Lucro das seguradoras cresce 12% até outubro
Por Denise Bueno em 02/12/2009
As seguradoras brasileiras obtiveram lucro líquido de R$ 7,6 bilhões no período de janeiro a outubro deste ano, avanço de 12% comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo estudo da consultoria Siscorp, o retorno sobre o patrimônio líquido do final de período se manteve em 18%. A previsão é de encerrar o ano em 15%.
A líder absoluta no quesito lucro é a Bradesco Seguros e Previdência, com R$ 2,5 bilhões até outubro, segundo revela o estudo que tem como base os dados enviados pelas seguradoras à Superintendência de Seguros Privados (Susep), informa Flávio Faggion (foto), proprietário da consultoria. Itaú Unibanco vem em segundo, com R$ 1,1 bilhão, Caixa Seguros com R$ 609 milhões e Banco do Brasil, com R$ 548 milhões. As seguradoras ligadas a bancos respondem por mais de 63% da lucratividade do setor.
Sem considerar saúde, as seguradoras registraram vendas de R$ 75 bilhões no acumulado do ano até outubro, evolução de 10%. O segmento de seguros gerais respondeu por R$ 27 bilhões; seguro de vida e acidentes por R$ 11,3 bilhões; previdência, incluindo VGBL, por R$ 29 bilhões; e capitalização por R$ 7,8 bilhões.
O maior produto em termos de arrecadação é o VGBL, com R$ 22,8 bilhões, crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Seguro de carro movimentou prêmios de R$ 14,1 bilhões, alta de 12%, sendo o segundo produto mais vendido pela indústria de seguros. Em terceiro vem o seguro de vida e acidentes pessoais, com R$ 11,3 bilhões em prêmios, evolução de 14%.
Segundo o estudo da Siscorp, entre as tendências de alta até o final do ano estão VGBL e riscos especiais. Automóveis, vida, rural, responsabilidades e habitacional manterão o crescimento estável. Nos demais produtos, a tendência revelada pela consultoria é de baixa.
Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia
Lucro da SulAmérica cai 32,9% no trimestre
Por Denise Bueno em 13/11/2009
A SulAmérica registrou lucro líquido de R$ 81 milhões no terceiro trimestre, 32,9% inferior ao do mesmo período de 2008. No acumulado em nove meses, o ganho ficou em R$ 269 milhões, recuo de 8%. Assim como no Bradesco, a gripe suína e o maior uso de serviços médicos em razão da crise foram os vilões do fraco desempenho, bem como este trimestre estar sendo comparado com um período de ganhos extraordinários.
O faturamento caminhou em direção inversa. Os prêmios evoluíram 11,4%, para R$ 2,2 bilhões no terceiro trimestre e 12,3%, para R$ 6,4 bilhões, até setembro. Em automóveis, responsável por 33% da receita da seguradora, os prêmios cresceram 30,4% no trimestre e a sinistralidade caiu 2,7 pontos percentuais, para 63,6%.
Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia
Seguradoras lucram R$ 6,9 bi até setembro
Por Denise Bueno em 09/11/2009
As seguradoras brasileiras obtiveram lucro líquido de R$ 6,97 bilhões no período de janeiro a setembro deste ano, avanço de 8% comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo estudo da consultoria Siscorp, o retorno sobre o patrimônio líquido do final de período se manteve em 18%, seis pontos percentuais abaixo dos 24% registrados em mesmo período do ano passado. E a previsão é de encerrar o ano em 16%.
A líder absoluta no quesito lucro é a Bradesco Seguros e Previdência, com R$ 2,2 bilhões até setembro, segundo revela o estudo que tem como base os dados enviados pelas seguradoras à Superintendência de Seguros Privados (Susep), informa Flávio Faggion (foto), proprietário da consultoria. Itaú Unibanco vem em segundo, com R$ 1,056 bilhão, Caixa Seguros com R$ 544 milhões e Banco do Brasil, com R$ 500 milhões. As seguradoras ligadas a bancos respondem por mais de 62% da lucratividade do setor.
Sem considerar saúde, as seguradoras registraram vendas de R$ 67,8 bilhões no acumulado do ano até setembro, evolução de 9%. O segmento de seguros gerais respondeu por R$ 24,6 bilhões; seguro de vida e acidentes por R$ 10,2 bilhões; previdência, incluindo VGBL, por R$ 26 bilhões; e capitalização por R$ 6,9 bilhões.
O maior produto em termos de arrecadação é o VGBL, com R$ 20,8 bilhões, crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Seguro de carro movimentou prêmios de R$ 12,6 bilhões, alta de 12%, sendo o segundo produto mais vendido pela indústria de seguros. Em terceiro vem o seguro de vida e acidentes pessoais, com R$ 10,2 bilhões em prêmios, evolução de 15%.
Segundo o estudo da Siscorp, entre as tendências de alta até o final do ano estão VGBL e riscos especiais. Automóveis, vida, rural, responsabilidades e habitacional manterão o crescimento estável. Nos demais produtos, a tendência revelada pela consultoria é de baixa.
A liderança dos grupos seguradoras muda para os diferentes tipos de produtos, tendo a Bradesco a liderança geral, com prêmios de R$ 10,8 bilhões (sem considerar saúde). Também é do grupo segurador controlado pelo Bradesco a liderança em vendas de VGBL, vida e acidentes.
O Itaú Unibanco lidera em patrimoniais, DPVAT, riscos financeiros, casco e riscos especiais. O Banco do Brasil é líder na venda de seguro rural e títulos de capitalização, enquanto a Caixa fica em primeiro lugar no ranking de seguro habitacional e de crédito. Em transporte, a Mapfre assumiu a liderança.
Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia
PartnerRe lucra US$ 1,2 bilhão até setembro
Por Denise Bueno em 28/10/2009
A PartnerRe, que comprou a Paris Re neste ano e está presente no Brasil como resseguradora admitida, apresentou lucro líquido de US$ 566,7 milhões no terceiro trimestre, que inclui ganhos extraordinários de US$ 274 milhões. O resultado é significativo quando comparado ao prejuízo de US$ 151,7 milhões do mesmo período do ano anterior.
O lucro líquido acumulado no ano até setembro totaliza US$ 1,2 bilhão. No mesmo período de 2008, registrou perda de US$ 48,7 milhões. O índice combinado do grupo no trimestre foi reduzido para 78%. Em setembro do ano passado estava em 95,5%. No acumulado do ano, o índice ficou em 82,5% comparado com 91,4%.
O presidente e CEO Patrick Thiele comemorou os resultados. “Obtivemos retorno sobre o capital de 22% e crescimento de 30% em nosso valor de mercado”, informou em nota divulgada a imprensa. Segundo ele, os resultados do grupo foram beneficiados por um baixo nível de perdas e pela melhora dos mercados acionários, o que possibilitou ganhos com investimentos. O balanço pode ser acessado na página do grupo www.partnerre.com.
Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia
Lloyd’s lucra 29% mais no semestre
Por Denise Bueno em 24/09/2009
Durante um período tão conturbado da economia mundial, o Lloyd’s of London, um mercado de seguros com operações internacionais, apresentou alta considerável em seu lucro no primeiro semestre do ano. De acordo com dados do balanço divulgado ontem, o Llody’s obteve lucro bruto de US$ 2,18 bilhões (£ 1.32 bilhão), alta de 29%.
O índice combinado apresentou ligeira alta, passando dos 89% registrados no primeiro semestre de 2008 para de 91,6% em junho deste ano, um bom resultado considerando a média de 99% registrada pelas seguradoras de riscos patrimoniais e de responsabilidade civil (Property & Casualty) dos Estados Unidos, 94% das resseguradoras americanas, 84% das companhias instaladas nas Bermudas, outro grande mercado de seguros internacional, e 99% das seguradoras e resseguradoras europeias.
O índice combinado mostra que a instituição sentiu os efeitos do maior volume de pedidos de indenização com a crise, principalmente do seguro de responsabilidade civil de executivos financeiros (directors&officers-D&O). No entanto, desde a crise da Enron e Worldcom, os sindicatos do Lloyd’s passaram a subscrever riscos de D&O com mais rigor.
Os acidentes aéreos, incluindo o AIR France no Brasil, também ajudaram a elevar o volume de indenizações pagas. Para compensar, as catástrofes naturais foram bem menos custosas do que em anos passados.
Segundo informou o presidente do Lloyd’s, Lord Peter Levene, em nota, o resultado dos seis primeiros meses foi alcançado em um período ainda difícil, com volatilidade dos mercados acionários e recessão econômica. “O mercado está em situação financeira sólida e os volumes de negócios têm aumentado como mostra o volume de negócios que nos chega pelos corretores e segurados”.
No cenário externo, Levene disse que as condições continuam difíceis com a temporada de vendáveis e furacoes nos EUA ainda podendo apresentar perdas, e recessão permanece como um indicador de risco para a indústria de seguros.
O relatório completo está disponível na web www.lloyds.com/2009interims
Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia
IRB tem queda de 55% no lucro do semestre
Por Denise Bueno em 01/09/2009
O IRB-Brasil Re sentiu os efeitos da crise como seus concorrentes. O ressegurador local, que mesmo depois de 16 meses após a quebra do monopólio ainda detém mais de 80% dos negócios no País, registrou lucro líquido de R$ 48,2 milhões no primeiro semestre deste ano. O resultado é 55% inferior aos R$ 108,8 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior, o que reduzirá os ganhos com equivalência patrimonial para seus principais sócios privados, Bradesco e Itaú Unibanco.
O patrimônio líquido de R$ 1,9 bilhão ficou praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado operacional com resseguros de R$ 19,4 milhões representou praticamente 15% dos R$ 141,6 milhões obtidos no primeiro semestre de 2008. Segundo nota divulgada pelo IRB, os resultados foram influenciados por vários fatores, como o aumento da frequência e, principalmente, da severidade dos sinistros.
O índice de sinistralidade do semestre foi de 89,12%, aumento de 19,70% em relação ao igual período de 2008. Incêndio em grandes fábricas e sinistros de engenharia na indústria petrolífera, por exemplo, geraram perdas elevadas. As carteiras que apresentaram maior aumento do índice de sinistralidade, comparando-se o primeiro semestre de 2009 com o mesmo período de 2008, foram: Seguros de Governo (50%), Riscos de Propriedade (43,27%) e Riscos de Transportes (25,94%), informou o IRB em nota.
Devido ao aumento de retenção em algumas linhas de negócios, os prêmios ganhos cresceram 6,24%, totalizando R$ 857,7 milhões, com destaque para energia com alta de 26,46%, atingindo R$ 45,9 milhões; transportes, com evolução de 24,87%, para R$ 243,5 milhões; e pessoais, avanço de 22,03%, para R$ 73,4 milhões.
O índice de retenção, ou seja, a porcentagem que o IRB-Brasil Re assumiu do total dos riscos, subiu de 49,93%, no primeiro semestre de 2008, para 53,40%, no primeiro semestre de 2009. As despesas administrativas apresentaram queda de 25,44%, alcançando o valor de R$ 75,6 milhões. O resultado financeiro atingiu R$ 119,1 milhões, crescimento de 55,28% em relação ao primeiro semestre de 2008.
Apesar de o rendimento em moeda nacional ter sido de 6,10%, superior à taxa Selic no período, a variação da taxa do câmbio influenciou negativamente o resultado financeiro, tendo os ativos denominados em moeda estrangeira rendimento de menos 15,71%.
A adaptação do IRB-Brasil Re às regras de contabilidade da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP e do Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP, obrigatória a desde janeiro de 2009, também impactou os resultados do período analisado, já que a empresa teve que constituir provisão de IBNER (sigla em inglês para “sinistros ocorridos mas não suficientemente avisados”) no valor de R$ 1 bilhão.
Segundo a nota, dois anos depois da abertura do mercado brasileiro de resseguros, o IRB-Brasil Re detém um volume de prêmios emitidos pelo mercado ressegurador doméstico igual ou acima, em termos nominais, daquele observado no último ano de monopólio do setor, demonstrando a preferência das seguradoras. A perspectiva para o segundo semestre de 2009 é positiva.
Envie esse post por e-mail | 1 comentário
Seguradora representa 11% do lucro do Itaú
Por Denise Bueno em 11/08/2009
As operações de seguros, previdência e capitalização do Itaú Unibanco geraram resultado de R$ 620 milhões para o banco no segundo trimestre do ano e de R$ 1,1 bilhão no acumulado do semestre. Em lucro líquido recorrente, a seguradora do maior banco do Brasil obteve R$ 292 milhões no segundo trimestre do ano, abaixo dos R$ 324 milhões do primeiro trimestre. Segundo nota do grupo, o lucro líquido na comparação dos trimestres foi menor em razão, principalmente, de no primeiro trimestre ter recebido dividendos do IRB Brasil Re, no qual mantém participação acionária, e pelo desempenho menos favorável dos fundos de investimentos.
O lucro representou 11% do ganho de R$ 2,5 bilhões do banco no segundo trimestre. Deste valor, a operação de previdência aberta tem o maior peso, com R$ 192 milhões, seguida por seguro, com R$ 61 milhões e capitalização, com R$ 37 milhões.
O faturamento cresceu em todas as atividades em razão da fusão entre Itaú e Unibanco, anunciada em novembro do ano passado. Em seguros, os prêmios passaram de R$ 1,1 bilhão para R$ 2,8 bilhões nos semestres comparados. Em previdência, as contribuições evoluíram de R$ 3,5 bilhões para R$ 4,7 bilhões. Capitalização apresentou receita de R$ 507 milhões para R$ 752 milhões. A maior carteira do grupo em seguros é vida e acidentes pessoais, com 29,5% dos prêmios ganhos. O seguro automóvel é o segundo maior, com 23,9%, seguido por garantia estendida, com 16%, outros com 14%, risco patrimonial com 11%, e transporte com 3,8%.
A despesa de comercialização, geralmente baixa em seguradoras ligadas a bancos, é um item que chama a atenção na Itaú Unibanco, por representar praticamente um terço dos prêmios ganhos, com R$ 424 milhões no segundo trimestre. Os sinistros retidos somaram R$ 710 milhões. O índice combinado, que indica a eficiência dos custos operacionais em relação ao prêmio ganho, ficou em 90,7%.
A consolidação da fusão entre Itaú e Unibanco na área de seguros está praticamente finalizada, com as operações consolidadas no prédio antes ocupado pelo Unibanco, na avenida Rebouças. Tanto as operações da Unibanco Seguros, que ficavam no prédio da avenida Eusébio Matoso (do outro lado do rio pinheiros) como os que estavam no centro de operações do Itaú no Jabaquara, estão mudando neste mês de agosto para o novo endereço.
A maior parte dos produtos já foi reformulada, com destaque para os seguros de acidentes pessoais. Um dos produtos que ainda está sem rumo definido é o seguro saúde, que era administrado pela Unibanco. Apesar de a carteira contar apenas com apólices grupais, o Itaú não tem apetite pelo setor, que foi o responsável por dar prejuízo ao banco anos atrás, com o Hospitaú, hoje administrado pela Omint.
Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia
Lucro da Porto Seguro fica estável no semestre
Por Denise Bueno em 10/08/2009
A Porto Seguro registrou lucro líquido de R$ 136 milhões no primeiro semestre, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, a queda de 27,5% no lucro líquido, para R$ 67 milhões, foi decorrente do aumento de 1,5 ponto percentual no índice de sinistralidade total; da queda de 12,5% no resultado financeiro em função da queda da taxa básica de juros; e do aumento de 0,5 ponto percentual no índice de despesas de comercialização, principalmente pelo investimento em campanhas de vendas de seguros.
“No primeiro semestre de 2009 tivemos um ambiente de recuo da economia brasileira e a manutenção de forte concorrência, principalmente no produto automóvel. Embora o ambiente de negócios tenha sido adverso, os prêmios totais cresceram 10,1% no semestre, para R$ 2,5 bilhões, e os prêmios do produto automóvel cresceram 8,1%”, informa a seguradora.
O retorno sobre o patrimônio ficou em 13,5% e o índice combinado ultrapassou 100%, para 100,6%. No entanto, quando considerado o ganho financeiro, o índice combinado ampliado recua para 90,5%. O índice de sinistralidade aumentou 1,5 ponto percentual, para 58,6%, principalmente em decorrência do maior índice na Azul Seguros, que foi impactado, principalmente, pela maior freqüência de roubo e furto; da maior sinistralidade na carteira de seguros de pessoas, devido, principalmente, ao aumento da freqüência e da severidade.
Os prêmios da carteira de automóveis da Porto Seguro atingiram R$ 1,2 bilhão no semestre, 5,6% maior que no mesmo período do ano passado. Segundo o grupo, o aumento decorre, principalmente, do crescimento de 11,8% na quantidade de itens emitidos, parcialmente compensado pela redução de 5,6% no prêmio médio.
A frota de veículos segurados atingiu 1,6 milhão em junho de 2009 em relação aos 1,5 milhão em junho de 2008.
Na Azul, os prêmios de automóveis atingiram R$ 322,1 milhões, 19,7% maior, com aumento de 15,7% na quantidade de itens emitidos e do aumento de 3,5% no prêmio médio. A frota de veículos segurados aumentou 32,1%, atingindo 555 mil.
Segundo os executivos do grupo, com os sinais de recuperação da economia brasileira no segundo trimestre, o grupo acredita na continuidade da expansão dos nossos negócios. “Ratificamos a nossa orientação estratégica de compromisso com a qualidade dos nossos produtos e serviços e na busca contínua pela excelência no atendimento”.
Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia
|



