Somos dependentes da cadeia de seguro e resseguro, diz diretor da Petrobras
Por Denise Bueno em 26/10/2011
Hoje vi uma matéria muito interessante no site da Escola Nacional de Seguros. O texto traz informações do I Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, que infelizmente não pude cobrir. Por achar a notícia muito relevante e que pode ser base para pesquisa, com dados importantes para quem estuda o setor, vou reproduzi-la na integra aqui. Assim fica guardada para futuras consultas sobre pré sal.
A íntegra está no link http://funenseg.empauta.com/funenseg/index.php?action=1&data=20111025&utm_campaign=empauta mail&utm_medium=mail&utm_source=empauta
A previsão de investimento total da Petrobras para o período 2011-2015 é de US$ 224,7 bilhões e, somente para a exploração do pré-sal, a empresa deverá destinar US$ 53,4 bilhões até 2015. Diante deste cenário otimista, o setor de resseguros terá grandes oportunidades nos próximos anos, já que o trabalho da indústria petrolífera envolve uma série de proteções, que vão desde o seguro de riscos de engenharia até o seguro saúde para os colaboradores. O assunto foi tema de debate no I Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, realizado na última semana.
O diretor Financeiro e de Relações Institucionais da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que a produção atual da empresa é de 2,7 milhões de barris e a expectativa é de que este número chegue a 4 milhões em 2015. Para isso, será preciso instalar 19 novas unidades de produção, que terão o custo aproximado de US$ 1 bilhão cada. “Cada uma dessas estruturas demandará um seguro de risco de engenharia e depois um seguro para sua operação. Somos dependentes da cadeia de seguro e resseguro”, explicou.
De acordo com o executivo, o valor segurado pela Petrobras corresponde a US$ 100 bilhões e o prêmio pago para as apólices de risco operacional no Brasil foi de US$ 60 milhões. “Se incluirmos o seguro de riscos de engenharia, esse valor sobe para US$ 160 milhões”, acrescentou.
Para Luis Felipe Pellon, do escritório de advocacia Pellon & Associados, o mercado de resseguros vem se mostrando um grande parceiro para a atividade de exploração do petróleo. Segundo ele, não há como trabalhar neste ramo sem proteção. “Toda essa cadeia é passível de seguro e resseguro, o que vai implicar em um grande desenvolvimento para o nosso setor”, apontou.
Carlos Vinicius Coutinho, do IRB-Brasil Re, ressaltou que grande parte da prospecção de petróleo no Brasil é feita em águas profundas. De acordo com ele, isto torna a atividade mais complexa, mas, por outro lado, gera um volume de prêmios mais significativos. A falta de profissionais experientes, a questão logística e as inovações tecnológicas foram citadas por Coutinho como alguns dos desafios enfrentados pelos resseguradores.
Susan Swails, da Chartis Insurance, também destacou que é preciso aprender a cada minuto com as novas tecnologias usadas na exploração do petróleo. Para ela, é fundamental entender os riscos para poder aconselhar o cliente sobre as melhores coberturas e também para precificar. “Quanto mais informações tivermos, mais justa será a precificação. Na verdade, não sabemos qual o custo exato de um sinistro. Temos o valor dos equipamentos, mas não sabemos o valor da vida. São riscos muito sofisticados”, completou.
Julho, principal mês de renovação, começa com boas perspectivas
Por Denise Bueno em 03/07/2011
*matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
Julho marca um período de grande renovação de contratos de resseguro, que devem ser concluídos com preços estáveis, segundo relatório da Willis divulgado hoje pela manhã. O capital das resseguradoras para resseguros de catástrofes, diz o estudo, situou-se em US$ 165 bilhões no primeiro trimestre, com baixa de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, com dados ainda a serem contabilizados, a expectativa é de que o capital disponível para os contratos de seguros permaneça estável. Países com histórico de perdas elevadas, como Austrália, Nova Zelândia e Japão, há menos capacidade. Já para países emergentes, como o Brasil, há abundância de recursos.
Um outro estudo da Aon Benfield revela que a temporada de tornados e ciclones nos EUA, entre maio e junho, deve somar indenizações acima de U$ 15,5 bilhões, um valor que representa três vezes a média para todo o ano nos últimos 20 anos. As perdas econômicas foram estimadas em US$ 21,6 bilhões. De acordo com o levantamento da Aon, uma das maiores corretoras do mundo, nos últimos 20 anos os Estados Unidos teve uma média de pouco mais de US$ 5 bilhões em perdas anuais por mau tempo. A expectativa agora é com a temporada de furacões, que se estende até setembro.
No primeiro semestre, oito eventos, sendo que cinco geraram mais de US$ 1 bilhão em perdas, representaram a maior parte dos custos. Em 22 de maio, o tornado em Joplin, Missouri, e os eventos de 27 de abril em Tuscaloosa, Alabama, agora figuram como os tornados mais caros da história. Caso a temporada de furações venha com força, a expectativa é de elevação das taxas de resseguros, uma vez que o setor já acumula perdas significativas no início do ano com as inundações na Austrália e terremoto no Japão ocorrido em maio.
UBF Seguros, repaginada, disputa grandes riscos
Por Denise Bueno em 07/04/2011
A Swiss Re começou hoje a sua campanha para associar a imagem do grupo como um forte player em seguro, após a consolidação da compra da UBF Seguros no ano passado, na qual detém 80% do controle e o International Finance Corporation (IFC), um membro do Grupo Banco Mundial, os outros 20% restantes.
Em resseguro, a segunda maior resseguradora do mundo já tem uma imagem totalmente estabelecida no Brasil, por estar presente com escritório de representação há quase 15 anos. Uma das favoritas a comprar o IRB Brasil Re, quando se cogitou a privatização do ressegurador na década de 90, a Swiss Re optou por estabelecer-se como ressegurador admitido no Brasil em 2008, quando o mercado de resseguros foi flexibilizado. Com as recentes mudanças no resseguro, que passaram a vigorar no início deste mês, a expectativa dos concorrentes agora é saber se a resseguradora suíça passará a ser uma resseguradora local, com investimento mínimo de R$ 60 milhões em capital.
Independentemente do cenário de resseguro, a Swiss Re anunciou hoje que a UBF é o mais novo membro da Swiss Re Corporate Solutions, a unidade de seguros comerciais da empresa com sede em Zurique. A UBF Seguros, com sede em São Paulo, é líder em garantias e seguros agrícolas no Brasil. ”É um grande prazer concretizar esta transação”, comentou Agostino Galvagni, CEO da Swiss Re Corporate Solutions, em nota distribuída à imprensa. “Em parceria com o IFC vamos desenvolver uma proposta de valor atraente, para atender o Brasil, um mercado de importância estratégica para nós.”
O mesmo tom de otimismo veio de Loy Pires, gerente do IFC para o Brasil. “Ao facilitar a expansão do mercado de garantias, esperamos ajudar a aliviar os gargalos de infraestrutura no Brasil, o que apoiará os produtores agrícolas, colaborando assim para aumentar a renda nas regiões rurais de todo o país.”
Filipe Bonetti será o CEO da UBF a partir de 15 de setembro de 2011, no lugar de Luiz Foz, que comporá o Conselho de Administração da UBF, presidido por Iván González, Head of Swiss Re Corporate Solutions Latin America, será nomeado Presidente do Conselho de Administração e será relocado de Nova Iorque para São Paulo. “Foz foi um pioneiro no desenvolvimento dos mercados de garantias e seguros agrícolas no Brasil, e esperamos que continue envolvido no desenvolvimento da UBF Seguros”, acrescentou Galvagni.
Japão: indenizações podem atingir até US$ 45 bi
Por Denise Bueno em 06/04/2011
matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
US$ 45 bilhões. Essa é a mais recente estimativa de indenizações por perdas causadas pelo terremoto seguido de tsunami no Japão, no último dia 11. Apesar disso, de acordo com estudo da corretora de resseguros Tower Watson, o desastre não terá um efeito devastador no capital da indústria de seguros mundial. De acordo com a consultoria, as perdas econômicas chegam a US$ 300 bilhões e as indenizações a serem pagas pelas seguradoras flutuam em uma faixa entre US$ 20 bilhões e US$ 45 bilhões. A tragédia, com o terremoto de magnitude nove, o quinto maior já registrado em todo o mundo, contabiliza mais de 26 mil pessoas mortas e desaparecidas.
A diferença entre as perdas econômicas e as perdas seguradas está na estratégia do governo japonês e das seguradoras japonesas em assumir a maior parte do risco de terremoto no País, uma vez que as seguradoras estrangeiras cobram um preço elevado por estar o Japão localizado sobre a região conhecida como Círculo do Anel de Fogo do Pacífico, com cerca de sete mil tremores ao ano de pequena magnitude. Em relação as perdas pela exposição nuclear, a indústria de seguros mundial não sofrerá qualquer abalo por estar o risco limitado ao pool de seguradoras do governo japonês.
William Eyre, diretor da Towers Watson, acredita que o evento do Japão difere da catástrofe provocada pelo furacão Katrina, em 2005, quando as agências de classificação de riscos emitiram um sem-número de rebaixamento de rating. Na época, praticamente 45% das perdas econômicas estavam seguradas e uma significativa fatia havia sido pulverizada no mercado internacional de resseguros. Segundo a análise da corretora, caso não ocorra outro evento de grandes proporções, o capital das companhias permanece sólido, diante de bons ganhos registrados em 2009 e 2010. A corretora também afirma que, das perdas seguradoras no Japão, menos de US$ 15 bilhões envolvem contratos de resseguros, concentrando as perdas nas seguradoras japonesas.
Logo após o Katrina, com perdas seguradas de US$ 72 bilhões, os preços de resseguro para catástrofes registram alta entre 50% e 100%, por ter sido a perda agravada por outros furacões, Rita e Wilma. Isso fez com que várias empresas saíssem do mercado, o que reduziu a oferta de capacidade e, consequentemente, aumentou o preço do seguro num momento de forte demanda das empresas preocupadas em proteger o patrimônio da fúria da natureza.
No caso do Japão, boa parte da perda não está ressegurada no mercado internacional. Tanto que, para muitos resseguradores, o valor a ser pago pelos terremotos na Nova Zelândia deverá ser maior do que o desembolso no Japão. Em razão disso, a Towers Watson projeta aumento entre 20% a 50% para os programas japoneses. Já as renovações de seguros na Austrália e Nova Zelândia, geralmente realizadas em julho, deverão sofrer aumento de taxas significativos.
O estudo não fala no Brasil. Mas a expectativa é de que as resseguradoras deverão correr para países com baixa exposição de catástrofes para recuperar a rentabilidade perdida neste ano. O Brasil é um dos alvos favoritos por ter de preparar o pais para sediar a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Eventos com data certa para ser realizado e com poucas chances de não serem realizados. No entanto, o atraso das obras faz com
Brasil passa a figurar no ranking de catástrofes mundiais
Por Denise Bueno em 29/03/2011
O custo total de catástrofes em 2010 foi 60% maior do que o volume de indenizações pagas pela indústria de seguros em 2009, afirma estudo da Swiss Re divulgado hoje. Em 2011, a previsão é de que o volume seja um dos maiores da história do setor em razão da tragédia do Japão, enchentes na Austrália e terremoto na Nova Zelândia.
As perdas economicas dos países totalizaram US$ 218 bilhões em 2010, decorrentes de catástrofes naturais e geradas pelo homem. As indenizações pagas pelas seguradoras chegaram a US$ 43 bilhões em 2010, 60% acima dos US$ 27 bilhões de 2009. Em número de vítimas, o terremoto que devastou o Haiti em janeiro de 2010 lidera o ranking, com 222 mil mortos, seguido pela onda de calor na Rússia no mês de junho foi responsável por 55,6 mil mortes.
No ranking das catástrofes mais custosas para a indústria de seguros entre 1970 e 2010, temos o furacão Katrina nos EUA em 2005, com US$ 72 bilhões, o furacão Andrew, em 1992, com US$ 24 bilhões, e os atentados terroristas aos EUA em 2005, com indenizações de US$ 23 bilhões. Em 2011, só a tragédia ocorrida no Japão, com terremoto seguido de tsunami, deverá custar mais de US$ 35 bilhões às companhias de seguros, passando a ser a segunda catástrofe mais cara do setor desde 1970.
Em pagamento de indenizações, o terremoto do Chile foi o mais caro para as seguradoras em 2010, com US$ 8 bilhões em desembolsos, seguido pelo terromoto na Nova Zelândia, avaliado até o momento em US$ 4,5 bilhões. No total, o estudo da Swiss Re traz 304 eventos, sendo 167 catástrofes naturais e 137 de acidentes causados pelo homem. Apesar de certo equilíbrio em numero de ocorrências, as catástrofes naturais foram responsáveis por quase a totalidade das indenizações, com US$ 40 bilhões, ficando os acidentes causados pelo homem com os US$ 3 bilhões restantes. Entre os mais custosos para as seguradoras estão os desastres marítimos, explosões e acidentes aéreos.
As mudanças climáticas são tão evidentes que até mesmo o Brasil passou a figurar no ranking de catástrofes naturais do estudo da Swiss Re. A fúria da natureza no Brasil é bem mais suave do que em outras partes do mundo. O pais abre o ranking que traz a cronologia dos eventos de enchentes em 2010, com as enchentes no Rio de Janeiro, Angra dos Reis, São Paulo e Minas Gerais, com 85 mortes e danos de US$ 145 milhões. Também fecha o mesmo quadro com a triste notícia de 256 mortes, 403 feridos e mais de 74,5 mil desabrigados com as chuvas no Rio de Janeiro e Niterói, que causaram danos de US$ 200 milhões, segundo o estudo divulgado hoje.
O estudo completo pode ser acessado no site da segunda maior resseguradora do mundo: www.swissre.com
O mercado de resseguro brasileiro amadurece
Por Denise Bueno em 27/03/2011
Não pude cobrir pessoalmente a 3 ª Conferência Brasileira de Resseguros no Rio de Janeiro. Infelizmente. Mas em conversas com quem participou e lendo os textos publicados no site da revista inglesa Reactions, que promoveu o evento, trago aqui um resumo do que aconteceu nos dois dias de debates sobre os três anos de abertura do mercado de resseguros brasileiro.
O mercado de resseguros no Brasil deverá triplicar até 2030, segundo especialistas que participaram do evento promovido nos dia 24 e 25 de março. Em volume de faturamento, isso significa passar dos US$ 2,4 bilhões de 2010 para US$ 7,2 bilhões até 2030. Muitos consideram essa expectativa para lá de conservadora diante dos milionários investimentos necessários para sustentar o crescimento econômico do Brasil, sede da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016.
O seminário aconteceu justamente na semana em que governo e iniciativa privada discutiam mudanças significativas nas regras do resseguro. As resoluções 224 e 225 foram editadas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) em dezembro. A 224 veta o repasse de contratos de resseguros entre empresas do mesmo grupo e a 225 exige que 40% do contrato sejam obrigatoriamente colocados com resseguradoras locais, ou seja, estabelecidas com companhias aberta no país.
Tais mudanças, que podem para alguns ser banais, tem o poder de mudar o destino de uma indústria caso estejam muito fora do que é praticado mundialmente. Tanto a liberdade total não foi benéfica no caso da Argentina, na década de 90, levando o ressegurador estatal à falência, como também muitas restrições acabam por desproteger o país como avaliou o estado de Nova York. Após os atentados de 11 de setembro, o estado reduziu as restrições para que as resseguradoras estrangeiras pudessem assumir mais riscos demandados pelo novo cenário de globalização e interligação das economias.
As seguradoras estrangeiras, que trouxeram para o Brasil o braço de resseguros do conglomerado, utilizaram todo o peso das entidades internacionais para influenciar o governo brasileiro. Conseguiram o adiamento da validade das regras, passando de janeiro para o final de março. Com dois meses de discussão, conseguiram também flexibilizar um pouco a restrição inicial de repasse dos contratos de resseguros entre empresas do mesmo grupo. A primeira versão da resolução 224 era de que uma seguradora não poderia repassar absolutamente nada para a resseguradora do mesmo grupo contratos de resseguro. Uma proposta de 20% foi colocada na mesa de discussão. Na última versão conhecida, o limite chegava a 40%, excluindo dessa reserva contratos de seguro garantia, de crédito e rural.
As seguradoras estrangeiras agora finalizam a criação de uma associação para defender seus interesses diante de proteções consideras inconstitucionais por advogados renomados no país. Ainda lutam para o adiamento das regras e trabalham em novas propostas, como a tributação, cronograma de novos investimentos, oferta de capacidade para riscos complexos como pré-sal e um roteiro de autoregulamentação do setor.
Segundo vários executivos, a 224 foi feita para beneficiar o IRB Brasil Re, que vinha perdendo mercado diante da competição natural de um mercado recém aberto. Um dos motivos é o custo administrativo. Enquanto o IRB tem 500 funcionários, as resseguradoras estrangeiras operam com um numero infinitamente menor, que sequer chega a 50 no caso daquelas que abriram uma resseguradora local. Já as admitidas, contam com um numero que não chega a 20 funcionários, por usarem a infraestrutura da matriz.
Leonardo Paixão, presidente do IRB-Brasil Re, maior resseguradora local do Brasil, defendeu as mudanças nas regras do resseguro, limitando o repasse de contratos de resseguros entre empresas do mesmo grupo. Segundo divulgou a revista inglesa Reactions, que promoveu a Conferência Brasileira de Resseguros do Brasil, o executivo disse durante palestra que “depois de observar algumas práticas que eram quase clandestine, órgão regulador decidiu agir para conter tais abusos”.
Paixão disse a plateia que as restrições visam proteger os resseguradores locais e não o IRB. “Temos de ter um mercado local de pelo menos 40%. Acreditamos que teremos mais resseguradores locais com as regras e que ninguém deixará o país”, acrescentou Paixão.
Caso as negociações avancem dentro do que os estrangeiros solicitam, é praticamente certo a transformação de seis grandes grupos da categoria ressegurador admitido para ressegurador local, segundo uma influente fonte do setor. Ou seja, cada uma delas teria de aportar R$ 60 milhões como capital mínimo, além do investimento em contratação de pessoas e tecnologia.
Uma das formas de tornar o IRB mais competitivo, segundo o presidente Paixão, é internacionalizar o ressegurador que após quase 70 anos de monopólio vem se adaptando para competir num mercado aberto. “A proteção do IRB está na modernização da empresa e na internacionalização”, disse aos executivos presentes.
Apesar de tudo, otimismo se mantém em alta
Apesar das discussões e demonstrações de descontentamento com a atitude do governo, as empresas se mantêm otimistas e confiantes sobre as oportunidades de longo prazo em uma das economias que mais cresce no planeta.
De acordo com os painelistas do evento, o mercado do Brasil já percorreu um longo caminho desde a abertura, em 2008. E agora luta para corrigir imperfeições e assim ajustar-se para acompanhar o crescimento da economia, que entre os BRICs (Brasil, Rússia, índia e China) é o que mais tem atraído investimentos estrangeiros, perdendo apenas para a China, considerada o motor do mundo com seus mais de 1,6 bilhão de habitantes que começam a ingressar no mundo do consumo.
Segundo avaliação de vários palestrantes durante o disputado evento, as grandes empresas consumidores de seguros, que por quase 70 anos foram obrigadas a comprar resseguro do IRB Brasil Re, beneficiaram-se da concorrência gerada com a entrada de 96 resseguradores internacionais, que trouxeram especialização, técnica e preço diferenciados.
Segundo Luiz Alberto Pestana, vice-presidente da UBF Seguros, em 2007, a grande pergunta era se a abertura seria boa ou ruim para o país. “Costumávamos responder depende. Será boa para os bons riscos e ruim para os rmaus riscos. O que temos hoje é no mínimo um mercado mais justo”, opinou. Pestana.
Jacques Bergman, presidente da Fairfax Brasil, relatou que houve uma completa mudança nos preços porque as resseguradoras internacionais trazem uma abordagem mais técnica para a subscrição. “Hoje os preços são completamente diferentes do que eram quando o mercado era monopolio do IRB, pois estamos em um mercado aberto”, diz Bergman em sua palestra.
Segundo Phillipe Rochaix, presidente da XL Re Latin America, a principal mudança veio com a possibilidade das resseguradoras poderem usar suas técnicas para calcular o preço de acordo com o risco apresentado e ofertar coberturas diferenciadas para atender as necessidades de proteção dos clientes.
Com um cálculo mais apurado de levantamento de probabilidades e histórico de prevenção e de acidentes, as empresas que investem em gerenciamento de risco e um histórico de poucos acidentes têm taxas mais baixas. “Os riscos ruins têm taxas mais altas porque tem um histórico de perdas”, informa Bergman.
Ajustes fazem parte do desenvolvimento do mercado
O otimismo não retira as criticas das alterações no setor com as resoluções 224 e 225. “Acreditamos que isso vai contra a prática internacional”, disse Benjamin Gentsch, CEO adjunto da Scor Global P&C, informa a Reactions. “Nós acreditamos que é preciso haver uma discussão entre o governo e a indústria de seguros e resseguros. A tendência de perdas do mercado internacional com as recentes catástrofes podem agravar ainda mais a situação para o Brasil em caso de ser aprovada regras restritivas a atuação dos estrangeiros.
“A indústria de resseguros é caracterizada pela pulverização global do risco”, comenta Gentsch, afirmando não ser contra as regulamentações brasileiras. “Mas é preciso ter coerência, como Austrália, Nova Zelândia e Japão. Países que sofreram com catástrofes recentes e contam com seguro para ajudar na reconstrução”.
Segundo Philippe Rochaix, presidente e CEO da XL Re Latin América, disse em sua palestra que a mudança de regra no Brasil atrapalha a eficiência do setor. “A principal regra do resseguro é a pulverização do risco em todo o mundo”, disse ele. “O Brasil tem a chance de se tornar um centro de resseguros na América Latina, desde que haja coerência na regulamentação”.
Nick Metcalf, CEO da Liberty Syndicates, ponderou que mudanças nas regras são típicas de mercados recém abertos. “Eu não acredito que o protecionismo é a palavra correta, mas é importante que as regras não sejam discriminatórias. Tenho certeza que p tema será mais debatido para que se encontre uma solução eficaz para o Brasil”.
Para Metcalf, em um mercado recém aberto é natural que alguns players tenham mais apetite do que outros e atuem com uma estratégia agressiva para obter volume. “Vimos isso em vários países que liberalizarem seus mercados. E como resultado, temos um mercado maduro, onde se destacam as empresas que apostaram nas relações de longo prazo e a saída daquelas que optaram por um estratégia de curto prazo”.
Para o CEO da Liberty Syndicates, o mercado de resseguros no Brasil, com prêmios de US$ 2,6 bilhões, é pequeno para as 96 resseguradoras autorizadas a operar localmente. “Mas isso é uma das características de uma pós-mercado liberalizado”, disse ele, segundo informa a reportagem da Reations.
“Como as coisas se acalmam, vamos encontrar os números diminuem. É um mercado gato não para que haja um pouco mais de transparência nos resultados, e como as empresas vêem os problemas de rentabilidade que vem através de pessoas vão sair. ”
Gentsch, da Scor, comentou que em outros mercado dos mundo há mais de 100 resseguradoras competindo por uma fatia do bolo e que cerca de 30, no máximo, são mais ativos nas negociações.
Demanda crescente por proteção para riscos globais
O crescimento econômico no Brasil traz um novo cenário de riscos para as empresas brasileiras, onde as apólices de interrupção de negócios e responsabilidade civil tem um grande potencial para se desenvolverem, acredita Florian Kummer, executivo da Liberty Syndicates, braço de resseguros do grupo Liberty Mutual e um dos principais sindicatos do Lloyd’s of London, segundo reportagem publicada pela Reactions.
O seguro de lucro cessante tem sido mais demandado por empresas que tem cadeias complexas de suprimentos, como as indústrias químicas e automotiva. Já o seguro de responsabilidade civil vem de encontro as necessidades da indústria de construção civil, onde o seguro de produtos e de danos ambientais são essenciais para garantir a sustentabildiade dos negócios.
Para Florian, a grande vantagem da Liberty está na técnica de subscrição. Por serem produtos inovadores para o país, quem tiver mais capacidade de fazer uma boa subscrição conseguirá se destacar com produção e com rentabilidade.
Japão já é considerado a maior perda do setor, informa a Agência Brasil
Por Denise Bueno em 16/03/2011
Veja abaixo a íntegra da matéria divulgada na Agência Brasil
As catástrofes registradas no Japão a partir da última sexta-feira (11) representam o maior evento de consequências indenizatórias do mercado segurador e ressegurador mundial, superando, inclusive, os atentados de 11 de setembro de 2011, nos Estados Unidos, cujas perdas somaram em torno de US$ 120 bilhões.
A afirmação foi feita hoje (16) à Agência Brasil pelo presidente do Comitê Ibero-Latino-Americano da Associação Internacional de Direito de Seguro (Cila-Aida), Sérgio Barroso de Mello. “Não há dúvida de que estamos superando esses números em muito, porque trata-se de um país que era, até bem pouco tempo, a segunda maior economia do mundo. Um país desenvolvido, com uma cultura do seguro muito forte, em que não só os bens eram segurados, mas as pessoas também tinham seus seguros individuais em capitais elevados”. A consequência natural é a busca desses segurados pelas indenizações, disse.
Depois dos Estados Unidos, o Japão é o maior produtor e consumidor de seguros do mundo. Sergio Mello avaliou que, diante dos três sinistros sofridos pelo Japão (terremoto, tsunami e vazamento de radiação nuclear), o impacto patrimonial no setor segurador e ressegurador mundial “vai ser, com certeza, o maior de todos”.
Descartou, contudo, o risco de insolvência para as empresas do setor, tal como sucedeu nos atentados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em 2001. “O seguro não é uma operação financeira. Ele é uma verdadeira ciência”. Algumas variantes utilizadas pelo setor para a avaliação do risco e sua precificação são a ciência atuarial e a pulverização de riscos. Mello explicou que essas variantes funcionam como amortizador, “um verdadeiro colchão dos prejuízos”. Isso se aplica sobretudo às operações do resseguro (seguro do segurador) e da retrocessão, que é o seguro do ressegurador.
Ele afirmou que a pulverização dos riscos em nível mundial vai facilitar o pagamento das indenizações, sem consequências danosas sobre um grupo pequeno de seguradores. Ao mesmo tempo, vai evitar uma insolvência individual e coletiva. Mello assegurou, contudo, que o impacto vai ser grande. “Muitas reservas precisarão ser utilizadas para fazer face a essas despesas”. Em relação a preços, informou que eles se baseiam na probabilidade de ocorrência de certos sinistros e no seu grau de severidade. No caso dos seguros japoneses, eles já trabalham com essas possibilidades de maneira preventiva em diversas linhas.
A exceção verificada no Japão, em que o terremoto provocou um tsunami e um acidente nuclear, será suficiente para influir no aumento do preço tanto do seguro como do resseguro. “Pode ser que algumas linhas de negócios, como riscos nucleares, sequer encontrem condições de serem segurados, porque podem se tornar, como se nota, um risco extremamente elevado. Um risco catastrófico, de proporções que o mercado segurador pode não querer mais aceitar”, observou.
Ele acredita que alguns mercados e, em especial, o nuclear, podem sofrer uma consequência ainda maior em relação ao prêmio do seguro que vai aumentar para todas as unidades industriais em âmbito mundial. Citou o caso dos Estados Unidos, da França e da Alemanha. “São países que vão sentir um aumento de prêmio substancial na área nuclear nos próximos dois a três anos”.
O presidente do comitê da Aida revelou que as exceções são mais comuns de acontecer do que se pensa. Um estudo usado durante décadas pela empresa resseguradora Swiss-Re para precificar coberturas para furacões previa que a probabilidade era de dois furacões em escala máxima (grau 5 Beaufort) aparecerem com intervalo de dez a 12 anos entre um e outro. Esse estudo perdeu a credibilidade em 2005, quando o furacão Katrina devastou o Sul dos Estados Unidos, em agosto, seguido pelo furacão Wilma, que assolou o Caribe mexicano e os Estados Unidos em outubro do mesmo ano.
“Você nota que um estudo feito dezenas de anos antes sofreu uma exceção, capaz de gerar um consequente aumento de preços naquela região, para poder recompor as reservas dos seguradores que foram comprometidas por aqueles dois eventos em série”.
Sergio Mello aposta, entretanto, que as autoridades japonesas conseguirão controlar o risco de catástrofe nuclear, possibilitando ao país se recuperar com rapidez. Avaliou que a cultura do seguro no Japão contribuirá para que isso ocorra em breve tempo, mais do que em qualquer outro país, porque o fluxo financeiro é mais rápido. A expectativa é que, após a reconstrução do Japão, o mercado local se tornará ainda mais consumidor de seguros. O mesmo se verificou na região de Manhattan, em Nova York, que viu crescer a busca por seguros nas linhas industriais, empresariais e individuais após os atentados de 11 de setembro de 2011.
Terremoto no Japão derruba mercado acionário mundial
Por Denise Bueno em 11/03/2011
matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br
O dia começa com imagens de destruição e notícias alarmantes sobre catástrofes naturais. O Japão sofre hoje com os estragos do terremoto na escala 8,9, o pior dos últimos 140 anos, seguido de tsunami. Os Estados Unidos emitiram alertas sobre tsunami que podem atingir desde o Alasca até o fim da América do Sul. As ondas são estimadas em dois metros, que podem ultrapassar a altitude de muitas ilhas do pacífico. Uma usina atômica esta pegando fogo e a previsão é de muitos mortos.
O evento fez com que todas as bolsas mundiais abrissem em queda. As ações de resseguradoras como Swiss Re, Munich Re e Hannover Re apresentam queda superior a 4% nesta manhã. Isso porque resseguradoras e seguradoras terão, provavelmente, um grande desembolso em indenizações para ajudar seus clientes na reconstrução das cidades atingidas.
A Ásia é a terceira maior região do mundo na compra de seguros, com quase US$ 1 trilhão, superada pela Europa, com US# 1,6 trilhão, e pelos Estados Unidos, com US$ 1,3 trilhão, segundo estudo da Swiss Re sobre a indústria mundial de seguros. O Japão o maior mercado dentro da Ásia e por isso deverá gerar um grande volume de indenizações da indústria mundial de seguros.
Segundo Robert P. Hartwig, presidente do Insurance Information Institute, 2011 deverá ser recorde em pagamento de indenizações por terremoto. Além das contas que ainda serão feitas no Japão, a indústria já contabiliza algo próximo a US$ 10 bilhões com a Nova Zelândia, diz Hartwig.
Governo deve adiar mudanças no resseguro
Por Denise Bueno em 24/01/2011
Adoro fazer aniversário. Tantas ligações e desejos de saúde, paz, amor e sucesso. Neste ano fiquei impressionada com a rede de amigos que tenho. Ainda não tinha dado conta, mas o Facebook, que manda alerta dos aniversariantes, me fez perceber o quanto sou querida. Por outro lado, as facilidades das redes sociais deixam aquela saudade do abraço carinhoso.
Essa também é uma data em que fico prá lá de bem informada. Como as fontes também estão na rede social, acabam sabendo do aniversário. Mas optam por ligar. O que é ótimo, ainda mais numa entressafra de notícias como o período de janeiro. Conversa vai e conversa vem e acabo me atualizando das notícias com a parada do fim de ano. Que aliás não aconteceu em seguros desta vez. Todos trabalharam duro. Seja para atender as vítimas das chuvas, seja para negociar com o governo mudanças nas regras do resseguro divulgadas em dezembro.
Só nesta semana, o Brasil recebe três pesos pesados da indústria mundial de seguros. Eles se deslocaram dos EUA e da Europa até aqui para conversar com o governo brasileiro. O objetivo é mostrar que as mudanças nas regras do resseguro, previstas para entrarem vigor em fevereiro, são totalmente fora de qualquer política de boa vizinhança.
Afinal, o mercado de resseguros demorou quase uma década para derrubar o monopólio, diante de tanto estudo e regras elaboradas. Tudo dentro da lei. Pouco mais depois de dois anos, tudo muda do dia para a noite e sem qualquer consulta pública. Pior. De forma inconstitucional, alegam executivos envolvidos nas negociações com o governo, que além de receber os principais executivos do setor do Brasil e do mundo, também tem sido procurado pelos diplomatas. Os consulados estão preocupados com a relação dos países diante da falta de segurança jurídica causada por esse fato e que pode prejudicar investimentos que estavam programados em outros setores.
Diante de tantas conversas, parece que o governo vai adiar o início das novas regras para março. Até lá, a expectativa é de que haja tempo suficiente para que todos possam conversar, discutir e achar uma saída menos traumática para problemas eventuais que surgiram nesses dois anos de mercado livre de resseguro.
De um lado, o governo se defende alegando que algumas companhias burlaram as regras. A lei determina a oferta preferencial dos contratos de resseguro para as resseguradoras locais, instaladas no Brasil. Algumas companhias, interessadas em passar todo o contrato para a matriz, ofertavam um contrato com clausulas adicionais para as locais com o firme propósito delas declinarem do negócio. Com o “não aceito” em mãos, passavam todo o risco para a matriz, sem as tais cláusulas que dificultaram a negociação local.
Os resseguradores estrangeiros se defendem alegando que as mudanças no resseguro visam beneficiar o IRB Brasil Re, que deteve o monopólio por quase 70 anos. Dizem que o ressegurador que tem Bradesco e Itaú como principais acionistas privadas, além do governo que negocia a venda das suas ações para o Banco do Brasil, perdeu muito market share em seguro garantia e riscos de engenharia. Para frear a queda vertiginosa nas vendas de resseguro de infraestrutura, a saída foi mudar as regras.
A primeira mudança foi trocar a oferta antes preferencial para obrigatória. Até aqui não há tantas queixas, pois tudo pode ser contornado com acordos entre as seguradoras e resseguradoras. Nesta também o prazo já está previsto para março. O custo para o cliente vai aumentar em razão de ter mais um procedimento a ser negociado, mas os executivos até são pacientes com isso.
Mas não poder retroceder o contrato de resseguro captado no Brasil para a matriz no exterior é algo fora de qualquer entendimento. Esta resolução está prevista para entrar em vigor dia 31 de janeiro e é o foco de negociações com o governo. Mais de cem empresas vieram para o Brasil com esse objetivo. E vieram porque as regras eram claras. E depois de aqui estar mudar tudo, ninguém aceita. Bem, parece que um primeiro round já foi vencido, adiando a validade para final de março. Falta agora a articulação política das estrangeiras nesses próximos meses para realmente mostrar ao governo como funciona o resseguro em todo o mundo.
Se conseguirem, a indústria de seguros brasileira continuará no seu vertiginoso crescimento dentro de padrões mundiais. Se não, voltaremos a ter um mercado insignificante, com produtos padronizados, preço alto e comandado por poucos muito mais interessados em ter lucro do que criar produtos para dar proteção aos indivíduos, às famílias, às empresas e ao próprio governo. O que seria muito ruim, principalmente porque todos os países que se desenvolveram fortemente contam com uma indústria de seguros robusta para dar sustentabilidade ao crescimento.
Mais uma concorrente para o garantia: Austral
Por Denise Bueno em 29/10/2010
A Austral Seguradora, empresa do Grupo Austral, braço da Vinci Partners para o setor de seguros, recebeu o sinal verde da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para operar no mercado brasileiro. Com investimento inicial de R$ 25 milhões, a companhia terá foco nos segmentos de Seguro Garantia e Riscos de Engenharia, priorizando projetos de infraestrutura como rodovias, ferrovias, aeroportos, projetos de energia elétrica, habitacional, construção naval, saneamento, óleo e gás e concessões.
Segundo o diretor executivo da Austral Seguradora, Carlos Frederico Leite Ferreira, existe uma projeção relevante de investimentos no setor de infraestrutura no Brasil, o que estimulará as operações de Seguro Garantia e Riscos de Engenharia. Somente em 2009 estes segmentos cresceram, respectivamente, mais de 40% e 27%, na comparação com 2008, informou a empresa em nota divulgada à imprensa.
O volume de prêmios da nova seguradora deverá alcançar cerca de R$ 400 milhões nos próximos cinco anos, de acordo com o plano de negócios. Além disto, os acionistas estão preparados para investir até R$ 500 milhões em capital para fomentar o crescimento da empresa.
A ideia dos executivos da Austral Seguradora é torná-la um dos principais players do ramo no país, oferecendo capacidade ao mercado por meio de um serviço diferenciado, ágil e desburocratizado. “O grande diferencial da empresa está na ênfase na qualidade e agilidade do atendimento e prestação de serviços a corretores e parceiros de negócios, buscando um atendimento personalizado”, afirma Ferreira, que possui mais de 15 anos de experiência na subscrição de seguro garantia no Brasil.
A Austral Seguradora contará ainda com uma parceira no segmento ressegurador, a Austral Resseguradora (Austral Re), que compõe o Grupo Austral, e deverá iniciar as operações em território nacional até o fim de 2010. A Austral Re, cujo capital inicial soma R$ 100 milhões, terá a Austral Seguradora como principal cliente no segmento de Seguro Garantia. “A expectativa é que a participação de mercado da nossa resseguradora atinja entre 10% e 12% em cinco anos”, prevê Bruno Zaremba, sócio da Vinci Partners, controladora do Grupo Austral.




