Chubb dobra lucro no trimestre

Por Denise Bueno em 25/10/2009

A Chubb Corp. mais do que dobrou o lucro líquido no terceiro trimester deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado. Entre julho e setembro deste ano, a seguradora obteve ganho de US$ 596 milhões, enquanto no mesmo período do ano passado o resultado foi de US$ 264 milhões.

Enquanto o lucro subiu, as vendas de seguros recuaram 7%, tanto nos EUA como nas operações internacionais, segundo nota sobre o balanço financeiro do terceiro trimestre divulgada na última sexta-feira. No terceiro trimestre, os prêmios somaram US$ 2,7 bilhões, US$ 200 milhões inferior ao resultado do mesmo período do ano anterior.

Segundo informou John D. Finnegan, presidente e CEO do grupo, enquanto as condições da economia continuarem adversas, os prêmios sofrerão impactos negativos e a companhia continuará a manter sua política de subscrição dentro dos padrões de segurança. Ele também destacou que o bom resultado do grupo foi beneficiado pela fraca safra de furacões nos Estados Unidos neste ano.

 

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Marsh destaca AL no resultado do semestre

Por Denise Bueno em 05/08/2009

O grupo Marsh & McLennan Companies (MMC), dono de uma das maiores corretoras de seguros do mundo, divulgou perdas de US$ 193 milhões no segundo trimestre deste ano. No mesmo período de 2008, o grupo divulgou ganhos de US$ 65 milhões. No acumulado do primeiro semestre, a perda registrada foi de US$ 17 milhões, comparada a um prejuízo de US$ 145 milhões no mesmo período do ano passado. O fraco desempenho, segundo nota do grupo, foi atribuído a perdas com investimentos e com a divisão Kroll, especializada em segurança. O faturamento também recuou 13%, para US$ 2,6 bilhões.

A América Latina, onde o Brasil tem forte presença, foi o destaque em termos de faturamento para a divisão de seguros e resseguros. Os negócios da Marsh neste segmento cresceram 9% na América Latina, enquanto na Ásia se manteve estável e em outros países registrou queda. O faturamento total do MMC com seguros e resseguros caiu 7%, aos US$ 1,1 bilhão no segundo trimestre e aos US$ 2,7 bilhões no semestre. Segundo comentou o CEO Brian Duperreault, a MMC “obteve uma boa performance no trimestre no que se refere a seguro e resseguro”.

 

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Willis eleva faturamento no semestre

Por Denise Bueno em 31/07/2009

A Willis, terceira maior corretora de seguros do mundo, faturou US$ 1,6 bilhão no primeiro semestre deste ano, acima dos US$ 1,4 bilhão do mesmo período do ano passado, em comissões e fees. O crescimento orgânico registrado foi de 1%. O lucro líquido subiu de US$ 205 milhões para US$ 280 milhões no período analisado. O lucro operacional saiu dos US$ 302 milhões para US$ 439 milhões, segundo comunicado divulgado pela corretora.

Joe Plumeri, presidente e CEO da Willis, creditou o bom desempenho as operações internacionais do grupo, que compensaram os impactos negativos da recessão nas economias dos Estados Unidos, Reino Unido e Irlanda. Enquanto os negócios internacionais evoluíram 5%, na América do Norte declinaram 8%. Os melhores desempenhos foram registrados na Espanha, Rússia, Polônia, Venezuela e Argentina.

 

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ACE mantém faturamento estável no semestre

Por Denise Bueno em 29/07/2009

images12O grupo ACE registrou prêmio líquido de US$ 6,8 bilhões no primeiro semestre deste ano, ligeira alta diante dos US$ 6,7 bilhões do mesmo período anterior. Deste valor, os prêmios captados na América do Norte totalizam US$ 2,8 bilhões e US$ 2,5 bilhões com negócios internacionais. Resseguro gerou prêmios de US$ 688 milhões e seguro de vida de US$ 713 milhões.

O lucro líquido do semestre se manteve estável em US$ 1,1 bilhão. O valor de mercado do grupo evoluiu 12%, para US$ 16,6 bilhões, com ganhos sobre investimentos não realizados de US$ 1,2 bilhão. No resultado do segundo trimestre, a ACE registrou queda de 27% no lucro líquido. Segundo nota do grupo, o fraco desempenho foi acarretado pelo declínio da venda de apólices e realização de perdas com investimentos.

“Tivemos um ótimo segundo trimestre e um excelente primeiro semestre, com evolução de 12% em nosso valor de mercado no trimestre ou 14% no semestre”, disse Evan Greenberg, CEO da ACE. Segundo comentou em nota, o grupo está bem posicionado para crescer em um cenário de fraco crescimento das economias mundiais.

O balanço completo pode ser acessado no site www.acelimited.com

 

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PartnerRe lucra US$ 615,8 milhões no semestre

Por Denise Bueno em 29/07/2009

cao73m6qcafyptcpca1lcs7ucapz605icamumgc9ca9ajxzscav23o13ca0u942acayrjt4ecafe2zh3caeagrgjca1sfi4pcarnptl0caqng19vcaboji60cayr26vyca5tmin0caktxa3ccaq2aj58A resseguradora PartnerRe divulgou ontem lucro líquido de US$ 615,8 milhões no primeiro semestre deste ano, incluindo ganhos extraordinários, resultado bem acima dos US$ 103 milhões do mesmo período do ano anterior. O lucro operacional deste primeiro semestre chegou a US$ 335 milhões, 13% melhor do que os US$ 294 milhões do mesmo período de 2008. Os prêmios líquidos recuaram de US$ 1,86 bilhão para US$ 1,7 bilhão. O índice combinado registrou melhora de quase quatro pontos, passando de 89% para 85,3%.

Patrick Thiele, CEO e presidente da PartnerRe, comemorou o desempenho do grupo em comunicado, destacando o retorno sobre o patrimônio de 18%. O patrimônio líquido em junho totalizou US$ 4,8 bilhões, acima dos US$ 4,2 bilhões de junho de 2008. Segundo ele, tanto o desempenho das operações de resseguros como da retomada do mercado acionário contribuíram para o resultado do grupo no período. Ele também citou as renovações de contratos realizadas no início de julho, que comprovaram a melhora do cenário do setor, com incremento de 11% na carteira. Outro destaque do balanço semestral do grupo foi a compra da Paris Re, por aproximadamente US$ 1,7 bilhão.

O balanço completo do grupo, autorizado a operar no Brasil, pode ser acessado no www.partnerre.com

 

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XL registra queda nas vendas

Por Denise Bueno em 29/07/2009

cawl0ry9caj54qznca9l4o0kca56g3f9cab21kswca47hf1dcarmwro3ca497ejaca9lpolrcaccj5pgca552we7cagr8wc3cag7w2u4ca4ici5scadiyp42cao8vjplca2f9mo6ca1w395ica3dep9oO balanço financeiro divulgado ontem pela XL Capital mostra que a companhia continuou perdendo mercado no primeiro semestre do ano, com prêmios brutos de US$ 3,3 bilhões, abaixo dos US$ 4,3 bilhões do mesmo período do ano anterior. O resultado final, no entanto, voltou a ser positivo, com lucro líquido de US$ 258,3 milhões. No primeiro semestre de 2008, a XL havia divulgado ganho de US$ 449,7 milhões, porém no ano completo de 2008 a perda superou US$ 2,5 bilhões.

Segundo informações da XL, boa parte da redução do lucro veio de perdas de US$ 142 milhões com a variação cambial. O índice combinado subiu de 91,6% para 93% em junho deste ano. O retorno sobre o capital caiu de 13% para 11%. O patrimônio líquido subiu de US$ 6,1 bilhões para US$ 7,4 bilhões, segundo nota divulgada pelo grupo XL, que no Brasil tem parceria com o Itaú na Itaú XL Seguros Corporativos.

 

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Resultado da Chubb surpreende analistas

Por Denise Bueno em 24/07/2009

images8A Chubb surpreendeu os analistas ao publicar lucro líquido do segundo trimestre acima das expectativas. Segundo balanço divulgado ontem, o grupo americano lucrou US$ 551 milhões no segundo trimestre do ano, 18% acima dos US$ 469 milhões do mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o lucro líquido ficou em US$ 892 milhões, abaixo de US$ 1,1 bilhão obtido no primeiro semestre de 2008.

Os prêmios recuaram diante da recessão econômica, para US$ 5,6 bilhões no semestre. Em linhas pessoais, o volume de prêmios declinou 5%, sendo em residência 5%, automóveis 9% e outras linhas pessoais 2%. Nas linhas comerciais, o faturamento recuou 7%, em riscos especiais 6%, em resposabilidade civil 7% e seguros de garantia ficaram estáveis.

O lucro operacional no primeiro semestre chegou a US$ 1 bilhão, pouco abaixo de US$ 1,1 bilhão do mesmo período do ano anterior. O índice combinado passou de 86,2% para 87%. Em nota, John Finnegan, presidente e CEO da Chubb, ressaltou o bom desempenho do grupo em um momento de tantos desafios nas economias mundiais e mostrou otimismo com o desempenho do grupo neste ano ao rever a meta de lucro operacional das ações de US$ 5,20 para US$ 5,50.

As perspectivas para as seguradoras americanas são boas, uma vez que os indicadores americamos mostram a retomada de dois importantes nichos, o de veículos e também de imóveis. Nos Estados Unidos, a venda de imóveis usados em junho cresceu 3,6%, o dobro do esperado pelos analistas. Ao mesmo tempo, o número de pedidos de seguro-desemprego no país cresceu menos do que o previsto pelo mercado. Em automóveis, praticamente todas as montadoras já fizeram reestruturação e começam um movimento de retomada, que surtirá efeitos em 2010.

Para ajudar o setor a ter efeitos mais imediatos ainda neste ano, o governo dos EUA lançará uma campanha publicitária de US$ 10 milhões para promover a troca do carro velho, que será anunciada na segunda-feira, em Washington, segundo informam as agências internacionais. Com o slogan Dinheiro por ferro-velho, o programa conta com recursos de US$ 1 bilhão em fundos federais. Os proprietários de veículos de elevado consumo de gasolina elegíveis ao programa vão receber um crédito se entregarem o veículo e comprarem ou arrendarem um mais novo, de consumo de combustível mais eficiente.

 

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Lazam MDS cria holding internacional

Por Denise Bueno em 21/07/2009

cag42lqxca88scrncabjmttpcah6vaymcap5k7jzcam3ag31ca1ch36mca9t5s60ca5jz9dhca3e582pca7ghqjqcatloedlcap8ngticak1rdhycago2mtyca7veer1cas3l01icaa38vyscaw4kzzqDepois de anunciar duas aquisições no início do ano, a Lazam MDS trouxe mais novidades para a indústria de seguros. O Grupo Suzano assinou ontem pela manhã um contrato para a formação de uma joint venture com o português Sonae – seu parceiro na Lazam-MDS, bem como com a corretora de resseguros Cooper Gay, quinta maior do mundo, e Seguros Continente, uma seguradora portuguesa cativa da rede de supermercados Sonae.

As quatro empresas formam uma holding que reúne os investimentos na área de corretagem de seguros e resseguros. Gerindo uma carteira de prêmios superior a US$ 1,8 bilhão, a joint venture está entre as 15 maiores do mundo. “Ou seja, vamos colocar a bandeira do Brasil no ranking mundial de corretores de resseguro. No total, são cerca de 1,2 mil colaboradores em 21 países”, disse Eduardo Bom Ângelo, presidente da Lazam MDS.

O negócio envolveu 47 milhões de euros e troca de ações entre as empresas, informou Sérgio Alves, diretor corporativo da Suzano Holding, durante coletiva de imprensa realizada ontem em São Paulo. Segundo os executivos, as empresas continuam a operar de forma individual. A holding, por sua vez, terá a sua primeira reunião em aproximadamente 60 dias e a partir daí serão traçadas as estratégias internacionais. O conselho de administração será composto por sete integrantes – quatro representantes do sócio português e três do sócio brasileiro – sendo que três deles, José Manuel Dias da Fonseca, Adriano Ribeiro e Eduardo Bom Ângelo, compõem a comissão executiva.

“Esta nova empresa, de abrangência mundial, amplia nossos horizontes de negócios e nos dá musculatura para seguir competindo em um mercado em processo de consolidação”, diz Daniel Feffer, vice-presidente da Suzano Holding.

Segundo os executivos, a operação estava sendo trabalhada há vários meses e pretende reforçar sua presença em áreas em que já vêm atuando, além de participar em um dos setores de serviços que mais cresce no mundo e que passa por um momento de forte consolidação.

Assim como a Lazam, sócia da portuguesa MDS desde 2002, ter adquirido várias corretoras nos últimos anos, suas concorrentes internacionais como Aon, Marsh e Willis também foram às compras nos últimos anos na busca por escala e especialização. Este movimento de consolidação foi estimulado bem antes da crise mundial, que apenas intensificou o processo. Os clientes têm exigido redução das comissões e melhora dos serviços para justificar a presença de um intermediário no negócio.

Na área de resseguros, a Lazam MDS entrou este ano, com a compra da corretora Miral. Também logo que assumiu a Lazam, depois de ter deixado a presidência da Brasilprev, empresa de previdência priavada aberta do Banco do Brasil, Bom Ângelo também negociou a compra da corretora de seguros de Santa Catarina, a ADDmakler.

Além de participar da estratégia de expansão por meio de aquisições em outros países, a holding facilitará o acesso ao resseguro aos clientes da Lazam no Brasil. “Ter 32,2% do capital da Cooper Gay simplifica as negociações no mundo. Ser acionista traz mais peso ao relacionamento”, diz Bom Ângelo.

Segundo ele, até o primeiro semestre deste ano a receita da Lazam cresceu 13%, acima da média de 10% da indústria de seguros. A área de benefícios e de ramos elementares foram as que mais se destacaram. Sem divulgar o faturamento, Bom Ângelo diz que a Lazam já é a terceira maior corretora de seguros e de resseguros do Brasil, excluindo as corretoras de bancos. Segundo ele, a expectativa é manter o ritmo de crescimento até o fim do ano.

 

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Seguradoras dos EUA registram perda recorde*

Por Denise Bueno em 30/06/2009

42-17773336As seguradoras de ramos elementares dos Estados Unidos registraram perdas líquidas de US$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período do ano passado as companhias obtiveram lucro líquido de US$ 8,5 bilhões, segundo revela pesquisa divulgada por instituições, entre elas o Insurance Services Office (ISO) e o Insurance Information Institute (III).

Trata-se de pior resultado desde 1986, início da formação do banco de dados das entidades, que reúne informações das seguradoras privadas responsáveis por 96% do volume de vendas de ramos elementares. O volume de prêmios no período registrou queda de 3,6%, para US$ 106 bilhões, conseqüência do recuo da demanda e da redução no preço do seguro.

Segundo o estudo, este grupo de seguradoras divulgou perdas de US$ 16,4 bilhões no período, que não estão computadas nas contas de cálculo do lucro. Desta forma, o índice combinado superou 102,2% no primeiro trimestre deste ano, acima dos 99% do mesmo período do ano passado.

O patrimônio deste grupo de seguradoras foi reduzido em 15%, para US$ 438 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Diante dos números, o ISS acredita que haverá uma recomposição de preços para que as companhias possam recompor seus patrimônios e adequar-se aos níveis de solvência exigidos pelos órgãos reguladores e agências de classificação de risco.

*matéria produzida com exclusividade para o site www.viverseguro.org.br, da CNSeg

 

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O futuro chegou para o Brasil*

Por Denise Bueno em 20/06/2009

O futuro finalmente chegou para o Brasil. Pergunte a qualquer estrangeiro em visita de negócios. A resposta certamente será: o Brasil está num patamar diferente. Entrevistei vários executivos nos últimos meses. Segundo eles, o Brasil é o lugar para estar investido nos próximos anos. Principalmente pelos fundos de aposentadoria americanos e europeus, que precisam buscar investimentos de maior risco que trazem uma chance maior de retorno superior as baixas taxas de juros de seus países.

Os fundos de previdência fechados, que ainda tem em carteira planos de beneficio definido, ou seja, com rentabilidade garantida, acumulam enormes déficits. A crise agravou ainda mais a situação. A perda dos fundos previdenciários em todo o mundo é calculada em mais de US$ 4 trilhões, quase 30% de todo o patrimônio mundial. Calcula-se que as pessoas vão ter de trabalhar entre 2 e 15 anos a mais para compensar as perdas em suas poupanças previdenciárias e aposentar-se como valor previsto.

Porém, apenas quem ousar em investir em renda variável é que tem a chance de abreviar a recuperação do valor, uma vez que até mesmo o Brasil, líder por anos seguidos do ranking das maiores taxas de juros do mundo, está firme em sua política econômica de queda estrutural das taxas, segundo tem dito Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, repetidas vezes em todos os eventos que participa, seja no Brasil ou no exterior.

Os fundamentos econômicos do Brasil trouxeram o tão esperado grau de investimento, dados por duas das maiores agências de rating do mundo, há mais de um ano. E os efeitos começam a aparecer após um ano. Os gestores de fundos que captam recursos externos para investimentos no País estão sendo pressionados pelos investidores.

Willian Lander, diretor do fundo BlackRock, um dos maiores dedicado à América Latina com US$ 4,5 bilhões em renda variável, sendo 70% em ativos no Brasil, a governança adotada pelas empresas, os fundamentos macroeconômicos consistentes e as normas de proteção ao investidor minoritário fazem do Brasil um país de gente grande. “Tudo isto tem atraído o investidor internacional. Mas tenho ouvido falar que o Brasil ficou caro”, diz Lander. Ele argumenta que o prêmio médio cobrado para investir no Brasil está dentro da média. “Com risco mais baixo, não tem porque negociar no patamar do passado.”

Lander afirma que o Brasil esta em linha com outros mercados emergentes, com exceção da Rússia, que está barata porque tem motivos para isso. “Um investidor que queira apostar em petróleo, a Petrobras é a melhor opção e não a Rússia”, comenta o gestor. A China negocia a um múltiplo mais alto porque tem um crescimento econômico maior. Porém, a qualidade de informações e a participação do governo chinês nas companhias têm um impacto negativo na hora do investidor optar.

A estabilidade da divida do Brasil, valor que está caindo pela primeira vez em muitos anos, também conta pontos positivos na decisão do investidor. “A Rússia queimou quase metade das reservas sem grande sucesso”, afirma. “E o Brasil tem o BC controlando a moeda. Isso mostra que o país está mais preparado e com mais proteção para lidar com a crise.”

O potencial de crescimento do Brasil, impulsionado por uma forte demanda de consumo reprimida, conta pontos para quem quer investir no longo prazo. O volume de crédito é relativamente baixo em comparação aos países desenvolvidos. Principalmente em hipotecas, segmento que tem despertado muito interesse nos investidores tanto pela demanda como pelo programa habitacional “Minha Casa Minha Vida” lançado pelo governo recentemente.

“Vimos isso acontecer no México, com um programa parecido com o do Brasil. Hoje se vende 600 mil casas por ano para as famílias de menor renda. É um nicho que tem grande impacto por desenvolver outros nichos, criando oportunidades de crescimento para a economia”.

Outro exemplo para enfatizar a demanda reprimida brasileira. O governo baixou o IPI para carros novos e o resultado foi um aumento instantâneo nas vendas, voltando ao patamar pré-crise. Diferente do que aconteceu nos EUA. Mesmo com juro zero e longo prazo, não se consegue vender. Isso mostra claramente a confiança do consumidor brasileiro e das instituições, que voltam a baixar o custo dos financiamentos e a alongar o prazo.

Mas tudo isso não quer dizer que estamos no melhor dos mundos. Todos são unânimes em dizer que é preciso avançar muito em transparência das informações e educação. E era aqui que queria chegar. Por mais que as seguradoras e empresas de previdência invistam para ter produtos bons e acessíveis, pouco acontecerá se a população não tiver informações e cultura de prevenção de risco.

Os corretores têm um papel fundamental em ajudar as famílias a se desenvolverem com sustentabilidade neste tão incerto mundo. Uma nova realidade foi criada. Um mundo sem Lehnam Brothers, sem General Motors, sem Gazeta Mercantil. Um mundo em crise, desafiador e com oportunidades para todos, principalmente para o Brasil e para a indústria de seguros, a “bola da vez”.

*Artigo escrito para a revista Apólice, edição de junho de 2009

 

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