Despesas assistenciais continuam a crescer acima das receitas do mercado de Saúde Suplementar

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As receitas de contraprestações do mercado de Saúde Suplementar – única fonte de recursos do segmento, proveniente das mensalidades pagas por beneficiários e empresas empregadoras – aumentaram 12,8% nos 12 meses terminados em setembro de 2015, em comparação com os 12 meses imediatamente anteriores. Já as despesas assistenciais (que englobam gastos com consultas, exames, internações, terapias e outros) cresceram 14,9%, no mesmo período analisado. A análise é da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), com base nas demonstrações contábeis que as operadoras de saúde enviam regularmente à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Observa-se significativa redução no ritmo de crescimento dessas taxas, entretanto a desaceleração foi mais forte nas receitas de contraprestações (5,0 pontos percentuais) do que nas despesas assistenciais (2,1 pontos percentuais), o que agrava a situação financeira do setor. Essa redução no ritmo de expansão das taxas reflete a retração no número de beneficiários de planos médicos, de 0,3%, no período. Esses resultados decorrem, dentre outros fatores, da piora do cenário econômico e do mercado de trabalho formal nos últimos meses.

Elaboração FenaSaúde.

Despesas totais da Saúde Suplementar aumentaram 13,8% entre setembro de 2015 e setembro de 2014,
e acima das receitas de contraprestações, que cresceram 12,8%

As despesas totais do setor de Saúde Suplementar – soma dos gastos assistenciais e administrativos – alcançaram R$ 143,6 bilhões e cresceram 13,8% nos 12 meses terminados em setembro de 2015, na comparação com o mesmo período encerrado em setembro de 2014. Neste mesmo período, as receitas de contraprestações somaram R$ 143,2 bilhões, um aumento de 12,8% na mesma base comparação. Dessa forma, o resultado operacional do setor foi negativo, de R$ 0,4 bilhão nos 12 meses terminados em setembro de 2015.

Alta das despesas assistenciais, de 14,9% ao ano, eleva a sinistralidade a 82,7%

A expansão das despesas assistenciais do setor de Saúde Suplementar – que totalizaram R$ 118,3 bilhões nos 12 meses terminados em setembro de 2015, ante o mesmo período findo em setembro de 2014 – elevou a sinistralidade do mercado de Saúde Suplementar para 82,7%. Considerando apenas as operadoras do segmento médico-hospitalar (medicina de grupo, cooperativa médica, seguradora especializada em saúde, filantropia e autogestão), a sinistralidade foi de 84,4%.

Provisões técnicas atingiram R$ 29,8 bilhões em setembro

O mercado de Saúde Suplementar constituiu mais de R$ 29,8 bilhões em provisões técnicas – posição até setembro de 2015. Esse montante corresponde a 20,8% das receitas acumuladas em 12 meses, período até setembro de 2015. As provisões técnicas são o lastro financeiro que formam as garantias para os riscos assumidos pelas operadoras com beneficiários de seguros e planos, e com os prestadores de serviços.

Yasuda Marítima entra no mercado de seguro viagem por meio de parceria com Travel Ace

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Yasuda Marítima e Travel Ace Assistance acabam de firmar uma parceria que marca a entrada da seguradora no mercado de seguro viagem. A decisão visa contribuir para o incremento da oferta pela empresa de assistência, que atende mais de três milhões de clientes/ano no Brasil. A Yasuda Marítima é uma empresa do Grupo Sompo Holdings, uma maiores seguradoras do mundo, enquanto a Travel Ace Assistance é líder na América Latina em assistência ao viajante.

A partir de agora, a Yasuda Marítima passa a ser a responsável pelo seguro viagem que integra todos os produtos da Travel Ace. Isso inclui viagens nacionais ou internacionais (aéreas, marítimas e rodoviárias), os segmentos de turismo de lazer, estudos e negócios. Os novos produtos já incluem as coberturas com despesas médicas, hospitalares e odontológicas na contratação do Seguro Viagem para o exterior, o que atende à Resolução Normativa 315, medida da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), que entra em vigor em março de 2016.

A contratação do serviço garante ressarcimento de despesas farmacêuticas, coberturas nos casos de invalidez permanente total ou parcial por acidente em viagem; passagem aérea ida e volta para um familiar acompanhar o viajante em caso de acidente, traslado de menor de idade, ressarcimento por gastos em caso de atraso de bagagem, indenização à família em caso de morte acidental durante a viagem, traslado do corpo e de profissional médico. Também podem ser contratadas coberturas por cancelamento ou interrupção de viagem, perda ou roubo de cartão de crédito, seguro contra perda ou dano de bagagem, incluindo aquela considerada especial (instrumentos musicais, pranchas de surf, tacos de golfe, bicicleta, equipamentos esportivos e carrinhos de bebê), entre outros.

Seguro Viagem

O mercado de seguro viagem cresce ano a ano no país. Segundo dados da SUSEP, entre janeiro e setembro de 2015, modalidade movimentou mais de R$ 157,7 milhões, cerca de 52% a mais do que os R$ R$ 103,8 milhões observados no mesmo período de 2014. Só em São Paulo, estado responsável por 73% do total contratado, o aumento no período foi de 50% e atingiu R$ 115,1 milhões; seguido do Rio Grande do Sul (4% ou R$ 9,6 milhões; Rio de Janeiro (38% ou R$ 9 milhões e Paraná, (248% ou R$ 6,5 milhões.

A região com o maior índice de crescimento percentual no valor de contratações de Seguro Viagem entre janeiro e setembro de 2015 frente ao mesmo período do ano passado foi a Região Nordeste, com 161% (R$ 9,6 milhões); seguida da Região Sudeste, com 49% (R$ 127,8 milhões); Sul, com 46% (R$ 17,4 milhões); Distrito Federal, com 36% (R$ 1,2 milhão); Centro Oeste, com 33% (R$ 1 milhão) e Norte, com 28% (R$ 612,7 mil).

O maior índice de crescimento no valor de contratações de seguro viagem entre janeiro e setembro de 2015 frente ao mesmo período do ano passado foi da Região Nordeste, com 161% ou R$ 9,6 milhões; seguida da Região Sudeste, (49% ou R$ 127,8 milhões); Sul (46% ou R$ 17,4 milhões); Distrito Federal, (36% ou R$ 1,2 milhão); Centro Oeste, (33% ou R$ 1 milhão) e Norte (28% ou R$ 612,7 mil).

Tokio Marine participa da Black Friday

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A Tokio Marine Seguradora, subsidiária de um dos maiores grupos do mercado de seguros no mundo, tem uma grande novidade para quem deseja adquirir seguros. A empresa participa pela primeira vez da Black Friday, na próxima sexta-feira, dia 27, concedendo descontos de até 20% na cotação dos Seguros PME Vida em Grupo, AP Coletivo, AP Escolar e AP Passageiro. Já nos produtos Tokio Marine Auto e Auto Clássico, o desconto será de até 15% em centenas de modelos de veículos para novos segurados e renovação de congêneres.

Para ter acesso à oferta, o Corretor que trabalha com os seguros de Vida da Tokio Marine precisa apenas acessar o Portal Nosso Corretor e fazer a cotação. O desconto de até 20% será concedido pelo Gerente Comercial de Vida.

O desconto do seguro de automóvel será feito pela funcionalidade “Super Oferta”, mecanismo de incentivo a vendas do Cotador Tokio Auto (CTA), que aplica o abatimento diretamente na cotação e em tempo real. O CTA está disponível no Portal Nosso Corretor e pode ser acessado também em smartphones e tablets. Estas cotações têm validade de sete dias. Assim, os Corretores podem antecipar as vendas e fazer muito mais negócios no dia da megaliquidação.

“A Black Friday é o maior evento de descontos do comércio varejista dos Estados Unidos, desde a década de 1960, e já se tornou tradição também no Brasil. Estamos atentos ao comportamento dos consumidores nacionais e vamos oferecer oportunidades para que iniciem a temporada de compras de final de ano com vantagens reais”, afirma o Diretor Executivo de Produtos Massificados, Marcelo Goldman.

SulAmérica integra, pelo sétimo ano consecutivo, o ISE da BM&FBovespa

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A SulAmérica informa que integra novamente o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa. É a sétima vez consecutiva que a empresa se destaca no ISE, que avalia as práticas de gestão das companhias de capital aberto. Entre os critérios da seleção, são considerados a eficiência econômica, o equilíbrio ambiental, a justiça social e a governança corporativa das empresas.

A mais recente carteira do ISE foi anunciada nesta quinta-feira, 26 de novembro, e vigorará de 4 de janeiro de 2016 a 29 de dezembro de 2016. Reúne 40 ações de 35 companhias, que representam 16 setores e somam R$ 960,52 bilhões em valor de mercado, o equivalente a 44,75% do total do valor das companhias com ações negociadas na Bolsa de Valores, com base no fechamento de 24 de novembro de 2015.

“Estamos bastante felizes e orgulhosos pelo reconhecimento. A SulAmérica tem o compromisso de adotar as melhores práticas de sustentabilidade em suas ações. Entre elas, destacamos o investimento em gerenciamento e políticas para questões relacionadas ao meio ambiente e gestão dos recursos”, afirma Tomas Carmona, superintendente de Sustentabilidade da companhia.

As novas instalações da SulAmérica são exemplos do envolvimento da empresa com a sustentabilidade. No bairro de Pinheiros, em São Paulo, foi construída uma moderna estrutura aliada ao conceito de construção verde e um ambiente de alta integração e cooperação. O empreendimento segue padrões internacionais do Green Building Council. O novo edifício atende a requisitos como sustentabilidade do espaço, racionalização do uso da água, eficiência energética, qualidade ambiental interna e de materiais utilizados na obra, assim como a matriz da companhia no Rio de Janeiro.

Gestão transparente
A nova carteira do ISE registrou um aumento da transparência por parte das companhias. A porcentagem de empresas que autorizaram a abertura das respostas do questionário saltou de 85% para 94%. Em 2015, 33 de 35 empresas autorizaram e no ano passado, 34 de 40. Assim como nas últimas edições, a SulAmérica está entre as que permitiram a publicação das respostas no site do índice: www.isebvmf.com.br.

Sobre o ISE
Lançado em 2005, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) busca criar um ambiente de investimento compatível com as demandas de desenvolvimento sustentável da sociedade contemporânea e estimular a responsabilidade ética das corporações. Foi originalmente financiado pela International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, e seu desenho metodológico é responsabilidade do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP).

Sobre boatos da troca de comando na Susep

sustentabilidasdeTodos parecem cansados da forma como a política é feita no Brasil. Até a morte é usada como moeda de troca. Há tempos temos boatos de que Roberto Westenberg, titular da Superintendência de Seguros Gerais (Susep), pode ser tirado do cargo. Ele diz desconhecer a mais recente tentativa e fofocas, que tem invadido as redações de jornais, revistas e portais. Mas tem consciência de que se trata de um cargo político, porém blindado recentemente a técnicos. A própria presidente Dilma chegou a declarar que quer técnicos.

Obviamente que divulgar nota negando não estanca o que há meses se comenta no meio político. É público que o PTB tem a expectativa de voltar a ocupar o comando da Susep e da Casa da Moeda, mas o ministro Joaquim Levy resiste. E resiste por que? Por que o cara é técnico, faz o seu trabalho mesmo com todas as limitações que tem, como recursos financeiros, tecnológicos e de pessoas.

O assédio ao cargo da autarquia que regula o mercado segurador brasileiro, com vendas de R$ 200 bilhões em 2014 e que deve crescer 10% neste ano, voltou com a morte de Marco Antonio Rossi, em 10 de novembro. Rossi, como presidente do maior grupo segurador e também da CNseg, tinha grande poder de influência nas decisões. Técnicas e políticas. No setor, no governo, na Bradesco. A pressão dos políticos de plantão é testar para saber se o mercado segurador já tem um homem forte para substituir Rossi e blindar o setor de aventureiros ou pessoas que não sejam técnicas.

Eu diria que mesmo com a popularidade em baixa, a presidente Dilma tem olhado com bons olhos para o mercado segurador. O ministro Joaquim Levy, mesmo com tanta pressão e boatos de que está de saída, busca sedimentar o caminho para que investidores, dentro e fora do país, se animem para tirar projetos de infra-estrutura do papel e impulsionar o crescimento do país. Por essas e outras, acredito que o trabalho feito por Rossi à frente do setor, tornando-se o principal porta voz da história da indústria de seguros por suas atitudes nos pelos menos 10 últimos anos, o setor, se não tem alguém que assuste gente interesseira e oportunista, tem muitos técnicos de plantão e receptividade no planalto.

Obviamente não é um trabalho fácil lidar com políticos e empresários do calibre daqueles envolvidos na Lava Jato e que foram presos com denúncias como a gravação divulgada ontem e que culminou na prisão do senador Delcídio Amaral, inédita na história do país, e do banqueiro André Esteves, um dos homens mais rico do país. Mas é válido lutar pelo que acreditam e ver o mercado crescer mesmo com o descompasso da economia. Além de crescer, as empresas do setor vendem proteção. Paga indenizações de vidas perdidas brutalmente em assassinatos, dívidas de pessoas que pegaram empréstimos para comprar a casa própria e agora estão desempregadas e também permite que milhões de pessoas sejam atendidas em hospitais por administrar planos de saúde mesmo com todo o nó que está a legislação de saúde suplementar.

Roberto Westenberger assumiu o comando do órgão regulador do mercado segurador em fevereiro de 2014. Formado em ciências atuariais, pela UFRJ, e em engenharia elétrica, pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), Westenberger é mestre em estatística aplicada, pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Especialista em gestão de riscos, ele também é Ph.D. pela City University, de Londres. Ele assumiu a Susep no lugar de Luciano Portal Santanna, que ficou no comando da autarquia por dois anos e meio e também era ligado ao PTB.Tem feito um trabalho respeitado dentro e fora do Brasil.

Um dos nomes cotados para para assumir o comando da Susep, segundo fontes que pediram anonimato, é de Igor Barenboim, Secretário-Adjunto de Política Microeconômicas do Ministério da Fazenda. É bacharel em economia pela Pontificia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), mestre e Ph.D. em economia pela Universidade de Harvard. Foi membro da equipe fundadora da Gávea Investimentos. Em 2002, foi interno, pela Organização das Nações Unidas (ONU), na Comissão Econômica para a América Latina (Washington D.C.).

Ambos são qualificados. Mas a pergunta que fica é: por que mudar? Quem ganha e quem perde o que?

Importante pensar a respeito. Importante se comprometer em construir um país melhor. Importante lutar por algo que acreditem. Afinal, Deus está vendo tudo. E no final de tudo será só entre Ele e nós. Pensem nisso.

BB e Mapfre dá até 30% de desconto na Black Friday

A BB e Mapfre divulgou release informando que na próxima sexta-feira (27), durante às 24 horas da Black Friday, os consumidores que contratarem um novo seguro para o seu automóvel nos canais digitais do grupo e terão até 30% de desconto no valor da apólice e mais 40% de desconto na instalação de película de segurança dos vidros. As vendas acontecerão por meio dos sites BB Seguros (www.bbseguros.com.br) e Mapfre Seguros (www.segurosmapfremais.com.br) e poderão ficar até 30% mais baratas. Os descontos podem variar de acordo com as coberturas escolhidas.

Além do desconto no valor do seguro, os consumidores que contratarem uma apólice nesta data terão ainda 10 dias de carro reserva grátis. Os clientes que contratarem também uma das coberturas para vidros (básica, top plus ou vidros logomarca) ganharão ainda 40% de desconto na instalação da película de segurança nas lojas da Auto Glass. No site do BB Seguros, os cliente poderão contratar ainda o produto BB Seguro Residencial com 11,5% de desconto durante a Black Friday.

O diretor geral de Administração, Finanças e Marketing da BB e Mapfre, Gilberto Lourenço, comenta que “os brasileiros estão cada vez mais habituados a efetuar a compra de bens e serviços por meio do comércio eletrônico. Por isso, acreditamos que esta será uma excelente oportunidade para os consumidores contratarem um seguro para o seu veículo com um desconto muito especial”, conclui. Os valores promocionais estarão disponíveis apenas no dia 27/11, durante às 24 horas da Black Friday.

Na gravação, Delcídio Amaral reclama das seguradoras dificultarem o pagamento

Escute no link do Valor a gravação de 1h36 entre o advogado Edson Ribeiro, senador Delcídio Amaral e o filho do ex-dirigente da Petrobras, Bernardo Cerveró, que gravou a conversa e entregou, levando à prisão de Delcidio Amaral e do banqueiro André Esteves. Lá com 1h de conversas começam os comentários sobre as seguradoras estarem abusando da situação… Investigando demais … Que querem entender melhor antes de pagar o D&O da Petrobras, que essa investigação é praxe na seguradora … mas o advogado Travassos vai tentar resolver essa situação até o final de novembro … Interessante ouvir o trecho, recomenda o blog Sonho Seguro.

http://www.valor.com.br/politica/4329340/stf-mantem-prisao-de-delcidio-e-esteves-ouca-gravacao

FenaSaúde propõe agenda positiva de transformação da Saúde Suplementar no Brasil

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O 1º Fórum da Saúde Suplementar, promovido pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), estabeleceu uma agenda para a transformação positiva do setor no Brasil. As propostas visam à conquista de mais equilíbrio e garantia de sustentabilidade para a Saúde Suplementar, envolvendo todos os entes da cadeia, como as operadoras de planos de saúde, os prestadores de serviços, os órgãos reguladores, o Governo, a sociedade, e beneficiando, principalmente, os consumidores de planos de saúde.

“O Fórum da Saúde Suplementar superou em muito as expectativas que tínhamos. Os sentimentos que tenho, depois de produzirmos tantas ideias, são de pressa e de como proceder para colocar em prática todas as iniciativas indicadas”, afirmou Marcio Coriolano, presidente da FenaSaúde.

Mas, destacou ele, nenhuma dessas propostas será implementada sem a participação de todos os agentes do setor, principalmente os consumidores. “Não pode ser uma ideia privada da FenaSaúde. Deve ser compartilhada com outros fóruns, entidades e representações, para acelerar o aprofundamento da discussão. Temos uma tarefa importante, que é convencer a sociedade de que a Saúde Suplementar precisa de ajustes profundos para que o segmento se mantenha sustentável e com perspectivas de crescimento”, observou.

As propostas defendidas pela FenaSaúde e apresentadas no encerramento do Fórum da Saúde Suplementar estão distribuídas em três linhas de ação: Informação como Agente de Mudança; Organização da Assistência e Remuneração; Preservando o Acesso e Diversidade de Produtos. No total, foram elencadas 11 ações concretas – distribuídas entre as dimensões indicadas –, que podem começar a ser implementadas de imediato. A FenaSaúde criará grupos de trabalho para que as ações propostas para cada uma das linhas sejam postas em prática, num movimento que, para ser bem-sucedido, exigirá coordenação do setor privado com o poder público, em especial os órgãos reguladores.

No tópico Informação como Agente de Mudança, as ações propostas são: reforçar sistemas de apoio à divulgação de informações de custos e preços dos serviços assistenciais, de forma a ter informação rigorosamente técnica, confiável, auditada, comparável e clara para o entendimento e uso dos consumidores; apurar indicadores de tempo médio de internação hospitalar e reinternação (readmissão em 30 dias por qualquer causa) como primeiras proxys para avaliar qualidade do atendimento; apoiar a disponibilização do CID de forma a melhor conhecer o perfil da população da saúde suplementar; apoiar o uso de ferramentas de analytics e big data para estudos epidemiológicos, preditivos e de gerenciamento de crônicos.

Na dimensão Organização da Assistência e Remuneração, as ações propostas são: reformular o modelo de assistência à Saúde Suplementar; desenvolver modelo de assistência à Saúde Suplementar, com foco na atenção integrada aos idosos portadores de doenças crônicas, em que o cuidado seja coordenado e organizado hierarquicamente; avaliar a viabilidade das operadoras integrarem e compartilharem a rede assistencial para idosos, iniciando com projeto piloto em Copacabana, no Rio de Janeiro; desenvolver infraestrutura de apoio ao controle de acesso, a fim de evitar o absenteísmo e desperdício; adoção de novas formas de remuneração, que alinhem incentivos financeiros com as melhores práticas.

As questões ligadas ao tema Preservando o Acesso e Diversidade de Produtos estimulam o consumo consciente do benefício e a ampliação dos perfis de produtos disponíveis para os beneficiários. As ações são: desenvolver incentivos que estimulem o uso adequado dos planos, gerando, para o beneficiário, interesse na gestão de saúde e finanças pessoais; viabilizar novos produtos adaptáveis à situação brasileira e que possibilitem um maior leque de escolhas para as pessoas e empresas (produtos com franquias; VGBL Saúde e oferecimento de produtos com acumulação; oferta de produtos regionalizados compatíveis com as redes existentes; e Parcerias Público-Privadas: central de compras, avaliação de tecnologias, conscientização e promoção da saúde).

Abaixo a listagem completa de ações propostas:

Informação como Agente de Mudança

> Reforçar sistemas de apoio à divulgação de informações de custos e preços dos serviços assistenciais, de forma a ter informação rigorosamente técnica, confiável, auditada, comparável e clara para o entendimento e uso dos consumidores;

> Apurar indicadores de tempo médio de internação hospitalar e reinternação (readmissão em 30 dias por qualquer causa) como primeiras proxys para avaliar qualidade do atendimento;

> Apoiar a disponibilização do CID de forma a melhor conhecer o perfil da população da Saúde Suplementar;

> Apoiar o uso de ferramentas de analytics e big data para estudos epidemiológicos, preditivos e de gerenciamento de crônicos.

Organização da Assistência e Remuneração

> Reformular o modelo de assistência à Saúde Suplementar;

> Desenvolver modelo de assistência à Saúde Suplementar, com foco na atenção integrada aos idosos portadores de doenças crônicas, em que o cuidado seja coordenado e organizado hierarquicamente;

> Avaliar a viabilidade das operadoras integrarem e compartilharem a rede assistencial para idosos, iniciando com projeto piloto em Copacabana;

> Desenvolver infraestrutura de apoio ao controle de acesso, a fim de evitar o absenteísmo e desperdício;

> Adoção de novas formas de remuneração, que alinhem incentivos financeiros com as melhores práticas.

Preservando o Acesso e Diversidade de Produtos

> Desenvolver incentivos que estimulem o uso adequado dos planos, gerando, para o beneficiário, interesse na gestão de saúde e finanças pessoais;

> Viabilizar novos produtos adaptáveis à situação brasileira e que possibilitem um maior leque de escolhas para as pessoas e empresas:

Produtos com franquias;
VGBL saúde e oferecimento de produtos com acumulação; Oferecimentos de produtos regionalizados compatíveis com as redes existentes;
Parcerias Público-Privadas: central de compras, avaliação de tecnologias, conscientização e promoção da saúde.

Andre Esteves, presidente e acionista do BTG Pactual, foi preso em sua casa no RJ

O mercado financeiro, inclusive as seguradoras, foram surpreendidos com a notícia de que Andre Esteves, presidente e acionista controlador do Banco BTG Pactual teve a prisão preventiva decretada pelo Ministério Público por suspeita de obstruírem a operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de corrupção que envolve a Petrobras. O grupo tem atuação também em seguros, com seguradora e resseguradora.

A agência Reuters informa que o bilionário de 47 anos vem guiando a instituição financeira por momentos turbulentos no mercado brasileiro de capitais, à medida que a economia enfrenta recessão. Esteves possui patrimônio de cerca de US$ 2,2 bilhões, de acordo a revista Forbes. O BTG Pactual é o sexto maior banco do Brasil e o maior banco de investimentos independente da América Latina.

O advogado de Esteves, Antônio Carlos de Almeida Castro, disse a jornalistas no STF que seu cliente está “tranquilo” e “certamente” não participou de tratativas para obstruir delação premiada no âmbito da Lava Jato.

“Tanto é que a prisão decretada dele, embora seja muito grave, é temporária e não preventiva. A regra é que quem tenta interferir no processo tenha prisão preventiva decretada”, afirmou o advogado.

Procurado, o BTG Pactual informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a instituição “está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e vai colaborar com as investigações”.

O Banco Central informou, por meio de nota, que está monitorando o impacto da prisão de Esteves sobre o BTG Pactual, acrescentando que a “instituição apresenta robustos indicadores de solidez financeira e continua atuando normalmente no mercado”.

“Cumprindo sua missão institucional de assegurar a solidez do sistema financeiro, o BC monitora o impacto dos acontecimentos para a instituição regulada”, informou o BC.

Agência Estado: Banco do Brasil e Bradesco criam banco voltado para a população de baixa renda

Fonte: Agência Estado

O Bradesco e o Banco do Brasil receberam aval do Banco Central para operar um novo banco com foco na população de menor renda. A instituição deve começar a funcionar no próximo ano e terá na largada R$ 1 bilhão em empréstimos e operações com cartões que virão da financeira Ibi Promotora, controlada pelos dois bancos.

A criação de um banco para a baixa renda é mais um passo na parceria do Bradesco e do Banco do Brasil. Nos últimos anos, as duas instituições estreitaram suas relações e lançaram várias empresas em sociedade. Já são sócias na Alelo, de cartões de benefícios e de cartões pré-pagos; na Movera, de microcrédito; na Stelo, de meios eletrônicos de pagamentos; na Livelo, de programa de fidelidade; e na financeira Ibi.

O lançamento dessas companhias faz parte da estratégia definida pelo Bradesco e pelo Banco do Brasil na época de criação da Elo Participações, em 2011, holding estruturada para deter fatias em várias empresas das duas instituições. O Bradesco detém 50,01% da Elo Participações e o BB, os outros 49,99%.

Ao lançar o banco para a baixa renda, Bradesco e BB miram cerca de 160 milhões de brasileiros que recebem até três salários mínimos mensais (R$ 2.364) e que, em muitos casos, não têm conta em bancos. Números do Banco Central confirmam o potencial desse mercado: das 56 milhões de pessoas que tomaram crédito no ano passado, 34 milhões são de baixa renda.

Além de crédito ao consumidor, o novo banco, que ainda não foi batizado, mas pode se chamar Elo, vai distribuir cartões de crédito e cartões pré-pagos. Também vai conceder empréstimos por meio dos cartões. O banco ajudará a desenvolver a bandeira de cartão de crédito Elo, uma sociedade do Bradesco, com Banco do Brasil e com Caixa Econômica Federal. No futuro, o novo banco poderá oferecer outros produtos financeiros para as classes C, D e E, de acordo com fontes ligadas às empresas.

Apesar do potencial, o público de baixa renda é o que registra maior índice de inadimplência. Os tomadores de crédito com ganho mensal de até três salários mínimos, além de serem os mais endividados, segundo o BC, têm mais da metade da renda comprometida com o pagamento de juros de dívidas. Por isso, o novo banco terá um modelo de concessão de crédito diferente da estrutura de outras instituições financeiras. O banco concederá empréstimos de valores baixos. À medida que o cliente demonstre maior fôlego financeiro, ele poderá tomar empréstimos maiores.

O novo banco aguardava a chancela do BC para atuar há cerca de três anos. Nesse período, BB e Bradesco colocaram a operação de pé. Agora, segundo fontes, está na fase final de estruturação. Como vai apoiar a financeira Ibi, o banco utilizará sua rede de correspondentes bancários, com 145 unidades, uma vez que boa parte da população de baixa renda não usa agências bancárias tradicionais.

Comandando a operação, ficará, conforme uma fonte, Carlos Giovane Neves. Recentemente, o executivo deixou a diretoria da Bradesco Cartões para chefiar a Ibi Promotora.

Procurados, Bradesco e BB confirmaram a autorização do BC para a constituição do novo banco com foco na baixa renda e os planos quando do anúncio do acordo. A Alelo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que somente Bradesco e BB se pronunciam sobre o assunto.