ATUALIZAÇÃO Generali é uma das seguradoras do Costa Concordia
Por Denise Bueno em 15/01/2012
NOTA DO DIA 18 DE JANEIRO – 10H50 – Matéria do Financial Times do dia 17 traz mais nomes de seguradoras ao contrato de seguro do Costa Concórdia. Entre as seguradoras estão a alemã Allianz, a francesa Axa, a italiana Generali, a americana XL Insurance e a britânica Royal & Sun Alliance. A resseguradora alemã Hannover Rück, a terceira maior do mundo, prevê que terá que pagar, pelo menos, 10 milhões de euros em indenizações pagas pelo contrato envolvendo danos na embarcação e de responsabilidade civil, incluindo custos de resgate e indenização aos passageiros e beneficiários daqueles que perderam a vida no acidentes
NOTA DO DIA 15 DE JANEIRO – 21H43 – A Generali, RSA e XL são algumas das seguradoras do navio “Costa Concordia”, que zarpou na sexta-feira de Civitavecchia, na região de Roma, e encalhou em um banco de areia próximo à Giglio, no sul da Toscana. Até domingo à noite, das mais de 4 mil pessoas a bordo, cinco foram encontradas mortas.
Segundo o jornal italiano Il Sole 24 Ore, que cita um corretor de seguros da Aon, o grupo Costa Crociere, proprietária do cruzeiro Costa Concordia, tem uma apólice com cobertura de 450 milhões de euros para danos na embarcação e outros US$ 3 bilhões para indenizar danos causados a passageiros e tripulantes, apólice conhecida como Responsabilidade Civil.
Ainda segundo o Il Sole, a Generali, maior grupo segurador da Itália, informou que é apenas uma das companhias de um grupo de empresas de seguros e de resseguros responsáveis pelo contrato de seguro do grupo Costa Crociere. De acordo com a imprensa internacional, o pagamento da indenização não afetará em nada os preços das renovações de seguros de navios de cruzeiro, uma vez que o risco está bem pulverizado em várias companhias.
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Aon, Allianz e Liberty fazem o seguro dos shows de Paul McCartney no Brasil
Por Denise Bueno em 11/11/2010
Sabia que o seguro é uma das primeiras coisas que um investidor pensa antes de apostar suas fichas em um negócio? Sem uma apólice de seguro que garanta o retorno do capital investido, dificilmente um show como de Paul McCartney pode ser realizado. Afinal, serão três apresentações: dia 7 de novembro, no estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre; e dias 21 e 22 de novembro, no estádio do Morumbi, em São Paulo, com público estimado em cerca de 180 mil pessoas. Trata-se de um dos maiores da história do mercado musical do país, ficando atrás apenas do SWU em 2010.
Para começar, o próprio astro jamais realiza um show sem antes ter a certeza de que os riscos da realização de um megavento foram mitigados. Ou seja, o gerenciamento de riscos começa com a contratação de uma equipe de primeira, orientada para selecionar os melhores fornecedores, seja de transporte de equipamentos ou de montagem e desmontagem de arquibancadas. Isso já garante menos riscos de acidentes antes e durante o evento.
Mas mesmo assim, a probabilidade de algo ocorrer, ainda existe. É nesta hora que entra em cena o seguro. No caso da turnê de Paul McCartney no Brasil, a corretora Aon foi contratada para desenhar o programa de seguros para garantir o sucesso do megaevento e indenizações de até R$ 24 milhões em caso de algo previsto no contrato dar errado. A alemã Allianz é a principal seguradora da apólice desenhada pela AON para o show de Paul McCartney e a Liberty participa com o excesso de risco, ou seja, com indenizações que ultrapassem um valor determinado no contrato como limite para a Allianz.
A cobertura da apólice ampara desde a infraestrutura (equipamentos) até os danos materiais e corporais sofridos por terceiros durante a realização do evento. Também estão cobertos eventuais prejuízos decorrentes de condições climáticas adversas, cancelamento ou não realização do mesmo, o chamado “No Show”.
A PlanMusic assina a organização da turnê em São Paulo e em Porto Alegre o projeto conta com a parceria da RBS com a DC Set. “A partir das necessidades de coberturas apontadas pelo cliente, estruturamos o seguro em faixas de riscos para atender a todas as necessidades. Para isso, desenvolvemos um produto personalizado e diferente dos seguros de shows tradicionais”, disse Bruno Amorim, responsável pela área de Leisure, Sports & Entertainment da Aon.
Em 2010, a companhia também foi a corretora dos shows Bon Jovi, Rush, Green Day, Black Eye Peas, entre outros. Para 2011, a expectativa é ainda mais promissora. “O Brasil será palco de diversos shows internacionais, irá sediar os jogos mundiais militares no Rio, além de outras grandes produções, que irão impactar no crescimento do segmento”, prevê Amorim.
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Mais uma concorrente para o garantia: Austral
Por Denise Bueno em 29/10/2010
A Austral Seguradora, empresa do Grupo Austral, braço da Vinci Partners para o setor de seguros, recebeu o sinal verde da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para operar no mercado brasileiro. Com investimento inicial de R$ 25 milhões, a companhia terá foco nos segmentos de Seguro Garantia e Riscos de Engenharia, priorizando projetos de infraestrutura como rodovias, ferrovias, aeroportos, projetos de energia elétrica, habitacional, construção naval, saneamento, óleo e gás e concessões.
Segundo o diretor executivo da Austral Seguradora, Carlos Frederico Leite Ferreira, existe uma projeção relevante de investimentos no setor de infraestrutura no Brasil, o que estimulará as operações de Seguro Garantia e Riscos de Engenharia. Somente em 2009 estes segmentos cresceram, respectivamente, mais de 40% e 27%, na comparação com 2008, informou a empresa em nota divulgada à imprensa.
O volume de prêmios da nova seguradora deverá alcançar cerca de R$ 400 milhões nos próximos cinco anos, de acordo com o plano de negócios. Além disto, os acionistas estão preparados para investir até R$ 500 milhões em capital para fomentar o crescimento da empresa.
A ideia dos executivos da Austral Seguradora é torná-la um dos principais players do ramo no país, oferecendo capacidade ao mercado por meio de um serviço diferenciado, ágil e desburocratizado. “O grande diferencial da empresa está na ênfase na qualidade e agilidade do atendimento e prestação de serviços a corretores e parceiros de negócios, buscando um atendimento personalizado”, afirma Ferreira, que possui mais de 15 anos de experiência na subscrição de seguro garantia no Brasil.
A Austral Seguradora contará ainda com uma parceira no segmento ressegurador, a Austral Resseguradora (Austral Re), que compõe o Grupo Austral, e deverá iniciar as operações em território nacional até o fim de 2010. A Austral Re, cujo capital inicial soma R$ 100 milhões, terá a Austral Seguradora como principal cliente no segmento de Seguro Garantia. “A expectativa é que a participação de mercado da nossa resseguradora atinja entre 10% e 12% em cinco anos”, prevê Bruno Zaremba, sócio da Vinci Partners, controladora do Grupo Austral.
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Competição reduz pela metade preço de seguro para estádios, diz Munich Re
Por Denise Bueno em 17/09/2010
O preço do programa de seguro de riscos de engenharia para os estádios que serão construídos ou reformados para a realização dos jogos da Copa de 2014 no Brasil representa 50% do valor cobrado pela indústria de seguros internacional das arenas construidas na África do Sul para o mundial de 2010.
“Os riscos técnicos entre os dois países são semelhantes. A diferença de preço é explicada pela recente abertura do mercado de resseguros no Brasil, que tem gerado acirrada concorrência, e pelo excesso de capital disponibilizado pelos acionistas ao país que é a bola da vez no mundo atualmente”, explica Rodrigo Belloube, executivo da Munich Re especializado em riscos de infraestrutura, ao blog Sonho Seguro. “A Munich Re não é partidária desta prática e não tem apoiado essas operações”, afirma.
O executivo explica que a diferença de custos, termos e condições entre o que se observou nos seguros da África e a prática corrente no Brasil traz preocupações. “Existe aparentemente falta de compatibilidade entre os sinistros futuros, pois as obras citadas têm execuções de alguns anos, e as condições dos contratos sendo agora celebrados”.
Segundo ele, a Munich Re tem tido grande apetite pelos riscos, mas há limites. “Outro dia recebemos uma proposta que equivalia a 30% do preço praticado na África e declinamos. Nossa proposta é, junto com a seguradora, fazer um preço técnico do risco e assim ter sustentabilidade no programa de investimento, que é de longo prazo”.
Belloube explica que a construção de um estádio é muito simples e não requer coberturas complicadas. Praticamente não há demanda pela cobertura Advance Loss of Profit (ALOP), que indeniza os investidores em caso de perda financeira pelo atraso do empreendimento. Como não pode haver atraso neste caso do mundial, esta cobertura tem ficado de fora dos programas”, explica. Os construtores compram apenas cobertura para riscos que envolvem perdas materiais.
O executivo proferiu palestra no evento Munich Ressegurando o Futuro, realizado no dia 17 de setembro, em São Paulo. Cerca de 400 executivos estiveram presentes para assistir as doze palestras apresentadas durante todo o dia. Temas como Crédito de Carbono, Mudanças Climáticas e Infraestrutura para Copa e Olimpíadas foram os mais concorridos.
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Perdas no México endurecem negociações
Por Denise Bueno em 22/07/2010
*matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
A explosão da plataforma Deepwater Horizon no Golfo do México e conseqüente vazamento de óleo que já é considerado o maior e mais devastador já visto desestabilizou o mercado de seguros conhecido como “energy”, que envolve plataformas de petróleo. Segundo recente estudo da corretora Willis, as taxas de seguros aumentaram, alguns players estão deixando o mercado e a oferta de capacidade começa a ficar restrita principalmente para perfuração.
Este cenário já dificulta a rotina de seguros da Petrobras, que vinha obtendo com certa facilidade um sem números de contratos para garantir o volumoso plano de investimentos, incluindo a exploração do pré-sal, comentam executivos do setor no Brasil, Alemanha e Suíça.
Segundo o último Willis Energy Market Review Newsletter, divulgado na semana passada, a desestabilização ocorreu com a perda de US$ 785 milhões, sendo US$ 560 milhões da plataforma da BP no Golfo e também porque outros prejuízos, como US$ 235 milhões da Perarl Aban, plataforma na costa da Venezuela e o recente anúncio da Apache Corp, com sede em Houston, de uma perda inexperada de US$ 150 milhões ainda com o furacão Ike, que devastou o Golfo em 2008. Ainda é preciso contabilizar outros milhões de dólares para remover os destroços da Deepwater Horizon do fundo do mar.
A estimativa de perdas com a Deepwater Horizon fica entre US$ 20 bilhões a US $ 30 bilhões, mas a indústria de seguros estima perdas de US$ 1,2 bilhão, sendo o restante considerado um auto seguro da operadora da plataforma. “A tragédia da perda Horizon Deepwater, potencialmente o maior da história do mercado de plataformas, trouxe sério choque para o mercado, alterando substancialmente o ambiente de negócios”, comentou Alistair Rivers, CEO da Willis Energia em comunicado.
Obviamente o acidente trouxe mais consciência aos gestores de riscos dos operadores dos riscos a que estão expostos, o que acabou por lotar a caixa posta de emails dos corretores que operam neste nicho de negócios. Rivers acha ser esta uma reação exagerada, já que a perda da Horizon Deepwater é bastante singular e a probabilidade de um evento similar é “remota para a maioria dos operadores”. A recomendação da Willis é fazer uma análise detalhada do risco antes de optar pela mudança no pacote atual de seguros.
O estudo também comenta que as grandes perdas deste ano, se agravadas com uma forte temporada de furacões no Golfo do México 2010, que acontece entre junho e setembro, pode levar a uma retirada significativa das seguradoras do mercado. E as que continuarem, deverão adotar posturas mais duras de subscrição e aumento dos custos de resseguro, que também sofrem um agravamento por conta da necessid ade de capital que será exigido nas normas de Solvência II.
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Embargo de obras só com autorização do presidente do Ibama
Por Denise Bueno em 15/07/2010
O governo vem tomando algumas atitudes que, indiretamente, podem ajudar a reduzir o preço do seguro. Um dos agravantes do preço de seguros de grandes obras, por exemplo, é o risco dos embargos. Isso, no seguro garantia é um ponto crucial no cálculo do preço, uma vez que a apólice garante a entrega do projeto nas condições acordadas no contrato. Ou seja, no prazo.
Segundo nota na coluna de Sonia Racy hoje no jornal O Estado de S.Paulo, “Abelardo Bayma, do Ibama, baixou, discretamente, na segunda, uma portaria chamando para si toda responsabilidade das atuações fiscais do órgão”. De acordo com as informações do jornal, embargo em obra de interesse público, “como medida cautelar, somente será efetuado mediante prévia aprovação do presidente do Ibama”. A atividade só será paralisada quando Bayma considerar que sua “continuidade representa risco iminente de agravamento de danos para o meio ambiente ou para a saúde pública”.
Segundo a colunista e sua equipe apuraram, a medida é consequência dos pedidos de interdição nos portos de Santos e Paranaguá por fiscais do Ibama semana passada, revertidos a toque de caixa. “É o governo Lula fazendo de tudo para o PAC não empacar”, diz a nota.
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Geneva Association cobra diálogo construtivo
Por Denise Bueno em 18/06/2010

*matéria produzida com exclusividade para CNSeg (www.viverseguro.org.br)
A Geneva Association enviou hoje mais uma carta aos ministros, bancos centrais e órgãos reguladores dos 20 maiores países do mundo, o G-20. Na carta, a entidade, que reúne 80 líderes mundiais da indústria de seguros, afirma que a entidade está consciente do importante trabalho empreendido pelo G-20 e pelo Financial Stability Board (FSB) e da necessidade de um diálogo ativo e construtivo entre governos, reguladores, supervisores e a indústria de seguros para enfrentar os desafios criados pela crise financeira.
Segundo Nikolaus von Bomhard, presidente do Conselho de Administração da Geneva Association e também da Munich Re, e Patrick Liedtke, presidente da entidade, uma das iniciativas do grupo foi dar suporte ao trabalho do International Association of Insurance Supervisors (IAIS), que no último dia 4 emitiu uma análise de parte do estudo em curso.
Segundo o comunicado, a Geneva Association e o IAIS entendem que o setor de seguros é suscetível a riscos sistêmicos gerados em outras partes do setor financeiro. Para a maioria dos ramos de seguros, no entanto, há pouca evidência de que a operação de seguro possa gerar ou intensificar o risco sistêmico dentro do sistema financeiro ou mesmo na economia real.
De acordo com a análise do IAIS, uma regulação e supervisão local fortes e alinhadas às práticas globais podem atenuar as possibilidades de alguns nichos de seguros, como atividades não regulamentadas e seguros de garantia financeira, contribuir para agravar o risco na indústria financeira. Detectado o potencial risco de que apenas segmentos específicos podem alimentar uma crise, caso ela exista, o objetivo da IAIS agora é promover melhorias para os processos de supervisão e fiscalização, aliada a uma gestão de risco mais eficiente e com acompanhamento global por meio de comitês internacionais.
Embora algumas das preocupações da IAIS sobre os potenciais riscos sistêmicos diferem das conclusões da associação, os executivos se dizem satisfeitos por estar cada dia mais claro que a IAIS notificou a todos os envolvidos sobre as particularidades do mercado de seguros e assim garantir que a regulamentação em andamento para a indústria financeira diferencie seguradoras de bancos. “É muito importante que as soluções destinadas a aumentar a resiliência do sistema financeiro reconheçam as características específicas de seguro e de outros serviços financeiros”, finaliza a carta da Geneva Association.
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Aon cria espaço “Brasil Room” em evento internacional
Por Denise Bueno em 17/06/2010
*A jornalista viajou a convite da Aon Brasil
A Aon Brasil, em conjunto com os líderes da Aon na America Latina, idealizou e organizou uma sala de encontros, chamada de “Brazil Room”, com o objetivo de transmitir em primeira mão a seus clientes e prospects presentes ao evento, informações atualizadas sobre o mercado de seguros brasileiro. Os clientes tinham muita curiosidade para entender mais deste país que virou moda no mundo, diz Christopher Wellington, diretor da Aon Gobal Client Network.
Segundo Fernando Pereira, vice-presidente e CCO da Aon Brasil, os visitantes tinham grande curiosidade sobre às oportunidades e diferenciais do mercado brasileiro após as recentes mudanças, como a abertura do mercado de resseguro, que atraiu ao país mais de 75 resseguradores em dois anos, e as consolidações de seguradoras, como Itaú Unibanco com Porto Seguro, Mapfre com Banco do Brasil, Marítima com Yasuda, Zurich com Minas Brasil entre outros. “Eles também queriam saber mais sobre o país escolhido para sediar a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016 e também um forte candidato a ser a quinta maior economia do mundo nos próximos anos”.
O “Brazil Room” também serviu como um espaço para discussão entre executivos e gestores de riscos de empresas internacionais que planejam investir ou ampliar suas operações no país. Os que já estão instalados no Brasil aproveitaram a oportunidade para discutir sobre os riscos a que estão expostos e quais os impactos das mudanças regulatórias dentro do programa mundial. “O número de visitantes ao Brazil Room superou em muito a nossa expectativa, o que nos mostra o acerto desta iniciativa e a importância de se criar um espaço específico para divulgar o mercado brasileiro de seguros, com seus desafios e oportunidades singulares”, diz Fernando Kolling, diretor comercial internacional.
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Copa da África conta com seguro de US$ 9 bilhões
Por Denise Bueno em 08/06/2010
A Copa do Mundo na África do Sul movimentou um volume de seguros muito acima da estimativa dos executivos. Segundo divulgou ontem o Lloyds of London, o evento esportivo conta com seguros de US$ 9 bilhões para os mais diversos riscos. Seja para cobrir prejuizos dos organizadores e patrocinadores com a não realização do evento até despesas com intoxição alimentar dos torcedores por alimentos servidos nos estádios.
Este é um programa de seguros que conta com a participação de um grande número de corretores, seguradoras e resseguradoras, devido ao envolvimento de uma infinidade de empresas, de diversas nacionalidades e nichos de negócios. Geralmente há uma grande disputa pelos contratos, uma vez que este evento traz prestígio e pouco sinistro, tamanha é a logística de segurança envolvida.
A maior apólice, de US$ 4,3 bilhões, é a de “property”, que no Brasil é conhecida como ramos elementares por garantir danos a bens. Nela estão incluídos os 10 estádios e as vilas onde ficam os jogadores das 32 seleções que começam a disputar no próximo dia 11.
A apólice de “no show”, na qual até o IRB Brasil Re participa, tem praticamente o mesmo valor da primeira e cobre o cancelamento ou adiamento de jogos pelos mais diversos fatores, como problemas administrativos ou mau tempo e visa cobrir os prejuízos dos patrocinadores, desde redes de televisão até o carrinho de cachorro quente que abastece os torcedores durante as partidas. Segundo o Lloyds, há registro de apenas um “no show” na história da Copa do Mundo: durante a Segunda Guerra Mundial. Por ser Guerra, um evento excluído da cobertura de seguro, possivelmente não foi registrado sinistro.
A principal apólice em termos de sustentabilidade é a de responsabilidade civil, que cobre danos causados a terceiros durante a realização do mundial, seja por desabamento de arquibancas, seja no transporte de equipamentos que envolvem o evento. Outra apólice comum e também contratada para a Copa da África é que de acidentes pessoais para os integrantes das seleções.
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Vazamento dificulta compra de seguro
Por Denise Bueno em 07/06/2010
A explosão da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, e o consequente vazamento de óleo, já considerado o maior e mais devastador da história, desestabilizaram o mercado de seguros conhecido como “energy”, que envolve plataformas de petróleo. Segundo recente estudo da corretora Willis, as taxas de seguros aumentaram, alguns players estão deixando o mercado e a oferta de capacidade começa a ficar restrita, principalmente para perfuração.
Este cenário já dificulta a rotina de seguros da Petrobras, que vinha obtendo com certa facilidade um sem-número de contratos para garantir o volumoso plano de investimentos, incluindo a exploração do pré-sal, comentam executivos do setor no Brasil, Alemanha e Suíça.
Segundo o último Willis Energy Market Review Newsletter, divulgado na semana passada, a desestabilização ocorreu com a perda de US$ 785 milhões, sendo US$ 560 milhões da plataforma da BP no Golfo, além de outros prejuízos, como US$ 235 milhões da Perarl Aban, plataforma na costa da Venezuela, e o recente anúncio da Apache Corp, com sede em Houston, de uma perda inesperada de US$ 150 milhões ainda com o furacão Ike, que devastou o Golfo em 2008. Ainda é preciso contabilizar outros milhões de dólares para remover os destroços da Deepwater Horizon do fundo do mar.
A estimativa de perdas com a Deepwater Horizon fica entre US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões, mas a indústria de seguros estima perdas de US$ 1,2 bilhão, sendo o restante considerado um auto seguro da operadora da plataforma. “A tragédia da perda Horizon Deepwater, potencialmente o maior da história do mercado de plataformas, trouxe sério choque para o mercado, alterando substancialmente o ambiente de negócios”, comentou Alistair Rivers, CEO da Willis Energia em comunicado.
Obviamente o acidente trouxe mais consciência aos gestores de riscos dos operadores dos riscos a que estão expostos, o que acabou por lotar a caixa posta de e-mails dos corretores que operam neste nicho de negócios. Rivers acha ser esta uma reação exagerada, já que a perda da Horizon Deepwater é bastante singular e a probabilidade de um evento similar é “remota para a maioria dos operadores”. A recomendação da Willis é fazer uma análise detalhada do risco antes de optar pela mudança no pacote atual de seguros.
O estudo também comenta que as grandes perdas deste ano, se agravadas com uma forte temporada de furacões no Golfo do México 2010, que acontece entre junho e setembro, podem levar a uma retirada significativa das seguradoras do mercado. E as que continuarem deverão adotar posturas mais duras de subscrição e aumento dos custos de resseguro, que também sofrem um agravamento por conta da necessidade de capital que será exigido nas normas de Solvência II.
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