Mapfre compra 50% da portuguesa Finibanco
Por Denise Bueno em 06/01/2010
O grupo espanhol Mapfre anunciou a compra de 50% do capital da Finibanco Vida, seguradora de vida do grupo financeiro Finibanco, 16° maior banco português, com ativos de 3 bilhões de euros e uma fatia de mercado de 1,6%. Pelo acordo, a Mapfre terá acesso a 172 novos canais de vendas e a exclusividade na venda de seguro de vida e de bens patrimoniais.
Segundo nota divulgada, a expectativa é de que a negociação irá incrementar em 26 milhões de euros o volume de prêmios da Mapfre em Portugal. Os investimentos iniciais previstos na operação chegam a 15 milhões de euros. A Mapfre detém 2,5% de market share do mercado português de ramos elementares, com prêmios de 144 milhões de euros em 2008.
A transação reflete a estratégia global da Mapfre, que vem dando passos importantes neste sentido. O maior deles foi a parceria com o Banco do Brasil, anunciado no ano passado e que ainda aguarda aprovação dos órgãos reguladores. A parceria com o maior banco do Brasil, que envolve os seguros de vida, carro, empresas e rural, visa a internacionalização do banco e o fortalecimento da seguradora espanhola no Brasil.
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Mapfre vence licitação da Petrobras
Por Denise Bueno em 04/11/2009
Segundo noticiou hoje o jornal Brasil Econômico, a Petrobras fechou com a Mapfre o seguro de riscos de engenharia e de responsabilidade civil para a construção e montagem das estações de compressão de Prado (Bahia), Aracruz (ES) e Píuma (ES). O valor total dos riscos envolvidos nesse investimento é de US$ 1,2 bilhão, mas é comum que não se contrate o seguro para o valor total. Nesse caso, as apólices vão cobrir até US$ 270 milhões em casos de sinistros de engenharia e até U$S 50 milhões em caso de responsabilidade civil.
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Área internacional puxa resultados da Mapfre
Por Denise Bueno em 29/10/2009
O grupo espanhol Mapfre registrou resultado líquido de 743,4 milhões de euros, melhora de 4% no acumulado do ano até setembro. O faturamento do grupo evolui 10%, para 14,3 bilhões de euros. Os prêmios tiveram elevação de 11,6%, para 11,9 bilhões de euros. As operações internacionais continuam puxando a boa performance do grupo espanhol, com alta de 26%, para 6,2 bilhões.
A área internacional já representa 50% dos prêmios totais e 32% do lucro. Este percentual deverá aumentar substanciamente no que diz respeito ao Brasil, onde o grupo negociou uma parceria com o Banco do Brasil para a venda de seguros de ramos elementares e vida. Esta operação está prevista para ter início em 2010.
Na Espanha, que enfrenta recessão e um alto índice de desemprego, a Mapfre informou que registrou incremento na venda de seguro de vida e um abrandamento da queda dos prêmios no terceiro trimestre comparado ao trimestre anterior.
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Parceria BB Mapfre visa a internacionalização
Por Denise Bueno em 06/10/2009
A parceria entre o Banco do Brasil e a Mapfre, anunciada hoje, vai além das áreas de ramos elementares, onde estão incluídos os seguros de carro, residência e empresas. Contempla também o seguro rural, o microsseguros, grandes riscos, seguro habitacional e o seguro de vida, incluindo o prestamista, que tradicionalmente garante o pagamento de dívidas de empréstimos em caso de morte, invalidez e desemprego. Vale lembrar que a carteira de crédito do BB é a maior do País, com mais de R$ 250 bilhões em junho destes ano.
Em pouco tempo o BB quer estender a parceria com o grupo espanhol para a América Latina, África, Estados Unidos e Europa. “A nova área de seguros acompanhará o banco em seu processo de internacionalização”, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine (foto), durante a coletiva de imprensa realizada em São Paulo.
Segundo o executivo do BB, o objetivo é ter menos sócios na área de seguros para assim poder avançar na conquista de 25% do mercado total de seguros em 2012, diante dos 10% que alega deter hoje, considerando seguros gerais, vida, saúde, previdência e capitalização. Por enquanto, efetivamente as ações tomadas são na oferta para comprar a participação da SulAmérica na Brasilveículos e na assinatura do protocolo de intenções com a Mapfre.
As parcerias nas áreas de saúde, capitalização e previdência ainda estão sendo discutidas. O BB e a Mapfre serão os controladores da holding BB Seguros, criada em setembro, que absorverá também a holdidng Aliança do Brasil, que em 2008 se tornou 100% controlada pelo BB. A BB Seguros, por sua vez, controlará a Brasilprev, a Brasilveículos, a Brasilcap, Brasilsaúde e Mapfre Nossa Caixa.
De acordo com Bendine, em 60 dias o processo de estruturação da nova companhia estará finalizado, devendo o BB ter uma participação minoritária, como algo nos moldes de 49% e 51%. “Não seremos sócios de parceiros que concorram com o BB”, afirmou Bendine. A Principal, atual parceira do BB em previdência, abriu uma asset no Brasil em 2007. A Icatu tem parceria com outros bancos em capitalização. A SulAmérica opera com outros 20 bancos. Fica a impressão que todos os sócios serão alterados e a saúde, um problema mundial que desagrada governos, empresas e consumidores, será um caso a parte para ser resolvido.
Segundo ele, a escolha da Mapfre se deu pela similaridade da cultura das organizações e também pela estratégia internacional de ambas. “Estamos em processo de espera da aprovação para a abertura de um banco de varejo nos Estados Unidos e temos mais de 150 mil clientes no Japão”, reforçou Bendine. A Mapfre, por sua vez, tem apresentado um crescimento acelerado nas operações internacionais. Nos EUA, por exemplo, comprou recentemente uma operação de seguro de carro.
“Nosso objetivo é atender a todas as necessidades dos brasileiros em seguros”, disse Antonio Cássio dos Santos, presidente da Mapfre no Brasil, que tem grande participação na implementação do microsseguros no Brasil. “Queremos levar proteção para todas as camadas da população, principalmente para a camada de menor renda.
Outro ponto destacado na coletiva de imprensa foi o seguro rural. “O agronegócio está na essência do Banco do Brasil e esta parceria visa ampliar ainda mais a atuação do banco neste segmento”, comentou Bendine. Cássio dos Santos reforçou: “A Aliança do Brasil (seguradora do BB) é a maior em vendas de seguro rural e a Mapfre a segunda maior, o que nos dará grande poder de competição neste ramo, principalmente porque a origem do grupo espanhol Mapfre vem da área agrícola”.
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BB Mapfre passa a ser a segunda maior em auto
Por Denise Bueno em 06/10/2009
A nova empresa que será formada pelo Banco do Brasil (BB) e pela Mapfre assumirá a liderança no ranking de faturamento nos segmentos de ramos elementares e vida caso a parceria anunciada seja aprovada pelos órgãos reguladores. Sem nome ainda definido – BB Mapfre é bom para o Brasil, mas na parceria internacional o nome Mapfre é mais conhecido –, o grupo BB Mapfre totaliza prêmios de R$ 4,9 bilhões entre janeiro e agosto deste ano sem considerar previdência e saúde, de acordo com dados apresentados durante a coletiva de imprensa em São Paulo.
Em segundo lugar neste mesmo ranking vem a Porto Seguro Itaú Unibanco Participações (Psiupar), cuja operação está prevista para ser aprovada somente em 2010, com prêmios de R$ 4,1 bilhões. O Bradesco vem em terceiro, com R$ 3,7 bilhões.
No ramo de automóvel, a Psiupar, controlada pela Porto Seguro, mantém a liderança absoluta, com prêmios de R$ 3,6 bilhões no acumulado do ano até agosto. BB Mapfre vem em seguida com R$ 1,8 bilhão. Bradesco passa a ser a terceira, com R$ 1,75 bilhão e SulAmérica a quarta, com R$ 1 bilhão.
Em seguro de vida, a BB Mapfre também mantém a liderança, com R$ 1,8 bilhão, seguida pela Itaú Unibanco com R$ 1,4 bilhão, e Bradesco, com R$ 1,4 bilhão. Em seguro rural a nova empresa detém a liderança disparada, com R$ 369 milhões dos R$ 526 milhões em prêmios gerados no setor até agosto.
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Mapfre, a cartada certeira
Por Denise Bueno em 06/10/2009
O Brasil se tornou um porto seguro para os investidores estrangeiros neste período que já é chamado de pós-crise. Principalmente para os espanhóis, que enfrentam desemprego na casa dos 20% e retração do PIB estimada em 3,2% para este ano. Um cenário devastador para a indústria de seguros local. Tanto que as operações internacionais puxaram a rentabilidade do grupo. Enquanto no primeiro semestre do ano o lucro proveniente da Espanha caiu 10%, para US$ 530 milhões, as operações internacionais cresceram 32%, para US$ 273 milhões.
Ciente disto, o grupo Mapfre, o maior grupo de seguros da Espanha, com US$ 26 bilhões em faturamento nos 45 países onde atua, corre para aumentar suas fichas na América Latina e outros países emergentes. Se a negociação com o Banco do Brasil anunciada hoje for aprovada pelos órgãos reguladores, alterará de forma significativamente a indútria brasileira.
Segundo dados apresentados pelas empresas em coletiva de imprensa, com a aliança estratégica será criada a seguradora líder no segmento vida, com R$ 1,806 bilhão em prêmios, e a segunda maior seguradora de risco do país, com 16% de participação do mercado, envolvendo R$ 4 bilhões de prêmios ganhos nos sete primeiros meses de 2009.
Em automóvel, a nova empresa é superada agora apenas pela Porto, considerando a associação com o Itaú Unibanco. Porto fica com R$ 3,6 bilhões em prêmios e Mapfre BB com R$ 1,8 bilhão em prêmios no acumulado do ano até agosto.
A grande cartada foi em 2005, quando associou-se à Nossa Caixa. Um contrato de 20 anos. Na época, seus concorrentes acreditavam ser loucura pagar ágio de 46,6% no leilão, desembolsando R$ 225 milhões ao banco paulista, uma vez que era certa a consolidação do mercado bancário brasileiro. A maioria acreditava que a parceria seria rompida quando alguém engolisse o banco oficial paulista. Assim como aconteceu com a Tokio, quando a Real foi comprada pelo Santander ou outros tantas negociações com este mesmo fim.
Mas esta compra foi um dos mais certeiros de Antonio Cássio dos Santos (foto), presidente da Mapfre. Por fazer um contrato bem estruturado, amarrou a Mapfre a Nossa Caixa ou a um eventual comprador. A senha de saída é uma mala com milhões de dólares – algo estimado em R$ 5 bilhões para ficar com 51% da Mapfre Nossa Caixa, acertados com o governo paulista. Um valor difícil para um banco oficial conseguir levantar com rapidez. Para sua sorte, a Nossa Caixa foi parar nas mãos do maior banco do País, o Banco do Brasil, com um canal de distribuição com 12,5 mil pontos de atendimento, sendo 3.155 agências.
Não bastasse a força de vendas, a Mapfre tem ainda o apetite do banco oficial para ser o maior do segmento de seguros. A Itaú, por exemplo, por anos teve uma participação mediocre no mercado de seguros porque os controladores do banco não deixavam a seguradora explorar com eficiência a base de clientes. Ou seja, de nada adianta ter o canal e não poder usá-lo.
O que no caso BB e Mapfre está descartado. Pelo contrário. A parceria visa até mesmo romper as fronteiras, segundo disse o presidente do Banco do Brasil na coletiva. “A parceria com a Mapfre acompanhará o processo de internacionalização do Banco na África, Estados Unidos e também Europa”.
Eis a parceria perfeita. O que todos querem ver é a operacionalização. A Mapfre ainda concilia seus programas operacionais, dizem os concorrentes. O que eles desconhecem é que mundialmente o grupo investiu pesado em tecnologia e já é dono de um know how de primeira linha em venda cruzada.
O Banco do Brasil, como todo banco estatal, tem suas deficiências no que se refere a agilidade de tomar uma atitude como investimento e compras de equipamentos. Ainda mais agora, com o processo de consolidação da Nossa Caixa. No entanto, foi bem assessorado e aconselhado a manter o controle da nova empresa de forma privada e assim garantir agilidade em processos decisivos, sem precisar de licitações ou outras pesadas burocracias.
Podemos enfrentar um período de turbulência inicial, típico de uma negociação de tamanho porte. Ainda mais tendo o Banco do Brasil a antipatia dos corretores de seguros. Mas isto trará uma mudança enorme para o mercado de seguros, não só no Brasil como na América Latina, onde a Mapfre está presente há 25 anos.
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Veja fato relevante da SulAmérica
Por Denise Bueno em 06/10/2009
Veja a seguir a integra do fato relevante da SulAmérica enviado hoje à CVM.
Em atendimento ao disposto no artigo 157, §4º, da Lei nº 6.404/76, e na Instrução CVM nº 358/02, a Sul América S.A. (“Companhia ou SulAmérica”) comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, nesta data, recebeu carta do Banco do Brasil S.A. (em conjunto com sua controlada BB – Banco de Investimento S.A., “Banco do Brasil”), em que este manifesta interesse em adquirir a totalidade da participação detida por controlada da Companhia na Brasilveículos Companhia de Seguros (“Brasilveículos”), representativa de 60% do capital social votante e 30% do capital social total.
Caso as tratativas evoluam, eventual negócio envolvendo a Brasilveículos será oportunamente submetido aos competentes órgãos de administração da SulAmérica, sendo que qualquer acordo depende ainda de negociações entre as partes e das aprovações societárias e regulatórias pertinentes, não havendo, por enquanto, qualquer proposta de preço, pré-contrato, compromisso ou garantia quanto à sua realização.
A Brasilveículos representou, em 2008, 13,5% da receita consolidada da SulAmérica e 3,7% de seu lucro líquido recorrente, considerada a participação acionária da controlada da Companhia. O eventual término da associação da SulAmérica com o Banco do Brasil no segmento de seguro de automóveis em nada modificará os demais negócios e atividades da Companhia e de suas controladas, seja no próprio segmento de seguros de automóveis, seja nos demais ramos elementares em que atua, ou, ainda, nos negócios de seguro saúde, seguro de vida, previdência e gestão de ativos.
Com respeito à Brasilsaúde Companhia de Seguros, na qual a SulAmérica, por meio de sociedade controlada, detém participação de 50,05% do capital total e votante, SulAmérica e Banco do Brasil manifestaram interesse recíproco em rever o seu modelo de negócios e a sua estrutura acionária.
Por fim, a Companhia esclarece que, nos termos da Instrução CVM nº 358/02, informará os seus acionistas e o mercado em geral caso venha a ocorrer qualquer ato ou fato relevante em seus negócios em decorrência das informações aqui divulgadas.
Rio de Janeiro, 06 de outubro de 2009.
Arthur Farme d’Amoed Neto
Diretor de Relações com Investidores
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Veja fato relevante do Banco do Brasil
Por Denise Bueno em 06/10/2009
O Banco do Brasil divulgou há pouco fato relevante onde informa sobre um acordo de intenções com o grupo segurador Mapfre, o maior da Espanha. Se concretizada, a aliança estratégica será criada a seguradora líder no segmento vida e a segunda maior seguradora de risco do país, com 16% de participação do mercado, envolvendo R$ 4 bilhões de prêmios ganhos nos sete primeiros meses de 2009, informa o comunicado. Veja a íntegra:
FATO RELEVANTE
Em conformidade com o § 4º, do artigo 157, da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976,
e com a Instrução CVM nº 358, de 03 de janeiro de 2002, o Banco do Brasil S.A. (“BB”)
comunica que:
1) Promoveu uma reorganização societária (“Reorganização”) que consiste (i) na
constituição de duas subsidiárias integrais – BB Seguros Participações S.A. (“BB
Seguros”) e BB Aliança Participações S.A. (“BB Aliança”) –, empresas não
financeiras, ambas diretamente ligadas ao BB; e, ainda, (ii) na cisão parcial, com
vigência a partir de 30 de setembro de 2009, de sua subsidiária integral BB Banco
de Investimento S.A. (“BB BI”) seguida de versão do acervo cindido para a BB
Seguros e para a BB Aliança.
2) Em decorrência da Reorganização:
a) a BB Seguros passa a deter as seguintes participações:
Brasilprev Seguros e Previdência – 49,99% do capital total
Brasilveículos Companhia de Seguros 70% do capital total
Brasilcap Capitalizações S.A. 49,99% do capital total
Brasilsaúde Companhia de Seguros 49,92% do capital total
b) a BB Aliança será a proprietária de 100% das ações da Cia. de Seguros
Aliança do Brasil.
3) Além disso, o BB protocolizou junto à Sul América S.A. (“SulAmerica”), nesta data,
Carta de Intenção, sem efeito vinculante, manifestando seu interesse em adquirir,
por meio da BB Seguros, a totalidade das ações detidas pela SulAmerica na
Brasilveículos, representativas de 60% das ações ordinárias e 30% do capital total.
No que concerne à empresa Brasilsaúde, o BB e a SulAmerica manifestaram
interesse em rever seu modelo de negócios e sua estrutura societária.
4) Adicionalmente, o Banco do Brasil e o Grupo Segurador Espanhol MAPFRE
(“MAPFRE”) firmaram, nesta data, Protocolo de Intenções, com o objetivo de
formar aliança estratégica para o desenvolvimento, no mercado brasileiro, dos
negócios de seguros de riscos, nos segmentos de pessoas, ramos elementares e
automóveis, aliança essa que se beneficiará das estruturas e capacidades
existentes do BB e da MAPFRE.
Se concretizada, a aliança estratégica criará a seguradora líder no segmento vida e
a segunda maior seguradora de risco do país, com 16% de participação do
mercado, envolvendo R$ 4 bilhões de prêmios ganhos nos sete primeiros meses
de 2009.
5) A MAPFRE é o maior grupo segurador espanhol e está presente em 45 países, em
especial nos mercados de seguros, resseguros e assistência da América Latina,
onde ocupa a primeira posição no negócio não vida. A MAPFRE conta com mais
de 34 mil empregados e 13 milhões de clientes em todo o mundo. No primeiro
semestre de 2009, obteve lucro líquido superior a 530 milhões de euros e
faturamento acima de 10 bilhões de euros.
6) Todos os atos acima mencionados estarão sujeitos à prévia análise e aprovação
dos respectivos órgãos reguladores, supervisores e fiscalizadores.
7) Fatos adicionais, julgados relevantes, serão prontamente divulgados ao mercado
de acordo com a evolução das negociações.
Brasília (DF), 06 de outubro de 2009.
Ivan de Souza Monteiro
Vice-presidente de Finanças Mercado de Capitais e Relações com Investidores
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Mapfre mantém lucro mundial estável e destaca AL
Por Denise Bueno em 24/07/2009
O grupo Mapfre divulgou lucro de 530 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, estável em relação ao mesmo período do ano passado. A receita total subiu 13%, para 10 bilhões de euros. Segundo nota do grupo espanhol, a elevação do faturamento contou com a inclusão de receitas das operações Commerce Group, Union Duero Vida e Duero Pensiones. Em prêmios, o grupo movimentou 8,7 bilhões de euros, incremento também de 13%, estimulado pelas operações internacionais. Na Espanha, os prêmios recuaram 1,3%, principalmente em razão da retração do mercado de automóveis.
A América Latina mais uma vez é destaque no balanço do maior grupo segurador espanhol, com elevação de 20% nas vendas, de 25% na rentabilidade e índice combinado estável em 102%. O lucro líquido obtido pela Mapfre na região subiu 25%, para 64,4 milhões de euros. A rentabilidade sobre o PL subiu de 9,3% para 10,5% no período analisado.
A Mapfre América divulgou prêmios de 2 bilhões de euros no semestre, com o Brasil sendo o maior mercado, responsável por 747 milhões de euros, alta de 11% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Neste valor estão incluídos os 119 milhões de euros gerados pelas vendas na Nossa Caixa, acima dos 83,5 milhões de euros registrados no primeiro semestre de 2008.
A Venezuela, no entanto, foi o país que registrou o maior índice de crescimento, com 92% de alta, para 371 milhões de euros em prêmios. O México é o terceiro maior mercado na América Latina, com prêmios de 215 milhões de euros, recuo de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Argentina registrou 194 milhões de euros em prêmio, alta de 20%, e Porto Rico totalizou 143 milhões de euros, avanço de 3%. Outros países (Chile, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Paraguai, Peru e Uruguais) totalizaram 356 milhões de euros em prêmios, crescimento de 22%.
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Em busca do poupador da caderneta*
Por Denise Bueno em 29/05/2009
O anúncio de que o governo realmente vai mudar a forma de calcular o rendimento da velha caderneta de poupança criou um clima de grande expectativa entre as empresas de previdência privada aberta. A grande questão é como atrair a atenção dos investidores que questionam mudar o perfil de investimento diante das mudanças. Afinal, a caderneta totalizou em abril deste ano patrimônio superior a R$ 270 bilhões. Quase o dobro do volume depositado em fundos de previdência aberta, com pouco mais de R$ 140 bilhões.
“A previdência aberta é o melhor investimento de longo prazo do Brasil em razão dos benefícios fiscais que o governo concede”, dispara Osvaldo do Nascimento, diretor de previdência do Itaú Unibanco (foto). “Quem sabe usar o benefício concedido pelo governo ganha dinheiro. Mas é preciso se planejar. Se sacar antes pode perder a vantagem fiscal”, acrescenta o especialista no assunto.
O ciclo de queda da taxa básica de juro da economia, com a Selic em 10,25% em abril, acabou tornando a caderneta de poupança mais rentável que algumas aplicações financeiras de renda fixa. Para que o produto continue voltado para o pequeno investidor, os bancos teriam de baixar as taxas cobradas nos fundos de investimentos para evitar saques de investidores de fundos de investimentos migrando para a poupança. Outra saída é o governo alterar a forma de cálculo do rendimento, que atualmente rende a Taxa Referencial mais 6% ao ano. Em abril, por exemplo, a poupança rendeu 0,55%, empatando com fundos de renda fixa.
De um lado os bancos sem ânimo para baixar as taxas que remuneram a administração dos recursos dos fundos. De outro o governo temeroso de que os principais compradores de títulos públicos, os fundos, deixem de aplicar nos papéis do governo, que rendem em média 11% ao ano, para ter um rendimento maior na caderneta de poupança. Deste rendimento, o banco cobra uma taxa de administração e o governo imposto de renda. A poupança, isenta de taxas e imposto, totaliza, em média, 7% ano ano. Ou seja, dependendo das taxas cobradas a rentabilidade da poupança pode superar a dos fundos.
Segundo cálculos de consultores, um fundo de investimento em renda fixa, com ativos aplicados por mais de um ano para considerar tributação de 20% de imposto de renda, com taxa de administração de 1,5% já começa a apresentar uma rentabilidade líquida igual a da tradicional caderneta. Os fundos de previdência para pequenas quantias costumam cobrar taxas de administração entre 1,5% e 2,5% ao ano sobre o patrimônio e também cobram a taxa de carregamento sobre os aportes.
A vantagem dos produtos vendidos pelas empresas de previdência, PGBL e VGBL, é o benefício fiscal, argumentam os executivos. “É possível ganhar mais na previdência porque se paga menos imposto. A caderneta não é tributada sobre o ganho, mas tem um rendimento limitado”, diz Nascimento.
Para ilustrar sua afirmação, o executivo usa o exemplo de um pai que quer poupar para a educação do filho. O PGBL permite o abatimento de até 12% da renda bruta na declaração anual completa de imposto de renda. Ou seja, o participante poderá reduzir o valor do imposto a pagar ou aumentar a restituição de IR. Ao aplicar em um VGBL, a cobrança do imposto será sobre o rendimento e não sobre o valor total como no PGBL. Usando a tabela progressiva, é possível recuperar o imposto pago na declaração anual de ajuste caso o jovem ainda esteja fora do limite de renda exigido pela Receita Federal ao ter o abatimento de despesas com educação. “A sofisticação tributária tem um grande efeito para quem a entende”, diz o executivo da Itaú Unibanco.
Além do argumento do incentivo fiscal, as empresas correm atrás de diferenciais para conquistar os clientes da caderneta. As taxas e o valor mínimo dos depósitos mensais são as primeiras iscas. A Caixa Seguros, de olho no pequeno investidor da caderneta de poupança, baixou o valor do depósito mínimo de R$ 50 para R$ 25, informa Juvêncio Braga, diretor de previdência da Caixa. “Nossas taxas também estão sendo realinhadas. Hoje temos taxas de carregamento de 0,7%”.
Na Porto Seguro, o diferencial vem da cobrança da taxa de carregamento feita somente na saída. E se a aplicação superar 60 meses, o custo é zero, informa Silas Kasahaya, gerente comercial de Vida e Previdência da Porto Seguro. Parece um benefício banal, mas não é. No investimento de longo prazo e com juros reais baixos, qualquer ponto percentual faz uma grande diferença.
Uma contribuição de R$ 500 mensal, por exemplo, vai toda para a reserva. Se houvesse cobrança da taxa de carregamento, de 3%, por exemplo, a reserva contaria com R$ 485. Ao final de 20 anos, considerando-se uma taxa de juro de 10% e 1,5% de taxa de administração anual, a reserva será de 296,4 mil. Se considerar a taxa de carregamento, o valor acumulado cairá para R$ 287 mil. Quase R$ 10 mil de diferença.
A Brasilprev, braço de previdência do Banco do Brasil, lançou um simulador para facilitar a compreensão do consumidor sobre o efeito dos juros compostos, ou seja, juros sobre juros. Com poucos cliques o internauta pode saber quanto precisa depositar mensalmente para ter uma poupança no período que desejar. “O sistema mostra qual o plano mais apropriado, bem como o fundo que os recursos serão alocados”, informa em nota o diretor de produtos e mercado da Brasilprev, José Eduardo Vaz Guimarães.
Segundo Edson Franco, diretor de previdência do Santander, uma das vantagens do plano de previdência é a flexibilidade. “É possível interromper a contribuição em um momento de dificuldade e fazer aportes esporádicos quando tiver uma renda extra para seguir o objetivo de acumulação traçado no início do investimento”, diz.
A Icatu Hartford criou um serviço diferenciado para clientes e não clientes. Trata-se do site www.felicidadeinternabruta.com.br. Nele é possível acompanhar dicas de como cuidar bem do bolso, da mente, do corpo e do mundo. Uma delas é investir em alguma coisa que você só vai usar no futuro.
A MetLife lançou um produto que calibra as aplicações de acordo com a idade dos clientes. Quanto mais jovem, maior o percentual investido em ações. E quanto mais próximo de atingir o objetivo, maior é a fatia da renda fixa para que o participante não corra o risco de ter uma baixa dos mercados acionários e ficar sem tempo de recuperar.
Renato Russo, vice-presidente da SulAmérica, e Bento Zanzini, vice-presidente da Mapfre, enumeram outras vantagens das empresas independentes, como a variedade de gestores de recursos, taxas de rentabilidade mais competitivas, custos menores e treinamento do canal de distribuição de produtos. Ambos afirmam investir muito no treinamento dos corretores para que eles sejam consultores financeiros de seus clientes.
A conquista de novos clientes é uma boa oportunidade para os corretores, que ainda evitam o produto. Podem aumenta a receita com a comissão, melhorar o relacionamento com a seguradora e ajudar seus clientes a formarem uma poupança para realizarem projetos no futuro. “Mas a previdência é um bom investimento no longo prazo e para quem usa os benefícios fiscais”, alerta Renato Russo. Para quem tem poucos recursos e corre o risco de precisar sacar no curto prazo, a velha e tradicional caderneta é a mais recomendada.
*Artigo publicado na revista Apólice – Maio 2009
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