Evento da Árvore da Bradesco cheio de notícias

Por Denise Bueno em 05/12/2010

bradesco-arvore1Estar presente na inauguração da 15ª edição da Árvore de Natal da Bradesco Seguros é mais um daqueles momentos históricos da minha vida e também da minha família. Voltamos revitalizados tamanha energia recebida no evento.

Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, estava lá, emocionado como sempre. Neste ano sentou ao lado do governador do Rio, Sérgio Cabral, ambos próximos de Antonio Carlos de Almeida Braga, mais conhecido como Braguinha. “Que bom tê-la aqui com sua família. Há quantos anos você vem na árvore? Oito? Obrigado por ter vindo novamente”, disse Trabuco, com verdadeiro sentimento e cordialidade expressos a todos que se aproximam para cumprimentá-lo.

Acompanhado por Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros e Previdência, Trabuco seguiu para merecidas férias, deixando na Lagoa Rodrigo de Freitas mais de 200 mil pessoas que compareceram ao evento para ver o grande show preparado por um exército de funcionários dedicados e que cuidaram para que tudo desse certo.

Até mesmo São Pedro ajudou. Não choveu como nos anos anteriores. Por sinal, estava um calor daqueles. “Demos um jeito de barrar aquela nuvem ali para que nada atrapalhe esta grande noite que preparamos para a cidade”, disse Rossi, apontando para uma enorme nuvem cinza presa no Cristo Redentor. Para quem conseguiu eleger o Cristo como uma das sete maravilhas do mundo (a Bradesco foi uma das principais patrocinadoras do projeto, assim como para ajudar o Rio a conquistar o título de sede das Olimpíadas), tudo pode ser possível.

“Em 2014 espero ser convidado para a inauguração da árvore, pois agora venho como governador. Mas quando não for mais quero receber um convite, pois é um espetáculo”, disse Sérgio Cabral. Realmente foi um evento único. Desde o coquetel até a queima de fogos final. Entre artistas e políticos, muitos profissionais do setor de seguros. Luis Octavio, gerente de seguros da Petrobras, estava lá. “Linda esta árvore. Um prazer estar aqui”, comentou, ao lado da esposa. Quanto a seguros, ele só disse que tem trabalhado muito. Imagino. Tantos investimentos da Petrobras demandam centenas de apólices de seguros.

Henrique Brandão, corretor e presidente de Sincor RJ, também estava lá com os netos. “Estou muito otimista com 2011. A indústria de seguros promete ter um crescimento expressivo. A vida política do país também será intensa”, acredita o principal corretor do Rio de Janeiro, conhecido pelo seu livre tráfego no círculo político do PT. Rene Garcia, ex-titular da Susep, também aposta na intensidade do novo governo: “Temos um grande ano pela frente, com muitos desafios”. Paulo dos Santos, titular da Susep, está otimista em se manter no cargo, que assumiu neste ano. “Ninguém ainda falou nada sobre a Susep”, comentou. A aposta do setor é de que ele será mantido pelo governo à frente do órgão regulador da indústria de seguros.

O mais animado de todos era Eugênio Velásquez, conhecido como o profissional mais apaixonado por microsseguros da atualidade. “Precisamos falar mais de microsseguros. Mesmo sem a regulamentação do produto, temos avançado significamente. Vamos promover debates internacionais. Trazer a experiência da Allianz, da Zurich, da Munich Re para o Brasil”, falava ele completamente feliz com o trabalho que vem desenvolvendo no ultimo ano.

“Temos muito a fazer no Brasil neste sentido”, confirmou Ricardo Saad, presidente da Bradesco Auto RE, observando com atenção a entrada de tantos famosos no camarote vip da Bradesco, montado para convidados. Tanto Saad como Velasquez participam ativamente do Programa Estou Seguro, coordenado pela CNSeg, para divulgação do seguro dentro de um projeto de educação financeira, no Morro Dona Marta, no Rio. Em setembro, a Bradesco lançou no morro um seguro residencial, com contratação simplificada e custo mensal a partir de R$ 9,90 para cobertura de R$ 10 mil por incêndio.

Um bom termômetro para manter as vendas em alta para as classes de menor renda foi a contratação de Tarcisio Godoy, ex-presidente da Brasilprev, como ouvidor da Bradesco. “Estou muito feliz de estar no grupo, onde temos muitos desafios pela frente para divulgar a indústria de seguros para toda a sociedade”, disse, visivelmente entusiasmado de poder agregar valores na ouvidoria, uma diretoria estratégica hoje para qualquer empresa que queira diferenciar-se no atendimento aos clientes.

De longe vi um executivo da SulAmérica. Concorrente aqui? Humm! Isso pode significar notícias quentes. Quem sabe um furo. Mas, ao me aproximar, lembrei. Tive um branco. Tanto pela idade (brincadeira!) como porque Carlos Trindade ficou sumido por um período, enquanto preparava o IPO da Brasil Insurance, com captação de R$ 644 milhões em outubro. Trindade deixou a vice-presidência da SulAmérica em maio deste ano e em seguida assumiu a presidência da Brasil Insurance, holding do fundo de private equity Gulf Capital, que reúne 27 corretores de seguros. A oferta superou em 50% a demanda. “Minha vida tem sido visitar as empresas para contar sobre a Brasil Insurance”, disse, prometendo uma entrevista para a próxima edição da revista Apólice, agora que o período de silêncio acabou.

Enfim, muitas notícias na árvore, regadas pelas celebridades, como o mestre-de-cerimônias Edson Celulari, Milton Nascimento, Simone e Ivan Lins. A bailarina Ana Botafogo e o dançarino Carlinhos de Jesus voltaram a participar do evento, depois de se apresentarem em 2006. A cantora juvenil Malu Rodrigues também fez parte do espetáculo interpretando a música “Força Estranha” (de Caetano Veloso), além de um dueto virtual com Fafá de Belém, na canção “Ave Maria”.

O Coral da Fundação Bradesco encantou mais uma vez os presentes, com as vozes de 83 alunos – integrantes das escolas da Fundação Bradesco de São Paulo e do Rio de Janeiro – que desceu às laterais do palco para cantar a música “Jesus Cristo” com a cantora Simone. Completaram o espetáculo a Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e os cantores líricos Carol McDavit e Pedro Gattuso. Na programação destaque para “La’amour est un oiseau rebele”, uma ária da ópera de Carmem, de Bizet.

Até Gigi virou estrela na árvore. Deu entrevista para uma teve.
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Ficamos tão emocionados de ver nossa bebe se comportar como uma mocinha diante das cameras, que nem lembramos de perguntar onde seria exibida a entrevista! Enfim, valeu o convite Bradesco! Adoramos participar da maior árvore de Natal flutuante do mundo, segundo o Guinness Book of Record, que marca, entre tantas emoções, o crescimento da Gigi e que, segundo ela, é a melhor festa do ano.

 

 

Aon, Allianz e Liberty fazem o seguro dos shows de Paul McCartney no Brasil

Por Denise Bueno em 11/11/2010

paulSabia que o seguro é uma das primeiras coisas que um investidor pensa antes de apostar suas fichas em um negócio? Sem uma apólice de seguro que garanta o retorno do capital investido, dificilmente um show como de Paul McCartney pode ser realizado. Afinal, serão três apresentações: dia 7 de novembro, no estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre; e dias 21 e 22 de novembro, no estádio do Morumbi, em São Paulo, com público estimado em cerca de 180 mil pessoas. Trata-se de um dos maiores da história do mercado musical do país, ficando atrás apenas do SWU em 2010.

Para começar, o próprio astro jamais realiza um show sem antes ter a certeza de que os riscos da realização de um megavento foram mitigados. Ou seja, o gerenciamento de riscos começa com a contratação de uma equipe de primeira, orientada para selecionar os melhores fornecedores, seja de transporte de equipamentos ou de montagem e desmontagem de arquibancadas. Isso já garante menos riscos de acidentes antes e durante o evento.

Mas mesmo assim, a probabilidade de algo ocorrer, ainda existe. É nesta hora que entra em cena o seguro. No caso da turnê de Paul McCartney no Brasil, a corretora Aon foi contratada para desenhar o programa de seguros para garantir o sucesso do megaevento e indenizações de até R$ 24 milhões em caso de algo previsto no contrato dar errado. A alemã Allianz é a principal seguradora da apólice desenhada pela AON para o show de Paul McCartney e a Liberty participa com o excesso de risco, ou seja, com indenizações que ultrapassem um valor determinado no contrato como limite para a Allianz.

A cobertura da apólice ampara desde a infraestrutura (equipamentos) até os danos materiais e corporais sofridos por terceiros durante a realização do evento. Também estão cobertos eventuais prejuízos decorrentes de condições climáticas adversas, cancelamento ou não realização do mesmo, o chamado “No Show”.

A PlanMusic assina a organização da turnê em São Paulo e em Porto Alegre o projeto conta com a parceria da RBS com a DC Set. “A partir das necessidades de coberturas apontadas pelo cliente, estruturamos o seguro em faixas de riscos para atender a todas as necessidades. Para isso, desenvolvemos um produto personalizado e diferente dos seguros de shows tradicionais”, disse Bruno Amorim, responsável pela área de Leisure, Sports & Entertainment da Aon.

Em 2010, a companhia também foi a corretora dos shows Bon Jovi, Rush, Green Day, Black Eye Peas, entre outros. Para 2011, a expectativa é ainda mais promissora. “O Brasil será palco de diversos shows internacionais, irá sediar os jogos mundiais militares no Rio, além de outras grandes produções, que irão impactar no crescimento do segmento”, prevê Amorim.

 

 

Aon administra o seguro do FIFA Fun Festival

Por Denise Bueno em 01/07/2010

aonA Aon, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, é a responsável por desenhar e administrar o programa de seguros do FIFA Fun Festival, realizado nas areias da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, durante toda a Copa do Mundo. Da montagem à desmontagem, a cobertura da apólice ampara desde a infraestrutura (equipamentos) até os danos materiais e corporais sofridos por terceiros durante a realização do evento. Também estão cobertos eventuais prejuízos decorrentes do cancelamento ou não realização do mesmo, o chamado “No Show”.

Segundo informou a Aon, no espaço, que contempla uma arena com capacidade para mais de 15 mil pessoas por dia, um palco e dois telões (um deles “High Definition” de 50 m²), os torcedores acompanham a transmissão ao vivo de todos os jogos do mundial e, à noite, são realizados shows e eventos culturais. O FIFA Fun Festival, evento oficial da FIFA, é promovido simultaneamente em seis cidades: Roma, Paris, Berlim, Sydney, Cidade do México e Rio de Janeiro.

 

 

Bradesco presta homenagem a Ayrton Senna

Por Denise Bueno em 22/03/2010

ciclofaixa3-1A Bradesco Seguros e Previdência, patrocinadora da CicloFaixa de Lazer de São Paulo, patrocinou no domingo, dia 21 de março, evento para comemorar os 50 anos do piloto Ayrton Senna, caso estivesse vivo. O evento contou com Viviane Senna, irmã do piloto e presidente do Instituto Ayrton Senna, ao lado do diretor-presidente da Bradesco Capitalização, Norton Glabes Labes, e do secretário de Esporte e Lazer da Prefeitura de São Paulo, o deputado Walter Feldman, que deram algumas pedaladas no Ibirapuera.

O Bradesco lançou um sorteio. Quem postar a melhor frase em homenagem ao piloto no endereço da internet www.senna50.com.br até o dia 27 vai concorrer a um capacete do piloto, avaliado em R$ 16 mil. Mas tem coisas que não preço. Como ter uma lembrança de quem nunca é esquecido.

O comércio em volta da CicloFaixa também jamais esquecerá o Bradesco. Quem anda pela pista vê a melhora nos bares, restaurantes, padarias e bancas de jornal. Isso que eu chamo de empreendedorismo. Com um atitude tão simples como a CicloFaixa, ajudar tantas pessoas ao mesmo tempo. Sem demagogias: Parabéns Norton e Bradesco!

 

 

Allianz e Aon no seguro do Guns & Roses

Por Denise Bueno em 15/03/2010

gunsEstou lotada de entrevistas hoje, mas vou tentar apurar quem é a seguradora do Guns. As chuvas fizeram a promotora Time for Fun cancelar o show de Guns, que seria realizado ontem no Rio. O temporal derrubou parte do palco, danificou uma série de equipamentos e machucou parte da equipe. Além disso, um caminhão que trazia parte do equipamento da banda de Sebastian Bach, que faria o show de abertura da noite de ontem, sofreu um acidente no trajeto São Paulo/Rio.

Ou seja, eventos geralmente cobertos na apólice de entretenimento, nicho de mercado disputado atualmente por diversas corretoras e seguradoras, entre as mais conhecidas Aon, Marsh, Chubb, ACE, Generali, Allianz entre outras. É quase certo que a corretora é a Aon e a seguradora a Allianz.

Entre os resseguradores, até mesmo o IRB Brasil está disputando o segmento. Mas parece ter saído livre de qualquer prejuízo com o do GP de fórmula Indy, realizado ontem em São Paulo, com o australiano Will Power vencendo as chuvas, as confusões e os concorrentes. O contrato conta com indenização de R$ 50 milhões, em caso de cancelamento da corrida ou danos de responsabilidade civil.

Quem quiser colaborar, pode me mandar email ou telefonar para dar dicas do seguro de entretenimento no Brasil e especificamente da apólice do Guns. Eu e os leitores, que já chegam a mais de 200 por dia, agradecemos!

 

 

Caixa lança apólice para eventos com cobertura para prejuizos causados pelas chuvas

Por Denise Bueno em 03/02/2010

images2Prevenir-se dos prejuízos trazidos pela chuva está na moda. E há todo tipo de prejuízo, inclusive de eventos que não se realizam em razão das chuvas. Pensando nisso, a Caixa Seguros lança um seguro para organizadores, promotores e patrocinadores de todo o país. Segundo nota do grupo, a apólice foi desenhada para eventos de grande porte, com coberturas para uma série de imprevistos capazes de comprometer o projeto e gerar prejuízos aos empresários.

A idéia de criar um seguro específico para eventos surgiu no ano passado, quando a seguradora cobriu os riscos dos 20 shows do projeto “Eu Faço Cultura”. O espetáculo integrou o calendário do Ano da França no Brasil e passou por 33 cidades brasileiras, divertindo um público estimado de 80 mil pessoas.

“Apresentamos uma solução que garantisse não só todo o processo de organização dos shows, como também a proteção das pessoas presentes no evento, destaca o diretor de riscos diversos da Caixa, Alexandre Batista, na nota. “Agora, com os eventos que serão gerados a partir da Copa do Mundo e das Olimpíadas, que o Brasil sediará em breve, chegou a hora de apresentarmos este seguro para todo o mercado”, complementa.

Dois dos principais riscos cobertos pelo seguro são o não comparecimento do artista ou o cancelamento de um show. Nestes casos, a seguradora arca com as despesas provenientes de um eventual adiamento, interrupção ou, até mesmo, o cancelamento do espetáculo.

O cliente estará protegido até mesmo das intenções de São Pedro, já que há também a opção de contratar uma cobertura específica para condições climáticas adversas, como chuvas, por exemplo, que podem pôr fim ao evento antes mesmo dele começar. Caso tenha interesse, o cliente poderá escolher coberturas adicionais, tais como o seguro de bens de escritório, dos equipamentos utilizados para a realização do evento, das estruturas temporárias, do roubo de valores arrecadados em bilheterias, entre outros.

“Fuga das Ilhas”

A prova “Fuga das Ilhas”, por exemplo, que reúne todo fim de ano mais de 2 mil nadadores na praia do Sahy, litoral norte de São Paulo, teve de ser cancelada em dezembro em razão do mau tempo. Dado o grande número de reclamações dos nadadores, que gastaram com a viagem e com hotel para participar do evento, com taxa de inscrição acima de R$ 70, o promotor vai realizar o evento dia 14 de março.

Devido o custo de organizar o evento novamente, o promotor alterou a prova original. Os nadadores farão um trajeto na beira da praia de 1 quilômetro. A prova original previa o embarque dos nadadores nas caravelas, levando-os até as ilhas em frente a praia do Sahy. De lá, os nadadores competiriam numa distância de 1,5 quilômetro de volta à praia.

Se o promotor tivesse seguro, estaria livre do prejuízo financeiro e também da insatisfação dos nadadores, que mesmo com a realização de uma nova prova estão chateados com o novo trajeto, que deixa a prova como outra qualquer e não com o charme e o desafio de fazer a travessia das ilhas para o continente. Tudo tem um risco. E para isso há seguro.

 

 

ACE disputa contratos da Copa 2014

Por Denise Bueno em 01/09/2009

capkirdvcak648w1caztq66hcamzg10jcab082xfcaqfuk0aca7r0upqcaphv4lbcaxoyjdmca8zm9xpcaqjit3gcayh18psca8bgqsccajp002scar1jf8cca93f4q6cajb5tarca4kumfqcas7m4e0A realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 tem movimentado a indústria de seguros local. Segundo projeções de executivos do mercado, com investimentos previstos em mais de R$ 100 bilhões em obras de infraestrutura, que podem gerar algo próximo de R$ 1 bilhão em prêmios de seguros, as seguradoras treinam suas equipes de vendas para conscientizar os investidores da existência do seguro como um mitigador de riscos.

Entre elas, a ACE, com faturamento global superior a US$ 19 bilhões, busca se posicionar para abocanhar parte dos seguros do mundial. “A ACE está presente em 50 países e com negócios em 140 nações. Nessas condições, a empresa está continuamente envolvida com seguros e resseguros de grandes eventos”, diz Marcos Couto, presidente do grupo no Brasil.

No Brasil, por exemplo, ela foi responsável pela proteção securitária do histórico show dos Rolling Stones na praia de Copacabana, que reuniu mais de um milhão de pessoas em um acontecimento que considerou uma ampla variedade de riscos. Alguns shows memoráveis que lotaram estádios brasileiros tais como os do U2, Banda RDB e outros também contaram com a proteção da ACE. Da mesma forma, o carnaval do sambódromo de São Paulo diversas vezes contratou o seguro da companhia. Veja a seguir a entrevista:

Sonho Seguro: Como a ACE esta se preparando para atender a demanda de seguro para a Copa de 2014?
Marcos Couto - A ACE espera ter uma grande participação nos investimentos que serão realizados ao longo dos próximos anos para a realização da Copa. Estamos planejando junto com nossos escritorios regionais uma estratégia para atender as diversas demandas que surgirão em vários segmentos de seguros, entre eles os Riscos de Engenharia, Garantia e Responsabilidade Civil, entre outros.

SS – Que tipo de produtos acredita que terá maior procura?
MC – Acreditamos que os Riscos de Engenharia e o Garantia e os de Responsabilidae Civil serão os mais disputados, pois estas modalidades de seguro estarão diretamente ligados aos investimentos que serão realizados tanto pela área pública com o privada. A alta movimentação de publico gerará também uma demanda por seguro viagens e assistências, além das necessidades proprias da rede hoteleira em estar protegida contra possiveis acontecimentos com seus hospedes, durante a realização do evento.

SS- Quais seguros o grupo tem interesse em oferecer para garantir a realização deste evento?
MC – Na área de garantia, poderemos oferecer os seguros de performance tradicionais e sabemos que a demanda principal se dará na área de construção. Entre os principais produtos a serem oferecidos são seguro garantia em suas quatro versões: licitante; executante; adiantamento de pagamento; e de perfeito funcionamento.

SS – Esses seguros serão comprados por qual tipos de empresas?
MC – Estes seguros podem ser oferecidos para construtoras, fornecedoras de equipamentos e prestadores de serviço, lembrando que para os dois últimos não possuímos as restrições que temos para construtoras . Normalmente os seguros de Garantia, como o proprio nome diz, estão muito ligados a fatores que visam garantir a execução de obras e sua entrega no prazo, e a consequente realização do evento.

SS – E quais outros seguros serão demandados com a Copa?
MC – Os seguros de Responsabilidade Civil também serão muito importantes devido a grande quantidade de obras, e transito de pessoas antes e durante a realização da Copa. Os principais produtos serão para os contrutores, para hoteis, por exemplo. Também acredito que haverá grande demanda pelo Responsabilidade Civil Profissional e Responsabilidade Civil Geral e outros seguros destinados ao público também serão oferecidos, como seguro viagem, Acidentes pessoais com assistencia etc.

SS – Em quais eventos mundiais o grupo ACE participou e com quais tipos de apólice?
MC – A ACE por ter atuação mundial certamente já participou de vários outros eventos de Grande porte a nível local e mundial, seja como seguradora ou ressseguradora, tais como Formula 1, grandes shows de renomados artistas, etc. e que geram uma movimentação grande de pessoas e investimentos, que por sua vez beram necessidades adicionais de seguros.

 

 

Cresce a demanda por seguro de entretenimento

Por Denise Bueno em 01/07/2009

juliana_santos_-_entretenimento_1Nada melhor do que uma perda para fazer a demanda pelo seguro aumentar. Neste mês o grande beneficiado é o seguro de entretenimento, que ganha a cada dia mais espaço no Brasil. Seja porque a Justiça tem determinado a conta do prejuízo causado a terceiros para as empresas, seja pelo Pais ter entrado na rota dos grandes astros internacionais. Estima-se que este segmento movimente algo próximo de R$ 25 milhões anuais em prêmios no Brasil e tem grande potencial nos próximos anos.

Neste mês, dois novos fatos devem estimular ainda mais a venda de seguros para eventos. O primeiro é a provável perda da produtora AEG Live, responsável pela turnê que seria realizada pelo ídolo da musica pop Michael Jackson, falecido de parada cardíaca na semana passada. Segundo a imprensa internacional, o seguro feito para apenas 10 dos 50 shows previstos cobria as despesas da produtora caso houvesse algum imprevisto com o ídolo pop e exclui doenças pré-existentes e overdose de medicação, dois dos motivos até agora mais comentados para a causa da morte de Michael Jackson.

A segunda razão para elevar a oferta de produtos e serviços neste segmento é a realização da Copa do Mundo em 2014, quando milhões de dólares em cobertura de responsabilidade civil deverão ser contratados por exigência da Fifa para indenizar danos a terceiros e também para proteger os organizadores de riscos com a não realização dos jogos.

Veja a seguir a entrevista com Juliana dos Santos (foto), responsável pela carteira de entretenimento da Chubb, uma das seguradoras mais atuantes neste segmento no Brasil.

Que tipo de coberturas os produtores brasileiros costumam contratar?
Os promotores do ramo de eventos costumam contratar cobertura de responsabilidade civil para indenizar terceiros, ou seja, o público, por dano material e corporal, podendo incluir até mesmo cobertura para os artistas. Uma tendência que vem aumentando é a contratação da cobertura de cancelamento, adiamento e interrupção de evento e musicais. Com relação a seguro de filmes, as coberturas mais solicitadas são: elenco, negativo, equipamento alugado, set, figurino, objeto de cena e RC.

Quais coberturas foram incorporadas nos últimos anos, modernizando este produto?
A Chubb lançou em abril de 2009 o Casamento Seguro. Nos Estados Unidos, esse tipo de apólice é um dos nichos que mais cresce, principalmente após o início da crise financeira. Por isso, a Chubb apostou nesse nicho de mercado, devido aos altos valores envolvidos na realização de um matrimônio e a grande quantidade de cerimônias realizadas. Os noivos podem contratar a cobertura via website (www.casamentoseguro.com.br) e por telefone.

Quais os desafios para este segmento crescer mais no Brasil?
Um grande desafio ainda é cultural, porque muitos organizadores de eventos e produtores de filmes ainda desconhecem a existência do produto. Ou às vezes imaginam que o custo é alto e, portanto, não contratam o seguro mesmo sabendo que imprevistos podem gerar grandes prejuízos.

A abertura do resseguro ajudou a ter produtos mais modernos e impulsionar as vendas?
Sim, mas vale lembrar que a seguradora já trabalha com clausulados internacionais e muito modernos desde a abertura do departamento no Brasil, em 2001.

Levando-se em conta os prêmios registrados na Susep, em RC de eventos, quais os nichos que poderíamos destacar como maiores (filmes, teatro, shows, eventos, jogos de futebol)?
O maior nicho é em RC de eventos, em seguida filmes e o terceiro maior é teatro e musicais.

O quanto esta área de entretenimento é importante para o grupo?
Essa é uma área de destaque para o grupo e vem demonstrando um forte crescimento nos últimos anos. No período de janeiro a maio de 2009, por exemplo, o crescimento foi de 48% com relação ao mesmo período de 2008.

Quais foram os últimos eventos segurados pela Chubb?
Entre os últimos eventos segurados pela Chubb que podemos citar temos o Festival internacional de gastronomia de Tiradentes; Musical My Fair Lady; Casa Cor São Paulo, Casa Cor Goiás e Casa Cor Paraná; Feira Intermodal; Comédia musical Gloriosa.

Como a Chubb se prepara para conquistar os seguros que serão gerados pela Copa de 2014?
Não podemos divulgar nada com relação à Copa de 2014.

 

 

Produtora de Michael Jackson tem seguro parcial

Por Denise Bueno em 26/06/2009

images4A produtora AEG Live responsável pela nova turnê que seria realizada pelo ídolo da musica pop Michael Jackson, falecido ontem de parada cardíaca, tem seguro para ser ressarcida de parte das despesas com o cancelamento do evento, como devolução dos 750 mil ingressos, que já estavam esgotados. Estima-se em US$ 85 milhões a receita com a venda dos ingressos.

O Lloyd’s of London afirmou ter exposição no seguro para a cobertura de no show para apenas alguns dos eventos previstos para serem realizados na Grã Bretanha, a partir de julho. Segundo declarou um porta voz do mercado londrino as perdas não serão significantes.

Segundo noticias internacionais, as seguradoras ficaram interessadas em fazer o seguro quando a turnê estava prevista em 10 shows. Mas quando o número foi ampliado para 50, a disposição em assumir o risco recuou por duvidarem da saúde do astro, que já apresentava sinais de problemas.

Segundo comenta-se no meio segurador, Michael Jackson passou por quatro horas de exames e obteve laudo sobre o seu estado de saúde, o que facilitou a compra do seguro pela promotora para apenas uma parte dos shows e com exclusões significativas, como para doença pré-existente e overdose de medicações. Caso o evento não se realizasse em razão destas exclusões, o prejuízo ficaria por conta da produtora. A Talbot Underwrinting teria uma parte da cobertura de eventos, com cobertura de US$ 3 milhões.

Até agora não foi iniciada a regulação deste sinistro, que depende do laudo da morte. Estima-se que a produtora já gastou algo próximo de US$ 30 milhões com iniciativas para a realização dos shows.

No Brasil, a cobertura de “no show” começou a ser comprada pelos produtores nos últimos dois anos. A abertura do mercado de resseguro bem como a entrada do Brasil no circuito mundial dos grandes artistas estimularam o apetite das seguradoras por este tipo de evento e ajudaram a reduzir o custo para os produtores.

As mais especializadas neste ramo são Chubb, ACE e Generali, que contam com corretores especializados, como a Aon, Marsh e outras nacionais. Entre os sinistros ocorridos no Brasil pela não realização de shows temos o de Luciano Pavarotti, há dois anos, e de Elton John na década de 90.

 

 

Copa do Mundo de 2014 agita seguradoras*

Por Denise Bueno em 01/06/2009

imagesApós a FIFA divulgar neste domingo o nome das 12 sedes brasileiras da Copa do Mundo de 2014, o mercado segurador arregaça as mangas para oferecer um sem-número de apólices necessárias para a realização do evento. Todas as cidades terão um cronograma curto para se adequarem às exigências exigidas em um evento de tal porte. Daí porque o seguro é incluído desde as obras de reforma dos estádios até para despesas médico-hospitalares do público que assistirá aos jogos. O seguro se torna ainda mais evidente em razão das obras precisarem de recursos públicos e privados para a construção ou reforma de estádios e também de hotéis para atender à demanda gerada pela Copa.

Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP) são as cidades que promoveram jogos da Copa de 2014. A expectativa é que as novas arenas estejam prontas até o fim de 2012, possibilitando a utilização na Copa das Confederações, em 2013.

Só em São Paulo o orçamento para reformar o estadio do Morumbi é estimado em R$ 300 milhões. Outros milhões estão previstos também para a ampliação do aeroporto de Belo Horizonte. Com isso, está previsto o anúncio de um PAC só para a Copa do Mundo de 2014. Desta vez, a intenção é ter garantias de que as obras vão manter-se dentro do orçamento. Estimado em R$ 412 milhões, o Pan-Americano do Rio-2007 custou R$ 3,6 bilhões aos cofres públicos, um estouro de quase 800% no orçamento.

Especialistas informam que várias apólices de seguros são obrigatórias pelos organizadores para eventos internacionais. A indústria de seguros começa por garantir que tudo estará pronto para a realização do evento. Sem isso, pode correr um sério risco de ter de indenizar investidores que apostaram seus recursos e amargaram perdas pela não realização. Estarão sendo cotados preços de seguro garantia, dando cobertura para o cumprimento do contrato, bem como de riscos de engenharia da obra.

Passada a fase inicial, começam as apólices exigidas neste tipo de evento. Entre as principais coberturas estão as de responsabilidade civil para indenizar terceiros prejudicados com a realização do evento, seja por produtos, profissionais tercerizados ou funcionários, montagem e desmontagem de estruturas e equipamentos. Estão cobertos riscos por contaminação de alimentos, direitos autorais, segurança e serviços médicos, bem como cobertura de acidentes pessoais para os atletas previstos na participação do evento.

Uma apólice importante é a da não realização do evento, conhecida como “no show”. Este tipo de apólice cobre prejuízos que investidores possam vir a ter com a não realização do evento ou de parte dele. Se os espectadores de algum dos jogos, por exemplo, ficarem impossibilitados de chegar ao local ou os jogadores ficarem impedidos de jogar, os custos da promotora com a devolução do valor do ingresso ou de agendamento de uma nova data, corre por conta do seguro. A apólice também cobre os custos com a demanda dos patrocinadores, que geralmente pedem de volta o valor pago na publicidade de veiculação televisiva daquela partida.

Para a realização da última olimpíada, realizada no ano passado na China, a seguradora PICC Property and Casuality Company Limited (PICC P&C), a maior seguradora estatal de ramos elementares do país sede, fechou o primeiro acordo em 2005. Ou seja, três anos antes da abertura oficial do evento. Isso porque a indústria de seguros é uma importante peça dentro de eventos dessa grandeza, uma vez que ajuda a prever riscos e sugere formas de mitigá-los.

A corretora de seguro inglesa JLT participa de boa parte dos contratos de eventos esportivos. Ela foi uma das contratadas para fazer a consultoria e gerenciamento de risco da próxima olimpíada, que acontecerá em Londres, em 2012. Ela é responsável por fazer o seguro das construções necessárias para os jogos, como parque aquático, estádio olímpico e outros locais previstos dentro da infra-estrutura básica do evento.

Os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, contaram com programa de seguro liderado pela Caixa Seguros, ressegurado no IRB-Brasil Re, que contou com as corretoras de resseguros JLT e Miller do Brasil para desenhar o contrato e distribuir o risco no mercado internacional. O comitê organizador e o governo compraram seguro para proteger os mais de 5,6 mil atletas, comissões técnicas de 42 países e os quase 100 mil fãs que foram assistir os eventos. A cobertura do seguro teve vigência no período dos jogos, cerca de 16 dias.

Foram compradas cinco coberturas: responsabilidade civil, no show, property, directors & officers (D&O) e terrorismo. A apólice de responsabilidade civil é a mais abrangente por cobrir danos físicos ou materiais causados a terceiros, incluindo atletas, voluntários e espectadores, inclusive por atos terroristas. A cobertura de property protegeu o patrimônio dos organizadores, como computadores e equipamentos de telecomunicações, até a montagem e desmontagem de equipamentos e as arenas e estádios como Maracanã e Engenhão, no período das competições. A apólice de D&O teve por objetivo resguardar o patrimônio dos executivos envolvidos na organização dos jogos de uma eventual reclamação de terceiros que se sintam prejudicados por algum erro administrativo.

*matéria da autora publicada no site da CNSeg: www.viverseguro.org.br

 

 

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