Começam os debates sobre resseguros no Rio

Por Denise Bueno em 04/03/2010

Teve início há pouco o II Congresso Internacional sobre Resseguros, o Brazilian Reinsurance Conference, no Rio de Janeiro. Cerca de 300 profissionais estão se acomodando no auditório para assistir a abertura do evento. José Carlos Cardoso, diretor-presidente da Scor Global P&C no Brasil, uma das principais patrocinadoras do evento, fará a abertura do encontro, passando a palavra para o Secretario de Finanças do Estado do Rio de Janeiro, Joaquim Levy.
Após o discurso do secretário, que abordará os investimentos do governo para fazer do Rio de Janeiro a capital latina do resseguro, Pierre L. Ozendo, Chairman & CEO, Swiss Re America Corporation, abordará o resseguro como um instrumento financeiro para aliviar o balanço das seguradoras de aumento de capital, uma vez que ao transferir parte do risco para uma resseguradora as exigências de capital baseado em risco diminuem.
O painel seguinte, previsto para as 9h40, reunirá resseguradores, para um breve balanço dos quase dois anos de abertura do setor. Estarão presentes Alberto de Almeida Pais, vice- presidente do IRB-Brasil Re, Benjamin Gentsch, da, SCOR Global P&C, Mark Byrne, president da FlagstoneRe, Paulo Pereira, president da ABER & responsável pela operação da TRC no Brasil; Rolf Steiner, executive da Swiss Re; e Mark Geske, atuário da Transamerica Re.
Em seguida será a vez dos CEOs de seguradoras dizerem o que clientes e seguaradoras esperam dos resseguradores. Estão confirmados no painel Akira Harashima, da Tokio Marine, Luis Maurette, da Liberty, Frederico Baroglio, da Generali, Antonio Trindade, do Itaú, Arthur Santos, da Mapfre, Marcos Couto, da ACE, com José Rubens Alonso, consultor da KPMG, como mediador.

 

 

SulAmérica e Prudential são premiadas

Por Denise Bueno em 13/11/2009

A Revista Carreiras, editada pelo Valor Econômico, trouxe duas seguradoras entre as melhores empresas na gestão de pessoas. A Prudential levou a premiação na categoria entre 100 a 500 funcionários e a SulAmérica acima de 4 mil empregados. Um ganho e tanto para a imagem do setor.

 

 

ACE disputa contratos da Copa 2014

Por Denise Bueno em 01/09/2009

capkirdvcak648w1caztq66hcamzg10jcab082xfcaqfuk0aca7r0upqcaphv4lbcaxoyjdmca8zm9xpcaqjit3gcayh18psca8bgqsccajp002scar1jf8cca93f4q6cajb5tarca4kumfqcas7m4e0A realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 tem movimentado a indústria de seguros local. Segundo projeções de executivos do mercado, com investimentos previstos em mais de R$ 100 bilhões em obras de infraestrutura, que podem gerar algo próximo de R$ 1 bilhão em prêmios de seguros, as seguradoras treinam suas equipes de vendas para conscientizar os investidores da existência do seguro como um mitigador de riscos.

Entre elas, a ACE, com faturamento global superior a US$ 19 bilhões, busca se posicionar para abocanhar parte dos seguros do mundial. “A ACE está presente em 50 países e com negócios em 140 nações. Nessas condições, a empresa está continuamente envolvida com seguros e resseguros de grandes eventos”, diz Marcos Couto, presidente do grupo no Brasil.

No Brasil, por exemplo, ela foi responsável pela proteção securitária do histórico show dos Rolling Stones na praia de Copacabana, que reuniu mais de um milhão de pessoas em um acontecimento que considerou uma ampla variedade de riscos. Alguns shows memoráveis que lotaram estádios brasileiros tais como os do U2, Banda RDB e outros também contaram com a proteção da ACE. Da mesma forma, o carnaval do sambódromo de São Paulo diversas vezes contratou o seguro da companhia. Veja a seguir a entrevista:

Sonho Seguro: Como a ACE esta se preparando para atender a demanda de seguro para a Copa de 2014?
Marcos Couto - A ACE espera ter uma grande participação nos investimentos que serão realizados ao longo dos próximos anos para a realização da Copa. Estamos planejando junto com nossos escritorios regionais uma estratégia para atender as diversas demandas que surgirão em vários segmentos de seguros, entre eles os Riscos de Engenharia, Garantia e Responsabilidade Civil, entre outros.

SS - Que tipo de produtos acredita que terá maior procura?
MC - Acreditamos que os Riscos de Engenharia e o Garantia e os de Responsabilidae Civil serão os mais disputados, pois estas modalidades de seguro estarão diretamente ligados aos investimentos que serão realizados tanto pela área pública com o privada. A alta movimentação de publico gerará também uma demanda por seguro viagens e assistências, além das necessidades proprias da rede hoteleira em estar protegida contra possiveis acontecimentos com seus hospedes, durante a realização do evento.

SS- Quais seguros o grupo tem interesse em oferecer para garantir a realização deste evento?
MC - Na área de garantia, poderemos oferecer os seguros de performance tradicionais e sabemos que a demanda principal se dará na área de construção. Entre os principais produtos a serem oferecidos são seguro garantia em suas quatro versões: licitante; executante; adiantamento de pagamento; e de perfeito funcionamento.

SS - Esses seguros serão comprados por qual tipos de empresas?
MC - Estes seguros podem ser oferecidos para construtoras, fornecedoras de equipamentos e prestadores de serviço, lembrando que para os dois últimos não possuímos as restrições que temos para construtoras . Normalmente os seguros de Garantia, como o proprio nome diz, estão muito ligados a fatores que visam garantir a execução de obras e sua entrega no prazo, e a consequente realização do evento.

SS - E quais outros seguros serão demandados com a Copa?
MC - Os seguros de Responsabilidade Civil também serão muito importantes devido a grande quantidade de obras, e transito de pessoas antes e durante a realização da Copa. Os principais produtos serão para os contrutores, para hoteis, por exemplo. Também acredito que haverá grande demanda pelo Responsabilidade Civil Profissional e Responsabilidade Civil Geral e outros seguros destinados ao público também serão oferecidos, como seguro viagem, Acidentes pessoais com assistencia etc.

SS - Em quais eventos mundiais o grupo ACE participou e com quais tipos de apólice?
MC - A ACE por ter atuação mundial certamente já participou de vários outros eventos de Grande porte a nível local e mundial, seja como seguradora ou ressseguradora, tais como Formula 1, grandes shows de renomados artistas, etc. e que geram uma movimentação grande de pessoas e investimentos, que por sua vez beram necessidades adicionais de seguros.

 

 

Começa hoje o 45º Congresso do IIS na Jordânia

Por Denise Bueno em 08/06/2009

images12Começou hoje o 45º Congresso Anual do International Insurance Society (IIS), em Amman, Jordânia, com a presença de 500 profissionais de seguradoras procedentes de 50 nações. Serão três dias de debates sobre os principais temas que envolvem a indústria de seguros em todo o mundo, como situação política e cultural em todo o mundo, regulamentação dos mercados financeiros e crescimento econômico. No último dia, a ideia é tentar traçar um cenário da indústria de seguros pós-crise.

Hoje, dia 8, a abertura do evento contou com a presenta da rainha Rania Al Abdullah, acompanhada de Brian Duperreault, presidente e CEO da Marsh & McLennan Companies, Bassel Hindawi, diretor geral da Comissão de Seguros da Jordânia, e de Patrick Kenny, president e CEO do IIS.

Pela manhã, ainda estão previstos debates sobre a reformulação do sistema financeiro no pós crise, com a participação de Geoffrey Bell, diretor do grupo americano Thirty, Nikolaus von Bomhard, presidente da Munich Re, Bijan Khosrowshahi, presidente da Fuji Fire and Marine Co. e Prem Watsa, presidente e CEO da canadense Fairfax Financial Holdings.

Na parte da tarde, os debates ficarão concentrados na criação de uma agenda para o setor, tendo como palestrantes Peter Braumüller, presidente do International Association of Insurance Supervisors (IAIS), Roger Sellek, diretor da AM Best, Donald Stewart, CEO da Sun Life Financial e Muhammad Tariq, sócio da área de seguros da KPMG.

O ISS foi fundado em 1965 como uma corporação sem fins lucrativos. O objetivo é fomentar debates mundiais entre os executivos de seguros e assim ajudar a criar uma cultura dinâmica da atividade seguradora em todo o universo. Atualmente, o ISS tem mais de 1 mil associados entre empresas e indivíduos de 92 países.

Uma comitiva da CNSeg, liderada pelo presidente João Elisio Ferraz de Campos, participa do evento. O grupo brasileiro conta ainda com a participação do diretor da Escola Nacional de Seguros, Renato Campos Martins Filho, e da diretora de Assuntos Institucionais e Resseguros da CNSeg, Maria Elena Bidino, e do consultor jurídico da entidade, Salvador Cícero Velloso Pinto. João Elisio participa do encontro como representante máximo do mercado segurador brasileiro, segundo informou a CNSeg.

Além de participar ativamente dos debates, João Elisio terá reuniões particulares com os dirigentes da Samsung Fire e Marine, Donggu Shin, e da Korean non-life Insurance, Daesub Chi. E com o novo presidente e CEO da ISS, Michael J.Morrissey, com quem, entre outros assuntos, discutirá os preparativos para o próximo seminário, que será realizado em 2011, no Rio de Janeiro.

Mais informações podem ser obtidas no www.issonline.com

 

 

Copa do Mundo de 2014 agita seguradoras*

Por Denise Bueno em 01/06/2009

imagesApós a FIFA divulgar neste domingo o nome das 12 sedes brasileiras da Copa do Mundo de 2014, o mercado segurador arregaça as mangas para oferecer um sem-número de apólices necessárias para a realização do evento. Todas as cidades terão um cronograma curto para se adequarem às exigências exigidas em um evento de tal porte. Daí porque o seguro é incluído desde as obras de reforma dos estádios até para despesas médico-hospitalares do público que assistirá aos jogos. O seguro se torna ainda mais evidente em razão das obras precisarem de recursos públicos e privados para a construção ou reforma de estádios e também de hotéis para atender à demanda gerada pela Copa.

Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP) são as cidades que promoveram jogos da Copa de 2014. A expectativa é que as novas arenas estejam prontas até o fim de 2012, possibilitando a utilização na Copa das Confederações, em 2013.

Só em São Paulo o orçamento para reformar o estadio do Morumbi é estimado em R$ 300 milhões. Outros milhões estão previstos também para a ampliação do aeroporto de Belo Horizonte. Com isso, está previsto o anúncio de um PAC só para a Copa do Mundo de 2014. Desta vez, a intenção é ter garantias de que as obras vão manter-se dentro do orçamento. Estimado em R$ 412 milhões, o Pan-Americano do Rio-2007 custou R$ 3,6 bilhões aos cofres públicos, um estouro de quase 800% no orçamento.

Especialistas informam que várias apólices de seguros são obrigatórias pelos organizadores para eventos internacionais. A indústria de seguros começa por garantir que tudo estará pronto para a realização do evento. Sem isso, pode correr um sério risco de ter de indenizar investidores que apostaram seus recursos e amargaram perdas pela não realização. Estarão sendo cotados preços de seguro garantia, dando cobertura para o cumprimento do contrato, bem como de riscos de engenharia da obra.

Passada a fase inicial, começam as apólices exigidas neste tipo de evento. Entre as principais coberturas estão as de responsabilidade civil para indenizar terceiros prejudicados com a realização do evento, seja por produtos, profissionais tercerizados ou funcionários, montagem e desmontagem de estruturas e equipamentos. Estão cobertos riscos por contaminação de alimentos, direitos autorais, segurança e serviços médicos, bem como cobertura de acidentes pessoais para os atletas previstos na participação do evento.

Uma apólice importante é a da não realização do evento, conhecida como “no show”. Este tipo de apólice cobre prejuízos que investidores possam vir a ter com a não realização do evento ou de parte dele. Se os espectadores de algum dos jogos, por exemplo, ficarem impossibilitados de chegar ao local ou os jogadores ficarem impedidos de jogar, os custos da promotora com a devolução do valor do ingresso ou de agendamento de uma nova data, corre por conta do seguro. A apólice também cobre os custos com a demanda dos patrocinadores, que geralmente pedem de volta o valor pago na publicidade de veiculação televisiva daquela partida.

Para a realização da última olimpíada, realizada no ano passado na China, a seguradora PICC Property and Casuality Company Limited (PICC P&C), a maior seguradora estatal de ramos elementares do país sede, fechou o primeiro acordo em 2005. Ou seja, três anos antes da abertura oficial do evento. Isso porque a indústria de seguros é uma importante peça dentro de eventos dessa grandeza, uma vez que ajuda a prever riscos e sugere formas de mitigá-los.

A corretora de seguro inglesa JLT participa de boa parte dos contratos de eventos esportivos. Ela foi uma das contratadas para fazer a consultoria e gerenciamento de risco da próxima olimpíada, que acontecerá em Londres, em 2012. Ela é responsável por fazer o seguro das construções necessárias para os jogos, como parque aquático, estádio olímpico e outros locais previstos dentro da infra-estrutura básica do evento.

Os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, contaram com programa de seguro liderado pela Caixa Seguros, ressegurado no IRB-Brasil Re, que contou com as corretoras de resseguros JLT e Miller do Brasil para desenhar o contrato e distribuir o risco no mercado internacional. O comitê organizador e o governo compraram seguro para proteger os mais de 5,6 mil atletas, comissões técnicas de 42 países e os quase 100 mil fãs que foram assistir os eventos. A cobertura do seguro teve vigência no período dos jogos, cerca de 16 dias.

Foram compradas cinco coberturas: responsabilidade civil, no show, property, directors & officers (D&O) e terrorismo. A apólice de responsabilidade civil é a mais abrangente por cobrir danos físicos ou materiais causados a terceiros, incluindo atletas, voluntários e espectadores, inclusive por atos terroristas. A cobertura de property protegeu o patrimônio dos organizadores, como computadores e equipamentos de telecomunicações, até a montagem e desmontagem de equipamentos e as arenas e estádios como Maracanã e Engenhão, no período das competições. A apólice de D&O teve por objetivo resguardar o patrimônio dos executivos envolvidos na organização dos jogos de uma eventual reclamação de terceiros que se sintam prejudicados por algum erro administrativo.

*matéria da autora publicada no site da CNSeg: www.viverseguro.org.br

 

 

Seguro de entretenimento ganha espaço no Brasil

Por Denise Bueno em 20/04/2007

O cenário para o seguro de entretenimento não poderia ser melhor: o Brasil está na rota de vários astros internacionais, produtores passaram a priorizar o seguro após grandes perdas no ano passado e o aumento do número de processos judiciais envolvendo danos causados a terceiros.

“Os advogados estão espertíssimos com esse assunto, o que preocupa os organizadores de eventos. Apesar de o Brasil ter um índice pequeno de pedidos de indenizações de acidentes sofridos em eventos, esse número tem crescido”, diz Dulce Thompson, especialista em seguro de entretenimento da corretora Aon.

O seguro da oitava edição do Skol Beats, o maior evento de música eletrônica da América Latina, acaba de ser fechado pela ACE. Só neste ano, foram segurados os shows de Roger Waters, Keane, Aerosmith, Cold Play e Simple Plan. Se a Madona não tivesse cancelado o Brasil de sua turnê, seria mais um para a lista, além dos longas-metragens “Meu tio matou um cara”, “Lisbela e o Prisioneiro” e “Cidade Baixa”. Mais de 50 feiras realizadas neste ano também contaram com cobertura de seguro garantida pela Chubb.

O seguro da ACE no Skol Beats visa ressarcir qualquer tipo de incidente provocado por tumultos relacionados à organização do evento. Também cobre possíveis danos corporais sofridos pelos profissionais de 10 empresas envolvidas com os serviços de instalação e desmontagem, além do percurso de ida e volta do trabalho em veículos contratados pela organização.

“O produto da ACE ainda fornece proteção para o uso de cerca de 1,3 mil vagas do estacionamento VIP”, acrescentou Robert Hufnagel, executivo de responsabilidade civil da ACE, a seguradora mais presente nas apólices de responsabilidade civil de eventos. Hufnagel estima que a área de eventos deverá prosseguir neste ano com a mesma performance de crescimento de 2006, quando fechou o ano com 540 eventos cobertos.

Nada melhor do que uma perda para fazer a demanda pelo seguro aumentar. O cancelamento do show de Luciano Pavarotti em Belo Horizonte, em março do ano passado, custou US$ 1,5 milhão ao mercado de seguros, livrando a produtora do show das despesas causadas pela não realização do show, é uma boa propaganda do produto.

“A demanda está muito aquecida tanto para coberturas tradicionais como também por novidades, como o seguro de erros e omissões, uma demanda das produtoras de longrametragem”, disse Dulce Thompson, especialista em seguro de entretenimento da corretora Aon. Um filme contando a história da vida de alguém e essa pessoa ou a família processa a produtora porque a história foi contada de forma errada. Esse tipo de prejuízo estaria coberto na apólice.

Segundo Juliana Santos, executiva da carteira de entretenimento da Chubb, que atua nesse nicho desde 2001, com todas as coberturas que um promotor de evento ou de filmes necessita, poucas produtoras de longas conhecem o seguro, mas as que já compraram, não iniciam uma filma-gem sem comprar a apólice. “A nossa carteira ainda é pequena, porém vem apresentando um crescimento superior a 50% no último ano”, disse Juliana.

Outra novidade é o seguro de insucesso de bilheteria, mais voltado para shows. “Mas esse ainda é muito caro. Estamos desenvolvendo essa cobertura no Brasil, mas ele chega a custar cerca de 10% do valor do orçamento da produtora”, disse Dulce.

O custo se justifica pela especialização e complexidade para mapear o risco do motivo da fraca bilheteria. “Se o evento foi realizado no mesmo dia de um outro megashow, se foi divulgado corretamente para o público alvo. São muitas nuances”, acrescentou. Aqui não se encaixaria uma bilheteria menor do que a prevista em razão dos espectadores que pagam meia, como os estudantes e os idosos.

*Matéria da autora publicada na Gazeta Mercantil

 

 

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