Indústria de seguros no Brasil desenha novo perfil
Por Denise Bueno em 07/03/2010
O novo perfil da indústria de seguros brasileira começa a ficar mais claro, após dois anos de intensas mudanças realizadas para preparar o setor para este ciclo virtuoso de evolução da economia no qual o Brasil está engrenado. “O crescimento do país não é mais uma expectativa e sim uma realidade. As seguradoras têm um papel importante na manutenção deste circulo virtuoso que se criou“, disse Joaquim Levy, secretario de Finanças do Rio de Janeiro, em sua palestra de abertura do II Brazilian Reinsurance Conference, realizado no Rio de Janeiro entre os dias 4 e 5 de março.
O evento, promovido pela revista britânica Reactions e que teve como principais patrocinadores o grupo francês Scor e o IRB Brasil Re, debateu os desafios e oportunidades da indústria de seguros no Brasil. Tanto um quanto outro são enormes. De um lado, um setor que vem crescendo a taxas de dois dígitos desde 1994, com a estabilização da moeda brasileira. Em 2009, as seguradoras faturaram quase R$ 100 bilhões.
O Brasil é um forte candidato a galgar cinco posições no ranking mundial das maiores economias do mundo. Isto quer dizer que haverá negócios para todos os segmentos da indústria de seguros, desde seguros de R$ 2 para ofertar a uma nova classe de consumidores que se consolida com o crescimento da economia brasileira até garantias para assegurar que os milionários contratos que serão assinados para viabilizar a realização dos dois jogos esportivos mundiais, a Copa Mundial em 2014 e as Olimpíadas em 2016.
Jacques Bergmann, ex-executivo do Itaú na área de grandes riscos e que há quase um ano aguarda a autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para oficializar a atuação da seguradora canadense FairFax no Brasil, prevê que entre 2010 e 2014 os prêmios dos seguros de garantia de contratos e de riscos de engenharia deverão somar R$ 9 bilhões. Hoje as duas carteiras somam menos de R$ 500 milhões.
Prêmios de R$ 9 bi em garantia e riscos de engenharia
“Se levarmos em conta os mais de 200 programas de investimentos estimados com investimentos acima de US$ 200 bilhões já em andamento no Brasil, os prêmios deste dois seguros, presentes em praticamente todos as obras de infraestrutura, representam R$ 3 bilhões. Além dos investimentos já anunciados, muitos outros virão para sustentar o crescimento do Brasil e preparar todos os setores para a demanda da Copa e Olimpíadas”, argumenta o executivo.
Além dos jogos esportivos, Pierre Ozendo, presidente e CEO da Swiss Re América, cita a importância da agricultura brasileira, um mercado ainda incipiente para seguro e resseguro e com grande demanda, os investimentos necessários em energia para suportar o crescimento.
Segundo previsões da segunda maior resseguradora do mundo, os preços das commodities e de alimentos ficarão elevados nos próximos anos, favorecendo o Brasil, tido como a quinta maior economia do mundo em 2050 e o terceiro maior em vendas de automóveis em 2025, atrás da China e Estados Unidos. “Este cenário traz um panorama muito positivo para o crescimento da indústria de seguros e resseguros brasileira”, disse em sua palestra.
Com tais números, o otimismo é uma realidade. Mas os desafios também são, principalmente se considerarmos que este mercado sofre hoje da asfixia que monopólios criam a uma economia. Durante 69 anos as seguradoras conviveram com apenas um ressegurador, o IRB Brasil Re, único autorizado a fazer resseguro, popularmente conhecido como o seguro das seguradoras.
Todos estão animados com a abertura, até mesmo o IRB Brasil Re. Nos dois primeiros anos de mercado, que se completam em abril, o IRB ainda detém quase 80% dos negócios. “É notável que o Brasil já tem quase 70 empresas de resseguros atuando em dois anos de abertura”, diz Joaquim Levy. Cingapura, por exemplo, demorou quase seis anos para ter o número de sindicatos do Lloyd’s of London que o Brasil atraiu em dois anos.
“Estas empresas já movimentam prêmios de R$ 500 milhões e o IRB Brasil Re tem se adaptado ao mercado aberto”, acrescenta Levy. Tanto se adaptada que se prepara para expandir suas operações para a América Latina e também operar com mais força no seguro garantia, ramo que tinha pouco apetite na época do mercado fechado.
Mas se depender dos concorrentes, o market share do IRB vai se reduzido. “Só estamos aqui porque acreditássemos na queda da participação do IRB”, disse Mark Byrne, presidente e fundador da Flagstone Re. Benjamin Gentsch, CEO da Scor Global Property & Casualty, reconhece que a participação do IRB é elevada após dois anos de abertura. “Mas é preciso ressaltar que o mercado não é totalmente aberto e isso justifica a eleva participação”.
Durante os dois primeiros anos de abertura, os resseguradores locais, onde se encaixa o IRB, tiveram o direito da oferta preferencial de 60%. A partir de janeiro, o percentual foi reduzido para 40%. “Isso vai mudar e vamos desenvolver um mercado aberto. A Scor quer otimizar os ramos que são atraentes. Há carteiras muito expostas e que necessariamente não se encaixam no nosso foco de negócios”, acrescenta o executivo da Scor.
IRB mantém a preferência mesmo com abertura
O IRB, que há anos vem se preparando para o mercado aberto, reage a críticas com um tom de parceria. “Estamos motivados e com grande expectativa no curto e médio prazo. Há muitos investimentos programados para acontecer e eles vão precisar de todo o mercado. Há negócios para todos no Brasil”, diz Rogério Acquarone, diretor do IRB.
As seguradoras, por sua vez, correm contra o tempo. João Carlos Botelho, responsável por resseguro no Itaú Unibanco, afirma que as seguradoras demoraram a se preparar para um mercado aberto de resseguro porque não acreditavam que a abertura realmente aconteceria. “Foram tantos anos de discussão, que era difícil acreditar que ela fosse concretizada”.
“Como seguradora esperamos uma contribuição mais profunda e intensa dos resseguradores, que hoje oferecem capacidade. Precisamos, no entanto, de novos produtos e que eles tragam experiência para as seguradoras”, afirmou Akira Harashima, presidente da Tokio Marine.
A vingança do underwriter
A quebra de paradigmas e das mudanças internas dentro das seguradoras é uma realidade no dia-a-dia. Elas investem em tecnologia para ter um banco de dados capaz de ajudar na precificação do contrato de seguro. “Eu diria que é a vingança dos underwriters”, brincou o presidente da Generali, Frederico Baroglio. Ele se refere a mudança de padrão de prioridades no fechamento de contratos, sendo hoje o cálculo técnico mais importante do que o aspecto comercial. Este profissional é importante, pois assim como há grandes contratos para serem segurados, há grandes sinistros para serem pagos caso as contas não sejam bem feitas.
Em razão dos atuários terem sido ignorados durante os anos de monopólio, uma vez que o preço do resseguro era determinado pelo IRB, há uma grande carência de profissionais que façam subscrição de riscos, executivos conhecidos como underwriting. “Nem mais roubar funcionários da concorrência atende a necessidade que temos no mercado. Precisamos preparar nossas equipes para estarem aptas a encarar os desafios do setor nos próximos anos”, afirma Antonio Trindade, executivo do Itaú Unibanco responsável por grandes riscos.
Além dos profissionais, o monopólio podou a criativadade das seguradoras em relação a produtos, uma vez que as apólices eram desenhadas pelo IRB para todo o mercado. Agora é preciso oferecer ao cliente contratos e serviços diferenciados. “Criamos mais de 20 novos produtos neste último”, disse Luis Maurette, presidente da Liberty Seguros, em sua fala no painel onde CEOs de seguradoras analisaram os dois anos de abertura do resseguro. Além dos produtos, a Liberty diversificou a operação, trazendo para o Brasil a subsidiária de gestão de grandes riscos do grupo Liberty Mutual, a Liberty Internacional Underwrinting (LIU).
Marcos Couto, presidente da ACE, aproveitou o momento para ressaltar a importância do cliente. “Neste evento estamos falando nós para nós mesmos. Precisamos envolver o cliente na discussão. Fazer mais evento com o segurado”, reforçou.
Cliente quer ser ouvido pelo setor
A única empresa compradora de seguro com direito a proferir palestra no evento foi Marcos Mendonça de Mello, coordenador de seguros da AES Brasil Company. E ele fez questão de dizer que a parceria entre cliente, seguradora, ressegurador e corretor é prioritária. “Quem conhece o risco é o segurado. Com certeza nós podemos desenvolver juntos soluções para o mercado”, afirmou.
Muitos clientes queixam-se dos preços elevados e da falta de apetite das seguradoras pelo risco. No próximo dia 15, a Petrobrás vai receber as propostas das seguradoras para três apólices de seguros, com riscos avaliados em mais de US$ 50 bilhões e prêmios acima de US$ 25 milhões. “Espero uma boa redução de preço e ampla cobertura, afinal o mercado internacional de seguros está num momento muito favorável”, comentou Luiz Octavio, gerente de risco da Petrobras.
Algumas seguradoras deixaram de operar com grandes riscos. De um lado este fato reduziu a oferta. Umas ficaram temerosas do risco de crédito de resseguradores com a crise financeira, uma vez que na ocorrência de um acidente a seguradora é responsável por pagar a indenização, mesmo se o ressegurador não honrar o contrato. Outras em razão de uma nova estratégia de atuação que privilegia mais os seguros massificados do que grandes riscos.
“Por outro lado, esta realidade acirrou a competição entre as seguradoras especializadas internacionais, como Liberty, ACE, Allianz, Mapfre entre outras”, afirma Paulo Pereira, presidente da Associação dos Resseguradores (Aber) e da Transatlantic Re. Para ele, o que há na verdade é risco mal taxado.
Ou seja, alguns clientes não apresentam informações suficientes para o calculo do risco ou tem um histórico ruim. Como conseqüência, o preço do seguro sobe e as coberturas ficam reduzidas. Alguns sequer encontram ofertas no mercado, como é o caso da CSN, que há mais de dois anos está sem seguro e conta com um reserva para fazer frente a perdas inesperadas. A Celesc também enfrenta dificuldades, com várias licitações já realizadas sem o comparecimento de seguradoras com ofertas.
“Dos dez maiores resseguradores do mundo, nove estão no Brasil, que representa apenas 1% do mercado mundial de resseguros”, informa Pereira. E vai além: “Estes números mostram que quem está encontrando dificuldade de comprar resseguro é quem tem um risco ruim, inadequado ou quer um preço que não condiz com a análise de risco exigida pelo mercado internacional”.
Resseguro da Transnordestina fechado em uma semana
Outros riscos, no entanto, são disputados a tapa e com isso o preço fica competitivo. Rodrigo Protássio, da corretora de resseguros JLT, disse que em uma semana conseguiu fechar o resseguro de riscos de engenharia da rodovia Transnordestina, com mais de R$ 5 bilhões em investimentos. “Fizemos uma análise de risco tão detalhada que o primeiro ressegurador que ofertamos ficou com toda a cobertura”, disse. O contrato foi fechado com a seguradora Mafpre e com a resseguradora alemã Munich Re.
Como bem definiu o secretário de finanças do Rio de Janeiro, Joaquim Levy, a recente catástrofe que aconteceu no Chile mostra a importância do seguro na reconstrução do país. As indenizações, estimadas em US$ 8 bilhões, serão pagas pelas seguradoras aos clientes que tiveram perdas com terremoto e tsunamis que devastaram o país no início de março, causando mais de 800 mortes.
Apesar de o Brasil contabilizar um pequeno número de catástrofes, elas não são mais um item ignorado dos clientes, investidores e governo. “A crise financeira mostrou que ninguém está inume de riscos, sejam eles criados pelo homem ou pela natureza”, comentou Levy. Diante de um cenário de incertezas, a demanda pelo seguro cresce e isto faz com que as apostas neste mercado sejam animadoras.
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Lucro da Bradesco Seguros avança 2,8%
Por Denise Bueno em 28/01/2010
As operações de seguros, previdência e capitalização registraram lucro líquido de R$ 2,7 bilhões em 2009, 2,8% acima dos R$ 2,6 bilhões de 2008, representando 34% do lucro líquido do banco Bradesco, que atingiu R$ 8,012 bilhões em 2009, aumento de 5,1% em relação ao resultado obtido em 2008. A rentabilidade sobre o patrimônio do grupo segurador chegou a 27,1%.
A maior parte do lucro do Bradesco com seguridade vem da operação de previdência e vida, que respondeu por R$ 1,5 bilhão. Ramos elemetares e Auto contribuiu com R$ 473 milhões do lucro (alta de 38%); Capitalização obteve ganho de R$ 221 milhões e Saúde, apesar dos efeitos da gripe suína e provisões, fechou o ano com lucro de R$ 462 milhões.
Segundo Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, a perspectiva é de que a área de seguridade continuará com a mesma participação no resultado do banco, que já é expressiva e a maior entre os bancos que operam no setor. Em bancos concorrentes como Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Santander, por exemplo, a participação de seguro no lucro das instituições não ultrapassa 15%.
De acordo com informações dos executivos, a alta no lucro se deu em razão da melhora do desempenho financeiro entre outros efeitos tributários. Na avaliação do executivo, a indústria de seguros é um segmento com grande potencial de crescimento, principalmente na venda massificada. A estratégia é crescer de forma orgânica, afirma Trabuco. Estar em cobertura nacional, oferta de todos os produtos, incrementando o número de parceiros de distribuição para atender a demanda.
O faturamento em seguridade chegou a R$ 26 bilhões, crescimento de 13,8% em relação ao resultado de 2008. Trabuco cita o crescimento de 16% no volume de prêmios no ramo saúde, de 15% no ramo de automóvel, de 15% em vida, de 13,8% em previdência e 17,2% em capitalização. “Como pode ver, o modelo de negócios do grupo está ajustado para um país das dimensões do Brasil”, comenta.
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Mitsui Sumitomo recebe aporte de R$ 60 milhões
Por Denise Bueno em 26/01/2010
O grupo japonês Mitsui Sumitomo Insurance, um dos maiores do mundo, fez aporte de R$ 60 milhões na matriz brasileira, hoje presente em sete estados, para reforçar sua presença geográfica no Brasil, nas estruturas de atendimento a corretores, inclusive médios corretores, e em canais não tradicionais em parcerias com corretores especializados, informou a empresa em nota.
Segundo o vice-presidente da companhia, Hyung Mo Sung, em 2006 o grupo organizou um planejamento para dez anos que previa alcançar a primeira etapa em 2010. Essas metas foram atingidas já em 2009. “Em 2008, por exemplo, já havíamos registrado um crescimento de 36% de prêmios retidos e em 2009 a expectativa é de termos alcançado um crescimento de 46% de prêmios emitidos, no total de R$ 289 milhões, e 64% de prêmios retidos, no total de R$ 225 milhões. Triplicamos o número de apólices mantendo o mesmo número de funcionários de 2005, em virtude da otimização dos processos internos, treinamento e investimentos em TI”.
O grupo também atua no mercado de resseguros no Brasil, na categoria admitido. Entre os investimentos do grupo no País, vale destacar a participação no capital social da Vale e está investindo no Metrô de São Paulo, por meio da Companhia de Concessões Rodoviárias. No Japão, a Mitsui aguarda autorização final dos órgãos reguladores para finalizar a fusão com outras duas seguradoras japonesas, tornando-se o primeiro grupo segurador do Japão e o quinto do mundo.
Entre as empresas seguradas pela Mitsui Sumitomo Seguros estão Amaggi Exp. e Imp., Cenibra, Vale, Denso Industrial da Amazônia, Ferrovia Centro Atlântica, Panasonic do Brasil, Yakult S.A., Yamaha Motor do Brasil, Usiminas, Toshiba, Sony, Honda, Samsung, Votorantim, Gerdau, Natura, Avon, Embeleze, Colgate Palmolive, entre outras.
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Que 2010 seja repleto de notícias interessantes!!!
Por Denise Bueno em 24/12/2009
Mais um ano termina. 2009 realmente foi diferente. Dinâmico. Arrojado. Movido mais pelas atitudes do que pela política. Como dizem os estrangeiros, que geraram tanta notícia quanto os brasileiros, a indústria de seguros brasileira:
- fez a diferença, como Lula
- está na moda, como o Brasil
- protegida de tsunamis financeiros pela Susep
- e de catástrofes, por mais de 70 resseguradores aqui presentes
- se reinventa, como o Banco do Brasil
- exercita a arte de torear para vencer, como a espanhola Mapfre
- respeita as diferenças, como diz Trabuco, do Bradesco
- revoluciona em nome dos stakeholders, como Bom Ângelo, da Lazam
- investe em atitudes coerentes para vencer o caos e aliviar o estresse, como a SulAmérica
- se renova para romper fronteiras, como o Itaú Unibanco
- encanta clientes, como a Porto Seguro
- e também é cabeça dura, como Jayme Garfinkel, quando precisa mostrar que o diferente pode ser inovador
- diversifica para mitigar riscos, como o grupo Liberty Mutual
- oferece coberturas de A a Z, como a Allianz
- aposta em ser única, no estilo puro sangue, como a Chubb
- investe na capilaridade, na especialização e nas mulheres, como a Aon (elas representam 60% do quadro de funcionários)
- apoia a infraestrutura, como a ACE
- incentiva a responsabilidade civil, como a Zurich
- está dinâmica, como a Mongeral
- arrojada, como a “dama do aço” que comanda a Icatu
- consciente da importância de ser sustentável para evoluir, como João Gilberto Possiede, da JMalucelli e também o grande mestre do seguro garantia, um dos produtos com mais destaque neste e nos próximos anos
- não mede esforços para se popularizar, como a Caixa
- aponta falhas para transformá-las em virtude, como Leôncio de Arruda, do Sincor-SP
- trabalha em equipe, como Marcos Lima da Odebrecht
- difunde a cultura, como a Funenseg
- constrói sua política, como a CNSeg
- faz parcerias para se fortalecer, como a Marítima
- cultiva a perseverança, como a japonesa Tokio Marine
- ambiciona ser a melhor do mundo, como o Santander
- aposta na longevidade, como o HSBC
- dribla as catástrofes jurídicas e técnicas, como os advogados
- faz malabarismos, como o IRB, para se livrar das amarras e manter a forma
- insiste nas mudanças de processos, como as consultorias
- une o útil ao agradável como os “headhunters”
- luta pela informação e pela ética para escrever a história, como os jornalistas
- e permanece saudável, como todos nós.
A todos que tornam este setor cada dia mais sustentável, Feliz Natal e um 2010 repleto de good news!!!!
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Valeu a torcida! Vencedora do Prêmio Allianz 2009
Por Denise Bueno em 12/11/2009
Valeu a torcida!!! Graças a todos aqueles que sempre me privilegiam com boas informações, ao apoio da minha família, ao editor Antonio Felix, a todos os amigos que torcem por mim diariamente e a Deus que nos ensina e protege em tempo real, cá estou eu de novo embasbacada de tanta alegria. Venci pelo segundo ano consecutivo o Prêmio Allianz de Jornalismo. Desta vez com a matéria “Sob a proteção de leis mais rigorosas”, produzida para a revista Valor 1000, do jornal Valor Econômico.
Sou muito grata a todos, pois esta conquista não aconteceria sem as informações que recebo diariamente das mais variadas fontes. Desde o segurança que me quebra sempre um galho para estacionar o carro na apertada garagem dos prédios até os mais ocupados CEOs das companhias da indústria de seguros.
Espero atrair cada dia mais novas fontes e informações. Estou aqui, de mente e coração abertos para todas as notícias que quiserem me dar. Não só para concorrer no Prêmio Allianz novamente, mas para divulgar um setor que se torna a cada dia mais sustentável.
Namastê!
A matéria completa está no link abaixo:
http://www.revistavalor.com.br/home.aspx?pub=18&edicao=2
Chegando lá, digite a página 171 na coluna da esquerda.
Conheça todos os vencedores:
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Climáticas
Mídia Impressa e Online Nacional e Regional
Soraya Aggege venceu com a série “O caos no clima”, O Globo.
Mídia Eletrônica – Telejornalismo
Jorge Luiz dos Santos, com reportagem de Nélson Araújo e equipe – Sandro Queiroz, Francisco Maffezolli Jr., Epitácio Araújo, Wilson Berzuini e Fernando Passarelli -, foi premiado por “Buriti Veredas”, veiculada na TV Globo – Globo Rural.
Mídia Eletrônica – Radiojornalismo
Akemi Nitahara venceu com a série “Todos pelo cerrado: pesquisa, tecnologia e preservação”, Rádio Nacional.
Tema Seguros – Categoria Linguagem Escrita
Mídia Impressa e Online Nacional e Regional
José Carlos Chaves, em coautoria com Cláudio Gradilone, Tatiany Cavalcante e Ana Borges, venceu com o especial “Seguros – O que você precisa saber para dormir tranquilo”, publicado na revista Quatro Rodas.
Mídia Impressa e Online Especializada em Seguros
Kelly Lubiato foi premiada pela matéria “Reciclagem de veículos beneficia mercado e sociedade”, revista Apólice.
Mídia Impressa e Online Especializada Economia e Finanças
Denise Bueno, com a matéria “Sob a proteção de lei mais rigorosa”, publicada na Revista Valor 1000, recebeu o prêmio máximo.
Menção Honrosa- A premiação iniciou-se com a entrega de menções honrosas ao jornal Correio Braziliense e à revista Quatro Rodas, por terem sido os veículos que mais deram espaço ao setor de seguros, somente considerando as matérias inscritas em Mídia Impressa Nacional e Regional. José Carlos Chaves, redator-chefe da revista Quatro Rodas e Dad Squarisi, colunista e editora do Correio Braziliense, receberam as homenagens.
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Porto Seguro lucra R$ 73,3 milhões no trimestre
Por Denise Bueno em 12/11/2009
A Porto Seguro divulgou ontem lucro líquido de R$ 73 milhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano até setembro, o lucro totaliza R$ 209,6 milhões, recuou de 0,6%. Segundo a empresa, o resultado reflete o aumento de 3,6 pontos percentuais no índice de sinistralidade total e a queda de 2,2 % no resultado financeiro em função da marcação de mercado dos títulos pré-fixados. A receita total cresceu 11,5%, para R$ 1,65 bilhão. O total de prêmios auferidos atingiu R$ 1,4 bilhão, com alta de 10,9% no trimestre.
A sinistralidade total da companhia subiu 3,6 pontos percentuais, para 58,4%. O maior aumento veio da carteira de automóveis, com alta de 5,7 pontos, para 56,7%. Segundo a nota, o grupo está otimista com 2010, quando começará a implementar a parceria com o Itaú. Em outubro foi criada a Porto Seguro Itaú Unibanco Participações (Psiupar), que já recebeu autorização preliminar da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
O comunicado divulgado ontem, no qual a Porto Seguro fala sobre o andamento da associação, diz que os ativos e passivos da Itaú Seguros relacionados às atividades de seguros residenciais e de automóveis foram transferidos para uma companhia denominada Itaú Seguros de Auto e Residência (Isar) — que já não traz mais o nome Unibanco –, será incorporada. A Porto Seguro fará aumento de capital de R$ 950 milhões, mediante a emissão de 98.292.519 ações ordinárias, que serão transferidas ao Itaú Unibanco.
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Seguradoras lucram R$ 6,9 bi até setembro
Por Denise Bueno em 09/11/2009
As seguradoras brasileiras obtiveram lucro líquido de R$ 6,97 bilhões no período de janeiro a setembro deste ano, avanço de 8% comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo estudo da consultoria Siscorp, o retorno sobre o patrimônio líquido do final de período se manteve em 18%, seis pontos percentuais abaixo dos 24% registrados em mesmo período do ano passado. E a previsão é de encerrar o ano em 16%.
A líder absoluta no quesito lucro é a Bradesco Seguros e Previdência, com R$ 2,2 bilhões até setembro, segundo revela o estudo que tem como base os dados enviados pelas seguradoras à Superintendência de Seguros Privados (Susep), informa Flávio Faggion (foto), proprietário da consultoria. Itaú Unibanco vem em segundo, com R$ 1,056 bilhão, Caixa Seguros com R$ 544 milhões e Banco do Brasil, com R$ 500 milhões. As seguradoras ligadas a bancos respondem por mais de 62% da lucratividade do setor.
Sem considerar saúde, as seguradoras registraram vendas de R$ 67,8 bilhões no acumulado do ano até setembro, evolução de 9%. O segmento de seguros gerais respondeu por R$ 24,6 bilhões; seguro de vida e acidentes por R$ 10,2 bilhões; previdência, incluindo VGBL, por R$ 26 bilhões; e capitalização por R$ 6,9 bilhões.
O maior produto em termos de arrecadação é o VGBL, com R$ 20,8 bilhões, crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Seguro de carro movimentou prêmios de R$ 12,6 bilhões, alta de 12%, sendo o segundo produto mais vendido pela indústria de seguros. Em terceiro vem o seguro de vida e acidentes pessoais, com R$ 10,2 bilhões em prêmios, evolução de 15%.
Segundo o estudo da Siscorp, entre as tendências de alta até o final do ano estão VGBL e riscos especiais. Automóveis, vida, rural, responsabilidades e habitacional manterão o crescimento estável. Nos demais produtos, a tendência revelada pela consultoria é de baixa.
A liderança dos grupos seguradoras muda para os diferentes tipos de produtos, tendo a Bradesco a liderança geral, com prêmios de R$ 10,8 bilhões (sem considerar saúde). Também é do grupo segurador controlado pelo Bradesco a liderança em vendas de VGBL, vida e acidentes.
O Itaú Unibanco lidera em patrimoniais, DPVAT, riscos financeiros, casco e riscos especiais. O Banco do Brasil é líder na venda de seguro rural e títulos de capitalização, enquanto a Caixa fica em primeiro lugar no ranking de seguro habitacional e de crédito. Em transporte, a Mapfre assumiu a liderança.
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Lucro da Zurich cresce 490% no terceiro tri
Por Denise Bueno em 05/11/2009
O grupo Zurich Financial Services Group, com filial instalada no Brasil, obteve uma sensível melhora nos resultados mundiais do terceiro trimestre. É preciso considerar que o ápice da crise financeira aconteceu no terceiro trimestre de 2008. Segundo nota do grupo, o lucro operacional teve incremento de 138%, para US$ 1,5 bilhão. O lucro líquido ficou em US$ 909 milhões, com 490% de alta comparado ao mesmo período do ano anterior.
O CEO James J. Schiro (foto) comentou na nota distribuída à imprensa que “mesmo neste período de volatilidade da economia o grupo conseguiu manter resultados fortes e sólidos.” Este resultado é fruto de uma forte reorganização pela qual o grupo passou nos últimos quarto anos. No acumulado do ano até setembro, o lucro operacional foi de US$ 4,1 bilhões, queda de 3%. O lucro líquido recuou 24%, para US$ 2,2 bilhões, com retorno sobre o capital de 11.6%. O faturamento com seguros chegou a US$ 26,4 bilhões, queda de 10%. O índice combinado ficou em 96.9%.
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Previdência puxa lucro da Itaú Unibanco Seguros
Por Denise Bueno em 04/11/2009
A Itaú Unibanco Seguros e Previdência registrou lucro líquido de R$ 374 milhões no terceiro trimestre deste ano. O lucro representou 16,5% do resultado total do banco, de R$ 6,8 bilhões, divulgados ontem. Antes da fusão com o Unibanco o lucro representava 10%.
O ganho veio da venda de títulos de capitalização, com alta de 47%, para R$ 76 milhões, e de previdência, de 5,6%, para R$ 210 milhões. Seguro registrou queda no ganho de 10%, para R$ 88 milhões, em razão da alta da sinistralidade, segundo dados divulgados na teleconferência. Os prêmios ganhos somaram R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre.
Até o final do ano, o nome Unibanco deverá desaparecer, restando apenas Itaú.
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Chubb dobra lucro no trimestre
Por Denise Bueno em 25/10/2009
A Chubb Corp. mais do que dobrou o lucro líquido no terceiro trimester deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado. Entre julho e setembro deste ano, a seguradora obteve ganho de US$ 596 milhões, enquanto no mesmo período do ano passado o resultado foi de US$ 264 milhões.
Enquanto o lucro subiu, as vendas de seguros recuaram 7%, tanto nos EUA como nas operações internacionais, segundo nota sobre o balanço financeiro do terceiro trimestre divulgada na última sexta-feira. No terceiro trimestre, os prêmios somaram US$ 2,7 bilhões, US$ 200 milhões inferior ao resultado do mesmo período do ano anterior.
Segundo informou John D. Finnegan, presidente e CEO do grupo, enquanto as condições da economia continuarem adversas, os prêmios sofrerão impactos negativos e a companhia continuará a manter sua política de subscrição dentro dos padrões de segurança. Ele também destacou que o bom resultado do grupo foi beneficiado pela fraca safra de furacões nos Estados Unidos neste ano.
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