Resseguro em pauta com embaixador britânico

Foto_Embaixador UK_JLTO embaixador britânico, Alex Ellis, recebeu o CEO da JLT Resseguros, Rodrigo Protásio, e o representante da estatal inglesa Lloyd’s, Marco Castro, no consulado, no Rio de Janeiro, na tarde desta quarta-feira (05). Em pauta, as mudanças no setor de resseguro nacional, que além de anunciar o fim do protecionismo de mercado vai também abrir capital na bolsa, em outubro. A intenção é aumentar a participação da Lloyd’s no Brasil e ajudar a fomentar o mercado brasileiro de resseguros estimado em R$ 10 bilhões anuais.

Liberty compra Penta Security no Chile e descarta compra da RSA

Pablo_Barahona_LibertyO grupo Liberty Mutual comprou, em julho, uma das principais seguradoras do Chile, a Penta Security, por US$ 162 milhões, passando a ter 20% de market share no segmento de seguros gerais no país. Segundo comunicado,a Penta oferece uma oportunidade sólida para o crescimento da Liberty Mutual Insurance no mercado de seguros não vida do Chile, que movimenta cerca de US$ 3 bilhões, bem como fortalece a expansão do grupo na América Latina.

“A Liberty Mutual tem registrado resultados consistentes no Chile, e acreditamos no crescimento futuro da região”, disse Luis Bonell, presidente da Liberty International. “O mercado chileno de seguros gerais registrou uma taxa de crescimento anual de 9,3% nos últimos cinco anos”, acrescentou Pablo Barahona, líder das operações do grupo na América Latina e Europa Continental. “A força do mercado chileno nos dá força para o crescimento na América Latina.”

Veja abaixo a entrevista publicada pelo jornal Diario Financeiro com Pablo Barahona, que comandou a subsidiária brasileira até o ano passado,passando o cargo para Carlos Magnarelli. Na conversa, Barahona descartou, segundo o jornal, interesse na compra da inglesa RSA diante do desafio da integração das operações com a Penta assim que acordo for aprovado pelos órgãos reguladores.

O grupo já tinha adquirido a Allianz, em 2003, e a carteira de seguros da ING no Chile, em 2004. Esta é a compra mais importante?

Eu diria que é um investimento maior do que os anteriores em quota de mercado e também em preço.

Como ficam em participação de mercado?

Há que distinguir entre prêmios diretos -inclui os resseguros- e os retidos. Trabalhamos mais com este último, onde em 2014 tínhamos uma quota de mercado de 9,2% e a Penta Security de 9%. Somos duas empresas praticamente do mesmo tamanho. Quanto aos prêmios brutos ou diretos, eles terminaram o ano passado com 10,7% e nós próximos de 10%. Consolidando as operações passamos a ter a liderança do mercado.

O grupo tinha em mente ser líder em seguros gerais?

Não, não é uma meta, nem obsessão, nem ambição. Embora, obviamente, ter escala nos dê mais vantagens e eficiências.

Há sinergia entre Liberty e Penta?

São semelhantes. Em relação a canais de distribuição, as duas trabalham com corretores. Oferecemos produtos semelhantes, que são linhas pessoais (veículo, residência, acidentes pessoais) e produtos para empresas (incêndio, terremoto, responsabilidade civil, transporte).

Quais são os principais objetivos do plano de negócios e crescimento com esta aquisição?

É uma promessa de compra e venda que deve passar pelas aprovações regulamentares antes de lançar a OPA. Portanto, não há planos de curto prazo. O que vem agora para nós é o entendimento do que é a Penta; compreender qual a cultura, estilo de gestão, pontos fortes e áreas de oportunidades. Com calma, vamos analisar e desenhar o melhor plano de negócios para a consolidação das operações.

O que se passa com a marca Penta e sua baixa reputação?

Estou ciente da exposição que a marca tem tido nos últimos tempos. Certamente é do nosso interesse mudar a marca o mais rapidamente possível. Mas temos que recorrer às normas para fazer este trâmite, mas a rapidez depende do regulador.

E quanto à infraestrutura e o pessoal da Penta Security?

Seguirá tudo igual até que tenhamos claro o plano de integração, o que ainda levará tempo.

Terão um edifício corporativo único?

Temos muitas coisas pela frente. Esta é uma delas, mas por agora não temos nada em vista.

XL, AXA e Argo registram queda no lucro líquido

© Copyright 2010 CorbisCorporationAlém dos balanços financeiros da Porto Seguro e Itaú, tivemos também três importantes publicações mundiais de seguradoras presentes no Brasil. Axa, XL e Argo registraram queda no ganho, principalmente em razão da turbulência dos mercados acionários gerada pelos problemas da Grécia. Em vendas, as três registraram avanço, segundo análise do blog Sonho Seguro.

XL – O grupo divulgou lucro operacional de US$ 245,8 milhões no segundo trimestre do ano, abaixo dos US$ 279 milhões do mesmo período do ano anterior. O declinio no ganho foi justificado pela integração com o grupo Catlin. No semestre, o ganho operacional chegou a US$ 440 milhões, abaixo dos US$ 518 milhões. O lucro líquido do semestre chegou a US$ 950 milhões, comparado a um prejuízo de US$ 23,3 milhões no mesmo period de 2014. Os prêmios, considerando-se a Catlin, avançaram 42%, para US$ 3 bilhões no segundo trimestre deste ano. No semestre, o grupo registrou prêmios de US$ 5 bilhões.

AXA – O lucro líquido da francesa recuou no primeiro semestre do ano para US$ 3,3 bilhões, enquanto os prêmios avançaram 10%, para US$ 54 bilhões.

Argo – O grupo registrou avanço de 7,2% no volume de prêmios no segundo trimestre do ano, para US$ 557,8 milhões. A alta se deve a boa performance do segmento de garantia. O lucro líquido foi de US$ 27,9 milhões, ficando abaixo dos US$ 38,6 milhões do mesmo periodo do ano anterior. O índice combinado foi de 95,4% no segundo trimestre do ano.

Confirmada a saída de Leonardo Paixão do IRB

© Copyright 2010 CorbisCorporationUm tanto quanto tumultuada a saída de Leonardo Paixão do comando do IRB Brasil Re, maior resseguradora local do Brasil e também da América Latina. José Cardoso, que vinha cuidando da área de resseguro e que era tido como certo na presidência, assumiu o cargo oficialmente. Na versão contada por pessoas próximas a Paixão ao blog Sonho Seguro, a saída dele dois meses antes da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), se deu porque os acionistas privados não concordaram com as exigências feitas para se manter no cargo com responsabilidades muito maiores que são imputadas a um dirigente de uma companhia com ações em bolsa, inclusive respondendo por questionamentos de acionistas internacionais.

Diante da pressão, contam, os acionistas apostaram na saída de Paixão, mesmo com os riscos que isso pode imputar a preparação do IPO, previsto para outubro. Outra informação que circula nos bastidores cheios de meias palavras para entender a saída do executivo que vinha preparando o IRB desde 2013, é que os principais bancos que atuam como advisers, Itaú e Bradesco, ambos também acionistas do IRB, têm expectativa de que o IPO chegue a três vezes o patrimônio líquido da empresa, que gira em torno de R$ 2,8 bilhões. A referência internacional para demandas de IPO é de uma vez e meia o PL.

Mas o que conta mesmo é que o IPO do IRB, que deteve o monopólio por 69 anos e mais cinco de protecionismo, está ai e conta com o empenho do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que se esforça para arrecadar receitas e reduzir o déficit fiscal do governo. A BB Seguridade detém cerca de 20% do IRB, o Bradesco 20%, o Itaú 15% e fundos de pensão 10%.

O balanço do primeiro semestre do IRB, que será em breve publicado, sinaliza bons resultados para o período, com lucro líquido estimado em R$ 340 milhões. A expectativa está em analisar se foram feitas as provisões para sinistros avisados e também estimados, diante da incerteza que todos têm hoje sobre as provisões que devem fazer por conta da Lava Jato, que paralisou obras e tem pago custas judiciais de muitos executivos envolvidos nas investigações.

Temos aqui um tema que promete gerar muitas notícias, desde a abertura da sala de informações para os interessados no IPO até ver quem será o presidente indicado por quem levar os 40% ofertados. Estamos de olho.

Pan Seguros firma parceria com a Rede Secovi de Imóveis

Macedo: buscamos soluções inovadores

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A Pan Seguros e a Rede Secovi de Imóveis anunciam parceria que terá como destaque a segurança e a credibilidade exigidas pelo mercado imobiliário para atuar no segmento de seguro fiança locatícia. Em um trabalho conjunto, as instituições apresentam uma solução que, além de dar suporte completo às imobiliárias, atende a todas as demandas do mercado e traz atributos, como agilidade na aprovação, competitividade de preço, atendimento pessoal e coberturas diferenciadas.

Formada por um grupo de imobiliárias associadas ao Secovi-SP (Sindicato da Habitação), a Rede Secovi de Imóveis selecionou a seguradora por ter a expertise necessária para o negócio. “A parceria une a credibilidade e respeito da marca Rede Secovi à inovação e solidez da PAN Seguros”, destaca José Carlos Macedo, CEO da Pan Seguros.

O acordo permitiu à Pan Seguros criar grupos de trabalho envolvendo a Rede Secovi e suas imobiliárias, com o objetivo de entender todas as necessidades de melhoria que o seguro fiança exige. “Com estas informações em mãos, criamos um produto que atende diretamente essas solicitações. Estamos certos de que iremos elevar o nível de satisfação das imobiliárias e de seus clientes”, explica Macedo.

Com o Pan Aluguel Garantido – nome do produto da PAN Seguros –, as imobiliárias ganham mais rapidez no momento da contratação do aluguel do imóvel e a garantia do ressarcimento pelos prejuízos que venham a sofrer em decorrência do não cumprimento do contrato de locação, desde a inadimplência do aluguel até os danos causados no imóvel. “Por diversos motivos, entre eles, mais segurança para o locador e a escassez de fiadores dispostos e habilitados, as imobiliárias estão cada vez mais optando por só trabalhar com este tipo de seguro em suas negociações”, complementa o CEO da PAN Seguros.

“As imobiliárias estão em um novo patamar de atendimento, estendendo a consultoria que prestam a seus clientes a outros serviços, indo além da intermediação entre compradores e vendedores de imóveis. Com a Pan Seguros, nossos corretores poderão oferecer mais uma solução diferenciada a quem faz negócios em nossas associadas”, diz Nelson Parisi Júnior, presidente da Rede Secovi de Imóveis.

O acordo permite ainda aos clientes das imobiliárias da Rede Secovi descontos especiais nos produtos de Incêndio, Residencial e Empresarial.

Certificação Profissional CNseg (CPC) será lançada em novembro para qualificar colaboradores do mercado de seguros

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Com enfoque na educação continuada do mercado segurador e no reconhecimento da qualificação técnica dos profissionais brasileiros, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) lançará, em novembro deste ano, a Certificação Profissional CNseg (CPC). O presidente da CNseg, Marco Antonio Rossi, que foi o idealizador e grande incentivador do projeto, ressalta que o programa tem como objetivo acelerar o progresso profissional dos colaboradores do setor e sistematizar o conhecimento específico do mercado segurador, associando a teoria à prática. Ele destaca que a certificação não é obrigatória, mas seu reconhecimento pelo mercado será um diferencial na competitividade do profissional.

Rossi defende que a meta do CPC é validar as habilidades, reconhecer formalmente os conhecimentos dos colaboradores do setor de seguros, bem como melhorar a produtividade. “A CNseg decidiu implantar a Certificação após constatar que o Brasil tem plenas condições de se alinhar a mercados que possuem uma indústria do seguro mais desenvolvida, como os Estados Unidos e a Inglaterra; e a outros com um patamar de desenvolvimento semelhante ao nosso, como é o caso da Índia; nos quais a especialização e a certificação do mercado de seguros já são bastante sedimentadas”, enfatiza o executivo.

A CNseg será a entidade certificadora do Programa. A realização dos exames, elaboração, aplicação das provas e divulgação dos resultados ficarão a cargo da Escola Nacional de Seguros. “Rio de Janeiro e São Paulo serão as primeiras capitais a passarem pelo exame de avaliação previsto para o dia 4 de novembro”, explica a diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes. “Os candidatos serão testados nos seguintes aspectos: 1) Estrutura do Sistema dos Seguros Gerais, Previdência Complementar Aberta, Capitalização e Saúde Suplementar; 2) Aspectos Legais e Regulamentares; 3) Ética, Ouvidoria, Aspectos Contábeis e Financeiros e Controle Interno; 4) Operações de Seguros; e 5) Canais de Distribuição de Seguros”, completa.

A diretora executiva destaca que o CPC1 tratará de uma visão geral do mercado, dos princípios técnicos que regem o seguro, previdência privada, saúde suplementar e capitalização, dos aspectos legais e regulamentares, da legislação, dos normativos da Susep e da ANS e, por fim, de como funciona o mercado.

O exame terá cem questões de múltipla escolha. Para obter o CPC1 nível pleno o candidato deverá alcançar a nota mínima final de seis (6) no total das cinco disciplinas. As inscrições devem ser realizadas entre os dias 17 de agosto e 18 de setembro, pelo site da Escola Nacional de Seguros (http://www.escolanacionaldeseguros.com.br/).

Ensino à distância

Visando o desenvolvimento das competências específicas para o mercado segurador, a Escola Nacional de Seguros e a CNseg lançarão, em 2016, o programa em formato e-learning. “A importância do programa é um marco em termos de melhorar a qualificação no mercado de seguros. A partir do momento em que você consegue avaliar o conhecimento de uma forma objetiva, você vai perceber quais são as áreas que precisam de mais treinamento”, avalia a diretora de Ensino Técnico da Escola Nacional de Seguros, Maria Helena Monteiro, acreditando que o aumento da empregabilidade será um dos impactos mais importantes para o mercado, além da qualificação. “Para exercer certas funções a pessoa precisa ser certificada. Acredito que vamos evoluir para isso, como aconteceu no mercado financeiro”, referindo-se ao que aconteceu à Anbima, há 15 anos, com a certificação dos profissionais do mercado financeiro.

Lucro da Porto Seguro avança 36% no semestre, para R$ 506 milhões

portoA Porto Seguro divulgou lucro líquido (sem combinação de negócios) de R$ 275 milhões (+26%) e de R$ 506 milhões (+36%) no segundo trimestre e primeiro semestre de 2015. As receitas totais se expandiram em 10% no trimestre e 13% no acumulado do ano, apesar dos sinais de dificuldade da economia. O grupo destaca, em comunicado divulgado nesta terça-feira que obteve crescimento tanto no resultado operacional quanto no resultado financeiro. O ROAE foi de 20,6% no segundo trimestre e de 19% no primeiro semestre do ano.

Na operação de seguros, os prêmios auferidos cresceram 7% no trimestre e 11% no semestre, em grande parte favorecidos pelo crescimento do número de itens. O número de veículos segurados atingiu 5,2 milhões (+7%) e o número de residências aumentou em cerca de 376 mil itens (+21%), alcançando 2,3 milhões de residências seguradas, informa o comunicado obtido pelo blog Sonho Seguro.

O desempenho operacional de seguros, demonstrado pelo índice combinado, melhorou nos dois períodos, alcançando 95,3% no 2T15 e 96,2% no 1S15, fruto principalmente da queda na sinistralidade. A ações para redução do risco e uma menor frequência de sinistros contribuíram para esta redução, em especial na Azul. O índice de despesas administrativas permaneceu estável no 2T15 e decresceu 0,2 ponto percentual no acumulado do ano.

Nas empresas financeiras e de serviços, as receitas cresceram 19% e 23% no 2T15 e 1S15 respectivamente, resultado sobretudo da evolução das receitas de operações de crédito (cartão de crédito e financiamento), impulsionadas pela expansão da carteira.

O resultado financeiro apresentou um aumento de 24% no trimestre, explicado pelos investimentos em títulos indexados a inflação que apresentaram uma performance acima do índice de referência e também por um CDI médio maior no período. A rentabilidade trimestral da carteira foi de 3,05% (101% do CDI) e de 6,13% (104% do CDI) no ano, excluindo-se os recursos previdenciários.

Seguridade representa 12,7% do lucro de R$ 6,1 bi obtido pelo Itaú no 2o. tri

itau logoO braço de seguridade do Itaú, com expectativa de avançar entre 9,5% e 11,5% em 2015, é um tema destacado no balanço do banco divulgado nesta terça-feira. O lucro líquido recorrente do grupo atingiu R$ 6,1 bilhões no segundo trimestre de 2015, com crescimento de 5,6% em relação ao trimestre anterior e de 23,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento do resultado no segundo trimestre de 2015 em relação ao trimestre anterior deve-se principalmente aos crescimentos de 4,1% de margem financeira com clientes e de 3,8% das operações com seguros, previdência e capitalização, aliados ao menor resultado de créditos de liquidação duvidosa. Esses crescimentos foram parcialmente compensados pela redução de 16,5% de nossa margem financeira com o mercado e pelo aumento de 1% das despesas não decorrentes de juros.

No primeiro semestre de 2015, o lucro recorrente foi de R$ 11,9 bilhões, com crescimento de 25,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A evolução desse resultado deve-se, principalmente ao crescimento de 17,5% do produto bancário, compensado parcialmente pelos aumentos de 6,7% das despesas não decorrentes de juros e de 26,6% de nossas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa.

Seguridade – As atividades foco do Itaú nesse segmento consistem na oferta de produtos massificados de Pessoas, Patrimoniais, Prestamista, Previdência e Capitalização. As demais atividades de seguros correspondem aos produtos de garantia estendida, saúde, participação no IRB e outros, informa o comunicado distribuído pelo banco e analisado pelo blog Sonho Seguro.

O Itaú afirma que continua a concentrar esforços na distribuição através de canais próprios, priorizando vendas através dos canais mais eficientes, que geram impactos positivos na rentabilidade. “Nossos ca- nais prioritários passaram a representar 54% das vendas a corren- tistas. As vendas em caixas eletrônicos cresceram 17,7% em relação ao trimestre anterior e 51,2% em relação ao mesmo trimestre de 2014, e representaram 15% das vendas a correntistas”, detalha. As vendas de capitalização cresceram 21,4% no canal bankfone e 17,8% no canal bankline em relação ao trimestre anterior. Esses canais res- pondem por 9% das vendas de capitalização a correntistas.

Na Itaú Seguridade, o lucro líquido recorrente atingiu R$ 782 milhões no segundo trimestre de 2015, 9,7% maior que o trimestre anterior e 4,6% maior que o mesmo período do ano anterior. O lucro líquido recorrente das atividades foco foi de R$ 740 milhões no segundo trimestre de 2015, aumento de 7,7% em relação ao primeiro trimestre de 2015, com destaque para o aumento da margem financeira gerencial e do resultado de equivalência patrimonial decorrente da participação na Porto Seguro. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o aumento foi de 7,0%.

As demais atividades de seguros apresentaram, no trimestre, lucro líquido recorrente de R$ 42 milhões, aumento de 64,1% em relação ao trimestre anterior, influenciado principalmente pelo aumento do resultado de equivalência patrimonial decorrente da participação no IRB. Em relação ao segundo trimestre de 2014, houve redução de 24,8% em função, principalmente, da venda da carteira de grandes riscos e menor resultado de equivalência patrimonial.

O retorno recorrente anualizado de operações de seguros alcançou 90,9% no período, apresentando aumento de 9,1 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. O índice de seguridade, que demonstra a participação do lucro líquido recorrente de Seguros, Previdência e Capitalização em relação ao lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco, atingiu 12,7%, aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

IRB muda presidente a dois meses da abertura de capital

Fonte: O Globo

A apenas dois meses de abrir o captai na Bolsa de Valores, o IRB RE (ex-Insttuto de Resseguros do Brasil) trocou o canando. Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, o presidente Leonardo Paixão foi exonerado ontem na reunião do Coreelho Diretor. A pressão dos sócios prividos foi o que teria provocado a sua queda e a ascensão de José Carlos Cardoso, que assume a tarefa de gerir a empresa durante o lançamento inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Maior resseguradora da América Latina, o IRB RE faz o “seguro do seguro”, ou seja, cobre o risco das seguradoras, mecanismo normalmente usado em operaçõei de grande porte, como a proteção para acidentes em plataformas de petróleo) ou desastres aéreos, por exemplo.

A abertura de capital do IRB RE deve proporcionar um elevado pagamento de tributos, e, por isso, a operação é encarada pela governo como uma das alternativas pan reforçar o caixa do Tesouro e tentar fechar as contas neste ano. No entanto, a troca de presidentes num momento como este faz com que a União perca influência dentro do IRB.

A ligação entre o lançamento de ações e o uso dos recursos para reforçar o caixa do governo preocupa os acionistas privados e motivou a mudança no comando. O argumento usado foi que um nome mais amigável ao mercado poderia agradar investidores. “Isso tira o dedo do governo. A ideia é dar cara de empresa puramente privada”,revelou uma fonte sob condição de anonimato.

Outra fonte a par da mudança, que tira poder da União e do Banco do Brasil, confirmou que os sócios privados fizeram pressão pela troca no comando da empresa. Com a alteração, os bancos privados – Bradesco e Itaú – ganham mais espaço no comando do IRB Brasil RE. Foram as duas instituições financeiras que indicaram Cardoso para a vice-presidência de Resseguros, cargo que ocupava até a decisão do conselho.

Cardoso ficará à frente do IRB durante o IPO, que deve arrecadar cerca de R$ 4 bilhões. A operação é esperada para a primeira semana de outubro. Além de ser uma grande injeção de capital na instituição, deve render bom dinheiro para o governo federal, que anda com dificuldades de fechar suas contas.

Se, com a venda de 40% do capital no mercado secundário (os recursos não passarão pelo caixa da empresa, mas irão direto para os acionistas), o IRB conseguir captar R$ 4 bilhões, só o pagamento de Imposto de Renda e Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) deve render ao governo federal a quantia de R$ 1,8 bilhão.

A mudança dos executivos foi encarada internamente como o último passo antes da formalização do pedido de IPO para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que deve ocorrer no dia 14 deste mês.

DIRETOR FINANCEIRO TERÁ MAIS FUNÇÕES

Com a nomeação de Cardoso para a presidência, o diretor financeiro, Fernando Passos, ganha mais poder dentro do IRB RE. Ele também é um dos indicados pelos sócios privados e deve ter as funções ampliadas. Assumirá parte das atribuições que eram do atual chefe. Entre elas, está o controle dos escritórios no exterior, em Londres, Nova York e Argentina. Outra nova tarefa é comandar a gestão de sinistros.

A assessoria de imprensa do IRB RE foi procurada no início da noite – por telefone e e-mail – mas não retomou os contatos até o fechamento desta edição.

XP recomenda BB Seguridade e SulAmérica

bolsaA XP Investimentos divulgou análise de duas seguradoras:

BB Seguridade – Consideramos atrativo o fato de que o setor de seguros ser ainda inicial no Brasil, considerando o todo da economia. Seguimos vendo a empresa como uma excelente forma de se expor a um setor com crescimento acima da média e menos correlacionado com o desempenho agregado. A empresa é bastante lucrativa, com retorno alto, capilaridade e ampla capacidade de expansão a partir da baixa penetração na base de cliente do Banco do Brasil. Atualmente a empresa negocia a múltiplo atrativo.

SulAmérica – A seguradora atua nos ramos de seguro saúde e odontológico, automóveis e outros ramos elementares. A companhia atua ainda nos segmentos de seguros de vida e acidentes pessoais, gestão de ativos, produtos de previdência privada e capitalização. Julgamos que a exposição a ativos expostos a elevação de juros é importante no momento econômico que atravessamos. A Sulamérica negocia a múltiplos baixos, 8x P/E 2015E, e acaba crescendo fortemente sua receita, apenas com os prêmios de seguros renovados e pagos anualmente, devido ao elevado patamar de juros. Assim, julgamos que a Sulamérica é uma boa opção de investimento no cenário atual, com valuation atrativo e setor que se beneficia desse cenário.