Especulações sobre as negociações no setor

Por Denise Bueno em 20/01/2010

1231420097rpgf5g1As diversas opiniões sobre as notícias de fusões e aquisições na indústria de seguros recebidas por este blog dizem a mesma coisa: “Faz sentido. O amor entre as duas é antigo.” Mas uma merece destaque.

O entrevistado, que pede anonimato, diz:

Pensando cá com os meus botões……

É de se supor que a Sul América, quando da parceria Itaú Porto, viu que seu preço poderia aumentar, sabendo que o Bradesco não deixaria de se mexer. Já deveria ter alguma conversa com o Bradesco e, a partir do negócio do Itaú com a Porto, deu uma “endurecida” na negociação para se valorizar.

Por sua vez, o Bradesco deve ter buscado alguma atitude para baixar a bola da SulAmérica. E aí a negociação com a Allianz pode ser bem isso, ou seja, a Bradesco pode estar dizendo para a SulAmérica que ela pode “micar”. Pode acontecer do Bradesco levar primeiro a Allianz, intimidando a SulAmérica, e depois comprar a SulAmérica também. Isto seria um troco com juros para o Itaú Unibanco, que conseguiu levar a melhor na negociação com a Porto Seguro.

Também pode ser que a negociação com a Allianz seja apenas “encenação” para ajudar na negociação com a SulAmérica. Isso até pode ser, mas acho que se puder, o Bradesco compra as duas, pois dinheiro (e vontade também) para isso não falta.

Bem, vamos ver no que dá…

 

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Bradesco Seguros é premiada em Londres

Por Denise Bueno em 06/11/2009

bradesco-premioA Bradesco Seguros e Previdência foi premiada hoje como a “Melhor Seguradora da América do Sul”. A premiação, concedida pela revista britânica World Finance, foi realizada nesta sexta, 6 de novembro, na Bolsa de Valores de Londres.

Esta é a segunda vez consecutiva que o grupo leva o troféu pela sua solidez financeira, carteira de produtos, ações de sustentabilidade e programas sociais na comunidade. A Bradesco Seguros e Previdência é líder do mercado brasileiro com 23,5% de market share e faturamento de R$ 18,3 bilhões até setembro deste ano.

Na foto, o Presidente do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência, Marco Antonio Rossi, e o Diretor Vice-Presidente Executivo do Grupo, Samuel Monteiro dos Santos Jr., no momento da premiação em Londres.

 

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Aquisição da Bradesco na Odontoprev traz ganhos

Por Denise Bueno em 19/10/2009

1233596984a458d61O aumento da participação da Bradesco Dental no mercado de seguro odontológico será benéfico para o grupo, avalia a corretora Link Investimentos em relatório divulgado hoje. Segundo fato relevante divulgado nesta segunda-feira, feriado no mercado securitário, o Bradesco fechou acordo para assumir 43,5% da OdontoPrev. A Bradesco Dental será incorporada pela OdontoPrev e em troca o banco receberá ações da companhia.

Caso se concretize, o Bradesco passará a ser acionista da maior empresa de planos de saúde odontológico da América Latina. A Odontoprev é responsável por cerca de 25% do mercado, com uma carteira de 2,6 milhões de clientes no final de junho deste ano.
o grupo poderá se beneficiar da venda cruzada de planos médicos e odontológicos, analisa a corretora. Nos últimos cinco anos, este nicho evoluiu a uma taxa média de quase 20%.

A surpresa, segundo a corretora, ficou na aquisição de uma participação minoritária por parte do Bradesco, que até agora vem demonstrando interesse em compras onde pode deter o controle acionário. Apesar de gostar de ter o controle, o grupo investe em segmentos prioritários quando é possível fazer um bom negócio, como no início deste ano, quando comprou uma fatia minoritária na rede de laboratórios Fleury.

Após os órgãos reguladores aprovarem a negociação, a nova empresa surge com 3,9 milhões de clientes, sendo 2,6 milhões da OdontoPrev e 1,3 milhão da Bradesco Dental, com receita líquida anualizada de R$ 533 milhões.

Segundo informou o Bradesco em fato relevante, “a associação das duas companhias deve proporcionar ganhos de escala e de sinergia com combinação das melhores práticas de gestão de sinistros e, principalmente, pela combinação das plataformas comerciais e do acesso aos canais de distribuição do Banco Bradesco”.

Pelo novo acordo de acionistas firmado entre Bradesco e o fundador da OdontoPrev, o banco indicará três de oito membros do Conselho de Administração, incluindo seu presidente. Zanetti permanecerá na presidência-executiva da companhia.

O segmento dental, assim como o de seguro, necessita de escala para ser lucrativo. Em razão disso, a consolidação da Odontoprev se deu por uma série de fusões ao longo dos últimos anos, como da DentalCorp e da Careplus, informa o relatório. “Acreditamos que o potencial de crescimento do setor é elevado para os próximos anos, com aumento da penetração dos planos odontológicos”.

 

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Porto Seguro e Bradesco encerram negociações

Por Denise Bueno em 21/08/2009

Segue a íntegra do comunicado da Porto Seguro enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM): Em atendimento à Instrução CVM n.º 358/02, Porto Seguro S.A. (“Porto Seguro”) informa a seus acionistas e ao mercado que não tiveram sequência seus entendimentos com a Bradesco Seguros S/A (“Bradesco”), informados à CVM nos dias 30.6.2009 e 5.8.2009, visando a eventual combinação dos investimentos detidos pela Porto Seguro nas seguradoras por esta controladas com o investimento detido por Bradesco na seguradora Bradesco Auto RE.

 

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Bradesco fatura R$ 11 bilhões no 1º semestre

Por Denise Bueno em 05/08/2009

images3O Grupo Bradesco de Seguros e Previdência abre a safra de balanços de seguradoras no Brasil demostrando uma tendência esperada pelos analistas: a queda da lucratividade em razão do recuo da taxa de juros e da alta da sinistralidade. O lucro líquido totalizou R$ 1,28 bilhão, recuo de 12%. O ganho do grupo tem expressiva participação no resultado do banco, representando 36% dos R$ 4 bilhões de lucro líquido obtido pelo banco Bradesco. A rentabilidade sobre o patrimônio chegou a 29,15%.

O grupo faturou R$ 11,608 bilhões no primeiro semestre de 2009 nos segmentos de seguro, capitalização e previdência complementar aberta, evolução de 4,36% em relação aos R$ 11,123 bilhões totalizados no mesmo período de 2008. O ramo saúde registrou evolução de 18,01%; vida de 11,64%; capitalizãção de 14,87% e as vendas de seguro de carro e ramos elementares evoluíram 7,92%.

Segundo nota do grupo, o total pago em indenizações e benefícios atingiu R$ 8,705 bilhões, 15,57% a mais que os R$ 7,532 bilhões registrados no primeiro semestre de 2008. O grupo encerrou o semestre com 29,178 milhões de clientes entre segurados, participantes de planos de previdência complementar aberta e portadores de títulos de capitalização, evolução de 12,04% em relação a 2008.

O volume de provisões técnicas alcançou R$ 68,828 bilhões, o que corresponde a 32,75% das reservas do mercado segurador nacional, conforme informações da Susep consolidadas até maio. Os ativos financeiros passaram de R$ 70,795 bilhões, em junho de 2008, para R$ 76,451 bilhões em junho de 2009.

 

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Seguradoras têm prazo maior para portabilidade*

Por Denise Bueno em 29/06/2009

A portabilidade dos planos de previdência terá prazo de até dez dias para ser efetivada pelas seguradoras, e não mais quatro dias como determinava a regulamentação. A mudança começa a valer a partir de agosto assim que for aprovada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). O pedido foi feito pelas seguradoras, que argumentaram que o prazo anterior era insuficiente para a burocracia interna necessária para transferir os recursos.

Os investidores de planos de previdência privada aberta, com R$ 151 bilhões aplicados no primeiro quadrimestre deste ano, intensificaram o uso da portabilidade desde setembro de 2008, com o agravamento da crise. Tanto os que estavam insatisfeitos com a performance do seu plano como os que buscaram nos bancos federais um porto mais seguro descobriram a facilidade de transferir seus recursos usando a portabilidade de forma simples, sem custos e com a manutenção de incentivos fiscais.

Segundo Marco Antonio Rossi, vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), as seguradoras processam uma média de 5 mil pedidos de portabilidade mensalmente entre os 12,2 milhões de planos existentes. Hoje, há pedidos de resgates que podem ultrapassar o prazo médio, o que causa transtorno entre clientes e seguradoras. “Todos estão empenhados em fazer a transferência em até dez dias.”

A agilidade na transferência, que no início chegava a demorar três meses, foi possível em razão da implementação, em maio de 2006, do Sistema para Intercâmbio de Documentos Eletrônicos (Side), uma iniciativa da então Associação Nacional de Previdência Privada (Anapp), atual Fenaprevi.

O sistema funciona como uma câmara de compensação para a portabilidade de planos de previdência aberta e registrou 152 mil de transferências entre abril de 2006 até maio deste ano, segundo dados da entidade. Em 2007, o Side registrou um volume financeiro de R$ 1,46 bilhão. No ano seguinte passou para R$ 2,1 bilhões.

Nos quatro meses deste ano, o volume já atinge R$ 870 milhões e a perspectiva é de que deva superar os valores registrados no ano passado em razão do momento conjuntural. À medida em que a rentabilidade começa a cair, o investidor passa a rever o seu portfólio. No Brasil, o assunto está ainda mais latente em razão da queda da taxa de juros, a Selic, tornando a velha e tradicional caderneta de poupança mais atraente do que muitas aplicações financeiras.

A portabilidade ocorre sem pagamento de multas ou impostos se a migração for feita dentro do prazo de carência. A legislação determina que a carência não pode ultrapassar 60 dias, prazo adotado pela maior parte das empresas do setor. Ou seja: os recursos devem ficar por pelo menos dois meses aplicados no mesmo administrador. A principal vantagem, que vale para todos os planos de previdência, é a manutenção do incentivo tributário.

O uso da portabilidade, segundo os executivos, tem se dado basicamente pela troca de contas dos clientes entre bancos, por mudança de emprego ou para centralizar as operações bancárias em uma única instituição e, assim, ganhar descontos nas tarifas. José Eduardo Vaz Guimarães, diretor de produtos e mercado da Brasilprev, informa que 45% dos clientes que usam a portabilidade buscam concentrar recursos em uma ou duas instituições. A busca por melhores taxas representa 35% da portabilidade registrada pela Brasilprev.

Edson Franco, diretor de previdência do Santander, não acredita num cenário de guerra de preços para conquistar o cliente de previdência. “O relacionamento de longo prazo conta pontos. A portabilidade é mais uma ferramenta de gestão entre as entidades do que um estímulo à redução de tarifas apenas pela concorrência, sem bases técnicas.”

A Icatu Hartford e a HSBC Seguros registraram considerável aumento no volume de portabilidade no quarto trimestre do ano passado, em razão do agravamento da crise. “Foi um período tumultuado para todo o mercado, mas que já retomou para níveis de normalidade neste ano”, diz Luciano Snel, diretor de produtos da Icatu. “Muitos clientes optaram por portar recursos para bancos federais”, acrescenta Edson Lara, do HSBC.

Na Bradesco Previdência e Vida o volume de portabilidade se manteve dentro da normalidade, diz Rossi. A Brasilprev foi beneficiada pela crise, também por contar pontos o fato de ter como um dos principais acionistas o Banco do Brasil. Segundo Guimarães, de cada R$ 1 que perde, traz R$ 3, segundo cálculos baseados no primeiro quadrimestre deste ano.

“É importante levar em consideração pontos técnicos antes de optar, para não perder vantagens que podem estar embutidas numa palavra complicada, como tábua atuarial”, alerta Snel. Ela é que vai determinar a taxa que será cobrada quando o patrimônio do fundo aberto for transformado em renda

*Matéria feita com exclusividade para o suplemento “Portabilidade”, veiculado no jornal Valor Econômico

 

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Quem lembrou do Dia Mundial do Meio Ambiente?

Por Denise Bueno em 05/06/2009

42-20917032Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, apenas a Bradesco Capitalização e a Allianz fizeram menção ao assunto até o início da tarde, divulgando aos jornalistas notas sobre o tema. Para quem não sabe, o México é o país sede das comemorações de hoje do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que tem como tema “Seu planeta precisa de você: Unidos contra as mudanças climáticas”.

Poucas seguradoras adotaram até hoje atitudes “verde”. Podemos pontuar Bradesco Capitalização com a parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica; a Caixa Seguros e a Brasilprev com a compensação do CO2; o HSBC com parte do prêmio do seguro automóvel direcionado para recuperação de florestas; a Mapfre investindo em educação com o apoio dado ao governo de São Paulo no programa Criança Ecologia e o site www.ecoblogs.com.br; a Allianz como kit 100% digital e o site www.knowledge.allianz.com.br; a Porto Seguros educando motoristas a regular o carro para que este polua menos; SulAmérica com campanhas ecológicas; e Bradesco Seguros e Previdência com a realização de congressos, para citar os investimentos mais consistentes.

Temos algumas iniciativas interessantes, mas ainda é muito pouco diante do que a indústria de seguros pode fazer. O estímulo, se não for o de pensar no amanhã, pode ser o lucro. Afinal, quanto mais as pessoas foram estimuladas a ser sustentáveis, menos indenizações o setor terá de pagar. E investir em atitudes sustentáveis tem se mostrado rentável. Diversas pesquisas realizadas no mundo e no Brasil mostram a disposição do consumidor em pagar algo a mais por um produto de empresas que apostam em atitudes “do bem”, voltadas para a sociedade e para o planeta.

Segundo nota da Bradesco Capitalização, a data serve para alertar o mundo sobre os riscos à sobrevivência do ser humano se o meio ambiente continuar a ser degradado, poluído e desrespeitado, necessitando de ações urgentes para salvar o planeta. Para a Fundação SOS Mata Atlântica, viabilizou recursos para o plantio de 20 milhões de árvores nativas graças aos 3,2 milhões de títulos Pé Quente Bradesco Fundação SOS Mata Atlântica, comercializados desde 2004. Aos programas e projetos de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável da Fundação Amazonas Sustentável foram destinados parte do valor arrecadado com a venda do Pé Quente Bradesco Amazonas Sustentável.

O site da Allianz, dividido em quatro pilares – Mudanças Climáticas, Perfil Climático, Energia & CO2 e Segurança, tem o objetivo de disseminar conhecimento ao público brasileiro em sintonia com seu compromisso pela sustentabilidade. Para isso, utiliza artigos, estudos, vídeos e gráficos que aprofundam os temas em questão. O site também conta com novidades sobre fontes alternativas de energia renovável. Há ainda a análise de soluções climáticas, como o sequestro de CO2 em “Sequestro de carbono: como limpar o carvão”, que aborda medidas adotadas por empresas européias, servindo como exemplo para outras indústrias.

Para parte das comemorações, o Pnuma preparou o hotsite Dia Mundial do Meio Ambiente (http://www.ipc-undp.org/dmma/), com dicas e informações de como cada um de nós pode colaborar para um meio ambiente mais saudável, garantindo assim uma melhor qualidade de vida.

Segundo o Pnuma, a data cataliza a atenção e a ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental, buscando mostrar o lado humano das questões ambientais; capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável; promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais; advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem de um futuro mais seguro e mais próspero.

 

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Bradesco estreia no ramo de garantia estendida

Por Denise Bueno em 03/06/2009

images19A Bradesco Auto RE começa neste mês a vender seguro de garantia estendida, uma apólice que amplia a cobertura de fabrica para diversos tipos de produtos, desde liquidificadores até carros.

Para viabilizar a operação de venda do seguro, basicamente feita na hora da venda dos produtos nas lojas de varejo ou pela internet, a Bradesco fez uma parceria com a seguradora Cardif, uma das principais neste nicho de mercado.

O segmento de garantia estendida é liderado pela Garantech, do Itau Unibanco, Assurant.,LuizaSeg, Virginia e Mapfre. Os prêmios totalizaram R$ 412 milhões no primeiro quadrimetre deste ano, abaixo dos R$ 486 milhões do mesmo período do ano passado.

Segundo Ricardo Saad, presidente da Bradesco Auto RE, inicialmente o grupo irá operar com a venda do seguro para produtos de linha branca e eletroeletrônicos. “No futuro podemos pensar em outros segmentos, como móveis e automóveis”, disse.

Atualmente, praticamente todas as lojas de varejo oferecem o seguro garantia, que começou a se desenvolver no Brasil nos últimos cinco anos. O produto tem um forte apelo comercial, por ofertar uma remuneração farta ao vendedor e ao lojista. Para se ter uma ideia da rentabilidade, a rede varejista Magazine Luiza decidiu abrir uma seguradora para concentrar as operações do seguro em parceria com a Cardif.

 

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Brasil tem a maior indústria de seguros da América Latina e a que mais cresce entre os países do Bric*

Por Denise Bueno em 25/04/2008

images1Apostas no mercado de seguros do Brasil não faltam. “O crescimento da economia brasileira impulsiona a indústria de seguros, que deverá crescer num ritmo muito superior ao esperado em outros países”, diz Jérôme Cazas, CEO mundial da Coface, uma das maiores seguradoras do mundo em seguro de crédito.

“Entrarmos no mercado brasileiro irá nos ajudar a alavancar a rentabilidade dos negócios na região”, afirmou Herman Weiss, vice-presidente sênior da Chubb & Son e diretor para a América Latina da Chubb Corp, ao anunciar o investimento de US$ 5 milhões do grupo para criar uma resseguradora admitida no País.

Depoimentos como esses se tornaram uma rotina no Brasil desde a abertura do mercado de resseguros, em dezembro de 2007, e também pelos projetos de infra-estrutura que deixaram a gaveta para ser executado. Para se ter uma idéia do potencial do Brasil, os dois maiores contratos de seguros do mundo são brasileiros. O Projeto Rio Madeira tem garantias de US$ 2 bilhões e o programa de investimentos em expansão da Petrobras conta com suporte de US$ 1,2 bilhão para cada projeto.

Desde o início de 2008, muitos grupos estrangeiros anunciaram investimentos, seja na abertura de empresas, seja no aporte de capital na subsidiária local ou mesmo na compra de carteiras, companhias ou parcerias estratégicas. Entre as notícias mais recentes figuram negociações entre seguradoras, resseguradoras e corretoras.

A Indiana Seguros, com 60% do capital nas mãos da família Afif e 40% com o Bradesco, foi comprada pela americana Liberty. A espanhola Mapfre fez aporte de R$ 300 milhões para sustentar o crescimento da seguradora do grupo em 2007; adquiriu a Vida Seguradora do grupo americano Nationwide; e investirá 25 milhões de euros para abrir uma resseguradora local e uma eventual no Brasil.

“É muito fácil convencer acionistas a colocar dinheiro no Brasil, que será uma grande potência nos próximos anos”, diz Ramón Aymerich, executivo da Mapfre Re, resseguradora do grupo. Doze grupos resseguradores já entraram com pedidos na Susep e onze corretores de resseguros. Entre os locais, com aporte mínimo de R$ 70 milhões, estão o grupo paranaense Malucelli, a alemã Munich Re e a americana XL Capital, além da Mapfre Re.

A corretora Aon, uma das maiores do mundo, fez sua nona compra desde 2000. Neste ano, foi a vez da Wappen Corretora de Seguros, especializada no segmento sucroalcooleiro. A Marsh focou seus negócios e vendeu para o Bradesco a sua consultoria em previdência, a Mercer. A Lazam MDS também aumentou seu market share com fusões e aquisições em 2007.

Os investimentos são justificados pela ausência de catástrofes naturais na região; pela baixa penetração de seguro no PIB do País, que precisaria triplicar para ficar dentro da média de países de primeiro mundo; e também por ainda pagar a maior taxa de juro do mundo para remunerar aplicações financeiras feitas em títulos do governo.

De acordo com Luiz Carlos Trabuco Cappi (foto), presidente da Bradesco Seguros e Previdência, o maior grupo segurador da América Latina, seja qual for o quadro de referência que o País estiver incluído, América Latina ou Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é importante para o mercado de seguros internacional.

Comparativamente ao mundo, a América Latina representa 13% da população e 5,2% do PIB. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da América Latina é um dos indicadores positivos para o crescimento das vendas de seguros. Em 1995, o IDH era de 0,755 e dez anos depois passou para 0,797. O seguro, por sua vez, representa apenas 1,5% das vendas mundiais. Segundo as estatísticas, quanto maior o IDH de um país, maior a participação de seguro no PIB.

Quando o seguro penetra nas populações carentes há uma melhoria na manutenção social pela proteção financeira e patrimonial. “Estabilidade econômica e desenvolvimento social, aliados com uma baixa penetração de seguros, resultam em um imenso mercado a ser explorado. Podemos triplicar de tamanho para estar compatível com o PIB”, disse.

No Brasil, a indústria de seguros movimentou prêmios de US$ 55 bilhões em 2007, o que representou 4,59% no PIB. Mas há grandes desafios para triplicar de tamanho. Aumentar a base consumidora de seguros com coberturas adequadas e preços acessíveis para as classes C, D e E, que representam 80% da população, é o principal foco.

Também há muito a fazer para aumentar a base de consumo em diversas carteiras. Da frota nacional de veículos, estimada em 49,6 milhões, apenas 8,5 milhões contam com seguro, um índice de 17%. Das 5,7 milhões de empresas existentes no País, apenas 641 mil contam com seguro. Um índice de 11,2%. Das 54,7 milhões de domicílios cadastrados no Brasil, 7,6 milhões (ou 14%) contam com uma apólice de seguro para danos físicos.

Em saúde, Trabuco informou que as operadoras privadas contam com 39,7 milhões de clientes, 20,6% da população de 191,8 milhões. Já das 5,7 milhões de empresas, 7,1% ou 400 mil têm um plano de saúde para seus funcionários. “Temos um grande potencial em apólices individuais, mas falta uma regulamentação adequada para operar esta carteira”, informou.

Além do potencial da indústria de seguro na venda de riscos patrimoniais e de saúde, Trabuco ressaltou o segmento de previdência privada. Em 1991, tínhamos 16 idosos para 100 crianças. Em 2000, 30. Nos próximos 20 anos, a população com 60 anos ou mais deve atingir 30 milhões, representando 13% da população brasileira. Temos de amadurecer o nosso sistema enquanto somos um País jovem. Quando o País envelhecer, a maior parte do orçamento vai ser usada para cuidar do idoso, tirando recursos da educação. Por isso a reforma da previdência não pode ser mais adiada”, reforçou.

Todos esses dados — expansão da atividade econômica, aumento da renda, melhoria das condições de vida e a retomada dos investimentos — têm um impacto direto no mercado de seguros. “O nosso grande desafio é a criação de novos produtos, redução dos custos de comercialização e desenvolvimento de canais de distribuição de baixos custos”, concluiu Trabuco.

*Matéria da autora publicada na Gazeta Mercantil em abril de 2008

 

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Bradesco pagou R$ 13,9 bi em indenizações e aposentadoria*

Por Denise Bueno em 04/03/2008

A Bradesco Seguros e Previdência divulga amanhã seu balanço social. “Os números mostram o que devolvemos à sociedade. Ou seja, os riscos cotidianos que os segurados preferiram repassar para a seguradora e que efetivamente aconteceram, seja de sua saúde, de seu patrimônio ou mesmo de seu futuro”, diz Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do maior grupo segurador do Brasil e também da América Latina.

Em 2007, a Bradesco faturou R$ 21 bilhões. Considerando-se o ganho financeiro, o resultado sobe para R$ 29 bilhões. As indenizações, resgates de planos de previdência e pagamento de aposentadorias totalizaram R$ 13,9 bilhões, acima dos R$ 12,3 bilhões em 2006. Em saúde, o grupo pagou R$ 3,4 bilhões referentes ao atendimento de 41 milhões de procedimentos médicos. “Pouco mais de 15 eventos por segurados. O que mostra a demanda e o papel social da saúde suplementar”, frisa Trabuco.

Na área de bens patrimoniais e responsabilidade civil, as indenizações totalizaram R$ 2,59 bilhões, com 387 mil atendimentos. Em previdência e vida, onde são considerados benefícios, pecúlios, aposentadoria, resgates e seguros prestamistas, o grupo desembolsou R$ 6,4 bilhões para atender a solicitações de 644,3 mil pessoas.

De acordo com Trabuco, poder dar esse retorno à sociedade e também ser rentável é fruto de ser uma seguradora com presença em todo o Brasil, o que lhe garante ter uma market share de 25,3%. O lucro líquido do grupo em 2007 foi de R$ 2,3 bilhões, o que chega a representar 30% do resultado do banco.

“Estamos preparados para o futuro. 2007 foi um ano em que se buscou equilíbrio harmônico entre todos os ramos, que passaram por ajustes. Em saúde, por exemplo, tivemos aumento das provisões, o que nos deixou preparado para o futuro, para o aumento da competição com a evolução do mercado interno.”

Para 2008, Trabuco diz que por ser uma seguradora multilinhas, o foco está em todas as direções: saúde, ramos elementares, capitalização, além de vida e previdência. O objetivo é crescer acima de 12%. A novidade neste ano é a criação da quinta área de atuação do grupo segurador: a Bradesco Dental. O produto era vendido por meio da Bradesco Saúde e agora ganhou vida própria e já começa com 735 mil clientes em apólices grupais.

Em quase todas as áreas a Bradesco detém a liderança ou vice liderança. VGBL, um produto de acumulação de renda, movimentou prêmios de R$ 8,4 bilhões, com 41% do mercado e 63% das vendas de seguro no grupo. Em automóvel ocupa a segunda posição, com prêmios de R$ 1,8 bilhão. Sua participação neste segmento é de 13,8% e o produto representa 14% do mix de seguros. Vida e acidentes pessoais a receita de prêmios foi de R$ 1,7 bilhão, com 16,4% de participação, que representa cerca de 12,6% das vendas de seguros.

Um produto que destoa dentro do grupo é o seguro prestamista, aquele que garante o pagamento de uma dívida em caso de morte ou invalidez do titular. Apesar de o banco Bradesco ser o maior banco privado em crédito, a seguradora ocupa o oitavo lugar no ranking de prestamista, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), com prêmios de R$ 94 milhões. É superada pela Mapfre, Santander, Tokio Marine (ABN Amro Real), Unibanco AIG, HSBC, Cardif e Banco do Brasil. Porém, está à frente do principal concorrente, o Banco Itaú, com prêmios de prestamista de R$ 80 milhões. “Começamos a atuar neste segmento há menos de dois anos e acreditamos que vamos crescer aceleradamente”.

Segundo ele, 2008 será um ano mais competitivo do que os outros anos. “Só o recente aumento do salário mínimo vai injetar R$ 20 bilhões na economia. Isso significa dizer que o perfil de renda está mudando e isso possibilita que o consumidor possa comprar seguro. Todos os operadores estão atentos a isso e preocupados em desenvolver produtos com cobertura e preço adequados.” Das 100 maiores empresas do País, 40 são clientes no ramo corporativo e 38 em saúde.

Outra arma para enfrentar a concorrência é treinar seus profissionais e corretores. O programa Universeg completou três anos. No ano passado, o curso registrou 92 mil participações, sendo 76 mil presenciais e 15,8 mil online. Também formou a primeira turma de MBA in Company, em parceria com o IBMEC.

*matéria da autora publicada na Gazeta Mercantil em 04/03/2008

 

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