Vítimas das chuvas no Rio começam a receber indenização
Por Denise Bueno em 27/01/2011
A Liberty Seguros realizou ontem os primeiros pagamentos às vítimas da tragédia na região serrana do Rio. Quatro segurados de automóvel, que tiveram perda total do bem, foram indenizados. Segundo Luiz Francisco Minarelli Campos, diretor de serviços da Liberty, a partir de agora os pagamentos passam a ser diários, uma vez que a Liberty designou profissionais para local, como despachantes e analistas, para que o processo de liberação de sinistros e pagamento das indenizações possam ser feitos localmente, sem que precisem ser transferidos para São Paulo.
“Desta maneira, pretendemos agilizar os pagamentos, facilitando a vida dos segurados que tiveram sinistros na região”, informa em nota. Até o momento, a companhia já recebeu 128 avisos de sinistros pelo Call Center. A maioria das reclamações refere-se a perda e avaria em veículos. Aseguradora, que é uma das líderes no Rio, tem cerca de 20 mil segurados de automóvel só na região serrana, e cerca de 5 mil de residência. “Nossa estimativa é de que atendamos uma média de 300 sinistros na região”, afirma o executivo.
Endereços para doações às vítimas do Rio
Por Denise Bueno em 14/01/2011
A CNSeg divulgou em seu site (www.viverseguro.org.br os endereços onde pessoas interessadas em ajudar os desabrigados das chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio podem fazer doações. No momento, os desabrigados precisam de colchões, alimentos não-perecíveis, água, leite em pó e material de higiene pessoal. Uma conta foi aberta no Banco do Brasil para quem preferir fazer doações em dinheiro (S.O.S. Teresópolis – Agência 0741 conta/corrente 110000-9).
Confira onde fazer sua doação:
- Na Sede da ONG Viva Rio – Rua do Russel, 76, Glória, Tel:(21) 2555-3750, ou por meio de uma conta no Banco do Brasil, Agência 1769-8 conta/corrente 411396-9, CNPJ 00343941/001-28.
- Na Cruz Vermelha – Praça da Cruz Vermelha, 10 – Centro
- Nos Batalhões da Polícia Militar de todo o Estado
- Na rede de supermercados Pão de Açúcar (Sendas, ABC,Extra, Assaí e Comprebem)
- O HemoRio também precisa de doações de sangue para suprir a demanda dos hospitais da região. O endereço é Rua Frei Caneca, 8, junto à Praça da República, no Centro do Rio – todos os dias, das 7 horas às 18 horas. Tel: 0800 282 0708
Relatório Global Risks será divulgado dia 12
Por Denise Bueno em 11/01/2011
Nesta quarta-feira acontece o Fórum Econômico Mundial e haverá uma apresentação virtual da sexta edição do relatório Global Risks 2011. Este relatório é elaborado por especialista do Fórum Econômico Mundial junto com a corretora de seguros Marsh & McLennan Companies, a resseguradora Swiss Reinsurance Company, e a seguradora Zurich Financial Services Group.
As conclusões do relatório serão apresentadas por John Drzik, presidente e Chief Executive Officer, Grupo Oliver Wyman (Marsh & McLennan Companies), Robert Greenhill, Diretor Executivo e Diretor de Negócios Chefe do Fórum Econômico Mundial, Daniel M. Hofmann, Economista Chefe do Grupo, Zurich Financial Services, e Christian Mumenthaler, Diretor de Marketing, Resseguro e membro do Comitê Executivo, Swiss Reinsurance Company.
A apresentação poderá ser acompanhada amanhã a partir das 9h30 neste link: http://scpro.streamuk.com/uk/player/Default.aspx?g=21ddc642
Arrastões no Rio tem cobertura de seguro
Por Denise Bueno em 25/11/2010
Além de prestar atenção aos violentos ataques ocorridos no Rio de Janeiro para ficar longe dele, tente deixa seu carro fora da zona de atrito, se é que isso pode ser possível. Por entender que ainda são pontuais os arrastões que resultam em carros incendiados, as seguradoras associadas à Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) afirmam que a cobertura do seguro está garantida aos segurados vítimas dos ataques do tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Caso fosse considerado atos de vandalismo ou de terrorismo, as vítimas ficariam sem o seguro, uma vez que esses são riscos excluídos dos contratos. “Como o entendimento é de que se trata de atos isolados, as seguradoras vão pagar os sinistros provocados por incêndio quando houver solicitação”, explicou o diretor da Fenseg, Neival Rodrigues Freitas.
A FenSeg, contudo, lembra que o pagamento do seguro só pode ser concretizado para os segurados que tenham contratado a cobertura de colisão, incêndio e roubo, que é a proteção tradicionalmente mais solicitada pelo consumidor. Para aqueles que optaram por adquirir exclusivamente a garantia de Responsabilidade Civil Facultativa (RCF), cujo objetivo é saldar prejuízos causados pelo segurado a terceiros em decorrência de acidentes, a indenização será negada, justamente porque não houve a compra da cobertura contra incêndio, esclareceu.
Porém, a maioria dos clientes pode ficar tranquila, visto que a compra de pacotes compreensivos (roubo, furto, colisão e incêndio) prevalece no mercado. A FenSeg também não projeta um forte avanço da sinistralidade em virtude de veículos incendiados. Pelos cálculos da entidade, considerando a frota de veículos que pagam o DPVAT, cerca de 30% dessa frota dispõe de seguro de automóvel, ou seja, 13 milhões de veículos.
CNSeg recebe Lord Mayor da City de Londres
Por Denise Bueno em 19/10/2010
*matéria extraída do site da CNSeg www.viverseguro.org.br
O Lord Mayor da City de Londres, Alderman Nick Anstee, visitou a CNSeg nesta segunda-feira, liderando uma comitiva composta por 17 empresários britânicos. Eles foram recebidos pelo presidente da CNSeg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, acompanhado de assessores. Na oportunidade, eles avaliaram temas de interesse comum dos dois mercados.
Os britânicos solicitaram informações sobre os ramos que mais crescem no mercado brasileiro e a respeito da qualificação de seus profissionais. Já o presidente da CNSeg, aproveitando-se do fato de que Londres vai sediar as Olimpiadas de 2012, pediu aos membros do mercado britânicos que enviem relatórios, após o evento esportivo, sobre os seguros mais demandados e a sinistralidade apresentada pelas carteiras. Tal material vai servir de parâmetros para o mercado nacional definir sua política de subscrição para as Olimpíadas de 2016, que será realizada no Rio de Janeiro.
Ainda no encontro, Jorge Hilário destacou que o mercado brasileiro tem forte potencial de crescimento, tendo em vista que o País é a décima economia mundial, mas ocupa o 15º posto do ranking global de seguros. Nesse sentido, Jorge Hilário disse que a CNSeg examina os principais obstáculos para que o mercado de seguros torne-se mais proporcional ao tamanho da economia nacional.
Swiss Re avalia impacto da inflação no setor
Por Denise Bueno em 19/10/2010
Os picos atingidos recentemente pelos preços das commodities e o afrouxamento atual da política monetária intensificaram os temores de inflação. Muitas seguradoras identificaram estas circunstâncias como um de seus principais riscos. O mais recente estudo sigma da Swiss Re “O impacto da inflação sobre as seguradoras” sugere que as seguradoras podem limitar o impacto da inflação sobre os retornos dos investimentos, avaliações de ativos e compromissos futuros de seguros aplicando hedging de inflação, incluindo cláusulas de indexação aos contratos e adquirindo resseguro.
Segundo release distribuído pela resseguradora, a inflação é o fenômeno econômico de aumento dos preços de bens e serviços. Ela influencia as despesas com reclamações de sinistro e despesas em geral, o valor dos passivos e, menos diretamente, o valor dos ativos. Em termos históricos, o aumento dos custos das reclamações de sinistro ultrapassou a inflação devido a fatores adicionais conhecidos como “escaladas dos custos sociais” que, somadas aos custos da inflação, incluem os efeitos do aumento do número de litígios, mudanças nas normas sociais e crescentes despesas com tratamento médico.
A inflação afeta as seguradoras de vida e não-vida de diferentes maneiras Para as seguradoras do ramo não-vida, uma inflação súbita leva a maiores custos de reclamações de sinistro, minando sua rentabilidade. Thomas Holzheu, um dos autores do novo estudo sigma, comenta: “Períodos prolongados de inflação galopante são problemáticos sobretudo para os segmentos de negócios long-tail. Ainda segundo Holzheu: “As seguradoras podem atenuar o impacto ajustando as taxas de prêmio; porém, às vezes isto não é possível se as regulamentações ou o ambiente competitivo não permitirem tais ajustes.”
Para as seguradoras de vida, tanto a inflação quanto a deflação constituem riscos. Geralmente a inflação vem acompanhada de um aumento das taxas de juros, o que reduz o valor das garantias de retorno. Uma inflação em alta pode ter efeito negativo sobre a O novo estudo sigma da Swiss Re analisa o impacto da inflação sobre as
seguradoras e as maneiras de enfrentar este desafio página 2/4 demanda, podendo levar a cancelamentos de apólices pelos tomadores de seguro bem como acarretar crescentes custos para as seguradoras.
Em caso de deflação, ou se uma inflação muito baixa persiste, as taxas de juros tendem a cair. Kurt Karl, economista chefe da Swiss Re nos EUA e um dos autores do estudo, comenta: “Isto dificulta às seguradoras de vida, com grandes carteiras de produtos de poupança com garantia de taxa de juros mínimo, obterem o retorno esperado dos ativos.”
As seguradoras têm diversas opções para atenuar o risco de inflação. As seguradoras preocupadas com o risco de inflação podem atenuar este risco de diversas maneiras. David Laster, um dos autores do estudo, comenta: Quanto aos ativos, as seguradoras podem investir em commodities, imóveis e títulos indexados à inflação, que consideramos os hedges de inflação mais viáveis. Tais investimentos têm obtido bom desempenho durante períodos de inflação alta.”
As seguradoras também podem modificar os contratos de seguro para encurtar o prazo e, consequentemente, reduzir o risco de desenvolvimento. Holzheu afirma: “As seguradoras podem introduzir apólices ‘claims made’ ou cláusulas ‘sunset’ para solucionar a questão de sinistros latentes, além de poderem incluir cláusulas de indexação vinculando prêmios, limites e dedutíveis/retenção a um índice atrelado à inflação.”
O resseguro também pode oferecer às seguradoras proteção contra surpresas inflacionárias, o que se revela particularmente útil em mercados emergentes, onde o risco de inflação alta é mais elevado. A inflação é uma possível ameaça no médio prazo Karl afirma: “Embora as políticas monetárias agressivas e os gastos públicos em nível recorde tenham causado inquietações com a possibilidade de um drástico crescimento inflacionário, é improvável que isso ocorra nos próximos um a três anos, uma vez que as taxas de desemprego estão elevadas e há poucas restrições de capacidade.” “Mas a inflação poderá aumentar se o afrouxamento da política monetária for mantido por muito tempo e se houver forte aceleração no crescimento”, acrescenta Karl.
Barclays recomenda Porto Seguros e Sulamérica
Por Denise Bueno em 18/10/2010
O crescimento do mercado de seguros tem estimulado que analistas de bancos passem a cobrir o setor, mesmo tendo apenas duas seguradoras com ações negociadas na bolsa brasileira, além da Odontoprev, a maior em planos odontológicos, controlada pela Bradesco Saúde. O mais novo banco a emitir relatório sobre o setor foi o britânico Barclays Capital. Em março foi a vez do americano Goldman Sachs dar início a cobertura da indústria de seguros, recomendando a compra das ações da SulAmérica e mantendo posição neutra para a Porto Seguro.
Tanto para a Porto Seguro como para a SulAmérica os analistas do Barclays fazem recomendação de compra, com classificação overweight, ou seja, exposição acima da média do mercado. Os analistas projetam evolução do lucro de 60% para SulAmérica e de 21% para a Porto Seguro no segundo semestre deste ano comparado ao primeiro semestre. Segundo o relatório, os papéis da Porto Seguro são negociados sob um múltiplo Preço por Lucro estimado de 11,5 vezes, enquanto os da SulAmérica são negociados a 11,8 vezes para 2011. O lucro viria da aposta dos analistas, que projetam multiplos de 14 para a Porto e de 13,4 vezes para a SulAmérica.
Santander Seguros investe para fidelizar cliente
Por Denise Bueno em 23/08/2010
Conquistar o cliente pela excelência no atendimento, dentro do conceito “Juntos”, slogan da campanha institucional. Este é o foco da Santander Seguros, que vem reunindo no leque de produtos o que há de melhor de cada uma das seguradoras. “O Real tem produtos excelentes que são ofertados para os clientes Van Gogh, enquanto o Santander desenvolveu produtos padronizados relevantes dentro do conceito massificados. Escolhendo o melhor de cada um estamos construindo a operação, que deverá finalizar o processo de integração até o final deste ano”, prevê Gilberto Abreu (foto), responsável pela área de seguros do banco espanhol.
Para ter um bom resultado com o processo de integração com a aquisição das seguradoras do ABN Amro pelo Santander, o grupo investiu em pesquisas para saber o que o cliente espera de seguros, previdência e capitalização. O resultado final gerou um investimento no atendimento pró-ativo aos clientes, rompendo com aquele argumento de que banco não presta um atendimento tão eficiente como os especializados no setor. “Várias pesquisas mostram que o cliente não usa a infinidade de serviços agregados nas apólices. Então optamos por estimular o atendimento ativo e diferenciado”, diz Abreu ao blog Sonho Seguro.
Realmente é para o cliente ficar surpreendido caso receba uma ligação da seguradora perguntando se está tudo bem com ele depois de uma catástrofe ocorrida num raio próximo a 50 quilômetros de sua residência ou comércio. Caso tenha tido perdas, ter metade da indenização da apólice depositada em sua conta corrente, mesmo antes de ter entregado a infinita lista de documentos exigidos em parte pela lei, em parte pelas exigências de risco da seguradora, também é algo surpreendente.
“Temos um diferencial importante em relação às seguradoras independentes: o histórico do cliente”, argumenta Abreu. Segundo ele, a base de informações do banco permite que a instituição tome atitudes rápidas no pagamento da indenização. “Nosso objetivo é simplificar a vida. Olhar o cliente como um todo. Não vamos brigar com ele por nada. Menos ainda por burocracia”. Com esta facilidade, a seguradora criou um departamento onde funcionários chegam todo os dias a sede instalada em um dos mais modernos prédios de São Paulo, na marginal Pinheiros, vasculhando informações sobre os efeitos das mudanças climáticas.
Quando os rastreadores acham algo como as chuvas que castigaram estados do Nordeste em junho, por exemplo, ou a destruição de São Luis do Paraitinga, no Vale do Paraíba, em janeiro, eles acionam um sistema parecido com o Google Maps, onde estão registrados todos os clientes e ter em mãos os dados para que uma central possa entrar em contato via torpedo, email ou telefone. “Em situações onde se perde a conectividade, como foi o caso de Paraitinga, que ficou incomunicável, a empresa envia uma equipe para o atendimento dos clientes no local”, conta Abreu.
Segundo ele, ainda há muito trabalho, mas o resultado vem aparecendo, de acordo com o balanço do semestre. Em cinco anos, o faturamento da área de seguros do Santander cresceu de R$ 210 milhões para R$ 1,47 bilhão, uma média de 47,6% ao ano. No primeiro semestre de 2010, o crescimento foi de 32% em relação ao mesmo período do ano passado. Seguros de vida, acidentes pessoais e proteção financeira puxaram os bons resultados, informa.
A previdência pulou de R$ 1,9 bilhão para R$ 4,1 bilhões. No primeiro semestre de 2010, o crescimento foi de 25% em relação ao primeiro semestre do ano passado. As reservas subiram de R$ 4,4 bilhões em 2004 para R$ 14,8 bilhões em 2009, crescimento médio de 27,2% ao ano. No primeiro semestre de 2010, o crescimento foi de 29% ante o primeiro semestre de 2009.
As reservas de capitalização subiram de R$ 664 milhões para R$ 1,38 bilhão entre 2004 e 2009. Em junho deste ano, o aumento foi de 10,1% em relação ao primeiro semestre de 2009: de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,4 bilhão.
As operações de automóvel e riscos empresariais são administradas por seguradoras parceiras, como Tokio Marine, Marítima e SulAmérica. Os seguros residenciais, que também eram vendidos por estas empresas, agora são centralizados na Santander Seguros. Os próximos passos do grupo espanhol serão desenvolver sistemas e produtos para o menor renda, distribuídos por meio da financeira Aymoré, e atuar de forma mais efetiva nas mídias sociais como um canal de relacionamento com o cliente.
Apólice lança “Prêmio Melhores do Seguro”
Por Denise Bueno em 22/04/2010
Para comemorar os seus 15 anos de publicação, a Revista Apólice acaba de abrir as inscrições para a primeira edição do Prêmio Melhores do Seguro. O seu objetivo é estimular, promover e reconhecer o trabalho de personalidades, empresas e seus produtos, que mais contribuíram para desenvolvimento técnico e mercadológico do setor de seguros brasileiro.
Algumas empresas serão premiadas por meio da votação dos corretores de seguros, que responderão a uma pesquisa formulada pela empresa CVA Solutions, parceira da revista na realização do Prêmio. Outra etapa da premiação será por meio da inscrição de cases, que deve ser efetuada no site da Apólice.
Poderão se inscrever nesta 1ª edição do Prêmio Melhores do Seguro profissionais e empresas ligados direta ou indiretamente aos setores de seguros, resseguros, previdência privada, capitalização, saúde e prestação de serviços a estas áreas, de acordo com as categorias de premiação descritas no regulamento, que também está disponível do site www.revistaapolice.com.br. A entrega do prêmio será realizada no mês de agosto, em local e data a serem confirmados.
Setor mantém crescimento na AL, revela estudo
Por Denise Bueno em 08/03/2010
A indústria de seguros da América Latina figura como uma das mais potenciais do mundo dentro do contexto internacional dos grandes grupos seguradores, que buscam expandir suas operações em mercados que apresentam boas condições macroeconômicas. “E este com certeza é o caso do Brasil, que tem o maior mercado de seguros da região”, diz Mercedes Sanz, uma das responsáveis pela elaboração da oitava edição do estudo “El mercado asegurador latinoamericano”, produzido pela Fundación Mapfre e lançado hoje no Brasil.
O crescimento sólido do Brasil tem ajudado a aumentar a participação da indústria de seguros da região em relação as vendas mundiais. “Graças aos indicadores sólidos, os países da América Latina enfrentaram a crise financeira mundial sem tantos percalços”, comenta a executiva da Fundación Mapfre, que esteve em São Paulo ontem e segue para divulgar o estudo no Rio de Janeiro nesta semana.
Segundo o estudo, a América Latina registrou crescimento nominal das vendas de seguros de 11% em 2008, para € 69 bilhões. “Apesar do índice ter ficado abaixo dos 11,6% registrado no ano anterior, é um resultado bastante positivo diante da crise financeira que iniciou em setembro de 2008 e que abalou a economia mundial”, diz.
Em 2009, a tendência de alta nas vendas se mantém. No primeiro semestre de 2009, os mercados de seguros da América Latina registraram crescimento médio nominal de 7,3%, para € 35,7 bilhões. Apenas Chile e El Salvador reportaram vendas menores, aponta o estudo. O maior incremento foi na área de Seguros Gerais (No Life), com evolução de 13%, com o segmento Vida (Life) recuando 2,5% na região, como conseqüência do menor ingresso de recursos em seguros de vida e planos de previdência na Argentina, Chile, México e Puerto Rico.
“Também é preciso citar dois acordos importantes fechados em 2009 e que terão efeito na nova configuração da indústria de seguros local a partir de 2010”, diz Mercedes. O Itaú Unibanco comunicou associação com a Porto Seguro para a venda de seguro de carro e de casa e o Banco do Brasil e a Mapfre anunciaram uma aliança estratégica para desenvolver as operações de seguros gerais.
As perspectivas para 2010 são ainda melhores, principalmente pelo Brasil ter sido escolhido como anfitrião de dois importantes eventos esportivos mundiais: a Copa Mundial em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016. “Estes dois eventos vão atrair muitos investimentos, potencializando ainda mais o crescimento da indústria de seguros na região”, comentou Bento Zanzini, vice-presidente da Mapfre. Segundo ele, os resultados do primeiro bimestre deste ano já mostram uma forte tendência de crescimento da indústria para 2010.
Dados de 2008 – O segmento de Seguros Gerais apresentou comportamento estável, com índice de crescimento de 11,6%, pouco abaixo dos 12% de 2007, o que se explica pela menor expansão da atividade econômica e da forte competição entre as seguradoras. Em Vida, o faturamento chegou a € 25 bilhões, com incremento de 10% em relação ao ano anterior.
Os países que apresentaram maior crescimento em volume de prêmios foram Venezuela (36,3%), Paraguai (33,4%) e Uruguai (26,9%). Como nas edições anteriores, a valorização do euro frente a diversas moedas não favoreceu o crescimento de prêmios na região com a conversão.
A concentração do mercado diminuiu, com as sete maiores indústrias de seguros da região detendo 93,6% das vendas totais. Brasil e México permanecem como os principais mercados da região, seguidos pela Venezuela, Porto Rico, Argentina, Chile e Colômbia.
O segmento de Seguros Gerais responde por 63,9% das vendas totais de seguros na América Latina e Caribe, ficando Vida com 36,1%. O principal seguro vendido na região é o seguro de vida individual e coletivo, com 31,2% dos prêmios totais. Seguro de automóvel é o segundo maior, com 24,8%, seguido por saúde, com 14,5%.
Em relação ao PIB, a indústria de seguros dos países da região apresentou crescimento para 2,6%, tendo Porto Rico na dianteira, com participação de 15,5%, seguido por Chile (3,9%). Panamá, Brasil e Venezuela empatam na terceira colocação, com 3,3%. O Brasil, apesar de ser o maior mercado de seguros da região, ainda tem uma participação no PIB ínfima.
“O lado positivo disso é que este indicador revela o grande potencial brasileiro”, diz Mercedes. Enquanto em nações maduras a penetração de seguros equivale ao tamanho da economia, no Brasil há um descompasso. O país está entre as maiores economias do mundo e entre os vinte maiores mercados de seguros.
Porto Rico registrou o maior prêmio per capita da região, com € 1.625 por habitante em 2008, seguido pelo Chile (€ 270), Venezuela (€ 254), Brasil (€ 186), Panamá (€ 156), Argentina (€130) e México (€ 117). Bolívia e Nicarágua, com €13, são os países com a menor penetração de seguros por habitante na região.




