O que a SulAmérica fará com os R$ 500 milhões

Por Denise Bueno em 06/01/2012

Impressionante a curiosidade das pessoas em relação a SulAmérica. E estimulante, principalmente num momento de entressafra de notícias. Neste período do ano há poucas notícias, pois muitos executivos estão em férias e outros em ritmo frenético de trabalho para finalizar o balanço de 2011. Como não podem falar antes da divulgação do balanço, prevista para fevereiro, os jornalistas sofrem com a escassez de informações.

Todos querem saber o que a centenária seguradora fará com os R$ 500 milhões que serão emitidos em debêntures em fevereiro. Bem, como diz a nota divulgada aos acionistas, parte do dinheiro será para pagar dívida e investir na operação. Restam cerca de R$ 150 milhões, segundo cálculos dos executivos que buscam decifrar a estratégia de uma das maiores seguradoras do Brasil. Se vai comprar alguém, será alguém pequeno, uma vez que a recessão em países europeus e o crescimento do Brasil aliado ao fato de ser o anfitrião da Copa 2014 e Olimpíadas 2016 valorizaram o passe das companhias locais.

Pode se associar também. A parte do ING, avaliada em US$ 720 milhões, não tem como comprar só com esse valor. A não ser que alguém esteja comprando e parte dos recursos será injetado via a compra de debêntures. Interessados não faltam, contam. Muitos estrangeiros querem entrar no mercado de seguros do Brasil, que cresce o dobro do PIB há dez anos. Há segmentos pouco explorados, como residencial, vida e riscos financeiros, que prometem boa rentabilidade se analisado o histórico passado e o comportamento mundial dessas carteiras.

O que poucos falam é do investimento que pode ser essa emissão. 110% do CDI, envolvendo duas empresas com credibilidade — SulAmérica e ING —, é um excelente retorno diante das perspectivas do cenário econômico mundial. Bem, a saída é ficar atento e torcer para que a SulAmérica fique cada dia melhor para atender a uma demanda crescente da população por proteção financeira e patrimonial. Principalmente em plano de saúde, que representa mais da metade do faturamento do grupo. Nos últimos anos, o grupo ganhou boa parte das premiações envolvendo governança corporativa, transparência e qualidade de atendimento. Uma companhia assim, que se moderniza, se mantém longeva.

 

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SulAmérica emite R$ 500 milhões em debêntures

Por Denise Bueno em 04/01/2012

Na leitura das notícias internacionais de seguros da quarta-feira, pela manhã, li no site da Reactions que o ING havia finalizado a venda de ativos na América Latina. Corri para ver, com o coração na mão, para checar se tantos boatos envolvendo a venda da participação do grupo holandês na SulAmérica para a francesa AXA eram verdadeiros. No entanto, falava da venda das operações de vida e previdência na Colômbia para o Grupo de Inversiones Suramericana (Gruposura). No final da noite, vejo esse comunicado de emissão de R$ 500 milhões em debêntures. Bem, vamos aguardar.

Comunicado ao Mercado

SULAMÉRICA S.A. (BM&FBovespa: SULA11) (”Companhia”), em atendimento ao disposto no artigo 157, §4º da Lei 6.404/76 e ao disposto na Instrução CVM 358/05, vem informar aos seus acionistas e ao mercado em geral que seu Conselho de Administração aprovou, nesta data, a realização da primeira emissão de Debêntures Simples, Não Conversíveis em Ações, da Espécie Quirografária, em Série Única, de emissão da Companhia, no montante total de R$500.000.000,00 (quinhentos milhões de reais) para distribuição pública com esforços restritos de colocação, nos termos da Instrução CVM 476/09 (“Oferta Restrita” e “Debêntures”, respectivamente).

Serão emitidas 50.000 (cinquenta mil) Debêntures, com valor nominal unitário de R$10.000,00 (dez mil reais). Para todos os efeitos legais, a data de emissão das Debêntures será 6 de fevereiro de 2012 (“Data de Emissão”). As Debêntures terão prazo de vencimento de 5 (cinco) anos contados a partir da Data de Emissão, vencendo-se, portanto, em 06 de fevereiro de 2017.

O valor nominal das Debêntures será amortizado em três parcelas anuais e sucessivas a partir do terceiro ano da sua emissão e farão jus ao pagamento de juros remuneratórios, pagos semestralmente, correspondentes a 100% (cem por cento) da variação acumulada das taxas médias diárias dos DI – Depósitos Interfinanceiros de um dia, “over extra-grupo”, acrescida de sobretaxa, a ser definida de acordo com o Procedimento de Bookbuilding, e, em qualquer caso, limitada a 1,35% ao ano.

Os recursos líquidos obtidos pela Companhia com a emissão das Debêntures serão destinados para: (i) suprir necessidades de caixa decorrentes da expansão das operações da Companhia e/ou de qualquer sociedade controlada, direta ou indiretamente pela Companhia; (ii) reconstituir o caixa após a liquidação de dívida financeira; e (iii) objetivos corporativos gerais.

A Oferta Restrita está automaticamente dispensada de registro de distribuição pública na CVM, nos termos do artigo 6º da Instrução CVM nº 476/09.

 

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SulAmérica permance no ISE, da BM&FBovespa

Por Denise Bueno em 26/11/2010

sulamericaPelo segundo ano consecutivo, a SulAmérica irá participar da carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa. A nova carteira, anunciada ontem pela BM&FBovespa, vigorará de 3 de janeiro a 29 de dezembro de 2011 e reúne 47 ações de 38 companhias, sendo a SulAmérica a única empresa representante do segmento de seguros. Veja abaixo comunicado oficial da SulAmérica:

“A inclusão da SulAmérica no ISE pelo segundo ano consecutivo confirma o acerto das medidas que estamos adotando na companhia para valorização dos princípios da sustentabilidade em nossas políticas e operações”, afirma o vice-presidente Corporativo e de Relações com Investidores, Arthur Farme d’Amoed Neto. “O compromisso com a sustentabilidade passou a constar de nossa declaração de valores, tendo efeitos práticos nos contratos de gestão dos executivos da empresa. Isso inclui desde o desenvolvimento de novos produtos e serviços de seguros, previdência e gestão de ativos até ações voltadas à redução dos impactos econômicos, sociais e ambientais inerentes às nossas atividades.”

 

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SulAmérica se destaca em governança

Por Denise Bueno em 21/10/2010

sulamerica*matéria extraída do site da CNSeg www.viverseguro.org.br

A SulAmérica aparece muito bem na foto de boas práticas de Governança Corporativa. Tanto que a seguradora (BM&FBovespa: SULA11) estreou no ranking das Melhores Companhias para os Acionistas com a terceira melhor nota neste quesito. Na pesquisa, realizada pela revista Capital Aberto entre as 100 companhias mais líquidas no pregão da Bolsa ao longo de 12 meses, a SulAmérica obteve 8,34 pontos, de um máximo de 10.

A excelente participação da SulAmérica no ranking é resultado do trabalho contínuo da companhia de aprimorar suas práticas de Governança e oferecer informações que permitam o maior entendimento dos investidores sobre a companhia e o próprio setor de seguros. Estas iniciativas contribuíram para aumentar a atratividade dos papéis da companhia na Bolsa – o volume médio diário de negociação dos papéis da SulAmérica passou de R$ 2,8 milhões no primeiro semestre de 2009 para R$ 8,7 milhões, no mesmo período de 2010. “A área de Governança Corporativa da SulAmérica é extremamente atuante e a companhia aprimora de forma contínua suas práticas. Seguiremos inovando e desenvolvendo outras ações que nos permitam aliar agilidade e transparência ao negócio da companhia”, afirma o vice-presidente de Relações com Investidores da SulAmérica, Arthur Farme d’Amoed Neto.

Entre as práticas da SulAmérica avaliadas pela pesquisa destacam-se iniciativas para incentivo à participação dos acionistas nas Assembléias Gerais da companhia, adotadas muito antes de sua exigência pela CVM, além de uma política de dividendos disponível no seu site e da divulgação de informações relativas à remuneração de seus administradores.

 

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Barclays recomenda Porto Seguros e Sulamérica

Por Denise Bueno em 18/10/2010

42-17773660O crescimento do mercado de seguros tem estimulado que analistas de bancos passem a cobrir o setor, mesmo tendo apenas duas seguradoras com ações negociadas na bolsa brasileira, além da Odontoprev, a maior em planos odontológicos, controlada pela Bradesco Saúde. O mais novo banco a emitir relatório sobre o setor foi o britânico Barclays Capital. Em março foi a vez do americano Goldman Sachs dar início a cobertura da indústria de seguros, recomendando a compra das ações da SulAmérica e mantendo posição neutra para a Porto Seguro.

Tanto para a Porto Seguro como para a SulAmérica os analistas do Barclays fazem recomendação de compra, com classificação overweight, ou seja, exposição acima da média do mercado. Os analistas projetam evolução do lucro de 60% para SulAmérica e de 21% para a Porto Seguro no segundo semestre deste ano comparado ao primeiro semestre. Segundo o relatório, os papéis da Porto Seguro são negociados sob um múltiplo Preço por Lucro estimado de 11,5 vezes, enquanto os da SulAmérica são negociados a 11,8 vezes para 2011. O lucro viria da aposta dos analistas, que projetam multiplos de 14 para a Porto e de 13,4 vezes para a SulAmérica.

 

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Ganho da SulAmérica recua para R$ 52 milhões

Por Denise Bueno em 08/08/2010

sulamericaA SulAmérica divulgou lucro líquido de R$ 52 milhões no segundo trimestre deste ano, recuo de 37,7% comparado aos R$ 83,4 milhões do mesmo período do ano anterior. Parte deste resultado se deve ao fim da parceria com o Banco do Brasil, com a venda da parte da Brasilveículos ocorrida neste ano e que por isso deixam de ser consolidados. Assim como a lucratividade foi afetada, o volume de prêmios também recuou 9,8%, para R$ 1,9 bilhão. ]

Sem considerar os números da parceria com o BB, a SulAmérica obteve vendas 9,4% maiores no período analisado. A maior alta veio de saúde, com 15,7%, para R$ 1,2 bilhão, que já representa 63% do total de prêmios do grupo. Automóvel vem em segundo lugar, com expansão de 15,7%, para R$ 497,3 milhões. A frota de veículos segurada chegou a 1,23 milhão de itens em junho, alta de 21,4% em relação ao mesmo mês de 2009.

 

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SulAmérica fica com fatia do BB na Brasilsaúde

Por Denise Bueno em 20/05/2010

sulamerica1Veja a íntegra do comunicado enviado aos jornalistas:

A SulAmérica Seguros e Previdência adquiriu, por meio de sua controlada Sul América Seguro Saúde, a participação de 49,92% que o Banco do Brasil detinha na Brasilsaúde. O contrato de compra e venda de ações firmado hoje estabelece que a SulAmérica pagará R$ 28,4 milhões por esta aquisição, correspondendo a 1.2 vezes o valor patrimonial da Brasilsaúde.

O acordo encerra a associação entre a SulAmérica e o Banco do Brasil nos segmentos de seguro saúde e odontológico. Sua conclusão depende, ainda, de aprovação pelas autoridades regulatórias competentes. “A aquisição da totalidade das operações da Brasilsaúde reforça a posição da SulAmérica nos segmentos de seguro saúde e odontológico, nossa carteira consolidada atinge a marca de 1,8 milhão de membros”, afirma o presidente da companhia, Thomaz Cabral de Menezes.

“Este é um mercado que apresenta um grande potencial de crescimento e nós acreditamos que a SulAmérica está muito bem posicionada para aproveitar as oportunidades que certamente se apresentarão”, complementa Menezes.

O executivo fez questão de salientar que a operação em nada modificará as condições previstas nas apólices emitidas pela Brasilsaúde em favor de seus segurados e tampouco seu relacionamento com sua rede de prestadores de serviços médicos e odontológicos e corretores de seguros. Segundo a companhia, todas as suas demais operações nas áreas de saúde, automóveis, ramos elementares, vida, previdência e gestão de ativos, seguem sem qualquer alteração.

 

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Lucro da SulAmérica avança 10,5% no trimestre

Por Denise Bueno em 14/05/2010

sulamericaA Sul América divulgou na quinta-feira lucro líquido de R$ 109,6 milhões no primeiro trimestre do ano, 10,5% acima do mesmo período do ano passado. A receita total de prêmios de seguros avançou 14,3%, para R$ 2 bilhões, excluída nessa comparação a consolidação da subsidiária Brasilveículos, vendida para o Banco do Brasil por R$ 340 milhões em negociação anunciada no início do mês.

A venda da operação, centrada em seguro de carro, fez com que a participação do seguro saúde no total da receita do grupo aumentasse para 64%. Há grande expectativa no setor sobre a venda da participação de pouco mais de 20% do ING no capital da SulAmérica. O banco ING comprometeu-se com o governo holandês, que emprestou recursos ao grupo no ápice da crise financeira, de se desfazer das operações de seguros até o final de 2012.

A rentabilidade do patrimônio anualizada atingiu 17% no trimestre, segundo nota divugada pela SulAmérica, e os ativos totalizaram R$ 11 bilhões. O resultado dos investimentos chegou a R$ 167 milhões no trimestre com rentabilidade equivalente a 132,8% do CDI.

A carteira de seguro saúde chegou a prêmios de R$ 1,3 bilhão, com alta de 19,4% no trimestre, com destaque para o segmento de seguro saúde grupal, cuja receita cresceu 19%. A carteira de seguro saúde para pequenas e médias empresas apresentou expansão de 33,1% entre os trimestres comparados, e no seguro odontológico alta de 61,3%.

No segmento de seguros de automóveis, a receita de prêmios aumentou 22,3% no primeiro trimestre, superando o crescimento de 17,9% registrado no mercado no mesmo período, segundo dados da Susep. De forma geral, o mercado de seguros de automóveis vem registrando crescimento expressivo, reflexo da reação positiva às medidas de incentivo adotadas pelo governo, com a venda de veículos novos expandindo a taxa de 17,9% no trimestre, de acordo com a Anfavea.

A seguradora destaca ainda o crescimento de 12,5% na carteira de seguros de pessoas, impulsionada pelos produtos de VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres), cujos prêmios aumentaram 35,6%. No primeiro trimestre, o índice de sinistralidade total da companhia foi de 71,8%, melhorando 1,7 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2009, enquanto o índice combinado atingiu 98,5%.

 

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Thomaz Menezes assume comando da SulAmérica

Por Denise Bueno em 31/03/2010

310310-sulamerica-30A aprovação do nome de Thomaz Cabral de Menezes (foto/divulgação) para a presidência da SulAmérica em reunião do Conselho de Administração realizada hoje foi bem recebida pelo mercado. Vários executivos, surpreendidos pela confusão do nome de Zeca Rudge divulgado por um jornal nacional, noticia desmentida logo pela manhã pelo próprio Itaú Unibanco, comemoraram a ida de Thomaz para a SulAmérica, empresa que construiu uma longa história nesses 114 anos de vida.

“Thomaz é um grande administrador e com certeza fará um excelente trabalho nesta nova fase da SulAmérica”, comentou Ivan Passos, ex-vice presidente da SulAmérica e hoje responsável pelas operações da Hannover Re, quinta maior resseguradora, do mundo no Brasil. “Foi uma boa surpresa para todos”, acrescentou Acácio Queiroz, presidente da Chubb Seguros e também Jacques Bergman, presidente da Fairfax.

Thomaz Cabral de Menezes substituirá Patrick Larragoiti, que continuará na presidência do Conselho de Administração da SulAmérica. Há 23 anos, Thomaz trabalha no grupo Marsh McLennan, dono de uma das maiores corretoras de seguros do mundo, sendo o presidente da subsidiária brasileira desde 1999. Nos últimos seis anos, Menezes acumulou também a posição de presidente da Marsh para América Latina e Caribe, liderando diversos processos de fusões e aquisições. Ontem, a Marsh anunciou Ricardo Brockmann, CEO do México, como CEO da Marsh na região da América Latina e Caribe.

Segundo nota da SulAmérica enviada à CVM, Thomaz terá pela frente a missão de seguir na trajetória de crescimento da companhia, no controle de custos e foco na gestão da rentabilidade. “Para a SulAmérica, a chegada de Thomaz representa uma excelente oportunidade para a companhia alavancar seu crescimento, aproveitando o ótimo momento que atravessa o mercado de seguros e a vasta experiência do executivo no setor”, afirma o presidente do Conselho, Patrick de Larragoiti Lucas. “Tenho convicção de que sob a liderança de Thomaz Cabral de Menezes e de toda a equipe da SulAmérica a companhia irá vencer seus novos desafios.”

Já a SulAmérica tem em caixa um valor relevante, que a possibilita até mesmo comprar empresas, segundo declarações recentes de executivos do grupo na imprensa. Mesmo sem crescer com aquisições, o potencial de crescimento orgânico é relevante, segundo relatório do Goldman Sachs, divulgado recentemente e que recomendou a compra das ações da SulAmérica e manteve o estatus “neutro” para a Porto Seguro.

Thomaz está animado com a nova jornada. “É uma honra e um grande desafio fazer parte da equipe vencedora SulAmérica em um momento tão importante para a companhia. Estamos implantando um novo posicionamento estratégico, a lição de casa já foi feita e a companhia está pronta para impulsionar ainda mais seus resultados”, declara Thomaz. Neste domingo, a SulAmérica inicia uma nova campanha publicitária, orçada em R$ 70 milhões para os próximos três anos. Na campanha, a Sulamérica reforça a ideia de que usar seguro não pode ser um aborrecimento a mais. O objetivo é ser a preferida do país em 2012.

A expectativa de executivos do setor é de que um grande projeto está em andamento e que este consolidará a SulAmérica num patamar semelhante ao ocupado no passado. “Há muito estrangeiro interessado no promissor mercado brasileiro. Além do potencial de crescimento aqui, lá fora eles enfrentam recessão e um aperto na regulamentação financeira, tsunamis, terremotos e furacões. A SulAmérica é uma empresa atraente para quem quer começar grande”, disse um consultor que preferiu não se identificar.

A SulAmérica, que passa por um momento de transição com a saída do sócio ING e o fim da parceria de mais de 10 anos com o Banco do Brasil, registrou lucro líquido recorde de R$ 419,1 milhões em 2009. Com mais de 6,3 milhões de clientes, a SulAmérica é a maior seguradora independente do Brasil e está dividida em quatro unidades de negócios: Saúde, Ramos Elementares, seguros de Pessoas e Previdência Privada e Gestão de Ativos, comercializando seus produtos através de uma rede de 28 mil corretores e parcerias comerciais.

 

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SulAmérica lucra R$ 419,1 milhões em 2009

Por Denise Bueno em 25/02/2010

sulamericaA SulAmérica divulgou lucro líquido recorrente de R$ 419,1 milhões em 2009, 9,8% acima do resultado obtido no ano anterior. A rentabilidade do patrimônio atingiu 17,6%. O faturamento avançou 12,4%, para R$ 8,7 bilhões, segundo comunicado do grupo enviado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com saúde e automóvel representando a maior parte das vendas.

Os prêmios de seguro saúde apresentaram alta de 10,2%, para R$ 4,1 bilhões, 52% das vendas totais. No ano, o segmento de seguro saúde grupal contava com 1.245 mil membros segurados, com aumento de 11,5% em relação ao fechamento de 2008. Os prêmios de seguros de pessoas cresceram 0,2% em relação a 2008, totalizando R$ 497,6 milhões.

Seguro automóvel totalizou prêmios de R$ 2,9 bilhões, crescimento de 25%, bem acima dos 13% registrados pelo setor. O resultado gerou um ganho de quase dois pontos percentuais de market share, que avançou para 17%. O aumento dos prêmios é explicado pelo crescimento de 19% da frota segurada, que atingiu 2,3 milhões, e pelo aumento do prêmio anual médio. Segundo nota da companhia, o desempenho da carteira reflete ainda a reação positiva do mercado de automóveis às medidas de incentivo adotadas pelo governo, que levaram a um aumento de 11,4% na venda de veículos novos em 2009 em relação a 2008, de acordo com a Anfavea.

Os prêmios do segmento de outros ramos elementares apresentaram queda de 6,2% em relação a 2008, com prêmios de R$ 733,4 milhões. Esta queda é em parte explicada pela revisão da política de aceitação de riscos adotada na carteira, mediante a qual a companhia se tornou mais seletiva, informa a nota.

O índice de sinistralidade total encerrou o ano em 73,3%. Em saúde, o volume de indenizações chegou a 79,1% dos prêmios ganhos no quatro trimestre. Em seguros automóvel a situação é melhor, com 57,2% dos prêmios comprometidos com o pagamento de indenizações.

O índice combinado, que mede a eficiência operacional da seguradora, encerrou o ano em 99,4%, um ponto percentual acima do resultado de 2008. No ano, a rentabilidade obtida na carteira de investimentos ficou em 115,9% do CDI.

 

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