Seguradores apoiam agência reguladora

Por Denise Bueno em 07/12/2010

jorge-hilario1Os seguradores são a favor da criação de uma agência reguladora para a indústria de seguros, dando apoio a Superintendência de Seguros Privados (Susep). “A agência ajudaria a preparar o mercado para a auto-regulamentação, um processo em curso e que deu mais um passo no mês passado, com a aprovação do Código de Ética pelas seguradoras”, contou Jorge Hilário Gouvêia (foto), presidente da CNSeg, durante coletiva de imprensa realizada com jornalistas hoje, em São Paulo.

Segundo o presidente, a Susep é um órgão regulador com características de autarquia. Um setor com tamanha importância merece ter a sua agencia reguladora”, frisou o presidente da CNSeg. Além disso, o setor tem sua regulação dividida também com a Agência Nacional de Saúde (ANS) e com a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). “Uma indústria desse tamanho precisa de um programa de Estado”, diz Hilário. Ter uma agência, segundo ele, poderia agilizar projetos que há anos estão parados, como os planos de previdência com incentivos para saúde e educação, microsseguros e debates sobre o seguro popular de carro.

Para ele, a auto-regulamentação é essencial para o setor que deverá manter o ritmo de crescimento acima do PIB brasileiro nos próximos anos. Dados divulgados durante o encontro revelam que a indústria de seguros deverá encerrar o ano com receitas de R$ 179,3 bilhões, o que representa uma participação de 5% do PIB. “O mercado brasileiro reluz para os estrangeiros”, disse Jorge Hilário, comentando que tem recebido um expressivo número de visitantes interessados em operar no Brasil.

O presidente da CNSeg explicou aos jornalistas presentes a estrutura da entidade, que reúne quarto federações: FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e Fenacap., que juntas devem encerrar 2011 com faturamento de R$ 201 bilhões, avanco de quase 13%. A FenSeg agrupa as operações de seguros, com projeção de encerrar 2010 com receitas de R$ 37,3 bilhões, crescimento de 21%. Parte do crescimento deste segmento veio da carteira de automóveis, de seguros financeiros como D&O, seguro rural e também seguro garantia.

A FenaPrevi reúne as empresas de previdência aberta e vida, com projeção de receitas para este ano de R$ 60,6 bi, alta de 33%. A FenaCap projeta encerrar o ano com receita de R$ 10,7 bilhões, captados por cerca de 15 empresas que vendem títulos de capitalização. A FenaSaúde, que agrupa 1.065 operadoras, deverá encerrar 2010 com faturamento projetado em R$ 70,5 bilhões.

“O setor pode ser muito maior do que é. Nossa principal missão para 2011 é identificar o que temos de fazer para a indústria de seguros crescer de forma a ocupar um tamanho representativo no Brasil, assim como ocupa nos países mais ricos”, disse Jorge Hilário. Em 2010, entre os destaques da atuação da entidade o presidente citou a participação ativa da CNSeg na discussão sobre a criação da seguradora estatal.

Para 2011, além de mapear os fatores que inibem o crescimento do setor, a CNSeg quer expandir o acesso das classes C e D ao seguro. Em previdência, duas prioridades: regulamentar os planos com incentivos para saúde e educação e também os fundos blindados. No segmento de seguro, a apólice popular para automóvel está no topo das prioridades da CNSeg.

Segundo Solange Beatriz, diretora executiva da CNSeg, um grande desafio está em reduzir as assimetrias com os consumidores, tornando o seguro um produto de fácil entendimento e consequentemente mais consumido pela população. “Estamos num caminho virtuoso de crescimento e vamos aprimorar a nossa atuação. O setor de seguros, por exemplo, se antecipou ao Código de Defesa do Consumidor, implementando as exigências antes mesmo delas estarem valendo”, lembrou. Outra iniciativa, segundo Solange Beatriz, é a elaboração de uma cartilha dentro do programa de educação financeira.

 

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Risco de crédito e debêntures preocupam Susep

Por Denise Bueno em 27/10/2010

nakao*matéria feita com exclusividade para a CNSeg

O risco de crédito é hoje uma das principais preocupações da Superintendência de Seguros Privados (Susep), segundo Eduardo Nakao, que deixou a presidência do IRB Brasil Re no início deste ano para assumir a secretaria geral da autarquia. “Estamos com o assunto em audiência pública e pretendemos implementá-lo no próximo ano”, disse ele durante sua palestra no Seminário de Resseguro, promovido pela Funenseg e CNSeg, em São Paulo.

De acordo com Nakao, o risco de crédito em resseguro é um assunto novo para as seguradoras, que enfrentaram quase 70 anos de monopólio de resseguro. Enquanto o mercado de resseguros era fechado, todas tinham a segurança do pagamento da indenização pelo IRB, um ressegurador que tem o Tesouro Nacional como principal acionista. “Agora as seguradoras negociam com uma grande cadeia de resseguradoras. E como em qualquer contrato que envolve um grande número de contratantes, há mais riscos para gerenciar”, explica ele para o blog Sonho Seguro.

Ele chama a atenção da plateia para este assunto, sem alardes. “Suponha que temos 20 resseguradores em um contrato. Nem todos vão pagar com a mesma agilidade. Por isso a seguradora tem de ter ativos para vender rapidamente e fazer frente a um eventual atraso ou mesmo uma inadimplência”, enfatiza.

“Abrimos o mercado em 2008, mas tivemos a crise financeira, que concentrou as negociações. A realidade de um mercado aberto acontece apenas há dezoito meses, se formos analisar”, comenta. Em razão de ser ainda uma experiência nova para a indústria de seguros brasileira, o risco de crédito tem um peso maior na Susep, que pretende seguir a regulamentação de Basiléia 3, adaptada ao Brasil.

Outra preocupação de Nakao é com a participação das seguradoras na compra de debêntures, um ativo geralmente com um prazo médio de três anos e que o investidor tem de levar até o vencimento. “Este é um ativo que não fará frente a uma necessidade de caixa para casos como o que citei”, comenta.

Nakao também ressaltou o crescimento dos negócios das corretores de resseguro em razão da falta de experiência das seguradoras com a colocação de resseguro. Elas auxiliam as seguradoras na distribuição dos riscos no mercado internacional, bem como na coleta das indenizações. Para Nakao, em dois anos as seguradoras já estarão mais estruturadas em resseguros, o que fará com que as corretoras voltem as suas funções básicas de consultoria e de participação em contratos com riscos diferenciados e não em contratos automáticos.

 

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CNSeg recebe Lord Mayor da City de Londres

Por Denise Bueno em 19/10/2010

*matéria extraída do site da CNSeg www.viverseguro.org.br

lord-mayorO Lord Mayor da City de Londres, Alderman Nick Anstee, visitou a CNSeg nesta segunda-feira, liderando uma comitiva composta por 17 empresários britânicos. Eles foram recebidos pelo presidente da CNSeg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, acompanhado de assessores. Na oportunidade, eles avaliaram temas de interesse comum dos dois mercados.

Os britânicos solicitaram informações sobre os ramos que mais crescem no mercado brasileiro e a respeito da qualificação de seus profissionais. Já o presidente da CNSeg, aproveitando-se do fato de que Londres vai sediar as Olimpiadas de 2012, pediu aos membros do mercado britânicos que enviem relatórios, após o evento esportivo, sobre os seguros mais demandados e a sinistralidade apresentada pelas carteiras. Tal material vai servir de parâmetros para o mercado nacional definir sua política de subscrição para as Olimpíadas de 2016, que será realizada no Rio de Janeiro.

Ainda no encontro, Jorge Hilário destacou que o mercado brasileiro tem forte potencial de crescimento, tendo em vista que o País é a décima economia mundial, mas ocupa o 15º posto do ranking global de seguros. Nesse sentido, Jorge Hilário disse que a CNSeg examina os principais obstáculos para que o mercado de seguros torne-se mais proporcional ao tamanho da economia nacional.

 

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CNSeg lança a idéia de um Ministério de Seguros

Por Denise Bueno em 08/10/2010

jorge-hilarioMinistério de Seguros. Está foi a idéia lançada por Jorge Hilário, presidente da CNSeg, em seu discurso de abertura do XIV Conec, que acontece nesta manhã no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo. A idéia foi aplaudida pelos corretores que lotam o auditório principal do evento.

Segundo Hilário, a idéia vem de 25 anos, quando comandou o IRB e o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). Quando o ministro da Fazenda, na época o grande Dornelles, me empossou nos dois cargos me disse que queria um ministro de seguros para comandar o crescimento da indústria”, relembrou.

A medida, na época, gerou a mudança da presidência do CNSP, passado a ser presidida por um membro do mercado, ou seja, o presidente do IRB, e não mais pelo Ministro da Fazenda. “Agora lanço o nome de Armando Vergílio, para ser o novo ministro”.

Segundo Paulo Santos, titular da Susep, caso a idéia de criação de um ministério não consiga emplacar no próximo governo, “desejo que pelo menos consigamos trabalhar juntos no planejamento do crescimento sustentável da indústria de seguros”.

Independentemente de Ministério, o fato é que a indústria de seguros cresce de forma acelerada, podendo dobrar de tamanho num curto espaço de tempo. “Temos um potencial muito grande e para crescermos como pretendemos será necessário criarmos uma aliança para mapear e vencer todos os desafios que temos pela frente”, ressalta Jorge Hilário.

Veja a seguir a íntegra do discurso do presidente da CNSeg.

São muitos os marcos na trajetória do seguro no Brasil em que a sensibilidade dos principais agentes do mercado para identificar as necessidades do consumidor foi decisiva e contribuiu para vislumbrar espaços de crescimento e a criação de produtos que agregaram valor ao seguro e melhoraram a performance do mercado. Um exemplo disso foi o que ocorreu com o seguro de automóveis, em que foi fundamental o papel do corretor de seguros para perceber as oportunidades de aperfeiçoamento do produto. Juntos, precisamos fazer o mesmo com o segmento Vida e com outras modalidades de grande relevância para o mercado.

Digo ‘juntos’ porque identificar as necessidades e levar segurança ao consumidor é função de todos nós, seguradores e corretores. Faz parte da missão da CNSeg promover o desenvolvimento do mercado visando ao atendimento das necessidades de coberturas securitárias das instituições, das empresas e dos cidadãos. Queremos ser um indutor do mercado, agregando valor para a economia, a sociedade e a opinião pública. É por isso que convoco as lideranças e proponho uma grande aliança, para elaborarmos juntos um planejamento estratégico para o setor.

Estamos diante de uma sociedade e de um consumidor cada vez mais exigentes. Para atendê-los, precisamos conhecer os interesses comuns entre os vários atores do mercado e trabalhar nossa estratégia de crescimento em cima das nossas convergências. Assim, nos tornaremos mais fortes para reconhecer e combater os inimigos comuns.

Essa aliança pode e deve se estender também aos órgãos reguladores. Devemos prestar bons serviços e ser vistos pelos reguladores como aliados, para que eles entrem atuando apenas para corrigir os eventuais desvios.
É por isso que convoco uma força-tarefa entre todos nós, agentes de seguro, no sentido de estarmos permanentemente focados nas necessidades do mercado e na proteção do consumidor.

Aqui e agora, estamos todos do mesmo lado e queremos o choque do desenvolvimento do mercado de seguros no Brasil.

Muito obrigado.

 

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Seguradoras apostam no consumo consciente para ajudar a criar poupança de longo prazo

Por Denise Bueno em 16/09/2010

42-22538706*matéria extraída do site da CNSeg – www.viverseguro.org.br

A educação financeira é um tema que tem de fazer parte deste Brasil de oportunidades. Exatamente por isso o tema foi incluído no V Fórum Nacional de Seguro e de Previdência Privada, realizado nos dias 15 e 16 em São Paulo. “O consumo consciente e ético são os fundamentos básicos para a formação de poupança”, disse Renato Russo, vice-presidente da Fenaprevi e da SulAmérica Seguros ao abrir o painel “A Educação Financeira a serviço de uma sociedade sustentável”, do qual foi mediador.

Apoiado por 80 empresas, o Instituto Akatu tem buscado formas inovadoras de conscientizar a população sobre a necessidade do consumo consciente. “Nossas palestras visam alertar as pessoas sobre os impactos das atitudes individuais, que mesmo minúsculas podem ser grandiosas quando analisadas dentro de um contexto global”, afirma Helio Mattar, diretor do Instituto Akatu.

Entre 1960 e 2000, o número de habitantes do planeta dobrou, passando para 6 bilhões. Neste mesmo período, o consumo quadriplicou, totalizando US$ 20 trilhões. Isso quer dizer que o aumento da demanda dos recursos naturais explodiu. O mundo já consome 30% a mais do que a terra é capaz de renovar. Um fato curioso é que apenas 25% da população consome o necessário. “Se todos viessem a consumidor na média, quatro planetas não seriam suficientes para gerar os recursos necessário para atender a demanda”, diz Helio Mattar, do Akatu. Este consumo desenfreado leva a diversos impactos, sendo o principal o aquecimento global, segundo materia do Blog Sonho Seguro.

A solução da sustentabilidade vai vir, principalmente, pelo desenvolvimento de tecnologia mais limpa. Porém, o mais importante é que ela venha do consumidor mais consciente. Então é aqui que entra a educação financeira como uma das principais armas para salvar o planeta. Renato Campos, diretor da Funenseg, questionou os especialistas em como realmente mudar a atitude de consumidores habituados a consumir e também como conter uma demanda reprimida desta nova leva que começa agora a ter renda para comprar o que sonhou a vida toda. “A resposta a esta pergunta vale bilhões de dólares. É o que todos querem saber. Acredito que será um processo lento, mas imprescindível para as gerações futuras”, afirmou Mattar.

Entre os argumentos de peso usado pelos profissionais do Instituto Akatu estão a geração de lixo gerada pelo consumo. Só em São Paulo, o orçamento do lixo representa dois terços do orçamento da educação. “Ou seja, dinheiro para recolher lixo que deixa de ir para outras áreas importantes. Se as pessoas consumirem menos, gerarão menos lixo e sobrará recursos para outras áreas, inclusive para a educação”. O Brasil inteiro produz no ano lixo para encher 125 mil prédios. Para se ter uma noção da quantidade, São Paulo, cidade considerada uma selva de pedra, tem uma pequena parcela disso, 25 mil prédios.

O impacto do consumo consciente não apenas ajuda o planeta como também as finanças pessoais. A cada R$ 1 por dia economizado com uma compra desnecessária totalizaria R$ 284 mil no final de 66 anos, considerando-se taxa de juros de 6% ao ano. Por isso, uma dica do instituto Akatu é a regra dos quatro “R” – replanejar a vida priorizando o consumo do que realmente faz diferença, reduzir o excesso de consumo, rever os hábitos de consumo na vida e renegociar as dívidas.

Segundo Cassia D’Aquino, criadora de educação financeira em várias escolas no Brasil, gastar demais para comprar coisas que não quer para impressionar quem não gosta é o mote que precisa ser desmontado e que pode orientar a educação financeira. “A partir desta consciência é possível ajudar as pessoas a organizarem melhor suas finanças pessoais”.

“Temos de educar nos mesmos e nossos funcionários a pensarem economicamente, um dado irrevogável de sobrevivência do planeta”, comenta Fernando Alex, cientista social, diretor da Rede Cidadã, focada no voluntariado empresarial.

Pedro Bulcão, presidente da Sinaf, questionou os profissionais de educação financeira sobre como eles vêem os serviços prestados pelas instituições financeiras em prol da educação financeira. A resposta foi motivadora. “As empresas segundo setor tem um importante papel educativo, principalmente da classe C que está entrando no mercado de seguros. Acredito que poderemos ver as seguradoras tendo um papel efetivo em educação financeira”, disse Mattar, do Akatu.

Para o diretor da Rede de Cidadã, as empresas estão acordando para o assunto que é prioritário para a sustentabilidade econômica e social. “Vocês fazem muito, mas podem fazer mais. Muitas alegam não ter tempo para o assunto, mas é preciso colocar este tema na agenda”.

 

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Canais virtuais: caminho obrigatório para vender

Por Denise Bueno em 16/09/2010

42-21551684*matéria extraída do site da CNSeg www.viverseguro.org.br

Dois importantes fenômenos sociais em curso devem mudar a forma de se vender seguro e previdência no futuro. A mobilidade social, que fez aumentar em seis pontos percentuais o número de pessoas da classe C, entre 2007 e 2009, e o poder de consumo da geração Y, os chamados “nativos digitais”, aqueles nascidos em plena era da internet. Esses consumidores, que já representam 36% da população, trarão grande impacto à comercialização de seguros. Esta foi uma das principais conclusões do consultor da ATKearney, João Leandro Bueno, um dos participantes do painel “Distribuição – Inovação e Tecnologia”, realizado na manhã de hoje no “V Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada”, em São Paulo.

Um estudo realizado pela ATKearney, com foco na mobilidade social, comprovou que a classe de baixa renda é a mais numerosa, cerca de 42% da população economicamente ativa. Contudo, 70% dos ativos financeiros permanecem em mãos dos indivíduos das classes altas, que representam apenas 3% da população. Esse público mais abastado, segundo identificou a pesquisa, prefere produtos mais sofisticados, opta pelo canal de varejo que apresenta maior capilaridade e gosta de receber recomendações ou aconselhamento em relação a produtos.

Diante desse quadro, Bueno conclui que os bancos ainda terão predominância entre os demais canais de distribuição na venda de produtos de previdência. Segundo ele, a pesquisa revelou que a população ainda associa a previdência privada a produto financeiro. “Trata-se de um fator cultural, daí porque essa forma de venda deve continuar”, disse. Entretanto, o consultor prevê que os canais virtuais terão um papel importante no futuro.

Um dos motivos para esse impacto é a geração Y, “o grande público do mercado segurador no futuro”, na avaliação de Bueno, que, em 2020, representarão 30% da população acima de 30 anos. Atualmente, 51% das pessoas entre 25 e 34 anos utilizam a internet contra 15% da geração X, composta pelos indivíduos com idade entre 45 e 59 anos. Uma pesquisa da consultoria sobre a geração Y detectou que eles são imediatistas, infiéis às marcas, realizam múltiplas tarefas e desejam atendimento rápido, entre outros.

Na mesma linha, uma pesquisa da Accenture, com 3.555 pessoas em seis países, apresentada por Raphael de Carvalho durante o evento, descobriu que um traço comum nesse grupo é a intenção de utilizar a internet para renovação do seguro nos próximos 12 meses. Outra tendência comprovada, segundo ele, é a migração de serviços para os negócios móveis, como o ato de “tomar emprestada” temporariamente a capacidade de processamento da rede na internet, quando o computador pessoal ou da empresa não dispõe de espaço suficiente em disco.

Para Silas Devai Junior, da IBM, os equipamentos digitais – internet, PC, celular, GPS, MP3 etc. – estão mudando a maneira como vivemos. Por isso, “querendo ou não”, ele afirma, “o setor de seguros terá de se adequar aos canais virtuais, porque o consumidor está pedindo para migrar”, acrescenta. A boa notícia é que uma pesquisa da IBM revelou que a multiplicidade de canais traz bons resultados. “Quando mais canais, maiores as chances de venda”, disse.

A dica do consultor é para que o setor invista na integração de canais, o que, fatalmente, também mudará os modelos de negócios. Ele informou a respeito de novos formatos de serviços na internet que visam agregar valor, como é o caso dos sites de comparação de produtos ou de descontos online. Essas inovações permitirão às empresas que incorporem funções de negócios mais inteligentes, que possam interagir com o cliente. Para Silas, o varejo já saiu na frente na adesão aos canais virtuais, mas o seguro deverá embarcar agora, na segunda onda. “Os canais virtuais e as redes sociais são o caminho sem volta no futuro do seguro e da previdência”, afirma.

 

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Especialista identifica falhas na venda de seguros para a classe de menor renda

Por Denise Bueno em 16/09/2010

*matéria extraída do site da CNSeg www.viverseguro.org.br

Consultor de marcas e autor do livro “As marcas no divã: uma análise de consumidores e criação de valor”, Jaime Troiano está convicto de que ainda prevalece entre as empresas brasileiras um “olhar etnocêntrico” em relação às classes menos favorecidas. “Ao olhar o outro segundo os nossos próprios valores não enxergamos suas reais necessidades”, disse.

Troiano foi um dos participantes do painel que discutiram “Tendências de consumo de produtos e serviços”, durante o primeiro dia do “V Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada”, que termina nesta quinta-feira, em São Paulo (SP).

De acordo com o consultor, por conta dessa visão distorcida, as empresas cometem equívocos, como adaptar – ou “depenar”, como classificou – os produtos mais sofisticados para então oferecê-los às classes mais baixas. “Criar um produto mais barato para quem não tem dinheiro é um erro, pois fará com que ele se sinta ainda mais pobre”, afirmou.

Além de renovar sua visão em relação ao público de baixa renda, Troiano disse que o setor de seguros precisa desenvolver produtos que atendam às aspirações dessa faixa. Uma pesquisa, realizada por ele com três mil pessoas das classes D e E, identificou que a prioridade da maioria é o futuro dos filhos. “Esse público tem sonhos de consumo e projetos de longo prazo, o que representa uma enorme oportunidade ao segmento de previdência privada”, disse.

Mas, embora as perspectivas sejam boas, o mercado é altamente disputado, na avaliação do consultor em franchising Marcelo Cherto, outro participante do mesmo painel. Para ele, todos os segmentos disputam os mesmos consumidores. “A previdência privada concorre também com a TV a cabo, por exemplo, pois se o consumidor decide investir em produtos como este pode não ter dinheiro para pagar o seu plano”, disse.

Para piorar, Cherto disse que concorrência não se aplica somente aos preços dos produtos, mas também à forma de divulgação. Ele comentou a respeito de um estudo que estima em cerca de três mil o número de apelos de consumo a que uma pessoa está sujeita diariamente, por meios diversos que incluem desde panfletos até alto falantes de comércio ambulante, como carrinho de pamonha. Porém, o cérebro humano processa apenas cerca de 280 apelos.

“Portanto, os canais de comunicação precisam gerar experiências de consumo ou então serão esquecidos”, disse. Para tanto, ele ensina que os pontos de vendas (PDV) – ou os canais de distribuição, no caso do seguro -, têm de criar uma conexão emocional com o cliente, se não quiserem ser desprezados.

 

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Setor pode ajudar o Brasil a enriquecer antes de envelhecer, diz Delfim Neto

Por Denise Bueno em 15/09/2010

delfimmatéria extraída do site CNSeg www.viverseguro.org.br

A indústria de seguros pode ajudar o Brasil a ficar rico antes de envelhecer. A afirmação é do economista Delfim Neto (foto), que acaba de proferir palestra no V Fórum de Vida e Previdência, promovido pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), nesta manhã, em São Paulo. O número de idosos está aumentando e é preciso que as pessoas preparem reservas para viver no futuro, ainda mais com o bônus da longevidade.

Tanto ele como o economista Marcos Lisboa, do Itaú, ressaltaram o momento único que o Brasil vive hoje, em virtude de construir uma base sólida econômica e social nos últimos anos, segundo informa o blog Sonho Seguro. Este é um momento propício para fazer reservas para o futuro. Segundo Delfim, uma das características do governo Lula foi conseguir reduzir a desigualdade social, o que faz o empresário acreditar que vale a pena investir, e o empregado acreditar em mudança social.

“As maiores crises brasileiras foram causadas por falta de energia ou pela falta de balanço nas contas governamentais. Hoje, temos esses dois itens sob controle, longe de ser um problema nos próximos 15 anos”, aposta Delfim Neto, citando o Pré-sal como uma fonte energética e também de reservas de um país.

Lisboa citou dois dos principais desafios do Brasil – a necessidade de investimentos em infraestrutura e a criação de mecanismos de financiamento, com preços adequados. “É preciso mudar muitas regras existentes hoje para que a iniciativa privada possa viabilizar os recursos necessários para o investimento em infraestrutura que o Brasil necessita”, disse Lisboa. “Veja o custo do transporte no Brasil. Qual o custo Brasil de um caminhão ficar dias para descarregar em um porto?”, indaga. Outro exemplo citado por Lisboa que precisa de revisões é a tributação de itens importantes para apoiar o crescimento econômico, como o custo energético e importação de computadores, por exemplo.

Um dos pontos vitais para este momento de bonança do Brasil é a confiança dos investidores e da sociedade na condução da política e da economia. Questionado pela plateia sobre se algo pode dar errado, Delfim Neto foi categórico: “O Brasil não tem competência para destruir este momento promissor de crescimento previsto para os proximos 15 anos”.

Tão enfático quanto ele foi Lisboa: “Desenvolvimento é um processo. Só há desenvolvimento quando resolvemos um problema e como consequência criamos outros dois. Vamos criar muitos problemas, que são parte integrante desse processo de crescimento. Precisamos entender que os problemas vão surgir e vamos resolver à medida que treinamos uma administração favorável e sustentável”.

Ambos destacaram que o crescimento do Brasil é o resultado da construção da sociedade nos últimos 20 anos. “O que podemos ver é que o crescimento pode ser mais ou menos aproveitado. Alguns setores ou regiões podem crescer mais ou menos, em razão das dificuldades com logística, por exemplo. Mas é um processo progressivo, de pequenas melhoras. Sem chance de alguém fazer com que tudo isso dê errado”, afirma Lisboa.

Em relação à capacidade de elevar a poupança das pessoas diante de um consumo desenfreado, tanto Delfim como Lisboa acreditam ser um desafio do mercado de seguros e previdência, que precisa ter produtos e serviços capazes de educar a sociedade a pensar no futuro e ver vantagens nisso. Não se trata de uma competição com o consumo, mas sim mostrar que poupar é uma questão de hábito.

“As pessoas têm desejos e é isso que motiva o crescimento”, diz Delfim, contando uma conversa com um senhor que comprava geladeira a prazo. “Se o senhor poupar por 24 meses vai se livrar desse juro e pagar menos”. O senhor prestes a fechar o financiamento lhe respondeu. “Sim. Eu sei. Mas quero assistir o jogo do timão com cerveja gelada nesses 24 meses”.

Ou seja, a população vai consumir e também está ávida por poupar, como mostra pesquisa da Fenaprevi, para quem formar reservas para o futuro é a prioridade dos lares brasileiros. Prova disso é que o percentual dos domicílios que planejam poupar era de 29% em 2008 e passou para 44% em 2010.

 

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Educaçāo é prioridade das seguradoras

Por Denise Bueno em 15/09/2010

42-22036014Proteger o presente e o futuro dos brasileiros. Este é o objetivo para o qual todas as lideranças da indústria de seguros dedicam as 24 horas de cada dia. Fruto deste esforço, o setor conta hoje com 37 milhões de pessoas protegidas por seguros. Este número representa cerca de 30% da população brasileira.

“Podemos conquistar muitos mais clientes. O seguro de pessoas é a porta de entrada dos consumidores na indústria de seguros. Temos a grande oportunidade de fazer esta recepção de forma eficiente”, disse Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros e Previdência e também da Fenaprevi, ao abrir o segundo painel do V Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, em São Paulo.

“Este cenário econômico que o Brasil veio construindo nos últimos 20 anos e uma oportunidade única para a industria de seguros. A nossa comunicação precisa ser melhorada. Temos de usar palavras menos técnicas. Usar o termo mensalidade paga a seguradora e não prêmio. Mudanças sutis como essa podem fazer grande diferença para atendermos de forma adequada este novo consumidor que ingressa no mercado de consumo”, disse o mediador do painel Cenário Macroeconômico- Análises, informa o blog Sonho Seguro.

Participaram Thomaz Menezes, CEO da SulAmérica, Antonio Cássio dos Santos, CEO da Mapfre, e Antonio Trindade, diretor responsável por seguros do Itaú. Todos foram unânimes em afirmar que o setor precisa se unir para simplificar processos e produtos, além de investir ainda mais em treinamento de funcionários e corretores, para que todos juntos possam mostrar à sociedade que seguro é simples e significa proteção.

Santos, da Mapfre, citou uma tendência na Europa apos a crise financeira. “As vendas de seguros estão crescendo e uma das explicações para isso e que uma parcela da população perdeu a confiança em bancos e direcionou parte dos recursos para as seguradoras de vida e previdência administrarem”, disse.

No mesmo raciocínio, Trindade relembrou que as seguradoras foram pouco afetadas pela crise no mundo. “No Brasil fomos reconhecidos como uma indústria bem regulada. Mundialmente, apenas seguradoras com produtos pontuais, ligados a bancos, enfrentaram problemas”, comentou. Quanto a nova etapa da regulamentação de solvência, o risco de crédito, que a Susep colocou em audiência publica, Trindade concorda que a modernização das regras de solvência é necessária, mas alertou que o excesso de exigências pode levar o mercado a uma concentração ainda maior.

 

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FenSeg lança cartilha de boas práticas

Por Denise Bueno em 10/09/2010

*materia extraida do site da CNSeg www.viverseguro.org.br

O presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Jayme Garfinkel, lançou oficialmente hoje, 10, o Guia de Boas Práticas para o seguro automotivo, no primeiro painel da 2ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros, realizada no Hotel Novotel Jaraguá, em São Paulo. A publicação, que é uma carta de princípios com orientações às empresas do setor, confirma o esforço do mercador segurador em adotar boas práticas.

Segundo Garfinkel, o Guia é uma importante ferramenta para aprimorar o seguro de automóveis e para dar suporte à avaliação dos serviços disponíveis no mercado. “Um dos objetivos é ampliar a informação do consumidor que adquire seguros sobre seus direitos e sobre a responsabilidade das empresas”, explica Garfinkel.

Entre as orientações às empresas na relação com segurados, o Guia de Boas Práticas determina que as seguradoras:
- Mantenham serviço de atendimento ao cliente que forneça informações atualizadas sobre as etapas de aceitação, emissão, cobrança e regulação de sinistros;
- Forneçam com rapidez e clareza respostas aos questionamentos dos segurados, sempre que possível no prazo máximo de cinco dias úteis (exceto nas situações em que as informações não dependam apenas da seguradora);
- Forneçam informações claras, objetivas e precisas sobre o produto de seguro, coberturas, valor do prêmio a ser pago pelo segurado, limites de indenização, extensão e abrangência das coberturas contratadas, além dos mecanismos de resolução de problemas.

Além do consumidor, a publicação traz recomendações para aprimorar as relações das seguradoras com corretores, fornecedores, prestadores de serviço, setor público, órgãos de defesa do consumidor, órgãos de supervisão e controle e com outras empresas do setor. “O Guia de Boas Práticas traz recomendações que tem força de compromisso para as empresas signatárias do código de ética da entidade”, lembra o diretor da FenSeg, Neival Freitas.

Vendas de peças e sucata – O Guia traz orientações práticas de combate à fraude, por exemplo, no que diz respeito à venda de peças e sucata. Para os veículos que renderam indenização integral a seus proprietários e que são irrecuperáveis, a orientação é que, após dar baixa na documentação do veículo no órgão de trânsito, as seguradoras devam vendê-los como sucata, obedecendo a uma das seguintes alternativas: fazer a marcação das principais peças dos veículos vendidos nessas condições, discriminando-as em notas fiscais; ou vender a sucata como matéria-prima para reutilização por parte da indústria siderúrgica.

“São medidas que algumas seguradoras já adotam e são eficazes para combater fraudes na venda de peças”, sinaliza Garfinkel. O intuito é criar mecanismos que inibam a utilização de notas fiscais de peças ou veículos vendidos legalmente para justificar peças frias, adquiridas de forma irregular. “Quando a polícia chega a um desmanche e encontra uma série de peças desmontadas, é difícil atrelar a peça à nota. Com as peças marcadas e discriminadas em nota, ou vendidas à indústria siderúrgica, o problema deixa de existir”.

Meio ambiente – O compromisso com o meio ambiente também entrou definitivamente na agenda do setor segurador – e dos seus prestadores de serviços. O Guia determina que as seguradoras incluam nos contratos cláusulas que garantam o compromisso com a preservação ambiental. Na prática, isso significa mais rigor na avaliação do impacto gerado pelos fornecedores de peças e sobre as práticas adotadas pelas oficinas (por exemplo, descarte de óleo e de combustível), por exemplo.

“Para ter efetividade, a conscientização e aplicação das normas de responsabilidade socioambiental precisa ser estendida a toda a cadeia”, afirma o presidente da FenSeg. As seguradoras também seguirão critérios rigorosos para avaliar a possibilidade de recuperação de um veículo acidentado. “Veículos antigos ou acidentados são mais sujeitos a estarem com a regulagem comprometida, e precisam de atenção redobrada para não excederem os níveis de poluição aceitos”, conclui.

 

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