Venda de seguro de pessoas avança 13%
Por Denise Bueno em 14/09/2010
O segmento de vida, que engloba seguros prestamistas, educacionais, vida individual e grupo, entre outros produtos, registrou vendas de R$ 8,7 bilhões de janeiro a julho deste ano, alta de 13,12% comparado ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados da FenaPrevi, o seguro de vida individual bateu a marca de R$ 605 milhões, alta de 34,42%, na comparação aos R$ 450 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. O maior volume de vendas de seguros de vida individual deve-se ao aumento de renda e oferta de crédito, principalmente para as classes C e D, que ascenderam e estão tendo mais acesso ao consumo.
Os seguros prestamistas cresceram 20,73% no acumulado e movimentou R$ 1,8 bilhão. Outro seguro que expandiu foi o de acidentes pessoais. Esta modalidade de seguro acumulou R$ 1,4 bilhão e cresceu 20,08% na comparação aos R$ 1,1 bilhão registrado no mesmo período do ano anterior. De acordo com o balanço, o seguro turístico também obteve resultado expressivo. Registrou expansão de 145,8% e registrou R$ 20 milhões. O crescimento deve-se ao maior número de viagens internas e para o exterior.
Em relação a sinistros retidos (equivalente ao sinistro pago na integralidade, menos descontos de cosseguro cedido, resseguro cedido e outros descontos, mais retrocessão aceita), o volume desembolsado pelas seguradoras no acumulado de janeiro a julho de 2010 foi de R$ 2,7 bilhões, alta 7,33%.
A Bradesco ocupa o primeiro lugar no ranking, com 16,94%; seguida pela Itaú (15,63%); Companhia de Seguros Aliança do Brasil (10,15%); Santander (9,43%); Mapfre (7,65%); HSBC (4,35%); Metropolitan Life Seguros e Previdência (4,05%); Caixa Seguros (3,82%), Sul América (2,85%); Tokio Marine (2,82%). As demais seguradoras representaram 22,30% dos prêmios de seguros. Foram considerados, para este ranking, as holdings.
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Delfim Neto fará abertura do evento da Fenaprevi
Por Denise Bueno em 09/09/2010
*matéria extraída do site da CNSeg – www.viverseguro.org.br
O V Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada que será promovido pela Fenaprevi dias 15 e 16 deste mês, em São Paulo, contará com a participação dos mais renomados especialistas em economia, consumo e educação financeira. No primeiro dia, após a abertura do Fórum, os participantes assistirão à palestra do economista e ex-ministro da Fazenda Delfim Neto e do vice-presidente de Riscos Operacionais e Eficiência do Itaú Unibanco, Marcos de Barros Lisboa, no painel Cenário Macroeconômico e Perspectivas. No painel haverá uma análise do cenário externo, reflexos na economia mundial e impactos prováveis nos mercados de Vida e Previdência.
A organização do V Fórum preparou também para o primeiro dia um painel com presidentes de seguradoras que farão uma análise do contexto da indústria de seguros e os progressos do setor nos últimos. Ainda no primeiro dia, haverá a exposição de uma pesquisa sobre tendências de consumo de Seguros de Pessoas e Previdência Privada nas classes emergentes. Para o encerramento deste dia de atividade, a Fenaprevi organizou um debate sobre os desafios para o setor diante da entrada de novos consumidores no segmento de previdência privada aberta e seguros de vida.
O V Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada acontecerá no Espaço Vila Noah, em São Paulo. As inscrições poderão ser realizadas pelo site do evento www.forumvidaeprevidencia.com.br. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2523-0304 ou pelo e-mail forumvida@idealizar.com.br.
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Reservas de previdência aberta perto de R$ 200 bi
Por Denise Bueno em 10/08/2010
O aumento de renda da população tem beneficiado o mercado de previdência privada aberta, um tema que começa a se tornar prioritário para boa parte da população preocupada com o futuro. Prova disso é o cescimento de 18% no volume de captação registrada pelo setor no primeiro semestre de 2010, com contribuições de R$ 19,8 bilhões, segundo dados da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que reúne 65 sociedades seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar.
As provisões — recursos acumulados pelos participantes do sistema de previdência complementar — somaram R$ 190,5 bilhões em junho de 2010, o que representou uma alta de 21,5% em relação a junho de 2009 quando as provisões do setor somavam R$ 156,8 bilhões. A carteira de investimentos cresceu 21,8% no em junho de 2010. Com isso, a carteira do setor somou R$ 197,9 bilhões.
O VGBL acumulou R$ 15,6 bilhões, crescimento de 21,6%, na comparação aos R$ 12,8 bilhões arrecadados no mesmo período do ano passado. O PGBL apresentou alta de 14,52% no período, com arrecadação de R$ 2,56 bilhões no período. Os planos tradicionais apresentou queda de 3,6%, para R$ 1,65 bilhão. Os outros produtos de previdência (FAPI, PGRP e VGRP) somaram R$ 7,39 milhões, com retração de 10,4%.
Os dados da Fenaprevi mostram que, no primeiro semestre de 2010, os planos empresariais cresceram 24,4%, consolidando arrecadação de R$ 2,61 bilhões. Os planos individuais registraram R$ 16,5 bilhões e obtiveram alta de 21,9%, na comparação aos R$ 13,5 bilhões acumulados no mesmo período em 2009. Os planos para menores, por sua vez, arrecadaram R$ 663 milhões.
A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de arrecadação no primeiro semestre, com 31,97% do total, seguido pela BrasilPrev (20,07%), Itaú Vida e Previdência (19,41%), Caixa Vida e Previdência (8,75%), Santander Seguros (8,49%), HSBC Vida e Previdência (4,60%), Safra Vida e Previdência (1,12%), Icatu Hartford Seguros (0,92%), Sul América (0,75%), Porto Seguro Vida e Previdência (0,58%). As demais seguradoras somam, no total, 3,34% do valor arrecadado.
Os dados da Fenaprevi informam que há 11,5 milhões de contratos de planos previdenciários. Atualmente cerca de 101 mil pessoas são beneficiadas pelas coberturas de pecúlio, pensão e aposentadoria.
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União é a chave para alvancar o setor de vida
Por Denise Bueno em 08/07/2010
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*matéria produzida com exclusividade para o site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
Um esforço conjunto a cargo de seguradoras, corretoras de seguros e órgão de supervisão será necessário para um efetivo avanço do mercado de seguro de vida no País, sobretudo a apólice individual. “Os três precisam evoluir para que o seguro de vida tenha uma curva evolutiva parecida com outros produtos”, disse Carlos Alberto Gadia Barreto, diretor da Zurich Brasil Seguros. Hoje, fora o VGBL ou apólices ligadas ao avanço do crédito no País, como o seguro prestamista, a grande maioria apresenta um crescimento abaixo do potencial, algo que tem a ver não só com a falta de cultura do seguro, mas também com uma certa acomodação do mercado, que nas últimas décadas oferece produtos quase padronizados em termos de coberturas e serviços, com o diferencial apenas em preços.
Este quadro faz que haja desinteresse mesmo entre consumidores das classes A e B, que dispõem de renda para a aquisição, mas não são estimulados a comprar produtos. Em síntese, estas foram as principais mensagens do 3º painel ¨Talk show com seguradoras e Sincor/SP”, que integra a programação do “III Seminário Internacional de Marketing & Vendas- Vida e Previdência, promovido pela FenaPrevi, em parceria a Mesa do Milhão de Dólares (MDRT), hoje, em São Paulo. Do painel participaram os executivos Lúcio Flávio Condurú de Oliveira, presidente da Bradesco Vida e Previdência, Fabio Morita, diretor da Porto Seguro, Samy Hazan, superintendente da Marítima Seguros, Carlos Alberto Gadia Barreto, diretor da Zurich Brasil Seguros, e o presidente do Sincor/SP, Mário Sérgio de Almeida Santos.
Os preços caros das apólices individuais e os custos de comercialização elevados são dois outros gargalos na expansão do mercado. Além de ampliar a gama de produtos, como o universal Life, sugere Fabio Morita, e haver necessidade de ações mais proativas das seguradoras, corretores e legislador, acrescenta Carlos Alberto Barreto, também os corretores precisam ser melhor capacitados para operar os produtos, destaca Samy Hazan. Em contrapartida, as seguradoras que operam o ramo não podem mudar as regras do jogo, após a contratação dos produtos de vida, sob o risco de arranhar a credibilidade, afirma o presidente do Sincor/SP.
O consenso é de que, com o ajuste na sintonia fina do mercado, ou seja, com todos os deveres de casa feitos pelos seus pares, as perspectivas de potencial crescimento do seguro de vida devem se confirmar aos poucos, levando o setor nacional a se assemelhar mais com os principais mercados mundiais, em que há predomínio das apólices pessoais sobre as coberturas de patrimônio.
A carteira de seguro de vida é o carro chefe das vendas nas economias mais maduras. No Brasil, o segmento perde para o seguro de bens patrimoniais. Dos US$ 4 trilhões vendidos em seguros no mundo, mais de US$ 2,1 trilhões se referem a vida. Enquanto a média mundial de participação no PIB do seguro de vida é de 4%, no Brasil é de 1,6%, considerando-se o VGBL, um produto de acumulação de renda. Sem o VGBL, o percentual de seguro de vida no Brasil é desprezível segundo as estatísticas mundiais da Swiss Re.
“Hoje, se tirarmos o VGBL, praticamente não temos crescimento real do volume de prêmios da carteira de vida. Há um grande universo, que precisamos aproveitar”, disse Gadia Barreto, da Zurich Seguros. Segundo dados da Fenaprevi, as vendas de seguro de vida no Brasil até maio totalizaram R$ 13,3 bilhões. Se o VGBL, considerando apenas o seguro de vida individual e coletivo, os prêmios totalizam R$ 6,2 bilhões.
“Tenho a crença de que muito mais do que aproveitar as oportunidades de aumentar share, temos uma oportunidade de gerar a cultura de seguros no Brasil”, diz Lucio Flavio Condurú, presidente da Bradesco Vida e Previdência e mediador do painel. Para Gadia, é preciso criar produtos mais adequados aos consumidores. Para isso acontecer, o órgão regulador tem de flexibilizar a legislação, as seguradoras têm de investir em tecnologia e assim ter produtos inovadores para facilitar que os corretores possam difundir a cultura de seguro de vida no Brasil.
O principal desafio, segundo Morita, da Porto Seguro, é a educação financeira. “Temos uma nova classe social emergindo que precisa ter cultura financeira para adquirir produtos de seguro”, diz. Ele relembrou que a venda de seguro de vida no Brasil é ínfima. O que temos é seguro coletivo. Ou seja, as pessoas têm seguro por meio das empresas e não por uma demanda individual”, ressaltou. Isso mostra que o mercado precisa levar o discurso da cultura do seguro para a população. “E neste ponto os corretores são um peça fundamental para o desenvolvimento da indústria”, acrescenta Morita.
O americano não tem predisposição para comprar seguro de vida e previdência. Tem de ser estimulado. Esta afirmação em um recente evento deixou Mario Sérgio, presidente do SIncor-SP, surpreso. Pensar que o cenário nos Estados Unidos, maior indústria de seguros do mundo, é igual ao brasileiro realmente surpreende. “A venda é estimulada pelos corretores. Então teremos nós de fazer o nosso papel”, diz o presidente do Sincor. “Precisamos de um corretor que estimule a compra.”
Um detalhe, dito por ele, é que os corretores americanos contam com o apoio da Life Fundation, custeada por mais de 100 seguradoras. A fundação está focada apenas na divulgação institucional de seguros, estimulando os corretores na venda de vida. Segundo Samy Hazan, coordenador do evento, este modelo foi levado para ser debatido na esfera institucional do mercado, como Fenaprevi e CNSeg. “Estamos estudando um apoio maior na difusão da cultura do seguro de vida”.
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O poder das redes sociais para divulgar seguros
Por Denise Bueno em 08/07/2010
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*matéria produzida para o site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
A começar pelo nome do palestrante do segundo painel “Redes Sociais, ferramenta de marketing e vendas para o corretor de seguros”, dá para se ter uma idéia do quanto as mídias sociais são revolucionárias e diferentes. Junior Wm, diretor da A1 Brasil, viu um fórum de debates se transformar em um dos sites mais acessados da internet em pouco tempo. “Não há espaço mais para uma mensagem tipo o meu produto é bom e ponto final. As pessoas hoje vão dizer o que pensam de vocês”.
Prova disso é o que aconteceu com Michael Douglas recentemente. A discussão com a ex-namorada por telefone foi parar na internet. Com frases agressivas, o ator viu sua fama passar de galã para uma pessoa preoconceituosa em minutos e ainda perdeu patrocinadores após o video se tornar um dos mais vistos no Youtube.
O palestrante está do outro lado. O do sucesso com as redes sociais. Junior Wm faz parte de um projeto chamado Papo de Homem. “O fórum virou um blog e este ano ganhou prêmio de melhor revista digital para universo masculino”, contou aos mais de 300 participantes físicos e outros 1,5 mil online do III Seminário Internacional de Marketing e Vendas Vida e Previdência, promovido hoje pela Fenaprevi, em São Paulo.
Em 2000, havia 45 mil blogs, em sua grande maioria de projetos científicos. Dez anos depois, 200 milhões de blogs. Mais do que a população brasileira. O twitter chega a uma taxa de crescimento estável de 450% no Brasil. No ano passado, US$ 14 milhões foi o valor de venda do domínio sex.com. O usuário do Youtube vai precisar de 412 anos para ver todos os vídeos publicados pelo site. 73% dos usuários ativos lêem blogs. 45% dos usuários da internet começaram um blog. 48% dos usuários recebem feeds, ou seja, a atualização das notícias dos blogs por email. 64% dos usuários postam suas opiniões.
São números significativos. Para se ter uma ideia, 91% das pessoas compram por indicação de amigos, o que mostra a força das redes sociais. Isso nos faz perceber que controlar e persuadir pessoas a adquirirem produtos e serviços não funciona mais. Por isso, segundo ele, as empresas precisam dar voz para as pessoas se expressarem dentro da companhia. Faz bem para a marca, e o consumidor se sente mais próximo.
O especialista repete várias vezes a frase: a rede é democrática. “É preciso quebrar o paradigma de que você está no controle. No passado, ter a informação significava ter poder. Hoje, quanto mais você dividir as informações, mais poder terá. O desafio está em fazer esta informação fazer a diferença na vida da pessoa.
O especialista mostrou várias formas de como seguradoras e corretores de seguros podem tirar benefício da comunicação digital. O primeiro passo é ser transparente. Vários exemplos de empresas que editaram ou apagaram comentários de usuários das mídias sociais amargaram prejuízos de imagem. “Isso acaba sendo denunciado e traz muitos problemas”, afirma o especialista. “Não existe mais eu sou a marca e você é o usuário. Tem de falar com todos, desde a faxineira que usa o Orkut até o empresário plugado no Facebook.”
Resumindo, Junior Wm mostrou a estratégia da seguradora AllState, uma das maiores dos Estados Unidos. “Ela criou uma plataforma de marcas e pensou no usuário 360 graus”, diz. Um exemplo é que em sua página principal na Internet, a AllState disponibiliza o enderço do Twitter e Facebook como uma forma de comunicação. “Não tem email. Email é velho”, analisa Junior Wm.
A seguradora criou um site para divulgar seguro de carro, no qual não fala de seguro de carro. Traz conteúdo de coisas legais para fazer com o carro ou pequenas dicas de como cuidar do veículo ou como agir em situações que envolvem o veículo. “O que vai fazer o internauta contratar o seguro é lembrar do video que viu no site da seguradora de como montar um triangulo no momento que estiver às 2 da manhã com um pneu furado na Via Dutra, por exemplo”. A seguradora AllState tem 18,3 mil fãs cadastrados no site de ideias inspiradoras e 26 mil pessoas no Facebook. “Quando eu inspiro, eu faço o engajamento e crio uma marca que vibra”.
Junior Wn afirmou que o objetivo não é vender seguro pelas mídias sociais e sim congregar. “Na venda de seguro é primordial o olho no olho. Mas a divulgação por meio das mídias sociais fará com que o cliente lembre mais de você do que de seus concorrentes ao voce divulgar bons exemplos”.
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Corretor faz a diferença na vida do cliente, diz consultor
Por Denise Bueno em 08/07/2010
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*matéria produzida com exclusividade para a CNSeg (www.viverseguro.org.br)
O corretor de seguros faz a diferença na vida das famílias. Este foi a principal mensagem de Marvin Feldman, presidente da Life Organization e um dos mais conceituados corretores da Mesa do Milhão de Dólares (MDRT), durante sua palestra no III Seminário Internacional de Marketing e Vendas Vida e Previdência, promovido hoje pela FenaPrevi.
Feldman mostrou um filme que conta a história de um proprietário de uma oficina, que conseguiu manter a estabilidade financeira da sua família por ter contratado um seguro de vida com acumulação e risco, onde havia várias coberturas acopladas. Ao entrar em um estágio terminal de câncer do pulmão, o pagamento do seguro foi antecipado ao filho do titular, para que ele pudesse manter a oficina durante a doença terminal do pai.
Em todo o mundo, o carro chefe é o seguro de vida. No Brasil, o seguro de carro é o líder de vendas. O que se observa é que o seguro de vida é vendido por canais alternativos. A curiosidade está em qual a razão deste produto ser negligenciado pelo corretor no Brasil.
Os palestrantes enfatizaram a importância do seguro de vida para as famílias com o intuito de conquistar mais vendedores para os produtos de vida e previdência. No entanto, a quantidade de pessoas no auditório – mais de 350 pessoas – e outros 1,2 mil acompanhando a transmissão pela internet, já mostram que o interesse dos profissionais de vendas tem aumentado ano a ano.
Porém, um dos entraves da venda de seguro de vida é a baixa remuneração do produto. Pequenos cálculos dos palestrantes mostravam que, mesmo sendo inferior a outros produtos como automóveis, é um valor considerável quando se pensa no longo prazo. “Cinco reais de comissão em uma apólice parece pouco. Mas pense em 500 vidas seguradas. Passa a ser um valor representativo inclusive para o corretor poupar para a sua própria aposentadoria”, destaca o presidente da MetLife, José Roberto Loureiro.
Além do baixo comissionamento, corretores levantaram dificuldades de vender o seguro de vida, em razão da característica do brasileiro. Segundo os profissionais, a maioria busca preço e não os benefícios que o produto apresenta, como o conforto a família em um momento de dificuldade e adaptação a uma nova realidade. “Há muitas desculpas do cliente para não comprar seguro. O importante é encontrar um caminho para mostrar ao cliente a importância do produto”, afirma Marvin, citando dezenas de argumentos, como ser o seguro de vida uma fração de centavos diante de uma indenização de milhões de dólares que poderão salvar negócios e vidas na morte de um chefe de família.
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Setor cresce de forma acelerada, diz Fenaprevi
Por Denise Bueno em 08/07/2010
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*matéria produzida para o site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
A indústria de seguros de vida e previdência cresce a taxas robustas. Até maio, as contribuições para planos de previdência aberta aumentaram 24,7%, elevando a carteira de investimentos do setor para R$ 195 bilhões. Em vida, as vendas evoluíram 14,9% até maio, elevando a projeção do setor para prêmios de R$ 15 bilhões para o ano 2010.
Tal projeção pode ser revisada, à medida que todos revisam o crescimento da economia brasileira. Hoje, por exemplo, o FMI divulgou um novo estudo, onde revisa para 7,1% a projeção de evolução do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. “Este cenário sugere crescimento acelerado no nosso setor e nos deixa muito otimista. Mas também exige responsabilidade na criação de produtos e no desenvolvimento de um canal de distribuição eficiente para atender a uma nova classe de consumidores que chega ao mercado e também à sofisticação de clientes que se mostram cada dia mais exigentes”, disse Renato Russo, vice-presidente da Federação Nacional de Vida e Previdência (FenaPrevi) e também da SulAmérica, na abertura do III Seminário Internacional de Marketing & Vendas- Vida e Previdência, promovido pela FenaPrevi em parceria a Mesa do Milhão de Dólares (MDRT).
Entre as prioridades da FenaPrevi para este segundo semestre, Russo destacou o esforço da entidade na aprovação dos planos de previdência voltados para o acúmulo de reservas para saúde e educação, com uma diferenciação no estímulo fiscal que está sendo negociado com o governo. A entidade também concentra esforços no desenvolvimento de produtos de acumulação em seguros de vida, apólice conhecida no exterior como universal life.
Já o diretor executivo da Escola Nacional de Seguros, Renato Campos, mostrou vários instrumentos que estão disponíveis para auxiliar os corretores a aprimorarem seus conhecimentos para atender a este consumidor mais exigente e também ajudar na educação financeira dos novos brasileiros que começam a deixar a linha da pobreza e ingressar no mercado de consumo. Além de todos os cursos, desde o básico para formação de corretores até MBA no exterior, Renato Campos informou aos presentes que em breve será lançado o site “Tudo sobre seguros”, que visa levar ao consumidor final tudo o que ele precisa saber sobre a indústria de seguros, de forma simples e didática.
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Quem comandará a política do setor em 2010?
Por Denise Bueno em 11/12/2009
As vezes nos deparamos com aquela pergunta que não quer calar. Quem será o presidente da CNSeg? João Elisio Ferraz de Campos deixará a presidência da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg, ex-Fenaseg), depois de quase 17 anos a frente da principal instituição da indústria de seguros. Jorge Hilário, membro do conselho da SulAmérica, foi nomeado para assumir o comando da principal entidade do setor, responsável por centralizar as políticas e estratégias de uma indústria que movimenta R$ 100 bilhões em vendas e que prevê crescer a um ritmo de 20% nos próximos anos.
É certo que o advogado Hilário, afastado do dia a dia do mercado há anos, apenas guarda o lugar de quem assumir a presidência da SulAmérica. E quem será ele? Isto leva a uma outra pergunta: O que acontecerá com a SulAmérica? Seu sócio ING já anunciou que venderá todas as operações de seguros no mundo.
A centenária seguradora da família Larragoiti saiu da parceria que tinha com o Banco do Brasil, sendo substituída pela espanhola Mapfre Seguros. Aliás, este é o único entre os seis maiores grupos seguradores do Brasil que ficou de fora do centro do poder, que tem como sustentáculo as quatro federações.
Na terça-feira, as federações nomearam seus presidentes. Em uma eleição com chapa única, o presidente da Bradesco Seguros e Previdência, Marco Antonio Rossi, assumirá a presidência da Federação Nacional de Vida e Previdência (Fenaprevi), até então ocupada por Antonio Cássio dos Santos, presidente da Mapfre Seguros. Esta é a entidade mais abonada de todas, consolidando o segmento de vida e previdência privada, que representa mais de 40% de todo o setor.
Uma boa notícia para os jornalistas e também para o vice-presidente da Fenaprevi e da SulAmérica, Renato Russo, é que Osvaldo do Nascimento, do Itaú, volta a compor a diretoria da Fenaprevi. Osvaldo presidiu a Anapp (atual Fenaprevi) e tem sempre disponibilidade e notícias frescas para atender a imprensa. Em 2009, com o presidente da Mapfre envolvido em tantas negociações, toda a demanda da imprensa foi atendida por Russo, que merece um grande troféu da Fenaprevi.
Na Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Jayme Brasil Garfinkel, principal controlador da Psiupar, a maior do setor em ramos elementares e controlada pela Porto Seguro e pelo Itaú, foi reeleito para o seu segundo mandato. Aqui temos outro segmento importante, com quase 40% de participação. A Fenseg também responde pelo resseguro e por assuntos que envolvem o tema mudanças climáticas.
A principal carteira é automóvel. Mas a expectativa com seguros financeiros é grande em razão dos seguros demandados pela realização dos dois mundiais esportivos, Copa e Olimpíadas, obras de infraestrutura e aquecimento do mercado acionário, com IPOs e emissões de papéis de empresas. Para se ter uma idéia, só com os leilões de energia a Allianz emitiu quase 70 apólices de seguro garantia e a JMalucelli outras 120.
Ricardo Flores, vice-presidente de crédito do Banco do Brasil e também da Brasilcap, permaneceu na presidência da Federação Nacional de Capitalização (Fenacap). Flores tem ocupações mais relevantes neste momento, uma vez que o crédito é a menina dos olhos do presidente Lula. Obviamente está na Fenacap apenas por uma questão estratégica, enquanto o BB finaliza a reengenharia financeira do grupo na área de seguridade.
O banco oficial já tem parceria com a Mapfre para ramos elementares e vida e aguarda o sinal verde do governo para aumentar a sua fatia no IRB Brasil Re. Também negocia a sociedade em de saúde na Brasilsaúde com a SulAmérica. Em previdência, já renovou por mais 23 anos com a americana Principal. Em capitalização, o BB detém a liderança do setor e também revê suas parcerias, devendo ficar na Fenacap a nova sócia.
Heráclito de Brito Gomes Junior, presidente da Bradesco Saúde, assume a presidência da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), cargo que vinha sendo exercido por Geraldo Rocha Mello, da Medial Saúde. Em razão da Medial ter sido adquirida recentemente pela empresa de medicina de grupo Amil, Heráclito é o único que já assume o comando neste ano. Os outros, a partir de fevereiro. Este é um segmento que promete muitas notícias de fusões e aquisições para o próximo ano.
Ou seja, muitas notícias vão rolar até lá, esquentando este período de fim e início de ano, que para o jornalista é sempre morno, o que o faz estar sempre ávido por boas pautas até o início da publicação do balanço financeiro de 2009.
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Fenaprevi prioriza medidas de estímulo ao setor
Por Denise Bueno em 31/07/2009
A redução da taxa básica de juro da economia num ritmo maior do que o esperado — de 13,75% em janeiro para 8,75% em julho, com viés de baixa — trouxe um desafio a mais para as empresas de previdência privada e vida, que já debatiam formas de elevar a captação de recursos diante dos efeitos da crise mundial.
“Este cenário, que todos nós sonhamos há anos para o Brasil, mudará significativamente os tipos de produtos e a forma de distribuição de planos de previdência e de vida no Brasil”, disse disse Renato Russo (foto), vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), na abertura do II Seminário Internacional de Marketing e Vendas de Vida e Previdência, realizado no dia 30 de julho, em São Paulo.
O grande desafio das empresas, segundo Russo, está em orientar os participantes a buscar novas alternativas de investimentos, com diversificação do portfólio. Com taxas de juros declinantes, os poupadores que quiserem taxas mais elevadas de retorno de capital precisarão aprender a aplicar em ativos de maior risco, como ações. Para ganhar neste tipo de investimento é preciso pesquisar o tema ou recorrer a um consultor financeiro para não perder dinheiro. Ainda mais por envolver benefícios fiscais, que se bem usados podem trazer ganhos significativos no longo prazo.
Como a velha e tradicional caderneta de poupança está oferecendo um rendimento maior do que grande parte dos fundos de previdência — TR mais 6% ao ano, livre de tributos e taxas — , as alíquotas dos planos PGBL e VGBL precisam ser revistas. “Nesta nova realidade, a grande responsabilidade é equacionar as taxas dos planos e buscar formas de rentabilizar a operação para recompor as margens”, diz.
Ao mesmo tempo em que a queda de juros impõe desafios para as empresas de previdência traz também oportunidades. A entidade estima que as vendas do setor evoluam até 12% este ano, para R$ 35,6 bilhões, pouco abaixo da expansão verificada em 2008, de 13,3%, com captação de R$ 31,8 bilhões. Para manter o ritmo de crescimento em dois dígitos, a Fenaprevi elegeu cinco pontos principais para serem tratados pela entidade neste ano.
O primeiro deles e em estágio mais avançado é a aprovação junto ao governo dos novos produtos de previdência privada direcionado a acumulação de reservas para gastos com saúde e educação. Tais produtos, segundo a entidade, terão incentivos fiscais diferenciados, caso o projeto seja aprovado pelo governo. “As negociações com a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Secretaria Econômica estão avançadas e acreditamos que ainda neste ano o projeto estará aprovado”, disse Renato Russo.
O desenvolvimento de uma tábua biométrica de referência, para ser usada por todo o setor no desenvolvimento de produtos com maior segurança estatística, está em estágio avançado. Segundo Renato Russo, o estudo estará finalizado ainda neste ano.
O desenvolvimento do microsseguro é outro tema que está na pauta do dia a dia da Fenaprevi. Um amplo estudo realizado por uma comissão esta sendo finalizado e será entregue para o governo nos próximos dias. O projeto prevê a regulamentação do microsseguro, que visa atender a emergente camada social brasileira que ingressa no mercado de consumo. “Temos de ter produtos que atendem a estes novos consumidores e canais de distribuição que facilitem o acesso deste publico a indústria de seguros”.
Outro desafio do setor é adequar-se as novas regras de solvência que a Susep desenvolve para o segmento de previdência. Até agora, as normas implementadas englobaram as operações de vida em grupo e de ramos elementares. Está em curso a ampliação das regras de capital mínimo baseado em risco para as operações de previdência e de vida individual. “Isto vai demandar novos aportes de capital e estamos empenhados em fazer com que a implementação aconteça de forma coordenada”, diz o representante da Fenaprevi.
O quinto projeto da entidade, e também prioritário, segundo Russo, é a revisão de todas as regras tributárias do segmento, tanto as que se referem aos produtos como às empresas, uma vez que administram recursos de longo prazo, otimizando a poupança interna que dá sustentabilidade ao crescimento do País. “Precisamos desonerar a atividade para buscar maiores taxas de crescimento”.
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Seguradoras têm prazo maior para portabilidade*
Por Denise Bueno em 29/06/2009
A portabilidade dos planos de previdência terá prazo de até dez dias para ser efetivada pelas seguradoras, e não mais quatro dias como determinava a regulamentação. A mudança começa a valer a partir de agosto assim que for aprovada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). O pedido foi feito pelas seguradoras, que argumentaram que o prazo anterior era insuficiente para a burocracia interna necessária para transferir os recursos.
Os investidores de planos de previdência privada aberta, com R$ 151 bilhões aplicados no primeiro quadrimestre deste ano, intensificaram o uso da portabilidade desde setembro de 2008, com o agravamento da crise. Tanto os que estavam insatisfeitos com a performance do seu plano como os que buscaram nos bancos federais um porto mais seguro descobriram a facilidade de transferir seus recursos usando a portabilidade de forma simples, sem custos e com a manutenção de incentivos fiscais.
Segundo Marco Antonio Rossi, vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), as seguradoras processam uma média de 5 mil pedidos de portabilidade mensalmente entre os 12,2 milhões de planos existentes. Hoje, há pedidos de resgates que podem ultrapassar o prazo médio, o que causa transtorno entre clientes e seguradoras. “Todos estão empenhados em fazer a transferência em até dez dias.”
A agilidade na transferência, que no início chegava a demorar três meses, foi possível em razão da implementação, em maio de 2006, do Sistema para Intercâmbio de Documentos Eletrônicos (Side), uma iniciativa da então Associação Nacional de Previdência Privada (Anapp), atual Fenaprevi.
O sistema funciona como uma câmara de compensação para a portabilidade de planos de previdência aberta e registrou 152 mil de transferências entre abril de 2006 até maio deste ano, segundo dados da entidade. Em 2007, o Side registrou um volume financeiro de R$ 1,46 bilhão. No ano seguinte passou para R$ 2,1 bilhões.
Nos quatro meses deste ano, o volume já atinge R$ 870 milhões e a perspectiva é de que deva superar os valores registrados no ano passado em razão do momento conjuntural. À medida em que a rentabilidade começa a cair, o investidor passa a rever o seu portfólio. No Brasil, o assunto está ainda mais latente em razão da queda da taxa de juros, a Selic, tornando a velha e tradicional caderneta de poupança mais atraente do que muitas aplicações financeiras.
A portabilidade ocorre sem pagamento de multas ou impostos se a migração for feita dentro do prazo de carência. A legislação determina que a carência não pode ultrapassar 60 dias, prazo adotado pela maior parte das empresas do setor. Ou seja: os recursos devem ficar por pelo menos dois meses aplicados no mesmo administrador. A principal vantagem, que vale para todos os planos de previdência, é a manutenção do incentivo tributário.
O uso da portabilidade, segundo os executivos, tem se dado basicamente pela troca de contas dos clientes entre bancos, por mudança de emprego ou para centralizar as operações bancárias em uma única instituição e, assim, ganhar descontos nas tarifas. José Eduardo Vaz Guimarães, diretor de produtos e mercado da Brasilprev, informa que 45% dos clientes que usam a portabilidade buscam concentrar recursos em uma ou duas instituições. A busca por melhores taxas representa 35% da portabilidade registrada pela Brasilprev.
Edson Franco, diretor de previdência do Santander, não acredita num cenário de guerra de preços para conquistar o cliente de previdência. “O relacionamento de longo prazo conta pontos. A portabilidade é mais uma ferramenta de gestão entre as entidades do que um estímulo à redução de tarifas apenas pela concorrência, sem bases técnicas.”
A Icatu Hartford e a HSBC Seguros registraram considerável aumento no volume de portabilidade no quarto trimestre do ano passado, em razão do agravamento da crise. “Foi um período tumultuado para todo o mercado, mas que já retomou para níveis de normalidade neste ano”, diz Luciano Snel, diretor de produtos da Icatu. “Muitos clientes optaram por portar recursos para bancos federais”, acrescenta Edson Lara, do HSBC.
Na Bradesco Previdência e Vida o volume de portabilidade se manteve dentro da normalidade, diz Rossi. A Brasilprev foi beneficiada pela crise, também por contar pontos o fato de ter como um dos principais acionistas o Banco do Brasil. Segundo Guimarães, de cada R$ 1 que perde, traz R$ 3, segundo cálculos baseados no primeiro quadrimestre deste ano.
“É importante levar em consideração pontos técnicos antes de optar, para não perder vantagens que podem estar embutidas numa palavra complicada, como tábua atuarial”, alerta Snel. Ela é que vai determinar a taxa que será cobrada quando o patrimônio do fundo aberto for transformado em renda
*Matéria feita com exclusividade para o suplemento “Portabilidade”, veiculado no jornal Valor Econômico
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