Educaçāo é prioridade das seguradoras

Por Denise Bueno em 15/09/2010

42-22036014Proteger o presente e o futuro dos brasileiros. Este é o objetivo para o qual todas as lideranças da indústria de seguros dedicam as 24 horas de cada dia. Fruto deste esforço, o setor conta hoje com 37 milhões de pessoas protegidas por seguros. Este número representa cerca de 30% da população brasileira.

“Podemos conquistar muitos mais clientes. O seguro de pessoas é a porta de entrada dos consumidores na indústria de seguros. Temos a grande oportunidade de fazer esta recepção de forma eficiente”, disse Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros e Previdência e também da Fenaprevi, ao abrir o segundo painel do V Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, em São Paulo.

“Este cenário econômico que o Brasil veio construindo nos últimos 20 anos e uma oportunidade única para a industria de seguros. A nossa comunicação precisa ser melhorada. Temos de usar palavras menos técnicas. Usar o termo mensalidade paga a seguradora e não prêmio. Mudanças sutis como essa podem fazer grande diferença para atendermos de forma adequada este novo consumidor que ingressa no mercado de consumo”, disse o mediador do painel Cenário Macroeconômico- Análises, informa o blog Sonho Seguro.

Participaram Thomaz Menezes, CEO da SulAmérica, Antonio Cássio dos Santos, CEO da Mapfre, e Antonio Trindade, diretor responsável por seguros do Itaú. Todos foram unânimes em afirmar que o setor precisa se unir para simplificar processos e produtos, além de investir ainda mais em treinamento de funcionários e corretores, para que todos juntos possam mostrar à sociedade que seguro é simples e significa proteção.

Santos, da Mapfre, citou uma tendência na Europa apos a crise financeira. “As vendas de seguros estão crescendo e uma das explicações para isso e que uma parcela da população perdeu a confiança em bancos e direcionou parte dos recursos para as seguradoras de vida e previdência administrarem”, disse.

No mesmo raciocínio, Trindade relembrou que as seguradoras foram pouco afetadas pela crise no mundo. “No Brasil fomos reconhecidos como uma indústria bem regulada. Mundialmente, apenas seguradoras com produtos pontuais, ligados a bancos, enfrentaram problemas”, comentou. Quanto a nova etapa da regulamentação de solvência, o risco de crédito, que a Susep colocou em audiência publica, Trindade concorda que a modernização das regras de solvência é necessária, mas alertou que o excesso de exigências pode levar o mercado a uma concentração ainda maior.

 

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FenSeg lança cartilha de boas práticas

Por Denise Bueno em 10/09/2010

*materia extraida do site da CNSeg www.viverseguro.org.br

O presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Jayme Garfinkel, lançou oficialmente hoje, 10, o Guia de Boas Práticas para o seguro automotivo, no primeiro painel da 2ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros, realizada no Hotel Novotel Jaraguá, em São Paulo. A publicação, que é uma carta de princípios com orientações às empresas do setor, confirma o esforço do mercador segurador em adotar boas práticas.

Segundo Garfinkel, o Guia é uma importante ferramenta para aprimorar o seguro de automóveis e para dar suporte à avaliação dos serviços disponíveis no mercado. “Um dos objetivos é ampliar a informação do consumidor que adquire seguros sobre seus direitos e sobre a responsabilidade das empresas”, explica Garfinkel.

Entre as orientações às empresas na relação com segurados, o Guia de Boas Práticas determina que as seguradoras:
- Mantenham serviço de atendimento ao cliente que forneça informações atualizadas sobre as etapas de aceitação, emissão, cobrança e regulação de sinistros;
- Forneçam com rapidez e clareza respostas aos questionamentos dos segurados, sempre que possível no prazo máximo de cinco dias úteis (exceto nas situações em que as informações não dependam apenas da seguradora);
- Forneçam informações claras, objetivas e precisas sobre o produto de seguro, coberturas, valor do prêmio a ser pago pelo segurado, limites de indenização, extensão e abrangência das coberturas contratadas, além dos mecanismos de resolução de problemas.

Além do consumidor, a publicação traz recomendações para aprimorar as relações das seguradoras com corretores, fornecedores, prestadores de serviço, setor público, órgãos de defesa do consumidor, órgãos de supervisão e controle e com outras empresas do setor. “O Guia de Boas Práticas traz recomendações que tem força de compromisso para as empresas signatárias do código de ética da entidade”, lembra o diretor da FenSeg, Neival Freitas.

Vendas de peças e sucata – O Guia traz orientações práticas de combate à fraude, por exemplo, no que diz respeito à venda de peças e sucata. Para os veículos que renderam indenização integral a seus proprietários e que são irrecuperáveis, a orientação é que, após dar baixa na documentação do veículo no órgão de trânsito, as seguradoras devam vendê-los como sucata, obedecendo a uma das seguintes alternativas: fazer a marcação das principais peças dos veículos vendidos nessas condições, discriminando-as em notas fiscais; ou vender a sucata como matéria-prima para reutilização por parte da indústria siderúrgica.

“São medidas que algumas seguradoras já adotam e são eficazes para combater fraudes na venda de peças”, sinaliza Garfinkel. O intuito é criar mecanismos que inibam a utilização de notas fiscais de peças ou veículos vendidos legalmente para justificar peças frias, adquiridas de forma irregular. “Quando a polícia chega a um desmanche e encontra uma série de peças desmontadas, é difícil atrelar a peça à nota. Com as peças marcadas e discriminadas em nota, ou vendidas à indústria siderúrgica, o problema deixa de existir”.

Meio ambiente – O compromisso com o meio ambiente também entrou definitivamente na agenda do setor segurador – e dos seus prestadores de serviços. O Guia determina que as seguradoras incluam nos contratos cláusulas que garantam o compromisso com a preservação ambiental. Na prática, isso significa mais rigor na avaliação do impacto gerado pelos fornecedores de peças e sobre as práticas adotadas pelas oficinas (por exemplo, descarte de óleo e de combustível), por exemplo.

“Para ter efetividade, a conscientização e aplicação das normas de responsabilidade socioambiental precisa ser estendida a toda a cadeia”, afirma o presidente da FenSeg. As seguradoras também seguirão critérios rigorosos para avaliar a possibilidade de recuperação de um veículo acidentado. “Veículos antigos ou acidentados são mais sujeitos a estarem com a regulagem comprometida, e precisam de atenção redobrada para não excederem os níveis de poluição aceitos”, conclui.

 

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Setor convence governo a desistir de estatal

Por Denise Bueno em 09/09/2010

42-17779572O jornal Valor Econômico traz na manchete do dia hoje uma grande vitória das seguradoras. Segundo o principal jornal de economia e finanças do Brasil, o Ministério da Fazenda desistiu de criar a Empresa Brasileira de Seguro diante da possibilidade de que a seguradora estatal viesse a enfrentar restrições na subscrição de risco nas operações com grandes empreendimentos públicos de infraestrutura. O governo planeja agora a criação da Agência Brasileira de Garantias, que ficará responsável pela administração dos sete fundos garantidores existentes, com patrimônio líquido total de R$ 3,064 bilhões no fim de agosto.

O tema também pautou o editorial do jornal Estado de São Paulo, que ressaltou a criação do Eximbank, agora que o problema da seguradora está em vias de ser solucionado. A expectativa do ministro Mantega é de ter a aprovação da criação da agência ainda neste ano. Na pior das hipóteses, diz o jornal, o governo deixará tudo pronto para ser aprovado no início do próximo governo.

Uma vitória e tanto da união da indústria de seguros local e internacional. Mais uma etapa superada para perseguir o crescimento sustentável do setor e do Brasil.

 

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Delfim Neto fará abertura do evento da Fenaprevi

Por Denise Bueno em 09/09/2010

logo_fenaprevi*matéria extraída do site da CNSeg – www.viverseguro.org.br

O V Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada que será promovido pela Fenaprevi dias 15 e 16 deste mês, em São Paulo, contará com a participação dos mais renomados especialistas em economia, consumo e educação financeira. No primeiro dia, após a abertura do Fórum, os participantes assistirão à palestra do economista e ex-ministro da Fazenda Delfim Neto e do vice-presidente de Riscos Operacionais e Eficiência do Itaú Unibanco, Marcos de Barros Lisboa, no painel Cenário Macroeconômico e Perspectivas. No painel haverá uma análise do cenário externo, reflexos na economia mundial e impactos prováveis nos mercados de Vida e Previdência.

A organização do V Fórum preparou também para o primeiro dia um painel com presidentes de seguradoras que farão uma análise do contexto da indústria de seguros e os progressos do setor nos últimos. Ainda no primeiro dia, haverá a exposição de uma pesquisa sobre tendências de consumo de Seguros de Pessoas e Previdência Privada nas classes emergentes. Para o encerramento deste dia de atividade, a Fenaprevi organizou um debate sobre os desafios para o setor diante da entrada de novos consumidores no segmento de previdência privada aberta e seguros de vida.

O V Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada acontecerá no Espaço Vila Noah, em São Paulo. As inscrições poderão ser realizadas pelo site do evento www.forumvidaeprevidencia.com.br. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2523-0304 ou pelo e-mail forumvida@idealizar.com.br.

 

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Diálogo entre mercado e Governo é um avanço, mas criação de estatal ainda é ponto de discordância

Por Denise Bueno em 21/07/2010

reuniao

*matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

O encontro entre o presidente da CNSeg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, e o ministro da Fazenda, Guida Mantega, nesta terça-feira, 20, na sede do Ministério, representou um importante avanço no debate em torno da criação da seguradora estatal EBS. Abriu o diálogo entre Governo e mercado para se chegar a um consenso.

Na opinião de Jorge Hilário, a reunião foi positiva. Ele disse ao ministro que não é contra a ampliação de garantias, como quer o Governo. Razão pela qual encaminhou ao Ministério da Fazenda, há uma semana, documento com a sugestão de se usar fundos garantidores para casos em que o mercado não tivesse condições de oferecer cobertura para grandes riscos, os quais seriam administrados pelo BNDES.

Mas a intenção do Governo é de criar um consórcio entre a seguradora estatal e o setor privado, do que discorda o presidente da CNSeg. “Esse é o ponto de discordância, em relação à forma. Uma estatal não é a melhor opção para dar segurança aos tomadores de garantias. Ainda é preciso discutir para ver a forma mais eficiente”, disse Jorge Hilário.

Governo e mercado têm agora 15 dias para preparar uma proposta conjunta de projeto de lei, a ser encaminhada ao Congresso. Segundo o secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, representantes das duas partes devem ser encontrar novamente na próxima semana para acertar detalhes.

 

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Reação do mercado abre diálogo com o Governo

Por Denise Bueno em 14/07/2010

*matéria do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

Ganhou espaço a discussão sobre a estatal e a ação da CNSeg se mostrou acertada. A ampla divulgação abriu caminho para um diálogo com o governo. Após receber críticas do setor de seguros, o governo recuou na intenção de criar uma nova estatal por meio de medida provisória e decidiu enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei propondo a criação da nova empresa, retirando o texto que ampliava a atuação da EBS para várias ramos e limitando a atuação estatal em determinados nichos. A seguradora pública vai trabalhar nos ramos de infraestrutura, interesse social (como crédito para micro e pequenas empresas) e exportação.

A decisão do governo foi anunciada na noite desta terça-feira, 13, depois que os principais jornais do País publicaram que a CNSeg era totalmente contra a criação da seguradora estatal. A CNSeg considera que a medida é inoportuna e representa um claro conflito de interesses uma vez que põe o Brasil na singular condição em que o Governo se transforma em segurador de seus próprios contratos, assumindo os riscos de seus próprios empreendimentos. Quem paga a conta é o Tesouro Nacional, ou seja, o contribuinte.

O ministro Guido Mantega e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, chamaram a imprensa após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde de ontem. “Vamos mandar um projeto de lei”, disse o ministro Paulo Bernado à Agência Brasil, após reunião com o presidente Lula. Segundo o ministro, o governo pretende defender a proposta de criação da nova estatal como forma de dar mais segurança ao setor. “Temos que defender a nossa proposta de que o governo está certo. Achamos que isso vai dar mais segurança, mais abrangência e vai baratear o seguro. Portanto, vamos defender. As críticas são inevitáveis, mas são normais”, disse à Agência Brasil.

Mantega disse ainda que a intenção do governo “não é para competir com a iniciativa privada e sim atuar em parceria para suprir a falta de seguro para infraestrutura, para o avanço do programa Minha Casa Minha Vida, para empreendimentos da Petrobras”, afirmou. A previsão de Mantega é de que a seguradora estatal entre em operação no próximo ano, após ser discutida no Congresso Nacional, uma vez que será encaminhada como Projeto de Lei.

 

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“Governo deve repensar assunto”, sugere CNSeg

Por Denise Bueno em 14/07/2010

jorge-hilarioÉ uma péssima notícia e não podemos nos conformar com o governo querendo abrir uma seguradora estatal. Assim Jorge Hilário Gouvea (foto), presidente da CNSeg iniciou a sua entrevista concedida ao telejornal Conta Corrente, transmitido pela GloboNews ontem. Segundo ele, é necessário saber o que o governo pretende e a reunião proposta pelo Ministro da Fazenda Guido Mantega com executivos do setor de seguros dita em entrevista aos jornalista é bem vinda.

“A justificativa dada pelo governo para a criação da estatal é de que o mercado não tem capacidade para absorver riscos de grandes projetos, como Minha Casa Minha Vida ou da Petrobras. Afirmo que o mercado tem capacidade para absorver os riscos não só no Brasil como também no exterior”, disse Jorge Hilário durante entrevista com o jornalista Sidney Resende.

“Estamos dispostos a sugerir ao governo para que os fundos que serão usados para a criação da estatal, que totalizam quase R$ 18 bilhões, sirvam de garantias adicionais aos contratos de seguros caso haja necessidade”, comentou. Segundo ele, caso se comprove que o mercado não tem capacidade, então as seguradoras privadas poderiam recorrer a esta linha adicional, que funcionaria como uma linha de crédito, nos moldes do que já foi praticado no passado. Com a abertura do mercado de resseguro esta linha foi encerrada, mas poderia ser restabelecida em caso de eventual necessidade. “É isso que vamos propor”, disse Jorge Hilário.

Se o mercado tem capacidade, o jornalista questionou o presidente da CNSeg sobre o que poderia estar por traz desta medida. “Não sabemos, pois a medida provisória a que tivemos acesso diz que a estatal atuaria em outros nichos, como seguro para pequenas empresas, residencial, ou seja, ramos atendidos plenamente pela iniciativa privada. Então nos faz pensar que o governo quer atuar em todas as áreas que são privadas”, afirmou.

A ação do governo é motivo de grande preocupação, principalmente por ser este um ano eleitoral. “É tudo muito confuso. Nada está claro”, sintetizou Jorge Hilário. Segundo o jornalista, esta discussão poderia ser tema para o ano que vem, no início de um novo governo. Afirmação com a qual o presidente da CNSeg concordou. “É claro que o governo deveria pensar melhor nisso e propor um projeto de lei para ser discutido com toda a sociedade. No apagar das luzes fazer uma medida provisória é negar todos os passos que vinham sendo dados no sentido da globalização, como foi com a abertura do resseguro”, finalizou Jorge Hilário.

 

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CNSeg prepara ante-projeto de lei como alternativa à EBS

Por Denise Bueno em 13/07/2010

cnseg

Veja a íntegra do release divulgado pela CNSeg à imprensa:

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada, e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg) está reunindo pareceres jurídicos e elaborando um ante-projeto lei alternativo à criação da EBS (Empresa Brasileira de Seguros), seguradora estatal que o Governo pretende criar para atuar em um mercado já amplamente atendido pela iniciativa privada. A CNSeg considera que a medida é inoportuna e representa um claro conflito de interesses uma vez que põe o Brasil na singular condição em que o Governo se transforma em segurador de seus próprios contratos, assumindo os riscos de seus próprios empreendimentos. Quem paga a conta é o Tesouro Nacional, ou seja, o contribuinte.

A base da proposta da CNSeg é que se aumente a capacidade por meio de uso de fundos garantidores que serviriam como garantia adicional para os casos em que o mercado como um todo chegar a conclusão de que não tenha capacidade para oferecer. Esse fundo seria administrado pelo BNDES e disponibilizado para as seguradoras quando e caso necessário, sem necessidade de atuação de uma seguradora estatal.

A possibilidade do Governo criar uma estatal na área de seguros já foi defendida pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ganhou corpo ao circular em junho a minuta da medida provisória determinando que EBS poderá operar em qualquer modalidade de seguros, incluindo o habitacional para baixa renda, crédito à exportação e à aquisição de máquinas e implementos agrícolas, crédito a micro, pequenas e médias empresas, além do seguro garantia para projetos de infraestrutura e construção naval.

O documento surpreendeu o setor não só por seu despropósito, mas especialmente porque estes segmentos já são amplamente atendidos pelo mercado privado. Além disso, a abertura do mercado ressegurador brasileiro, em 2008, permitiu ao Brasil acesso à capacidade global de recursos, garantindo assim um relacionamento direto com o mercado internacional e facilitando muito a realização de seguros de grande porte. Desde a quebra do monopólio estatal, 118 companhias já aportaram no país incluindo os maiores players globais. Por meio de mecanismo de resseguros, cosseguro e atuação em pool, o setor vem garantindo a cobertura de todas as demandas do mercado brasileiro, sobretudo as grandes obras de infraestrutura como as usinas de Santo Antonio e Jirau.

A CNSeg e seus associados não aceitam, portanto, os supostos argumentos relativos ao seguro garantia em que o governo alega que o setor privado não tem capacidade para fazer frente à grande demanda por seguros das obras do PAC e dos eventos esportivos de 2014 e 2016.

E uma prova inconteste desta capacidade são os números do setor que demonstram o grande potencial desta indústria que movimentou, em 2009, R$ 109,2 bilhões em prêmios, representando 3,56% do PIB. Suas reservas técnicas acumuladas são da ordem de R$ 237,1 bilhões – fundamentais para garantir o segundo grande papel das seguradoras que é atuar como investidor institucional – além de um patrimônio líquido consolidado de R$ 68,8 bilhões e investimentos de R$ 310 bilhões, montante equivalente a 9,7% do PIB. O setor também pagou R$ 8,34 bilhões em impostos. Este ano deverá crescer de 10% a 15%. Não bastasse essa solidez, ainda garante cerca de 70 mil empregos diretos no país.

O mercado segurador tem total capacidade para oferecer proteção financeira a todos os grandes projetos em execução ou em fase de licitação na área de infraestrutura. O seguro-garantia, especificamente, é um dos segmentos de maior crescimento no país. A América Latina movimentou US$ 725 milhões em prêmios e o Brasil respondeu por 31% deste montante (o equivalente a R$ 696 milhões), atrás apenas do México com 41%. No primeiro trimestre de 2010 o país assumiu a primeira posição com 36% do volume de U$ 189 milhões.

 

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Dia Continental do Seguro é comemorado hoje*

Por Denise Bueno em 14/05/2010

119553038290ozqs1*matéria do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
O mercado de seguros comemora hoje, 14 de maio, o “Dia Continental do Seguro”. A data, instituída há mais de cinquenta anos para estimular a aproximação entre os profissionais de seguros das Américas, deve servir também para destacar a importância do seguro.

No Brasil, o mercado segurador, que fechou 2009 com 196 empresas em atividade, teve uma receita de R$ 109,25 bilhões em prêmios, contribuições e títulos de capitalização, apresentando um crescimento de 14,91% sobre o exercício imediatamente anterior. Em contrapartida, devolveu à sociedade, em forma de pagamento de sinistros, benefícios e resgates, R$ 39,7 bilhões, montante 11,41% superior ao de 2008, confirmando mais uma vez seu papel de fomentador do desenvolvimento econômico e social do País.

Nesse sentido, vale lembrar que ainda que o mercado nacional, ainda em 2009, aplicou R$ 306,1 bilhões em investimentos, 9,7% do PIB, uma clara demonstração do peso da atividade para a economia nacional.

 

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CNSeg: arauto do mercado segurador brasileiro

Por Denise Bueno em 15/04/2010

arauto2“Seguro é uma atividade que busca dar segurança e bem estar social. O desafio é mostrar isso a sociedade e com certeza esta missão tomará a nossa agenda em 2010”, diz Jorge Hilário, que assume a presidência da CNSeg nesta noite. Dentro desta agenda de “vendedor de idéias” e perpetuar a CNSeg como “o arauto das seguradoras”, Vieira está disposto a concretizar a importância do seguro para toda a sociedade. Seja de uma simples apólice para garantir o funeral de um pai de família com valores enquadrados dentro do nicho de microsseguros até um contrato com garantias elevadas para mitigar os riscos inerentes a mega projetos de infraestrutura que o Brasil tem para realizar. Segundo ele, este papel terá sido cumprido quando o seguro passar a ser comprado e não vendido.

A nova diretoria da CNSeg terá como primeiro vice-presidente Patrick Antonio Claude de Larrogoiti Lucas (SulAmérica), e como vice-presidentes Antonio Cássio dos Santos (Mafpre) e Nilton Molina (Mongeral AEGON). Como diretores Antonio Trindade (Itaú Unibanco), Alexandre Malucelli (Malucelli Seguradora), Luis Maurette (Liberty Seguros), Mario Petreli (Icatu Hartford), Pedro de Freitas (American Life), Paulo Marraccini (Allianz Seguros), Pedro Bulcão (Sinaf) e Pedro Purm Junior(Zurich Brasil Seguros).

Veja a seguir a íntegra do discurso de Jorge Hilário:

Senhoras e Senhores:

Recebo o cargo de presidente da CNSeg consciente de que a sua principal atividade é ser o arauto do mercado das empresas seguradoras, previdenciárias e de capitalização. Para isso é que fui eleito pelas Federações e Sindicatos que compõem a nossa Confederação.

Na condição de arauto, assumo como primeira tarefa a de manifestar o reconhecimento de todos pela grande contribuição dada por João Elísio Ferraz de Campos para o fortalecimento de nossas instituições, incluindo a criação da própria Confederação, e para o desenvolvimento do setor, propiciada pela abertura do mercado de Resseguros no Brasil. E anunciar que, como forma concreta de materializar esse reconhecimento, a Diretoria decidiu hoje conferir a João Elísio o título de Presidente Honorário da CNSeg, traduzido na placa comemorativa que tenho o prazer de passar a suas mãos.

Depois dessa homenagem, reservo-me o direito de fazer o meu próprio reconhecimento às pessoas cujo estímulo e apoio me fizeram entrar no fascinante mundo do mercado segurador. Volto no tempo para lembrar de Jean Beguin, que acreditou naquele jovem de 27 anos, imaginando que ele tivesse capacidade para presidir a Companhia União Continental de Seguros S.A. Minhas homenagens vão também para os amigos que me permitiram contribuir para o desenvolvimento do setor. Cito, com particular carinho, os nomes de Antonio Larragoiti Júnior, Leonídio Ribeiro Filho, Antônio Carlos de Almeida Braga, Ministro Francisco Dornelles, João Regis Ricardo dos Santos, Hélio Rocha Araújo, José Américo Peon de Sá, Eduardo Vianna e Rony Lyrio. A eles, meu comovido agradecimento.

Volto à condição de arauto. Temos que consolidar as organizações da CNSeg/FENASEG em busca da homogeneização das ações de competência da Confederação e de suas Federações associadas, reincorporando os sindicatos na função de representantes regionais dos interesses do mercado.

É imperioso transformar a Central de Serviços da CNSeg em efetiva prestadora de apoio às suas filiadas, mediante a criação e uso de bases de dados a lhes serem oferecidas para fortalecimento de suas análises, referências e decisões, proporcionando-lhes o uso de processos e sistemas de natureza técnico-atuarial, administrativo-contábil e tecnológico, no sentido comunitário da redução de ônus diretos e indiretos sobre suas ações, visando o aumento da eficiência e, consequentemente, a melhoria da produtividade.

Devemos discutir e rever o Decreto-Lei 73, visando uma nova lei do mercado segurador que modernize o marco regulatório do setor. Devemos continuar a estabelecer convênios com a Escola Nacional de Seguros, universidades e demais centros de ensino e pesquisas para ações de desenvolvimento do conhecimento e uso político, social e econômico do Seguro e da Previdência.

Devemos aumentar a parceria com os órgãos reguladores do mercado, revendo normas e procedimentos técnicos e administrativos, na busca da redução do custo dos encargos e serviços que alcançam, sobretudo, operadoras pequenas e médias, agravando mais que o racional econômico e comercial de suas operações, provocando, assim, indesejável concentração do mercado. Em última análise, transferindo o ônus da ineficiência para o bolso do consumidor.

Precisamos aprofundar o redescobrimento do consumidor de seguros. O mercado deseja caminhar ao seu encontro. Buscar seus interesses e necessidades. Oferecer o melhor produto e o melhor atendimento. Desenvolver seguros de pequeno e médio porte que interessem ao consumidor de baixa renda, o micro-seguro.

Precisamos mostrar ao Governo e ao consumidor o que somos: promotores do desenvolvimento, agentes do progresso, partícipes do futuro. Isto, não só na condição compulsória de investidores institucionais ou patrocinadores da manutenção do equilíbrio patrimonial e pessoal dos indivíduos e organizações, mas também, e principalmente, como agentes disponíveis do Governo para gerenciamento dos grandes riscos catastróficos nacionais.

Devemos oferecer apoio concreto à gestão dos riscos do agronegócio, dos riscos financeiros, dos riscos ambientais, através do desenvolvimento do Seguro Rural, dos Seguros de Crédito e de Garantia, dos Seguros Ambientais, substituindo a Administração Pública na análise, na subscrição e na fiscalização desses riscos, medindo previamente seus prováveis alcances e ressarcindo seus reais efeitos.

Quero encerrar minha fala desta noite com uma menção especial a todos aqueles que trabalham no mercado. Há longo tempo convivo com eles e sei do orgulho que sentem por fazer parte de uma atividade que tem como matéria-prima o futuro; o apego que têm à sua missão de agentes transformadores. É gente que está à frente de seu tempo e consciente da sua modernidade e dinamismo, características básicas dos jovens de ontem, de hoje e de amanhã. É com essa gente que contamos para o bem estar do País.

Muito obrigado

 

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