SulAmérica busca ressarcimento da Açominas

Por Denise Bueno em 24/02/2010

1200663411oodtak1Mais um capítulo no imbróglio da ação judicial que envolve SulAmérica, IRB Brasil e Açominas, que se desenrola desde março de 2002, volta a revirar os autos dos tribunais e estampar as páginas dos jornais. Conduzido pelo advogado Ernesto Tzirulnik, a ação da seguradora pede de volta os US$ 31,5 milhões pagos à siderúrgica pelo seguro da usina Arthur Bernardes, sediada na cidade de Ouro Branco (MG), devido a um acidente que destruiu parte de seus equipamentos.

Trincas no domo de um dos três regeneradores de ar que alimentam o alto forno acabaram-se abrindo e a pressão do ar arremessou o domo que pesa 147 toneladas a uma distância de 157 metros, segundo relatos da defesa da seguradora. Embora em 2001 o trincamento por corrosão sob tensão fosse um risco excluído do seguro da Açominas, e das siderúrgicas em geral, por ser uma deterioração gradativa, no seguro emitido pela SulAmérica havia, no entanto, cobertura para explosões acidentais oriundas de quaisquer causas.

A SulAmérica e o IRB Brasil Re examinaram os fatos e concluíram que o sinistro aconteceu em virtude de um fenômeno de degeneração gradativa chamado “stress corrosion cracking” (scc), aqui conhecido como trincamento por corrosão sob tensão. Na década de 90 o assunto passou a ser melhor conhecido no setor siderúrgico e inúmeras ações foram adotadas para prevenir e combater a “scc” que afeta os regeneradores.

Como o valor dos prejuízos cobertos pelo seguro, na visão da seguradora e do IRB, era da ordem de US$ 31,5 milhões, foram feitos adiantamentos para a Açominas de US$ 20 milhões e restou um saldo a pagar de US$ 11,5 milhões. A Açominas havia pleiteado US$ 80 milhões, pois incluía outros danos como consequência da mesma catástrofe de 23 de março de 2002, inclusive o reforço dos outros dois regeneradores que não explodiram, mas que também estavam ameaçados pela corrosão.

Como não houve acordo, a Sul América propôs perante a 10a. Vara de Belo Horizonte uma ação de consignação em pagamento, por meio da qual depositou os US$ 11,5 restantes e pede a extinção da dívida do seguro. A Gerdau contestou pedindo US$ 165 milhões a mais.

Durante o processo, em fevereiro de 2007, diz o relato, apareceu uma série de documentos da Danieli Corus, siderúrgica e prestadora de serviços para a Açominas, adverte que os regeneradores de Ouro Branco estavam com o trincamento em estado avançado, correndo o sério risco de uma ruptura catastrófica, salientando que na Alemanha havia ocorrido um acidente como esse.

Era necessário, informa a nota, segundo a Danieli Corus, reduzir urgente o ritmo de produção do alto forno e adotar as medidas para conter os efeitos da já bastante avançada corrosão gradativa. Esses documentos, embora recebidos pela Açominas, nunca haviam sido revelados para a seguradora e para os peritos que examinaram o ocorrido. O alerta dado pela Danieli Corus à Açominas é do dia 27 de setembro de 2001, seis meses antes de acontecer a catástrofe. Nesse período a Açominas teria não apenas continuado a produção do ferro gusa, como aumentado o ritmo dessa produção, exigindo mais dos equipamentos.

Em outubro de 2009, os peritos judiciais nomeados pelo juiz da 10a. Vara de Belo Horizonte apresentaram seu laudo pericial onde confirmam que a causa do acidente foi o trincamento por corrosão, um fenômeno gradativo bastante conhecido no meio siderúrgico há décadas, e que já havia sido alertado para a Açominas, entre outros, pela Danieli Corus.

Diante desse laudo e dos documentos como o alerta da Danieli Corus, a SulAmérica apresentou em 18 de fevereiro deste ano na 29a.Vara Cível de Belo Horizonte um protesto interruptivo de prescrição de ação de repetição de indébito. Agora é só esperar o próximo capítulo.

 

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SulAmérica passa a integrar o IBrX

Por Denise Bueno em 04/01/2010

ibrx2010 começa com notícias da SulAmérica. A seguradora passou a integrar o Índice Brasil IBrX da BMF&Bovespa. Trata-se de um índice de preços que mede o retorno de uma carteira teórica composta por 100 ações selecionadas entre as mais negociadas da bolsa brasileira, em termos de número de negócios e volume financeiro. O IBrX serve como importante referência para fundos de ações e carteiras administradas. Com esta inclusão, as units da SulAmérica passam a fazer parte das carteiras dos seguintes índices: IGC (Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada), ITAG (Índice de Ações com Tag Along Diferenciado), SMLL (Índice Small Cap), ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial), IFNC (Índice BM&FBovespa Financeiro) e IBrX (Índice Brasil).

 

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SulAmérica passa a integrar o ISE

Por Denise Bueno em 26/11/2009

iseA SulAmérica integrará a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa a partir de dezembro, segundo composição divulgada ontem. Um feito e tanto para a seguradora, única listada no índice. A carteira do índice,que começa a vigorar a partir de dezembro, terá 43 ações de 34 empresas que representam 15 setores e somam R$ 730 bi em valor de mercado. Ontem, o Ibovespa atingiu a maior pontuação em mais de 17 meses, após encerrar o pregão em alta de 0,89%, aos 67.917 pontos, maior nível de fechamento desde o dia 17 de junho do ano passado (68.437 pontos). Com isso, a valorização do índice no ano passa as ser de 80,87%.

A SulAmérica foi uma das oito novas companhias que passaram a fazer parte do ISE, composta por ações de empresas que apresentam alto grau de comprometimento com práticas de sustentabilidade e governança corporativa. As outras sete são Copel, Even, Itaúsa, Indústrias Romi, Redecard, Usiminas e Vivo. Celesc e Odontoprev saíram fora. Na carteira anterior, eram 38 ações, emitidas por 30 empresas de 13 setores, totalizando, em 1º de dezembro de 2008, R$ 1,21 trilhão em valor de mercado, o equivalente a 39,6% da capitalização total da bolsa. O número foi reduzido devido a fusões.

O ISE foi criado em dezembro de 2005 e formulado com base no conceito internacional Triple Bottom Line (TBL), que avalia, de forma integrada, elementos ambientais, sociais e econômico-financeiros. Aos princípios do TBL, foram adicionadas outras três dimensões: governança corporativa, características gerais e natureza do produto.

Para a composição da carteira, são selecionadas as 150 empresas com ações mais liquidas na Bovespa no período de um ano. Para a nova carteira, foram convidadas 137 companhias. Dessas, 51 responderam ao questionário e participaram ativamente. Algumas participaram como “treineiras”, pois não eram elegíveis entre as com maior liquidez. Para carteira do ISE que entrará em vigor no ano que vem, serão levados em consideração os ativos das 200 companhias com maior volume de negócios. O número de empresas para compor a carteira é limitado a 40.

Veja as empresas que compõem a carteira 2009/2010

AES Tiete
Bradesco
Cemig
Dasa
Energias do Brasil
Indústrias Romi
Redecard
Tim Participações
Cesp
Duratex
Even
Itaúsa
Sabesp
Tractebel
Banco do Brasil
Coelce
Eletrobrás
Fibria
Itauunibanco
Sul América
Usiminas
Braskem
Copel
Eletropaulo
Gerdau
Light
Suzano Papel
Vivo
BRF Foods
CPFL Energia
Embraer
Gerdau Metalúrgica
Natura
Telemar

 

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SulAmérica e Prudential são premiadas

Por Denise Bueno em 13/11/2009

A Revista Carreiras, editada pelo Valor Econômico, trouxe duas seguradoras entre as melhores empresas na gestão de pessoas. A Prudential levou a premiação na categoria entre 100 a 500 funcionários e a SulAmérica acima de 4 mil empregados. Um ganho e tanto para a imagem do setor.

 

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Lucro da SulAmérica cai 32,9% no trimestre

Por Denise Bueno em 13/11/2009

A SulAmérica registrou lucro líquido de R$ 81 milhões no terceiro trimestre, 32,9% inferior ao do mesmo período de 2008. No acumulado em nove meses, o ganho ficou em R$ 269 milhões, recuo de 8%. Assim como no Bradesco, a gripe suína e o maior uso de serviços médicos em razão da crise foram os vilões do fraco desempenho, bem como este trimestre estar sendo comparado com um período de ganhos extraordinários.

O faturamento caminhou em direção inversa. Os prêmios evoluíram 11,4%, para R$ 2,2 bilhões no terceiro trimestre e 12,3%, para R$ 6,4 bilhões, até setembro. Em automóveis, responsável por 33% da receita da seguradora, os prêmios cresceram 30,4% no trimestre e a sinistralidade caiu 2,7 pontos percentuais, para 63,6%.

 

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O que acontecerá com a SulAmérica?

Por Denise Bueno em 26/10/2009

1225389742zjo49p1O dia começou com diversas notícias relevantes. A Chubb dobrou o lucro líquido no mundo; a Allianz é contratada pela Shell; a Mapfre venceu licitação da Repar, refinaria controlada pela Petrobras, para fornecer seguro de riscos de engenharia.

Começou o VIII Seminário da ABGR, que trouxe debates interessantes sobre o resseguro. Também teve início em Baden Baden, nome da cidade no sul da Alemanha, conhecida como refúgio dos milionários alemães, o 25º encontro de resseguradores, que aponta um cenário extremamente favorável para a indústria de seguros em 2010.

No início da noite, a seguradora canadense Fairfax inaugurou no Brasil o seu braço de resseguros, a Odyssey Re, com escritório na alameda Santos, em São Paulo, onde é vizinha da Swiss Re, e aguarda a aprovação da Susep, que voltou a ter um ritmo lento à espera da contratação de novos funcionários. Fato que acontecerá se o presidente Lula assinar a autorização.

Todas estas notícias foram esquecidas pelo anúncio internacional da venda de todos os ativos de seguros do grupo holandês ING. O que acontecerá com a SulAmérica? Esta foi a pergunta mais pronunciada nesta segunda-feira entre os executivos que trabalham com seguro. Afinal, trata-se de uma das seguradoras mais querida do mercado.

A resposta vinda da empresa foi inócua. “Trata-se de uma decisão do ING com a Comissão Europeia”. “É um plano de reestruturação deles”. Não poderia ser diferente. A questão vem sendo debatida há muitos anos. Mas o fim da parceria da centenária seguradora com o Banco do Brasil, anunciada em outubro, colocou mais lenha na fogueira. Hoje, com o anúncio da venda de todas as operações de seguros mundialmente pelo ING, sócio do grupo que tem no comando o herdeiro Patrick Larragoiti, a SulAmérica liderou as rodas das conversas.

Segundo nota do ING, atendendo às recomendações de reestruturação contidas em um acordo fechado junto a Comissão Européia, o grupo será divido em duas partes: operações bancárias e operações de seguros. As atividades de seguros e de gestão de investimentos serão vendidas e os recursos obtidos serão usados para reduzir a alavancagem e adequar o capital do grupo as padrões de Basiléia.

Tal separação dos ativos deverá ocorrer até 2013, mas depois disso o balanço deverá ser 30% menor do que o apresentado no início da crise. Paralelamente, o grupo fará um aumento de capital de 7,5 bilhões de euros (US$ 11,2 bilhões) para pagar parte dos 10 bilhões de euros que recebeu de ajuda do governo holandês durante a crise financeira.

Os investidores parecem não ter gostado do anúncio. As ações do grupo apresentavam forte desvalorização na bolsa ontem. No Brasil, a questão era sobre o que acontecerá com a SulAmérica sem o sócio e quem poderia comprar a participação do ING na seguradora.

O ING, através do ING Insurance International BV, possui uma participação de 21,18% na SulAmérica, sendo 12,78% das ações ordinárias e 31,55% das preferenciais. Tem também participação no capital da Sulasapar Participações, que por sua vez possui 59,45% do capital votante da SulAmérica, o que representa 32,84% do capital total da seguradora.

Com certeza a resposta a esta questão virá em breve. O mercado de seguros é a bola da vez para os investidores e a SulAmérica é uma boa porta e entrada para aqueles que querem participar deste mercado. No passado, entrar no grupo seria um risco e tanto, diante da falta de transparência de informações e um sofisticado emaranhado de participações acionárias cruzadas.

Mas desde que foi para a bolsa, o grupo vem aprimorando a governança corporativa e tem focado suas atividades em ramos que busca eficiência. O resultado pode ser conferido no lucro liquido apresentado nos últimos dois anos e na alta das ações da empresa na Bovespa. Desde o início do ano as ações estão valorizadas em 160%. É esperar para ver.

 

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Mapfre, a cartada certeira

Por Denise Bueno em 06/10/2009

images12O Brasil se tornou um porto seguro para os investidores estrangeiros neste período que já é chamado de pós-crise. Principalmente para os espanhóis, que enfrentam desemprego na casa dos 20% e retração do PIB estimada em 3,2% para este ano. Um cenário devastador para a indústria de seguros local. Tanto que as operações internacionais puxaram a rentabilidade do grupo. Enquanto no primeiro semestre do ano o lucro proveniente da Espanha caiu 10%, para US$ 530 milhões, as operações internacionais cresceram 32%, para US$ 273 milhões.

Ciente disto, o grupo Mapfre, o maior grupo de seguros da Espanha, com US$ 26 bilhões em faturamento nos 45 países onde atua, corre para aumentar suas fichas na América Latina e outros países emergentes. Se a negociação com o Banco do Brasil anunciada hoje for aprovada pelos órgãos reguladores, alterará de forma significativamente a indútria brasileira.

Segundo dados apresentados pelas empresas em coletiva de imprensa, com a aliança estratégica será criada a seguradora líder no segmento vida, com R$ 1,806 bilhão em prêmios, e a segunda maior seguradora de risco do país, com 16% de participação do mercado, envolvendo R$ 4 bilhões de prêmios ganhos nos sete primeiros meses de 2009.

Em automóvel, a nova empresa é superada agora apenas pela Porto, considerando a associação com o Itaú Unibanco. Porto fica com R$ 3,6 bilhões em prêmios e Mapfre BB com R$ 1,8 bilhão em prêmios no acumulado do ano até agosto.

A grande cartada foi em 2005, quando associou-se à Nossa Caixa. Um contrato de 20 anos. Na época, seus concorrentes acreditavam ser loucura pagar ágio de 46,6% no leilão, desembolsando R$ 225 milhões ao banco paulista, uma vez que era certa a consolidação do mercado bancário brasileiro. A maioria acreditava que a parceria seria rompida quando alguém engolisse o banco oficial paulista. Assim como aconteceu com a Tokio, quando a Real foi comprada pelo Santander ou outros tantas negociações com este mesmo fim.

Mas esta compra foi um dos mais certeiros de Antonio Cássio dos Santos (foto), presidente da Mapfre. Por fazer um contrato bem estruturado, amarrou a Mapfre a Nossa Caixa ou a um eventual comprador. A senha de saída é uma mala com milhões de dólares – algo estimado em R$ 5 bilhões para ficar com 51% da Mapfre Nossa Caixa, acertados com o governo paulista. Um valor difícil para um banco oficial conseguir levantar com rapidez. Para sua sorte, a Nossa Caixa foi parar nas mãos do maior banco do País, o Banco do Brasil, com um canal de distribuição com 12,5 mil pontos de atendimento, sendo 3.155 agências.

Não bastasse a força de vendas, a Mapfre tem ainda o apetite do banco oficial para ser o maior do segmento de seguros. A Itaú, por exemplo, por anos teve uma participação mediocre no mercado de seguros porque os controladores do banco não deixavam a seguradora explorar com eficiência a base de clientes. Ou seja, de nada adianta ter o canal e não poder usá-lo.

O que no caso BB e Mapfre está descartado. Pelo contrário. A parceria visa até mesmo romper as fronteiras, segundo disse o presidente do Banco do Brasil na coletiva. “A parceria com a Mapfre acompanhará o processo de internacionalização do Banco na África, Estados Unidos e também Europa”.

Eis a parceria perfeita. O que todos querem ver é a operacionalização. A Mapfre ainda concilia seus programas operacionais, dizem os concorrentes. O que eles desconhecem é que mundialmente o grupo investiu pesado em tecnologia e já é dono de um know how de primeira linha em venda cruzada.

O Banco do Brasil, como todo banco estatal, tem suas deficiências no que se refere a agilidade de tomar uma atitude como investimento e compras de equipamentos. Ainda mais agora, com o processo de consolidação da Nossa Caixa. No entanto, foi bem assessorado e aconselhado a manter o controle da nova empresa de forma privada e assim garantir agilidade em processos decisivos, sem precisar de licitações ou outras pesadas burocracias.

Podemos enfrentar um período de turbulência inicial, típico de uma negociação de tamanho porte. Ainda mais tendo o Banco do Brasil a antipatia dos corretores de seguros. Mas isto trará uma mudança enorme para o mercado de seguros, não só no Brasil como na América Latina, onde a Mapfre está presente há 25 anos.

 

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Veja fato relevante da SulAmérica

Por Denise Bueno em 06/10/2009

Veja a seguir a integra do fato relevante da SulAmérica enviado hoje à CVM.

Em atendimento ao disposto no artigo 157, §4º, da Lei nº 6.404/76, e na Instrução CVM nº 358/02, a Sul América S.A. (“Companhia ou SulAmérica”) comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, nesta data, recebeu carta do Banco do Brasil S.A. (em conjunto com sua controlada BB – Banco de Investimento S.A., “Banco do Brasil”), em que este manifesta interesse em adquirir a totalidade da participação detida por controlada da Companhia na Brasilveículos Companhia de Seguros (“Brasilveículos”), representativa de 60% do capital social votante e 30% do capital social total.

Caso as tratativas evoluam, eventual negócio envolvendo a Brasilveículos será oportunamente submetido aos competentes órgãos de administração da SulAmérica, sendo que qualquer acordo depende ainda de negociações entre as partes e das aprovações societárias e regulatórias pertinentes, não havendo, por enquanto, qualquer proposta de preço, pré-contrato, compromisso ou garantia quanto à sua realização.

A Brasilveículos representou, em 2008, 13,5% da receita consolidada da SulAmérica e 3,7% de seu lucro líquido recorrente, considerada a participação acionária da controlada da Companhia. O eventual término da associação da SulAmérica com o Banco do Brasil no segmento de seguro de automóveis em nada modificará os demais negócios e atividades da Companhia e de suas controladas, seja no próprio segmento de seguros de automóveis, seja nos demais ramos elementares em que atua, ou, ainda, nos negócios de seguro saúde, seguro de vida, previdência e gestão de ativos.

Com respeito à Brasilsaúde Companhia de Seguros, na qual a SulAmérica, por meio de sociedade controlada, detém participação de 50,05% do capital total e votante, SulAmérica e Banco do Brasil manifestaram interesse recíproco em rever o seu modelo de negócios e a sua estrutura acionária.

Por fim, a Companhia esclarece que, nos termos da Instrução CVM nº 358/02, informará os seus acionistas e o mercado em geral caso venha a ocorrer qualquer ato ou fato relevante em seus negócios em decorrência das informações aqui divulgadas.

Rio de Janeiro, 06 de outubro de 2009.
Arthur Farme d’Amoed Neto
Diretor de Relações com Investidores

 

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BB anuncia parceria hoje; Mapfre é forte candidata

Por Denise Bueno em 06/10/2009

Hoje a indústria de seguros será pauta de todos os meios de comunicação. O presidente do Banco do Brasil dará entrevista para anunciar a parceria na área de seguros. O jornal Estado de São Paulo antecipa que a Mapfre foi escolhida em automóvel. A Folha afirma que foi a SulAmérica. O Valor e o Globo apontam tendência para a SulAmérica. Segundo minhas fontes, a Mapfre é a certa. As 9h30 será enviado um fato relevante para a CVM. A coletiva será as 11 horas da manhã e a partir das 11h05 a história verdadeira estará na web.

 

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SulAmérica lucra R$ 188,4 milhões no semestre

Por Denise Bueno em 13/08/2009

canpoypmca4y7i2fca2f7ekhca2g8shwcak3ar19ca2zxpl2cafu9fxacae5085dcai5aaamcafxpsnhca6i1yfocalfvejaca3ozx45ca24lsixcaj4w593cafjaa7fcat65o2dca6yskn1cam061g9A SulAmérica divulgou lucro líquido de R$ 188,4 milhões no primeiro semestre deste ano, alta de 9,5%, recorrentes, em relação ao mesmo semestre do ano passado. A rentabilidade do patrimônio anualizada foi de 14%. A receita em prêmios de seguros chegou a R$ 4,1 bilhões, evolução de 12,8% na comparação com o primeiro semestre de 2008.

Os prêmios de seguro saúde – principal carteira da companhia com 50,7% do total de prêmios de seguros – aumentaram 9% no segundo trimestre alcançando R$1,1 bilhão, graças ao crescimento de 16,1% na carteira de seguro saúde grupal, cujo destaque foram as vendas para o segmento de pequenas e médias empresas, que registraram incremento de 21,8%. Os planos odontológicos tiveram evolução de 36%.

Na segunda maior carteira da companhia, a de seguro de automóveis, com 34,1% do total de prêmios de seguros, a receita cresceu 22,5% no segundo trimestre de 2009 ante ao mesmo trimestre do ano anterior, chegando a R$ 733,8 milhões. “O crescimento desta carteira reflete a reação positiva do mercado de automóveis às medidas de incentivo adotadas pelo governo, como a manutenção da redução da alíquota de IPI incidente sobre os veículos novos e redução na taxa básica de juros”, informou na nota o vice-presidente Corporativo e de Relações com Investidores da SulAmérica, Arthur Farme d’ Amoed Neto (foto).

A sinistralidade total da companhia no segundo trimestre foi de 76,5%. Na indústria de seguros, índice de sinistralidade significa o percentual de prêmios que é utilizado para pagar sinistros. No acumulado do semestre este índice foi de 74,4%. O índice combinado chegou a 101,1% no segundo trimestre, com aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2008. No acumulado do primeiro semestre este índice ficou em 99,5%. E o resultado dos investimentos totalizou R$ 172,4 milhões no segundo trimestre com rentabilidade equivalente a 119,5% do CDI.

 

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