RSA vai às compras com US$ 1 bi; AL está no alvo
Por Denise Bueno em 15/09/2009
A seguradora inglesa RSA confirmou para analistas e investidores que analisa uma aquisição de grande porte. As reservas para esta negociação somam 600 milhões de libras esterlinas (US$ 988 milhões), segundo matéria publicada no jornal britânico Financial Times.
A América Latina é um dos alvos da RSA, que atua no Brasil com pouca representatividade em termos de faturamento, porém vem crescendo de forma consistente em nichos diferenciados. Em 2008, movimentou prêmios de R$ 331 milhões, alta de 12%, com lucro líquido de R$ 6,6 milhões.
Carteiras comerciais no Reino Unido, país sede, e Canadá, onde a RSA teve crescimento significativo (10%) no primeiro semestre deste ano, também estão entre os alvos da seguradora. Segundo o artigo do FT, as oportunidades surgiram em função da reestruturação de companhias familiares e também ligadas a bancos.
As notícias oficiais aqui no Brasil mostram que o mercado de seguros passa por uma consolidação e apresenta os dois casos citados pela RSA. Tem seguradoras familiares em pleno movimento de mudança de estratégia e também bancos reorganizando a área de seguridade para crescer num mercado mais maduro e competitivo para os próximos anos, como o Banco do Brasil e Caixa, para citar os mais públicos. A última negociação anunciada foi a da Porto Seguro com o Itaú Unibanco.
Segundo dados divulgados recentemente pela RSA, o cenário econômico desfavorável não afetou a solidez financeira do grupo. Os prêmios no primeiro semestre somaram US$ 5,8 bilhões, 4% acima do resultado do mesmo período anterior. O lucro antes dos impostos somou US$ 592 milhões. O índice combinado, que mede a eficiência operacional das seguradoras, ficou em 93,5%. O Reino Unido responde por 38% do faturamento do grupo. Na América Latina o crescimento foi de 4%.
Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia | Compartilhar:
Partner Re compra Paris Re por US$ 2 bilhões
Por Denise Bueno em 06/07/2009
A consolidação prevista pelos analistas para a indústria de seguros está a todo vapor. A Partner Re anunciou neste domingo que comprou a resseguradora francesa Paris Re, colocando-a entre as quatro maiores resseguradoras do mundo, atrás de Munich Re, Swiss Re e Berkshire Hathaway. O negócio deve ser finalizado por US$ 2 bilhões, considerando-se a troca de ativos, pagamento a vista e transferência de portfolio de investimentos.
A Partner Re, oitava maior resseguradora mundial, foi criada em 1993 e já fez aquisições de porte em sua história, como a resseguradora francesa SAFR e a Winterthur Re. Foi uma das poucas a divulgar elevação nos ganhos no primeiro trimestre desta ano, quando reportou aos acionistas lucro líquido de US$ 141 milhões, acima dos US$ 129 milhões do mesmo período do ano anterior. Em prêmios, divulgou ligeira queda, passando de US$ 1,4 bilhão para US$ 1,3 bilhão no período analisado. O índice combinado no trimestre apresentou melhora de cinco pontos percentuais, para 87%.
A Paris Re, que durante o ano de 2008 inteiro movimentou prêmios de US$ 1,4 bilhão e acumulou patrimônio de US$ 2,1 bilhões, é uma companhia mais jovem. Nasceu no auge da melhor épopa em termos de rentabilidasde e vendas do setor, em 2006, com a criação de um consórcio de investidores liderados pelo fundo Trident III, gerenciado pela Stone Point Capital, um fundo de priivate equity da corretora de seguros Marsh & McLennan.
No final da negociação, os ativos totais deverão superar US$ 23 bilhões, o número de funcionários passará a 1,4 mil, sendo 1 mil da Partner Re e 400 da Paris Re. Ambas tem autorização da Susep para operar no Brasil.
Segundo nota divulgada pela Partner Re, o CEO Patrick Thiele disse que esta é uma importante aquisição para o grupo e que vai trazer oportunidades aos clientes tanto em diversificação de produtos como ampliação da capacidade de resseguro. “Nossa forte presença no mercado, diversificação de risco, solidez de capital e escala proporcionara um balanço mais estável diante da volatilidade financeira dos mercados”.
Mais detalhes podem ser acessados no site www.partnerre.com
Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia | Compartilhar:
Yasuda capitalizará Marítima em R$ 200 milhões
Por Denise Bueno em 20/05/2009

A Marítima Seguros divulgou hoje comunicado sobre o acordo de compartilhamento de seu controle acionário com a Yasuda Seguros. Segundo a nota, a associação, que depende da aprovação da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Agência Nacional de Saúde (ANS), mantém a independência operacional das empresas.
A Marítima será capitalizada em R$ 200 milhões pelo grupo japonês e fará oferta privada para aquisição das ações dos minoritários pelo mesmo valor por ação da capitalização, o que fará com que a operação atinja até R$ 336 milhões.
Várias foram as tentativas de estrangeiros e grupos locais para a compra da Marítima, uma seguradora independente, considerada uma das mais atualizadas em tecnologia e com um relacionamento sólido com os corretores de seguros. Foi por cinco anos sócia da americana Nationwide, parceria rompida em 2005. Depois disso, o grupo passou a analisar algumas parcerias propostas por grupos locais e estrangeiros. No entanto, a exigência da família Vidigal em manter o controle e o preço esfriavam as conversas com os vários candidatos.
Em 2007, no entanto, com a divulgação de novas regras de capital mínimo que começariam a valer em 2008, a capitalização da Marítima se tornou uma necessidade. Em março do ano passado, a Marítima fez um aporte de R$ 76 milhões para adequar a companhia as normas de exigências de capital mínimo da indústria de seguros. O grupo vinha tentando fazer IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) desde 2007. Com a piora do cenário externo para captações, optou pela emissão de bonds, estratégia abortada com o endurecimento da crise financeira.
A presidência da diretoria e do Conselho de Administração da Marítima Seguros continuarão a ser exercidas por Francisco Caiuby Vidigal e a Vice-presidência, por Francisco Caiuby Vidigal Filho. A nota diz que a companhia manterá os diretores estatutários e agregará dois novos diretores, também estatutários, indicados pela Yasuda. O Conselho de Administração será compartilhado entre a Família Caiuby Vidigal e a Yasuda, com três conselheiros cada uma.
A Marítima, que por cinco anos teve uma parceria com a americana Nationwide na área de vida, contará agora com o know-how internacional em seguros do Grupo Sompo Japan, através da Yasuda Seguros.
O J.P. Morgan atuou como assessor financeiro da Marítima Seguros S.A. e Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados atuou como assessor jurídico.
Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia | Compartilhar:




