Allianz busca cliente no futebol das redes sociais

Por Denise Bueno em 04/02/2010

allianz-futA Allianz Seguros passa a focar a mídia digital para reforçar a imagem do grupo. A novidade desta vez é o patrocínio do game Bola Social Soccer, inédito no Brasil e que pode ser acessado pelo Facebook e em breve pelo Orkut. Segundo Ariane Landim, executiva de marketing do grupo, o futebol é uma plataforma importante para a companhia e tem sido usado para reforçar a marca junto ao mercado.

“Já temos uma estreita ligação com o tema por meio do Allianz Arena, na Alemanha, e da parceria com o Bayern de Munique. Localmente, atuamos por meio de patrocínios às transmissões da Copa do Mundo de 2010 e do campeonato europeu. O game Bola reforça e complementa essa estratégia”, comenta em nota divulgada.

Segundo dados da 21ª edição da pesquisa Internet Pop do Ibope Media, divulgada em 13 de janeiro, o internauta brasileiro tem a maior média de tempo na internet, comparada a de outros países (Estados Unidos, Reino Unido, França e Japão), já que passa 71 horas por mês navegando, principalmente em redes sociais.

O objetivo é impactar, em 6 meses, mais de 1 milhão de pessoas que fazem parte do target da companhia. O Facebook conta com cerca de 3 milhões e 400 mil usuários no Brasil, sendo que aproximadamente 68% deles têm mais de 25 anos. Já no caso do Orkut, essa faixa etária corresponde a 66% dos aproximadamente 25 milhões de participantes no país.

Trata-se de um jogo de futebol online que é disputado em redes sociais. Lançado inicialmente no Facebook, o game também estará disponível no Orkut em breve. Como uma das patrocinadoras, a Allianz Seguros terá sua marca exposta nas camisas do time e nas placas dos estádios virtuais. Além disso, há uma réplica do estádio Allianz Arena, onde os torneios podem ser realizados.

O jogador pode agir como se fosse o dirigente de seu clube. À medida que seu time vence as partidas, ele passa a acumular Bollars, a moeda virtual do game, o que lhe dá o direito de investir. O dinheiro ganho pode ser aplicado em melhorias no estádio, na contratação de técnico ou na compra de atletas.

Por se tratar de uma rede global, o usuário consegue jogar contra pessoas de qualquer lugar do mundo. Até o início da Copa do Mundo, o Bola vai ganhar novas ferramentas para incrementar ainda mais a diversão. Para jogar, basta ser cadastrado no Facebook e entrar no aplicativo http://apps.facebook.com/bolasocialsoccer/. O jogo é auto-explicativo.

 

 

Copa do Mundo de 2014 agita seguradoras*

Por Denise Bueno em 01/06/2009

imagesApós a FIFA divulgar neste domingo o nome das 12 sedes brasileiras da Copa do Mundo de 2014, o mercado segurador arregaça as mangas para oferecer um sem-número de apólices necessárias para a realização do evento. Todas as cidades terão um cronograma curto para se adequarem às exigências exigidas em um evento de tal porte. Daí porque o seguro é incluído desde as obras de reforma dos estádios até para despesas médico-hospitalares do público que assistirá aos jogos. O seguro se torna ainda mais evidente em razão das obras precisarem de recursos públicos e privados para a construção ou reforma de estádios e também de hotéis para atender à demanda gerada pela Copa.

Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP) são as cidades que promoveram jogos da Copa de 2014. A expectativa é que as novas arenas estejam prontas até o fim de 2012, possibilitando a utilização na Copa das Confederações, em 2013.

Só em São Paulo o orçamento para reformar o estadio do Morumbi é estimado em R$ 300 milhões. Outros milhões estão previstos também para a ampliação do aeroporto de Belo Horizonte. Com isso, está previsto o anúncio de um PAC só para a Copa do Mundo de 2014. Desta vez, a intenção é ter garantias de que as obras vão manter-se dentro do orçamento. Estimado em R$ 412 milhões, o Pan-Americano do Rio-2007 custou R$ 3,6 bilhões aos cofres públicos, um estouro de quase 800% no orçamento.

Especialistas informam que várias apólices de seguros são obrigatórias pelos organizadores para eventos internacionais. A indústria de seguros começa por garantir que tudo estará pronto para a realização do evento. Sem isso, pode correr um sério risco de ter de indenizar investidores que apostaram seus recursos e amargaram perdas pela não realização. Estarão sendo cotados preços de seguro garantia, dando cobertura para o cumprimento do contrato, bem como de riscos de engenharia da obra.

Passada a fase inicial, começam as apólices exigidas neste tipo de evento. Entre as principais coberturas estão as de responsabilidade civil para indenizar terceiros prejudicados com a realização do evento, seja por produtos, profissionais tercerizados ou funcionários, montagem e desmontagem de estruturas e equipamentos. Estão cobertos riscos por contaminação de alimentos, direitos autorais, segurança e serviços médicos, bem como cobertura de acidentes pessoais para os atletas previstos na participação do evento.

Uma apólice importante é a da não realização do evento, conhecida como “no show”. Este tipo de apólice cobre prejuízos que investidores possam vir a ter com a não realização do evento ou de parte dele. Se os espectadores de algum dos jogos, por exemplo, ficarem impossibilitados de chegar ao local ou os jogadores ficarem impedidos de jogar, os custos da promotora com a devolução do valor do ingresso ou de agendamento de uma nova data, corre por conta do seguro. A apólice também cobre os custos com a demanda dos patrocinadores, que geralmente pedem de volta o valor pago na publicidade de veiculação televisiva daquela partida.

Para a realização da última olimpíada, realizada no ano passado na China, a seguradora PICC Property and Casuality Company Limited (PICC P&C), a maior seguradora estatal de ramos elementares do país sede, fechou o primeiro acordo em 2005. Ou seja, três anos antes da abertura oficial do evento. Isso porque a indústria de seguros é uma importante peça dentro de eventos dessa grandeza, uma vez que ajuda a prever riscos e sugere formas de mitigá-los.

A corretora de seguro inglesa JLT participa de boa parte dos contratos de eventos esportivos. Ela foi uma das contratadas para fazer a consultoria e gerenciamento de risco da próxima olimpíada, que acontecerá em Londres, em 2012. Ela é responsável por fazer o seguro das construções necessárias para os jogos, como parque aquático, estádio olímpico e outros locais previstos dentro da infra-estrutura básica do evento.

Os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, contaram com programa de seguro liderado pela Caixa Seguros, ressegurado no IRB-Brasil Re, que contou com as corretoras de resseguros JLT e Miller do Brasil para desenhar o contrato e distribuir o risco no mercado internacional. O comitê organizador e o governo compraram seguro para proteger os mais de 5,6 mil atletas, comissões técnicas de 42 países e os quase 100 mil fãs que foram assistir os eventos. A cobertura do seguro teve vigência no período dos jogos, cerca de 16 dias.

Foram compradas cinco coberturas: responsabilidade civil, no show, property, directors & officers (D&O) e terrorismo. A apólice de responsabilidade civil é a mais abrangente por cobrir danos físicos ou materiais causados a terceiros, incluindo atletas, voluntários e espectadores, inclusive por atos terroristas. A cobertura de property protegeu o patrimônio dos organizadores, como computadores e equipamentos de telecomunicações, até a montagem e desmontagem de equipamentos e as arenas e estádios como Maracanã e Engenhão, no período das competições. A apólice de D&O teve por objetivo resguardar o patrimônio dos executivos envolvidos na organização dos jogos de uma eventual reclamação de terceiros que se sintam prejudicados por algum erro administrativo.

*matéria da autora publicada no site da CNSeg: www.viverseguro.org.br

 

 

Apólice para torcedor de futebol*

Por Denise Bueno em 04/06/2007

A Marsh Corretora de Seguros, subsidiária do grupo Marsh McLennan, dono de uma das maiores corretoras de seguros do mundo, fez mais um lançamento de produto com a Ampla Energia e Serviços, concessionária de energia do Rio de Janeiro, que cobre 70% do estado O apelo é o futebol. Segundo Daniela Mello César, gerente de massificados da Marsh, responsável pela conta da Ampla, empresa do grupo Endesa, cuja conta mundial de seguros é administrada pela Marsh, foi feita uma pesquisa que identificou a demanda dos clientes por produtos com apelo esportivo.

O produto “Gol de Craque” foi lançado em março deste ano em parceria com a ACE Seguradora. Trata-se de um seguro de acidente pessoal, com custo de R$ 6,90 por mês e indenização de R$ 15 mil para morte e invalidez. O charme e maior apelo do produto é que ele oferece uma assistência ao torcedor, com suporte para compra ou reserva de ingresso, divulgação de resultado dos jogos, indicação de lojas de artigos esportivos, organização de transporte até o estádio, com custo por conta do segurado, reserva de hotel quando o jogo for em outra cidade entre outros.

Além disso, há oito sorteios por mês, sendo quatro de R$ 10 mil cada um e quatro onde são sorteadas camisas oficiais dos times. “O apelo da assistência ajudou a vender 9 mil apólices desde o lançamento”, contou.

São agora oito produtos administrados pela Marsh na base da Ampla nestes três anos de parceria em massificados, com 143 mil itens segurados no final de 2006. “Temos um universo de 2,3 milhões de clientes para explorar”, disse.

A pesquisa também mostrou a necessidade de desmembrar os produtos, pois os clientes querem coberturas específicas. Uma das coberturas mais solicitadas foi a de assistência residencial, uma novidade em seguros de afinidades, que excluem tal serviço para baratear o produto e simplificar a administração.

A principal parceira da Marsh em afinidades é a ACE, com cinco produtos: residência e empresas, vida, assistência funeral, vale supermercado e agora futebol. A Unibanco AIG tem duas apólices de residência com coberturas entre R$ 30 mil e R$ 60 mil. A Liberty oferece um seguro de casa, com importância segurada de R$ 10 mil, pois a assistência 24 horas, com serviços de check-up Lar, é o principal apelo de venda.

O check-up lar pode ser usado pelo segurado uma vez por ano. Nele é possível fazer uma vistoria na residência e ter serviços como instalar prateleiras, olho mágico, trocar as lâmpadas entre outros. O cliente paga só pelo material utilizado no reparo, ficando o custo dos serviços por conta da seguradora.

A estratégia da Marsh em afinidades, onde tem três clientes em energia, dois em varejo e dois em esporte, é ser multiprodutos e multicanais. “E estamos acertando, pois o faturamento de massificados era 5% há cinco anos e hoje já chega a 20%. A meta é chegar em 25% no final deste ano”, disse.

*Matéria da autora publicada na Gazeta Mercantil em 04/06/2007

 

 

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