Mongeral Aegon entra em previdência em 2011

Por Denise Bueno em 27/08/2010

capa-do-livro-mongeral-aegon-175-anos-788725A Mongeral Aegon completa 175 anos em grande estilo. Segundo o livro que resume o melhor da história do grupo, ela é uma das quarto companhias que sobreviveu sem interrupção no Brasil desde que foi criada, em 1835. Uma proeza e tanto, considerando que só agora o país começa a entrar num circulo sustentável de crescimento. Se reinventou há dois anos, concretizou uma parceria com a Aegon no meio da crise financeira de 2008 e se prepara para começar a vender planos de previdência privada em 2011, já tendo recebido da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorização para abrir uma gestora de ativos de terceiros. “Costumo dizer que o segredo do nosso sucesso é ser uma companhia feita por gente que realmente gosta do que faz”, diz Helder Molina, presidente da seguradoras especializada em vida.

Nesta semana, como parte das comemorações, o grupo recebeu a visita dos sócios. “A economia brasileira tem se mostrado exuberante e chama muito a atenção do mundo, onde várias economias dos quase 30 países onde atuamos estão em recessão”, diz Mark Mullin, presidente e CEO da Aegon USA.

Em um almoço com jornalistas nesta sexta-feira, em São Paulo, os executivos contaram que estão preparando uma série de produtos diferenciados, criados com base em pesquisas realizadas com consumidores. “Queremos ser reconhecidos pela inovação, trazendo aos clientes o que eles realmente querem comprar”, diz Molina.

Segundo Mullin, uma etapa importante da atuação da Mongeral Aegon no Brasil é o treinamento da força de venda para levar o produto até o consumidor. Ele explica que o seguro de vida não é um produto demandado e sim vendido por consultoria e por isso as vendas ultrapassam US$ 2 trilhões no mundo. “Temos de ajudar o cliente a perceber que por um pequeno valor mensal ele pode deixar a família amparada caso venha a falecer ou ficar impossibilitado de exercer as funções básicas”, diz o presidente da Aegon.

Após um período longo de preparação, tanto da Mongeral quanto do Brasil, as perspectivas para o seguro de vida são promissoras. “Vamos atender desde o microsseguro até o alta renda”, garante Molina. Entre os produtos, Mullin mostrou grande entusiasmo com os seguros de vida que visam a quitação do imóvel em caso de morte do tomador de crédito. “Hipoteca é um produto novo no Brasil, mas no mundo é uma carteira muito representativa dentro da base do grupo. Temos muito a acrescentar ao mercado brasileiro neste início de operação”, afirma.

Um outro tipo de produto que pode ser trazido para o Brasil é o que garante a reserva financeira acumulada nos seguros de sobrevivência. “É um seguro que protege o cliente da volatilidade dos mercados acionários, garantindo que a poupança será preservada mesmo com as oscilações das taxas no mercado financeiro”, explicou. Questionado se precisou pagar muitas indenizações com a crise em razão do sobe e desce das bolsas, Mullin disse que a carteira estava protegida por mecanismos financeiros, termo conhecido como “hedge”.

A Mongeral Aegon prevê crescer 30% neste ano e estar entre as cinco maiores empresas independentes de vida e previdência do Brasil nos próximos quatro anos. O grupo conta com 600 mil clientes, 4 mil consultores de benefícios responsáveis pela venda, sendo que 1,5 mil foram formados pela seguradora.

 

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Giambiagi lança novo livro sobre previdência

Por Denise Bueno em 17/05/2010

Demografia_ok.aiFabio Giambiagi, economista e especialista em previdência social, e Paulo Tafner lançam no próximo dia 24 de maio, no Rio de Janeiro, pela editora Campus, o livro “Demografia, a ameaça invisível”. O livro, uma leitura essencial para quem trabalha com previdência, busca alertar a todos — indivíduos, investidores e governos — sobre a importância de se preparar para a aposentadoria e alerta sobre os danos que o país pode sofrer com um sistema previdenciário em desequilíbrio.

Giambiagi é integrante do Departamento Econômico do BNDES desde 1996, articulista de diversos jornais, mestre em Ciências Econômicas pelo Instituto de Economia da UFRJ e graduado pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FEA/UFRJ). Entre suas obras, tem várias dedicadas a previdência social e mercado financeiro. A última lançada, em março, foi “Risco e Regulação – Por que o Brasil enfrentou bem a crise financeira e como ela afetou a economia mundial” (Elsevier).

 

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BB projeta previdência em R$ 1 trilhão em 2020

Por Denise Bueno em 28/10/2009

brasilprevO Banco do Brasil quer ter 15% do mercado de previdência privada aberta em 2020, quando as reservas deste setor devem atingir R$ 1 trilhão, disse Paulo Cafarelli, vice-presidente do Banco do Brasil em entrevista coletiva nesta tarde em Brasília. Atualmente, as reservas de previdência privada aberta somam aproximadamente R$ 170 bilhões, segundo dados de agosto deste ano.

Por este cenário tão promissor, a instituição renovou a parceria que tem com a americana Principal Financial na área de previdência privada há dez anos na BrasilPrev, terceira maior companhia de previdência privada do Brasil, com R$ 25 bilhões em ativos sob gestão e mais de 2 milhões de planos.

“Esta é a nossa terceira movimentação no segmento de seguridade neste ano, onde queremos elevar de 10% para 25% nossa participação”, acrescentou Cafarelli. A primeira movimentação foi encerrar a parceria com a SulAmérica na Brasilveículos, seguradora especializada em seguros de carros, substituindo-a pela espanhola Mapfre Seguros.

A segunda ação foi fazer uma oferta para comprar uma participação no IRB Brasil Re. No ano passado, o BB comprou da Aliança da Bahia a participação que a seguradora baiana detinha na Aliança do Brasil, uma seguradora dedicada a seguro de vida e ramos elementares até então.

Segundo informou o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, o BB comprará uma parte das ações preferenciais da Principal e depois de adquirir a participação do Sebrae na Brasilprev a venderá para o parceiro americano. Em comunicado ao mercado, a BB Seguros e a Principal informam ainda que têm interesse mútuo na transferência integral para a Brasilprev das carteiras de previdência privada hoje comercializada pela Mapfre Nossa Caixa Vida e Previdência.

A Brasilprev encerrou o ano de 2008 com lucro líquido de R$ 195,5 milhões, 6,2% acima do resultado registrado em 2007. No fechamento do primeiro semestre de 2009, o lucro líquido da Brasilprev foi R$ 115,6 milhões, crescimento de 22,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. A Principal é responsável pela gestão de ativos que superam os US$ 257,7 bilhões e está presente em 11 países, atendendo mais de 19 milhões de clientes pessoas físicas e jurídicas em todo o mundo.

 

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Plano de previdência requer atenção*

Por Denise Bueno em 15/10/2009

1176463035xi0asd1*artigo escrito para a Revista Apólice

Quem poderia imaginar uma taxa de juros de um dígito no Brasil. Pois é. Poucos acreditavam que isto um dia aconteceria. Por isso, quase ninguém se dá conta do impacto da redução dos juros no plano de previdência. E aqui está uma grande oportunidade do corretor dar uma orientação relevante para o seu cliente.

Uma conta simples que todos podem fazer em site de corretoras, seguradoras, bancos ou de consultores financeiros é a simulação do impacto da taxa de juros no rendimento de longo prazo. Vamos imaginar que uma pessoa de 30 anos resolva poupar para a previdência. Com esta idade, poderá contribuir por 30 anos. Levando-se em conta a expectativa de vida, receberá seu benefício por 23 anos.

Se a disponibilidade deste cliente for de depósitos mensais de R$ 500, ele teria uma renda mensal de R$ 3,5 mil a partir dos 60 anos no ano passado, quando a taxa real de juro ainda era de 10% ao ano, época de vendas recordes de VGBL. Hoje, com a taxa Selic em 8,75% e juro real de 4,5% (descontada a inflação), a renda mensal desde mesmo plano cai para R$ 1,3 mil.

Isso aconteceu pois o principal item da simulação feita naquela época – a taxa de juro – mudou significamente. Há apenas dois anos, os juros estavam em 12,50% e há quatro, em 19,75%. Isso faz uma enorme diferença no planejamento da aposentadoria. Um impacto e tanto para a realização dos sonhos futuros. De deixar qualquer cliente preocupado e grato por ter sido alertado.

Há algumas saídas. Aumentar o valor do depósito mensal, ter um objetivo que exija menos recursos financeiros ou arriscar a aumentar o retorno financeiro do fundo correndo mais risco. Foi exatamente esta última alternativa que fez surgir nos Estados Unidos os fundos “life time” ou “life cycle funds”, lançados no Brasil em 2006 como fundos ciclos de vida pela BrasilPrev, Icatu e MetLife, ou fases da vida, como batizou o Itaú.

Esses fundos foram lançados para clientes com pouca experiência no mercado financeiro. Além de ter um forte coração para lidar com o sobe e desce das bolsas, o consumidor precisa entender um pouco de fundamentos econômicos para saber escolher ações de companhias promissoras, o momento mais oportuno de comprar e vender os papéis e ter tempo para cumprir a burocracia de negociar a carteira no dia a dia para atualizá-la. Pode também encontrar um home-broker ou optar pelos fundos “ciclo de vida”, onde os gestores de recursos fazem todo aquele trabalho citado anteriormente.

O objetivo desses planos é buscar um equilíbrio entre o tempo que o cliente tem para fazer a sua poupança e os riscos que pode correr nos diferentes períodos da vida. O cliente determina qual o valor que necessitará no futuro e quando precisará do dinheiro. Os gestores ficam com a responsabilidade de otimizar o retorno financeiro e proporcionar maior tranqüilidade no momento de utilização do patrimônio acumulado, calibrando as apostas em renda fixa e renda variável.

Quanto mais jovem, maior será a alocação dos recursos em ações. Na medida em que a data de realização do projeto de vida se aproxima, menor será o investimento em renda variável, com os ativos aplicados em um porto mais seguro, como os títulos de renda fixa públicos ou privados. Na Brasilprev, a recomendação é que se o resgate estiver programado para 2020, o percentual de ativos aplicados em ações passará, ao longo dos anos, de 20% para 30%. Se o limite for o ano de 2030, o percentual cresce de 34% para 42%, e, no último caso, para a data final de 2040, a migração é de 45% para 49%.

Apesar da aparente facilidade, é preciso acompanhar de perto o rendimento desses fundos, as notícias do mercado financeiro e se ele realmente está adequado à realidade do cliente. Afinal, a recente crise financeira adiou o sonho de milhares de americanos que no passado ficaram empolgados com as apostas no mercado acionário e mesmo estando perto da idade de se aposentar, tinham 90% do portfólio em ações, o que não é recomendado. Agora, o tempo de trabalho aumentou em média cinco anos para recuperar as perdas geradas com a crise e poder se aposentar com o que haviam planejado quando ingressaram no plano.

É necessário que fique claro para o consumidor o que ele está levando para casa, pois na maioria das vezes ele não é capaz de perceber isso sozinho. Muitos já estão atentos à necessidade de correr mais riscos. Em janeiro de 2008, cerca de 25% do dinheiro dos investidores estava em fundos de previdência com ações e 75%, nos de renda fixa. Atualmente, a relação mudou para 20% e 80%, respectivamente.

Como a bolsa praticamente recuperou as perdas do último trimestre de 2008 no primeiro semestre de 2009, os ansiosos que sacaram os recursos perderam. Por isso, é preciso ficar de olho na rentabilidade e nas taxas cobradas pelos fundos, principalmente neste período de ajustes de custos promovido pelas empresas de previdência. Afinal, um ponto percentual faz uma grande diferença em uma aplicação de longo prazo.

 

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Santander lança produtos para crianças

Por Denise Bueno em 09/10/2009

images13O grupo Santander Brasil, que reúne os bancos Santander e Real, aproveita o Dia das Crianças para lançar o plano de previdência Prev Educar e os títulos de capitalização Din Din da Alegria, que têm parte da renda revertida para a ONG Doutores da Alegria. Trata-se de plano de previdência especialmente desenvolvido para apoiar os pais no planejamento do futuro da família, por meio de uma reserva financeira que contribuirá pagar a faculdade, a pós-graduação ou as primeiras iniciativas profissionais dos seus filhos.

“Este plano pode ser contratado também por tios, avós, padrinhos, enfim, por todos aqueles preocupados com a tranqüilidade financeira das crianças”, afirma Edson Franco, superintendente executivo de Previdência e Capitalização do Grupo Santander Brasil, em nota distribuída à imprensa.

O produto, vendido nas agências do Santander e do Banco Real, tem depósito mínimo de R$ 50 por mês e acumula os recursos, que são rentabilizados mensalmente. O próprio cliente define a data em que o beneficiário passará a receber uma renda mensal pelo período de cinco anos ou em que resgatará o valor total. “Durante o período de acumulação, recomendamos que o contratante faça aportes esporádicos ou atualize o valor da contribuição mensal, o que pode aumentar o valor da reserva financeira final quando for resgatada”, observa Franco.

Segundo o executivo, garantir um futuro estável e promover uma educação de qualidade para os filhos são preocupações constantes na vida dos pais. Tanto é assim que a contratação dos planos de previdência para menores cresceu 18% em julho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, superando os R$ 250 milhões, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

 

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Bradesco fatura R$ 11 bilhões no 1º semestre

Por Denise Bueno em 05/08/2009

images3O Grupo Bradesco de Seguros e Previdência abre a safra de balanços de seguradoras no Brasil demostrando uma tendência esperada pelos analistas: a queda da lucratividade em razão do recuo da taxa de juros e da alta da sinistralidade. O lucro líquido totalizou R$ 1,28 bilhão, recuo de 12%. O ganho do grupo tem expressiva participação no resultado do banco, representando 36% dos R$ 4 bilhões de lucro líquido obtido pelo banco Bradesco. A rentabilidade sobre o patrimônio chegou a 29,15%.

O grupo faturou R$ 11,608 bilhões no primeiro semestre de 2009 nos segmentos de seguro, capitalização e previdência complementar aberta, evolução de 4,36% em relação aos R$ 11,123 bilhões totalizados no mesmo período de 2008. O ramo saúde registrou evolução de 18,01%; vida de 11,64%; capitalizãção de 14,87% e as vendas de seguro de carro e ramos elementares evoluíram 7,92%.

Segundo nota do grupo, o total pago em indenizações e benefícios atingiu R$ 8,705 bilhões, 15,57% a mais que os R$ 7,532 bilhões registrados no primeiro semestre de 2008. O grupo encerrou o semestre com 29,178 milhões de clientes entre segurados, participantes de planos de previdência complementar aberta e portadores de títulos de capitalização, evolução de 12,04% em relação a 2008.

O volume de provisões técnicas alcançou R$ 68,828 bilhões, o que corresponde a 32,75% das reservas do mercado segurador nacional, conforme informações da Susep consolidadas até maio. Os ativos financeiros passaram de R$ 70,795 bilhões, em junho de 2008, para R$ 76,451 bilhões em junho de 2009.

 

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Uma tempestade ameaça a aposentadoria mundial

Por Denise Bueno em 17/06/2009

42-21521821Há uma grande tempestade sobre a aposentadoria mundial. Se nada for feito, os efeitos serão devastadores no futuro. Esta é uma das conclusões da pesquisa “O Futuro da Aposentadoria, Tempo de se Planejar”, divulgada pelo HSBC. Segundo Clive Bannister, diretor mundial de seguros do HSBC, esta tempestade vem se formando nos últimos anos e foi agravada pela crise financeira.

“A mudança demográfica, com o aumento da expectativa de vida e queda nas taxas de natalidade, a redução dos benefícios por parte de governos e de empresas, a queda nos rendimentos dos fundos dificultando o acréscimo do patrimônio acumulado, a interrupção dos depósitos por parte de empresas e indivíduos na poupança previdenciária em razão dos efeitos da crise são fatores que certamente podem comprometer o futuro da sociedade”, diz o executivo em mensagem gravada em vídeo e apresentada no lançamento da quinta edição do estudo.

“A sociedade vai ser melhor se criar o hábito de poupar”, reforça Fernando Moreira, presidente da HSBC no Brasil, durante o evento. “E poupar não é um fato conjuntural, ter ou não dinheiro. É cultural”, afirma, citando o exemplo dos chineses, que poupam, independentemente da faixa salarial, uma média de 30% da renda mensal. Já os americanos não poupam. Os europeus estão na média de 20% e os brasileiros por volta de 7%.

Segundo ele, o grande desafio para as empresas de previdência e governo é o investimento em educação financeira. Qual a idade de se aposentar com o efeito da longevidade? Quanto de reservas as empresas, os governos e as pessoas precisam fazer para ter uma sociedade saudável? E ao fazer a poupança previdenciária, onde aplicá-la, de forma a ter recursos para viver uma vida saudável na melhor idade?

A quinta edição do estudo, que ouviu 14 mil pessoas de 15 países, de 30 a 70 anos, sendo 1 mil pessoas entrevistadas no Brasil, relatou que, apesar do envelhecimento mundial da população, há uma imensa falta de preparação das pessoas em relação ao seu futuro, em muitos casos, como no Brasil, observado principalmente como conseqüência do baixo nível de compreensão de suas finanças atuais e de como estas poderão vir a ser no futuro. Um dado alarmante: 94% não estão preparados para o futuro. Apenas 6% dos brasileiros acreditam estar bem preparados para aposentadoria, enquanto são 13% no mundo.

Cerca de 35% dos brasileiros acreditam entender bem suas finanças de curto prazo, contra o dado mundial de 45%. Dois terços dos brasileiros (63%) nunca tiveram nenhuma forma de consultoria financeira profissional, acima da média mundial de 47%.

A crise econômica trouxe riscos para o futuro em termos de aposentadoria. Segundo a pesquisa, a turbulência afetou as finanças de 92% dos entrevistados, seja pela perda de emprego, por prejuízos em investimentos ou mesmo para pagamento antecipado de dívidas por não saber se perderá a renda com a nova modelagem mundial desenhada com a desaceleração da economia. Isso faz com que 19% afirmem que não vão se aposentar com a renda que pretendiam e outros 10% estão certos de que terão de trabalhar mais tempo para repor os recursos necessários no fundo para arcar com os custos necessários na aposentadoria.

Especialmente no Brasil, a queda da taxa básica de juros da economia requer uma revisão das taxas cobradas em fundos de acumulação de recursos, que hoje perdem para a mais tradicional das aplicações, a caderneta de poupança. Nos primeiros sete dias úteis de junho, a poupança somou R$ 2 bilhões em novos depósitos, já descontados os saques, segundo o Banco Central. O volume é maior que toda a captação líquida de maio, quando os depósitos somaram R$ 1,8 bilhão.

Com retorno menor, os fundos DI perderam R$ 2,2 bilhões, e os de renda fixa, R$ 1,7 bilhão nos primeiros sete dias úteis do mês, segundo a Anbid. “Há uma agenda de negociações com o governo para que as instituições adequarem seus custos a nova realidade de taxas de juros de um dígito e também de estímulos fiscais para quem quer poupar”, diz Moreira.

O incentivo fiscal é um pedido de boa parte dos entrevistados, como estímulo para organizarem suas poupanças individuais, uma vez que governos e empresas reduzem os benefícios concedidos. Cerca de 40% dos brasileiros são favoráveis ao encorajamento de poupança privada por meio de isenções fiscais, contra o dado global de 31%. Apenas 3% são a favor de aumento de impostos para pagar por melhores aposentadorias/ pensões sociais, bem menor que a média global de 13%. Pouco mais de 9% dos brasileiros são a favor de aumentar a idade limite da aposentadoria e apoiar as pessoas a trabalhar por mais tempo, quase metade da média global de 16%.

Quando o tema é a crise financeira, os brasileiros se mostram mais otimistas e os japoneses revelam o lado conservador de sua cultura. Embora o FMI espere que o Brasil permaneça em recessão durante 2009 e meados de 2010, 45% dos brasileiros esperam que a desaceleração deverá durar menos de 12 meses. Globalmente este percentual cai para 29%. No Japão, o índice dos que acreditam que a crise dura mais do que 12 meses supera 50%.

Muitos consideraram, no entanto, que a desaceleração deverá continuar a afetar-lhes por um tempo, mesmo depois de ter acabado, refletindo suas conseqüências no mercado de trabalho, no rendimento das poupanças e investimentos. Neste cenário, as famílias estão reduzindo despesas com grandes e pequenas compras e também pagando suas dívidas. Inclusive, a questão das dívidas é um tema forte para os brasileiros. 23% dos entrevistados a escolheram como um potencial obstáculo para economizar (em comparação com 18% a nível mundial). Outros 22% dizem que gostariam de procurar aconselhamento financeiro para ajudá-los a fazer escolhas melhores.

“A longevidade é um fato, o que resulta numa grande necessidade de incentivar a educação financeira na vida do brasileiro desde cedo. Somente com informação e planejamento, as pessoas poderão ter qualidade de vida na aposentadoria”, diz o presidente da HSBC Seguros. Segundo Moreira, o Brasil se defronta com uma sociedade em envelhecimento. “Neste cenário, vemos os indivíduos adquirindo mais necessidade de se responsabilizar pelo financiamento de sua aposentadoria, dado que a confiança de que os governos são capazes de cumprir com essa obrigação é baixa”.

A pesquisa conclui que como estratégia de sobrevivência à crise econômica, as pessoas focaram em reduzir suas despesas e dívidas. Como forma de solucionar a questão, o primeiro passo é a necessidade imediata de revisão das finanças pessoais e, principalmente, do aumento do acesso à educação financeira e ao aconselhamento profissional. “Cabe às instituições financeiras e ao governo estimular que as pessoas poupem para que tenhamos uma sociedade saudável no futuro”, finaliza Fernando Moreira.

 

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Bradesco mantém previsão de crescer 10% no ano

Por Denise Bueno em 02/06/2009

images1A Bradesco Seguros e Previdência prevê manter o ritmo de crescimento de 10% neste ano, o que a levará, se confirmado, encerrar 2009 com faturamento próximo de R$ 24,5 bilhões tendo como base os R$ 22 bilhões registrados em 2008. Tal desempenho, em um cenário de crise, com previsão de estagnação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, será sustentado pela venda de produtos para as classes de menor renda.

“Há uma maior cultura de seguros no País, que ainda exibe um percentual muito aquém dos países desenvolvidos em relação ao PIB, de 3,5% para uma média de 9%”, disse Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros e Previdência, durante coletiva concedida aos jornalistas no II Fórum de Riscos, promovido ontem em São Paulo.

Segundo ele, a demanda por seguros e previdência continua aquecida mesmo com os sinais de enfraquecimento da economia. “Registramos crescimento em praticamente todos os nichos de negócios”.

Já o banco Bradesco revisou para baixo o crescimento do crédito. Antes previsto para evoluir entre 12% e 17%, Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do banco, estima um avanço de 10% para este ano. Na semana passada, o banco anunciou prazos maiores e taxas menores para incentivar os financiamentos. A inadimplência, disse, está em patamares aceitáveis.

Rossi informou que a crise pouco afetou a atividade de seguros e previdência. Pelo contrário. A carteira de automóvel foi beneficiada pela redução do IPI. Um dos temores dos executivos do setor é do aumento da criminalidade, típico em épocas de crise. Mas até agora, segundo ele, os indicadores do grupo segurador não apresentaram alterações significativas.

A segunda edição do Forum de Risco debateu os riscos a que o planeta e a sociedade estão expostos. Sérgio Besserman Vianna, Presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento
Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro e Conselheiro do WWF Brasil, proferiu a palestra “Riscos que o planeta e a sociedade estão sujeitos”. Ele fez comentários que levaram a platéia a refletir sobre os diversos riscos a que todos estão expostos, desde a interrupçao dos negócios por catástrofes agravadas pelas mudanças climáticas até pela alteração no hábito do consumidor ao optar por emitir menos CO2 em suas atitudes cotidianas.

“Se todos fizerem a sua parte e mais um pouco, a previsão é de que daqui a 100 anos o aquecimento global suba três graus, o que seria suficiente para mudar toda a realidade que vivemos hoje. Uma mudança mais radical do que a trazida pela informática. Se não fizermos a nossa parte, a situação é alarmante, com um grande risco para a civilização”,

Ele citou um exemplo pitoresco para ilustrar os riscos a que todos estão expostos. “Boa parte da emissão de carbono feita pelos homens é para agradar as mulheres”, disse o irmão do humorista Bussunda, falecido no ano passado. Segundo ele, uma boa mudança para reduzir a emissão de carbono poderia vir do comportamento feminino.

“Quando tivermos um jovem num carro de ultima geração de um lado e um outro com um notebook, equipado com toda a coleção de Eça de Queiroz e este ultimo fizer mais sucesso com as mulheres do que o primeiro, com certeza o padrão de consumo da população mudará completamente e com ele toda a cadeia de negócios”.

Segundo Rossi, a indústria de seguros tem acompanhado a tendência de mudança de habito da população, assim como ofertado produtos adequados a nova realidade de riscos criada com as mudanças climáticas. “Temos produtos para proteger o cidadão de praticamente todos os riscos da vida moderna, que vão desde os de mudanças climáticas, como os que afetam a saúde até as conseqüências de longevidade”.

*matéria da autora feita com exclusividade para o site www.viverseguro.org.br

 

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É preciso investir em educação, diz Mercer

Por Denise Bueno em 22/05/2009

42-21523340Enganou-se quem achou que a crise é a preocupação número um dos executivos de recursos humanos responsáveis por planos de aposentadoria em grandes empresas. Investir em educação financeira é a prioridade.
A resposta “Esperar para ver o que vai acontecer” foi dada por 80% dos 200 executivos questionados sobre a crise presentes na pesquisa realizada durante a abertura do seminário Mercer de Previdência, ocorrido na última terça-feira, em São Paulo.

Obviamente eles estão preocupados com a crise. Mas sabem que aposentadoria é um investimento de longo prazo. Estão acostumados com o movimentos ciclícos da econômia e já passaram por várias crises. Mas muitos de seus participantes não. E se assustam de ver o sobe e desce da bolsa. Pior ainda nesta crise, com uma curva decrescente para lá de acentuada no último trimestre do ano passado.

Por isso, a prioridade é a educação financeira. Cerca de 73% dos 200 profissionais que participaram da pesquisa buscam formas de melhorar a comunicação com os participantes dos planos basicamente por duas razões: reduzir o volume de saques e estimular aportes, tanto para que o indivíduo tenha uma reserva maior para fazer frente a longevidade, como para compensar o desequilíbrio nos fundos que ainda tem em carteira o plano de benefício definido, que geralmente garantem uma rentabilidade mínima. Esses planos não são mais vendidos. Foram substituídos pelo modelo de contribuição definida, onde não há garantia de rentabilidade.

A educação financeira ficou ainda mais evidente com o resultado apresentado pela Mercer de outras duas pesquisas realizadas com cerca de 150 empresas. Elas mostram que realmente incentivar a conscientização das pessoas em relação a poupança de longo prazo é um assunto prioritário. O índice de resgate dos planos de aposentadoria, segundo a pesquisa na base de clientes da Mercer, era de 82% entre setembro de 2007 e março de 2008, período em que os brasileiros apenas ouviam falar da crise das hipotecas de alto risco (subprime) nos Estados Unidos. Quando a crise se agravou e chegou de fato no Brasil, entre setembro de 2008 e março de 2009, a Mercer fez novamente a pesquisa e o índice de resgate dos planos passou para 83%. Ou seja: nada mudou em razão da crise. O resgate já era elevado e permaneceu.

Ao contrário dos Estados Unidos, onde a educação financeira está incluída nos primeiros anos escolares, o índice de resgate lá aumentou por duas razões: insegurança com as instituições financeiras causada pela crise e por necessidade dos recursos para enfrentar o desemprego.

O temor dos americanos é fácil de entender. Segundo estatísticas mundiais, os ativos de previdência registraram perdas de US$ 5,3 trilhões em todo o mundo. Ou seja, três vezes e meia o PIB do Brasil. A estimativa dos consultores da Mercer é de que parte disso será recuperada entre 2 e 15 anos, dependendo da política de investimento de cada fundo de aposentadoria.

Com os juros baixos e a aversão do investidor a risco, ficará dificil recuperar a perda rapidamente. Por isso trazer informações que tornem o setor mais claro para o consumidor é importante. Como previdência é um investimento de longo prazo, é preciso arriscar para ter um rendimento melhor. Mesmo que a bolsa caia hoje, pode subir amanha. No ano passado, por exemplo, o Ibovespa ficou negativo em mais de 40%. Neste ano está positivo em mais de 30%.

São detalhes como esse que precisam ficar claro para as pessoas para que se consiga ter uma poupança de longo prazo, algo muito novo para o brasileiro. “Sem educação financeira, aportar recursos em um plano de previdência é um péssimo investimento. As pessoas que fazem saques não fazem contas. Não tem noção dos benefícios tributários no longo prazo ou do custo tributário no curto prazo”, diz Carolina Wanderley, consultora da Mercer especializada em previdência e finanças pessoais. A executiva proferiu a palestra “Educando seus participantes para o futuro”.

Com este volume de saques, o argumento para convencer uma empresa a investir em um plano de previdência cai por terra, uma vez que o produto deixa de ser um benefício e passa a ser um custo. Para reverter esta situação e também trazer novos aportes para fundos com planos de benefício definido, que sofrem déficits atuariais com a queda da taxa Selic, a saída é a educação financeira.

Entre os principais tópicos, a conscientização de que governos e empresas buscam reduzir custos com benefícios, de que cada vez mais a qualidade da aposentadoria dependerá do esforça de cada indivíduo fazer a sua própria poupança; que quanto mais cedo começar, melhor será; maior clareza em relação ao ganho dos benefícios fiscais e perdas que podem sofrer com o saque antecipado e, entre outras dicas, o efeito dos juros compostos.

“A rentabilidade sobre o patrimônio acumulado chega a representar 67% da poupança no prazo de 20 anos, enquanto o valor aportado representa 33%. O efeito de juros sobre juros é muito estimulante para quem tem o hábito de poupar”, diz a consultora. Uma economia de R$ 550 por mês gera em 30 anos mais de R$ 1,1 milhão, considerando-se juros nominais de 10% ao ano.

 

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Como será a aposentadoria daqui a 20 anos?

Por Denise Bueno em 19/05/2009

42-21521810Criar um provável cenário de aposentadoria e saúde para daqui a 20 anos. Este é o desafio de um grupo de trabalho internacional do qual a Mercer, uma das principais consultoria de benefícios do mundo, faz parte, juntamente com a OCDE e outros colaboradores.

Robert Dumas, especialista da Mercer, que participa do desafio, detalhou a primeira fase do trabalho durante palestra no seminário Mercer, Gerenciando o plano de previdência em um cenário de incertezas, realizado hoje em São Paulo.

”É mais fácil projetar um futuro distante atualmente”, comentou o especialista em previdência para uma platéia composta por mais de 200 executivos de Recursos Humanos. Os estudos iniciaram há pouco tempo e está na primeira fase, onde seis grupos, entre eles governo, empresas e famílias, estão sendo pesquisados.

Para tal previsão, diante de tanta voltatilidade verificada nos últimos meses com a crise financeira, o grupo traça três possibilidades, considerando principalmente as diferenças demográficas, as inovações financeiras, as mudanças climáticas, os sistemas de previdência em cada país, entre outros. No entanto, todas as variáveis levam em conta o crescimento econômico e as atitudes sociais e políticas de cada país.

O primeiro cenário é “Os vencedores e o resto”. Ou seja, um grande crescimento global atrasará as consequências da explosão demográfica, mantendo os sistemas oficiais generosos. No entanto, o déficit do sistema oficial é mantido, forçando os governos a empurrar a população para uma poupança individual. Neste cenário, as pessoas mais qualificadas terão um plano privado administrado com um grau acentuado de sofisticação de riscos e retorno, e os menos qualificados teriam o beneficio mínimo do governo.

“Todos no mesmo barco” é o segundo cenário. Crescimento moderado, retorno sobre capital mais baixo e busca por instrumentos moderadores seriam o tom deste período. Nos países desenvolvidos haveria uma reforma do sistema oficial, com aumento da idade de aposentadoria e planos sustentáveis. Nos países em desenvolvimento seria a mesma realidade, com melhora da qualidade dos serviços.

O terceiro cenário seria “Cada um por si”. Neste mundo, o grupo de estudo projeta uma prolongada recessão, até 2020, dificuldade fiscal com os serviços de pensão e de saúde públicos, exigindo medidas agressivas dos governos para passar a responsabilidade para os indivíduos. A oferta de uma garantia mínima por parte dos governos e enfoque para melhorar a educação financeira para a população poupar mais seriam as prioridades de governos e empresas para ter um futuro com menos custos sociais envolvendo a aposentadoria e saúde da população.

Na fase dois do programa a missão do grupo será criar opções para melhorar a sustentabilidade dos planos de pensão e de saúde, como gerenciar melhor os gastos, aumentar a idade de aposentadoria, opções de transferência de riscos para seguradoras e mercado financeiro e assim fortalecer a poupança individual da população, o que definirá a situação econômica e social de cada pais.

 

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