Geneva Association divulga estudo com perspectiva global sobre regulamentação e solvência
Por Denise Bueno em 16/05/2011
A Geneva Association, entidade que reúne mais de 80 CEOs do mundo todo com o objetivo de promover debates ligados à indústria de seguros, divulga hoje a publicação “The Fundamentals of Future Insurance Regulation and Supervision—A Global Perspective”. Escrito por supervisores, líderes acadêmicos e especialistas da indústria de seguros, o livro traz um olhar diferenciado sobre a perspectiva do desenvolvimento da regulação deste mercado no futuro.
Segundo Patrick M. Liedtke (foto), co-editor e presidente da Geneva Association, o livro é uma contribuição fundamental para os debates sobre regulamentação em curso em todo o mundo. “Nosso objetivo é proporcionar uma análise completa das mudanças a partir de profissionais do setor e especialistas financeiros. Essa perspectiva ampla contribui para que todos os envolvidos em construir um setor solvente acompanhem questões regionais num contexto mais amplo de uma indústria em constante mudança em seu regulamento”, comentou em nota.
Entre dos dias 25 e 27 de maio, a reunião anual da Geneva Association será realizada pela primeira vez no Brasil. Os principais CEOs do mundo estarão reunidos no Rio de Janeiro, onde debaterão as tendências da indústria e buscarão contribuir com suas idéias na construção de um futuro ainda mais promissor para um mercado que fatura anualmente mais de US$ 4 trilhões. Patrick Larragoiti, presidente do Conselho de Administração da SulAmérica, é o único brasileiro a integrar o Conselho da Geneva Association. “Esse será um dos maiores eventos já realizados pela entidade”, prevê o executivo, anfitrião do evento.
Segundo fontes do setor, a reunião já conta com a confirmação de mais de 50 CEOs de seguradoras e resseguradoras mundiais. Dessas, cerca de 23 já estão presentes no Brasil e são responsáveis pela modernização de programas de seguros hoje disponíveis para a sociedade brasileira, bem como por garantir os principais projetos de infraestrutura brasileiros. Muitos dos participantes que já confirmaram presença vem ao Brasil interessados em conhecer melhor o país que está nos holofotes mundiais e verificar de perto as oportunidades que esse imenso mercado oferece aos acionistas.
A indústria de seguros brasileira apresentou crescimento de dois dígitos na última década. Em 2010, evoluiu 15%, para vendas de R$ 111 bilhões. A previsão de crescimento para os próximos anos é otimista, tendo em vista que o país sediará a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016. Segundo projeções da consultoria Siscorp, o faturamento da indústria deverá superar R$ 237 bilhões em 2020, representando 4,2% do PIB projetado para o mesmo ano, o que equivale a uma taxa média de crescimento de 6,6% por ano a partir de 2010, resultando num crescimento acumulado de 90,4%.
O estudo completo da Geneva Association pode ser acessado no link http://www.genevaassociation.org/pdf/News/Press_Release_7-11_FINAL.pdf
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Regras podem gerar perda com investimento
Por Denise Bueno em 23/11/2010
Segundo estudo divulgado pela Swiss Re, o desempenho dos investimentos transformou-se na principal preocupação de muitas seguradoras. As seguradoras investem cerca de US$ 23 trilhões em todo o mundo. Isso mesmo. Trilhões, o que faz delas o terceiro maior investidor institucional do planeta. São superadas pelos fundos de pensão e pelos fundos mútuos. O estudo “Investimentos de seguros em um ambiente global desafiador” alerta que, combinado com padrões regulamentares mais rígidos, um ambiente de rendimentos baixos poderia prejudicar o retorno dos investimentos das seguradoras, levando a lucros mais baixos para o setor e a prêmios mais elevados para os segurados.
Ou seja, a tendência é de que o seguro vai aumentar de preço. Isso também explica porque tantos investidores estão vindo para o Brasil, um país que tem uma das maiores taxas de juros do mundo para remunerar investimentos. No entanto, é preciso saber onde colocar o dinheiro, ainda mais quando ele pertence a terceiros, como é o caso de seguros e previdência.
Em seguros o compromisso é pagar uma indenização na ocorrência de um acidente,. Esse segmento responde por US$ 4 trilhões das aplicações financeiras. Já a previdência conta com a maior fatia, de US$ 19 trilhões, por acumular as reservas para a aposentadoria da população que busca no setor privado um complemento aos benefícios concedidos pelos governos.
As seguradoras tendem a investir de forma conservadora. David Laster, um dos autores do novo estudo sigma, comenta: “As empresas dos segmentos vida e não vida mantêm a maior parte de seus ativos em obrigações públicas e em obrigações privadas com elevada classificação de crédito. As empresas do segmento não vida detêm proporcionalmente mais recursos em caixa e ações, enquanto as do ramo vida possuem mais empréstimos e instrumentos de renda fixa e menos liquidez.”
A crise financeira criou um ambiente novo e desafiador para os gestores de investimentos das seguradoras para fazerem frente as obrigações assumidas. Em razão da crise, os rendimentos dos títulos públicos atingiram níveis historicamente baixos, que poderão persistir até que a economia global realmente se recupere. O grande desafio está em achar boas oportunidades de investimentos, que combinem boa rentabilidade e baixo risco. Segundo os executivos de private equity e venture capital que entrevistei recentemente, o Brasil está cheio de pequenas e medias empresas com grande potencial.
Segundo o estudo, as seguradoras não devem estar sujeitas a restrições excessivas em suas decisões de investimento, pois a diversificação proporciona diversos benefícios Normas contábeis e regulamentares mais rígidas bem como custos de capital mais elevados em alguns investimentos podem estimular as seguradoras a alocar uma maior parcela de seus ativos a títulos públicos no momento em que seus rendimentos forem extremamente baixos e os papéis soberanos deixarem de ser investimentos totalmente seguros.
Raymond Yeung, co-autor do estudo, declara: “Os rendimentos das obrigações de países considerados portos seguros, como a Alemanha e os EUA, estão em seus mínimos históricos e estão mais baixos ainda no Japão. A escalada da dívida nacional aumentou a vulnerabilidade financeira dos governos.” Ele acrescenta: “Fazendo algumas alocações a classes de ativos adicionais, como ações de mercados emergentes e imóveis, as seguradoras podem estruturar carteiras com retorno esperado maior, porém sem risco adicional. Quaisquer restrições desnecessárias a tais alocações podem comprometer o desempenho de seus investimentos bem como sua capacidade de atingir um perfil de risco/retorno que atenda melhor às necessidades dos segurados e acionistas.”
Para as seguradoras dos EUA, uma exigência de alocar metade de seus ativos a notas do Tesouro e metade a obrigações do Tesouro norte-americano teria levado a uma redução anual de 1,5% nos retornos entre 1991 e 2008. Laster afirma: “Se fosse aplicada aos USD 23 trilhões de ativos do setor segurador global, esta exigência custaria às seguradoras mais de USD 1 trilhão no período de três anos.”
Determinar que as seguradoras invistam amplamente em títulos públicos reduziria o retorno dos investimentos, pressionando as empresas de seguro do segmento vida e não vida a aumentar seus prêmios para manter sua rentabilidade. Yeung destaca: “Prêmios maiores afetariam adversamente os segurados, já que alguns consumidores e empresas reduziriam a cobertura ou a abandonariam totalmente.” Laster acrescenta: “Beneficiários de anuidades e pensões receberiam pagamentos menores e mais clientes optariam por outros investimentos, de maior risco, consequentemente deixando de se beneficiar da experiência obtida pelas seguradoras em matéria de investimentos.”
O relatório também salienta que a crise financeira alterou o comportamento de muitos gestores de ativos de seguradoras. Em primeiro lugar, muitas seguradoras estão gerindo seus investimentos com a consciência de que as crises ocorrem regularmente. Em segundo, o aumento da alocação a ações melhora o perfil geral de risco de algumas seguradoras com aplicações baixas ou negligenciáveis em tais títulos. Terceiro, em função das perspectivas sólidas para os mercados emergentes, as alocações a estes países estão aumentando. Quarto, as seguradoras preocupadas com a inflação estão atenuando tal risco com mais investimentos em commodities, imóveis e títulos atrelados à inflação. E, por último, as seguradoras estão recorrendo cada vez mais a gestores externos para gerir pelo menos uma parcela de suas carteiras.
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XIV Conec promove 12 debates nesta sexta-feira
Por Denise Bueno em 08/10/2010
Tudo pronto para a abertura do XIV Conec, que será realizado entre os dias 7 e 9 de outubro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. O evento começa com um debate entre os porta-vozes da Susep, Fenacor e CNSeg, debate sobre automóveis e também marketing simples e objetivo. Os três acontecem simultaneamente entre as 9h e 10h30.
Às 7 horas da manhã o único movimento era da enorme equipe de funcionários responsáveis pela montagem do megaevento. Eu, que vim cedo para não ficar estressada no trânsito e assim ter um dia bem gentil, e Ricardo Saad, presidente da Bradesco RE, erámos os únicos por aqui.
O dia terá doze palestras simultâneas. Além dos debates, acontece a Exposeg, com estande das diversas seguradoras, que buscam levar aos corretores um pouco mais de informações sobre a estratégica de vendas adotada para este final de ano. Além, é claro, da tradicional distribuição de brindes, sorteios e relacionamento.
A Porto Seguro aproveitará o evento para ressaltar as três marcas oferecidas pela companhia: Porto Seguro, Azul Seguros e Itaú Seguros de Auto e Residência. O diretor do Porto Seguro Auto, Marcelo Sebastião, apresenta a palestra “Automóvel – Tendências e Expectativas”, as 9 horas de hoje. A seguradora patrocinará o sorteio de 13 automóveis ‘Novo Uno’ e de um ‘Smart Conversível, durante os intervalos do Congresso.
A Liberty Seguros enfatizará a necessidade de mostrar as pequenas e medias empresas a importância do seguro e que a companhia tem produtos segmentados para atender necessidades específicas de cada setor. A seguradora também apresentará as novidades de sua campanha de incentivo aos corretores, intitulada Embarque Nessa. O estande segue o tom da campanha e é inspirado na arquitetura e cultura orientais, uma menção à viagem para o país da incrível Hagia Sophia, um marco do Império Bizantino. No estande, os corretores poderão se inteirar sobre a dinâmica do novo programa e também sobre prêmios, além de poderem aproveitar a oportunidade para compartilhar experiências e análises sobre o setor.
No estande da Allianz, o clima é do automobilismo, com dois simuladores de carros da Fórmula 1 que contam com pedais, volante e marcador de velocidade. Os participantes da simulação da corrida ganharão brindes com o tema da Fórmula 1. Já o campeão de cada dia do evento leva para casa uma miniatura do carro da Williams. Os corretores também poderão tirar fotos no interior de um carro virtual da equipe, dos pilotos Rubens Barrichello e Nico Hülkenberg.
A SulAmérica, que traz ao evento seu novo vice-presidente comercial, Matias de Ávila, aproveita para fazer relacioamento e aprofundar o relacioamento com o corretor sobre o que ele espera da centenária companhia. Para atrair os corretores para um bate papo, a SulAmerica oferecerá um bar, a Pizzaria SulAmérica, estações para recarga de celulares, serviço de concierge, computadores para acesso à internet e lounge para descanso. Os visitantes também receberão brindes, como adesivos e car freshs, e poderão concorrer a um Kia Soul zero quilômetro.
Os executivos da SulAmérica participarão como palestrantes de diversas temas. No dia 8 de outubro, o diretor de Operações da SulAmérica Saúde, Marco Antunes, estará presente no debate “Saúde e Odonto: Valem a pena?”. Já no dia seguinte, o presidente da companhia, Thomaz Cabral de Menezes, será um dos convidados do painel “Seguradoras: Tendências”, que abordará as perspectivas para o futuro do mercado segurador no país e no mundo.
A HDI Seguros participará do painel “Tecnologia: Facilite seus Negócios!”, enfatizando que as novas ferramentas e tecnologias oferecidas pela internet, são aliados aliados para fomentar novos negócios e agregar mais qualidade no relacionamento entre os corretores, seus clientes e as companhias de seguros.
A ACE aproveita o Conec para mostrar aos corretores o imenso mercado de pequenas e medias empresas que há no Brasil para ser conquistado. Para isso, a seguradora coloca no ar o seu novo portal de internet, que, segundo ela, permite a venda online de seus produtos de forma rápida e desburocratizada, a qualquer momento e de qualquer lugar do mundo. Um dos principais atrativos da nova ferramenta da ACE é a sua capacidade de incluir os profissionais de pequeno e médio porte em nichos de mercado antes inacessíveis a eles em razão de custos e operacionalização. O Portal ACE Seguros disponibilizará inicialmente mais de 20 tipos de produtos, com inúmeras combinações de planos, modalidades e coberturas. O portal é totalmente online e não requer instalação de programas, atalhos ou chaves eletrônicas.
A Generali optou por trazer a feira todos os produtos oferecidos para os riscos envolvidos na proteção da vida, do patrimônio e da responsabilidade civil, com seus riscos inerentes ao desenvolvimento econômico.
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Setor convence governo a desistir de estatal
Por Denise Bueno em 09/09/2010
O jornal Valor Econômico traz na manchete do dia hoje uma grande vitória das seguradoras. Segundo o principal jornal de economia e finanças do Brasil, o Ministério da Fazenda desistiu de criar a Empresa Brasileira de Seguro diante da possibilidade de que a seguradora estatal viesse a enfrentar restrições na subscrição de risco nas operações com grandes empreendimentos públicos de infraestrutura. O governo planeja agora a criação da Agência Brasileira de Garantias, que ficará responsável pela administração dos sete fundos garantidores existentes, com patrimônio líquido total de R$ 3,064 bilhões no fim de agosto.
O tema também pautou o editorial do jornal Estado de São Paulo, que ressaltou a criação do Eximbank, agora que o problema da seguradora está em vias de ser solucionado. A expectativa do ministro Mantega é de ter a aprovação da criação da agência ainda neste ano. Na pior das hipóteses, diz o jornal, o governo deixará tudo pronto para ser aprovado no início do próximo governo.
Uma vitória e tanto da união da indústria de seguros local e internacional. Mais uma etapa superada para perseguir o crescimento sustentável do setor e do Brasil.
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Santander Seguros investe para fidelizar cliente
Por Denise Bueno em 23/08/2010
Conquistar o cliente pela excelência no atendimento, dentro do conceito “Juntos”, slogan da campanha institucional. Este é o foco da Santander Seguros, que vem reunindo no leque de produtos o que há de melhor de cada uma das seguradoras. “O Real tem produtos excelentes que são ofertados para os clientes Van Gogh, enquanto o Santander desenvolveu produtos padronizados relevantes dentro do conceito massificados. Escolhendo o melhor de cada um estamos construindo a operação, que deverá finalizar o processo de integração até o final deste ano”, prevê Gilberto Abreu (foto), responsável pela área de seguros do banco espanhol.
Para ter um bom resultado com o processo de integração com a aquisição das seguradoras do ABN Amro pelo Santander, o grupo investiu em pesquisas para saber o que o cliente espera de seguros, previdência e capitalização. O resultado final gerou um investimento no atendimento pró-ativo aos clientes, rompendo com aquele argumento de que banco não presta um atendimento tão eficiente como os especializados no setor. “Várias pesquisas mostram que o cliente não usa a infinidade de serviços agregados nas apólices. Então optamos por estimular o atendimento ativo e diferenciado”, diz Abreu ao blog Sonho Seguro.
Realmente é para o cliente ficar surpreendido caso receba uma ligação da seguradora perguntando se está tudo bem com ele depois de uma catástrofe ocorrida num raio próximo a 50 quilômetros de sua residência ou comércio. Caso tenha tido perdas, ter metade da indenização da apólice depositada em sua conta corrente, mesmo antes de ter entregado a infinita lista de documentos exigidos em parte pela lei, em parte pelas exigências de risco da seguradora, também é algo surpreendente.
“Temos um diferencial importante em relação às seguradoras independentes: o histórico do cliente”, argumenta Abreu. Segundo ele, a base de informações do banco permite que a instituição tome atitudes rápidas no pagamento da indenização. “Nosso objetivo é simplificar a vida. Olhar o cliente como um todo. Não vamos brigar com ele por nada. Menos ainda por burocracia”. Com esta facilidade, a seguradora criou um departamento onde funcionários chegam todo os dias a sede instalada em um dos mais modernos prédios de São Paulo, na marginal Pinheiros, vasculhando informações sobre os efeitos das mudanças climáticas.
Quando os rastreadores acham algo como as chuvas que castigaram estados do Nordeste em junho, por exemplo, ou a destruição de São Luis do Paraitinga, no Vale do Paraíba, em janeiro, eles acionam um sistema parecido com o Google Maps, onde estão registrados todos os clientes e ter em mãos os dados para que uma central possa entrar em contato via torpedo, email ou telefone. “Em situações onde se perde a conectividade, como foi o caso de Paraitinga, que ficou incomunicável, a empresa envia uma equipe para o atendimento dos clientes no local”, conta Abreu.
Segundo ele, ainda há muito trabalho, mas o resultado vem aparecendo, de acordo com o balanço do semestre. Em cinco anos, o faturamento da área de seguros do Santander cresceu de R$ 210 milhões para R$ 1,47 bilhão, uma média de 47,6% ao ano. No primeiro semestre de 2010, o crescimento foi de 32% em relação ao mesmo período do ano passado. Seguros de vida, acidentes pessoais e proteção financeira puxaram os bons resultados, informa.
A previdência pulou de R$ 1,9 bilhão para R$ 4,1 bilhões. No primeiro semestre de 2010, o crescimento foi de 25% em relação ao primeiro semestre do ano passado. As reservas subiram de R$ 4,4 bilhões em 2004 para R$ 14,8 bilhões em 2009, crescimento médio de 27,2% ao ano. No primeiro semestre de 2010, o crescimento foi de 29% ante o primeiro semestre de 2009.
As reservas de capitalização subiram de R$ 664 milhões para R$ 1,38 bilhão entre 2004 e 2009. Em junho deste ano, o aumento foi de 10,1% em relação ao primeiro semestre de 2009: de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,4 bilhão.
As operações de automóvel e riscos empresariais são administradas por seguradoras parceiras, como Tokio Marine, Marítima e SulAmérica. Os seguros residenciais, que também eram vendidos por estas empresas, agora são centralizados na Santander Seguros. Os próximos passos do grupo espanhol serão desenvolver sistemas e produtos para o menor renda, distribuídos por meio da financeira Aymoré, e atuar de forma mais efetiva nas mídias sociais como um canal de relacionamento com o cliente.
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Venda mundial de seguros recua 1,1% em 2009
Por Denise Bueno em 29/06/2010
US$ 4 trilhões. Este é o tamanho da indústria mundial de seguro, segundo a nova versão do estudo “O seguro no mundo em 2009″, divulgado hoje pela Swiss Re, consolidando dados de 159 mercados de seguro. De acordo com o relatório, o volume mundial dos prêmios de seguro caiu 1,1%, valor com ajuste da inflação. Os prêmios de vida recuaram 2%, enquanto os de não-vida ficaram estáveis.
O aumento dos prêmios nos mercados emergentes diminuiu, mas permaneceu positivo. Houve uma recuperação significativa da lucratividade e do capital no setor; porém, os níveis vigentes antes da crise ainda não foram atingidos. Segundo nota divulgada pelo grupo, em 2009, os prêmios de seguro cresceram mais rapidamente que o PIB na maioria dos países, o que evidencia a solidez do setor. Os mercados de crédito e de ações recuperaram-se, aumentando a lucratividade e o capital do setor securitário. Em 2010, espera-se que o crescimento geral dos prêmios torne-se positivo. É muito provável que a lucratividade e o capital continuem aumentando.
Os prêmios globais no ramo vida caíram 2% para US$ 2,3 trilhões em 2009. Os prêmios foram mais duramente atingidos nos EUA e no Reino Unido, pois a crise financeira teve forte impacto sobre a venda dos produtos unit-linked, sobretudo no primeiro semestre do ano.
Daniel Staib, um dos autores do novo estudo sigma comenta: “Apesar do leve declínio geral nos prêmios globais de vida, o segmento vida teve incremento na Itália, Alemanha e França com a retomada das vendas de apólices de vida tradicionais com garantias. Estes produtos foram considerados particularmente atrativos na comparação com produtos bancários devido às baixas taxas de juros e às incertezas que rondam os mercados financeiros.”
Nos mercados emergentes, os prêmios de vida subiram 3,4%. O aumento foi mais vigoroso na Ásia Meridional e Oriental, atingindo a marca dos 10%, liderado pela China e Índia. O crescimento dos prêmios de vida na América Latina e no Caribe também se mostrou firme, chegando a 7,8%. O mercado brasileiro de vida teve um desempenho excepcionalmente bom graças ao aumento da popularidade dos VGBL, um produto unit-linked com acumulação de recursos.
O negócio de seguro não-vida foi afetado apenas marginalmente pela recessão mundial. Em 2009, os prêmios de não-vida recuaram somente 0,1%, atingindo US$ 1,7 trilhão, sobretudo devido à fraca demanda por coberturas e às taxas mais brandas. Segundo Staib: “Ao passo que os preços mais baixos no segmento não-vida prejudicaram a lucratividade em 2009, houve um incremento na comparação com 2008 devido à recuperação dos mercados de crédito e de ações.”
Os prêmios de não-vida caíram nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Japão, mas aumentaram nos países emergentes. Os prêmios não-vida cresceram, por exemplo, 19% na China. “A estabilidade dos prêmios bem como a recuperação da lucratividade e do capital revelam bons resultados em vista do ambiente econômico difícil observado em 2009. O que nos preocupa, entretanto, é que os resultados técnicos subjacentes tenderam a enfraquecer”, explica Staib.
O estudo mostra que em oito dos principais mercados, que representam 70% do volume global de prêmios, os resultados da subscrição tornaram-se negativos em 2009, apesar das menores perdas decorrentes de catástrofes naturais e das menores perdas relacionadas ao negócio de garantias financeiras nos EUA.
Com a contínua melhora da economia mundial, a expectativa é de aumento nos prêmios. “O crescimento geral dos prêmios se tornará positivo em 2010 e a lucratividade e o capital do setor deverão continuar aumentando”, observa Staib. O negócio de vida será o mais beneficiado. “Se os mercados financeiros continuarem com sua recuperação, o negócio de unit-linked, que foi duramente afetado, também apresentará nítidas tendências de alta. No longo prazo, o seguro de vida se beneficiará com o envelhecimento da população, o que impulsionará as vendas de pensão, invalidez, doenças graves e cuidados de longa duração”, acrescenta Staib.
Também há expectativas de que o segmento não-vida volte a crescer nos países industrializados. “Em virtude das fortes pressões competitivas exercidas no setor securitário, dificilmente haverá melhora significativa na lucratividade. Este ano também já sofremos algumas catástrofes naturais custosas, o que afetará os resultados técnicos. Além da alta nas taxas de prêmios, o que é necessário para levar o segmento primário do seguro nãovida de volta a níveis de lucratividade adequados é a expectativa de aumento nas taxas de juros no médio prazo”, comenta Daniel Staib.
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ERM, um aliado do gestor de riscos
Por Denise Bueno em 17/06/2010
* A jornalista viajou a convite da Aon Brasil
Uma mensagem que ficou clara em boa parte das palestras do evento promovido pela Risk & Insurance Management Society (RIMS), em Boston, em abril deste ano, é que os riscos podem ser gerenciados e reduzidos com a ajuda de programas de fácil compreensão. E quem não se preocupar em conhecer os riscos a que está exposto e buscar soluções para mitigá-los ou neutralizá-los poderá pagar um preço elevado.
O Enterprise Risk Management (ERM) tem sido uma das principais ferramentas para ajudar a previnir os riscos apontados como decorrentes da globalização. Poucas empresas tinham aderido ao programa, desenvolvido por diversas empresas no mundo, entre elas a Aon, até pouco tempo atrás. Segundo Laurie Champion, diretora da área Global Risk Consulting da Aon, o ERM tem sido cada vez mais procurado pelas grandes empresas, ansiosas por reduzir os riscos trazidos com a globalização da economia.
Pete Fahrenthold, presidente da comissão de ERM da RIMS e diretor de gestão de risco da Continental Airlines, comentou durante o lançamento de um estudo sobre ERM, que os gestores de riscos precisam analisar atentamente os riscos emergentes para garantir que a corporação terá longevidade, sem estar exposta a perdas ocasionadas em setores ou partes do mundo que sequer fazem parte da cadeia de produção da companhia.
As características dos riscos emergentes foram identificadas no novo estudo divulgado pela RIMS no evento. Entre elas o relatório cita o alto grau de incertezas gerado com o aquecimento global, pandemias, terrorismos e riscos financeiros. Exemplos dos riscos emergentes não faltam. Entre eles temos as complexas operações financeiras, principalmente as conhecidas como subprime, que derrubaram as economias ao redor do mundo em setembro de 2008 até a erupção do vulcão Eyjafjallajokull, na Islândia, evento que causou o maior caos aéreo do mundo no mês de abril.
Afinal, quem poderia imaginar que o simples fato de ter deixado de colocar uma tampa no poço de petróleo operado pela British Petroleum (BP) causaria o naufrágio da plataforma Deepwater Horizon, mataria 11 pessoas e ainda causaria o maior vazamento de óleo da história da indústria petrolífera, trazendo impactos no preço do seguro ao redor do mundo. “Muitos exemplos recentes mostram que os riscos emergentes precisam ser mensurados para tornar as operações menos suscetíveis a acidentes”, diz Champion.
Segundo a Aon, alguns princípios básicos podem ajudar na avaliação dos resultados do ERM. “Apesar de num primeiro momento parecer complexo, o ERM existe para facilitar o dia a dia da corporação”, diz Tom Wimberly, executivo da Aon Solutions. O primeiro de todos é o envolvimento e comprometimento do Conselho de Administração com o programa. Isso porque o ERM busca desenvolver uma cultura que incentiva a participação e responsabilização de todos os níveis da organização. Sem isso, o sucesso do programa fica comprometido.
Com a adesão dos diversos níveis hierárquicos da companhia, a geração de valor do programa logo será percebida, principalmente no que diz respeito à transparência da comunicação para formar uma base de dados capaz de agilizar as decisões, o planejamento e a estruturação dos negócios. Esta base é formada pelo levantamento de riscos do negócio em si, dos fornecedores e dos riscos atuais da economia globalizada.
Com o levantamento, o gestor de risco pode mapear os riscos e criar soluções, minimizando os impactos para a corporação, protegendo os ativos e a imagem da organização”, diz Wimberly. Outro benefício gerado pelo ERM, segundo os técnicos, é o melhor uso de capital, protegendo áreas mais expostas e otimizando recursos antes alocados de forma inapropriada ao risco.
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Ritmo frenético para atrair recursos e reduzir riscos*
Por Denise Bueno em 12/05/2010
*matéria produzida com exclusividade para a revista Negócios em Infraestrutura, publicada pelo Jornal Valor Econômico no dia 11 de maio de 2010
As instituições financeiras correm para lucrar com a Copa do Mundo e a Olimpíada no Brasil. O ritmo dos executivos financeiros em torno dos dois temas está mais frenético que a rotina dos trabalhadores dos principais centros financeiros do mundo, como Wall Street em Nova York ou a City em Londres.”O Brasil deve ter um ‘boom’ de investimentos em infraestrutura, por isso os olhos dos investidores se voltam para as empresas brasileiras que podem ser beneficiadas com o crescimento do país”, diz Walter Mendes, superintendente de renda variável do Itaú Unibanco.
A gama de negócios é bem ampla. A participação de bancos e de seguradoras vai da estruturação de financiamentos para colocarem pé toda a infraestrutura para a realização dos jogos até o seguro que indenizará algum acidente com os torcedores – são aguardados 3,5 milhões nos 12 estádios. “Não há como estimar o volume de negócios”, afirma Bruno Garcia, gestor de renda variável do BNY Mellon ARX Investimentos. Mas são muitas oportunidades.
Na indústria de seguros, a expectativa é de uma receita extra de R$1 bilhão em contratos diversos. “Estamos preparados para ter no mínimo uma fatia de 10%”, diz Octavio Bromatti, diretor de grandes riscos da subsidiária da Mapfre, maior grupo segurador da Espanha e da América Latina em riscos patrimoniais.
O Itaú Unibanco fez um mapeamento dos negócios gerados pelos mundiais antes de lançar fundos temáticos. Com base nas Olimpíadas e nas Copas realizadas desde 1980 até hoje, o investimento dos países em sete anos gerou aumento de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB). “No Brasil, de acordo com os investimentos previstos pelo comitê organizador e pelo Ministério dos Esportes, a expectativa é de uma contribuição de 2,5% no PIB”,diz Mendes.
Para ter uma ideia do movimento, só em fevereiro deste ano, das seis ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) que aguardavam registro na Comissão de Valores Mobiliários, metade já trazia Copa, olimpíada e projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como note. Somente as captações da Mills, empresa de estruturas para a construção civil, da eco rodovias infraestrutura e logística e da empresa de logística Julio Simões têm potencial para movimentar algo perto de R$ 4 bilhões.
Em infraestrutura, por exemplo, a Gerdau é claramente beneficiada pelo fornecimento de aço para os estádios e pela necessidades de melhorias em transporte, diz Alexandre Silvério, superintendente de renda variável do Santander. Mendes cita a fabricante de ônibus Marcopolo.Ela vendeu vários ônibus para a África do Sul. Imagine aqui no Brasil.
Por enquanto, os bancos preferem não dar detalhes sobre a estrutura dos financiamentos necessários para os projetos relacionados aos dois megaeventos. A expectativa mais comentada entre as instituições financeiras é de que haverá necessidade de algo próximo a R$ 130 bilhões em investimentos para a realização da Copa.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) instituiu dois programas para financiar os investimentos de Estados, municípios e da iniciativa privada voltados à Copa do Mundo de 2014, com dotação orçamentária de R$ 5,8 bilhões.
A certeza de que os jogos vão forçar o desenvolvimento da infraestrutura, num período em que o crescimento brasileiro tende a ganhar impulso, motivou o lançamento de fundos de investimentos. “Fizemos um ‘road show’ na Ásia e ficamos impressionados com o interesse dos investidores locais”, conta Silvério.Japoneses e coreanos – anfitriões da Copa de 2002 -, por exemplo, conhecem bem o potencial das oportunidades que eventos como esses trazem ao país.
O milagre de crescimento do Japão ocorreu na década de 70, posterior aos anos em que realizou os jogos olímpicos, lembra Mendes, do Itaú. Entre 1957, quando foi escolhido, até 1964, quando realizou a Olimpíada, o Japão gastou mais de 5% do PIB para se preparar. A experiência faz dos asiáticos os principais interessados nos fundos de investimentos criados pelos bancos brasileiros, compostos por ações de empresas que podem ser beneficiadas com a realização do Mundial.
Além da boa experiência, os japoneses são donos da maior poupança do mundo. Boa parte deles deixa o pé-de-meia da aposentadoria aplicado em produtos financeiros com taxa real de juros que chega a ser negativa. No entanto, com o aumento da expectativa de vida, precisam de alternativas com rentabilidade mais atraente.
E olham para o Brasil com atenção.”Algumas empresas beneficiadas direta ou indiretamente com os eventos esportivos apresentam retorno interessante, em média de 12% de juro real ao ano”, conta Garcia, do Mellon.
Um exemplo do apetite dos japoneses: em novembro de 2009, o Itaú Unibanco lançou o fundo de ações Rio Wind, numa alusão aos jogos mundiais. A captação foi realizada no japão, em parceria com a Daiwa Asset Management. Em apenas 20 dias atraiu um montante da ordem de R$2 bilhões entre os investidores asiáticos, interessados em um fundo composto por papéis de empresas brasileiras.
O Santander lançou em novembro um fundo de companhias de infraestrutura, que em meados de março contava com US$ 100 milhões captados no exterior e com potencial de chegar a US$ 500 milhões. Silvério diz que a intenção é acompanhar, direta ou indiretamente, o desempenho dos papéis das companhias de infraestrutura brasileiras.
O BNY Mellon ARX Investimentos lançou um fundo de infraestrutura em janeiro no mercado asiático e já conta com US$ 200 milhões. “O desempenho tem sido ótimo. Todo dia entra dinheiro novo”, diz Garcia, que estrutura um fundo, previsto para julho, com o objetivo de atender a demanda dos investidores europeus.
Mas já há opções para os brasileiros. O Itaú, em março, fazia testes com um fundo de investimento batizado de Itaú Esportes. Com patrimônio inicial de R$ 2 milhões, tem 21 ações de empresas beneficiadas pela Copa. A expectativa é de que os clientes Personalité possam investir no Itaú Esportes até o Sm deste semestre. E muitos outros devem surgir. Além desse,já há outro com R$ 158 milhões aplicados pelos clientes do Personalité.
No universo dos seguros, é amplo o horizonte para o desenvolvimento de negócios. Os executivos do setor já começaram a trabalhar nos fins de semana para atender a demanda. Isso porque o seguro é uma parte importante do custo final de financiamento e, muitas vezes, serve para garantir o próprio contrato. O seguro está presente do começo ao fim dos eventos internacionais. A indústria tem produtos que vão desde a apólice que garante o cumprimento do contrato assinado entre a construtora e o financiador até o que garante indenizações em caso de brigas entre torcidas nos estádios.
O IRB-Brasil Re, ressegurador que detém cerca de 80% dos negócios no Brasil,participado”pool”internacional responsável pela cobertura do seguro que a Fifa contratou para as Copas do Mundo de 2010, na África clo Sul, e de 2014, no Brasil. Segundo o diretor comercial do IRB, Sérgio Bezerra, trata-se de um seguro que abrange do cancelamento ou adiamento de jogos por problemas administrativos da sede à transferência do evento para outro país. A apólice cobre prejuízos cle até US$ 650 milhões, e 9% do risco foi repassado ao mercado ressegurador brasileiro. Em caso de sinistro, o ressegurador controlado pelo Tesouro Nacional e por seguradoras privadas, como Bradesco e Itaú, assumirá cerca de US$15 milhões.
A Munich Re, maior resseguradora do mundo, participou do resseguro de engenharia da construção de estádios, expansão do aeroporto internacional e demais obras de infraestrutura relacionadas ao evento na África. “Estamos disponibilizando para o Brasil todas as linhas de negócio, bem como capacidade financeira, know-how e soluções personalizadas”, diz Christian Garbrecht, responsável pelo desenvolvimento de negócios da resseguradora, que lucrou USS 4,2 bilhões em 2009 e que está presente no Brasil desde 1996.
A concorrente Swiss Re, segunda maior do mundo, também está na disputa. Segundo Luis Menezes, gerente de engenharia da subsidiária brasileira, a companhia analisava em março pouco menos de 200 contratos de resseguro envolvendo infraestrutura, boa parte deles para deixar o Brasil pronto para os mundiais.
Segundo Menezes, a crise econômica levou a uma paralisação de muitos projetos ao redor clo mundo, principalmente em países desenvolvidos. Para retomar os projetos, alguns investidores aceitaram condições onerosas, e qualquer atraso pode colocar em risco até a sobrevivência da empresa. Diante disso, um dos resseguros demandados atualmente é o “delay in start-up”. O seguro tem por objetivo cobrir a parte das receitas do investidor caso haja atraso na entrega do empreendimento.
Coube à subsidiária brasileira da seguradora Allianz, a maior da Europa, assinar no Brasil o primeiro contrato de seguro para a Copa de 2014.Trata-se de uma apólice de risco de engenharia e de responsabilidade civil contratada pela Retech Engenharia para a primeira etapa da reforma e ampliação do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, de Belo Horizonte.
Os investimentos para deixar o Mineirão pronto estão estimados em R$ 426 milhões. A apólice cobre diversos riscos relacionados exclusivamente ao andamento da obra, como atrasos na entrega causados por más condições climáticas, falhas de cálculos e problemas com os materiais, até o limite de R$ 8,2 milhões. “Temos vários outros engatilhados”, informa Ângelo Colombo, diretor da Allianz.
O seguro-garantia para a construção do Estádio Octávio Mangabeira, conhecido como Fonte Nova, em Salvador, com investimentos previstos em R$ 400 milhões, foi negociado no fim de março.”Ainda neste ano vamos contratar o seguro de responsabilidade civil da obra e o de risco de engenharia”, diz Marcos Lima, responsável pela OCS, corretora de seguros cativa do grupo Odebrecht, um dos investidores do empreendimento.
Virgil Souza, responsável por seguro-garantia da Liberty International Underwriters (LIU), empresa engajada no desenho do programa de seguro das Olimpíadas de 2012 em Londres, diz que o esforço do grupo foi projetar coberturas que permitem um trâmite rápido para a solução de problemas.”É preciso evitar cláusulas que deixem brechas para discussões, pois a agilidade é um ponto crucial para evitar atrasos no empreendimento”, comenta.
Segundo ele, no Brasil as discussões ficam mais em torno do preço do que das coberturas, e isso tem de ser mudado. “Uma das lições que podemos tirar da experiência dos seguros na África é com relação ao gerenciamento de risco das obras”, diz Luciano Calheiros, da Zurich. Em razão disso, as seguradoras e corretoras de seguros, como Aon, Marsh, Willis e MDS, as maiores do Brasil, montaram um “war room”.
A sala de guerra é usada no mapemento de todas as oportunidades a no encaminhamento das soluções mais interessantes por um preço acessível para baratear o custo final do empreendimento.
Já a ACE Seguradora trouxe par: São Paulo uma equipe que participou dos seguros contratados na Inglaterra para a Olimpíada de Londres, em 2012. “Somos a principal seguradora da grande maioria dessas obras, para as quais realizamos contratos de riscos de engenharia e responsabilidade civil para construção e reforma de arenas, estádios, rodovias, redes de saneamento e redes de hotelaria”, diz o presidente, Marcos Aurélio Couto.
“Quem trouxer recursos vai competir com mais força”, diz Fernando Pereira, vice-presidente da Aon, uma das maiores corretoras de seguros do mundo. Algumas apólices são tão grandes que serão pulverizadas por meio de consórcios ou “pool” de seguradoras.”Teremos de alinhar parcerias e escolher líderes para nossos clientes em contratos de infraestrutura”, diz Marcelo Elias, diretor da concorrente Marsh.
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Empresas buscam contratos milionários*
Por Denise Bueno em 12/05/2010
matéria produzida com exclusividade para o especial Infraestrutura, do jornal Valor Econômico, publicado dia 12 de maio de 2010*
O risco de uma crise no mercado de seguros mundial, em consequência da turbulência financeira iniciada na Grécia e que já atinge outros países europeus, começa a ser alvo de atenção das principais seguradoras e compradores de seguros no Brasil. A criação da seguradora estatal Empresa Brasileira de Seguros (EBS) pelo ministro da Fazenda Guido Mantega aconteceu exatamente um dia antes de um forte estresse vivido pelo mercado financeiro mundial. No dia 6 de maio, investidores do mundo todo se assustaram com a queda de 9% na Bolsa de Nova York, durante o dia. No final do pregão, porém, a principal bolsa do mundo amargou uma baixa de 3,2%.
As seguradoras são investidoras institucionais e recebem valores, chamados de prêmios, para garantir pagamentos futuros em caso de perdas de seus clientes. Enquanto essas perdas não ocorrem, as companhias de seguros e de resseguros aplicam os recursos no mercado financeiro. Se o mercado financeiro apresentar perdas, elas também terão prejuízos. A Munich Re, maior resseguradora do mundo, já deu sinais de preocupação. Na sexta-feira, dia 7, afirmou a investidores que talvez não consiga atingir o lucro líquido alvo de € 2 bilhões em 2010, mesmo tendo superado a expectativa do primeiro trimestre, em razão da turbulência financeira.
A incerteza dos mercados aliada a um elevado volume de indenizações pagas com o terremoto no Chile, tempestades na Europa e afundamento da plataforma Deepwater Horizon, alugada pela Brithsh Petroleum da Transoceanda, no Golfo do México, com danos recordes ao meio ambiente, faz com que o cenário realmente seja preocupante para um governo que precisa garantir mais de R$ 1 trilhão em investimentos em infraestrutura do país, como prevê o Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC-2).
Ao criar a EBS, o governo brasileiro quis evitar o risco de passar novamente por um grande aperto como o vivenciado em setembro de 2008, ápice da crise financeira mundial com a falência do banco de investimento Lehman Brothers e a quase derrocada da AIG, até então a maior seguradora do mundo. O susto veio quando todas as garantias para a concretização do “project finance”, com crédito de R$ 6,2 bilhões, da Usina Santo Antonio, com prazo de 25 anos, estavam negociadas e com a crise vários seguradores e resseguradores foram obrigados e sair do contrato ou reduzir a participação em razão da crise. Principalmente a AIG, socorrida pelo Tesouro americano com US$ 180 bilhões, e que tinha uma fatia significativa no acordo da terceira maior hidrelétrica do mundo no Rio Madeira.
De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a EBS não concorrerá com o mercado, porque a concessão de seguro garantia ocorrerá sempre em consórcio com o setor privado. A seguradora estatal será a responsável por administrar os fundos garantidores do governo e também a concessão de seguros não cobertos pelo mercado. Sendo uma seguradora, os recursos dos fundos serão ampliados, uma vez para cada real de risco assumido pela seguradora pode garantir vários mil reais em volume de empréstimos.
A EBS será usada pelo governo caso haja necessidade. Se a atual turbulência financeira for superada, a indústria de seguros tem farta oferta de capital para o Brasil. Estão presentes no país praticamente todas as maiores seguradoras e resseguradoras do mundo. Todas elas disputam os contratos milionários dos investimentos em infraestrutura que suportarão o crescimento da economia do Brasil e também que visam preparar o país para ser o anfitrião da Copa em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016.
São várias frentes de negócios. Desde o seguro que garante que o consórcio vencedor do leilão irá honrar o preço ofertado até o atraso no início de funcionamento de uma hidrelétrica, por exemplo. A Liberty International Underwriters (LIU), divisão de riscos especiais da Liberty Seguros, foi a vencedora da licitação para a emissão da apólice de seguro de transporte de parte das turbinas e subestações relacionadas, que serão usados na construção da hidrelétrica de Jirau, uma das maiores obras do PAC.
A apólice, com prêmio no valor de US$ 1,1 milhão, terá vigência de dois anos e dez meses e prevê cobertura de US$ 335 milhões para danos ocorridos no deslocamento de 18 turbinas e subestações fabricadas na China e Coréia, respectivamente. A apólice contempla uma cobertura adicional de R$ 286 milhões para o caso de atraso no início das operações de Jirau decorrente de problemas no transporte dos equipamentos desde o fabricante até o local de instalação no Rio Madeira.
“Este tipo de cobertura não era aceito pelo Instituto Brasileiro de Resseguros (IRB) antes da abertura do mercado. Neste programa, incluímos esta nova cláusula que é amplamente aceita no mercado internacional e traz novas garantias para as empresas envolvidas no projeto”, diz Paul Conolly, diretor da LIU, que projeta crescimento de 46,5% em grandes riscos em 2010.
Segundo o suíço Emanuel Bats, responsável pela carteira de seguro de riscos de engenharia da Zurich, o grupo atende 134 das 225 construtoras globais, entre elas as principais brasileiras. Luciano Calheiros, diretor da área de seguro patrimonial da Zurich, afirma que há capacidade suficiente no Brasil para investimento de qualquer porte. “Temos US$ 140 milhões em capacidade para contratos de risco de engenharia, o suficiente para garantir a perda máxima de um projeto com investimentos de R$ 1 bilhão”, diz. Em seguro garantia, a capacidade é de US$ 500 milhões e em transporte de grandes equipamentos a Zurich tem US$ 90 milhões por embarque.
A agressividade espanhola tem rendido contratos para a Mapfre, entre eles o da Transnordestina, ferrovia com mais de 1,8 mil quilômetros no Nordeste do país. Nos contratos de seguros envolvendo Copa e Olimpíada, a expectativa da Mapfre é de que o setor terá uma receita extra de R$ 1 bilhão em contratos diversos. “Nos preparamos para ter no mínimo uma fatia de 10%”, diz Octavio Bromatti, diretor de grandes riscos da subsidiária da Mapfre, maior grupo segurador da Espanha e da América Latina em riscos patrimoniais.
Felipe Smith, diretor-técnico da Tokio Marine, está de olho no mercado de petróleo e gás. A expectativa é de que os investimentos atinjam R$ 295 bilhões entre 2010 e 2013, de acordo com projeções do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Só para embarcações são R$ 18,2 bilhões do BNDES”, afirma. A canadense Fairfax começou operar no Brasil no inicio deste ano e conta com quase 40 profissionais para desenvolver negócios corporativos.
Entre as resseguradoras, a subsidiária local da alemã Munich Re fechou o contrato de resseguro para as seguradoras ACE, RSA e Allianz, que juntas dão coberturas para proteger a Impsa dos riscos de construção de 10 instalações eólicas em Santa Catarina, com ativos segurados que superam US$ 1 bilhão, segundo Christian Garbrecht, executivo responsável por desenvolvimento de negócios da Munich Re.
Entre os corretores de seguros e de resseguros a briga promete ser intensa. “Temos mais de 900 projetos de infraestrutura com investimentos de US$ 3 bilhões até 2030″, diz Marcelo Elias, diretor de infraestrutura da Marsh Brasil e América Latina. A Aon investe na captação dos negócios entre os clientes mundiais e no Brasil aposta no treinamento. “Fizemos mais de 15 mil horas de treinamento e mandamos mais de 20 técnicos para serem treinados no exterior”, acrescenta Fernando Pereira, da concorrente Aon.
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Apólice lança “Prêmio Melhores do Seguro”
Por Denise Bueno em 22/04/2010
Para comemorar os seus 15 anos de publicação, a Revista Apólice acaba de abrir as inscrições para a primeira edição do Prêmio Melhores do Seguro. O seu objetivo é estimular, promover e reconhecer o trabalho de personalidades, empresas e seus produtos, que mais contribuíram para desenvolvimento técnico e mercadológico do setor de seguros brasileiro.
Algumas empresas serão premiadas por meio da votação dos corretores de seguros, que responderão a uma pesquisa formulada pela empresa CVA Solutions, parceira da revista na realização do Prêmio. Outra etapa da premiação será por meio da inscrição de cases, que deve ser efetuada no site da Apólice.
Poderão se inscrever nesta 1ª edição do Prêmio Melhores do Seguro profissionais e empresas ligados direta ou indiretamente aos setores de seguros, resseguros, previdência privada, capitalização, saúde e prestação de serviços a estas áreas, de acordo com as categorias de premiação descritas no regulamento, que também está disponível do site www.revistaapolice.com.br. A entrega do prêmio será realizada no mês de agosto, em local e data a serem confirmados.
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