Previdencia aberta nao sente efeitos da crise e da inadimplencia

Por Denise Bueno em 18/10/2011

Efeitos da crise ainda nao chegaram aos planos de previdencia aberta, que mantiveram o ritmo de crescimento acelerado nos oito primeiros meses do ano. A carteira de investimento do sistema (total de recursos das diversas modalidades de ativos) chegou a R$ 251,4 bilhões de janeiro a agosto deste ano, avanco de 22,41% comparado aos R$ 205,4 bilhões obtidos em igual período do ano passado. As contribuicoes registraram alta de 21,9%, para R$ 33 bilhões no período, na comparação com o mesmo período do ano passado. “A arrecadação é a maior dos últimos três anos”, informa a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), em nota divulgada.

Os planos individuais acumulam neste ano arrecadação de R$ 27,7 bilhões, uma expansão de 22,17%. Planos empresariais e para menores também merecem atenção. As carteiras alcançaram cifra de R$ 4,2 bilhões (elevação de 20,52%) e R$ 1 bilhão (incremento de 20,43%), na mesma ordem e período de referência.

Na análise mensal, o segmento de previdência complementar também apresentou resultado positivo, com arrecadação de R$ 4,2 bilhões em agosto último, aumento de 9,12% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. No mês, quem se destacou foram os planos para menores, cujo volume em aportes totalizou R$ 146,8 milhões, alta de 20,73%, na mesma base de comparação. Os planos individuais somaram R$ 3,5 bilhões, expansão de 8,90%, e planos empresariais totalizaram R$ 542,5 milhões, alta de 7,76%.

Neste período, o volume acumulado na carteira de VGBL, indicado para quem faz a declaração simplificada do Imposto de Renda, passou de R$ 110,9 bilhões para R$ 144,5 bilhões, expansão de 30,26%. Enquanto isso, o de PGBL, voltado para poupadores que fazem a declaração completa do IR, teve alta de 15,79%, passando de R$ 53 bilhões para R$ 61,4 bilhões.

Ranking A Bradesco Vida e Previdência manteve no topo do ranking de arrecadação da indústria no acumulado de janeiro a agosto de 2011, com 31,80% do total arrecadado; BrasilPrev (23,16%); Itaú Vida e Previdência (22,35%); Caixa Vida & Previdência (7,61%); Santander Seguros (5,20%); HSBC Vida e Previdência (4,02%); Icatu Seguros (0,90%), Sul América Seguros e Previdência (0,85%); Safra Vida e Previdência (0,83%); Porto Seguro Vida e Previdência S.A. (0,56%). As demais entidades somam, no total, 2,72% da arrecadação. A Fenaprevi reúne 64 seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar no Brasil.

 

 

Bradesco cria prêmio “Longevidade”

Por Denise Bueno em 19/07/2011

Em uma iniciativa inédita no Brasil, a Bradesco Seguros premiará, a partir deste ano, trabalhos voltados para o tema Longevidade. Tratam-se dos Prêmios Longevidade Bradesco Seguros, que estão sendo lançados em âmbito nacional, com o apoio da Bradesco Vida e Previdência. A iniciativa está dividida em três Prêmios: Jornalismo, Meio Acadêmico e Histórias de Vida, informa o release divulgado hoje.

Eu e Gigi vamos fazer uma reportagem em video com o longevo mais fofo que conhecemos para participar deste concurso e se ganharmos o levaremos para pescar na Patagônia em fevereiro de 2012. Esse ai da foto é o Mario Bueno, que fará 81 anos em novembro. Ele tem muiiiiiitaaassss dicas sobre como ter qualidade de vida. A principal, já vou avisando, é não se meter na vida do outro.

Os primeiros colocados de cada categoria receberão premiação em dinheiro, de até R$ 10 mil, e Troféu desenvolvido por um artista plástico brasileiro. A cerimônia de entrega será durante a realização do VI Fórum da Longevidade, que reunirá especialistas internacionais em outubro, na cidade de São Paulo.

“Os Prêmios Longevidade Bradesco Seguros têm por objetivo estimular o estudo mais aprofundado, a disseminação das informações e a contextualização da longevidade no dia-a-dia do indivíduo, promovendo o diálogo e a troca de experiência entre gerações”, comenta Lúcio Flávio de Oliveira, Diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência na nota distribuída. “Os Prêmios reforçam outras ações que já desenvolvemos, no intuito de conscientizar e despertar a sociedade para esta nova realidade, de maior concentração de pessoas longevas em nossa população”.

Desde 2006 a seguradora tem direcionado parte de sua estratégia à realização de ações voltadas à divulgação e conscientização da sociedade com relação à longevidade e o envelhecimento do Brasil – seus desdobramentos, impactos e a importância de preparar-se para o futuro. Nesses cinco anos, o Grupo, apoiado pela Bradesco Vida e Previdência, criou o Fórum da Longevidade, que em 2011 terá a sua sexta edição; o Circuito de Corrida e Caminhada da Longevidade, que já realizou 46 edições, com mais de 132 mil participantes; e o Programa Porteiro Amigo do Idoso, lançado em 2010, no bairro de Copacabana (RJ), com o objetivo de capacitar os porteiros a oferecerem melhores serviços aos idosos.

 

 

Uns poupam, outros gastam e muitos se endividam

Por Denise Bueno em 07/07/2011

Interessante as notícias da semana. A caderneta de poupança teve retirada líquida de R$ 3,007 bilhões no primeiro semestre, o pior resultado desde o primeiro semestre de 2006, quando as retiradas superaram os depósitos em R$ 8,169 bilhões. Dados divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mostra que a inadimplência subiu 4,25% e as vendas avançaram 5,05% em relação ao primeiro semestre de 2010.

Apesar dos dados acima sinalizarem que um cenário de maior endividamento dos consumidores em 2011 tem reduzido a capacidade de poupança do investidor, a previdência privada aberta continua numa boa. Segundo dados da Fenaprevi, a captação de planos VGBL e PGBL registrou seu melhor maio desde 2004 e bateu a marca de R$ 4,7 bilhões em arrecadação. Os novos depósitos no período são 47,34% superiores aos verificados em maio do ano anterior, quando R$ 3,1 bilhões ingressaram no sistema. No resultado acumulado (jan/mai) de 2011, o mercado de previdência privada aberta arrecadou R$ 20,3 bilhões, alta de 20,32% na comparação aos R$ 16,9 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

Segundo o presidente da Fenaprevi, Marco Antonio Rossi, a ascensão de uma parcela de consumidores para a classe média e o aumento da expectativa de vida estimulam o crescimento do mercado de previdência complementar. No mês de maio, por exemplo, o número de contratos de planos ampliou para 10,7 milhões (alta de 4,93%) e um total de 100,9 mil pessoas já usufrui de benefícios. “A estabilidade econômica e o aumento da renda propicia disponibilidade de dinheiro para a economia e investimento de longo prazo”, afirma o executivo em nota distribuída à imprensa.

Ou seja, uns poupam, outros gastam, poucos investem e muitos se endividam.

 

 

Educação: prioridade que levará à liderança

Por Denise Bueno em 22/06/2011

Não foi só o mundo que mudou. A indústria de seguros também. Quem poderia imaginar que algum concorrente teria a ousadia de chegar perto da Bradesco Vida e Previdência, que por anos precisava de um telescópio para enxergar seus concorrentes. Em março deste ano, um susto: BrasilPrev despontou como líder do ranking de captação de VGBL.

“A Brasilprev obteve crescimento de 65% no primeiro trimestre em arrecadação de PGBL e VGBL”, orgulha-se Sérgio Rosa, presidente da empresa de previdência privada aberta do Banco do Brasil em parceria com a americana Principal. No mesmo período, a média do setor foi de 19%. Ou seja, um crescimento e tanto. Fruto de uma reestruturação geral no braço de seguridade do banco, que começa a render resultados. Até então ela estava atrás do Itaú. Bem atrás, aliás. Mas agora vem com força total, como mostram os números registrados em 2010 e primeiros meses deste ano.

No VGBL, BrasilPrev encerrou o primeiro trimestre com R$ 2,75 bilhões e Bradesco com R$ 2,676 bilhões. Itaú vem em terceiro lugar, com R$ 2,14 bilhões e a Caixa com R$ 1 bilhão em captaão de VGBL até abril. Somente os três maiores detém 70% das vendas de VGBL. No entanto, no dia da divulgação do resultado da liderança em março, os números de abril foram publicados e nova surpresa. O Bradesco encerrou o quadrimestre com R$ 3,66 bilhões em captações de VGBL e a BrasilPrev com R$ 3,56 bilhões, segundo a resenha mensal elaborada pela consultoria Siscorp, com dados da Susep.

“Somos os líderes em abril e tivemos um crescimento significativo em maio”, informa Lúcio Flávio Conduru de Oliveira (foto), presidente da Bradesco Vida e Previdência. No semestre, promete, o grupo atingirá a meta estabelecida no orçamento anual, de crescimento de 25% na captação de PGBL e 30% na de VGBL. Segundo ele, a meta está próxima de ser atingida, principalmente porque desde o início da venda desses produtos, há quase dez anos, o Bradesco prioriza o conceito de previdência. “Fazemos campanhas de vendas em todas as épocas do ano e não só quando há alguma data, como fim de ano ou dia das crianças, pois poupar é hábito”.

O ranking do VGBL é importante porque o produto representa a maior fatia das vendas de previdência aberta no Brasil. Segundo a Fenaprevi, a arrecadação da previdência privada aberta total acumulou R$ 15,6 bilhões no primeiro quadrimestre de 2011, com alta de 14%, totalizando 10,6 milhões de contratos. O VGBL representa R$ 12,6 bilhões desse total, o PGBL R$ 1,9 bilhão e os planos tradicionais R$ 1 bilhão das captações acumuladas até abril deste ano.

A Bradesco liderou o ranking geral de arrecadação no primeiro quadrimestre de 2011, com 29,18% do total, seguida pela BrasilPrev (27,10%); Itaú Vida e Previdência (21,78%); Caixa Vida & Previdência (7,32%); Santander Seguros (4,69%); HSBC Vida e Prev. (3,98%); Icatu Seguros (0,89%); Safra Vida e Prev. (0,85%), Sul América (0,85%); Porto Seguro Vida e Previdência (0,57%). As demais entidades somam, no total, 2,80% da arrecadação.

Bradesco aposta nos produtos tradicionais, com aplicações nos ativos com melhor rendimento no momento e de acordo com o perfil do cliente. Atualmente, com taxas de juros elevadas e bolsa em queda, a recomendação é apostar em renda fixa. A Brasilprev tem grande simpatia pelos fundos conhecidos como ciclo de vida, plano onde os investimentos em renda fixa e variável são calibrados de acordo com o período de vida do investidor. Quanto mais jovem, mais ações. Mais próximos da idade de se aposentar, maior a aposta na renda fixa.

Bem, concorrência à parte, a verdade é que vender plano de previdência vai muito além da disputa pela liderança do setor. É uma questão de educar a sociedade sobre a necessidade de ter uma reserva para arcar com as despesas futuras, seja para bancar gastos com saúde, seja para usufruir a longevidade viajando ou abrindo o próprio negócio. Assim pensam os dois executivos que comandam as duas principais empresas de previdência aberta do Brasil. Ainda bem.

Com estratégias diferentes, porém estimulada por um acirrada concorrência tanto em vendas individuais como corporativas, as líderes têm em mãos um grande poder de ajudar a elevar a poupança interna do Brasil, um dos pontos cruciais para que o crescimento siga sustentável. Para ambos, a prioridade não é a liderança do ranking e sim a venda bem feita. “A liderança será uma conseqüência”, diz Conduru.

Para o presidente da Bradesco Vida e Previdência, a aposta está na qualificação dos profissionais que fazem a venda. Além de milhões de reais e de horas em treinamentos, a Bradesco investe no monitoramento do pós venda. “Ligamos para o cliente para saber se ele realmente sabe o que comprou. Se ele pretende usar o dinheiro aplicado em previdência no prazo de um ano, devolvemos os recursos, explicamos que a previdência é um investimento de longo prazo e recomendamos que o corretor que efetuou a venda volte para os cursos de treinamento”, afirma.

Na BrasilPrev, além do treinamento de consultores que atendem clientes e dão apoio aos gerentes, cresce a cada dia o programa de educação financeira para os planos corporativos. Em 2011, foram realizadas em média 30 palestras, com cerca de 50 pessoas em cada evento. São cursos voltados para noções básicas de economia e de orçamento doméstico, idealizados para enriquecer a cultura financeira de funcionários das empresas clientes. Mais de 7 mil pessoas já passaram pelos cursos e a idéia é levar os conhecimentos a um número bem maior de pessoas, conta Sérgio Rosa.

Atualmente, a BrasilPrev monitora o resultado de um curso online de educação financeira. O projeto piloto foi implementado em quatro empresas e após os ajustes necessários será ampliado. “É importante que as pessoas saibam o quanto importante é poupar e os efeitos benéficos da acumulação de recursos no longo prazo”.

O país será o grande vencedor dessa disputa, com mais poupança interna, uma sociedade mais organizada financeiramente e também mais preparada para fazer escolhas consciente diante da diversidade de produtos financeiros que chegam diariamente por todos os lados, seja pelo bom amigo carteiro ou pelo ágil SMS.

 

 

Saldo de previdência privada é penhorável

Por Denise Bueno em 31/03/2011

Uma medida divulgada hoje pode trazer um sério e negativo impacto para as empresas de previdência privada aberta, que se utilizam do argumento de que os planos de previdência são uma boa opção de investimento para quem quer deixar recursos fora do inventário. Veja abaixo a decisão da Quarta Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendendo que os valores depositados em planos de previdência privada não têm natureza alimentar, adquirindo, em vez disso, o caráter de poupança ou investimento – razão pela qual podem ser penhorados. Neste caso, é o PGBL. Falta saber se a mesma decisão pode também ser aplicada ao VGBL, que é caracterizado como um seguro, mas na verdade é uma produto de acumulação de recursos.

DECISÃO

Os valores depositados em planos de previdência privada não têm natureza alimentar, adquirindo, em vez disso, o caráter de poupança ou investimento – razão pela qual podem ser penhorados. Com esse argumento, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou recurso de um ex-presidente do Banco Santos, que pretendia excluir da indisponibilidade de bens o saldo acumulado em fundo de aposentadoria na modalidade PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre).

“O saldo de depósito em PGBL não ostenta nítido caráter alimentar, constituindo aplicação financeira de longo prazo, de relevante natureza de poupança previdenciária, porém suscetível de penhora”, disse o ministro Raul Araújo, relator do recurso. Ele considerou que esses valores não podem ficar de fora da indisponibilidade que, por força de lei, atinge os bens dos administradores de instituições financeiras sob intervenção, liquidação extrajudicial ou falência.

O executivo presidiu o Banco Santos por apenas 52 dias, a partir de 11 de junho de 2004, mas, antes disso, segundo o Ministério Público de São Paulo, atuou como diretor de fato junto a uma holding do Grupo Santos. Com a intervenção decretada pelo Banco Central em novembro de 2004 – sucedida pela liquidação e, depois, pela falência –, ele e os demais ex-administradores tiveram todos os seus bens colocados em indisponibilidade, conforme determina a Lei n. 6.024/1974.

O ex-dirigente do banco requereu à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo que fosse desbloqueado o saldo de seu plano de previdência privada (R$ 1,17 milhão em fevereiro de 2005), alegando a natureza alimentar do bem e o fato de que esse patrimônio foi constituído enquanto trabalhava para outro grupo econômico. Afirmou, ainda, que por ter presidido o Banco Santos por muito pouco tempo, não poderia ser responsabilizado pelos atos que levaram à ruína da instituição.

Segundo o executivo, seu ingresso no plano de previdência ocorreu por força do contrato de trabalho, e todo o valor depositado resultou de descontos no seu salário (um terço) e de contribuições do empregador (dois terços). Estas últimas caracterizariam um salário indireto. Desse modo, acrescentou, o fundo não poderia ser equiparado nem a aplicação financeira nem a qualquer bem adquirido com o produto do trabalho, mas ao próprio salário, cuja penhora é vedada pelo artigo 649 do Código de Processo Civil (CPC).

Lei severa

O juiz de primeira instância e o Tribunal de Justiça de São Paulo negaram o pedido de desbloqueio. No STJ, o recurso especial apresentado pelo ex-presidente do banco foi rejeitado por quatro dos cinco ministros que integram a Quarta Turma. Ao votar, o relator considerou “extremamente severa” a indisponibilidade de todos os bens da pessoa, na forma como prevista pela Lei n. 6.024/74.

“Os processos se arrastam por anos ou até décadas, padecendo os ex-dirigentes (que, em tese, podem não ser culpados) e seus familiares (que normalmente nem estavam envolvidos na administração) de uma situação extremamente aflitiva”, disse o ministro Raul Araújo, ao sugerir uma flexibilização da lei – por exemplo, com limitação temporal da medida ou liberação de um percentual para assegurar a subsistência da família.

No entanto, segundo o ministro, a lei em vigor é clara ao determinar que “a indisponibilidade atinge todos os bens, sejam eles adquiridos antes ou após o ingresso na administração”, tendo por objetivo “a preservação dos interesses das pessoas de boa-fé que mantinham valores depositados junto à instituição financeira falida, sobre a qual pairam suspeitas de gestão temerária ou fraudulenta”.

Sobre a principal questão jurídica do recurso – a alegada impenhorabilidade dos depósitos em plano de previdência –, o relator afirmou que, embora “os valores depositados tenham originalmente natureza alimentar, provindo de remuneração mensal percebida pelo titular, perdem essa característica no decorrer do tempo, justamente porque não foram utilizados para manutenção do empregado e de sua família, passando a se constituir em investimento ou poupança”.

Excedente salarial

O ministro lembrou que as proibições de penhora relacionadas no artigo 649 do CPC – as quais afastam a indisponibilidade da Lei n. 6.024/74 – não alcançam, necessariamente, a totalidade da remuneração recebida pelo trabalhador. “Os salários se repartem, quando possível, em duas partes: aquela essencial, usada para a manutenção das despesas próprias e da família, e aquela que se constitui em sobra, a qual pode ter variadas destinações”, disse.

Quando o excedente é usado na compra de imóveis ou veículos, tais bens podem ser penhorados. Quando colocado em fundos de previdência ou outras aplicações financeiras, segundo o ministro, “essa distinção acerca de sua penhorabilidade perde a nitidez, devendo o intérprete se valer da razoabilidade”.

De acordo com o relator, “o depósito de valores em fundos de previdência complementar, que representa poupança de longo prazo, não se confunde com a aplicação de curto prazo para impedir a desvalorização da moeda”. Por isso, ele concluiu que os valores mantidos pelo ex-dirigente do banco em fundo de previdência “não se traduzem como verba alimentar, embora ostentem relevante caráter de poupança previdenciária”.

Mesmo que o fundo seja constituído por contribuição do empregador e não do empregado, segundo o ministro, isso não altera a situação, porque, independentemente de sua origem, os valores não foram usados para manutenção do trabalhador e de sua família, “direcionando-se para a aplicação financeira”.

 

 

Carteira de investimento de previdência aberta chega a R$ 225 bi em janeiro, informa Fenaprevi

Por Denise Bueno em 23/03/2011

Enquanto muitos estão endividados, outros planejam o futuro. Pelo menos é o que podemos acreditar olhando os dados divulgados hoje pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que reúne 64 sociedades seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar no país. A carteira de investimentos – diversas modalidades de ativos que garantem as obrigações corporificadas nas provisões – cresceu 21,47% em relação ao ano anterior, para R$ 225,2 bilhões, em comparação aos R$ 185,4 bilhões de janeiro de 2010.

Segundo nota divulgada à imprensa, a previdência privada aberta iniciou o ano em expansão, com captação de R$ 4 bilhões no mês de janeiro, consolidando aumento de 21,60%. O destaque ficou com os planos VBGL, com R$ 3,2 bilhões, alta de 22,73%, por ser um produto indicado ao investidor que não declara imposto de renda pessoa ou faz a declaração simplificada.

A arrecadação dos planos PGBL’s, indicado para quem faz a declaração completa de IR, cresceu 22,50% em janeiro e movimentou R$ 506,9 milhões. Os planos tradicionais totalizaram aportes no valor R$ 257,6 milhões no período. Outros produtos de previdência (FAPI, PGRP e VGRP) arrecadaram R$ 1,1 milhão. As seguradoras administram atualmente 11,9 milhões de contratos ativos. Segundo o balanço do setor, o número de titulares de planos que já usufruem de aposentadoria privada chegou a 76,5 mil.

A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de arrecadação em janeiro de 2011 com 29,33% do total dos aportes, seguida pela BrasilPrev (27,70%), Itaú Vida e Previdência (20,29%), Santander Seguros (7,14%), Caixa Vida & Previdência (6,32%), HSBC Vida e Prev. (3,73%), Icatu Seguros (0,93%), Sul America Seg. e Prev. (0,74%), Safra Vida e Prev. (0,71%), Porto Seguro (0,55%). As demais operadoras somam, no total, 2,57% da arrecadação de aportes.

 

 

Seguro de pessoas avança 257% na última década

Por Denise Bueno em 10/03/2011

O volume de prêmios do mercado de seguros de pessoas aumentou 257%, passando de R$ 4,4 bilhões, em 2001, para os R$ 15,7 bilhões, em 2010, com uma taxa média de 15,18% ao ano, refletindo, o acerto das políticas adotadas para o segmento, pelo governo e pelo mercado, informa a Fenaprevi, 79 empresas que comercializam produtos de vida e previdência.

De acordo com estudo da Fenaprevi, atualmente o seguro de vida tem presença maior nas classes A e B da população brasileira, presente em 18% dos lares da classe AB. Na classe C o índice de penetração do produto é de 6% e de 2% nas classes D e E.

“O seguro de vida é produto prioritário para as pessoas que buscam proteção financeira para o futuro e para a sua família. É a garantia de que na ausência ou incapacidade do responsável pela família os indivíduos do lar terão um suporte para reorganizar a vida”, diz Marco Antonio Rossi (foto), presidente da Fenaprevi, acrescentando que o desafio é “impulsionar adequadamente os canais para oferecer o seguro para todas as classes”.

A Bradesco ficou em primeiro lugar no acumulado de janeiro a dezembro, com 17,29% de participação, seguida pela Itaú (15,06%); Aliança do Brasil (10,35%); Santander (8,97%); Mapfre (7,32%); HSBC (4,45%); Metropolitan Life Seguros e Previdência (4,04%); Caixa (3,65%), Tokio Marine (2,90%) e SulAmérica (2,72%). Outras seguradoras representaram 23,25% dos prêmios de seguros.

 

 

MetLife amplia família de fundos de previdência

Por Denise Bueno em 11/08/2010

A MetLife, subsidiária de uma das maiores seguradoras dos Estados Unidos, informou em nota que lança quatro fundos para clientes Citibank e incrementa a grade de previdência para atingir todos os perfis de investidores. Com estes novos produtos, a MetLife passa a oferecer 10 tipos de fundos, sendo dois específicos para clientes de alta renda (MetLife Legacy Balanced e MetLife Legacy Conservative), com aporte a partir de R$ 500 mil.

“Os produtos de previdência complementar aberta da MetLife têm como diferencial a arquitetura aberta dos planos, utilizando sempre os melhores gestores do mercado para cada tipo de fundo”, diz Robert Craddock, diretor do Canal Bancos e Afinidades da MetLife, em nota divulgada à imprensa e ao Blog Sonho Seguro.

Entre os novos fundos, estão o CitiPrevidência RF e o CitiPrevidência Corporate RF, ambos de renda fixa, de perfil conservador e com gestão da BNP Paribas Asset Management. O CitiPrevidência RF tem aporte mínimo de apenas R$ 50 reais. Já o Corporate RF, com taxas diferenciadas em relação ao CitiPrevidência, tem aporte de R$ 150 mil.

Para clientes de aptidão moderada ao risco, a MetLife oferece o CitiPrevidência Corporate C25, com contribuição inicial de R$ 150 mil e gestão do Grupo Legg Mason. Os investidores de perfil agressivo podem optar pelo CitiPrevidência Corporate C45, com aporte de R$ 150 mil e gestão da Schroders. Além dos novos produtos, a MetLife oferece o CitiPrevidência DI e CitiPrevidência Corporate DI, também com gestão do Grupo Legg Mason, ambos fundos referenciados ao CDI.

 

 

União é a chave para alvancar o setor de vida

Por Denise Bueno em 08/07/2010

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*matéria produzida com exclusividade para o site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

Um esforço conjunto a cargo de seguradoras, corretoras de seguros e órgão de supervisão será necessário para um efetivo avanço do mercado de seguro de vida no País, sobretudo a apólice individual. “Os três precisam evoluir para que o seguro de vida tenha uma curva evolutiva parecida com outros produtos”, disse Carlos Alberto Gadia Barreto, diretor da Zurich Brasil Seguros. Hoje, fora o VGBL ou apólices ligadas ao avanço do crédito no País, como o seguro prestamista, a grande maioria apresenta um crescimento abaixo do potencial, algo que tem a ver não só com a falta de cultura do seguro, mas também com uma certa acomodação do mercado, que nas últimas décadas oferece produtos quase padronizados em termos de coberturas e serviços, com o diferencial apenas em preços.

Este quadro faz que haja desinteresse mesmo entre consumidores das classes A e B, que dispõem de renda para a aquisição, mas não são estimulados a comprar produtos. Em síntese, estas foram as principais mensagens do 3º painel ¨Talk show com seguradoras e Sincor/SP”, que integra a programação do “III Seminário Internacional de Marketing & Vendas- Vida e Previdência, promovido pela FenaPrevi, em parceria a Mesa do Milhão de Dólares (MDRT), hoje, em São Paulo. Do painel participaram os executivos Lúcio Flávio Condurú de Oliveira, presidente da Bradesco Vida e Previdência, Fabio Morita, diretor da Porto Seguro, Samy Hazan, superintendente da Marítima Seguros, Carlos Alberto Gadia Barreto, diretor da Zurich Brasil Seguros, e o presidente do Sincor/SP, Mário Sérgio de Almeida Santos.

Os preços caros das apólices individuais e os custos de comercialização elevados são dois outros gargalos na expansão do mercado. Além de ampliar a gama de produtos, como o universal Life, sugere Fabio Morita, e haver necessidade de ações mais proativas das seguradoras, corretores e legislador, acrescenta Carlos Alberto Barreto, também os corretores precisam ser melhor capacitados para operar os produtos, destaca Samy Hazan. Em contrapartida, as seguradoras que operam o ramo não podem mudar as regras do jogo, após a contratação dos produtos de vida, sob o risco de arranhar a credibilidade, afirma o presidente do Sincor/SP.

O consenso é de que, com o ajuste na sintonia fina do mercado, ou seja, com todos os deveres de casa feitos pelos seus pares, as perspectivas de potencial crescimento do seguro de vida devem se confirmar aos poucos, levando o setor nacional a se assemelhar mais com os principais mercados mundiais, em que há predomínio das apólices pessoais sobre as coberturas de patrimônio.

A carteira de seguro de vida é o carro chefe das vendas nas economias mais maduras. No Brasil, o segmento perde para o seguro de bens patrimoniais. Dos US$ 4 trilhões vendidos em seguros no mundo, mais de US$ 2,1 trilhões se referem a vida. Enquanto a média mundial de participação no PIB do seguro de vida é de 4%, no Brasil é de 1,6%, considerando-se o VGBL, um produto de acumulação de renda. Sem o VGBL, o percentual de seguro de vida no Brasil é desprezível segundo as estatísticas mundiais da Swiss Re.

“Hoje, se tirarmos o VGBL, praticamente não temos crescimento real do volume de prêmios da carteira de vida. Há um grande universo, que precisamos aproveitar”, disse Gadia Barreto, da Zurich Seguros. Segundo dados da Fenaprevi, as vendas de seguro de vida no Brasil até maio totalizaram R$ 13,3 bilhões. Se o VGBL, considerando apenas o seguro de vida individual e coletivo, os prêmios totalizam R$ 6,2 bilhões.

“Tenho a crença de que muito mais do que aproveitar as oportunidades de aumentar share, temos uma oportunidade de gerar a cultura de seguros no Brasil”, diz Lucio Flavio Condurú, presidente da Bradesco Vida e Previdência e mediador do painel. Para Gadia, é preciso criar produtos mais adequados aos consumidores. Para isso acontecer, o órgão regulador tem de flexibilizar a legislação, as seguradoras têm de investir em tecnologia e assim ter produtos inovadores para facilitar que os corretores possam difundir a cultura de seguro de vida no Brasil.

O principal desafio, segundo Morita, da Porto Seguro, é a educação financeira. “Temos uma nova classe social emergindo que precisa ter cultura financeira para adquirir produtos de seguro”, diz. Ele relembrou que a venda de seguro de vida no Brasil é ínfima. O que temos é seguro coletivo. Ou seja, as pessoas têm seguro por meio das empresas e não por uma demanda individual”, ressaltou. Isso mostra que o mercado precisa levar o discurso da cultura do seguro para a população. “E neste ponto os corretores são um peça fundamental para o desenvolvimento da indústria”, acrescenta Morita.

O americano não tem predisposição para comprar seguro de vida e previdência. Tem de ser estimulado. Esta afirmação em um recente evento deixou Mario Sérgio, presidente do SIncor-SP, surpreso. Pensar que o cenário nos Estados Unidos, maior indústria de seguros do mundo, é igual ao brasileiro realmente surpreende. “A venda é estimulada pelos corretores. Então teremos nós de fazer o nosso papel”, diz o presidente do Sincor. “Precisamos de um corretor que estimule a compra.”

Um detalhe, dito por ele, é que os corretores americanos contam com o apoio da Life Fundation, custeada por mais de 100 seguradoras. A fundação está focada apenas na divulgação institucional de seguros, estimulando os corretores na venda de vida. Segundo Samy Hazan, coordenador do evento, este modelo foi levado para ser debatido na esfera institucional do mercado, como Fenaprevi e CNSeg. “Estamos estudando um apoio maior na difusão da cultura do seguro de vida”.

 

 

Setor cresce de forma acelerada, diz Fenaprevi

Por Denise Bueno em 08/07/2010

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*matéria produzida para o site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

A indústria de seguros de vida e previdência cresce a taxas robustas. Até maio, as contribuições para planos de previdência aberta aumentaram 24,7%, elevando a carteira de investimentos do setor para R$ 195 bilhões. Em vida, as vendas evoluíram 14,9% até maio, elevando a projeção do setor para prêmios de R$ 15 bilhões para o ano 2010.

Tal projeção pode ser revisada, à medida que todos revisam o crescimento da economia brasileira. Hoje, por exemplo, o FMI divulgou um novo estudo, onde revisa para 7,1% a projeção de evolução do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. “Este cenário sugere crescimento acelerado no nosso setor e nos deixa muito otimista. Mas também exige responsabilidade na criação de produtos e no desenvolvimento de um canal de distribuição eficiente para atender a uma nova classe de consumidores que chega ao mercado e também à sofisticação de clientes que se mostram cada dia mais exigentes”, disse Renato Russo, vice-presidente da Federação Nacional de Vida e Previdência (FenaPrevi) e também da SulAmérica, na abertura do III Seminário Internacional de Marketing & Vendas- Vida e Previdência, promovido pela FenaPrevi em parceria a Mesa do Milhão de Dólares (MDRT).

Entre as prioridades da FenaPrevi para este segundo semestre, Russo destacou o esforço da entidade na aprovação dos planos de previdência voltados para o acúmulo de reservas para saúde e educação, com uma diferenciação no estímulo fiscal que está sendo negociado com o governo. A entidade também concentra esforços no desenvolvimento de produtos de acumulação em seguros de vida, apólice conhecida no exterior como universal life.

Já o diretor executivo da Escola Nacional de Seguros, Renato Campos, mostrou vários instrumentos que estão disponíveis para auxiliar os corretores a aprimorarem seus conhecimentos para atender a este consumidor mais exigente e também ajudar na educação financeira dos novos brasileiros que começam a deixar a linha da pobreza e ingressar no mercado de consumo. Além de todos os cursos, desde o básico para formação de corretores até MBA no exterior, Renato Campos informou aos presentes que em breve será lançado o site “Tudo sobre seguros”, que visa levar ao consumidor final tudo o que ele precisa saber sobre a indústria de seguros, de forma simples e didática.

 

 

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