso contra uma inflação geral de preços não maior do que 6,5%. Esse é o tamanho do desafio que o setor e a sociedade enfrentam.
Para equacionar a problemática – e ir além do noticiário que, paradoxalmente, alardeia parcela cada vez menor de operadoras de saúde com problemas de atendimento –, basta olhar para o norte, na direção da experiência recente do Obamacare. No país de Barack Obama, a inflação médica é menor do que a inflação geral de preços. Mágica dos democratas, que empenharam seu capital político a fim de viabilizar a cobertura universal da medicina para os norte-americanos? Não, o que diferencia os modelos legais da saúde privada americana e brasileira é a coparticipação financeira dos segurados nos gastos da saúde privada. Ao serem obrigados a mexer no bolso a cada tratamento indicado, os cidadãos, nos EUA, transformaram-se em fiscais ativos e efetivos das despesas que lhes são repassadas por meio dos planos de saúde. Assim, vêm reduzindo custos de diagnósticos e cirurgias, comportamento alcunhado de “consumerismo” – mas bem diferente do consumerismo brasileiro exercido pelas autodenominadas organizações não governamentais que buscam representar o consumidor na defesa de seus direitos.
No Brasil, ainda varremos a poeira para baixo do tapete, ao pedir mais e mais regulação e fiscalização governamental para dobrar a curva ascendente dos custos médicos. Estamos tentando adaptar à nossa realidade o consumerismo americano, pela introdução do “VGBL Saúde” – um modelo de plano com capitalização que permitiria aos brasileiros custear despesas de saúde na idade mais avançada, quando a pessoa tem reduzida sua capacidade de gerar renda. Mas esse projeto está parado na mesa das autoridades. É hora de romper paradigmas, para sustentar o próprio futuro da saúde privada.









