Arthur J Gallagher compra Securitas no Brasil

Por Denise Bueno em 17/02/2010

A Arthur J Gallagher & Co, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, anunciou na segunda-feira que abriu escritório no principal mercado da América Latina ao adquirir a corretora de resseguros brasileira Securitas Re, do fundo de investimento Estater. A Securitas já era a representante oficial da corretora no Brasil.

Segundo nota divulgada pelo grupo, a operação local terá Fernando Prado no comando. David Ross, CEO da Gallagher International disse no comunicado que a grande vantagem é que a aquisição ajuda o grupo a não começar do zero. O objetivo da corretora é atuar com resseguro facultativo de empresas de petróleo, energia, construção, assim como seguro garantia, risco político e riscos financeiros, como D&O e crédito.

 

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Everest Re volta ao lucro com US$ 807 milhões

Por Denise Bueno em 11/02/2010

A Everest Re registrou lucro líquido de US$ 807 milhões em 2009, recuperando o prejuízo de US$ 18,8 milhões do ano anterior. O ganho operacional evolui de US$ 562 milhões para US$ 763milhões. O índice combinado também melhorou significativamente, passando de 95% para 89.6%.

O volume de prêmios totalizou US$ 4,1 bilhões, acima dos US$ 3,6 bilhões de 2008. Joseph Taranto, presidente do grupo, disse em comunicado que o crescimento de 12% nos prêmios, o retorno sobre capital em 15% e o aumento de 27% no valor de mercado da companhia demonstram a solidez do grupo para crescer em 2010.

 

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Cooper Gay prevê ano desafiador para resseguro

Por Denise Bueno em 03/02/2010

42-18369667A recuperação geral dos mercados de investimento globais e a ausência de grandes catástrofes que contavam com seguros fizeram de 2009 um ano muito lucrativo para a indústria de resseguros. Segundo relatório divulgado pela corretora de resseguros Cooper Gay, a expectativa para 2010 já não é tão promissora quanto o resultado do ano passado.

De acordo com o estudo, enquanto as seguradoras enfrentaram sérios desafios em manter o faturamento dentro de um cenário de economia em recessão, o setor de resseguros se beneficiou por 2009 ser um ano de baixo volume de pedidos de indenizações causadas por catástrofes naturais. Além disso, as emissões de cat bonds tiveram uma significativa melhora no ano passado, com 19 emissões que totalizaram US$ 3,5 bilhões.

Seymour Matthews, presidente do resseguro da Cooper Gay, disse que 2010 já foi abalado pela terrível perda de vidas no Haiti, embora o impacto financeiro não deverá afetar os preços. No entanto, é provável um aumento na atividade do furacão em 2010, acima da média de anos anteriores.

 

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Resseguro: para e pense

Por Denise Bueno em 09/12/2009

Algumas matérias são realmente interessantes. Ontem e hoje a imprensa trouxe o resseguro como manchete. O que mostra a necessidade da parar um minutinho e pensar. Como o IRB Brasil Re pode continuar grande se todas as empresas que compravam resseguro — mais de 60 já estão no Brasil — do órgão estatal agora vão usar as suas próprias resseguradoras?

A principal função do resseguro é pulverizar o risco no exterior. Esta função no IRB era exercida pelas estrangeiras. Por deixar outros fazerem por ele esta tarefa não acumulou experiência internacional e perdeu os poucos funcionários que tinha e que sabiam como fazer. Não há reestruturação que o faça ser grande. Mas há seguros politicos que precisam de resseguro oficial.

Bem, vamos lá. Em janeiro a obrigatoriedade de preferência dos contratos aos locais cai de 60% para 40%. Aguardemos para ver como fica a situação e a oferta do Banco do Brasil para a compra de parte do IRB Brasil Re, controlado pelo governo e por duas seguradoras privadas, Bradesco e Itaú Unibanco.

 

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Swiss Re projeta avanço e obstáculos para 2010

Por Denise Bueno em 02/12/2009

swiss-reOs economistas da Swiss Re apostam na manutenção da recuperação do mercado de seguros em 2010. Segundo evento realizado ontem, o economista chefe Thomas Hess informou que os balanços apresentados até agora de seguradoras e resseguradoras mostram uma retomada no lucro e nas vendas. Aliado a isto, temos o fato da situação financeira mundial estar mais animadora do que um ano atrás. No entanto, o setor tem um longo caminho pela frente, com alguns potenciais obstáculos a serem superados, como o aumento da regulamentção, baixo retorno nas aplicações financeiras e mudanças climáticas.

“A economia global cresceu no segundo semestre de 2009, mas a recuperação é frágil”, disse. Sem impactos relevantes da crise financeira dos Emirados Árabes em outras partes do mundo, os economistas do grupo suíço acreditam que o crescimento será pequeno em 2010, mas vai acelerar moderadamente em 2011. A política monetária passará a ficar mais apertada no final de 2010 e reduções de estímulo fiscal vai seguir pouco depois até os mercados se equilibrarem”.

Segundo o estudo da Swiss Re, o crescimento real do PIB nos países da OCDE é estimado em 2,5%. Já nos mercados emergentes, a alta é animadora: 6%. Em relação as commodities, o estudo mostra que os preços do petróleo devem continuar bastante próximos dos níveis atuais, aumentando ligeiramente em 2011 e 2012, quando a atividade econômica deve se acelerar. A redução da flexibilização da política monetária poderá valorizar os rendimentos dos títulos do governo, especialmente em 2011.

O obstáculo a ser transposto pelas seguradoras está numa maior regulação da indústria de seguros, como conseqüência das perdas registradas pelas seguradoras de crédito, como as monolines, com Fannie, e principalmente AIG. Ele acredita que as seguradoras e resseguradoras ainda precisam melhorar o relacionamento com os governos e autoridades monetárias para enfatizar a diferença operacional entre seguradoras e bancos. Desta forma, evitarão que o setor fique engessado com amarras que não refletem a realidade da indústria.

Diante da boa performance dos mercados emergentes durante a crise, é esperado um crescimento maior na indústria de seguros nesses países em relação às economias desenvolvidas. Os BRIC (Brasil, Rússia, China e Índia) continuarão liderando o crescimento, com exceção da Rússia, mas afetada pela crise financeira.

Quando o assunto são as catástrofes naturais, a conseqüência vem para todos os países. “Perdas de catástrofe natural global têm aumentado significativamente nas últimas décadas e devem crescer ainda mais”, disse Matt Weber. “A Europa tem registrado perdas acima da média em 2009. O impacto das alterações climáticas poderá causar mais catástrofes com mais freqüência em todo o mundo no futuro, principalmente no que diz respeito a enchentes.”

De acordo com o estudo, a média mundial de perdas seguradas com catástrofe natural entre 1970 e 1989 foi de US$ 5,1 bilhões por ano. Mas aumentou para US$ 27,1 bilhões por ano entre 1990 e 2009. Como resultado, podemos ver a demanda crescente de coberturas por catástrofe natural. Diante deste cenário, torna-se cada dia mais prioritário o estabelecimento de parcerias público-privado na luta contra o risco de um aumento substancial dos riscos gerados com a mudança climática.

 

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Seguradoras lucram com boa safra de satélites

Por Denise Bueno em 01/12/2009

sateliteEstudo da corretora Aon divulgado em Londres revela que o seguro de satélites tem se mostrado muito rentável nos últimos cinco anos. De acordo com a publicação, a previsão de lucro para 2009 é de US$ 400 milhões, caso não haja pedido de indenizações até o final deste ano. Este valor significa exatamente a metade do volume de prêmios do mercado mundial, de US$ 800 milhões, pagos pelos segurados para satélites lançados e também em órbita. Mas como as seguradoras tiveram um grande déficit em 2007, o lucro servirá para amenizar a perda passada e com isso os preços deverão apresentar apenas uma ligeira queda.

No terceiro trimestre de 2009, foram ao ar segurados cinco lançamentos: dois Ariane 5s, dois Protons e um Long March 3B, o que gerou cerca de US$ 154,6 milhões de faturamento para o mercado de seguros. O Long March 3B ficou aquém da órbita de destino, devido a uma anomalia na terceira fase, mas os engenheiros conseguiram manobrar a nave, o que resultou em uma perda de apenas um terço da vida da nave espacial.

Segundo Clive Smith, líder da unidade de negócios espaciais, disse no comunicado que a demanda de empresas de comunicação por satélite continua crescente, principalmente para aumentar a capacidade de banda larga e teve a cabo. Há também muitos lançamentos para vigiar a poluição da terrae monitorar movimentos de desastres naturiais.

A crise financeira reduziu o lançamento de satélites, uma vez que faltou capital para novos projetos. “Mas o ritmo começa a voltar a esta indústria, com projetos interessantes”, diz Smith. “A saúde da indústria de seguros significa que ela está bem posicionada para apoiar programas de satélites, oferecendo uma capacidade suficiente para satisfazer as exigências dos investidores”.

 

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Itaú divulga fato relevante sobre compra da XL

Por Denise Bueno em 13/11/2009

O Itaú Unibanco divulgou fato relevante hoje informando que sua controlada Itaú Seguros e a XL Swiss Holdings Ltd, sociedade controlada pela XL Capital Ltd celebraram em 12 de novembro um contrato regulando a aquisição da participação da XL na Itaú XL Seguros Corporativos. Nesse contexto, a Itaú XL Seguros Corporativos será 100% detida pelo Itaú Unibanco.

Segundo o fato relevante, em linha com os interesses da XL em continuar atuando no Brasil e com o relacionamento existente entre ambas, um acordo separado foi firmado por meio do qual a Itaú irá fornecer cobertura de seguros aos clientes da XL no Brasil e também aos clientes dos programas globais da XL com operações no Brasil. Essas apólices de seguros serão resseguradas pela XL Re, constituída no Brasil como uma resseguradora local. O acordo terá efeito após a aprovação dos órgãos reguladores.

 

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Hannover Re lucra € 159,4 milhões no trimestre

Por Denise Bueno em 06/11/2009

ulrich-wallin-hannover-reA Hannover Re, quarta maior resseguradora do mundo, divulgou hoje um balanço positivo. O que significa boas notícias para as seguradoras brasileiras, empenhadas na busca de capacidade para os riscos do Brasil.

O lucro líquido chegou a € 159,4 milhões no terceiro trimestre, comparado a perda de € 395 milhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano até setembro, o lucro ficou em €578.4 milhões, estimulado pela demanda das seguradoras por resseguros como forma de aliviar o capital e também pela fraca ocorrência de catástrofes.

Os prêmios brutos evoluíram 23%, para € 2,4 bilhões, principalmente pela aquisição da Scottish Re no primeiro trimestre deste ano. Este é o terceiro trimestre consecutivo em que o grupo Hannover Re divulga resultado positivo. “Com o nosso resultado deste trimestre, atingiremos nossa meta para 2009”, informa o CEO Ulrich Wallin, em nota divulgada à imprensa. O grupo espera bons resultados para 2009, com alta de dois pontos percentuais no retorno sobre o capital, que deverá situar-se na casa dos 20%.

 

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JMalucelli responde por 35,7% do lucro do banco

Por Denise Bueno em 06/11/2009

O braço segurador do Paraná Banco, JMalucelli Seguradora e JMalucelli Resseguradora, foi responsável por 35,7% dos R$ 21,1 milhões do lucro líquido consolidado do terceiro trimestre do banco. A JMalucelli Seguradora atingiu lucro de R$ 6,3 milhões e vem mantendo a liderança no segmento de concessão de apólices de seguro garantia. Em agosto, o market-share registrava 31,4% para prêmios diretos. O índice de sinistralidade da JMalucelli Seguradora atingiu 5,6% contra um índice médio do mercado de 31,8%.

Na resseguradora, criada em 2008, os prêmios de resseguros emitidos alcançaram R$ 35,8 milhões e lucro líquido de R$ 1,2 milhões. O market-share da JMalucelli Re para os prêmios de resseguro para o grupo de riscos financeiros (seguro garantia, seguro de crédito e seguro D&O – Directors and Officers) em agosto foi de 38,7%.

Segundo nota da empresa, a indústria de seguros do Brasil vislumbra um momento especial neste setor visto que os investimentos em infraestrutura estão em alta e a expectativa de novos investimentos é ainda maior com referência, por exemplo, nos projetos para abrigar a Copa do Mundo 2014, Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016 e obras exploratórias do pré-sal.

Com relação à parceria firmada com a Caixa Seguros, relativa ao programa “ Minha casa, Minha vida” volume de prêmios gerados até 3T09 foi de R$ 3 milhões. O prazo médio dos contratos é de aproximadamente 24 meses.

Em 17 de setembro, a agência internacional de classificação de risco, Fitch Ratings, elevou o rating nacional da Força Financeira de Seguradora da JMalucelli Seguradora de “A-(Bra) para “A (Bra)” refletindo o bom desempenho operacional da companhia.

 

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Catlin registra alta de 5% nos prêmios do trimestre

Por Denise Bueno em 06/11/2009

stephen-catlinO grupo Catlin, dono do maior sindicato do Lloyd’s of London e presente no Brasil, anunciou prêmios brutos de US$ 3 bilhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Catlin Syndicate no Reino Unido representou US$ 1,9 bilhão, ligeira queda diante dos US$ 2 bilhões do mesmo período anterior. A unidade dos Estados Unidos movimentou prêmios de US$ 429 milhões, acima dos US$ 257 milhões e o Catlin Internacional, onde está incluído o Brasil, foi responsável por US$ 268 milhões, acima dos US$ 210 milhões.

Os contratos de resseguros representam a maior fatia do Catlin, com US$ 999 milhões; responsabilidade civil teve prêmios de US$ 590 milhões; riscos marítimos e de energia US$ 503 milhões; e riscos especiais, de guerra e político, US$ 315 milhões. Stephen Catlin (foto), diretor executivo, comentou que algumas linhas de negócios continuarão apresentando desafios para 2010, mas a meta do grupo é continuar crescendo com rentabilidade.

 

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