Claudio Afif volta a atuar em seguro com a Segurar.com
Por Denise Bueno em 18/08/2011
A prova de que a indústria de seguros está cada dia mais moderna é a aposta dos investidores na venda online, que há anos tenta avançar, mas acaba em “pizza” diante do lobby de corretores e seguradores inseguros com a concorrência. Agora ninguém segura mais o avanço do Brasil, que figura entre os principais indicadores de uso de mídias sociais, venda de celulares e acesso a internet, que esse novo canal de vendas.
A novidade do dia vem da segurar. com., a primeira empresa pontocom brasileira do segmento de seguro. A corretora acaba de ganhar um sócio de peso: Claudio Afif Domingos, que conseguiu criar uma das seguradoras mais modernas há mais de dez anos, a Indiana Seguros, quando tecnologia ainda era um assunto longe das prioridades do setor. Em meados de 2000, a avançada base tecnológica de venda e de pagamento de indenização despertou a atenção do Bradesco, que se tornou sócio da família Afif. Em 2008, a modernidade da companhia atraiu a americana Liberty Mutual, que comprou o controle da companhia.
Desde então, o inquieto Afif, um apaixonado pelo mercado de seguros há mais de 40 anos, vem buscando uma forma de investir no setor. E encontrou. Ele assume como Advisory Board da operadora comercial 100% online fundada pelos empreendedores José Augusto Correa, Oswaldo Romano Jr. e Rodrigo Veloso. Também fazem parte do grupo de acionistas investidores com expertise técnica do Vale do Silício e executivos da Catterton Partners, um dos maiores fundos de bens de consumo dos Estados Unidos, também fazem parte do negócio.
Segundo informações da corretora, a chegada de Afif Domingos completa o time da Segurar.com e está diretamente vinculada à estratégia da empresa de aceitar apenas investidores que tragam conhecimentos específicos e complementares ao negócio. Experiência é o que não falta ao novo conselheiro:
Além da vice-presidência da Indiana Seguros e da CNSeg (na época, Fenaseg), Afif presidiu o Sindicato das Empresas de Seguros de São Paulo e da Associação Nacional das Companhias de Seguros. Por 18 anos, Afif foi membro do Conselho Nacional de Seguros.
Frente à atual fase do mercado e ao potencial de vendas online, a entrada da família Claudio Afif Domingos no negócio é considerada estratégica pelos fundadores da empresa. “Além de contribuir com sua experiência de mercado, sua participação é vital na abordagem e diálogo com os principais grupos seguradores”, avalia Oswaldo Romano Jr., CEO da Segurar.com.
“Temos sido muito bem recebidos e estamos fechando bons negócios em praticamente todas as seguradoras para quem apresentamos nosso modelo”, revela. “Avançamos com as negociações da parte comercial e os resultados têm sido excelentes, a entrada de Claudio Afif Domingos era uma peça que nos faltava”, admite José Augusto Correa, Presidente do Conselho.
“O mercado segurador mantém, há muito tempo, uma postura conservadora na distribuição de seus produtos, não tendo como dinamizar suas vendas”, diz. Para ele, “a internet é uma realidade inegável e a Segurar.com pode ser o suporte perfeito para viabilizar esse grande avanço que é a venda online, favorecendo, inclusive, os próprios corretores que estiverem interessados em acompanhar o amadurecimento do setor”.
Por enquanto, a Segurar.com atua apenas no Brasil, mas o objetivo é estender seus serviços para a América Latina. De acordo com Romano, no início de 2012 diversas modalidades de seguros estarão disponíveis para aquisição via Internet. “A composição do time estratégico da Segurar.com é uma fase finalmente concluída, que abre caminho para aprofundar nossas ações de marketing e parcerias”, comenta Romano, em nota divulgada.
O poder das redes sociais para divulgar seguros
Por Denise Bueno em 08/07/2010
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*matéria produzida para o site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
A começar pelo nome do palestrante do segundo painel “Redes Sociais, ferramenta de marketing e vendas para o corretor de seguros”, dá para se ter uma idéia do quanto as mídias sociais são revolucionárias e diferentes. Junior Wm, diretor da A1 Brasil, viu um fórum de debates se transformar em um dos sites mais acessados da internet em pouco tempo. “Não há espaço mais para uma mensagem tipo o meu produto é bom e ponto final. As pessoas hoje vão dizer o que pensam de vocês”.
Prova disso é o que aconteceu com Michael Douglas recentemente. A discussão com a ex-namorada por telefone foi parar na internet. Com frases agressivas, o ator viu sua fama passar de galã para uma pessoa preoconceituosa em minutos e ainda perdeu patrocinadores após o video se tornar um dos mais vistos no Youtube.
O palestrante está do outro lado. O do sucesso com as redes sociais. Junior Wm faz parte de um projeto chamado Papo de Homem. “O fórum virou um blog e este ano ganhou prêmio de melhor revista digital para universo masculino”, contou aos mais de 300 participantes físicos e outros 1,5 mil online do III Seminário Internacional de Marketing e Vendas Vida e Previdência, promovido hoje pela Fenaprevi, em São Paulo.
Em 2000, havia 45 mil blogs, em sua grande maioria de projetos científicos. Dez anos depois, 200 milhões de blogs. Mais do que a população brasileira. O twitter chega a uma taxa de crescimento estável de 450% no Brasil. No ano passado, US$ 14 milhões foi o valor de venda do domínio sex.com. O usuário do Youtube vai precisar de 412 anos para ver todos os vídeos publicados pelo site. 73% dos usuários ativos lêem blogs. 45% dos usuários da internet começaram um blog. 48% dos usuários recebem feeds, ou seja, a atualização das notícias dos blogs por email. 64% dos usuários postam suas opiniões.
São números significativos. Para se ter uma ideia, 91% das pessoas compram por indicação de amigos, o que mostra a força das redes sociais. Isso nos faz perceber que controlar e persuadir pessoas a adquirirem produtos e serviços não funciona mais. Por isso, segundo ele, as empresas precisam dar voz para as pessoas se expressarem dentro da companhia. Faz bem para a marca, e o consumidor se sente mais próximo.
O especialista repete várias vezes a frase: a rede é democrática. “É preciso quebrar o paradigma de que você está no controle. No passado, ter a informação significava ter poder. Hoje, quanto mais você dividir as informações, mais poder terá. O desafio está em fazer esta informação fazer a diferença na vida da pessoa.
O especialista mostrou várias formas de como seguradoras e corretores de seguros podem tirar benefício da comunicação digital. O primeiro passo é ser transparente. Vários exemplos de empresas que editaram ou apagaram comentários de usuários das mídias sociais amargaram prejuízos de imagem. “Isso acaba sendo denunciado e traz muitos problemas”, afirma o especialista. “Não existe mais eu sou a marca e você é o usuário. Tem de falar com todos, desde a faxineira que usa o Orkut até o empresário plugado no Facebook.”
Resumindo, Junior Wm mostrou a estratégia da seguradora AllState, uma das maiores dos Estados Unidos. “Ela criou uma plataforma de marcas e pensou no usuário 360 graus”, diz. Um exemplo é que em sua página principal na Internet, a AllState disponibiliza o enderço do Twitter e Facebook como uma forma de comunicação. “Não tem email. Email é velho”, analisa Junior Wm.
A seguradora criou um site para divulgar seguro de carro, no qual não fala de seguro de carro. Traz conteúdo de coisas legais para fazer com o carro ou pequenas dicas de como cuidar do veículo ou como agir em situações que envolvem o veículo. “O que vai fazer o internauta contratar o seguro é lembrar do video que viu no site da seguradora de como montar um triangulo no momento que estiver às 2 da manhã com um pneu furado na Via Dutra, por exemplo”. A seguradora AllState tem 18,3 mil fãs cadastrados no site de ideias inspiradoras e 26 mil pessoas no Facebook. “Quando eu inspiro, eu faço o engajamento e crio uma marca que vibra”.
Junior Wn afirmou que o objetivo não é vender seguro pelas mídias sociais e sim congregar. “Na venda de seguro é primordial o olho no olho. Mas a divulgação por meio das mídias sociais fará com que o cliente lembre mais de você do que de seus concorrentes ao voce divulgar bons exemplos”.
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