Tendências mundiais discutidas no evento do IIS

Por Denise Bueno em 09/06/2009

ca0troo3ca2vorpfca63dl51ca7lxgitca8rjq3kcahi3nibcafszbypcau9rlqvca5wlm28cayx3aohcap1ipewcas1x8r3canl98gtca1ub11pca5sgdvicakf8qnbcac9k8bdca4gy4wjcamucfqgA indústria de seguros está recheada de notícias hoje na imprensa internacional, em razão da realização do 45º Congresso Anual do International Insurance Society (IIS), que começou ontem e termina amanhã em Amã, Jordânia, com a presença de 500 profissionais de seguradoras procedentes de 50 nações.

Serão três dias de debates sobre os principais temas que envolvem a indústria de seguros em todo o mundo, como situação política e cultural em todo o mundo, regulamentação dos mercados financeiros e crescimento econômico. No último dia, a ideia é tentar traçar um cenário da indústria de seguros pós-crise. O presidente da CNSeg, João Elisio, e a diretora de assuntos internacionais, Maria Elena Bidino, estão no evento.

Confira as principais notícias do encontro:

- Nikolaus von Bomhard, CEO da Munich Re, alertou sobre o tempo da crise. “Nós não esperamos que a crise econômica termine rapidamente, talvez no segundo semestre de 2010. Por isso é fundamental manter a solvência e liquidez do mercado, atuando de forma conservadora”, disse ele durante sua apresentação na manhã do primeiro dia.

- Prem Watsa, presidente e CEO da canadense Fairfax Financial Services, concordou com Bomhard e lembrou o nível de desemprego nos EUA, de 9,5%, um percentual recorde para a maior economia do mundo nas últimas décadas.

- Bassel Hindawi, diretor geral do Insurance Commission of Jordan, órgão regulador do setor em Amã, pediu em seu discurso na abertura do evento que as empresas da indústria de seguros modelem seus negócios de forma sustentável, respeitando a sociedade e o meio ambiente. Segundo ele, as companhias que praticam ações sustáveis têm um desempenho 15% melhor do que as que não praticam.

- As seguradoras globais esperam crescer nos mercados emergentes, liderados pelo Brasil, China, Índica e Rússia, conhecidos como Bric. Segundo pesquisa da KPMG and Economist Intelligence feita com executivos de 49 países, 55% dos entrevistados acreditam que terão crescimento orgânico e 53% apostam no crescimento por aquisições nos próximos 12 meses. Outra pesquisa da Accenture, com 104 companhias, mostra que três quartos acreditam que o crescimento virá das operações internacionais nos próximos três anos.

- Hans-Peter Gerhardt, CEO da Paris Re, afirmou que o “hard market” nunca aconteceu, como previram diversos de seus concorrentes desde o agravamento da crise em setembro do ano passado.

- Praticar underwrinting virou moda com a queda dos ganhos financeiros, diz Bob Hartwig, presidente do Insurance Information Institute (III). De 1975 para cá, as seguradoras de ramos elementares dos EUA só voltaram a ter lucro operacional nos últimos cinco anos.

- AIG vendeu quase 30 milhões de ações da Transatlantic Re, por US$ 1,1 bilhão.

- Munich Re emitiu cat bonds de 50 milhões de euros transferindo para mercados de capitais riscos de chuvas de inverno na Europa e terromoto na Turquia.

- No Reino Unido, pesquisa revela que uma em cada quatro pessoas cancelou o seguro de conteúdo da residência e pararam a contribuição para os planos previdenciários entre outras apólices em razão da recessão, informa a ABI, associação das seguradoras semelhante a CNSeg do Brasil.

Segundo informou a CNSeg, o presidente da International Insurance Society (IIS), Michael J. Morrissey, oficializou o convite para que o Brasil seja o anfitrião do 47º anual da entidade, que ocorrerá em junho de 2011, na cidade do Rio de Janeiro, sede da CNSeg. A confirmação ocorreu em encontro de Morrissey com o presidente da CNSeg, João Elisio Ferraz de Campos.

O convite formulado pelo presidente da IIS é o resultado da proposta de candidatura apresentada, em outubro de 2007, por representantes à época da CNSeg (Osvaldo do Nascimento, Paulo Marraccini, Renato Campos e Carlos Protasio). O encontro anual da IIS, que reúne os principais executivos da industria internacional de seguros e resseguros, não ocorre na América Latina desde 1981, quando se deu no Brasil. Os últimos eventos foram realizados nas cidades de Taipei, Berlim, Chicago, Londres, Nova Iorque, Cingapura, Hong Kong e Viena. No próximo ano, o encontro ocorrerá em Madri.

 

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Começa hoje o 45º Congresso do IIS na Jordânia

Por Denise Bueno em 08/06/2009

images12Começou hoje o 45º Congresso Anual do International Insurance Society (IIS), em Amman, Jordânia, com a presença de 500 profissionais de seguradoras procedentes de 50 nações. Serão três dias de debates sobre os principais temas que envolvem a indústria de seguros em todo o mundo, como situação política e cultural em todo o mundo, regulamentação dos mercados financeiros e crescimento econômico. No último dia, a ideia é tentar traçar um cenário da indústria de seguros pós-crise.

Hoje, dia 8, a abertura do evento contou com a presenta da rainha Rania Al Abdullah, acompanhada de Brian Duperreault, presidente e CEO da Marsh & McLennan Companies, Bassel Hindawi, diretor geral da Comissão de Seguros da Jordânia, e de Patrick Kenny, president e CEO do IIS.

Pela manhã, ainda estão previstos debates sobre a reformulação do sistema financeiro no pós crise, com a participação de Geoffrey Bell, diretor do grupo americano Thirty, Nikolaus von Bomhard, presidente da Munich Re, Bijan Khosrowshahi, presidente da Fuji Fire and Marine Co. e Prem Watsa, presidente e CEO da canadense Fairfax Financial Holdings.

Na parte da tarde, os debates ficarão concentrados na criação de uma agenda para o setor, tendo como palestrantes Peter Braumüller, presidente do International Association of Insurance Supervisors (IAIS), Roger Sellek, diretor da AM Best, Donald Stewart, CEO da Sun Life Financial e Muhammad Tariq, sócio da área de seguros da KPMG.

O ISS foi fundado em 1965 como uma corporação sem fins lucrativos. O objetivo é fomentar debates mundiais entre os executivos de seguros e assim ajudar a criar uma cultura dinâmica da atividade seguradora em todo o universo. Atualmente, o ISS tem mais de 1 mil associados entre empresas e indivíduos de 92 países.

Uma comitiva da CNSeg, liderada pelo presidente João Elisio Ferraz de Campos, participa do evento. O grupo brasileiro conta ainda com a participação do diretor da Escola Nacional de Seguros, Renato Campos Martins Filho, e da diretora de Assuntos Institucionais e Resseguros da CNSeg, Maria Elena Bidino, e do consultor jurídico da entidade, Salvador Cícero Velloso Pinto. João Elisio participa do encontro como representante máximo do mercado segurador brasileiro, segundo informou a CNSeg.

Além de participar ativamente dos debates, João Elisio terá reuniões particulares com os dirigentes da Samsung Fire e Marine, Donggu Shin, e da Korean non-life Insurance, Daesub Chi. E com o novo presidente e CEO da ISS, Michael J.Morrissey, com quem, entre outros assuntos, discutirá os preparativos para o próximo seminário, que será realizado em 2011, no Rio de Janeiro.

Mais informações podem ser obtidas no www.issonline.com

 

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Copa do Mundo de 2014 agita seguradoras*

Por Denise Bueno em 01/06/2009

imagesApós a FIFA divulgar neste domingo o nome das 12 sedes brasileiras da Copa do Mundo de 2014, o mercado segurador arregaça as mangas para oferecer um sem-número de apólices necessárias para a realização do evento. Todas as cidades terão um cronograma curto para se adequarem às exigências exigidas em um evento de tal porte. Daí porque o seguro é incluído desde as obras de reforma dos estádios até para despesas médico-hospitalares do público que assistirá aos jogos. O seguro se torna ainda mais evidente em razão das obras precisarem de recursos públicos e privados para a construção ou reforma de estádios e também de hotéis para atender à demanda gerada pela Copa.

Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP) são as cidades que promoveram jogos da Copa de 2014. A expectativa é que as novas arenas estejam prontas até o fim de 2012, possibilitando a utilização na Copa das Confederações, em 2013.

Só em São Paulo o orçamento para reformar o estadio do Morumbi é estimado em R$ 300 milhões. Outros milhões estão previstos também para a ampliação do aeroporto de Belo Horizonte. Com isso, está previsto o anúncio de um PAC só para a Copa do Mundo de 2014. Desta vez, a intenção é ter garantias de que as obras vão manter-se dentro do orçamento. Estimado em R$ 412 milhões, o Pan-Americano do Rio-2007 custou R$ 3,6 bilhões aos cofres públicos, um estouro de quase 800% no orçamento.

Especialistas informam que várias apólices de seguros são obrigatórias pelos organizadores para eventos internacionais. A indústria de seguros começa por garantir que tudo estará pronto para a realização do evento. Sem isso, pode correr um sério risco de ter de indenizar investidores que apostaram seus recursos e amargaram perdas pela não realização. Estarão sendo cotados preços de seguro garantia, dando cobertura para o cumprimento do contrato, bem como de riscos de engenharia da obra.

Passada a fase inicial, começam as apólices exigidas neste tipo de evento. Entre as principais coberturas estão as de responsabilidade civil para indenizar terceiros prejudicados com a realização do evento, seja por produtos, profissionais tercerizados ou funcionários, montagem e desmontagem de estruturas e equipamentos. Estão cobertos riscos por contaminação de alimentos, direitos autorais, segurança e serviços médicos, bem como cobertura de acidentes pessoais para os atletas previstos na participação do evento.

Uma apólice importante é a da não realização do evento, conhecida como “no show”. Este tipo de apólice cobre prejuízos que investidores possam vir a ter com a não realização do evento ou de parte dele. Se os espectadores de algum dos jogos, por exemplo, ficarem impossibilitados de chegar ao local ou os jogadores ficarem impedidos de jogar, os custos da promotora com a devolução do valor do ingresso ou de agendamento de uma nova data, corre por conta do seguro. A apólice também cobre os custos com a demanda dos patrocinadores, que geralmente pedem de volta o valor pago na publicidade de veiculação televisiva daquela partida.

Para a realização da última olimpíada, realizada no ano passado na China, a seguradora PICC Property and Casuality Company Limited (PICC P&C), a maior seguradora estatal de ramos elementares do país sede, fechou o primeiro acordo em 2005. Ou seja, três anos antes da abertura oficial do evento. Isso porque a indústria de seguros é uma importante peça dentro de eventos dessa grandeza, uma vez que ajuda a prever riscos e sugere formas de mitigá-los.

A corretora de seguro inglesa JLT participa de boa parte dos contratos de eventos esportivos. Ela foi uma das contratadas para fazer a consultoria e gerenciamento de risco da próxima olimpíada, que acontecerá em Londres, em 2012. Ela é responsável por fazer o seguro das construções necessárias para os jogos, como parque aquático, estádio olímpico e outros locais previstos dentro da infra-estrutura básica do evento.

Os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, contaram com programa de seguro liderado pela Caixa Seguros, ressegurado no IRB-Brasil Re, que contou com as corretoras de resseguros JLT e Miller do Brasil para desenhar o contrato e distribuir o risco no mercado internacional. O comitê organizador e o governo compraram seguro para proteger os mais de 5,6 mil atletas, comissões técnicas de 42 países e os quase 100 mil fãs que foram assistir os eventos. A cobertura do seguro teve vigência no período dos jogos, cerca de 16 dias.

Foram compradas cinco coberturas: responsabilidade civil, no show, property, directors & officers (D&O) e terrorismo. A apólice de responsabilidade civil é a mais abrangente por cobrir danos físicos ou materiais causados a terceiros, incluindo atletas, voluntários e espectadores, inclusive por atos terroristas. A cobertura de property protegeu o patrimônio dos organizadores, como computadores e equipamentos de telecomunicações, até a montagem e desmontagem de equipamentos e as arenas e estádios como Maracanã e Engenhão, no período das competições. A apólice de D&O teve por objetivo resguardar o patrimônio dos executivos envolvidos na organização dos jogos de uma eventual reclamação de terceiros que se sintam prejudicados por algum erro administrativo.

*matéria da autora publicada no site da CNSeg: www.viverseguro.org.br

 

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Como será a aposentadoria daqui a 20 anos?

Por Denise Bueno em 19/05/2009

42-21521810Criar um provável cenário de aposentadoria e saúde para daqui a 20 anos. Este é o desafio de um grupo de trabalho internacional do qual a Mercer, uma das principais consultoria de benefícios do mundo, faz parte, juntamente com a OCDE e outros colaboradores.

Robert Dumas, especialista da Mercer, que participa do desafio, detalhou a primeira fase do trabalho durante palestra no seminário Mercer, Gerenciando o plano de previdência em um cenário de incertezas, realizado hoje em São Paulo.

”É mais fácil projetar um futuro distante atualmente”, comentou o especialista em previdência para uma platéia composta por mais de 200 executivos de Recursos Humanos. Os estudos iniciaram há pouco tempo e está na primeira fase, onde seis grupos, entre eles governo, empresas e famílias, estão sendo pesquisados.

Para tal previsão, diante de tanta voltatilidade verificada nos últimos meses com a crise financeira, o grupo traça três possibilidades, considerando principalmente as diferenças demográficas, as inovações financeiras, as mudanças climáticas, os sistemas de previdência em cada país, entre outros. No entanto, todas as variáveis levam em conta o crescimento econômico e as atitudes sociais e políticas de cada país.

O primeiro cenário é “Os vencedores e o resto”. Ou seja, um grande crescimento global atrasará as consequências da explosão demográfica, mantendo os sistemas oficiais generosos. No entanto, o déficit do sistema oficial é mantido, forçando os governos a empurrar a população para uma poupança individual. Neste cenário, as pessoas mais qualificadas terão um plano privado administrado com um grau acentuado de sofisticação de riscos e retorno, e os menos qualificados teriam o beneficio mínimo do governo.

“Todos no mesmo barco” é o segundo cenário. Crescimento moderado, retorno sobre capital mais baixo e busca por instrumentos moderadores seriam o tom deste período. Nos países desenvolvidos haveria uma reforma do sistema oficial, com aumento da idade de aposentadoria e planos sustentáveis. Nos países em desenvolvimento seria a mesma realidade, com melhora da qualidade dos serviços.

O terceiro cenário seria “Cada um por si”. Neste mundo, o grupo de estudo projeta uma prolongada recessão, até 2020, dificuldade fiscal com os serviços de pensão e de saúde públicos, exigindo medidas agressivas dos governos para passar a responsabilidade para os indivíduos. A oferta de uma garantia mínima por parte dos governos e enfoque para melhorar a educação financeira para a população poupar mais seriam as prioridades de governos e empresas para ter um futuro com menos custos sociais envolvendo a aposentadoria e saúde da população.

Na fase dois do programa a missão do grupo será criar opções para melhorar a sustentabilidade dos planos de pensão e de saúde, como gerenciar melhor os gastos, aumentar a idade de aposentadoria, opções de transferência de riscos para seguradoras e mercado financeiro e assim fortalecer a poupança individual da população, o que definirá a situação econômica e social de cada pais.

 

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Lucro da indústria de seguros cresce 24% no tri

Por Denise Bueno em 16/05/2009

42-18369176A crise financeira global pouco afetou a indústria de seguros brasileira em lucro e faturamento até o momento. Mas os balanços do primeiro trimestre já começaram a apresentar um viés de baixa. Praticamente todas as maiores seguradoras apresentaram lucro no trimestre, mas o índice combinado (faturamento menos indenizações de despesas), que mede a eficiência operacional das companhias, já começa a apresentar piora. Quanto mais próximo de 100%, pior.

Segundo informou a Porto Seguro na divulgação do balanço, o volume de roubo e furto de carros já apresentou alta no trimestre. Aliado a isso, as seguradoras têm dificuldade em aumentar o preço do seguro em razão do desemprego e o lucro com investimentos apresenta queda com o ciclo decrescente da taxa básica de juros, principal índice de correção das reservas das companhias.

Segundo estudo da Siscorp, o lucro líquido do setor no trimestre foi de R$ 2,1 bilhões, alta de 24%. No entanto, o lucro registrado pela Tokio Marine, de R$ 377 milhões, distorce as estatísticas, uma vez que o valor é fruto da venda da participação do grupo japonês na Real Tokio Marine Vida e Previdência para o banco espanhol Santander.

Em faturamento, o setor totalizou R$ 21 bilhões, evolução de 4%, sem considerar o seguro saúde. Seguros movimentou prêmios de R$ 7,9 bilhões, crescimento de 8%. Vida e previdência foi responsável por contribuições e prêmios de R$ 10,9 bilhões e títulos de capitalização acumularam vendas de R$ 2,1 bilhões.

A divulgação de balanços trimestrais no Brasil só foi feita por seguradoras ligadas a bancos ou com ações em bolsa, como Porto Seguro e SulAmérica. Os destaques dos balanços nacionais ficaram com Bradesco e Itaú com queda no ganho, e Porto Seguro e JMalucelli com alta.

O lucro da Bradesco Seguros e Previdência chegou a R$ 650 milhões no primeiro trimestre de 2009, alta de 2,74% em relação ao mesmo período do ano passado. Isso representou 38% do lucro líquido de R$ 1,7 bilhão do conglomerado agora presidido por Luiz Carlos Trabuco Cappi. O grupo faturou R$ 5,5 bilhões no trimestre, com seguros, previdência e capitalização.

A Itaú Unibanco Seguros, que tem José Rudge no comando da integração das operações de seguros, respondeu por 7% dos resultados. Durante coletiva de imprensa, o porta voz do Itaú afirmou que há espaço para crescer, principalmente explorando os clientes do próprio banco. Os prêmios cresceram 6% em comparação a dezembro. O lucro do segmento ficou em R$ 293 milhões, alta de 10,6%.

A área de seguros e de resseguro do Paraná Banco, controlador da JMalucelli Seguradora e JMalucelli Resseguradora, respondeu por 55% do lucro líquido de R$ 20 milhões do grupo no primeiro trimestre deste ano, percentual muito acima da contribuição de 31% registrada no quarto trimestre de 2008. O volume de prêmios totais emitidos pela JMalucelli Seguradora em 75,7%, para R$ 85,2 milhões.

Mundialmente, o grande destaque ficou para o prejuízo da AIG, reduzido em 44%, e para as perdas de US$ 1,5 bilhão da Berkshire Hathway, do megainvestidor Warren Buffett, que teve a primeira perda desde 2001. Nos primeiros três meses do ano, a empresa registrou perdas de US$ 4,35 bilhões. O resultado é 93% inferior ao obtido no quarto trimestre de 2008: US$ 61,7 bilhões, o maior prejuízo de uma empresa norte-americana para um trimestre.

Tiveram redução no lucro Munich Re, Scor, Swiss Re, Zurich e Liberty. Já Hannover Re, Everest e ACE divulgaram ganhos maiores. As corretoras de seguros – Aon, Marsh e Willis – registraram queda nas vendas, mas mantiveram o lucro.

 

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Brasil é destaque no balanço da Mapfre

Por Denise Bueno em 13/05/2009

images12Os investimentos do grupo espanhol Mapfre na América Latina começam a dar retorno, principalmente agora que o país sede é o que mais tem sofrido com a crise financeira dentro da União Europeia. O lucro mundial totalizou 287 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, praticamente estável ao resultado obtido no mesmo período do ano passado. Os prêmios avançaram 11%, para 4,5 bilhões de euros.

A Mapfre América, unidade que centraliza as operações dos Estados Unidos e da América Latina, foi a grande responsável pelo bom desempenho do grupo. O lucro proveniente das Americas avançou quase 50%, para 29 milhões de euros, elevando o retorno sobre o patrimônio de 9,7% para 10,9%, segundo comunicado do grupo. Os prêmios evoluíram 25,8%, para 1 bilhão de euros, sendo o segmento de ramos elementares responsável por 774 milhões de euros (alta de 20%) e o de vida e previdência por 230 milhões de euros (incremento de 50%). O índice combinado de ramos elementares ficou em 101%, dois pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

De acordo com o comunicado, a Venezuela se destacou entre os países latinos, com alta de 105% no volume de prêmios, para 187 milhões de euros. Mas o Brasil é o maior mercado, com prêmios de 358 milhões de euros, alta de 9,3%. A operação mexicana crescer 7,7% no período, para 97 milhões de euros. Na Argentina os prêmios da Mapfre cresceram 27%, para 108 milhões de euros e em Porto Rico 9%, para 68 milhões de euros.

Mais detalhes podem ser obtidos na teleconferência de divulgação dos resultados do primeiro trimestre, disponível no site www.mapfre.com, na pagina dedicada aos investidores.

 

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Crise afeta balanços da Allianz, Generali e ING

Por Denise Bueno em 13/05/2009

42-20910232Os balanços do primeiro trimestre do ano continuam trazendo perdas. Allianz, Generali e ING divulgaram hoje seus balanços com resultados afetados, em grande parte, pela desvalorização dos ativos com a crise financeira, a pior desde o crash da Bolsa de Nova York, em 1929.

O grupo Allianz, maior seguradora da Europa, registrou faturamento de 27,7 bilhões de euros no primeiro trimestre deste ano, alta de 2,8%. O lucro líquido despencou de 1,15 bilhão de euros para apenas 29 milhões de euros no período analisado. As operações de ramos elementares (property & casualty) tiveram faturamento estável em 13,9 bilhões de euros. Porém, a lucratividade registrou queda 1 bilhão de euros para 431 milhões de euros. O lucro operacional de ramos elementares recuou de 1,5 bilhão de euros para 970 milhões de euros. O índice combinado ficou em 98,5%, alta de três pontos percentuais e meio.

Nas operações de vida, o faturamento registrado pela Allianz foi de 13 bilhões de euros, acima dos 12,3 bilhões de euros do primeiro trimestre de 2008. O lucro líquido da carteira de vida retrocedeu dos 452 milhões de euros para 321 milhões de euros. O lucro operacional saiu dos 589 milhões euros para 402 milhões de euros, segundo nota divulgada sobre o balanço trimestral do grupo.

Segundo informou em nota Helmut Perlet, chief financial officer (CFO) da Allianz, o grupo está capitalizado, o portfólio de investimentos tem qualidade e o lucro operacional mostra profissionalismo. “A disciplina na subscrição de risco continua sendo prioritária, assim como temos buscado eficiência nos progra mas de gerenciamento de risco e de regulação de sinistro. Nas renovações de abril os preços dos programas de seguros melhoraram após quase três anos de mercado soft (com preços em queda)”, informou Perlet.

A crise financeira trouxe uma perda de 793 milhões de euros no primeiro trimestre do ano para o grupo holandês ING, que no mesmo período do ano passado havia lucrado 1,54 bilhão de euros. A perda veio da área de seguros, com baixa de 824 milhões de euros. Nas operações bancárias, o grupo registrou ganho de 519 milhões de euros.

O total de prêmios recuou, passando de 10,7 bilhões de euros para 8,9 bilhões de euros no primeiro trimestre deste ano. O índice combinado das operações de ramos elementares subiu de 93% para 109%. Segundo o presidente do Conselho de Administração, Jan Hommen, “a volatilidade do mercado acionário continua sendo um desafio, tornando a redução de custos e riscos uma prioridade para fortalecer o grupo”. O ING, que no Brasil é sócio da SulAmérica, também iniciou no ano passado uma reestruturação profunda da gestão dos negócios, visando dar mais transparência às operações bancárias e de seguros, separando-as em operações distintas.

A seguradora italiana Generali divulgou hoje queda de 89% no lucro líquido do primeiro trimestre deste ano, que ficou em US$ 140 milhões. No mesmo período do ano passado, a seguradora havia registrado ganho recorde de US$ 1,4 bilhão. Os prêmios totais ficaram praticamente estáveis em US$ 25 bilhões, com os prêmios de ramos elementares apresentando alta de 3,4%, para US$ 8,9 bilhões. O índice combinado subiu três pontos percentuais, para 96,3%, principalmente pelo crescimento no volume das indenizações no seguro de carro causado pelo excesso de chuvas na Europa. Segundo nota divulgada pelo grupo, a desvalorização dos ativos, de US$ 2 bilhões, foi a principal responsável pela queda do lucro do primeiro trimestre.

 

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Berkshire registra primeira perda desde 2001

Por Denise Bueno em 12/05/2009

carbyhy2caaej89hcazt5o43catwts0ucatfouiscaecv1nwca8xisa4cam8i495cae1clx5camjj455cajd7oilcaoh4281caardqivcaxsvnplcalflqrmcaaqxmezca4hxuykca0eacowcakjpthvA Berkshire Hathaway, grupo que tem o megainvestidor Warren Buffett como principal acionista, divulgou perdas de US$ 1,53 bilhão no primeiro trimestre deste ano, um acontecimento raro na história da companhia, que mesmo em 2001, com os atentados terroristas contra os EUA, apresentou um balanço mais positivo do que o deste primeiro trimestre do ano. No primeiro trimestre de 2008, a Bershire apresentou lucro líquido de US$ 940 milhões. Boa parte das perdas, US$ 986 milhões, foi originada nos derivativos.

Warren Buffett antecipou as 35 mil pessoas que compareceram ao encontro anual realizado pelo grupo que a área de seguros, que representa metade dos negócios do conglomerado, apresentaria perdas. Segundo declarou na reunião em Omaha (EUA), em 2 de maio, “o lucro não será tão bom neste ano”, referindo-se a seguros.

Em seguros e resseguros, o lucro operacional do grupo subiu 21%, para US$ 219 milhões. A maior participação veio de resseguros, com a Berkshire Hathaway Reinsurance Group registrando ganhos com subscrição de US$ 203 milhões. Já a área de seguros divulgou ganhos de US$ 4 milhões, baixa de 84%.

O faturamento total do grupo recuou 10%, de US$ 22 bilhões para US$ 20,2 bilhões. Em seguros, os prêmios evoluíram de US$ 6,2 bilhões para US$ 8 bilhões. As perdas com investimentos, de US$ 3 bilhões, foram responsáveis pela redução da receita total.

 

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AIG divulga perdas e recomeço com a AIU

Por Denise Bueno em 08/05/2009

imagesA American International Group (AIG) divulgou perdas de US$ 4,35 bilhões no primeiro trimestre deste ano, uma melhora comparada ao prejuízo de US$ 7,8 bilhões o mesmo período anterior e dos US$ 60 bilhões do último trimestre de 2008.

O CEO Edward M. Liddy informou em nota divulgada no site do grupo que o resultado reflete o esforço do corpo executivo para tornar a companhia, controlada pelo governo americano desde setembro do ano passado, rentável e devolver aos contribuintes americanos o capital injetado pelo Federal Reserve, superior a US$ 180 bilhões.

Lidds também informou que a direção da companhia tem acelerado o processo de tornar a AIU uma holding distinta do grupo para num futuro próximo iniciar o processo de IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês). A AIU Holdings concentrará as operações de seguros comerciais da AIG, operações internacionais, e unidades de clientes especiais, com participação também da empresa de leasing e na resseguradora Transatlantic.

No Brasil, país que tem sido o porto seguro dos grupos seguradores estrangeiros que amargam perdas com a crise financeira, o grupo AIU deu início nesta semana a um processo de reposicionamento estratégico. O comando da AIU no Brasil ficará a cargo de Guillermo León, que há 30 anos atua no grupo, enquanto para o Conselho de Administração foi eleito Cesar Saad, executivo com mais de 35 anos de experiência e ampla atuação no mercado de seguros, ressaltou a nota divulgada no Brasil.

O Unibanco comprou a participação da AIG na Unibanco Seguros por US$ 820 milhões logo após a fusão com o Itaú. A parceria entre Unibanco e AIG tinha 11 anos, período em que houve a expansão de 1% para 8% de sua participação no mercado brasileiro de seguros e previdência, principalmente em seguros de grandes riscos. Agora, o grupo AIG inicia uma carreia solo no Brasil, com escritório em São Paulo, por meio da seguradora AIU Seguros, nova denominação da AIG Brasil, e com a American Home, uma resseguradora admitida. Segundo a nota, as duas companhias obtiveram receita de prêmios superior a R$ 110 milhões nos quatro primeiros meses de 2009.

A holding é líder internacional em seu segmento de atuação, contando com 90 anos de experiência. As operações das seguradoras que hoje a constituem alcançaram, em 2008, patrimônio líquido de US$ 38 bilhões e receita bruta de prêmios de seguros de mais de US$ 50 bilhões e liquida de US$ 36 bilhões. O grupo conta com 44 mil funcionários, operações em 130 países e jurisdições e com portfólio de mais de 500 produtos e serviços disponíveis em todo o mundo.

 

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Swiss Re volta a ter lucro no 1º trimestre

Por Denise Bueno em 08/05/2009

images10A Swiss Re, presente no Brasil como resseguradora admitida, divulgou queda de 76% no lucro líquido do primeiro trimestre deste ano comparado ao mesmo período do ano anterior. O fato de ter lucro neste início de ano, de US$ 132 milhões, é animador, pois mostra a recuperação diante dos problemas enfrentados no ano passado, quando divulgou prejuízo de US$ 761 milhões e aumento de capital de US$ 2,6 bilhões. Os prêmios ganhos em ramos elementares tiveram incremento de 5%, para US$ 3,4 bilhões.

Stefan Lippe, CEO da Swiss Re, informou em nota divulgada pelo grupo que “os ganhos da empresa se mostraram sólidos no primeiro trimestre”. Um sinal de melhora é o índice combinado dos negócios de ramos elementares, que caiu de 96,4% para 90,2%. O patrimônio do grupo evoluiu 15%, para US$ 20,7 bilhões, principalmente pelo investimento feito pela Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, que injetou 3 bilhões de francos suíços no início do ano.

Mais detalhes do balanço podem ser consultados no site www.swissre.com

 

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