Cuba quer fazer negócios com Brasil em seguros
Por Denise Bueno em 31/03/2011
Segundo conta a especialista em comunicação Vania Absalão, Cuba quer fazer negócios com o Brasil. Ela está divulgando a palestra sobre o mercado segurador cubano, suas estatísticas e expectativas de crescimento, no próximo dia 5, terça-feira, no auditório da Funenseg, promovida pelo Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ).
Segundo a nota, o recente ingresso de Cuba à Associação Internacional de Direito do Seguro (AIDA) fomentou os debates dentro e fora do país sobre o potencial do segmento para desenvolver novas oportunidades de negócios. De olho nos desafios do setor, o CVG RJ promove convidou o professor de Direito Comercial e Contratos da Faculdade de Direito da Universidade de Havana, Alejandro Vigil. Ele é professor de Direito Comercial e Contratos da Faculdade de Direito da Universidade de Havana; membro da União de Juristas Cubanos; Presidente da AIDA-Cuba; Assessor legal do Setor Segurador e Conferencista Internacional.
Além do cubano, as presenças do presidente do CVG-RJ, Lucio Marques, e do presidente do Comitê Ibero Latino-Americano da AIDA e sócio-fundador do Pellon & Associados, Sérgio Mello, estão confirmadas. O advogado foi responsável por negociar, em fevereiro, a entrada de Cuba no órgão internacional, após 40 anos de tentativas frustradas.
Os interessados em participar do evento poderão se credenciar através do site www.funenseg.org.br.
Atualidades do Mercado Segurador Cubano
Palestrante: Alejandro Vigil
Data: 05/04/2011
Local: Auditório da Escola Nacional de Seguros – Rua Senador Dantas, nº 74 – 4º andar – Centro – Rio de Janeiro/RJ
Horário: 18 horas
Inscrições: Através da secretaria do CVG-RJ, pelos telefones (21) 2213- 2787 / (21) 2203-0393, ou através do site www.funenseg.org.br.
Normas do CNSP podem encarecer resseguro
Por Denise Bueno em 31/03/2011
A jornalista Márcia Alves (foto), especializada em seguros, divulgou uma matéria bem interessante sobre o que especialistas falaram sobre as medidas do governo que alteraram o setor de resseguro. Entrevistas quase nenhum dos executivos que atuam no setor quiseram dar para a imprensa. Mas no seminário promovido pela JBO Advocacia, nesta terça-feira, em São Paulo, alguns especialistas falaram muitas coisas ao público.
Veja a seguir a íntegra da matéria da Márcia Alves, editora de conteúdo do Midiaseg (www.midiaseg.com.br)
Novas resoluções do CNSP podem encarecer preço do resseguro. Esta foi a conclusão de especialistas reunidos em debate promovido pela JBO Advocacia, nesta terça-feira, 29 de março, na capital paulista. O grupo também criticou a redação da recente Resolução 232, que dá margem a muitas interpretações, e analisou os impactos das novas regras no mercado nacional e internacional.
Se há um consenso no mercado de seguros e resseguros quanto às novas normas editadas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) é que não agradaram ninguém. Ainda que a nova Resolução 232, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira, 28 de março, tenha revogado a polêmica Resolução 224, substituindo a proibição total do repasse de riscos para empresas do mesmo grupo no exterior pelo limite de até 20% dos prêmios em cada cobertura contratada, não conseguiu agradar a todos os players do mercado.
Ambas as resoluções foram analisadas em detalhes por um grupo de especialistas reunidos nesta terça-feira, 29 de março, em evento promovido pelo escritório JBO Advocacia, na capital paulista. Márcia Cicarelli, sócia da JBO, que assumiu a organização do evento há alguns meses, revelou que os palestrantes foram surpreendidos com a edição da nova Resolução 232 e obrigados a rever suas apresentações. “A 224, que foi editada ao apagar das luzes no último ano e que deveria entrar em vigor em janeiro deste ano foi prorrogada para março. Mas, antes do fim desse prazo acabou revogada por uma nova resolução. É vexatório”, disse a palestrante Patricia Godoy, diretora jurídica da ACE Seguradora.
Ela conta que chegou a ser questionada pela matriz de sua empresa sobre o porquê de não saber antecipadamente da edição das novas regras. “No exterior, qualquer mudança na legislação deve ser discutida, obrigatoriamente, em audiência pública. Mas aqui isso não acontece”, lamentou. Para a especialista, situações como essa geram insegurança jurídica e prejudicam a imagem do país perante investidores estrangeiros. “A intenção da Lei Complementar 126 era transformar o Brasil em um pólo de resseguro. Mas com a mudança de regras do jogo da noite para o dia, qualquer investidor estrangeiro pensará duas vezes antes de decidir investir no país”, avaliou.
As duas especialistas apontaram muitas falhas de redação no curto texto da Resolução 232, que além de gerar várias interpretações, ainda conflitam com a legislação em vigor. De acordo com Márcia Cicarelli, a 224 vedava o repasse de riscos, mencionando a “responsabilidade” assumida em seguro, resseguro e retrocessão. A 232, porém, veda não a responsabilidade, mas a transferência de prêmio além do limite de 20%. “Houve a troca de responsabilidade por prêmio”, concluiu.
Para Patricia Godoy, não está claro se os prêmios mencionados na nova resolução são de resseguro ou seguro. “Embora eu saiba que sejam prêmios de resseguro, isso não está escrito na resolução”, disse. Por esse raciocínio, ela disse que também é questionável a interpretação do trecho que define o limite de 20% a cada cobertura contratada. “Mesmo num contrato de resseguro pode haver vários ramos. Então, esse limite poderia ser por ramo ou apólice?”.
Para Márcia Cicarelli, o texto suscita outra dúvida. “Quando se transfere o risco, o prêmio está atrelado. Mas será que é possível transferir o risco sem a transferência de prêmio?”, questionou. Ela ressaltou, ainda, que a nova resolução fornece uma redação mais detalhada sobre a definição de intragrupos – que já era definida de forma parcial em resoluções anteriores -, estabelecendo que a mínima participação acionária de 10% ou o simples controle operacional já caracterizam a empresa como de mesmo grupo.
A advogada classificou de “estapafúrdia” a inclusão do artigo oitavo na redação da Resolução CNSP 168/07, realizada pela nova Resolução 232. O novo artigo estabelece no parágrafo único que: “Os contratos automáticos já firmados serão considerados, para efeito do percentual disposto no caput, na sua renovação ou a partir de 31 de março de 2012, o que ocorrer antes”. Segundo ela, o termo “o que ocorrer antes” está errado, porque pelo principio do Direito, “deveria ser o que ocorrer depois”, já que a vigência dos contratos não é estabelecida, necessariamente, pelo prazo de um ano.
Preço mais caro
Paulo Pereira, vice-presidente da Transatlantic Re e presidente da Associação Brasileira das Empresas de Resseguros (Aber), fez questão de ressaltar que sua participação no evento não era como representante da entidade, já que a mesma ainda não tinha posição oficial sobre as novas regras. Um dos pontos que ele destacou nas novas resoluções se refere à reserva de mercado de 40%, que não existia nas normas anteriores. “Falava-se em preferência, mas nunca em reserva de mercado”, disse.
A conseqüência dessa mudança, segundo ele, será o aumento de preço do resseguro. “A partir de 31 de março, todas as empresas vão pagar mais caro por seus programas de resseguro”, sentenciou. Para Paulo Pereira, significa uma volta ao passado, quando havia dois preços. “Até hoje, se conseguia um preço no mercado estrangeiro e o local acompanhava. Agora, com a reserva, será obrigatório colocar no local. Com isso, as resseguradoras ditarão suas condições e, consequentemente, poderá ocorrer o aumento de preço do resseguro”, explicou.
Ele acredita que um dos motivos para essa mudança seja o intuito de estimular as resseguradoras a se instalarem no país na condição de locais. “Mas é um erro, porque elas precisarão de um volume de dinheiro que não corresponde às operações normais de resseguro no mundo”, disse. Paulo Pereira supõe que, para driblar a limitação de retrocessão, as resseguradoras poderão adotar um mecanismo de triangulação. “Se A não pode repassar o prêmio para A, poderá repassar para B, que retornará para A”, explicou. “As legislações internacionais são brandas e muito parecidas para facilitar o fluxo do resseguro. O país que dificultar esse fluxo, ou perderá capacidade ou pagará mais caro por ele”, concluiu.
Brasil passa a figurar no ranking de catástrofes mundiais
Por Denise Bueno em 29/03/2011
O custo total de catástrofes em 2010 foi 60% maior do que o volume de indenizações pagas pela indústria de seguros em 2009, afirma estudo da Swiss Re divulgado hoje. Em 2011, a previsão é de que o volume seja um dos maiores da história do setor em razão da tragédia do Japão, enchentes na Austrália e terremoto na Nova Zelândia.
As perdas economicas dos países totalizaram US$ 218 bilhões em 2010, decorrentes de catástrofes naturais e geradas pelo homem. As indenizações pagas pelas seguradoras chegaram a US$ 43 bilhões em 2010, 60% acima dos US$ 27 bilhões de 2009. Em número de vítimas, o terremoto que devastou o Haiti em janeiro de 2010 lidera o ranking, com 222 mil mortos, seguido pela onda de calor na Rússia no mês de junho foi responsável por 55,6 mil mortes.
No ranking das catástrofes mais custosas para a indústria de seguros entre 1970 e 2010, temos o furacão Katrina nos EUA em 2005, com US$ 72 bilhões, o furacão Andrew, em 1992, com US$ 24 bilhões, e os atentados terroristas aos EUA em 2005, com indenizações de US$ 23 bilhões. Em 2011, só a tragédia ocorrida no Japão, com terremoto seguido de tsunami, deverá custar mais de US$ 35 bilhões às companhias de seguros, passando a ser a segunda catástrofe mais cara do setor desde 1970.
Em pagamento de indenizações, o terremoto do Chile foi o mais caro para as seguradoras em 2010, com US$ 8 bilhões em desembolsos, seguido pelo terromoto na Nova Zelândia, avaliado até o momento em US$ 4,5 bilhões. No total, o estudo da Swiss Re traz 304 eventos, sendo 167 catástrofes naturais e 137 de acidentes causados pelo homem. Apesar de certo equilíbrio em numero de ocorrências, as catástrofes naturais foram responsáveis por quase a totalidade das indenizações, com US$ 40 bilhões, ficando os acidentes causados pelo homem com os US$ 3 bilhões restantes. Entre os mais custosos para as seguradoras estão os desastres marítimos, explosões e acidentes aéreos.
As mudanças climáticas são tão evidentes que até mesmo o Brasil passou a figurar no ranking de catástrofes naturais do estudo da Swiss Re. A fúria da natureza no Brasil é bem mais suave do que em outras partes do mundo. O pais abre o ranking que traz a cronologia dos eventos de enchentes em 2010, com as enchentes no Rio de Janeiro, Angra dos Reis, São Paulo e Minas Gerais, com 85 mortes e danos de US$ 145 milhões. Também fecha o mesmo quadro com a triste notícia de 256 mortes, 403 feridos e mais de 74,5 mil desabrigados com as chuvas no Rio de Janeiro e Niterói, que causaram danos de US$ 200 milhões, segundo o estudo divulgado hoje.
O estudo completo pode ser acessado no site da segunda maior resseguradora do mundo: www.swissre.com
Munich Re prevê pagar US$ 2,1 bi no Japão
Por Denise Bueno em 22/03/2011
Apenas três empresas citaram indenizações de mais de US$ 4 bilhões para indenizar as vítimas da tragédia ocorrida no último dia 11 no Japão. “O terremoto não foi apenas o mais forte já registrado no Japão: foi também o quarto mais intenso já medido em qualquer parte do mundo”, informou Torsten Jeworrek, executivo da Munich Re, maior resseguradora do mundo, em comunicado, prestando total solidariedade ao sofrimento dos clientes e dos japoneses com o evento. Segundo estudo do Banco Mundial, as perdas econômicas no Japão deverão chegar a 4% do PIB do país, ou US% 235 bilhões, com prazo de até cinco anos para se recuperar.
A Munich Re informou nesta terça-feira suas estimativas para pagamento de indenizações aos segurados que tiveram perdas com o terremoto seguido de tsunami: 1,5 bilhão de euros (US$ 2,1 bilhões). Swiss Re havia divulgado ontem US$ 1,2 bilhão e a AIG outros US$ 700 milhões. Considerando-se as outras catástrofes naturais – enchente e ciclone Yasi na Austrália e terremoto na Nova Zelândia –, registradas no ano, as perdas da Munich Re chegam a 2,5 bilhões de euros, exatamente o lucro previsto para 2011. Com isso, obviamente a meta de lucro não será mais atingida.
A estimativa reflete apenas o uso de um sistema de quantificação de apólices e valores cobertos nas regiões afetadas. Um valor mais preciso só poderá ser apurado após algumas semanas, quando os pedidos de indenizações chegarem à companhia por parte dos segurados, bem como os serviços de limpeza e de busca possibilitarem uma avaliação mais precisa dos danos, informa a resseguradora em comunicado. Outras incertezas em relação aos valores a serem pagos estão no cálculo que ainda precisa ser feito dos prejuízos das empresas seguradas em razão da interrupção dos fluxos internacionais de bens e cadeias de abastecimento sofrido por empresas e indústrias japoneses.
As perdas de Munique Re resultam de contratos de ramos elementares e vida. Danos decorrentes dos plantas nucleares não contam com cobertura de seguros da indústria internacional, por serem subsidiados pelo governo japonês. A Munich Re está presente no Japão desde 1912. “Continuamos a ofertar a nossa capacidade para os clientes no Japão e apoiá-los no que for necessário para lidarem com as perdas”, acrescentou.
Japão já é considerado a maior perda do setor, informa a Agência Brasil
Por Denise Bueno em 16/03/2011
Veja abaixo a íntegra da matéria divulgada na Agência Brasil
As catástrofes registradas no Japão a partir da última sexta-feira (11) representam o maior evento de consequências indenizatórias do mercado segurador e ressegurador mundial, superando, inclusive, os atentados de 11 de setembro de 2011, nos Estados Unidos, cujas perdas somaram em torno de US$ 120 bilhões.
A afirmação foi feita hoje (16) à Agência Brasil pelo presidente do Comitê Ibero-Latino-Americano da Associação Internacional de Direito de Seguro (Cila-Aida), Sérgio Barroso de Mello. “Não há dúvida de que estamos superando esses números em muito, porque trata-se de um país que era, até bem pouco tempo, a segunda maior economia do mundo. Um país desenvolvido, com uma cultura do seguro muito forte, em que não só os bens eram segurados, mas as pessoas também tinham seus seguros individuais em capitais elevados”. A consequência natural é a busca desses segurados pelas indenizações, disse.
Depois dos Estados Unidos, o Japão é o maior produtor e consumidor de seguros do mundo. Sergio Mello avaliou que, diante dos três sinistros sofridos pelo Japão (terremoto, tsunami e vazamento de radiação nuclear), o impacto patrimonial no setor segurador e ressegurador mundial “vai ser, com certeza, o maior de todos”.
Descartou, contudo, o risco de insolvência para as empresas do setor, tal como sucedeu nos atentados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em 2001. “O seguro não é uma operação financeira. Ele é uma verdadeira ciência”. Algumas variantes utilizadas pelo setor para a avaliação do risco e sua precificação são a ciência atuarial e a pulverização de riscos. Mello explicou que essas variantes funcionam como amortizador, “um verdadeiro colchão dos prejuízos”. Isso se aplica sobretudo às operações do resseguro (seguro do segurador) e da retrocessão, que é o seguro do ressegurador.
Ele afirmou que a pulverização dos riscos em nível mundial vai facilitar o pagamento das indenizações, sem consequências danosas sobre um grupo pequeno de seguradores. Ao mesmo tempo, vai evitar uma insolvência individual e coletiva. Mello assegurou, contudo, que o impacto vai ser grande. “Muitas reservas precisarão ser utilizadas para fazer face a essas despesas”. Em relação a preços, informou que eles se baseiam na probabilidade de ocorrência de certos sinistros e no seu grau de severidade. No caso dos seguros japoneses, eles já trabalham com essas possibilidades de maneira preventiva em diversas linhas.
A exceção verificada no Japão, em que o terremoto provocou um tsunami e um acidente nuclear, será suficiente para influir no aumento do preço tanto do seguro como do resseguro. “Pode ser que algumas linhas de negócios, como riscos nucleares, sequer encontrem condições de serem segurados, porque podem se tornar, como se nota, um risco extremamente elevado. Um risco catastrófico, de proporções que o mercado segurador pode não querer mais aceitar”, observou.
Ele acredita que alguns mercados e, em especial, o nuclear, podem sofrer uma consequência ainda maior em relação ao prêmio do seguro que vai aumentar para todas as unidades industriais em âmbito mundial. Citou o caso dos Estados Unidos, da França e da Alemanha. “São países que vão sentir um aumento de prêmio substancial na área nuclear nos próximos dois a três anos”.
O presidente do comitê da Aida revelou que as exceções são mais comuns de acontecer do que se pensa. Um estudo usado durante décadas pela empresa resseguradora Swiss-Re para precificar coberturas para furacões previa que a probabilidade era de dois furacões em escala máxima (grau 5 Beaufort) aparecerem com intervalo de dez a 12 anos entre um e outro. Esse estudo perdeu a credibilidade em 2005, quando o furacão Katrina devastou o Sul dos Estados Unidos, em agosto, seguido pelo furacão Wilma, que assolou o Caribe mexicano e os Estados Unidos em outubro do mesmo ano.
“Você nota que um estudo feito dezenas de anos antes sofreu uma exceção, capaz de gerar um consequente aumento de preços naquela região, para poder recompor as reservas dos seguradores que foram comprometidas por aqueles dois eventos em série”.
Sergio Mello aposta, entretanto, que as autoridades japonesas conseguirão controlar o risco de catástrofe nuclear, possibilitando ao país se recuperar com rapidez. Avaliou que a cultura do seguro no Japão contribuirá para que isso ocorra em breve tempo, mais do que em qualquer outro país, porque o fluxo financeiro é mais rápido. A expectativa é que, após a reconstrução do Japão, o mercado local se tornará ainda mais consumidor de seguros. O mesmo se verificou na região de Manhattan, em Nova York, que viu crescer a busca por seguros nas linhas industriais, empresariais e individuais após os atentados de 11 de setembro de 2011.
Fitch alivia tensão financeira em seguros pelos danos causados pelas catástrofes no Japão
Por Denise Bueno em 15/03/2011
*matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
As perdas com o terremoto no Japão podem ser absorvidos pela indústria de seguros sem que haja tensão financeira generalizada, diz relatório pela Fitch Ratings. De acordo com a agência, ainda levará algum tempo para que as seguradoras e resseguradoras tenham uma verdadeira dimensão dos custos do desastre. Isso porque há uma complexidade muito grande de perdas, de uma simples apólice de automóvel até a contaminação nuclear e lucros cessantes da maior montadora de veículos do mundo.
A Fitch ressaltou em seu relatório que as estimativas de US$ 100 bilhões em perdas econômicas e de US$ 35 bilhões em indenizações, anunciadas pela AIR, levam em conta apenas o terremoto e não consideram o tsunami e nem o seguro de vida.
Entre os segmentos mais afetados, segundo a agência, estão o seguro residenciais e comercial, com danos aos imóveis, energia, marítimo, veículos e seguro de vida. Outra razão ponderada no estudo da Fitch foi o epicentro do terremoto ter sido localizado longe de cidades Tóquio ou Osaka. As áreas afetadas têm menor penetração de seguro.
Grande parte do prejuízo com os danos causados aos imóveis residenciais deverão ser pagos pelas seguradoras locais, uma vez que o governo japonês subsidiar o seguro para danos com terremoto. A Fitch cita o valor de US$ 52 bilhões de capacidade do governo para danos causados por terremotos a residências. Esse apoio do governo se dá por ser esse seguro muito caro no país e mesmo assim ter restrições. Isso faz o com que apenas algo entre 14% e 17% das moradias japonesas tenham seguro privado para danos causados por terremoto às residências.
Somente os riscos comerciais e industriais são cedidos diretamente ao mercado de resseguros global. Diferente do que ocorreu no Chile ou Nova Zelândia, onde não a subsidio para a compra de seguro contra terremoto.
Indenizações no Japão podem custar US$ 35 bi
Por Denise Bueno em 14/03/2011
matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br
US$ 35 bilhões. Esse é o custo estimado com indenizações que deverão ser pagas pela indústria de seguros aos segurados que tiveram perdas com a destruição causada pelo terremoto, seguido de tsnunami no Japão, segundo a AIR Worldwide, com sede em Boston. As perdas econômicas do país foram estimadas em US$ 100 bilhões. O seguro de vida é o maior na região, que movimenta prêmios de quase US$ 1 trilhão. Segundo a AIR, o país tem cerca de US$ 300 bilhões em propriedades seguradas, de acordo com a empresa de avaliação de desastres AIR Worldwide.
Os tremores ainda acontecem na região, onde o risco de acidente nuclear na região atingida é alto, segundo informaram as agências nesta manhã de segunda-feira, com contaminação de pessoas e do meio ambiente. As bolsas asiáticas fecharam em grande queda, com Tokio recuando mais de 6%, e as europeias operam em terreno negativo. Para acalmar o mercado financeiro, o governo japonês colocou mais de US$ 85 bilhões para capitalizar as instituições financeiras, que deverão sofrer bastante, tendo em vista a previsão de liquidação de algumas instituições.
As ações de resseguradoras continuam em queda, apesar dos esforços do setor em informar os investidores e analsitas de que ainda é muito cedo para prever as perdas. Munich Re, Swiss Re, Hannover Re e o grupo francês Scor perderam entre 3,5% e 5,3% na sexta-feira passada. Esse evento envolve apólices de seguros em todas as partes do mundo, de empresas que fornecem bens para o Japão. O impacto pode ser negativo, com a suspensão de investimentos ou de compras.
A Toyota, por exemplo, havia previsto investimentos superiores a US$ 600 milhões na abertura de mais uma fábrica no Brasil. Já a Usiminas poderá aumentar o fornecimento de aço para o Japão, onde cinco usinas sofreram perdas com os tremores. Ou seja, o seguro está em toda parte, seja para reconstruir os danos causados pela tragédia, seja para ofertar cobertura para tranquilizar quem ainda não havia se dado conta dos riscos da sociedade moderna.
Terremoto no Japão derruba mercado acionário mundial
Por Denise Bueno em 11/03/2011
matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br
O dia começa com imagens de destruição e notícias alarmantes sobre catástrofes naturais. O Japão sofre hoje com os estragos do terremoto na escala 8,9, o pior dos últimos 140 anos, seguido de tsunami. Os Estados Unidos emitiram alertas sobre tsunami que podem atingir desde o Alasca até o fim da América do Sul. As ondas são estimadas em dois metros, que podem ultrapassar a altitude de muitas ilhas do pacífico. Uma usina atômica esta pegando fogo e a previsão é de muitos mortos.
O evento fez com que todas as bolsas mundiais abrissem em queda. As ações de resseguradoras como Swiss Re, Munich Re e Hannover Re apresentam queda superior a 4% nesta manhã. Isso porque resseguradoras e seguradoras terão, provavelmente, um grande desembolso em indenizações para ajudar seus clientes na reconstrução das cidades atingidas.
A Ásia é a terceira maior região do mundo na compra de seguros, com quase US$ 1 trilhão, superada pela Europa, com US# 1,6 trilhão, e pelos Estados Unidos, com US$ 1,3 trilhão, segundo estudo da Swiss Re sobre a indústria mundial de seguros. O Japão o maior mercado dentro da Ásia e por isso deverá gerar um grande volume de indenizações da indústria mundial de seguros.
Segundo Robert P. Hartwig, presidente do Insurance Information Institute, 2011 deverá ser recorde em pagamento de indenizações por terremoto. Além das contas que ainda serão feitas no Japão, a indústria já contabiliza algo próximo a US$ 10 bilhões com a Nova Zelândia, diz Hartwig.
Brasil sediará evento mundial de microsseguro
Por Denise Bueno em 09/03/2011
O microsseguro – apólices desenhadas para as camadas mais carentes da população de um país – virou ordem mundial com o avanço da mobilidade social. No Brasil, que ainda aguarda uma regulamentação, o nicho é alvo de estudos e estruturação da operação por praticamente todas as 20 maiiores seguradoras. Afinal, a expectativa é de que mais de 100 milhões de pessoas possam consumir os produtos classificados em microsseguros.
O estímulo das seguradoras para entrar nesse nicho de mercado é simples. Nos últimos cinco anos a classe C dobrou de tamanho e deverá dobrar novamente nos próximos cinco anos. Além disso, os programas de microfinanças começam a ganhar corpo nos bancos e nas ONGs.
Após anos investindo na gestão do conhecimento de como lidar com as classes de menor renda, os projetos de microcrédito se mostram consolidados e novos produtos começam a ser incluídos na base de distribuição desenvolvida. Bancos como Santander e Itaú são os mais avançados no assunto. Produtos como seguros de vida, acidentes pessoais, prestamistas e assistência funeral são os principais candidatos para esse segmento de mercado.
Entre os programas de maior destaque, ainda chamados de seguros populares por não haver ainda a regulamentação de microsseguro, temos o Bradesco, com a venda de seguros de acidentes pessoais; o projeto Morro Dona Marta, que conta com a adesão de várias seguradoras e é administrado pela CNSeg; o PASI (Plano de Amparo Social Imediado), da Mapfre; e agora a Zurich com a parceria com o banco Palmas no Nordeste. Temos também uma operação piloto da Allianz, a maior do mundo em microsseguros, no Sul do Brasil, mas poucos detalhes da operação foram revelados.
Um dos obstáculos é regulamentar a figura do agente de vendas. A Porto Seguro tenta há anos desenvolver uma parceria com corretores, para que eles treinem e liderem uma equipe de moradores das comunidades para vender apólices de vida. Mas o projeto encontra dificuldades. Ou a pessoa treinada arruma outro emprego e deixa o seguro de lado, ou a inadimplência desanima a todos. Quando o pagamento puder ser feito pelo celular, esses dois empecilhos poderão ser contornados. Esse foi um dos incentivos para a Porto entrar no ramo de telecomunicações.
Uma boa oportunidade de conhecer um pouco mais desse assunto é participar do evento que será promovido no Rio de Janeiro. Segundo nota no site da CNSeg, o executivo Dirk Reinhard, vice-presidente da Munich Re Foundation, chegará na cidade maravilhosa na semana que vem para tratar da organização da 7ª Conferência Internacional de Microsseguros evento programado de 8 a 10 de novembro, no Hotel Sheraton.
No Rio, ele será recepcionado pelo mercado em almoço no dia 16 de março, uma quarta-feira, a partir das 12h45, no Centro Empresarial (Rua Senador Dantas, 74). A 7ª Conferência Internacional de Microsseguros tem apoio da CNSeg, para quem o encontro será uma oportunidade única para os profissionais brasileiros compartilharem as experiências e informações de diversas partes do mundo sobre os desafios que pavimentam as ações para o desenvolvimento do microsseguro. O site de divulgação da conferência é www.microinsuranceconference.org/2011.
Hannover Re comemora lucro recorde
Por Denise Bueno em 09/03/2011
A Hannover Re, terceira maior resseguradora do mundo e presente no Brasil como resseguradora admitida, divulgou nesta quarta-feira um lucro líquido recorde na história do grupo. Segundo comunicado distribuído à imprensa, o CEO Ulrich Wallin (foto) comemorou o ganho de 748 milhões de euros em 2010, ano em que as indenizações em três terremotos – Chile, Haiti e Nova Zelândia – somaram mais de 600 milhões de euros.
O lucro inclui a venda da Claridon, subsidiária baseada nos Estados Unidos, com impacto positivo de 112 milhões de euros. O retorno sobre o patrimônio ultrapassou 18%.Os prêmios brutos avançaram 11,2%, para 11,4 bilhões de euros. Já os prêmios líquidos totalizaram 9,3 bilhões, avanço de 7,9%.




