Mais uma concorrente para o garantia: Austral
Por Denise Bueno em 29/10/2010
A Austral Seguradora, empresa do Grupo Austral, braço da Vinci Partners para o setor de seguros, recebeu o sinal verde da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para operar no mercado brasileiro. Com investimento inicial de R$ 25 milhões, a companhia terá foco nos segmentos de Seguro Garantia e Riscos de Engenharia, priorizando projetos de infraestrutura como rodovias, ferrovias, aeroportos, projetos de energia elétrica, habitacional, construção naval, saneamento, óleo e gás e concessões.
Segundo o diretor executivo da Austral Seguradora, Carlos Frederico Leite Ferreira, existe uma projeção relevante de investimentos no setor de infraestrutura no Brasil, o que estimulará as operações de Seguro Garantia e Riscos de Engenharia. Somente em 2009 estes segmentos cresceram, respectivamente, mais de 40% e 27%, na comparação com 2008, informou a empresa em nota divulgada à imprensa.
O volume de prêmios da nova seguradora deverá alcançar cerca de R$ 400 milhões nos próximos cinco anos, de acordo com o plano de negócios. Além disto, os acionistas estão preparados para investir até R$ 500 milhões em capital para fomentar o crescimento da empresa.
A ideia dos executivos da Austral Seguradora é torná-la um dos principais players do ramo no país, oferecendo capacidade ao mercado por meio de um serviço diferenciado, ágil e desburocratizado. “O grande diferencial da empresa está na ênfase na qualidade e agilidade do atendimento e prestação de serviços a corretores e parceiros de negócios, buscando um atendimento personalizado”, afirma Ferreira, que possui mais de 15 anos de experiência na subscrição de seguro garantia no Brasil.
A Austral Seguradora contará ainda com uma parceira no segmento ressegurador, a Austral Resseguradora (Austral Re), que compõe o Grupo Austral, e deverá iniciar as operações em território nacional até o fim de 2010. A Austral Re, cujo capital inicial soma R$ 100 milhões, terá a Austral Seguradora como principal cliente no segmento de Seguro Garantia. “A expectativa é que a participação de mercado da nossa resseguradora atinja entre 10% e 12% em cinco anos”, prevê Bruno Zaremba, sócio da Vinci Partners, controladora do Grupo Austral.
Governo, Swiss Re e IFC inovam para fazer o Brasil crescer com sustentatilidade
Por Denise Bueno em 28/09/2010
Mais uma etapa vencida rumo ao crescimento da indústria de seguros brasileira, que a cada dia encontra formas de ajudar a baratear os financiamentos para as obras de infraestrutura que o Brasil precisa para dar sequência ao crescimento da economia. Ontem o ministro da Fazenda Guido Mantega informou que a criação da Agencia Brasileira de Garantias será instituída por medida provisória.
A decisão vem contra o que os executivos de seguros aguardavam. Era previsto que a agência seria criada por Projeto de Lei, que levaria algum tempo para entrar em vigor, e não como Medida Provisória, com chances de entrar em vigor em até 30 dias. Segundo o ministro, a MP será escrita e, após assinada pelo presidente da República, o Brasil terá uma agência de fomento que ajudará a baratear o custo financeiro dos empréstimos para as obras de infraestrutura do Brasil, estimada em algo próximo de R$ 1 trilhão, segundo levantamento do PAC-2.
O interesse em fazer o Brasil dar certo gerou outra grande notícia ontem. Interessada em dar garantias ao crescimento do país, a Swiss Re e o IFC, braço financeiro do Banco Mundial, aportaram R$ 40 milhões na UBF Seguros. Especializada em seguro garantia e agrícola, a seguradora estava fora do mercado a espera de capital. Capitalizada, o presidente Roberto Foz, auxiliado pelo jovem Felipe Bonetti, que o ajudará neste período de transição, colocará a equipe da UBF para arquitetar programas de seguros para projetos, tendo como garantia a credibilidade da Swiss Re, com 80% do capital, e o IFC, com 20%.
A parceria entre Swiss Re e IFC foi iniciada no alto escalão. “O assunto começou a ser discutido pelo president do IFC e pelo presidente da Swiss Re”, contou Rudi Flunger, diretor da divisão de seguros e linhas especiais da Swiss Re. O investimento do megainvestidor Warren Buffett, que tem boa parte da sua fortuna vinda do controle do grupo segurador Berkshire Hathway, em resseguradoras concorrentes em 2009 e 2010, especialmente na Swiss Re e na Munich Re, foi um estimulo e tanto para o IFC olhar com mais atenção a indústria de seguros, acredita Pedro Mader Meloni, advisor do IFC para a America Latina e Caribe.
Durante coquetel realizado ontem, a resseguradora Swiss Re informou que vai atuar como seguradora e também resseguradora nesses dois nichos. Mundialmente, apenas 10% do faturamento do grupo suíço vem de seguro, sendo resseguro a atividade principal. “Isso mostra o interesse do grupo no Brasil, que tem ainda duas resseguradoras admitidas”, diz Foz.
Para a Swiss Re, o mercado de seguros brasileiro é de extrema importância. Segundo Fluger além do aporte de capital, o grupo empenha-se em compartilhar conhecimentos e capacidades técnicas e assim auxiliar a expansão da UBF Seguros para outras linhas de negócios. “A transação reflete o compromisso da Swiss Re com o mercado brasileiro, que tem importância estratégica destacada e onde estamos fazendo negócios há mais de 80 anos. Além disso, estamos satisfeitos por este investimento criar a oportunidade de fortalecer nossa parceria com a IFC ao redor do mundo.”
O IFC ressaltou a força do mercado de seguros no Brasil. “Decidimos fazer este investimento porque acreditamos no crescimento da indústria de seguros como um fator chave para dar sustentabilidade ao desenvolvimento do Brasil”, disse Meloni. O foco do IFC é investir em setores que, embora tenham boas perspectivas de crescimento e rentabilidade precisam ganhar mais eficiência em termos de competição.
Este é o primeiro investimento da agência de fomento em seguros no Brasil. O IFC opera em mais de 100 países e no Brasil contava com investimentos apenas em bancos. O próximo passo no mercado de seguros poderá ser em microsseguro. “Estamos com projetos em microfinanças e quando este estiver viabilizado pode ser um passo natural apoiar o microsseguro, que complementa a microfinança”, disse.
Swiss Re e IFC investem US$ 40 milhões na UBF
Por Denise Bueno em 27/09/2010
A UBF Seguros anunciou hoje que a Swiss Re e a International Finance Corporation (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, concordaram em investir US$ 40 milhões na companhia, passando a resseguradora a ser a acionista majoritária controladora da UBF Seguros e a IFC o único investidor minoritário. O anúncio ao mercado será feito nesta noite, em coquetel no restaurante Leopoldo, em São Paulo, com a presença de pesos pesados da indústria local e internacional de seguros e de resseguros.
Sediada em São Paulo, a UBF Seguros atua com seguro garantia e agrícola. O capital adicional fortalecerá a capacidade da empresa para concorrer no mercado de seguros de linhas especiais no Brasil, em rápido crescimento, onde a demanda está sendo impulsionada por investimentos significativos em infraestrutura, energia e agricultura, diz a seguradora em nota divulgada.
“Esta é uma transação bastante atraente dos pontos de vista estratégico e financeiro, que cria valor significativo para a UBF Seguros”, declarou Luiz Foz (foto), Diretor Presidente da UBF Seguros, na nota. “O endosso de um líder setorial global como a Swiss Re e de um investidor com a reputação da IFC proporciona uma combinação de negócios poderosa, que oferece uma oportunidade extraordinária para fortalecer nossos negócios e fornecer soluções para o mercado brasileiro.”
A liberalização do mercado brasileiro de (res)seguros aumentou a concorrência e a necessidade por inovação de produtos, experiência em subscrição e gestão de riscos. “A UBF Seguros foi pioneira no desenvolvimento dos mercados de garantias e seguros agrícolas no Brasil”, declarou Rudi Flunger, Diretor da Divisão de Seguros e Linhas Especiais da Swiss Re.
“A Swiss Re apoiou a companhia desde sua fundação e continuará a fazê-lo cada vez mais, fortalecendo sua base de capital, implementando ainda mais nossos conhecimentos e capacidades técnicas e auxiliando a expansão da UBF Seguros para outras linhas de negócios. A transação reflete o compromisso da Swiss Re com o mercado brasileiro, que tem importância estratégica destacada e onde estamos fazendo negócios há mais de 80 anos. Além disso, estamos satisfeitos por este investimento criar a oportunidade de fortalecer nossa parceria com a IFC.
O primeiro investimento da IFC no setor segurador brasileiro facilitará o desenvolvimento de projetos de infraestrutura por meio da expansão do mercado de garantias, além de ajudar também o desenvolvimento de novos produtos de seguros agrícolas, ampliando o acesso a esquemas de seguros públicos e privados de mais de 2 milhões de agricultores.
Loy Pires, Gerente da IFC para o Brasil, declarou na nota: “Este investimento acionário na UBF fortalece o relacionamento estratégico global entre a IFC e a Swiss Re. Facilitando a expansão do mercado de garantias, esperamos ajudar a aliviar os gargalos de infraestrutura no Brasil e a apoiar os produtos agrícolas, colaborando assim para aumentar a renda nas regiões rurais de todo o país.”
Em conexão com a capitalização, a UBF Seguros anunciou hoje também que Filipe Bonetti e José Cullen passarão a participar de sua alta administração. Bonetti é Vice-presidente Sênior da Swiss Re e conta com mais de 15 anos de experiência internacional em crédito, garantias e infraestrutura. Cullen é Vice-presidente da Swiss Re e conta com mais de 15 anos de experiência internacional em seguros agrícolas e ambientais e no mercado de commodities. Ambos irão se unir a Luís Pestana, executivo com grande experiência nos mercados locais de garantias e riscos de engenharia, contratado recentemente pela UBF.
Venda de seguro garantia pode duplicar e valor de garantias triplicar em 2010
Por Denise Bueno em 22/06/2010
Aonde será o canteiro de obras? Esta é a primeira pergunta feita pelos subscritores de riscos sediados na matriz da seguradora alemã Allianz, em Munique, aos executivos brasileiros. “A resposta é: o Brasil é um canteiro de obras”, conta Edson Toguchi, superintendente de seguros financeiros da Allianz Brasil, em sua palestra no 5º Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas, realizado hoje pela Allianz em São Paulo.
A partir desta afirmação eles apresentam aos estrangeiros o mapa de investimentos do Brasil. Nos próximos seis anos, segundo a Allianz, o país deve receber pelo menos R$ 300 bilhões em investimentos em infraestrutura. O BNDES divulgou estimativas de desembolsar algo entre R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões anualmente nos próximos quatro anos.
Considerando-se o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2), são quase R$ 1 trilhão. Petróleo e petroquímico, bem como energia, papel e celulose e siderurgia, metalúrgica e mineração estão entre os quatro setores que mais aportarão recursos para atender a demanda de crescimento do Brasil. Entre os investimentos já divulgados, a Petrobras é a líder absoluta. Hoje mesmo o grupo divulgou intenção de investir R$ 224 bilhões nos próximos quatro anos. Vale, Eletrobras, Chesf, CNS, Suzano, EDD, Neoenergia, Cosan, Usiminas, MMX, CPFL, Copel e Cemig compõem o grupo dos maiores investimentos anunciados no país.
“O Brasil está no centro do interesse mundial e com chances reais de se tornar a quinta maior economia do planeta. E o segmento de seguro exerce um papel fundamental para garantir esta conjuntura”, diz Max Thiermann (foto), presidente da Allianz Brasil. Uma das formas da indústria de seguros participar deste momento histórico de crescimento do país é com o seguro para garantir que todas as obras em execução sejam finalizadas dentro do prazo e nas condições acordadas.
O seguro garantia é um dos instrumentos que visa assegurar os contratos de financiamentos. Diante dos valores, a parceria entre as empresas é a saída para garantir os contratos. A abertura do resseguro foi um fato importante para o seguro garantia, pois possibilitou a entrada de vários players no Brasil e aumentou a concorrência entre as seguradoras.
Segundo o executivo, há farta capacidade de oferta de seguro garantia no País. O Brasil tem 22 seguradoras e 18 resseguradores operando neste mercado. Eles ofertaram cerca de R$ 100 bilhões em limite de garantias em 2009, que podem até triplicar neste ano, chegando a R$ 300 bilhões com os seguros de infraestrutura e estádios para a Copa 2014. “São projetos enormes, que chegam a surpreender a matriz”, comenta Tânia Amaral, superintendente da área de riscos financeiros da Munich Re do Brasil, uma das palestrantes do evento.
Um problema que tem gerado conflito neste segmento é o excesso de obras das grandes construtoras. Todos os grandes projetos estão na mão de cinco construtoras, o que aumenta muito o risco. “Como um cheque especial, muitas delas já consumiram o limite de crédito que é possível uma seguradora disponibilizar para cada grupo, obedecendo as regras de solvência da indústria”, explica.
São tantos riscos e tanta necessidade de que tudo dê certo, que o governo anunciou em maio a criação da Empresa Brasileira de Seguros (EBS), com o objetivo de se prevenir da crise financeira internacional e apoiar eventuais necessidades de capacidade que as empresas privadas não possam suportar. “Hoje, das 20 maiores exposições da Munich re no mundo, metade é de empresas brasileiras”, acrescenta Tania.
Um dos problemas já detectados, por exemplo, é o atraso nos projetos para a construção dos estádios no Brasil. Este atraso é uma análise crucial para o mercado segurador. “Por exemplo, construir um estádio em dois anos quando o previsto era de três anos, pode inviabilizar a participação da seguradora por motivos técnicos”, comenta Toguchi. O rating da seguradora pode cair, caso ela assuma projetos sem viabilidade técnica, acrescenta.
O volume de prêmios vem crescendo ano a ano e a estimativa é de que em 2010 o mercado irá dobrar de tamanho, diz o executivo da Allianz. Em 2007, os prêmios de garantia somaram R$ 342 milhões, passando para R$ 500 milhões em 2008 e R$ 696 milhões em 2009. Nos quatro primeiros meses deste ano os prêmios de garantia já somam R$ 226 milhões, segundo dados da Susep compilados pela Allianz.
O atual estágio do seguro garantia no Brasil é explicar como funciona o produto. “Muitas vezes se exige garantias elevadas, que não condizem com o contrato, pois o risco de algoacontecer é bem menor do que o exigido. Outra distorção é do responsável pela obra querer passar todo o risco para seguros, sendo que seguro é apenas uma das garantias dentro de uma estrutura financeira de um projeto”, explica Tania Amaral.
A Allianz começou a operar com garantia em 2008, ano em que o mercado apresentou crescimento de 50% no volume de prêmios no segmento. Em 2009, enquanto o mercado evoluiu 40%, os prêmios da Allianz chegaram a R$ 22 milhões, alta de 73%. Em 2010, segundo o executivo, a Allianz já acumula crescimento de 27%. “Temos o apoio da matriz e interesse em atuar em todos os segmentos, tanto com a oferta de coberturas inovadoras como em trazer recursos para o Brasil caso isso seja necessário”, finaliza o executivo da Allianz.
Allianz debaterá microsseguro e garantia dia 22
Por Denise Bueno em 14/06/2010
A Allianz realizará no próximo di 22 a 5ª edição do Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas, que acontece em São Paulo, das 8h30 às 14h. Dois temas serão discutidos: microsseguros e a questão da capacidade de seguro do mercado local para acompanhar o crescimento do país com as obras de infraestrutura do PAC 2, Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016.
Na programação do Fórum preparada pelos executivos da Allianz, os jornalistas poderão conhecer mais sobre o microsseguro na Índia, principal país onde o produto é vendido. O indiano Kamesh Goyal, CEO da Bajaj Allianz Life Insurance Company, contará um pouco da experiência da Allianz no país. Lá, os seguros chegam a ser vendidos a US$ 0,15 mês. Destinado à população de baixa renda, dados levantados pelo Grupo Allianz apontam que 90% dos consumidores de microsseguros nunca tiveram qualquer tipo de apólice.
Segundo informa a Allianz em comunicdo, projeções indicam que o público potencial desse mercado no Brasil gire em torno de 40 milhões de pessoas. O setor de seguros aguarda uma definição do Congresso Nacional sobre o Projeto de Lei 3266/08 que visa regulamentar o microsseguro. Como debatedor para esse painel, está confirmado o professor doutor Lauro Gonzales, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças da FGV-SP. Gonzales, além de participar da discussão, fará uma pequena explanação sobre os resultados parciais da pesquisa realizada pelo Centro de Estudos da FGV sobre microsseguros no Brasil, assim como a ligação que existe entre esse setor e o de microfinanças.
Já o segundo painel do Fórum apresenta a situação atual do mercado segurador brasileiro frente ao desenvolvimento do país. Segundo estudo do BNDES, com estatísticas consideradas conservadoras, indicam que haverá investimentos de R$ 310 bilhões em infraestrutura no Brasil nos próximos seis anos. Nesse contexto, o seguro garantia exerce papel fundamental porque, como o próprio nome diz, serve para garantir que tudo o que foi acordado seja cumprido. No ano passado, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o seguro garantia movimentou R$ 692 milhões. De janeiro a abril deste ano, os prêmios já somaram R$ 221 milhões.
O executivo da Allianz Seguros Edson Toguchi vai explicar o funcionamento dessa modalidade. Serão abordadas questões como até que ponto a falta de capacidade de seguro pode inviabilizar essas obras, por que houve a necessidade do governo criar a Empresa Brasileira de Seguros (EBS) e o que está incentivando grupos nacionais e internacionais a ingressar no segmento de Garantia, seja como seguradora ou resseguradora.
Alexandre Malucelli assume comando da Pasa
Por Denise Bueno em 25/05/2010
Alexandre Malucelli (foto), um dos herdeiros do grupo JMalucelli, presidente da JMalucelli Re e vice-presidente da Malucelli Seguradora foi eleito presidente para o biênio 2010-2012 da Panamerican Surety Association (Associação Panamericana de Fianças), durante seminário realizado em Pequim, China, nesta semana. A Pasa, sigla pela qual a entidade é conhecida, congrega resseguradores e seguradores de seguro garantia de mais de 130 empresas com sede em 35 países.
Segundo nota do grupo, em 38 anos de história, esta é a segunda vez que um brasileiro assume este cargo. “Isto é uma demonstração de como o Brasil hoje é respeitado no cenário internacional. Não tenho dúvidas de que é um reflexo do momento especial em que o nosso país está vivendo e da recente abertura do mercado de resseguro”, comenta Malucelli em nota. A JMalucelli Seguradora é a maior seguradora de garantias da América Latina e está entre as 8 maiores do mundo.
No Brasil, durante o mês de abril, Alexandre Malucelli foi eleito como diretor da CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar) para compor a gestão de Gouvêa Vieira, que comandará a entidade no triênio 2010/2013.
JMalucelli e Chartis lideram renovação da CCR
Por Denise Bueno em 22/12/2009
JMalucelli e Chartis (ex-AIG) foram as principais empresas envolvidas na renovação do seguro da CCR, o maior grupo privado de concessões de infraestrutura do País. O programa de seguros de garantia (Facility) tem valor total de R$ 2,2 bilhões e renova as garantias dadas pela concessionária ao governo de que cumprirá os contratos em vigor. A apólice tem vigência de um ano.
A oferta de capacidade chegou a R$ 3,1 bilhões, o que mostra o apetite das resseguradoras, confirmando a tendência observada nos encontros anuais realizados, sendo o principal em Baden Baden (Alemanha). Durante os quatro dias que se reuniram com clientes, as resseguradoras deixaram claro que disponibilizarão farta capacidade para empresas com bom histórico de riscos.
O contrato contou com a intermediação da corretora CSCR, das seguradoras J. Malucelli, líder no mercado brasileiro, além da Chartis. Entre as resseguradoras, apoiaram o programa a JMalucelli Re, a Munich Re, o IRB – Brasil Re e um pool de resseguradoras mundiais.
“A CCR é uma das maiores compradoras de seguro de arantia do mundo, com uma exposição aproximada de R$ 1,4 bilhão. A conclusão deste negócio nos permite participar das novas oportunidades nos setores de concessão de rodovias, transporte de passageiros e inspeção veicular ambiental que devem surgir em 2010”, afirma o diretor-financeiro e de relações com investidores da empresa, Arthur Piotto, em nota.
A JMalucelli tem investido pesado na especialização. É a seguradora líder do garantia no Brasil há anos e a partir de 2008 também da América Latina. Em 2008, com US$ 115,2 milhões e mais de 42 mil apólices de garantia emitidas, liderou o ranking da região, à frente das três mexicanas que até então reinavam neste setor: Monterrey, Insurgentes e Sofimex. A tendência é de consolidar sua liderança com a resseguradora. A JMalucelli Re obteve recentemente autorização para atuar no Paraguai, Equador, Costa Rica e República Dominicana.
A Chartis volta com tudo depois da imensa crise que abateu o grupo em 2008 e fez o governo americano injetar mais de US$ 180 bilhões para evitar a quebra da maior seguradora do mundo, que levaria junto consigo outras importantes instituições financeiras. A Chartis também viabilizou as garantias do grupo Odebrecht nesta semana para garantir os desembolsos da agência de fomento CAF. Segundo divulgou a Bloomberg, analistas de seguros acreditam que a idéia é reconstruir a AIG por meio da Chartis, uma vez que esta estratégia se mostra mais bem sucedida do que o IPO previsto inicialmente pela direção do grupo.
Entre os futuros projetos no setor de concessão de rodovias estão a licitação dos trechos sul e leste do Rodoanel, a terceira rodada de concessões de rodovias no Estado de São Paulo, cerca de 6 mil quilômetros de estradas em Minas Gerais e a retomada do programa federal. Nas outras áreas de interesse, há a expectativa da expansão do metrô em Curitiba, Brasília e Porto Alegre, além dos projetos do Expresso Aeroporto e do Trem de Alta Velocidade, ligando as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.
Preço do seguro dispara com notícias de Dubai
Por Denise Bueno em 27/11/2009
O pedido de renegociação de dívidas do braço imobiliário do banco Dubai World assustou as seguradoras e resseguradoras de todo o mundo ontem. O reflexo disso foi a subida do custo de seguro financeiro, especialmente o garantia., segundo reportagem do jornal britânico Financial Times. Segundo o FT, os preços ganharam zero a mais. A previsão de inadimplência saltou do US$ 60 mil para US$ 500 mil para cada US$ 10 milhões da dívida garantida por cinco anos.
Algumas seguradoras já sofrem com a queda do valor de suas ações nas bolsas. Parte dos financiamentos de megas projetos, que consumiram mais de US$ 80 bilhões nos últimos quatro anos, foi bancada pelo banco oficial, que passou bem pelo pior momento da crise, mas começa a enfrentar problemas agora com a fuga de capital dos investidores para países emergentes como o Brasil. A desvalorização dos imóveis e a retração dos mercados atingiram em cheio o banco mudial de Dubai.
A expectativa é de que novos casos de dificuldades possam ocorrer e com isso o preço do seguro para recuperar perdas já foi reajustado para várias regiões, uma vez que o setor ainda não tem claro qual será a extensão da renegociação. Praticamente todas as operações estruturadas de financiamentos contam com uma apólice de seguro para garantir parte das perdas, financeiras e materiais, causadas por riscos eventuais como o não pagamento ou catástrofes feitas pelo homem ou provocadas pela natureza.
Mapfre vence licitação da Petrobras
Por Denise Bueno em 04/11/2009
Segundo noticiou hoje o jornal Brasil Econômico, a Petrobras fechou com a Mapfre o seguro de riscos de engenharia e de responsabilidade civil para a construção e montagem das estações de compressão de Prado (Bahia), Aracruz (ES) e Píuma (ES). O valor total dos riscos envolvidos nesse investimento é de US$ 1,2 bilhão, mas é comum que não se contrate o seguro para o valor total. Nesse caso, as apólices vão cobrir até US$ 270 milhões em casos de sinistros de engenharia e até U$S 50 milhões em caso de responsabilidade civil.
ACE disputa contratos da Copa 2014
Por Denise Bueno em 01/09/2009
A realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 tem movimentado a indústria de seguros local. Segundo projeções de executivos do mercado, com investimentos previstos em mais de R$ 100 bilhões em obras de infraestrutura, que podem gerar algo próximo de R$ 1 bilhão em prêmios de seguros, as seguradoras treinam suas equipes de vendas para conscientizar os investidores da existência do seguro como um mitigador de riscos.
Entre elas, a ACE, com faturamento global superior a US$ 19 bilhões, busca se posicionar para abocanhar parte dos seguros do mundial. “A ACE está presente em 50 países e com negócios em 140 nações. Nessas condições, a empresa está continuamente envolvida com seguros e resseguros de grandes eventos”, diz Marcos Couto, presidente do grupo no Brasil.
No Brasil, por exemplo, ela foi responsável pela proteção securitária do histórico show dos Rolling Stones na praia de Copacabana, que reuniu mais de um milhão de pessoas em um acontecimento que considerou uma ampla variedade de riscos. Alguns shows memoráveis que lotaram estádios brasileiros tais como os do U2, Banda RDB e outros também contaram com a proteção da ACE. Da mesma forma, o carnaval do sambódromo de São Paulo diversas vezes contratou o seguro da companhia. Veja a seguir a entrevista:
Sonho Seguro: Como a ACE esta se preparando para atender a demanda de seguro para a Copa de 2014?
Marcos Couto - A ACE espera ter uma grande participação nos investimentos que serão realizados ao longo dos próximos anos para a realização da Copa. Estamos planejando junto com nossos escritorios regionais uma estratégia para atender as diversas demandas que surgirão em vários segmentos de seguros, entre eles os Riscos de Engenharia, Garantia e Responsabilidade Civil, entre outros.
SS – Que tipo de produtos acredita que terá maior procura?
MC – Acreditamos que os Riscos de Engenharia e o Garantia e os de Responsabilidae Civil serão os mais disputados, pois estas modalidades de seguro estarão diretamente ligados aos investimentos que serão realizados tanto pela área pública com o privada. A alta movimentação de publico gerará também uma demanda por seguro viagens e assistências, além das necessidades proprias da rede hoteleira em estar protegida contra possiveis acontecimentos com seus hospedes, durante a realização do evento.
SS- Quais seguros o grupo tem interesse em oferecer para garantir a realização deste evento?
MC – Na área de garantia, poderemos oferecer os seguros de performance tradicionais e sabemos que a demanda principal se dará na área de construção. Entre os principais produtos a serem oferecidos são seguro garantia em suas quatro versões: licitante; executante; adiantamento de pagamento; e de perfeito funcionamento.
SS – Esses seguros serão comprados por qual tipos de empresas?
MC – Estes seguros podem ser oferecidos para construtoras, fornecedoras de equipamentos e prestadores de serviço, lembrando que para os dois últimos não possuímos as restrições que temos para construtoras . Normalmente os seguros de Garantia, como o proprio nome diz, estão muito ligados a fatores que visam garantir a execução de obras e sua entrega no prazo, e a consequente realização do evento.
SS – E quais outros seguros serão demandados com a Copa?
MC – Os seguros de Responsabilidade Civil também serão muito importantes devido a grande quantidade de obras, e transito de pessoas antes e durante a realização da Copa. Os principais produtos serão para os contrutores, para hoteis, por exemplo. Também acredito que haverá grande demanda pelo Responsabilidade Civil Profissional e Responsabilidade Civil Geral e outros seguros destinados ao público também serão oferecidos, como seguro viagem, Acidentes pessoais com assistencia etc.
SS – Em quais eventos mundiais o grupo ACE participou e com quais tipos de apólice?
MC – A ACE por ter atuação mundial certamente já participou de vários outros eventos de Grande porte a nível local e mundial, seja como seguradora ou ressseguradora, tais como Formula 1, grandes shows de renomados artistas, etc. e que geram uma movimentação grande de pessoas e investimentos, que por sua vez beram necessidades adicionais de seguros.




