Yasuda Marítima fecha parceria com Affinity e incrementa atuação na área de Seguro Viagem

Samy Hazan IIIRelease

A Yasuda Marítima, empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo – acaba de estabelecer uma parceria com a Affinity Seguro Viagem, empresa de assistência, com objetivo a atender aos clientes da empresa, seja em viagens nacionais, internacionais, com objetivo de lazer, trabalho ou estudo.

A partir de agora, a Yasuda Marítima passa a ser responsável por todo seguro viagem que integra todos os 46 produtos da Affinity. Vale considerar que, com isso, os produtos já estão adequados às novas regras do Seguro Viagem, que entraram em vigor no dia 26 de março. Instituídas pela Resolução Normativa 315, do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), as novas regras preveem, entre outros pontos, a cobertura de despesas médicas, hospitalares e odontológicas.

A contratação do serviço garante ressarcimento de despesas farmacêuticas, coberturas nos casos de invalidez permanente total ou parcial por acidente em viagem; passagem aérea ida e volta para um familiar acompanhar o viajante em caso de acidente, traslado de menor de idade, ressarcimento por gastos em caso de atraso de bagagem, indenização à família em caso de morte acidental durante a viagem, traslado do corpo e de profissional médico. Também podem ser contratadas coberturas por cancelamento ou interrupção de viagem, perda ou roubo de cartão de crédito, seguro contra perda ou dano de bagagem, incluindo aquela considerada especial (instrumentos musicais, pranchas de surf, tacos de golfe, bicicleta, equipamentos esportivos e carrinhos de bebê), entre outros.

Com isso, a Yasuda Marítima expande sua atuação no segmento de Seguro Viagem, ao estabelecer parceria com a Affinity, que alcançou mais de 165 mil cartões de assistência viagem em 2015 e atingiu um faturamento superior a R$ 31 milhões. A empresa disponibiliza seus planos em mais de 1,7 mil agências de viagem distribuídas pelo Brasil.

O mercado de Seguro Viagem apresentou crescimento de 47,2% e movimentou R$ 224,6 milhões em 2015 contra R$ 152,5 milhões em 2014, segundo dados da SUSEP – Superintendência de Seguros Privados. A região Sul foi a que apresentou maior índice, com 104% de crescimento (R$ 32,5 milhões em 2015), seguida pela Região Nordeste, com 101% (R$ 12,3 milhões). A Região Sudeste, que movimentou a maior parte das contratações (R$ 176 milhões), apresentou crescimento de 38%, seguida do Distrito Federal, com 25,1% (R$ 1,7 milhões), Centro Oeste, com 18% (R$ 1,3 milhões) e Norte, com 11% (R$ 786 mil).

“A parceria com a Affinity faz parte de nossa estratégia de expandir a atuação em segmentos com grande demanda e capilaridade no mercado. Para que funcionem bem, buscamos nessas parcerias, unir nossa expertise com a de empresas de reconhecido gabarito, como a Affinity”

“Nossa meta é de expansão. E a parceria com a Yasuda Marítima faz parte das estratégias para alcançarmos nossos objetivos. Além de aumentarmos o portfólio de produtos, devemos começar a atuar em estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o que vai aumentar mais ainda nossa abrangência. A expectativa é de que possamos atingir um crescimento de 65% no faturamento bruto, o que deve permitir alcançarmos a marca de R$ 50 milhões em 2016”.

Falta de cultura digital torna empresas brasileiras mais vulneráveis a riscos cibernéticos

Carlos Manino, Danielle Djouki, Gloria Faria e Patrícia Godoy OliveiraPor Márcia Alves

Segundo a especialista em Direito Digital, Patrícia Peck, além do atraso tecnológico, inclusive em matéria de conectividade, falta aos brasileiros a cultura digital. “Precisamos aprender a fechar a porta digital”, alertou ela durante o “Seminário Riscos Digitais – Segurança da Informação na Área de Seguros”, realizado pela APTS, sob a coordenação da diretora Maria Amélia Saraiva, no dia 30 de março, no auditório do Sindseg-SP, em São Paulo.

Na visão da especialista, a internet derrubou muros e decretou o fim da privacidade. “Hoje, com toda a mobilidade, a informação é mais fluída, em celulares, tablets, com pessoas trabalhando mobile em casa ou na praia, e estamos mais facilmente suscetíveis a vazamento de informações e quebra de sigilo profissional”, disse. Em sua opinião, a transição do papel para o digital deveria vir acompanhada de uma politica de segurança clara, com normas de uso de recursos de mobilidade e politica de classificação da informação nas empresas. “Mas não fizemos essas muralhas”, admite.

Um dos principais erros dos brasileiros no mundo digital, segundo ela, é “dar OK sem ler” os termos de uso de aplicativos. “Em tecnologia não existe almoço grátis. A moeda da sociedade digital é a informação”, disse. No caso Whatsapp, por exemplo, ao clicar em OK, a pessoa transferirá a propriedade de seus dados, além de se sujeitar às leis brasileiras, ao Direito Internacional Privado e ao MLAT. Esta sigla representa o Tratado de Assistência Jurídica Mútua investigação em jurisdição internacional e multi ordenamentos, que autoriza o FBI ou o Judiciário brasileiro a ter acesso às conversas no aplicativo.

“Empresas de seguros que quiserem armazenar dados de clientes na nuvem não devem contratar o Google Drive, sob o risco de descumprir a cláusula de confidencialidade contratual com o cliente”, disse Patrícia Peck. Ela explica que o simples upload de dados nesse serviço confere ao Google uma licença mundial para usar, hospedar, armazenar, reproduzir, modificar, criar obras derivadas (como aquelas resultantes de traduções), comunicar, publicar, executar e exibir publicamente e distribuir tal conteúdo. “E a licença perdura mesmo que se deixe de usar o serviço”, acrescentou.

Os riscos digitais também estão presentes nos lares brasileiros. Embora celular não seja brinquedo – e muito menos as redes sociais, tanto que a idade mínima para ter perfil no Facebook é 13 anos e para usar o Whatsapp é 16 anos -, quase toda criança tem um aparelho. Para Patrícia Peck, o erro começa pela mentira. Além de péssimo exemplo para as crianças, mentir a idade é crime de falsa identidade, previsto no artigo 307 do Código Penal. “Se mentiu para estar no Facebook, mentirá no currículo, no Linkedin e também para o chefe, quando não for trabalhar. Mentir é falta de ética e de caráter”, disse.

Promissor para o seguro

No cuidado com a segurança da informação estão em jogo, principalmente, os dados e a imagem da empresa. Durante o debate com a participação de especialistas, a coordenadora Maria Amélia Saraiva citou um estudo da consultoria americana EY, segundo o qual 63% das empresas brasileiras não possuem programas antiameaças e investem muito pouco em proteção. Patrícia Peck lembrou que entre as empresas de países desenvolvidos o cyber security costuma vir em destaque no annual report para evidenciar a preocupação com a proteção de ativos intangíveis, como reputação, patrimônio e informações.

Carlos Manino, sócio-diretor da TOTVS JuriTis, destacou que mais 70% dos ataques cibernéticos ocorrem de dentro para fora e não de fora para dentro. “Basta clicar num e-mail contaminado e o vírus se espalha”, afirmou. Danielle Djouki, superintendente Jurídica de Compliance e Sinistros da Fairfax Brasil Seguros Corporativos, relatou o caso de um banco que foi condenado na esfera cível porque um funcionário utilizava o computador da empresa para enviar ofensas a uma estudante de direito.

Para Patrícia Godoy Oliveira, diretora Jurídica e Compliance da AON Corretora de Seguros, a politica de segurança nas empresas deve ser seguida por todos, inclusive o alto escalão. Glória Faria, assessora Jurídica da CNseg, mencionou que o mercado de seguros convive com realidades diversas. Um exemplo é a microfilmagem de documentos que devem ser guardados por 20 anos, conforme determinação da Susep. “Além de ser uma tecnologia bastante ultrapassada é caríssima”, disse. Segundo ela, a CNseg e suas federação estão promovendo um movimento para que a guarda de documentos deixe de ser feita por microfilmagem.

A “versão física” da apólice, que deve ser entregue ao segurado, caso este solicite, conforme determina a Circular Susep 294/2013, não necessariamente precisa ser impressa. No entendimento de Patrícia Peck, o papel é apenas uma das formas físicas. “Digital é físico, vem da física. Tudo que tem átomos é físico. Logo, se está na tela do computador é físico e se estiver disponível para download ou geração de PDF também”, disse. Segundo ela, as dúvidas surgem porque “lemos algo que trata de uma inovação com o filtro da tradição no cérebro”, disse.

A especialista concluiu sua participação afirmando que ainda é preciso construir uma cultura de proteção contra riscos cibernéticos e que este é um mercado promissor para o seguro. “O seguro pode funcionar como um gerenciamento. Porém, será preciso trabalhar para criar a cultura digital, para que se compreenda o risco”, disse. No encerramento do evento, o presidente da APTS, Osmar Bertacini, elogiou o conteúdo apresentado e convocou o mercado a se empenhar para aumentar a oferta de seguros. “É o momento de as seguradoras despertarem para esse mercado, porque existe demanda”, disse.

Liberty Seguros aposta na internalização do fornecimento de peças de automóvel

liberty logoA Liberty Seguros implementou recentemente a internalização do processo de fornecimento de peças para sinistros ocorridos com clientes de seguros de automóvel. O projeto começou em março de 2015 e atendeu mais de 43 mil casos no ano passado.

Atualmente, mais de três mil sinistros são atendidos mensalmente pela área de fornecimento de peças. Estes casos incluem veículos nacionais e importados, além de automóveis de terceiros, movimentando cerca de 30 mil peças a cada mês.

Uma das principais vantagens da internalização do fornecimento de peças é garantir aos clientes que peças novas, genuínas e originais serão utilizadas nos reparos. Além disso, ao trazer esse processo para dentro da empresa, a seguradora pode monitorar o procedimento de compra e entrega das peças, identificando, por exemplo, a melhor relação entre preço e prazo de entrega.

“Em 2015, nosso principal foco foi a organização do departamento, composta por pessoas que trouxeram do mercado a expertise na área e funcionários que já tinham experiência em atendimento na Liberty”, diz Marcio Probst, diretor de Sinistros de Automóvel da Liberty Seguros. “Em 2016, nosso objetivo é amadurecer processos, garantindo que a iniciativa impacte positivamente o atendimento aos corretores e clientes”, finaliza.

Crise econômica afeta engajamento, mas diferenças entre gerações podem mudar o panorama das empresas

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Uma crise econômica, como a que vive o Brasil atualmente, tem impacto direto não só nas finanças das empresas, mas também no seu clima organizacional. É o que mostra o histórico do “Estudo de Tendências Globais de Engajamento dos Funcionários”, realizado anualmente pela consultoria em benefícios e capital humano Aon. A pesquisa desenvolvida em 2015 com nove milhões de funcionários de 1.000 empresas, em 164 países, com o objetivo de entender como o engajamento influencia nos resultados das companhias, apontou que a macroeconomia, as relações de trabalho e as tendências econômicas influenciam o comportamento dentro das organizações. “Em um contexto de problemas econômicos, o engajamento tende a variar para baixo devido ao fato de as empresas investirem menos em pessoas. Em contrapartida, há frustração dos indivíduos por esperarem por projetos que não são realizados ou que são desacelerados, já que diversos custos são reduzidos nesses períodos, além da incerteza sobre o seu crescimento pessoal”, afirma Agatha Alves, líder em desenvolvimento de liderança da Aon.

De acordo com a executiva, o clima organizacional em meio a um cenário de crise pode potencializar o conflito de gerações. De um lado, observam-se as novas gerações denominadas Y ou Millennials (que inclui indivíduos de 18 a 35 anos) se deparando, pela primeira vez, com uma severa turbulência político-econômica no País, e de outro as gerações que representam a maioria dos gestores, como baby boomers (BB) e X (nascidos até os anos 80), que ficam com o desafio de atender às grandes aspirações de carreira dos demais. “As diferentes metas e visões de mundo entre essas gerações não precisam ser encaradas como fontes de problemas, mas sim serem usadas pelos gestores para que as organizações passem de maneira menos traumática por esse momento”, explica Agatha.

Diante desse cenário, o papel da liderança é fundamental: a geração experiente vai precisar ajudar a mais nova a ajustar suas expectativas. “A geração X cresceu num contexto de grande conexão com os valores das organizações, por isso é peça importante para mostrar aos mais jovens o tipo de compromisso que as empresas precisam no momento”, orienta. Segundo ela, as gerações BB e X contribuem com sua experiência e seu modo de agir mais alinhado à hierarquia e aos valores empresariais para mostrar aos demais que é necessário trabalhar com a maior dedicação possível para superar os problemas. Já as contribuições das gerações mais jovens, de acordo com Agatha Alves, aparecem mais representadas em sua ânsia pelo crescimento, à maior facilidade de adaptação a novos desafios e sua proposta de novos modelos de relacionamento, que serão direcionados para produzir novas soluções que a realidade desafiadora atual exige.

Por fim, a líder em desenvolvimento de liderança da Aon ressalta que traços comportamentais de diferentes gerações se misturam cada vez mais nas pessoas hoje em dia e esse é um ponto positivo para melhorar o ambiente de trabalho. “As gerações BB e X já vivem há algum tempo em uma sociedade Millennials, absorvendo novos aprendizados e se transformando. Com isso, os gestores estão compreendendo que não basta ‘comandar’, mas que existem múltiplas maneiras de gerir equipes em função da diversidade de pessoas e de novas formas de negócios”, explica. “As empresas, portanto, devem incentivar os funcionários a trocar experiências com os colegas de todas as gerações, pois somente assim poderão superar qualquer período de crise”, complementa.

Alexandre Boccia deixa a Zurich depois de 8 meses como CEO Global Life Brasil

Alexandre_Boccia_presidente_da_Cardif_do_Brasil_bAlexandre Boccia anunciou na sexta-feira que deixará o cargo de CEO Global Life Brasil na Zurich, cargo que ocupou por apenas 8 meses. Mês passado quem deixou o grupo foi Carlos Alberto Gadia, head da área corporativa de Life & Pensions para a América Latina. Aproveitou a folga momentânea na carreira e peregrinar em Caminho de Santiago de Compostela. No meio da trilha, que atrai pessoas em busca da redescoberta de valores maiores dentro de si, Gadia completa a quinta década de sua vida. Boccia, segundo fontes do setor, tem novos desafios profissionais já certos.

O Grupo Zurich confirma a informação que Alexandre Boccia, até então CEO Global Life Brasil, deixou a empresa na última sexta-feira. Em nota, a Zurich agradece a contribuição de Alexandre para a companhia. Márcio Benevides, atual Vice-President Wholesale Global Life, Brasil, acumulará funções e assumirá interinamente, com efeito imediato.

A Zurich é a quinta maior no ranking de VGBL, com R$ 3,8 bilhões em 2015 e a quarta maior no ranking de pessoas, com R$ 3,5 bilhões, segundo dados da Siscorp.

O segmento de pessoas no Brasil, que inclui todo o segmento de vida, movimentou R$ 126 bilhões em 2015 e crescimento nominal de 9,7%, segundo a consultoria Siscorp, e representa praticamente 50% de todo o mercado segurador brasileiro, que encerrou o ano passado em R$ 270 bilhões, o que inclui seguros gerais, de pessoas, capitalização, previdência aberta e seguro saúde. O segmento de pessoas é o que tem o maior percentual de crescimento até 2019, com faturamento de R$ 163 bilhões e 53% de participação no mix da indústria.

SulAmérica anuncia nova superintendente de Recursos Humanos

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A SulAmérica comunica a chegada da executiva Patrícia Suzuki para ocupar o cargo de superintendente de Recursos Humanos da seguradora em São Paulo. A executiva se reportará à diretora de Capital Humano e Sustentabilidade, Patrícia Coimbra.

Com mais de 20 anos de experiência na área de Recursos Humanos, Patrícia Suzuki é formada em Administração de Empresas pela Universidade Anhembi Morumbi e é pós-graduada em Gestão de Negócios em Hotelaria pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).

A nova superintendente já atuou em empresas nacionais e multinacionais dos setores de telecomunicações, logística, hotelaria e educação. Traz para a SulAmérica sua expertise em áreas distintas de Recursos Humanos como consultoria interna, cultura organizacional, desenvolvimentode carreira e sucessão. Antes de ingressar na SulAmérica, Patrícia Suzuki atuava como gerente regional de RH na Telefônica Latino América.

CNSP regulamenta seguro popular

marcio coriolanoA Superintendência de Seguros Privados (Susep) acaba de divulgar as regras e os critérios para a operação do Seguro Auto Popular no Brasil, por meio da Resolução nº 336 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). A implementação da norma representa a possibilidade de suprir um mercado potencial de cerca de 20 milhões de veículos (carros, motocicletas, ônibus e caminhões), com idades entre cinco e 20 anos de uso, que circulam pelo país sem qualquer tipo de cobertura, segundo estimativas da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

A permissão para a utilização de peças usadas – oriundas de empresas regulamentadas especializadas em desmontagem de veículos – para a recuperação de veículos segurados sinistrados é uma das principais diretrizes apresentadas pela resolução do CNSP. A norma define ainda que a cobertura do Seguro Auto Popular deverá compreender, no mínimo, a garantia de indenização por danos causados ao veículo por colisão. As seguradoras deverão, também, oferecer ao consumidor a opção entre a utilização de oficinas de livre escolha ou pertencentes à sua rede referenciada.

O presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araújo Coriolano, considera a regulamentação do Seguro Auto Popular um importante avanço, sobretudo diante do atual cenário conjuntural do país. “A implementação da norma nesse momento de dificuldades de renda para o consumidor representa o entendimento da Susep de que é necessário ampliar o acesso da população à proteção de seu patrimônio.” Nesse sentido, Coriolano destaca a importância desse novo mercado que se abre.

Entretanto, o executivo enfatiza que, embora o fato seja positivo, há ainda a necessidade de aperfeiçoamento das diretrizes da resolução do CNSP, para que sejam atendidas as expectativas em relação ao novo produto por parte dos consumidores e dos canais de distribuição. Entre os pontos a serem aprimorados, Coriolano destaca a possibilidade de utilização de peças não originais que atendam às especificações técnicas dos fabricantes, permitindo, assim, maior penetração do produto. “A utilização somente de peças usadas obtidas junto às empresas de desmontagem de veículos poderá não ser suficiente para atender à demanda do mercado”, justificou o presidente da Confederação. Outra questão apontada pelo executivo é a possibilidade de utilização somente de oficinas integrantes de redes referenciadas das seguradoras. “Quando a seguradora oferece uma oficina referenciada para o reparo do veículo, é porque já atestou a qualidade dos serviços prestados pelo estabelecimento. Além disso, o valor tende a ser bem mais acessível, beneficiando o consumidor”, complementou Marcio Coriolano.

Em relação ao preço do novo seguro, que deverá começar a ser comercializado no segundo semestre deste ano, ainda não é possível avaliar o percentual de redução do valor em relação ao produto tradicional. “Haverá um barateamento sim e essa redução será maior nas localidades onde o principal fator de indenizações por parte das seguradoras decorra de colisões de veículos”, elucidou o executivo. O presidente da CNseg projeta ainda que o Seguro Auto Popular, dependendo do aperfeiçoamento que possa ser realizado na norma, poderá representar um crescimento de até 10% na quantidade de veículos segurados no país, hoje na casa dos 17,5 milhões.

Explosões no Porto de Tianjin, na China, viram caso de estudo para mercado segurador mundial

Porto de Tianjin 2Os prejuízos causados pelas duas explosões em um armazém no Porto de Tianjin, na China, em agosto de 2015, acenderam a luz amarela na indústria de seguros. Não só pelo volume de indenizações já reservados de até US$ 3,5 bilhões, o que faz deste um dos maiores eventos quando o tema é catástrofe feita pelo homem no mundo e o maior já registrado na Ásia. Mas sim pelo alerta sobre a concentração em um único local de apólices de várias partes do mundo, com regulações e normativos próprios, sem que a seguradora tenha controle do risco a que esta exposta diante do vai e vem das mercadorias dos clientes mundo afora. “A ampla gama de apólices de seguro impactadas pelas explosões e a complexidade da interpretação da cobertura, o que gera um estudo de caso interessante. A experiência Tianjin também coloca um holofote sobre controles de acumulação de riscos em grandes centros comerciais e parques industriais”, destaca o estudo sobre as catástrofes de 2015 lançado pela Swiss Re em março de 2016.

Foram 173 vítimas fatais, quase 800 feridos e danos em larga escala na infra-estrutura do porto e também nos arredores. De acordo com um relatório oficial emitido recentemente pelas autoridades chinesas, 304 edifícios, 12 428 veículos e 7533 containers foram destruídos. Além disso, devido à intensidade das explosões, milhares de veículos e propriedades dentro de um raio de 5 km apresentaram danos, seja estruturais ou de sujeira pela nuvem de poeira.

Tianjin fica no nordeste da China. É o ponto de entrada e saída da ponte Ásia-Europa e porta de entrada para Pequim, a capital do país. Em 2013, ele foi classificado como o terceiro maior porto do mundo em termos de volume de carga. Ele tem um complexo industrial e petroquímica cobrindo cerca de 115 km quadrados. O porto é o centro logístico principal para a indústria automotiva da China, representando 40% de todas as importações de automóveis e exportações, e serve a mesma função para componentes e materiais para uma série de outras indústrias, incluindo saúde e eletrônica.

As duas explosões em Tianjin foram provocadas por um incêndio em um armazém localizado em um dos vários parques de logística do porto. O depósito tinha materiais inflamáveis, tais como nitrato de amónio. Das 173 vítimas, 104 eram bombeiros chamados para apagar o fogo inicial. As explosões geraram uma bola de fogo e enviaram ondas de choque através de um raio de vários quilômetros, deixando uma grande cratera no chão. Propriedades adjacentes ao local das explosões, a maioria pátios de contêineres e instalações de armazenamento de automóveis, foram destruídas, assim como os milhares de veículos novos estacionados nas proximidades.

De acordo com o estudo da Swiss Re, as seguradoras estimam o número total de automóveis afetados para ser um múltiplo do 12,4 mil mencionados no relatório oficial. Ironicamente, terminais de embarque do porto ficaram em grande parte incólume. À medida que as explosões ocorreram em uma das muitas áreas de armazenamento e de operações logísticas, a atividade geral do porto foi fechada por apenas alguns dias.

O fogo rapidamente se espalhou para outros produtos químicos armazenados no local, incluindo o nitrato de amónio, que desencadeou as explosões. Há uma crença generalizada de que as tentativas pelos bombeiros para apagar o fogo inicial poderia ter provocado as explosões ou ampliado sua intensidade. O governo, no entanto, sustenta que este não era o caso. De qualquer maneira, o evento exige uma revisão das normas de segurança para o armazenamento de materiais perigosos, e mais forte execução de procedimentos associados.

Drones e imagens de satélite permitiram uma primeira avaliação das exposições. As estimativas iniciais indicam que prejuízos causados pelas explosões vão totalizar algo entre US$ 2,5 bilhões para US $ 3,5 bilhões, com veículos destruídos responsáveis pela maior parte das perdas. Se os veículos estacionados estavam em trânsito, as reivindicações viriam sob a cobertura de seguro de carga marítima. Mas se Tianjin era o porto de destino final para os veículos, as reivindicações poderia estar sob o seguro de propriedade.

Details of China explosion still unclearAs explosões Tianjin trouxeram para seguradoras uma série de desafios, não menos importante, como a falta de acesso à área afetada para avaliar a extensão dos danos e resultantes créditos de seguros. Robôs e imagens de satélite têm ajudado a avaliação de perdas. Drones foram enviados para tirar fotos do local do desastre imediatamente após as explosões. Estas imagens foram comparadas com imagens de satélite do local feita antes do evento. As comparações forneceram uma visão da extensão da destruição, e também do elevado número de veículos e contentores no local no momento da explosão.

As explosões Tianjin são um lembrete de que os eventos de catástrofe industrial feitos pelo homem de grande escala acontecem. O desastre também lança luz sobre algumas novas considerações. Em particular, o grande volume de veículos a motor envolvidos virou alguns problemas de cobertura simples em um dos maiores desafios que a indústria de seguros já enfrentou. Tianjin também mostra que os desastres provocados pelo homem podem ter um grande impacto em escala global e complexo, dado o grande número de partes interessadas, distribuídos por diferentes jurisdições, cada um com seu próprio quadro regulamentar.

Tianjin poderia finalmente se tornar um dos maiores eventos de perda de seguros feitas pelo homem em todo o mundo. O evento mostra o grande potencial de perda de um país como a China, com uma economia em rápido crescimento. Se for necessária mais uma prova, em 2013, um incêndio em uma grande fábrica de semicondutores de alta tecnologia em Wuxi, na China, causou perdas seguradas de US$ 900 milhões.

2015 foi o terceiro ano consecutivo em que a maior perda global por catástrofes causadas pelo homem teve origem em um mercado emergente. Isso é um lembrete da importância do seguro para os países em desenvolvimento. A proteção financeira através de seguros é a chave para restaurar as operações de negócios e recuperação dos prejuízos. A avaliação precisa dos riscos, dos termos de uma cobertura adequada e preço adequado são igualmente crucial para as seguradoras e resseguradoras, que precisam identificar, monitorar e gerenciar riscos em zonas de risco e em áreas com altas concentrações de ativos de valor.

Acesse o estudo no link http://media.swissre.com/documents/sigma1_2016_en.pdf

Editora Roncarati promoverá workshop sobre a estrutura de gestão de riscos

assizio-gdNo primeiro evento do ano, a Editora Roncarati colocará em discussão um tema que interessa muito aos profissionais que atuam na área de gestão de riscos, controles internos e auditoria. Trata-se do workshop “Estrutura de Gestão de Riscos – Praticando a Circular Susep 521/2015”, que será realizado no dia 27 de abril, das 8h às 13h, no auditório da KPMG, na Rua Arquiteto Olavo Redig de Campos, nº 105, Torre A, 6º andar, Chácara Santo Antonio, em São Paulo (SP).

O workshop será ministrado por Assizio de Oliveira, presidente da Comissão de Controles Internos da CNseg, juntamente com outros profissionais da área. No conteúdo programático constam os esclarecimentos sobre a circular, bem como as definições gerais e conceitos, além das ações a adotar, os prazos e a auditoria. Assizio informa que pretende abordar o assunto da forma mais prática e produtiva possível, discorrendo sobre as razões da norma, as referências globais e locais e, ainda, as ações práticas aplicáveis, tanto na operação como no seu monitoramento.

Embora as seguradoras tenham prazo até 2017 para implantarem completamente suas estruturas de gestão de riscos, ainda neste ano deverão nomear um gestor de riscos. Por isso, Assizio acredita que vale a pena iniciar logo esse processo. “A elaboração, desde já, de um projeto de estrutura de gestão de riscos, com ações coordenadas e sinérgicas distribuídas em um planejamento, coloca a seguradora em situação confortável, evitando correrias de última hora e improvisações inconvenientes”, orienta.

Para Assizio, se o projeto já puder ser acompanhado pelo gestor de riscos, muito melhor. “Certas avaliações, que são parte de sua função futura, poderão ser adiantadas, com a consequente antecipação de ajustes”, diz. Segundo ele, o workshop ajudará nesse sentido, principalmente, ao esclarecer pontos da norma que são vitais para a sua boa e adequada implantação, como, por exemplo, perfil de risco e apetite de risco.

A gestão de riscos pode ajudar as empresas a enfrentarem a crise econômica? A resposta de Assizio é sim. Porque a gestão de riscos implica antecipar a possibilidade da ocorrência e o impacto de eventos, inclusive externos, e, ainda, vislumbrar quais as respostas adequadas para o caso desses eventos de fato acontecerem. Assim, parece lógico, em sua opinião, que boas e adequadas práticas de identificação, avaliação e tratamento de riscos fazem com que as empresas que as dominam acabem sendo menos afetadas por crises.

“Nesse contexto, na gestão de seus riscos estratégicos, uma empresa que, num passado recente, tenha se debruçado sobre o risco país e se preparado para a possibilidade de ele vir a ocorrer, seguramente está menos exposta que as demais que não tiveram esse cuidado”, diz.

Serviço
Workshop “Estrutura de Gestão de Riscos – Praticando a Circular Susep 521/2015”
Data e horário: 27 de abril de 2016 – das 8h às 13h
Local: Auditório da KPMG, na Rua Arquiteto Olavo Redig de Campos, nº 105, Torre A, 6º andar, Chácara Santo Antonio, em São Paulo (SP)
Palestrante: Assizio de Oliveira, presidente da Comissão de Controles Internos da CNseg
Realização: Editora Roncarati
Investimento: R$ 650,00 (desconto de 10% para clientes da Editora Roncarati)
Inscrições pelo link: https://www.editoraroncarati.com.br/v2/Cursos/Conteudo/A-realizar.html
Informações pelo e-mail: cursos@editoraroncarati.com.br ou telefone (11) 3073 0106

5º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro

5 resseguroO atual cenário do mercado de resseguros no Brasil e no mundo alinhado às perspectivas econômicas do País darão o tom do 5º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro promovido pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), em parceria com a Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber) e com a Escola Nacional de Seguros.

O evento acontecerá nos dias 5 e 6 de abril, terça e quarta-feira, no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio de Janeiro, e trará discussões técnicas, políticas e econômicas. O Encontro terá palestrantes nacionais e internacionais sobre o polo de resseguro brasileiro; os aspectos das regulações de sinistros em grandes riscos; gestão de riscos dos jogos Rio 2016; tendências globais no seguro agrícola; potencial de resseguro na área de Saúde; riscos para cobertura de terrorismo; e cobertura para seguro de drones.

Serviço:

5º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro

Datas: 5 (terça) e 6 (quarta) de abril

Horário: 8h às 18h

Local: Hotel Sofitel

Endereço: Av. Atlântica, 4.240 – Copacabana – Rio de Janeiro

Hotsite: (http://encontroresseguro.cnseg.org.br/)