Catástrofes naturais custam US$ 37 bi em 2010
Por Denise Bueno em 04/01/2011
Os desastres naturais fizeram as seguradoras desembolsar mais de US$ 37 bilhões em indenizações no ano passado, segundo estudo da Munich Re divulgado nesta terça-feira. O valor significa dizer que as companhias pagaram US$ 22 bilhões a mais de indenizações no ano passado do que em 2009. Esse número representa menos de 30% das perdas econômicas totais geradas pelas 950 catástrofes naturais, sendo boa parte delas causadas por água, com tempestades e inundações. Apesar disso, o evento mais caro de 2010 foi o terremoto no Chile, com indenizações de US$ 8 bilhões para perdas econômicas de US$ 30 bilhões.
O custo das perdas econômicas para os países chegou a US$ 130 bilhões, muito acima dos US$ 60 bilhões do ano anterior. 2010 foi o segundo maior registro de catástrofes naturais desde 1980, periodo em que a indústria de seguros contabilizou uma média de 785 eventos por ano. Em pagamento de indenizações, 2010 foi o sexto ano mais caro para a indústria de seguros nos últimos 30 anos.
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Munich Re realiza seminário para contribuir com a qualificação profissional do setor
Por Denise Bueno em 17/09/2010
“Queremos apoiar os grandes investimentos em infraestrutura, exploração de petróleo e em produção de energia que estão em curso no Brasil”. Assim Kurt Muller, presidente da Munich Re do Brasil, abriu o evento Munich Ressegurando o Futuro, realizado no dia 17 de setembro, em São Paulo.
São mais de 1,2 mil projetos dentro de várias estimativas oficiais, com investimentos próximos de R$ 1 trilhão considerando-se os números divulgados pelo governo na edição do Progama de Aceleração do Crescimento (PAC-2). Em infraestrutura, os projetos apontam para investimentos de R$ 310 bilhões, segundo estudo do BNDES. “Todos esses contratos oferecem um grande potencial de novos negócios de seguros e resseguros. Queremos apresentar toda a gama de serviços, trocar ideias com o mercado de seguros e mostrar as áreas de atuação de nossa empresa”, disse o executivo a cerca de 400 convidados que lotaram as duas salas reservadas para as doze palestras apresentadas ao longo do dia.
A Munich Re vem atuando no mercado de resseguro no Brasil desde 1996 com um escritório de representação e em 2008, quando o resseguro foi aberto, o grupo alemão abrir uma resseguradora local. “Fomos a primeira resseguradora internacional a obter esta licença”, orgulha-se Kurt, informa o blog Sonho Seguro.
Hoje a Munich Re Brasil conta com cerca de 50 funcionários no Brasil com o apoio permanente, assessoria e com a capacidade da matriz, líder mundial em resseguros. Segundo o executivo, a participação no mercado de resseguro, entre as resseguradoras locais, supera os 10% em termos de prêmio de resseguro. “Conseguimos obter um resultado favorável nesses dois anos de abertura como consequência de nossas políticas técnicas de subscrição e de análise de risco”, comenta em seu discurso. No mundo, o grupo alemão anunciou lucro liquido de 1,2 bilhão de euros no primeiro semestre do ano e meta de encerrar 2010 com 2 bilhões de euros.
Pelos indicadores promissores do Brasil nos últimos anos, e pelos prognósticos favoráveis da economia brasileira, Kurt vê um grande potencial de crescimento no mercado de seguro e de resseguro no Brasil. “O nosso propósito é contribuir para esse desenvolvimento com nossa capacidade, transferência de conhecimento e oferecendo soluções para os desafios que o futuro próximo exigirá de nós”.
“As seguradoras aguardam iniciativas como esta da Munich Re, que traz conhecimento e experiências mundiais para enriquecer o profissionalismo da indústria brasileira”, disse Maria Elena Bidino, diretora da CNSeg. “São parcerias como esta da Munich Re, principalmente no que diz respeito ao gerenciamento de risco, que ajudarão as seguradoras a conquistarem cada dia mais clientes e levar um retorno adequado ao acionista para ele manter sua aposta nesta indústria, que crescerá muito daqui para frente”.
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Competição reduz pela metade preço de seguro para estádios, diz Munich Re
Por Denise Bueno em 17/09/2010
O preço do programa de seguro de riscos de engenharia para os estádios que serão construídos ou reformados para a realização dos jogos da Copa de 2014 no Brasil representa 50% do valor cobrado pela indústria de seguros internacional das arenas construidas na África do Sul para o mundial de 2010.
“Os riscos técnicos entre os dois países são semelhantes. A diferença de preço é explicada pela recente abertura do mercado de resseguros no Brasil, que tem gerado acirrada concorrência, e pelo excesso de capital disponibilizado pelos acionistas ao país que é a bola da vez no mundo atualmente”, explica Rodrigo Belloube, executivo da Munich Re especializado em riscos de infraestrutura, ao blog Sonho Seguro. “A Munich Re não é partidária desta prática e não tem apoiado essas operações”, afirma.
O executivo explica que a diferença de custos, termos e condições entre o que se observou nos seguros da África e a prática corrente no Brasil traz preocupações. “Existe aparentemente falta de compatibilidade entre os sinistros futuros, pois as obras citadas têm execuções de alguns anos, e as condições dos contratos sendo agora celebrados”.
Segundo ele, a Munich Re tem tido grande apetite pelos riscos, mas há limites. “Outro dia recebemos uma proposta que equivalia a 30% do preço praticado na África e declinamos. Nossa proposta é, junto com a seguradora, fazer um preço técnico do risco e assim ter sustentabilidade no programa de investimento, que é de longo prazo”.
Belloube explica que a construção de um estádio é muito simples e não requer coberturas complicadas. Praticamente não há demanda pela cobertura Advance Loss of Profit (ALOP), que indeniza os investidores em caso de perda financeira pelo atraso do empreendimento. Como não pode haver atraso neste caso do mundial, esta cobertura tem ficado de fora dos programas”, explica. Os construtores compram apenas cobertura para riscos que envolvem perdas materiais.
O executivo proferiu palestra no evento Munich Ressegurando o Futuro, realizado no dia 17 de setembro, em São Paulo. Cerca de 400 executivos estiveram presentes para assistir as doze palestras apresentadas durante todo o dia. Temas como Crédito de Carbono, Mudanças Climáticas e Infraestrutura para Copa e Olimpíadas foram os mais concorridos.
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Munich Re lucra € 1,19 bi no primeiro semestre
Por Denise Bueno em 04/08/2010
A Munich Re divulgou ontem lucro líquido de € 1,19 bilhão no primeiro semestre de 2010, o que significa que está a caminho de atingir o lucro de US$ 2 bilhões projetado como meta no início do ano. Depois das catastrofes do primeiro trimestre, como o terremoto no Chile e o vazamento de óleo da Brithish Petroleum, a resseguradora alema temeu nao atingir o alvo do ano. No entanto agora, com o resultado do primeiro semestre, o otimismo voltou e os executivos acreditam ser possivel.
O lucro do segundo trimestre foi o mais significativo para compor o resultado, com € 709 milhões, 1,7% acima dos € 697 milhões do mesmo periodo do ano passado. O lucro operacional chegou a € 1.45 bilhão no segundo trimestre, em comparação com € 1,37 bilhão no mesmo período do ano passado. No semestre o lucro operacional foi de € 2,2 bilhões, contra € 2,1 bilhões no mesmo período do ano passado.
O índice combinado, no entanto, apresentou piora com as catastrofes, passando de 97% para 106,4% no semestre e de 98,4% para 103,8% no segundo trimestre.
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Venda de seguro garantia pode duplicar e valor de garantias triplicar em 2010
Por Denise Bueno em 22/06/2010
Aonde será o canteiro de obras? Esta é a primeira pergunta feita pelos subscritores de riscos sediados na matriz da seguradora alemã Allianz, em Munique, aos executivos brasileiros. “A resposta é: o Brasil é um canteiro de obras”, conta Edson Toguchi, superintendente de seguros financeiros da Allianz Brasil, em sua palestra no 5º Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas, realizado hoje pela Allianz em São Paulo.
A partir desta afirmação eles apresentam aos estrangeiros o mapa de investimentos do Brasil. Nos próximos seis anos, segundo a Allianz, o país deve receber pelo menos R$ 300 bilhões em investimentos em infraestrutura. O BNDES divulgou estimativas de desembolsar algo entre R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões anualmente nos próximos quatro anos.
Considerando-se o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2), são quase R$ 1 trilhão. Petróleo e petroquímico, bem como energia, papel e celulose e siderurgia, metalúrgica e mineração estão entre os quatro setores que mais aportarão recursos para atender a demanda de crescimento do Brasil. Entre os investimentos já divulgados, a Petrobras é a líder absoluta. Hoje mesmo o grupo divulgou intenção de investir R$ 224 bilhões nos próximos quatro anos. Vale, Eletrobras, Chesf, CNS, Suzano, EDD, Neoenergia, Cosan, Usiminas, MMX, CPFL, Copel e Cemig compõem o grupo dos maiores investimentos anunciados no país.
“O Brasil está no centro do interesse mundial e com chances reais de se tornar a quinta maior economia do planeta. E o segmento de seguro exerce um papel fundamental para garantir esta conjuntura”, diz Max Thiermann (foto), presidente da Allianz Brasil. Uma das formas da indústria de seguros participar deste momento histórico de crescimento do país é com o seguro para garantir que todas as obras em execução sejam finalizadas dentro do prazo e nas condições acordadas.
O seguro garantia é um dos instrumentos que visa assegurar os contratos de financiamentos. Diante dos valores, a parceria entre as empresas é a saída para garantir os contratos. A abertura do resseguro foi um fato importante para o seguro garantia, pois possibilitou a entrada de vários players no Brasil e aumentou a concorrência entre as seguradoras.
Segundo o executivo, há farta capacidade de oferta de seguro garantia no País. O Brasil tem 22 seguradoras e 18 resseguradores operando neste mercado. Eles ofertaram cerca de R$ 100 bilhões em limite de garantias em 2009, que podem até triplicar neste ano, chegando a R$ 300 bilhões com os seguros de infraestrutura e estádios para a Copa 2014. “São projetos enormes, que chegam a surpreender a matriz”, comenta Tânia Amaral, superintendente da área de riscos financeiros da Munich Re do Brasil, uma das palestrantes do evento.
Um problema que tem gerado conflito neste segmento é o excesso de obras das grandes construtoras. Todos os grandes projetos estão na mão de cinco construtoras, o que aumenta muito o risco. “Como um cheque especial, muitas delas já consumiram o limite de crédito que é possível uma seguradora disponibilizar para cada grupo, obedecendo as regras de solvência da indústria”, explica.
São tantos riscos e tanta necessidade de que tudo dê certo, que o governo anunciou em maio a criação da Empresa Brasileira de Seguros (EBS), com o objetivo de se prevenir da crise financeira internacional e apoiar eventuais necessidades de capacidade que as empresas privadas não possam suportar. “Hoje, das 20 maiores exposições da Munich re no mundo, metade é de empresas brasileiras”, acrescenta Tania.
Um dos problemas já detectados, por exemplo, é o atraso nos projetos para a construção dos estádios no Brasil. Este atraso é uma análise crucial para o mercado segurador. “Por exemplo, construir um estádio em dois anos quando o previsto era de três anos, pode inviabilizar a participação da seguradora por motivos técnicos”, comenta Toguchi. O rating da seguradora pode cair, caso ela assuma projetos sem viabilidade técnica, acrescenta.
O volume de prêmios vem crescendo ano a ano e a estimativa é de que em 2010 o mercado irá dobrar de tamanho, diz o executivo da Allianz. Em 2007, os prêmios de garantia somaram R$ 342 milhões, passando para R$ 500 milhões em 2008 e R$ 696 milhões em 2009. Nos quatro primeiros meses deste ano os prêmios de garantia já somam R$ 226 milhões, segundo dados da Susep compilados pela Allianz.
O atual estágio do seguro garantia no Brasil é explicar como funciona o produto. “Muitas vezes se exige garantias elevadas, que não condizem com o contrato, pois o risco de algoacontecer é bem menor do que o exigido. Outra distorção é do responsável pela obra querer passar todo o risco para seguros, sendo que seguro é apenas uma das garantias dentro de uma estrutura financeira de um projeto”, explica Tania Amaral.
A Allianz começou a operar com garantia em 2008, ano em que o mercado apresentou crescimento de 50% no volume de prêmios no segmento. Em 2009, enquanto o mercado evoluiu 40%, os prêmios da Allianz chegaram a R$ 22 milhões, alta de 73%. Em 2010, segundo o executivo, a Allianz já acumula crescimento de 27%. “Temos o apoio da matriz e interesse em atuar em todos os segmentos, tanto com a oferta de coberturas inovadoras como em trazer recursos para o Brasil caso isso seja necessário”, finaliza o executivo da Allianz.
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Munich Re fecha resseguro para 10 eólicas
Por Denise Bueno em 19/04/2010
A Munich Re, maior resseguradora do mundo, fechou por meio da resseguradora local instalada no Brasil o contrato de resseguro para as seguradoras ACE, RSA e Allianz, que juntas dão coberturas para proteger a Impsa — empresa global dedicada a produzir soluções integrais para a geração de energia elétrica a partir de recursos renováveis — dos riscos de construção de 10 instalações eólicas em Santa Catarina.
“As negociações de resseguro foram intermediadas pela Bowring Marsh, que há tempos tem a conta Impsa em sua carteira de negócios”, informa Christian Garbrecht, executivo responsável por desenvolvimento de negócios da Munich Re. Este é o segundo grande contrato fechado nas últimas semanas. A Munich Re também foi a resseguradora do programa de seguros da apólice dos riscos de construção da Transnordestina, empreendimento de R$ 5,4 bilhões. O programa da principal malha rodoviária do Nordeste, que envolve quase 1.800 km, foi desenhado em conjunto com a corretora JLT Re e com as seguradoras Mapfre e Liberty International Underwriters (LIU).
As 10 instalações da Impsa serão agrupadas nos parques eólicos Bom Jardim e Água Doce, com ativos segurados que superam R$ 1 bilhão. Os dois parques terão potência instalada de 91,9 megawatts (MW) e 125,8MW, respectivamente. A cobertura compreende o reparo de danos físicos causados a esses ativos por acidentes durante a construção dos parques, incluindo eventuais perdas financeiras pelo atraso em conseqüência de tais acidentes. “A Munich Re do Brasil ressegura mais de 70% do risco”, informa o executivo da Munich Re.
Através de sua operação local, um dos objetivos estratégicos da Munich é ter uma posição de liderança no segmento de riscos de engenharia, em particular no novo cenário do mercado aberto de resseguro. Com as mesmas práticas das suas operações internacionais, a empresa traz ao Brasil sua força financeira, expertise, e acesso à sua rede global. “Temos grande interesse em apoiar o mercado segurador e corretores nas demandas resultantes dos investimentos futuros em infraestrutura”, diz o diretor da Munich Re.
A expertise em projetos de geração de energia, açúcar e álcool, energias renováveis, logística, transportes e urbanização estão à disposição de todos os brasileiros por meio da operação local. “Nossa abordagem é apoiar o mercado de forma eficaz e equilibrada para que todas as partes envolvidas possam crescer e se desenvolver de forma sustentável.”
Há um grande interesse dos grupos seguradores de todo o mundo em projetos de energia no Brasil. Segundo o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), segunda edição, divulgada no final de março deste ano pelo governo brasileiro, os investimentos previstos ultrapassam R$ 1 trilhão até 2016, sendo R$ 465 bilhões até 2014. Só na geração de energia estão previstos R$ 136 bilhões dentro do PAC-2. A maior parte dos recursos, R$ 880 bilhões, vão para a área de petróleo e gás natural.
A capacidade de geração de energia eólica no mundo em 2009 era de 157,9 gigawatt (GW). Os Estados Unidos são os maiores no uso desta fonte de energia, com capacidade de 35 GW, seguido pela China, com 25 GW, Índia, com 11 GW, Europa, com 76 GW, segundo divulgou o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).
A América Latina ainda engatinha, com apenas 1,2 GW, porém tem um grande potencial de crescimento, o que faz a Munich Re apostar fortemente neste segmento ao trazer aos países da região os melhores profissionais neste segmento. A capacidade instalada da América Latina apresentou alta de 95%, influenciada pelo bom desempenho do México, com aumento de 137% na capacidade instalada, Chile (740%) e Costa Rica (67%).
O Brasil responde por cerca da metade da capacidade instalada na América Latina, mas representa 0,38% do total mundial. A capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou 77 7% em 2009, em relação ao ano anterior, com capacidade instalada de 606 megawatts (MW) no encerramento do ano.
Este número deu ao país um grande estatus no ranking mundial, ao ter evoluído bem acima da média de 31% apurada no estudo. Foi superado apenas pela China, com evolução de 107%, segundo o estudo do GWEC. Os Estados Unidos registrou alta de 39% na capacidade instalada de energia eólica; a Índia de 13% e a Europa de 16%.
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Perdas consequentes do vulcão são limitadas
Por Denise Bueno em 17/04/2010
Os cancelamentos de mais 17 mil vôos internacionais em 20 países ocorridos desde quinta-feira em razão da erupção do vulcão na Islândia terão um impacto limitado na indústria de resseguros, segundo informou a Munich Re em nota neste sábado. Segundo as agências internacionais, a nuvem andou mais de 3 mil quilômetros em dois dias.
De acordo com a maior resseguradora do mundo, a cobertura de lucro cessante para a indústria aérea é pouco comercializada para causas da natureza. Geralmente a cobertura de lucro cessante das empresas aéreas está incluída em apólices que tem acidentes como principal risco. Como os vôos foram cancelados para evitar acidentes, o risco de perdas elevadas está descartado.
Este caos aéreo, considerado o maior dos últimos tempos, é diferente da perda registrada pelo mercado de seguros no último pior caos aéreo na história da aviação, os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Neste, os danos por interrupção de negócios e lucros cessantes foram indenizados por se tratar de acidente aéreo, gerando uma das indenizações mais elevadas já registradas pela indústria de seguros neste segmento de negócios.
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Munich Re lidera contrato de usina que explodiu
Por Denise Bueno em 19/02/2010
A Munich Re lidera o pool de resseguradoras envolvidas no programa de seguros contratado pela Kleen Energy Systems, para a construção da usina termoelétrica que explodiu em Middletown, no estado americano de Connecticut no dia 7 de fevereiro. A explosão, segundo relatos, teria ocorrido durante um teste na usina, que ainda estava em construção. Um vazamento em uma tubulação de gás teria sido responsável pela explosão. Cinco pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas.
Segundo divulgaram os sites internacionais, a resseguradora alemã confirmou que lidera a apólice, mas não deu detalhes do que estaria coberto. As reportagens citam que um funcionário da Kleen revelou que tem cobertura de US$ 664 milhões para cobrir o valor estimado do projeto de US$ 212 milhões e também tem crédito para o caso de atraso da entrega da obra. As estimativas do setor apontam para perdas materiais de US$ 50 milhões e outros US$ 100 milhões para prejuízos decorrentes da interrupção de negócios.
Scor, Chartis, Hartford e Associated Electric & Gas Services Ltd (AEGIS) detêm 5% cada. Entre outras participantes, o site Business Insurance cita Starr, ACE, Lloyd’s of London, National Union Insurance e Arch Insurance Group Inc. O site não menciona quem é o corretor da apólice.
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Lucro da Munich Re cresce para 2,56 bi de euros
Por Denise Bueno em 02/02/2010
A Munich Re, uma das maiores resseguradoras do mundo, apresentou hoje lucro líquido de 2,56 bilhões de euros em 2009, 62% acima do resultado obtido em 2008. O volume de prêmios apresentou alta de 10%, para 41,4 bilhões de euros, segundo comunicado do grupo.
O incremento no lucro foi justificado pela melhora dos mercados acionários e por uma fraca ocorrência de furacões em 2009. Já o avanço do faturamento resulta do reajuste do preço de seguros e de resseguro para compensar as perdas registradas em 2008 e também pela venda de resseguro para seguradoras que precisavam manter o nível de alavancagem de capital dentro das margens exigidas pelos órgãos reguladores.
A imprensa internacional priorizou na notícia sobre os resultados do balanço do grupo a hipótese do mega investidor Warren Buffett estar adquirindo uma participação maior no grupo. Segundo as agências, Buffett em janeiro aumento para 3% seus investimentos na resseguradora alemã e agora há especulações de que ele, principal controlador da Berkshire Hathway, um dos maiores grupos de seguros e resseguros, elevaria para 15% seus investimentos na Munich Re.
No ano passado, a Berkshire injetou 3 bilhões de francos suíços em um empréstimo na Swiss Re, principal concorrente da Munich Re, o que daria uma participação de 20% caso a resseguradora não devolvesse o empréstimo, o que já foi resolvido. O interesse de Buffett na Munich Re ajudou a elevar o preço das ações de seguradoras.
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Munich Re tem alta de 27% no lucro até setembro
Por Denise Bueno em 06/11/2009
A Munich Re, maior resseguradora do mundo, divulgou lucro líquido consolidado de € 651 milhões no terceiro trimestre, alta em comparação ao período de eclosão da crise financeira no ano passado, quando o grupo registrou lucro de € 2 milhões. No acumulado do ano até setembro, a resseguradora alemão presente no Brasil como local, obteve alta de 27%, para € 1,79 bilhão. O resseguro contribuiu com a maior parcela do ganho, ao apresentar retorno de investimento na casa dos € 2,8 bilhões e resultado operacional de € 2,9 bilhões. O bom desempenho foi creditado a melhora dos mercados acionários e ao fraco período de catástrofes naturais em 2009.
Os prêmios totais tiveram alta de 11,7% no trimestre, para € 10,3 bilhões. Nos nove meses, os prêmios € 31 bilhões, incremento de 10,4%. Resseguro representou € 18,7 bilhões, com alta de 15,5%. O índice combinado de resseguro situou-se em 96%. Este resultado, aliado ao bom resultado apresentado também pela Swiss Re, segunda maior resseguradora do mundo, mostra a franca recuperação da maior resseguradora do mundo, que terá condições de disputar bons contratos de resseguros em todo o mundo.
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