Itaú Unibanco é a seguradora do Ponto Frio

Por Denise Bueno em 12/05/2010

incendioA Itaú Unibanco é a seguradora líder do grupo Globex, controlador do Ponto Frio que teve seu centro de distribuição destruído por um incêndio iniciado às 16 horas da quarta-feira. Segundo o professor da Funeseg Gustavo Mello e também sócio da corretora Correcta, do Rio, a Globex possui apólice de seguros multi-riscos, com cobertura global de R$ 470,7 milhões (estoques) e R$ 854 milhões para o prédio.

Contratos deste volume sempre contam com um amplo programa de resseguros, que é o seguro da seguradora. Desta forma, o prejuízo será diluído entre as participantes do contrato, que geralmente é pulverizado no mercado internacional por meio de contratos automáticos de resseguro.

A seguradora é especializada no atendimento em momentos de crise. Foi ela quem prestou toda a assessoria no acidente da Tam, em julho de 2007, com a morte de 199 pessoas, e também foi quem prestou atendimento no desabamento ocorrido nas obras da Linha 4 do Metrô, no canteiro da Marginal Pinheiros, em janeiro do mesmo ano.

Nos dois acidentes, a Unibanco Seguros, hoje Itaú Seguros, montou um plantão imediatamente no local, prestando todo o apoio necessário aos envolvidos no acidente. No caso da Tam, uma das primeiras providências foi contratar equipes especializadas no atendimento psicológico para ajudar os familiares das vítimas.

No desabamento do Metrô, a primeira ação foi prestar assistência aos familiares das pessoas que estavam desaparecidas e providenciar hotel, dinheiro, roupas, remédios e outras necessidades para todas as famílias que precisaram deixar as casas interditadas por motivos de segurança.

Neste caso do Ponto Frio, como não há feridos, o maior desafio é o plano de contigências para que a distribuição de produtos possa ser continuada a partir de parceiros estratégicos e assim evitar perda de lucro dos clientes do varejista.

Veja a seguir o comunicado distribuído pela assessoria de imprensa do Ponto Frio.

“O Ponto Frio informa que hoje, por volta das 16h00, teve inicio um incêndio no Centro de Distribuição da empresa localizada em Guarulhos, na Av. Papa João Paulo I, 5500. Não houve vitimas ou feridos. A equipe de segurança e prevenção foi acionada e atuou prontamente para que os colaboradores evacuassem o prédio. A empresa informa que trabalha de acordo com as normas de segurança vigentes e mantém o mais alto nível no controle de suas instalações para garantir a segurança e bem estar dos seus colaboradores. A rede já instituiu uma comissão interna para apurar o ocorrido e irá tomar todas as medidas cabíveis para minimizar o impacto desse incidente.Todas as compras já realizadas e futuras terão suas entregas garantidas pelos demais centros de distribuição do Grupo.”

 

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Copa da África do Sul tem cobertura de US$ 5 bi

Por Denise Bueno em 12/05/2010

copa-2010A Copa do Mundo na África do Sul, que começa em 11 de junho, movimentou cerca de US$ 5 bilhões em cobertura de seguros disponibilizada por toda a indústria mundial de seguros, segundo divulgou a agência Reuters nesta semana. As apólices foram contratadas pela Fifa, governos, organizadores locais, agências de turismo entre outros grupos envolvidos na realização do mundial que optaram por prevenir perdas com o cancelamento ou desastres. Segundo a reportagem, a Munich Re informou que detém cerca de US$ 350 milhões do risco. Outras participantes do programa do mundial são Swiss Re, Allianz e Hannover Re. Segundo a agência, o maior risco previsto pela indústria de seguros seria um ataque terrorista na abertura do evento.

 

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Custos do vazamento de petróleo preocupam setor

Por Denise Bueno em 04/05/2010

vazamentoOs custos do vazamento de petróleo no México, que já causam danos significativos na costa dos Estados Unidos, preocupam as seguradoras de todo o mundo. Um relatório da Guy Carpenter, do grupo Marsh, diz que a limpeza deverá custar US$ 1,5 bilhão, sem considerar as indenizações por danos ambientais. Só a indenização da plataforma de petróleo está estimada em US$ 1 bilhão, o dobro do que o setor pagou para a Petrobras em 2001, quando a P-36 afundou.

Várias companhias já divulgaram perdas estimadas com este acidente. A Partner Re estima perdas de US$ 1 bilhão; a Montpelier Re, US$ 20 milhões; a Hannover Re, US$ 53 milhões; a Munich Re, US$ 100 milhões; e a Transatlantic US$ 15 milhões.

A AMBest diz em nota que está monitorando a situação das empresas envolvidas, mas até agora não rebaixou o rating nem da BP, operador do poço, que tem dez blocos de explorações no Brasil, o que torna a solvência dela uma informação vital para o país. Segundo a agência, a cativa da BP, chamada Júpiter, tem um limite máximo por evento de US$ 700 milhões e capital suficiente para honrar este prejuízo.

Levando-se em conta que até mesmo a Petrobras já está anunciando possíveis perdas se tiver de suspender o início da exploração de seu maior projeto em solo americano, Cascade-Chinook entre junho e julho, em razão do acidente, os custos de indenizações deverão ser grandes. O prejuízo previsto pela indústria pesqueira na Lousiana foi estimado em US$ 2,6 bilhões e o do turismo na Flórida em US$ 3 bilhões.

 

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Setor terá perdas diversas com caos aéreo

Por Denise Bueno em 19/04/2010

gustavo-melloAs estimativas para os prejuízos com o caos aéreos ainda são desencontradas, segundo o professor da Funenseg Gustavo Cunha Mello e também corretor da Correcta. Segundo informa em seu blog, Mello cita a previsão de perdas da International Air Transport Association (IATA), de US$ 200 milhões por dia de paralização.

Munich Re e a Allianz afirmaram que a indústria não terá muitos prejuízos, pois as companhias aéreas não contratam seguros de lucros cessantes ou, no termo em inglês, business interruption. Já o Sindicato de corretores de Londre, que congrega 1,7 mil profissionais, informou que as seguradoras, em especial a Tokio Marine Re, têm muitos seguros viagem celebrados com pessoas físicas que garantem esse tipo de evento e, portanto, os prejuízos serão incalculáveis.

Mello lembra da recente greve de pilotos da British Airways. “Para cada dia de greve teve perdas de 13 milhões de libras esterlinas”, diz. Segundo ele, um especialista em seguro aeronáutico, enquanto o Vulcão não parar, e dependendo do que ocorrer com as cinzas — se vão se dissipar na atmosfera ou se depositar sobre plantações e ativos em solo — ainda teremos muita especulação sobre o tamanho dos prejuízos a serem absorvidos.

O risco de voar com este tipo de nuvem foi revelado com um caso concreto. No dia 15 de abril, um caça da Força Aérea da Finlândia sobrevoou a nuvem de cinzas, a uma altitude acima de 50 mil pés, teve suas turbinas danificadas e apagadas em vôo. O piloto, que contou sua experiência no jornal da Globo, conseguiu ligar os motores graças a perícia, altitude levada e ter saído muito rapidamente da nuvem. Em solo analisaram e perceberam os danos pela selagem das partes internas do motor.

Além das perdas da indústria aérea, há riscos com o aumento de doenças respiratórias e perdas na agricultura, uma vez que a fumaça que está no céu uma hora irá descer para a terra e ficará acumulada em algum lugar. De lá, precisará ser retirada e os danos indenizados para quem tiver seguro.

 

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Seguradoras criam pool para atender Belo Monte

Por Denise Bueno em 25/03/2010

trioAs seguradoras JMalucelli, Fator e UBF Seguros anunciaram ao mercado a criação de um pool entre as empresas com o objetivo exclusivo de atender as garantias demandadas pelo Projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), com investimentos estimados em R$ 20 bilhões. Estima-se que o valor total das garantias para o Projeto da UHE Belo Monte, incluindo garantias a investidores e fornecedores deva girar em torno de R$ 6 bilhões.

Segundo comunicado do grupo, está é o maior volume de garantias já originado por um único projeto no Brasil. Porém, segundo notícias divulgadas quando o seguro do Rio Madeira foi fechado pela corretora de seguros OCS, do grupo Odebrecht, o valor supera a de Belo Monte, com R$ 9,5 bilhões.

A nota diz que a intenção deste pool constituído por três tradicionais seguradoras de garantia que juntas representam mais de 50% do mercado brasileiro, com prêmios aproximados de R$ 700 milhões em 2009, é unir a expertise de subscrição das empresas, bem como suas capacidades próprias e de resseguro.

Na opinião de Alexandre Malucelli, vice-presidente da JMalucelli, seguradora líder do pool, este movimento deve gerar um impacto positivo no mercado, uma vez que sinaliza que o mesmo está apto a atender a demanda de seguro garantia para mega-projetos. “Esta parceria demonstra a maturidade dos players envolvidos, bem como potencializa a capacidade das seguradoras do pool em prover soluções adequadas aos clientes e aos beneficiários das garantias”.

O anúncio vem em um momento em que o governo prepara a criação de uma seguradora estatal para dar apoio a iniciativa privada em prover seguro garantia aos projetos milionários de investimentos em infraestrutura.

André Marino Gregori, Diretor da Fator Seguradora, ressalta que com a sofisticação do mercado de seguros, especialmente no de seguro garantia, parcerias inovadoras como esta são muito bem vindas pois agregam valor ao cliente, especificamente no que diz respeito à know-how e capacidade financeira. “No caso da Fator Seguradora, isto tem sido uma realidade do nosso dia a dia. Desta forma o cliente sempre será melhor atendido. “

Trata-se de uma parceria inovadora que com certeza será seguida por outros setores da economia. “Neste modelo todos ganham, pois a experiência das maiores seguradoras do Brasil unidas em projetos desta magnitude contribuem para resultados de sucesso de seus clientes e, consequentemente, para o crescimento do país”, afirma Luiz Roberto Paes Foz, presidente da UBF Seguros.

Localizada no Rio Xingu, próximo à cidade de Altamira, Belo Monte deve gerar 11.233 MW o que equivale a 10% da demanda brasileira, tornando-se a 3ª maior Usina Hidroelétrica do mundo. O Leilão da ANEEL que possivelmente contará com a participação de dois ou três consórcios está agendado para o próximo dia 20 de abril, devendo cada participante apresentar suas garantias de propostas no valor de aproximadamente R$ 220 milhões, iniciando desta maneira a expressiva demanda de garantias estimada pelo pool de seguradoras.

 

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Allianz e Aon no seguro do Guns & Roses

Por Denise Bueno em 15/03/2010

gunsEstou lotada de entrevistas hoje, mas vou tentar apurar quem é a seguradora do Guns. As chuvas fizeram a promotora Time for Fun cancelar o show de Guns, que seria realizado ontem no Rio. O temporal derrubou parte do palco, danificou uma série de equipamentos e machucou parte da equipe. Além disso, um caminhão que trazia parte do equipamento da banda de Sebastian Bach, que faria o show de abertura da noite de ontem, sofreu um acidente no trajeto São Paulo/Rio.

Ou seja, eventos geralmente cobertos na apólice de entretenimento, nicho de mercado disputado atualmente por diversas corretoras e seguradoras, entre as mais conhecidas Aon, Marsh, Chubb, ACE, Generali, Allianz entre outras. É quase certo que a corretora é a Aon e a seguradora a Allianz.

Entre os resseguradores, até mesmo o IRB Brasil está disputando o segmento. Mas parece ter saído livre de qualquer prejuízo com o do GP de fórmula Indy, realizado ontem em São Paulo, com o australiano Will Power vencendo as chuvas, as confusões e os concorrentes. O contrato conta com indenização de R$ 50 milhões, em caso de cancelamento da corrida ou danos de responsabilidade civil.

Quem quiser colaborar, pode me mandar email ou telefonar para dar dicas do seguro de entretenimento no Brasil e especificamente da apólice do Guns. Eu e os leitores, que já chegam a mais de 200 por dia, agradecemos!

 

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Munich Re lidera contrato de usina que explodiu

Por Denise Bueno em 19/02/2010

explosao1A Munich Re lidera o pool de resseguradoras envolvidas no programa de seguros contratado pela Kleen Energy Systems, para a construção da usina termoelétrica que explodiu em Middletown, no estado americano de Connecticut no dia 7 de fevereiro. A explosão, segundo relatos, teria ocorrido durante um teste na usina, que ainda estava em construção. Um vazamento em uma tubulação de gás teria sido responsável pela explosão. Cinco pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas.

Segundo divulgaram os sites internacionais, a resseguradora alemã confirmou que lidera a apólice, mas não deu detalhes do que estaria coberto. As reportagens citam que um funcionário da Kleen revelou que tem cobertura de US$ 664 milhões para cobrir o valor estimado do projeto de US$ 212 milhões e também tem crédito para o caso de atraso da entrega da obra. As estimativas do setor apontam para perdas materiais de US$ 50 milhões e outros US$ 100 milhões para prejuízos decorrentes da interrupção de negócios.

Scor, Chartis, Hartford e Associated Electric & Gas Services Ltd (AEGIS) detêm 5% cada. Entre outras participantes, o site Business Insurance cita Starr, ACE, Lloyd’s of London, National Union Insurance e Arch Insurance Group Inc. O site não menciona quem é o corretor da apólice.

 

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Zurich eleva em 8% o lucro operacional em 2009

Por Denise Bueno em 05/02/2010

zurich1A Zurich Financial Services encerrou 2009 com lucro operacional de US$ 5,5 bilhões, incremento de 8% em relação ao resultado do ano anterior. O lucro líquido ficou estável em US$ 3,2 bilhões. Segundo nota divulgada, os prêmios de seguros gerais apresentou redução de 8%, para US$ 34 bilhões. O retorno sobre capital ficou em 12% e o índice combinado encerrou o ano em 96%.

Segundo comentou o CEO Martin Senn, 2009 foi um excelente ano para a Zurich, com a geração de um resultado sólido e uma boa performance em todas as linhas de negócios em todo o mundo, apesar do ambiente econômico desfavorável. O balanço completo pode ser acessado no site www.zurich.com.

 

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Dez dicas para salvar o carro de enchentes

Por Denise Bueno em 10/12/2009

1259426785m5hq711Diante das últimas notícias do caos em várias cidades do Brasil, nada mais informativo ao internauta do que dicas de como salvar o carro das enchentes. Em tempos de evitar desperdícios para construir um mundo melhor para os que virão, é bom saber das dicas valiosas elaboradas pela CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária). Afinal, mesmo que tenha seguro, é bom saber o que fazer em situações de alagamentos para evitar prejuízos inclusive a sua vida.

1. Caso o motor morra durante a travessia, jamais tente dar a partida, mantenha-o desligado e remova o veículo até uma oficina. Diante da possibilidade de admissão de água, essa prática reduz o risco de danos causados ao motor por um calço hidráulico.

2. Observe a altura do nível de água do trecho alagado, a maioria das montadoras estabelece uma altura máxima para essas travessias, não podendo exceder o centro da roda.

3. É prudente que o veículo, durante o alagamento, seja dirigido em baixa velocidade, mantendo uma rotação maior e constante ao motor, em torno de 2.500 RPM, o que diminui a variação do nível da água e seu respingar junto ao motor, dificultando sua admissão indevida e a contaminação de componentes eletroeletrônicos, melhorando a aderência e a dirigibilidade do veículo.

4. No caso de veículos equipados com transmissão automática, a troca de marchas deve ser feita manualmente, selecionando a posição “1”. Dessa forma, o veículo não desenvolve tanta velocidade, sendo possível imprimir uma rotação maior ao motor. Outra possibilidade é manualmente alternar a troca de marchas entre “N” e “1”, de modo a manter a velocidade do veículo baixa durante o trecho alagado, sem descuidar da rotação do motor, sempre em torno de 2.500 RPM.

5. Alguns veículos automáticos oferecem como opcional o ajuste da tração, conhecido como “WINTER” ou “SNOW”. Embora sua função seja a de conferir maior segurança durante trechos de baixa aderência, como neve ou lama, evitando que o veículo patine graças ao bloqueio do diferencial, também deve ser utilizado durante alagamentos, pois beneficia o controle da velocidade do veículo e da rotação do motor.

6. Mantenha a calma nos casos em que, durante a travessia, sejam constatados sintomas como o aumento de esforço ao esterçar (direção hidráulica), variação na luminosidade das luzes do painel de instrumentos, alertas sonoros, flutuação dos ponteiros, luzes de anomalia da injeção eletrônica, bateria e ABS (se disponível) acesas, aumento do esforço ao acionar os freios e interrupção do funcionamento da tração 4 X 4 (veículos diesel), pois provavelmente todo esse quadro é causado pela perda de aderência entre a correia auxiliar e as respectivas polias da bomba da direção hidráulica, alternador e bomba de vácuo (veículo diesel), sendo, na maioria das vezes, um fato passageiro que não impede a dirigibilidade. Apenas reforce a cautela e mantenha o menor número possível de equipamentos ligados.

7. É recomendado desligar o ar condicionado, reduzindo assim o risco de calço hidráulico. Essa prática impede que alguns componentes joguem água na tomada de ar do motor. Veículos rebaixados e turbinados, na maioria das vezes, apresentam maiores riscos de sofrer calço hidráulico; por isso, é aconselhável manter a originalidade da montadora. Se o veículo estiver nessas condições, redobre a atenção aos procedimentos sugeridos.

8. Para os casos mais sérios de alagamentos, é recomendado preventivamente fazer um check-up, corrigindo, por exemplo, possíveis alterações do sistema de injeção eletrônica, muitas vezes simples e imperceptíveis nessa fase, como maus contatos, mas que posteriormente podem gerar grandes transtornos.

9. Pode haver, entre outros, a contaminação do cânister, do óleo da transmissão, do(s) eixo(s) diferencial(is), no caso de veículos com tração traseira ou mesmo quatro por quatro, o que determina a redução da vida útil dos componentes integrantes desses conjuntos, além de riscos acentuados de falhas na embreagem, suspensão e freios. Para combater os efeitos dessa possibilidade, é recomendável encaminhar-se rapidamente até uma oficina e solicitar a avaliação desses itens.

10. Havendo travessias consecutivas de alagamentos, recomenda-se uma limpeza do sistema de ventilação, pois estará sujeito à contaminação por fungos, microorganismos e bactérias, demandando limpeza de todo o sistema para a utilização segura.

 

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Swiss Re projeta avanço e obstáculos para 2010

Por Denise Bueno em 02/12/2009

swiss-reOs economistas da Swiss Re apostam na manutenção da recuperação do mercado de seguros em 2010. Segundo evento realizado ontem, o economista chefe Thomas Hess informou que os balanços apresentados até agora de seguradoras e resseguradoras mostram uma retomada no lucro e nas vendas. Aliado a isto, temos o fato da situação financeira mundial estar mais animadora do que um ano atrás. No entanto, o setor tem um longo caminho pela frente, com alguns potenciais obstáculos a serem superados, como o aumento da regulamentção, baixo retorno nas aplicações financeiras e mudanças climáticas.

“A economia global cresceu no segundo semestre de 2009, mas a recuperação é frágil”, disse. Sem impactos relevantes da crise financeira dos Emirados Árabes em outras partes do mundo, os economistas do grupo suíço acreditam que o crescimento será pequeno em 2010, mas vai acelerar moderadamente em 2011. A política monetária passará a ficar mais apertada no final de 2010 e reduções de estímulo fiscal vai seguir pouco depois até os mercados se equilibrarem”.

Segundo o estudo da Swiss Re, o crescimento real do PIB nos países da OCDE é estimado em 2,5%. Já nos mercados emergentes, a alta é animadora: 6%. Em relação as commodities, o estudo mostra que os preços do petróleo devem continuar bastante próximos dos níveis atuais, aumentando ligeiramente em 2011 e 2012, quando a atividade econômica deve se acelerar. A redução da flexibilização da política monetária poderá valorizar os rendimentos dos títulos do governo, especialmente em 2011.

O obstáculo a ser transposto pelas seguradoras está numa maior regulação da indústria de seguros, como conseqüência das perdas registradas pelas seguradoras de crédito, como as monolines, com Fannie, e principalmente AIG. Ele acredita que as seguradoras e resseguradoras ainda precisam melhorar o relacionamento com os governos e autoridades monetárias para enfatizar a diferença operacional entre seguradoras e bancos. Desta forma, evitarão que o setor fique engessado com amarras que não refletem a realidade da indústria.

Diante da boa performance dos mercados emergentes durante a crise, é esperado um crescimento maior na indústria de seguros nesses países em relação às economias desenvolvidas. Os BRIC (Brasil, Rússia, China e Índia) continuarão liderando o crescimento, com exceção da Rússia, mas afetada pela crise financeira.

Quando o assunto são as catástrofes naturais, a conseqüência vem para todos os países. “Perdas de catástrofe natural global têm aumentado significativamente nas últimas décadas e devem crescer ainda mais”, disse Matt Weber. “A Europa tem registrado perdas acima da média em 2009. O impacto das alterações climáticas poderá causar mais catástrofes com mais freqüência em todo o mundo no futuro, principalmente no que diz respeito a enchentes.”

De acordo com o estudo, a média mundial de perdas seguradas com catástrofe natural entre 1970 e 1989 foi de US$ 5,1 bilhões por ano. Mas aumentou para US$ 27,1 bilhões por ano entre 1990 e 2009. Como resultado, podemos ver a demanda crescente de coberturas por catástrofe natural. Diante deste cenário, torna-se cada dia mais prioritário o estabelecimento de parcerias público-privado na luta contra o risco de um aumento substancial dos riscos gerados com a mudança climática.

 

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