Itaú Unibanco destaca reservas de R$ 52 bi

Por Denise Bueno em 09/02/2010

images4Depois de reorganizar as operações de seguros durante 2009, o Itaú Unibanco começa 2010 com a estrutura pronta para buscar um posicionamento estratégico no mercado de seguros. Entre os fatos marcantes do ano temos a associação com a Porto Seguro para atuar em seguro de carro e casa; a venda da operação de saúde, a negociação com a Allianz da participação de 14% que detinha na companhia alemã, e a compra a participação da XL Capital em grandes riscos. Resta saber agora o que fará com a participação que detém no IRB Brasil Re.

O principal destaque dado pelo banco em relação a área de seguridade foi o volume de reservas técnicas, no total de R$ 52 bilhões em 2009, sendo R$ 44 bilhões referentes a previdência. O grupo salientou a parceria com a Porto Seguro, uma vez que a negociação causou forte oscilação nas demonstrações financeiras do 4º trimestre de 2009 em relação ao trimestre anterior.

Os dados do balanço apresentados nesta manhão trazem apenas os valores do quarto trimestre de 2009 comparado com o trimestre anterior. O resultado consolidado do ano será divulgado em breve. O lucro líquido recorrente consolidado das operações de seguros, previdência e capitalização do quarto trimestre somou R$ 293 milhões, inferior aos R$ 374 milhões do terceiro trimestre do ano. Vida e previdência teve a maior participação, com R$ 175 milhões, capitalização ficou com R$ 85 milhões e seguros com a menor fatia, apenas R$ 32 milhões.

Desconsiderando as carteiras de auto e residência, a quantidade de apólices apresenta pequena redução de 3,1% em relação ao trimestre anterior, provocada principalmente pelo cancelamento de apólices de seguros prestamistas, consideradas no agrupamento vida e acidentes pessoais, diz o texto do balanço.

O índice combinado, que indica a eficiência das despesas decorrentes da operação em relação à receita de prêmios ganhos, apresentou redução de 1,4% em relação ao trimestre anterior. Segundo o banco, a melhora resulta da nova composição do mix agora sem a carteira de automóvel, que apresentava um índice de sinistralidade maior que a média dos demais produtos, informa o grupo no balanço divulgado.

O segmento vida e previdência encerrou o quarto trimestre com redução de 16,4% do lucro líquido recorrente em comparação ao trimestre anterior resulta da queda de 18,5% na margem financeira gerencial e do aumento de 11,9% na variação das provisões técnicas de previdência privada devido à sazonalidade de aportes.

A captação em planos de previdência e vida somou R$ 2,1 bilhões, aumento de 11,3% em relação ao trimestre anterior, principalmente pela venda nos canais de alta renda do banco, o Personnalitè e Private. A constituição de provisões adicionais da ordem de R$ 43,3 milhões na carteira de seguros de vida em razão de revisão de premissas financeiras de longo prazo, permanência e expectativas de mortalidade, também contribuiu para esse cenário.

Em capitalização, o lucro líquido recorrente apresentou aumento de 11,6% comparativamente ao trimestre anterior, face ao aumento de 37,1% na captação bruta de títulos de capitalização impactada por ações comerciais realizadas no 4º trimestre, envolvendo produtos de ticket mensal e de valor único. O Itaú Unibanco vem estimulando ação de doações via venda de títulos vinculados a entidades sócio-ambientais, cujo valor chegou a cerca de R$ 473 mil em 2009, representando um aumento em 65% sobre o exercício anterior.

 

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Zurich eleva em 8% o lucro operacional em 2009

Por Denise Bueno em 05/02/2010

zurich1A Zurich Financial Services encerrou 2009 com lucro operacional de US$ 5,5 bilhões, incremento de 8% em relação ao resultado do ano anterior. O lucro líquido ficou estável em US$ 3,2 bilhões. Segundo nota divulgada, os prêmios de seguros gerais apresentou redução de 8%, para US$ 34 bilhões. O retorno sobre capital ficou em 12% e o índice combinado encerrou o ano em 96%.

Segundo comentou o CEO Martin Senn, 2009 foi um excelente ano para a Zurich, com a geração de um resultado sólido e uma boa performance em todas as linhas de negócios em todo o mundo, apesar do ambiente econômico desfavorável. O balanço completo pode ser acessado no site www.zurich.com.

 

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Lucro da Munich Re cresce para 2,56 bi de euros

Por Denise Bueno em 02/02/2010

imagesA Munich Re, uma das maiores resseguradoras do mundo, apresentou hoje lucro líquido de 2,56 bilhões de euros em 2009, 62% acima do resultado obtido em 2008. O volume de prêmios apresentou alta de 10%, para 41,4 bilhões de euros, segundo comunicado do grupo.

O incremento no lucro foi justificado pela melhora dos mercados acionários e por uma fraca ocorrência de furacões em 2009. Já o avanço do faturamento resulta do reajuste do preço de seguros e de resseguro para compensar as perdas registradas em 2008 e também pela venda de resseguro para seguradoras que precisavam manter o nível de alavancagem de capital dentro das margens exigidas pelos órgãos reguladores.

A imprensa internacional priorizou na notícia sobre os resultados do balanço do grupo a hipótese do mega investidor Warren Buffett estar adquirindo uma participação maior no grupo. Segundo as agências, Buffett em janeiro aumento para 3% seus investimentos na resseguradora alemã e agora há especulações de que ele, principal controlador da Berkshire Hathway, um dos maiores grupos de seguros e resseguros, elevaria para 15% seus investimentos na Munich Re.

No ano passado, a Berkshire injetou 3 bilhões de francos suíços em um empréstimo na Swiss Re, principal concorrente da Munich Re, o que daria uma participação de 20% caso a resseguradora não devolvesse o empréstimo, o que já foi resolvido. O interesse de Buffett na Munich Re ajudou a elevar o preço das ações de seguradoras.

 

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Lucro da Chubb cresce para US$ 2,2 bi em 2009

Por Denise Bueno em 29/01/2010

chubbA Chubb, uma das maiores seguradoras dos Estados Unidos, divulgou lucro líquido de US$ 2,2 bilhões em 2009, acima dos US$ 1,8 bilhão registrado em 2008. O lucro operacional evoluiu na mesma proporção. Em faturamento, a seguradora conhecida como a “platinum” do mercado, recuou 6%, para US$ 11,1 bilhões.

As vendas foram menores tanto nos EUA como nas operações internacionais. Este resultado era esperado tanto pelo desaquecimento da economia como também pela crise ter afetado mais fortemente o público de maior poder aquisitivo, que compõem boa parte da carteira de clientes do grupo.

O índice combinado melhorou em quase três pontos percentuais, passando de 88,7% para 86%, diz o comunicado do grupo. Excluindo o impacto das catástrofes, o índice recua para 85,2%. O lucro com investimentos recuou 3%.

Segundo John Finnegan, presidente do grupo, “apesar das dificuldades geradas pela recessão econîmica, nos acreditamos que estes resultados continuem diferenciando e evidenciando o comprometimento da Chubb com o crescimento sustentável”.

 

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Lucro da Bradesco Seguros avança 2,8%

Por Denise Bueno em 28/01/2010

bradescoAs operações de seguros, previdência e capitalização registraram lucro líquido de R$ 2,7 bilhões em 2009, 2,8% acima dos R$ 2,6 bilhões de 2008, representando 34% do lucro líquido do banco Bradesco, que atingiu R$ 8,012 bilhões em 2009, aumento de 5,1% em relação ao resultado obtido em 2008. A rentabilidade sobre o patrimônio do grupo segurador chegou a 27,1%.

A maior parte do lucro do Bradesco com seguridade vem da operação de previdência e vida, que respondeu por R$ 1,5 bilhão. Ramos elemetares e Auto contribuiu com R$ 473 milhões do lucro (alta de 38%); Capitalização obteve ganho de R$ 221 milhões e Saúde, apesar dos efeitos da gripe suína e provisões, fechou o ano com lucro de R$ 462 milhões.

Segundo Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, a perspectiva é de que a área de seguridade continuará com a mesma participação no resultado do banco, que já é expressiva e a maior entre os bancos que operam no setor. Em bancos concorrentes como Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Santander, por exemplo, a participação de seguro no lucro das instituições não ultrapassa 15%.

De acordo com informações dos executivos, a alta no lucro se deu em razão da melhora do desempenho financeiro entre outros efeitos tributários. Na avaliação do executivo, a indústria de seguros é um segmento com grande potencial de crescimento, principalmente na venda massificada. A estratégia é crescer de forma orgânica, afirma Trabuco. Estar em cobertura nacional, oferta de todos os produtos, incrementando o número de parceiros de distribuição para atender a demanda.

O faturamento em seguridade chegou a R$ 26 bilhões, crescimento de 13,8% em relação ao resultado de 2008. Trabuco cita o crescimento de 16% no volume de prêmios no ramo saúde, de 15% no ramo de automóvel, de 15% em vida, de 13,8% em previdência e 17,2% em capitalização. “Como pode ver, o modelo de negócios do grupo está ajustado para um país das dimensões do Brasil”, comenta.

 

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Mitsui Sumitomo recebe aporte de R$ 60 milhões

Por Denise Bueno em 26/01/2010

mitsuiO grupo japonês Mitsui Sumitomo Insurance, um dos maiores do mundo, fez aporte de R$ 60 milhões na matriz brasileira, hoje presente em sete estados, para reforçar sua presença geográfica no Brasil, nas estruturas de atendimento a corretores, inclusive médios corretores, e em canais não tradicionais em parcerias com corretores especializados, informou a empresa em nota.

Segundo o vice-presidente da companhia, Hyung Mo Sung, em 2006 o grupo organizou um planejamento para dez anos que previa alcançar a primeira etapa em 2010. Essas metas foram atingidas já em 2009. “Em 2008, por exemplo, já havíamos registrado um crescimento de 36% de prêmios retidos e em 2009 a expectativa é de termos alcançado um crescimento de 46% de prêmios emitidos, no total de R$ 289 milhões, e 64% de prêmios retidos, no total de R$ 225 milhões. Triplicamos o número de apólices mantendo o mesmo número de funcionários de 2005, em virtude da otimização dos processos internos, treinamento e investimentos em TI”.

O grupo também atua no mercado de resseguros no Brasil, na categoria admitido. Entre os investimentos do grupo no País, vale destacar a participação no capital social da Vale e está investindo no Metrô de São Paulo, por meio da Companhia de Concessões Rodoviárias. No Japão, a Mitsui aguarda autorização final dos órgãos reguladores para finalizar a fusão com outras duas seguradoras japonesas, tornando-se o primeiro grupo segurador do Japão e o quinto do mundo.

Entre as empresas seguradas pela Mitsui Sumitomo Seguros estão Amaggi Exp. e Imp., Cenibra, Vale, Denso Industrial da Amazônia, Ferrovia Centro Atlântica, Panasonic do Brasil, Yakult S.A., Yamaha Motor do Brasil, Usiminas, Toshiba, Sony, Honda, Samsung, Votorantim, Gerdau, Natura, Avon, Embeleze, Colgate Palmolive, entre outras.

 

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Que 2010 seja repleto de notícias interessantes!!!

Por Denise Bueno em 24/12/2009

fogosMais um ano termina. 2009 realmente foi diferente. Dinâmico. Arrojado. Movido mais pelas atitudes do que pela política. Como dizem os estrangeiros, que geraram tanta notícia quanto os brasileiros, a indústria de seguros brasileira:

- fez a diferença, como Lula
- está na moda, como o Brasil
- protegida de tsunamis financeiros pela Susep
- e de catástrofes, por mais de 70 resseguradores aqui presentes
- se reinventa, como o Banco do Brasil
- exercita a arte de torear para vencer, como a espanhola Mapfre
- respeita as diferenças, como diz Trabuco, do Bradesco
- revoluciona em nome dos stakeholders, como Bom Ângelo, da Lazam
- investe em atitudes coerentes para vencer o caos e aliviar o estresse, como a SulAmérica
- se renova para romper fronteiras, como o Itaú Unibanco
- encanta clientes, como a Porto Seguro
- e também é cabeça dura, como Jayme Garfinkel, quando precisa mostrar que o diferente pode ser inovador
- diversifica para mitigar riscos, como o grupo Liberty Mutual
- oferece coberturas de A a Z, como a Allianz
- aposta em ser única, no estilo puro sangue, como a Chubb
- investe na capilaridade, na especialização e nas mulheres, como a Aon (elas representam 60% do quadro de funcionários)
- apoia a infraestrutura, como a ACE
- incentiva a responsabilidade civil, como a Zurich
- está dinâmica, como a Mongeral
- arrojada, como a “dama do aço” que comanda a Icatu
- consciente da importância de ser sustentável para evoluir, como João Gilberto Possiede, da JMalucelli e também o grande mestre do seguro garantia, um dos produtos com mais destaque neste e nos próximos anos
- não mede esforços para se popularizar, como a Caixa
- aponta falhas para transformá-las em virtude, como Leôncio de Arruda, do Sincor-SP
- trabalha em equipe, como Marcos Lima da Odebrecht
- difunde a cultura, como a Funenseg
- constrói sua política, como a CNSeg
- faz parcerias para se fortalecer, como a Marítima
- cultiva a perseverança, como a japonesa Tokio Marine
- ambiciona ser a melhor do mundo, como o Santander
- aposta na longevidade, como o HSBC
- dribla as catástrofes jurídicas e técnicas, como os advogados
- faz malabarismos, como o IRB, para se livrar das amarras e manter a forma
- insiste nas mudanças de processos, como as consultorias
- une o útil ao agradável como os “headhunters”
- luta pela informação e pela ética para escrever a história, como os jornalistas
- e permanece saudável, como todos nós.

A todos que tornam este setor cada dia mais sustentável, Feliz Natal e um 2010 repleto de good news!!!!

 

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Swiss Re projeta avanço e obstáculos para 2010

Por Denise Bueno em 02/12/2009

swiss-reOs economistas da Swiss Re apostam na manutenção da recuperação do mercado de seguros em 2010. Segundo evento realizado ontem, o economista chefe Thomas Hess informou que os balanços apresentados até agora de seguradoras e resseguradoras mostram uma retomada no lucro e nas vendas. Aliado a isto, temos o fato da situação financeira mundial estar mais animadora do que um ano atrás. No entanto, o setor tem um longo caminho pela frente, com alguns potenciais obstáculos a serem superados, como o aumento da regulamentção, baixo retorno nas aplicações financeiras e mudanças climáticas.

“A economia global cresceu no segundo semestre de 2009, mas a recuperação é frágil”, disse. Sem impactos relevantes da crise financeira dos Emirados Árabes em outras partes do mundo, os economistas do grupo suíço acreditam que o crescimento será pequeno em 2010, mas vai acelerar moderadamente em 2011. A política monetária passará a ficar mais apertada no final de 2010 e reduções de estímulo fiscal vai seguir pouco depois até os mercados se equilibrarem”.

Segundo o estudo da Swiss Re, o crescimento real do PIB nos países da OCDE é estimado em 2,5%. Já nos mercados emergentes, a alta é animadora: 6%. Em relação as commodities, o estudo mostra que os preços do petróleo devem continuar bastante próximos dos níveis atuais, aumentando ligeiramente em 2011 e 2012, quando a atividade econômica deve se acelerar. A redução da flexibilização da política monetária poderá valorizar os rendimentos dos títulos do governo, especialmente em 2011.

O obstáculo a ser transposto pelas seguradoras está numa maior regulação da indústria de seguros, como conseqüência das perdas registradas pelas seguradoras de crédito, como as monolines, com Fannie, e principalmente AIG. Ele acredita que as seguradoras e resseguradoras ainda precisam melhorar o relacionamento com os governos e autoridades monetárias para enfatizar a diferença operacional entre seguradoras e bancos. Desta forma, evitarão que o setor fique engessado com amarras que não refletem a realidade da indústria.

Diante da boa performance dos mercados emergentes durante a crise, é esperado um crescimento maior na indústria de seguros nesses países em relação às economias desenvolvidas. Os BRIC (Brasil, Rússia, China e Índia) continuarão liderando o crescimento, com exceção da Rússia, mas afetada pela crise financeira.

Quando o assunto são as catástrofes naturais, a conseqüência vem para todos os países. “Perdas de catástrofe natural global têm aumentado significativamente nas últimas décadas e devem crescer ainda mais”, disse Matt Weber. “A Europa tem registrado perdas acima da média em 2009. O impacto das alterações climáticas poderá causar mais catástrofes com mais freqüência em todo o mundo no futuro, principalmente no que diz respeito a enchentes.”

De acordo com o estudo, a média mundial de perdas seguradas com catástrofe natural entre 1970 e 1989 foi de US$ 5,1 bilhões por ano. Mas aumentou para US$ 27,1 bilhões por ano entre 1990 e 2009. Como resultado, podemos ver a demanda crescente de coberturas por catástrofe natural. Diante deste cenário, torna-se cada dia mais prioritário o estabelecimento de parcerias público-privado na luta contra o risco de um aumento substancial dos riscos gerados com a mudança climática.

 

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Seguradoras lucram R$ 6,9 bi até setembro

Por Denise Bueno em 09/11/2009

faggionAs seguradoras brasileiras obtiveram lucro líquido de R$ 6,97 bilhões no período de janeiro a setembro deste ano, avanço de 8% comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo estudo da consultoria Siscorp, o retorno sobre o patrimônio líquido do final de período se manteve em 18%, seis pontos percentuais abaixo dos 24% registrados em mesmo período do ano passado. E a previsão é de encerrar o ano em 16%.

A líder absoluta no quesito lucro é a Bradesco Seguros e Previdência, com R$ 2,2 bilhões até setembro, segundo revela o estudo que tem como base os dados enviados pelas seguradoras à Superintendência de Seguros Privados (Susep), informa Flávio Faggion (foto), proprietário da consultoria. Itaú Unibanco vem em segundo, com R$ 1,056 bilhão, Caixa Seguros com R$ 544 milhões e Banco do Brasil, com R$ 500 milhões. As seguradoras ligadas a bancos respondem por mais de 62% da lucratividade do setor.

Sem considerar saúde, as seguradoras registraram vendas de R$ 67,8 bilhões no acumulado do ano até setembro, evolução de 9%. O segmento de seguros gerais respondeu por R$ 24,6 bilhões; seguro de vida e acidentes por R$ 10,2 bilhões; previdência, incluindo VGBL, por R$ 26 bilhões; e capitalização por R$ 6,9 bilhões.

O maior produto em termos de arrecadação é o VGBL, com R$ 20,8 bilhões, crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Seguro de carro movimentou prêmios de R$ 12,6 bilhões, alta de 12%, sendo o segundo produto mais vendido pela indústria de seguros. Em terceiro vem o seguro de vida e acidentes pessoais, com R$ 10,2 bilhões em prêmios, evolução de 15%.

Segundo o estudo da Siscorp, entre as tendências de alta até o final do ano estão VGBL e riscos especiais. Automóveis, vida, rural, responsabilidades e habitacional manterão o crescimento estável. Nos demais produtos, a tendência revelada pela consultoria é de baixa.

A liderança dos grupos seguradoras muda para os diferentes tipos de produtos, tendo a Bradesco a liderança geral, com prêmios de R$ 10,8 bilhões (sem considerar saúde). Também é do grupo segurador controlado pelo Bradesco a liderança em vendas de VGBL, vida e acidentes.

O Itaú Unibanco lidera em patrimoniais, DPVAT, riscos financeiros, casco e riscos especiais. O Banco do Brasil é líder na venda de seguro rural e títulos de capitalização, enquanto a Caixa fica em primeiro lugar no ranking de seguro habitacional e de crédito. Em transporte, a Mapfre assumiu a liderança.

 

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Munich Re tem alta de 27% no lucro até setembro

Por Denise Bueno em 06/11/2009

munichreA Munich Re, maior resseguradora do mundo, divulgou lucro líquido consolidado de € 651 milhões no terceiro trimestre, alta em comparação ao período de eclosão da crise financeira no ano passado, quando o grupo registrou lucro de € 2 milhões. No acumulado do ano até setembro, a resseguradora alemão presente no Brasil como local, obteve alta de 27%, para € 1,79 bilhão. O resseguro contribuiu com a maior parcela do ganho, ao apresentar retorno de investimento na casa dos € 2,8 bilhões e resultado operacional de € 2,9 bilhões. O bom desempenho foi creditado a melhora dos mercados acionários e ao fraco período de catástrofes naturais em 2009.

Os prêmios totais tiveram alta de 11,7% no trimestre, para € 10,3 bilhões. Nos nove meses, os prêmios € 31 bilhões, incremento de 10,4%. Resseguro representou € 18,7 bilhões, com alta de 15,5%. O índice combinado de resseguro situou-se em 96%. Este resultado, aliado ao bom resultado apresentado também pela Swiss Re, segunda maior resseguradora do mundo, mostra a franca recuperação da maior resseguradora do mundo, que terá condições de disputar bons contratos de resseguros em todo o mundo.

 

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