Construção de Belo Monte novamente em risco
Por Denise Bueno em 08/04/2010
O imbróglio para a construção de Belo Monte, a terceira maior hidrelétrica do mundo, está grande e agora compromete até mesmo as seguradoras que criaram um pool para ofertar garantias para o empreendimento. O Ministério Público do Pará disse que irá notificar oito empresas, entre elas Fator Seguros, JMalucelli e UBF, para evitar que elas cooperem com os danos e ilegalidades que fazem parte do estudo que fará o órgão pedir a anulação da licença pública para a construção da hidrelétrica.
As outras empresas consideradas co-responsáveis, além das seguradoras, são BNDES, Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Vale. As seguradoras, segundo nota divulgada recentemente, formaram um pool para ofertar garantias de R$ 6,5 bilhões para viabilizar a estrutura de financiamento da construção da usina, com recursos estimados em R$ 20 bilhões.
Ontem a Odebrecht e Camargo Correia desistiram de participar do leilão previsto para o dia 20, justificando que o governo não respondeu aos questionamentos sobre o edital. Ficou apenas um consórcio agora, o da Andrade Gutierrez. A expectativa do governo é de que outro se inscreva para acirrar a concorrência pelo preço ofertado.
Segundo noticias dos jornais, os procuradores da República que analisaram o empreendimento apontam afronta à Constituição, às leis ambientais e às resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente entre os oito problemas identificados. Um dos mais sérios é uma análise que afirma que se a hidrelétrica for construída como mostra o projeto poderá secar 100 km de rio e comprometer a água e o alimento das populações.
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Perdas divulgadas no Chile ultrapassam US$ 2,5 bi
Por Denise Bueno em 11/03/2010
As perdas divulgadas pelas seguradoras e resseguradoras no Chile em consequência do terremoto e tsunami que destruiram boa parte do País no último dia 27 de fevereiro já chegam a US$ 2 bilhões. Segundo as empresas de levantamento de danos por catástrofes, a conta ainda pode chegar a US$ 8 bilhões. Grande parte resulta do abalo em prédios comerciais e residenciais, com indenizações por danos materiais. Outra relevante parcela das indenizações será para pagar contratos que contam com cobertura para interrupção de negócios, mais conhecido como lucro cessante.
Veja a seguir os valores divulgados por empresas:
Munich Re – US$ 543 milhões (400 milhões de euros)
Swiss Re – US$ 500 milhões
Transatlantic Re – US$ 90 milhões
Everest Re - US$ 337 milhões (£ 225 milhões)
Partner Re – US$ 320 milhões
Hannover Re - US$ 253 milhões (185milhões de euros)
RSA - US$ 45 milhões (£ 30 milhões)
Scor - US$ 131 milhões (95 milhões de euros)
Validus - entre US$ 170 milhões e US$ 270 milhões
Flagstone - US$ 50 milhões
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Que 2010 seja repleto de notícias interessantes!!!
Por Denise Bueno em 24/12/2009
Mais um ano termina. 2009 realmente foi diferente. Dinâmico. Arrojado. Movido mais pelas atitudes do que pela política. Como dizem os estrangeiros, que geraram tanta notícia quanto os brasileiros, a indústria de seguros brasileira:
- fez a diferença, como Lula
- está na moda, como o Brasil
- protegida de tsunamis financeiros pela Susep
- e de catástrofes, por mais de 70 resseguradores aqui presentes
- se reinventa, como o Banco do Brasil
- exercita a arte de torear para vencer, como a espanhola Mapfre
- respeita as diferenças, como diz Trabuco, do Bradesco
- revoluciona em nome dos stakeholders, como Bom Ângelo, da Lazam
- investe em atitudes coerentes para vencer o caos e aliviar o estresse, como a SulAmérica
- se renova para romper fronteiras, como o Itaú Unibanco
- encanta clientes, como a Porto Seguro
- e também é cabeça dura, como Jayme Garfinkel, quando precisa mostrar que o diferente pode ser inovador
- diversifica para mitigar riscos, como o grupo Liberty Mutual
- oferece coberturas de A a Z, como a Allianz
- aposta em ser única, no estilo puro sangue, como a Chubb
- investe na capilaridade, na especialização e nas mulheres, como a Aon (elas representam 60% do quadro de funcionários)
- apoia a infraestrutura, como a ACE
- incentiva a responsabilidade civil, como a Zurich
- está dinâmica, como a Mongeral
- arrojada, como a “dama do aço” que comanda a Icatu
- consciente da importância de ser sustentável para evoluir, como João Gilberto Possiede, da JMalucelli e também o grande mestre do seguro garantia, um dos produtos com mais destaque neste e nos próximos anos
- não mede esforços para se popularizar, como a Caixa
- aponta falhas para transformá-las em virtude, como Leôncio de Arruda, do Sincor-SP
- trabalha em equipe, como Marcos Lima da Odebrecht
- difunde a cultura, como a Funenseg
- constrói sua política, como a CNSeg
- faz parcerias para se fortalecer, como a Marítima
- cultiva a perseverança, como a japonesa Tokio Marine
- ambiciona ser a melhor do mundo, como o Santander
- aposta na longevidade, como o HSBC
- dribla as catástrofes jurídicas e técnicas, como os advogados
- faz malabarismos, como o IRB, para se livrar das amarras e manter a forma
- insiste nas mudanças de processos, como as consultorias
- une o útil ao agradável como os “headhunters”
- luta pela informação e pela ética para escrever a história, como os jornalistas
- e permanece saudável, como todos nós.
A todos que tornam este setor cada dia mais sustentável, Feliz Natal e um 2010 repleto de good news!!!!
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Lucro das seguradoras cresce 12% até outubro
Por Denise Bueno em 02/12/2009
As seguradoras brasileiras obtiveram lucro líquido de R$ 7,6 bilhões no período de janeiro a outubro deste ano, avanço de 12% comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo estudo da consultoria Siscorp, o retorno sobre o patrimônio líquido do final de período se manteve em 18%. A previsão é de encerrar o ano em 15%.
A líder absoluta no quesito lucro é a Bradesco Seguros e Previdência, com R$ 2,5 bilhões até outubro, segundo revela o estudo que tem como base os dados enviados pelas seguradoras à Superintendência de Seguros Privados (Susep), informa Flávio Faggion (foto), proprietário da consultoria. Itaú Unibanco vem em segundo, com R$ 1,1 bilhão, Caixa Seguros com R$ 609 milhões e Banco do Brasil, com R$ 548 milhões. As seguradoras ligadas a bancos respondem por mais de 63% da lucratividade do setor.
Sem considerar saúde, as seguradoras registraram vendas de R$ 75 bilhões no acumulado do ano até outubro, evolução de 10%. O segmento de seguros gerais respondeu por R$ 27 bilhões; seguro de vida e acidentes por R$ 11,3 bilhões; previdência, incluindo VGBL, por R$ 29 bilhões; e capitalização por R$ 7,8 bilhões.
O maior produto em termos de arrecadação é o VGBL, com R$ 22,8 bilhões, crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Seguro de carro movimentou prêmios de R$ 14,1 bilhões, alta de 12%, sendo o segundo produto mais vendido pela indústria de seguros. Em terceiro vem o seguro de vida e acidentes pessoais, com R$ 11,3 bilhões em prêmios, evolução de 14%.
Segundo o estudo da Siscorp, entre as tendências de alta até o final do ano estão VGBL e riscos especiais. Automóveis, vida, rural, responsabilidades e habitacional manterão o crescimento estável. Nos demais produtos, a tendência revelada pela consultoria é de baixa.
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Tufão no Japão pode causar perdas de US$ 1,5 bi
Por Denise Bueno em 09/10/2009
As perdas para a indústria de seguros do tufão Melor ocorrido no Japão estão estimadas entre US$ 850 milhões e US$ 1,5 bilhão, segundo a AIR, empresa americana especializada em riscos de catástrofes.
Segundo as agências, pelo menos duas pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas no tufão que obrigou mais de 11 mil pessoas a deixar as suas casas na ilha de Honshu, a maior do Japão. Os pedidos de indenização virão de perdas de segurados com destelhamento de imóveis e perda de conteúdo, em infraestrutura, com a destruição de pontes, e lucro cessante, com a paralisação de atividades consequente do corte de energia.
No Japão, as construções são adaptadas as catástrofes naturais freqüentes no país, o que ajuda a reduzir os estragos gerados com tufões e terremotos.
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Seguradoras investem para conquistar corretores
Por Denise Bueno em 05/10/2009
A aposta no corretor de seguros promete movimentar o 16º Congresso dos Corretores de Seguros que será promovido de 9 a 11 de outubro, em Florianópolis, capital do estado que vem sofrendo com os eventos climáticos nos últimos meses. O evento conseguiu vender praticamente todos os estandes da XV Exposeg, feira realizada juntamente com as palestras que visam discutir o novo cenário da indústria de seguros com a consolidação de seguradoras.
Entre as seguradoras que preparam surpresas aos corretores estão Liberty, Generali, Mapfre, Bradesco, SulAmerica, Tokio Marine entre outras. “Estamos sempre presentes nos maiores e mais importantes eventos do setor. Nosso objetivo é estreitar cada vez mais o relacionamento com os corretores e, consequentemente, oferecer os melhores produtos para nossos clientes”, comenta o presidente Luis Maurette em nota divulgada à imprensa.
O grupo Liberty apresentará sua nova campanha de vendas no evento. Segundo a seguradora, a ação tem como objetivo reconhecer os corretores que tiverem o melhor desempenho de vendas durante um determinado período em praticamente todos os produtos comercializados, como automóvel, vida, empresa, residência e affinity.
“A campanha de incentivo é uma oportunidade para estimular nossos corretores a manter a qualidade nas vendas e no atendimento aos nossos clientes”, reforça Matias Ávila, vice-presidente de produção da Liberty na nota. “Os prêmios serão revelados apenas durante a Exposeg. Será uma grande surpresa para todos”, garante o executivo.
Para o estande, o grupo preparou uma programação completa com diversas atividades, entre elas ações promocionais e um jogo interativo. Trata-se um simulador de corrida 3-D, no qual os participantes que alcançarem os melhores tempos diários na corrida virtual serão premiados. No primeiro dia, o melhor “piloto” ganhará um netbook Dell (mini notebook com tela de 8,9 polegadas). No segundo dia, o prêmio é um iPhone e, no último, um Playstation 3.
A Mapfre Seguros destacará uma equipe especial para atender aos profissionais corretores que visitarem seus estandes. Segundo nota do grupo, o objetivo é oferecer atenção total aos presentes, repassando a eles os conceitos de inovação adotados pela empresa como diferencial na conquista e fidelização dos consumidores. A preocupação com a qualidade no atendimento poderá ser vista logo na chegada dos visitantes, que serão recepcionados no estacionamento que será personalizado pela Mapfre.
De acordo com o presidente da Mapfre Seguros, Antonio Cássio dos Santos, a empresa vai aproveitar o evento para transmitir sua expertise aos corretores, ajudando-os no competitivo mercado segurador. “Queremos estender aos nossos parceiros de negócio os conceitos de inovação e qualidade como fator diferencial para a expansão de seus resultados junto ao público consumidor”, diz na nota.
A Generali Brasil Seguros também estará lá. No estande da seguradora italiana os corretores poderão conferir a linha de seguros e serviços que a companhia oferece, como o Generali Empresa e o Generali Residência, ambos recentemente reformulados, bem como se informar sobre a Campanha Primavera Premiada, que se estenderá até 31 de dezembro.
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Carteira de auto assume um novo desenho*
Por Denise Bueno em 05/10/2009
*matéria feita com exclusividade para a Revista Apólice - Setembro/2009
E agora, como fica o mercado de seguro de carro? Esta tem sido uma das perguntas mais pronunciadas desde o dia 24 de agosto, quando Porto Seguro e Itaú Unibanco anunciaram a criação da Porto Seguro Itaú Unibanco Participações (Psiupar), dona de 28% das vendas de seguros de carro no Brasil, com prêmios de R$ 2,2 bilhões no primeiro semestre deste ano.
O bom nesta história é poder trazer notícias boas aos leitores, que muitas vezes se queixam que a imprensa só divulga fatos negativos. “Todos ganharam com a Psiupar. Corretores, mercado e consumidores”, diz Leôncio Arruda, presidente do Sindicato dos Corretores de São Paulo (Sincor-SP). “Fico feliz de um conglomerado enorme do tamanho do Itaú Unibanco ter a política da Porto Seguro, que ficou no controle da operação de seguros de carro e de residência.”
Outro lado positivo citado por Arruda nesta negociação foi o Bradesco permanecer como uma opção a todos. “Foi uma vitória para todos nós que o Bradesco não negociou com a Porto Seguro. Se isto tivesse acontecido, sairia do mercado e todos nós perderíamos uma das poucas opções entre as boas seguradoras”, acrescentou Arruda.
Segundo comentou o presidente do Sincor-RS, Celso Marini, a preocupação com a associação entre Itaú Unibanco Seguros e Porto Seguros vem da redução do número de seguradoras no Brasil. “Por outro lado, temos o prenúncio de uma companhia muito forte, com grandes reservas técnicas e uma carteira operacional gigantesca. Em relação aos corretores de seguros, fica a esperança de que a nova companhia mantenha e amplie a política de parceria com nossa categoria”.
A consolidação é uma tendência neste mercado, com margens de ganho apertadas. “Ainda mais agora com a queda da taxa de juros, que proporcionava boa parte dos ganhos na carteira, a escala é uma questão de sobrevivência para manter a rentabilidade neste segmento”, diz o consultor Roberto Castiglione.
Hoje, as dez maiores seguradoras de automóvel do País detém 91% das vendas. Segundo dados da consultoria Siscorp, os prêmios de seguro de carro somaram R$ 8 bilhões no primeiro semestre, sem considerar o DPVAT. Desse valor, a Psiupar tem 29%, seguida pela Bradesco (13%), SulAmérica (12%), Liberty (8% ), Mapfre ( 8%), HDI (6% ), Allianz (6%), Brasilveículos, parceria entre Banco do Brasil e SulAmérica (5%) e Tokio Marine (4%). ”Ficou mais apertado para os que disputam o setor. A liderança está em quem negocia através do corretor de seguros, como Porto Seguro e Bradesco. O BB é outro que promete ter o corretor como parceiro. Vamos ver”, comenta Leôncio Arruda.
Segundo Farid Eid , diretor da Alfa Seguradora, a recente associação gerou de fato uma grande empresa do setor, com o expertise da Porto mais o grande balcão do Itaú Unibanco a sua disposição para fazer o que bem entender. “Mas nós acreditamos que as seguradoras de pequeno e médio porte, assim como a Alfa, sofrerão menos o impacto, se comparadas aos grandes players, por estarem firmes na operação com alguns corretores de seguros e principalmente por terem escolhido nichos específicos de mercado”.
Na busca por escala, o Brasil registrou várias negociações nos últimos meses. Liberty com Indiana, Yasuda com Marítima, Zurich com Minas Brasil. Para tornar o cenário ainda mais desafiador, outras tantas negociações estão em andamento, como a Tokio negociando com o Santander e o Banco do Brasil que vem com força total.
O maior banco do Brasil, controlado pelo governo, promete para o mês de setembro um “terremoto” na indústria de seguros com a divulgação que pretender fazer sobre as parcerias que desenha há quase dois anos para ganhar a liderança do mercado. Oficialmente, executivos do BB confirmam que há conversas com SulAmérica e Mapfre, mas levantam a dúvida sobre outros interessados envolvidos na engenharia financeira conduzida pelo UBS Pactual.
Apesar de ter uma participação insignificante em automóvel, o BB, assim como a Caixa Econômica Federal, outro grande player, deverão trazer mudanças significativas no seguro de carro em razão da mudança de estratégia do banco. Até antes da crise financeira, a Caixa focavam suas atividades em áreas sociais do governo, como habitação, e o BB ensaiava entrar no financiamento de carros. Mas com a crise financeira, ambos passaram a comprar carteiras de bancos médios que enfrentavam dificuldades, reforçando a área de crédito para a compra de veículos.
Em agosto, a Caixa lançou uma forte campanha de financiamento de carros em concessionárias no interior de São Paulo. A curiosidade é quem será a parceira da Caixa em seguro de carro, até pouco tempo atrás uma operação pequena no banco oficial. E falando em carros novos, vale lembrar que o Itaú Unibanco tem a maior carteira de crédito para veículos do Brasil, com quase R$ 50 bilhões no final de junho deste ano.
Por isso, quem imaginava que a concorrência na venda de seguro de carro estava em seu pico máximo, vai se surpreender daqui para frente. “Acredito que perderei noites de sono para dar o lucro que o Itaú espera desta negociação”, comentou Jayme Garfinkel, presidente da Porto Seguro. Esta frase sinaliza que a briga será intensa, uma vez que o ganho da negociação já é certo.
Além de conquistar uma carteira de bom tamanho, Jayme Garfinkel ainda ganhou uma rede de distribuição de mais de 4,5 mil pontos, tem a confiança dos corretores e a perspectiva de internacionalização junto com os planos do Itaú. Além disso, a negociação agregou valor para as ações, uma vez que a expectativa de ganhos de sinergia, pelo mercado, seja em receita ou despesa, supera R$ 404 milhões. Se Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, quer mais do que isso, a pressão por custos e gestão na carteira de automóvel será maior do que qualquer um previu até agora.
Para o consultor Flávio Faggion, diretor presidente da Siscorp, especializada em seguro, os efeitos práticos da associação demorarão um pouco para ser sentidos pelos corretores e consumidores. Vale lembrar que a operação ainda tem de ser aprovada pelos órgãos reguladores. A previsão é de que isto aconteça ainda neste ano para que a Psiupar possa iniciar 2010 em plena operação.
“A Porto terá que pensar numa estratégia de preços dos seguros vendidos pelos corretores e aqueles vendidos nas agências do Itaú. Acredito que vai haver certa homogeneização”, diz Faggion. Segundo ele, os concorrentes ficarão muito atentos no comportamento da Porto e é muito provável que as seguradoras tomem atitudes mais agressivas do que vem fazendo até hoje. “Se esses movimentos forem na linha de redução de preço, estratégia sem grandes expectativas, poderá representar algum aumento do tamanho do mercado, mas mesmo assim não muito significativo.”
Outra boa notícia para os corretores. Apenas um terço da frota brasileira de veículos está segurada. Há muitos consumidores para serem conquistados. Ainda mais se levarmos em conta o potencial de venda de carros no Brasil. O mercado brasileiro possui 7,4 habitantes para cada veículo em circulação, enquanto o México tem 4,1 habitantes e a Argentina, 4,8. Um mercado e tanto.
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Lucro das seguradoras cresce 7% até agosto
Por Denise Bueno em 01/10/2009
As seguradoras brasileiras obtiveram lucro líquido de R$ 6,2 bilhões no período de janeiro a agosto deste ano, avanço de 7% comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo estudo da consultoria Siscorp, o retorno sobre o patrimônio líquido do final de período ficou em 18%, oito pontos percentuais abaixo dos 25% registrados em mesmo período do ano passado.
A líder absoluta no quesito lucro é a Bradesco Seguros e Previdência, com R$ 1,8 bilhão até agosto, segundo revela o estudo que tem como base os dados enviados pelas seguradoras à Superintendência de Seguros Privados (Susep). Itaú Unibanco vem em segundo, com R$ 988 milhões, Caixa Seguros com R$ 480 milhões e Banco do Brasil, com R$ 438 milhões. As seguradoras ligadas a bancos respondem por mais de 80% da lucratividade do setor.
Sem considerar saúde, as seguradoras registraram vendas de R$ 59,8 bilhões no acumulado do ano até agosto, evolução de 9%. O segmento de seguros gerais respondeu por R$ 21,7 bilhões; seguro de vida e acidentes por R$ 9 bilhões; previdência, incluindo VGBL, por R$ 18,1 bilhões; e capitalização por R$ 5,8 bilhões.
O maior produto em termos de arrecadação é o VGBL, com R$ 17,6 bilhões, crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. Seguro de carro movimentou prêmios de R$ 11,1 bilhões, alta de 12%, sendo o segundo produto mais vendido pela indústria de seguros. Em terceiro vem o seguro de vida e acidentes pessoais, com R$ 9 bilhões em prêmios, evolução de 15%.
Segundo o estudo da Siscorp, entre as tendências de alta até o final do ano estão VGBL e riscos especiais. Automóveis, vida, rural, responsabilidades e habitacional manterão o crescimento estável. Nos demais produtos, a tendência revelada pela consultoria é de baixa.
A liderança dos grupos seguradoras muda para os diferentes tipos de produtos, tendo a Bradesco a liderança geral, com prêmios de R$ 9,4 bilhões (sem considerar saúde). Também é do grupo segurador controlado pelo Bradesco a liderança em vendas de VGBL, vida e acidentes.
O Itaú Unibanco lidera em patrimoniais, DPVAT, riscos financeiros, transporte, casco e riscos especiais. O Banco do Brasil é líder na venda de seguro rural e títulos de capitalização, enquanto a Caixa fica em primeiro lugar no ranking de seguro habitacional e de crédito.
A JMalucelli obteve o melhor índice combinado (prêmios menos indenizações e despesas), com 65%, seguida pela Caixa e pela Safra Seguros, ambas com 66%. Das 50 maiores companhias, exatamente a metade tem índice de até 100%. As restantes terão de usar o ganho financeiro para compensar a perda operacional.
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Setor deve crescer 7% este ano, para R$ 103 bi
Por Denise Bueno em 28/09/2009
A indústria de seguros do Brasil deve encerrar 2009 com faturamento de R$ 102,9 bilhões, o que representará crescimento de 7% sobre o ano anterior, segundo dados do Informe Anual/ Balanço Social e Caderno de Projeções do Mercado Segurador”, lançado oficialmente na última sexta-feira, pela CNSeg.
Em 2010, avança para R$114,3 bilhões, com alta de 11%. Em 2011, R$127,1 bilhões (11%); e em 2012, sobe para R$ 140,7 bilhões em prêmios e contribuições de seguros (incluindo Saúde), previdência e capitalização, conjuntamente.
O caderno traz dados estatísticos de 2008 da indústria de seguros do Brasil, os desembolsos das suas empresas em ações de responsabilidade social e projeções de resultados até 2012 segmentados por ramos e carteiras. Em 2008, por exemplo, o setor gerou mais de 200 mil empregos no ano passado e obteve receita acima de R$ 96 bilhões, 14% a mais que o totalizado em 2007.
O Balanço Social 2008 lista os programas sociais do mercado segurador, como atendimento a crianças carentes, capacitação de menores infratores, fora iniciativas de inclusão cultural e de defesa do meio ambiente. No ano passado, o mercado segurador investiu mais de R$ 57 milhões em programas de responsabilidade social.
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Bill inaugura temporada de furacões no Atlântico
Por Denise Bueno em 19/08/2009
A temporada de formação de furacões no Atlântico, entre junho e novembro, tem o seu primeiro evento depois de quase dois meses em razão do El Nino, que inibe a formação de furacões no Atlântico, levando-os para o oceano Pacífico. Depois das tempestades Ana e Claudette, veio o Bill, que ganhou força e já passou da categoria 2 do último dia 17 para a categoria 4 nesta quarta-feira, segundo informou o National Hurricane Center dos Estados Unidos. Bill está nas ilhas Bermudas, com ventos de 215 quilômetros por hora e poderá ganhar ainda mais intensidade.
Os especialistas prevêem a formação de até três furacões nesta safra. Apesar de reduzido número, os estragos que eles podem causar são incalculáveis. O furacão Katrina foi responsável pelo maior prejuízo financeiro em 2005. Segundo cálculos da Swiss Re, só esse furacão gerou perdas econômicas superiores a US$ 135 bilhões, sendo US$ 40 bilhões indenizadas pelas seguradoras, superando o furacão Andrew, ocorrido em 1992, com indenizações de US$ 22 bilhões e os atentados terroristas de Nova York, em 11 de setembro de 2001, com US$ 21 bilhões.
A principal preocupação das seguradoras está com o Golfo do México, local de grande concentração de plataformas de petróleo, que consumiu metade das indenizações do Katrina. O setor de energia, que engloba riscos de petróleo, embarcações e mineração, movimenta prêmios anuais de US$ 4 bilhões.
A grande perda aconteceu em 2005, com a ocorrência de quatro furacões – Katrina, Rita, Wilma e Dennis-, com intensidade elevada. Mas foi o Katrina que causou boa parte das perdas de US$ 20 bilhões registradas no Golfo do México nas plataformas de petróleo. O efeito foi a saída de várias seguradoras do ramo, aumento do preço do seguro e conseqüentemente a redução de capacidade de capital para segurar os riscos.
Curiosidade - Os nomes dos furacões são retirados de uma lista de mais de 100 nomes, que são repetidos em um ciclo de 6 anos. Segundo explicam os especialistas, os nomes dos furacões e das tempestades tropicais são dados sempre que seus ventos atingem 62 quilômetros por hora.
Quando um furacão causa danos excessivos seu nome é retirado da lista. Isso já aconteceu com mais de 60 nomes, entre eles o Katrina.
O nome Bill foi utilizado em junho de 2003. A tempestade tropical Bill que devastou o estado norte-americano da Louisiana em junho causou prejuízos de US$ 22 milhões para as seguradoras e pelo baixo custo, o nome Bill permaneceu na lista de nomes de furacões e está agora sendo usado novamente.
Cerca de 5 mil moradores pediram indenização por danos causados às suas residências atingindo o montante de US$ 9,1 milhões. Além deles, 2.128 motoristas exigiram indenização por ferimentos sofridos nos acidentes provocados pelas chuvas e outros 252 motoristas reivindicaram US$ 656 mil pelos danos aos seus veículos. Estas indenizações somaram US$ 5,1 milhões. Os prejuízos causados a 1.555 estabelecimentos comerciais custaram quase US$ 4,5 milhões em indenizações.
Classificação - Existe uma escala que mede o poder de destruição dos furacões a partir da intensidade dos ventos. A escala vai de 1 a 5, sendo o quinto grau o mais violento e arrasador. Segundo o site apolo11.com, somente três furacões categoria 5 atingiram a costa dos EUA no século passado: um deles, sem nome, atingiu a Flórida em 1935, Furacão Camille em 1969 e Furacão Andrew em 1992.
Categoria 1 - ventos entre 119 e 153 km/h
Categoria 2 - ventos entre 154 e 177 km/h
Categoria 3 - ventos entre 178 e 209 km/h
Categoria 4 - ventos entre 210 e 249 km/h
Categoria 5 - ventos maiores que 249 km/h
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