Colemont conclui fusão com AmWINS

Por Denise Bueno em 13/04/2010

colemontA Colemont Global Group anunciou a conclusão do processo de fusão com a AmWINS Group Inc, criando uma corretora responsável por movimentar mais de US$ 4,8 bilhões em prêmios anuais de seus clientes, contando com um time de 1.800 funcionários e atuando em 16 países. “Acreditamos que a combinação dessas duas operações desenvolverá ainda a capacidade técnica de nossa empresa, sendo mantido o foco em desenvolver soluções para nossos clientes”, diz o vice presidente executivo da Colemont Brasil Insurance & Reinsurance Brokers , Felipe Leão de Moura, em carta enviada aos clientes brasileiros.

Segundo ele, o braço internacional da nova empresa não será alterado e continuará a operar com a bandeira Colemont. Nos Estados Unidos, a nova empresa passará a operar sob a estrutura organizacional AmWINS Group, Inc, comandada por M. Steven DeCarlo, como CEO nos EUA. A Colemont Global Group permanecerá sendo gerida por Surinder Beerh, a partir de Londres. O Brasil, como toda a operação mundial, manterá seus sócios locais e a estrutura atual.

 

Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia

 

Allianz está capitalizada para ir às compras

Por Denise Bueno em 29/01/2010

allianzA Allianz, maior seguradora da Europa e com forte presença no Brasil, está sólida e capitalizada para ir às compras. Este foi o recado dos executivos do grupo durante entrevistas concedidas em Davos, Suíça, onde acontece o Fórum Econômico Mundial.

Segundo as agências de notícias internacionais, os executivos despitaram sobre os boatos de que o grupo estaria negociando com a Swiss Life. De acordo com as agências, Joachim Faber, que comanda a divisão Global Investors da Allianz, “nós estamos olhando grandes aquisições”.

Outro executivo do grupo, membro do Conselho, Paul Achleitner, disse que o grupo está em uma posição sólida para comprar assim como os bancos estão para vender. “Estamos olhando com muito cuidado antes de tomar qualquer decisão”. Segundo ele, é preciso esperar para ver como ficará a nova regulamentação do sistema financeiro mundial, em debate nos principais países do mundo. Ele ressaltou que os órgãos reguladores precisam ficar atentos que bancos e seguradoras atuam de forma diferente e que por isso precisam ter regras próprias.

Paul Achleitner, no entanto, não descartou aquisições de pequeno porte. No Brasil, há boatos de que a Allianz estaria negociando com o Bradesco. Segundo informou o jornal Brasil Econômico há uma semana, a negociação chegaria a um valor de R$ 5 bilhões. Ou seja, um negócio de grande porte.

 

Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia

 

Especulações sobre as negociações no setor

Por Denise Bueno em 20/01/2010

1231420097rpgf5g1As diversas opiniões sobre as notícias de fusões e aquisições na indústria de seguros recebidas por este blog dizem a mesma coisa: “Faz sentido. O amor entre as duas é antigo.” Mas uma merece destaque.

O entrevistado, que pede anonimato, diz:

Pensando cá com os meus botões……

É de se supor que a Sul América, quando da parceria Itaú Porto, viu que seu preço poderia aumentar, sabendo que o Bradesco não deixaria de se mexer. Já deveria ter alguma conversa com o Bradesco e, a partir do negócio do Itaú com a Porto, deu uma “endurecida” na negociação para se valorizar.

Por sua vez, o Bradesco deve ter buscado alguma atitude para baixar a bola da SulAmérica. E aí a negociação com a Allianz pode ser bem isso, ou seja, a Bradesco pode estar dizendo para a SulAmérica que ela pode “micar”. Pode acontecer do Bradesco levar primeiro a Allianz, intimidando a SulAmérica, e depois comprar a SulAmérica também. Isto seria um troco com juros para o Itaú Unibanco, que conseguiu levar a melhor na negociação com a Porto Seguro.

Também pode ser que a negociação com a Allianz seja apenas “encenação” para ajudar na negociação com a SulAmérica. Isso até pode ser, mas acho que se puder, o Bradesco compra as duas, pois dinheiro (e vontade também) para isso não falta.

Bem, vamos ver no que dá…

 

Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia

 

Mapfre compra 50% da portuguesa Finibanco

Por Denise Bueno em 06/01/2010

11400468097ae9501O grupo espanhol Mapfre anunciou a compra de 50% do capital da Finibanco Vida, seguradora de vida do grupo financeiro Finibanco, 16° maior banco português, com ativos de 3 bilhões de euros e uma fatia de mercado de 1,6%. Pelo acordo, a Mapfre terá acesso a 172 novos canais de vendas e a exclusividade na venda de seguro de vida e de bens patrimoniais.

Segundo nota divulgada, a expectativa é de que a negociação irá incrementar em 26 milhões de euros o volume de prêmios da Mapfre em Portugal. Os investimentos iniciais previstos na operação chegam a 15 milhões de euros. A Mapfre detém 2,5% de market share do mercado português de ramos elementares, com prêmios de 144 milhões de euros em 2008.

A transação reflete a estratégia global da Mapfre, que vem dando passos importantes neste sentido. O maior deles foi a parceria com o Banco do Brasil, anunciado no ano passado e que ainda aguarda aprovação dos órgãos reguladores. A parceria com o maior banco do Brasil, que envolve os seguros de vida, carro, empresas e rural, visa a internacionalização do banco e o fortalecimento da seguradora espanhola no Brasil.

 

Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia

 

Itaú divulga fato relevante sobre compra da XL

Por Denise Bueno em 13/11/2009

O Itaú Unibanco divulgou fato relevante hoje informando que sua controlada Itaú Seguros e a XL Swiss Holdings Ltd, sociedade controlada pela XL Capital Ltd celebraram em 12 de novembro um contrato regulando a aquisição da participação da XL na Itaú XL Seguros Corporativos. Nesse contexto, a Itaú XL Seguros Corporativos será 100% detida pelo Itaú Unibanco.

Segundo o fato relevante, em linha com os interesses da XL em continuar atuando no Brasil e com o relacionamento existente entre ambas, um acordo separado foi firmado por meio do qual a Itaú irá fornecer cobertura de seguros aos clientes da XL no Brasil e também aos clientes dos programas globais da XL com operações no Brasil. Essas apólices de seguros serão resseguradas pela XL Re, constituída no Brasil como uma resseguradora local. O acordo terá efeito após a aprovação dos órgãos reguladores.

 

Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia

 

Principal fica no BB com exclusividade por 23 anos

Por Denise Bueno em 28/10/2009

Dando continuidade ao processo de reorganização societária da área de seguros, a BB Seguros Participações (“BB Seguros”), subsidiária integral do Banco do Brasil, e a Principal Financial Group (“Principal”) divulgaram a linha mestra da negociação da parceria de dez anos, renovadas agora por mais 23 anos, com direito a exclusividade de oferta de produtos na rede do banco.

Segundo o comunicado, o BB Seguros elevará sua participação no capital total da empresa de 49,99% para 74,99%. O aumento se dará por ações preferenciais da BB Seguros. Como condição à implementação da revisão da atual estrutura societária, a Principal, que possui 46,01% do capital social total da BrasilPrev, pretende adquirir a participação de 4% detida pelo Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na companhia.

No Fato Relevante encaminhado à Bolsa de Valores de São Paulo, o BB e a Principal informam, ainda, que é de interesse comum o início de negociações visando a compra das carteiras de previdência privada comercializadas pela Mapfre Nossa Caixa.

Estarão sujeitos à prévia análise e aprovação dos respectivos órgãos reguladores, supervisores e fiscalizadores os atos que sejam necessários. Hoje, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, e o presidente do Principal Financial Group, Larry Donald Zimpleman, concedem coletiva de imprensa em Brasília sobre a nova configuração da parceria para a comercialização de produtos de previdência privada aberta no Brasil.

Se avançar o ocordo, será a seguinte a composição societária dos grupos na BrasilPrev:
Atual Futura
Acoes ON Acoes ON Acoes PN Capital Total
BB Seguros 49,99% 49,99% 100,00% 74,995%
Principal 46,01% 50,01% - 25,005%
Sebrae 4,00% - - -

 

Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia

 

Aquisição da Bradesco na Odontoprev traz ganhos

Por Denise Bueno em 19/10/2009

1233596984a458d61O aumento da participação da Bradesco Dental no mercado de seguro odontológico será benéfico para o grupo, avalia a corretora Link Investimentos em relatório divulgado hoje. Segundo fato relevante divulgado nesta segunda-feira, feriado no mercado securitário, o Bradesco fechou acordo para assumir 43,5% da OdontoPrev. A Bradesco Dental será incorporada pela OdontoPrev e em troca o banco receberá ações da companhia.

Caso se concretize, o Bradesco passará a ser acionista da maior empresa de planos de saúde odontológico da América Latina. A Odontoprev é responsável por cerca de 25% do mercado, com uma carteira de 2,6 milhões de clientes no final de junho deste ano.
o grupo poderá se beneficiar da venda cruzada de planos médicos e odontológicos, analisa a corretora. Nos últimos cinco anos, este nicho evoluiu a uma taxa média de quase 20%.

A surpresa, segundo a corretora, ficou na aquisição de uma participação minoritária por parte do Bradesco, que até agora vem demonstrando interesse em compras onde pode deter o controle acionário. Apesar de gostar de ter o controle, o grupo investe em segmentos prioritários quando é possível fazer um bom negócio, como no início deste ano, quando comprou uma fatia minoritária na rede de laboratórios Fleury.

Após os órgãos reguladores aprovarem a negociação, a nova empresa surge com 3,9 milhões de clientes, sendo 2,6 milhões da OdontoPrev e 1,3 milhão da Bradesco Dental, com receita líquida anualizada de R$ 533 milhões.

Segundo informou o Bradesco em fato relevante, “a associação das duas companhias deve proporcionar ganhos de escala e de sinergia com combinação das melhores práticas de gestão de sinistros e, principalmente, pela combinação das plataformas comerciais e do acesso aos canais de distribuição do Banco Bradesco”.

Pelo novo acordo de acionistas firmado entre Bradesco e o fundador da OdontoPrev, o banco indicará três de oito membros do Conselho de Administração, incluindo seu presidente. Zanetti permanecerá na presidência-executiva da companhia.

O segmento dental, assim como o de seguro, necessita de escala para ser lucrativo. Em razão disso, a consolidação da Odontoprev se deu por uma série de fusões ao longo dos últimos anos, como da DentalCorp e da Careplus, informa o relatório. “Acreditamos que o potencial de crescimento do setor é elevado para os próximos anos, com aumento da penetração dos planos odontológicos”.

 

Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia

 

ING vende carteira de resseguro para RGA

Por Denise Bueno em 19/10/2009

O grupo holandês ING, que no Brasil é sócio da SulAmérica, anunciou na última sexta-feira a segunda venda de ativos neste mês. Depois de vender no início de outubro a divisão de investimentos do banco em Genebra, por US$ 506 milhões, à vista para o banco suíço Julius Baer, anunciou a venda da carteira de resseguros de vida e acidentes pessoais nos Estados Unidos para a Reinsurance Group of America Inc (RGA), resseguradora especializada no segmento vida. Detalhes do acordo não foram revelados.

Acredita-se que a venda dará ao ING ganhos de 100 milhões de euros dentro da estratégia apelidada de “back to basics“, que prevê levantar recursos entre 6 bilhões e 8 bilhões de euros e assim devolver ao governo holandês parte do empréstimo de 10 bilhões de euros feito em 2008, no ápice da crise financeira, com a venda de negócios que estão fora do core business de um dos maiores grupo de bancassurance do mundo.

Segundo nota divulgada pelo ING, “a transação se encaixa na estratégia do ING de simplificar sua estrutura e manter o foco em operações de seguros voltadas para pessoas, como vida e previdência”, afirmou Tom McInerney, CEO do ING Insurance Americas na nota.

Segundo informou a RGA às agencias internacionais, a aquisição da ReliaStar dará ao grupo maior presença no mercado da América do Norte.

 

Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia

 

BB Mapfre passa a ser a segunda maior em auto

Por Denise Bueno em 06/10/2009

1173996187i0343l1A nova empresa que será formada pelo Banco do Brasil (BB) e pela Mapfre assumirá a liderança no ranking de faturamento nos segmentos de ramos elementares e vida caso a parceria anunciada seja aprovada pelos órgãos reguladores. Sem nome ainda definido – BB Mapfre é bom para o Brasil, mas na parceria internacional o nome Mapfre é mais conhecido –, o grupo BB Mapfre totaliza prêmios de R$ 4,9 bilhões entre janeiro e agosto deste ano sem considerar previdência e saúde, de acordo com dados apresentados durante a coletiva de imprensa em São Paulo.

Em segundo lugar neste mesmo ranking vem a Porto Seguro Itaú Unibanco Participações (Psiupar), cuja operação está prevista para ser aprovada somente em 2010, com prêmios de R$ 4,1 bilhões. O Bradesco vem em terceiro, com R$ 3,7 bilhões.

No ramo de automóvel, a Psiupar, controlada pela Porto Seguro, mantém a liderança absoluta, com prêmios de R$ 3,6 bilhões no acumulado do ano até agosto. BB Mapfre vem em seguida com R$ 1,8 bilhão. Bradesco passa a ser a terceira, com R$ 1,75 bilhão e SulAmérica a quarta, com R$ 1 bilhão.

Em seguro de vida, a BB Mapfre também mantém a liderança, com R$ 1,8 bilhão, seguida pela Itaú Unibanco com R$ 1,4 bilhão, e Bradesco, com R$ 1,4 bilhão. Em seguro rural a nova empresa detém a liderança disparada, com R$ 369 milhões dos R$ 526 milhões em prêmios gerados no setor até agosto.

 

Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia

 

Mapfre, a cartada certeira

Por Denise Bueno em 06/10/2009

images12O Brasil se tornou um porto seguro para os investidores estrangeiros neste período que já é chamado de pós-crise. Principalmente para os espanhóis, que enfrentam desemprego na casa dos 20% e retração do PIB estimada em 3,2% para este ano. Um cenário devastador para a indústria de seguros local. Tanto que as operações internacionais puxaram a rentabilidade do grupo. Enquanto no primeiro semestre do ano o lucro proveniente da Espanha caiu 10%, para US$ 530 milhões, as operações internacionais cresceram 32%, para US$ 273 milhões.

Ciente disto, o grupo Mapfre, o maior grupo de seguros da Espanha, com US$ 26 bilhões em faturamento nos 45 países onde atua, corre para aumentar suas fichas na América Latina e outros países emergentes. Se a negociação com o Banco do Brasil anunciada hoje for aprovada pelos órgãos reguladores, alterará de forma significativamente a indútria brasileira.

Segundo dados apresentados pelas empresas em coletiva de imprensa, com a aliança estratégica será criada a seguradora líder no segmento vida, com R$ 1,806 bilhão em prêmios, e a segunda maior seguradora de risco do país, com 16% de participação do mercado, envolvendo R$ 4 bilhões de prêmios ganhos nos sete primeiros meses de 2009.

Em automóvel, a nova empresa é superada agora apenas pela Porto, considerando a associação com o Itaú Unibanco. Porto fica com R$ 3,6 bilhões em prêmios e Mapfre BB com R$ 1,8 bilhão em prêmios no acumulado do ano até agosto.

A grande cartada foi em 2005, quando associou-se à Nossa Caixa. Um contrato de 20 anos. Na época, seus concorrentes acreditavam ser loucura pagar ágio de 46,6% no leilão, desembolsando R$ 225 milhões ao banco paulista, uma vez que era certa a consolidação do mercado bancário brasileiro. A maioria acreditava que a parceria seria rompida quando alguém engolisse o banco oficial paulista. Assim como aconteceu com a Tokio, quando a Real foi comprada pelo Santander ou outros tantas negociações com este mesmo fim.

Mas esta compra foi um dos mais certeiros de Antonio Cássio dos Santos (foto), presidente da Mapfre. Por fazer um contrato bem estruturado, amarrou a Mapfre a Nossa Caixa ou a um eventual comprador. A senha de saída é uma mala com milhões de dólares – algo estimado em R$ 5 bilhões para ficar com 51% da Mapfre Nossa Caixa, acertados com o governo paulista. Um valor difícil para um banco oficial conseguir levantar com rapidez. Para sua sorte, a Nossa Caixa foi parar nas mãos do maior banco do País, o Banco do Brasil, com um canal de distribuição com 12,5 mil pontos de atendimento, sendo 3.155 agências.

Não bastasse a força de vendas, a Mapfre tem ainda o apetite do banco oficial para ser o maior do segmento de seguros. A Itaú, por exemplo, por anos teve uma participação mediocre no mercado de seguros porque os controladores do banco não deixavam a seguradora explorar com eficiência a base de clientes. Ou seja, de nada adianta ter o canal e não poder usá-lo.

O que no caso BB e Mapfre está descartado. Pelo contrário. A parceria visa até mesmo romper as fronteiras, segundo disse o presidente do Banco do Brasil na coletiva. “A parceria com a Mapfre acompanhará o processo de internacionalização do Banco na África, Estados Unidos e também Europa”.

Eis a parceria perfeita. O que todos querem ver é a operacionalização. A Mapfre ainda concilia seus programas operacionais, dizem os concorrentes. O que eles desconhecem é que mundialmente o grupo investiu pesado em tecnologia e já é dono de um know how de primeira linha em venda cruzada.

O Banco do Brasil, como todo banco estatal, tem suas deficiências no que se refere a agilidade de tomar uma atitude como investimento e compras de equipamentos. Ainda mais agora, com o processo de consolidação da Nossa Caixa. No entanto, foi bem assessorado e aconselhado a manter o controle da nova empresa de forma privada e assim garantir agilidade em processos decisivos, sem precisar de licitações ou outras pesadas burocracias.

Podemos enfrentar um período de turbulência inicial, típico de uma negociação de tamanho porte. Ainda mais tendo o Banco do Brasil a antipatia dos corretores de seguros. Mas isto trará uma mudança enorme para o mercado de seguros, não só no Brasil como na América Latina, onde a Mapfre está presente há 25 anos.

 

Envie esse post por e-mail | Comente esta notícia

 

« Textos anteriores |