Luis Maurette assume como CEO regional da AL da Willis
Por Denise Bueno em 25/10/2011
Gostaria de escrever muito sobre essa notícia. Mas Luis Maurette está se ambientando ao novo cargo para depois falar com a imprensa. Então, por enquanto, o que me resta fazer é colocar o comunicado oficial. Mas prometo uma boa matéria em breve.
COMUNICADO À IMPRENSA
A Willis anunciou Luis Maurette como novo CEO regional do escritório da América do Sul. Baseado em São Paulo, Maurette reportará a Tim Wright – CEO da Willis International. A presidente da Willis Internacional, Sarah Turvill, e o CEO, Tim Wright, deram as boas vindas a Maurette. “O sucesso do nosso grupo é baseado na entrega consistente da Causa Willis em cada canto único do mundo em que operamos. A América Latina é uma parte tão integral de nossa estratégia de crescimento internacional que era essencial ter um líder do calibre de Luis para conduzir mudanças positivas e exceder as expectativas dos nossos clientes lá”, afirmou Wright.
Maurette atuou como presidente e CEO da Libery Seguros durante dez anos. Possui experiência no setor de seguros e serviços financeiros. “Estou satisfeito por estar à frente da Willis América Latina. Apoiado pelos recursos internacionais e experiência de nosso grupo, nossa rede de corretores especializados em toda a região continuará a fornecer soluções de gestão de risco de nível mundial, oferecendo a Causa Willis aos nossos clientes”, finaliza Maurette.
Aon administra o seguro do FIFA Fun Festival
Por Denise Bueno em 01/07/2010
A Aon, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, é a responsável por desenhar e administrar o programa de seguros do FIFA Fun Festival, realizado nas areias da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, durante toda a Copa do Mundo. Da montagem à desmontagem, a cobertura da apólice ampara desde a infraestrutura (equipamentos) até os danos materiais e corporais sofridos por terceiros durante a realização do evento. Também estão cobertos eventuais prejuízos decorrentes do cancelamento ou não realização do mesmo, o chamado “No Show”.
Segundo informou a Aon, no espaço, que contempla uma arena com capacidade para mais de 15 mil pessoas por dia, um palco e dois telões (um deles “High Definition” de 50 m²), os torcedores acompanham a transmissão ao vivo de todos os jogos do mundial e, à noite, são realizados shows e eventos culturais. O FIFA Fun Festival, evento oficial da FIFA, é promovido simultaneamente em seis cidades: Roma, Paris, Berlim, Sydney, Cidade do México e Rio de Janeiro.
Brasil é prioridade para a Aon Corp, diz Jorge Cale
Por Denise Bueno em 17/06/2010
*A jornalista viajou para Boston a convite da Aon Brasil
O grupo Aon acaba de comemorar 23 anos. Mas se levarmos em consideração a primeira entre as mais de 400 empresas que formam hoje o conglomerado é possível dizer que a Aon nasceu em 1680, ano em que foi fundada a Hudig Langeveldt, adquirida pela Aon em 1991. Em tão pouco tempo, o grupo se tornou líder mundial em consultoria de seguros. Fatura mais de US$ 7,6 bilhões ao ano, emprega 36 mil funcionários em 500 escritórios espalhados em 120 países.
Consolidada como um player mundial, a Aon quer conquistar mais. Não foi a toa que se tornou a patrocinadora de um dos mais famosos times de futebol do mundo, o inglês Manchester United. Em um rápido passeio pelo quartel general da Aon montado em dois andares do hotel Renaissance, para atender clientes do mundo inteiro que estiveram presentes no RIMS 2010, fica clara a estratégia do grupo. Ser referência no mundo em qualidade de serviços.
Para isso, treina seus funcionários para que eles estejam sempre atualizados de tudo o que há de mais moderno no mundo e assim possam criar soluções inovadoras para seus clientes, sejam eles os segurados ou as seguradoras. “Ajudamos nossos clientes a entender os riscos a que estão expostos e também a conhecerem os instrumentos financeiros que existem para protegê-los. Isso faz da Aon uma empresa vencedora e em franco crescimento ao redor do mundo”, diz Jorge Gonzalez Cale, diretor para a América Latina, há 15 anos no grupo Aon.
Veja a seguir trechos da entrevista concedida por Cale durante um jantar oferecido aos clientes da América Latina, no charmoso restaurante Olives, em Boston, na semana do evento RIMS 2010.
Por que apenas clientes da América Latina neste jantar?
Este jantar é especial. Tem história. Há oito anos, Jorge Luzzi, gestor de risco da Pirelli no Brasil, recebeu o prêmio de gerente de risco do ano da RIMS. Foi o primeiro brasileiro, e único até hoje, a vencer a premiação da entidade. Quando isto aconteceu, em 2002, o convidei para um jantar. Éramos menos de dez. No ano seguinte, 18. Depois 25. Olha só quanto somos hoje! Mais de 100. No final do jantar, todos os nossos clientes, e também os futuros clientes, se encontrarão em uma festa de confraternização.
A crise trouxe um desafio para todos, especialmente para os corretores. O senhor concorda?
Trouxe uma enorme oportunidade de fazermos negócios. Os riscos emergentes são um grande desafio para as corporações multinacionais, tornando o risco dos negócios muito mais complexo. E este é o grande desafio da Aon. Treinar seus executivos constantemente para que eles possam oferecer as melhores soluções para os clientes.
É uma grande aposta no relacionamento. Isso funciona em tempo de crise ou o preço conta mais?
Este é um mercado de relacionamentos. Ninguém mais no grupo se vê como um simples vendedor de seguro. O desafio é criar soluções inovadoras para as necessidades dos clientes, pois só assim se cria um relacionamento de longo prazo, sustentável, que traz benefícios para todas as partes. É uma grande mudança cultural e nos obriga a compreender realmente o negócio dos nossos clientes e os riscos que eles enfrentam neste período marcado por mudança climática, por atentados, pandemias e reformas no arcabouço regulatório de vários setores, principalmente o financeiro. E os clientes já percebem nosso diferencial, como mostra o nosso crescimento.
Com o senhor vê a América Latina?
A região tem apresentado crescimento sustentável, com indicadores macroeconômicos sólidos. Há emprego, aumento da renda. Há crédito. Isso faz a economia girar e o país crescer. Todo o mundo olha para a América Latina. Veja o Brasil. Um dos últimos países a entrar na crise e o primeiro a sair. Ainda por cima foi o escolhido para sediar a Copa em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016. Quer mais?
Pelo jeito o senhor está bem entusiasmado com o Brasil.
Como não estar. As grandes empresas estão ampliando investimentos no Brasil. E as empresas brasileiras estão se internacionalizando. Veja empresas como Vale, Odebrecht, InBev, Pirelli, Mercedez Benz. E por que essas empresas estão investindo no Brasil? Por que temos uma enorme população que começa a consumir. Se não estou enganado, são mais de 30 milhões de pessoas que deixaram a linha da pobreza para ingressar na classe média. E estas pessoas vão consumir. E por isso as fábricas vão investir na produção. Não tem um dia sem que tenhamos notícias sobre investimentos no Brasil. Isto é fantástico para o país. É um terreno fértil para empresas como a Aon, globalizada, com soluções para os programas mundiais de seguros. Temos um grande potencial de crescer junto com nossos clientes internacionais e vamos aproveitar as oportunidades que temos e também criar oportunidades.
O que a Aon espera da América Latina?
Manter os clientes que já temos e conquistar aqueles que buscam eficiência em seus programas de seguros. Já somos líderes na região, principalmente em grandes riscos. Queremos agora ampliar nossa base de clientes, principalmente no nicho de pequenas e médias empresas e também em seguros pessoais. Por isso estamos criando diferentes produtos, fazendo alianças com seguradoras para juntos termos soluções adequadas para todos os nichos de clientes.
Aon cria espaço “Brasil Room” em evento internacional
Por Denise Bueno em 17/06/2010
*A jornalista viajou a convite da Aon Brasil
A Aon Brasil, em conjunto com os líderes da Aon na America Latina, idealizou e organizou uma sala de encontros, chamada de “Brazil Room”, com o objetivo de transmitir em primeira mão a seus clientes e prospects presentes ao evento, informações atualizadas sobre o mercado de seguros brasileiro. Os clientes tinham muita curiosidade para entender mais deste país que virou moda no mundo, diz Christopher Wellington, diretor da Aon Gobal Client Network.
Segundo Fernando Pereira, vice-presidente e CCO da Aon Brasil, os visitantes tinham grande curiosidade sobre às oportunidades e diferenciais do mercado brasileiro após as recentes mudanças, como a abertura do mercado de resseguro, que atraiu ao país mais de 75 resseguradores em dois anos, e as consolidações de seguradoras, como Itaú Unibanco com Porto Seguro, Mapfre com Banco do Brasil, Marítima com Yasuda, Zurich com Minas Brasil entre outros. “Eles também queriam saber mais sobre o país escolhido para sediar a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016 e também um forte candidato a ser a quinta maior economia do mundo nos próximos anos”.
O “Brazil Room” também serviu como um espaço para discussão entre executivos e gestores de riscos de empresas internacionais que planejam investir ou ampliar suas operações no país. Os que já estão instalados no Brasil aproveitaram a oportunidade para discutir sobre os riscos a que estão expostos e quais os impactos das mudanças regulatórias dentro do programa mundial. “O número de visitantes ao Brazil Room superou em muito a nossa expectativa, o que nos mostra o acerto desta iniciativa e a importância de se criar um espaço específico para divulgar o mercado brasileiro de seguros, com seus desafios e oportunidades singulares”, diz Fernando Kolling, diretor comercial internacional.
Vazamento dificulta compra de seguro
Por Denise Bueno em 07/06/2010
A explosão da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, e o consequente vazamento de óleo, já considerado o maior e mais devastador da história, desestabilizaram o mercado de seguros conhecido como “energy”, que envolve plataformas de petróleo. Segundo recente estudo da corretora Willis, as taxas de seguros aumentaram, alguns players estão deixando o mercado e a oferta de capacidade começa a ficar restrita, principalmente para perfuração.
Este cenário já dificulta a rotina de seguros da Petrobras, que vinha obtendo com certa facilidade um sem-número de contratos para garantir o volumoso plano de investimentos, incluindo a exploração do pré-sal, comentam executivos do setor no Brasil, Alemanha e Suíça.
Segundo o último Willis Energy Market Review Newsletter, divulgado na semana passada, a desestabilização ocorreu com a perda de US$ 785 milhões, sendo US$ 560 milhões da plataforma da BP no Golfo, além de outros prejuízos, como US$ 235 milhões da Perarl Aban, plataforma na costa da Venezuela, e o recente anúncio da Apache Corp, com sede em Houston, de uma perda inesperada de US$ 150 milhões ainda com o furacão Ike, que devastou o Golfo em 2008. Ainda é preciso contabilizar outros milhões de dólares para remover os destroços da Deepwater Horizon do fundo do mar.
A estimativa de perdas com a Deepwater Horizon fica entre US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões, mas a indústria de seguros estima perdas de US$ 1,2 bilhão, sendo o restante considerado um auto seguro da operadora da plataforma. “A tragédia da perda Horizon Deepwater, potencialmente o maior da história do mercado de plataformas, trouxe sério choque para o mercado, alterando substancialmente o ambiente de negócios”, comentou Alistair Rivers, CEO da Willis Energia em comunicado.
Obviamente o acidente trouxe mais consciência aos gestores de riscos dos operadores dos riscos a que estão expostos, o que acabou por lotar a caixa posta de e-mails dos corretores que operam neste nicho de negócios. Rivers acha ser esta uma reação exagerada, já que a perda da Horizon Deepwater é bastante singular e a probabilidade de um evento similar é “remota para a maioria dos operadores”. A recomendação da Willis é fazer uma análise detalhada do risco antes de optar pela mudança no pacote atual de seguros.
O estudo também comenta que as grandes perdas deste ano, se agravadas com uma forte temporada de furacões no Golfo do México 2010, que acontece entre junho e setembro, podem levar a uma retirada significativa das seguradoras do mercado. E as que continuarem deverão adotar posturas mais duras de subscrição e aumento dos custos de resseguro, que também sofrem um agravamento por conta da necessidade de capital que será exigido nas normas de Solvência II.
Colemont conclui fusão com AmWINS
Por Denise Bueno em 13/04/2010
A Colemont Global Group anunciou a conclusão do processo de fusão com a AmWINS Group Inc, criando uma corretora responsável por movimentar mais de US$ 4,8 bilhões em prêmios anuais de seus clientes, contando com um time de 1.800 funcionários e atuando em 16 países. “Acreditamos que a combinação dessas duas operações desenvolverá ainda a capacidade técnica de nossa empresa, sendo mantido o foco em desenvolver soluções para nossos clientes”, diz o vice presidente executivo da Colemont Brasil Insurance & Reinsurance Brokers , Felipe Leão de Moura, em carta enviada aos clientes brasileiros.
Segundo ele, o braço internacional da nova empresa não será alterado e continuará a operar com a bandeira Colemont. Nos Estados Unidos, a nova empresa passará a operar sob a estrutura organizacional AmWINS Group, Inc, comandada por M. Steven DeCarlo, como CEO nos EUA. A Colemont Global Group permanecerá sendo gerida por Surinder Beerh, a partir de Londres. O Brasil, como toda a operação mundial, manterá seus sócios locais e a estrutura atual.
Marsh compra corretora de seguros do HSBC
Por Denise Bueno em 21/12/2009
A Marsh, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, confirmou a compra da corretora de seguros do HSBC, sediada em Londres, por 135 milhões de libras esterlinas. Segundo nota divulgada, além de absorver a corretora, a Marsh assinou um acordo de preferência, permitindo a ela ter acesso preferencial para fornecer serviços de corretagem de seguros e gestão de riscos para os clientes empresariais e particulares do HSBC.
A HSBC Insurance Brokers tem cerca de 1.400 funcionários localizados em 30 escritórios no Reino Unido, Oriente Médio e Ásia. Ela detém posições de destaque em outros países onde a Marsh pretende crescer de forma acentuada, incluindo a Europa, Arábia Saudita, Catar, China, Hong Kong, Índia, Cingapura, Coréia do Sul e Taiwan. No Brasil, a HSBC atua como corretora de resseguros. Nada foi dito em relação ao país na nota divulgada.
“Adquirir a corretora do HSBC é uma grande oportunidade para a Marsh, nossos clientes, colegas e para a equipe. Estamos particularmente animado com as oportunidades disponíveis para nós através do acordo de preferência com o HSBC. Ele nos permitirá aproveitar a rede global do HSBC, e as relações bancárias para gerar novos negócios “, disse o presidente da Marsh e executivo-chefe Dan Glaser. A Marsh manterá a corretora adquirida em uma unidade chamada Gibbs Hartley Cooper.
Para o HSBC, a venda também traz benefícios. Clive Bannister, diretor de seguro do HSBC Holdings, disse em nota que o acordo ajudará a melhorar a abrangência e a sofisticação dos serviços ofertados pelo banco aos clientes, ao mesmo tempo em que afina o foco estratégico sobre o modelo de bancassurance, permitindo ao banco manter ênfase nos produtos de vida, previdência e investimentos.
Aon adquire corretora especializada em garantia
Por Denise Bueno em 08/12/2009
A Aon Risk Services adquiriu a Allied North America, uma das mais importantes corretoras de seguro garantia e construção dos Estados Unidos. Bill Marino, atual presidente da Allied assumirá a divisão de negócios após a finalização do negócio. Detalhes da compra não foram divulgados. Steve McGill, presidente e CEO, disse que o acordo reforça a forte posição do grupo no setor de construção.
Segundo divulgou em nota Gregory C. Case, presidente da Aon Corp., a compra aumenta a capacidade mundial do grupo em ofertar melhores soluções para este segmento de negócios. De acordo com dados divulgados na mídia internacional, a combinação das duas empresas vai gerar uma carteira com mais de US$ 3 bilhões em volume de prêmios e mais de 750 profissionais em 26 escritórios espalhados pelo mundo.
O novo parceiro de negócio da Aon agrega mais de 3 mil contratos e projetos, com taxa de retenção de 97%, atuando nas mais diferentes linhas de negócios, como parcerias público privadas, riscos de construção, residencial e serviços especializados.
A Allied North America tem sede em Jericho, Nova York. Foi fundada em 1979, focada no segmento de construção. Com mais de US$ 850 milhões em prêmios em 2008, é a 17ª maior corretora independente nos EUA de ramos elementares, segundo o Insurance Journal.
Willis lucra US$ 357 milhões até setembro
Por Denise Bueno em 28/10/2009
O grupo Willis, dono da terceira maior corretora de seguros e resseguros do mundo, divulgou lucro líquido de US$ 357 milhões no acumulado do ano até setembro, acima dos US$ 241 milhões do mesmo período do ano anterior. Os resultados foram afetados pela aquisição da Hilb Rogal & Hobbs Company, destaca o grupo em nota divulgada à imprensa.
As receitas totais nos nove primeiros meses do ano somaram US$ 2,4 bilhões, acima dos US$ 2 bilhões do ano passado, um incremento de 20% que reflete a aquisição. Seus concorrentes, segundo balanço semestral, apontam tendência de queda nas vendas em razão da recessão mundial, que reduziu os valores segurados.
Como boa parte das empresas ainda recebe comissão com base no valor pago pelo seguro, a expectativa é de queda no faturamento das corretores. Para 2010, esta tendência pode se inverter pela venda de pacotes de consultorias e maior participação do pagamento por “fee” em lugar da comissão sobre o prêmio.
O presidente e CEO Joe Plumeri (foto) comentou em nota que a “Willis mantém o crescimento dos negócios em um momento de dificuldades adversas nas principais economias mundiais, bem como diante de um mercado de seguros já considerado por ele como “soft”. O balanço completo pode ser acessado no site do grupo: www.willis.com.
Base avançada*
Por Denise Bueno em 22/10/2009
*Matéria feita com exclusividade para o especial Seguros do Jornal Valor Econômico, que circulou dia 19 de outubro, Dia dos Securitários
A indústria brasileira atravessa uma fase movimentadíssima, com notícias de grande importância aparecendo regularmente nas últimas semanas. Na última, por exemplo, o Banco do Brasil anunciou interesse em comprar participação no IRB Brasil Re, ressegurador local e estratégico para todas as seguradoras do mercado.
Na semana anterior já havia anunciado parceria com a Mapfre na área de bens patrimoniais como automóvel, residência, empresas, rural, além de vida. Em agosto, Itaú Unibanco e Porto Seguro anunciaram a criação da Porto Seguro Itaú Unibanco Participações (Psiupar), considerado o negócio da década no setor.
“As circunstâncias são extremamente favoráveis para que o país concretize o tão sonhado Brasil do futuro”, diz o presidente da CNSeg, João Elísio Ferraz de Campos. O vento sopra a favor. Os fundamentos sólidos da economia são a base sem a qual o país não teria enfrentado a crise financeira internacional de forma tão positiva, dizem os analistas.
Não bastassem todas essas novidades, os executivos das seguradoras tiveram de correr para refazer as estratégias de 2010, uma vez que o Brasil será o anfitrião da Olimpíada em 2016 e da Copa do Mundo em 2014.
“Tantos investimentos vão gerar empregos e, com certeza, precisarão de proteção de seguros. Um ambiente propício para o crescimento das seguradoras”, comemora Patrick Larragoiti, presidente da SulAmérica.
Apesar do desafio de recuperar a receita perdida com o fim da parceria com o Banco do Brasil na Brasilveículos, Larragoiti está otimista com 2010. “Temos muitas oportunidades de negócios no Brasil a partir de agora.”
As seguradoras viram cair vários obstáculos que travavam o crescimento do setor, como a falta de renda da população, normas antiquadas, produtos ineficientes e caros e profissionais limitados pelas amarras do monopólio de resseguro (o seguro da seguradora).
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) se empenha em modernizar o arcabouço regulatório do setor. Mais de mil normas foram editadas nos últimos cinco anos, desde a obrigatoriedade de criar códigos de ética para os profissionais até a implementação da primeira etapa das normas de Solvência II, semelhante ao acordo da Basileia seguido pelos bancos em todo o mundo. “Esse esforço valeu a pena. As seguradoras brasileiras passaram praticamente ilesas nesta crise”, diz Armando Vergílio, titular da Susep.
Segundo ele, as companhias estão sólidas e capitalizadas para fazer frente ao crescimento esperado para o setor. Hoje, oferecem produtos diferenciados, com coberturas mais adequadas às necessidades do consumidor, contratos claros e preços acessíveis. Como prêmio pelos investimentos feitos na governança corporativa, deixaram de aparecer no ranking de reclamações dos órgãos de defesa do consumidor.
Projeções da autarquia e também das empresas sinalizam que o faturamento do setor crescerá 10% em 2009, para R$ 100 bilhões. Um resultado e tanto considerando que o PIB do país pode crescer 1%, se tanto, segundo as projeções divulgadas até outubro. Para 2010, as expectativas são de vendas 20% maiores diante de um PIB que poderá evoluir 5%.
O presidente do conselho de administração da Mongeral Aegon, Nilton Molina, acredita que, em uma década, o setor poderá responder por até 6% do PIB brasileiro, dobrando sua participação atual.
Para Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros e Previdência, os produtos de acumulação de recursos, como o VGBL, continuam impulsionando o crescimento do setor. “Mas os seguros de bens também apresentarão desempenho robusto, uma vez que a população hoje tem mais bens para segurar.” O seguro prestamista, que garante o pagamento da dívida em caso de morte do tomador, e os seguros de grandes riscos, em razão dos projetos de infraestrutura, também estão entre as vedetes do setor para 2010.
A crise mundial, além de aumentar a percepção da população aos riscos a que todos estão expostos e estimular as vendas, chamou a atenção dos bancos para o setor. Com a necessidade de recuperar a rentabilidade perdida com a queda dos juros, muitos banqueiros perceberam que o Brasil exibia uma indústria de seguro sólida e rentável, com produtos modernos e com grande potencial de crescimento. Resultado: os quatro maiores bancos – Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander – partiram para uma acirrada disputa na venda de seguros.
O que deixou os corretores e as seguradoras independentes atordoados. “A liderança está com quem negocia através do corretor de seguros, como Porto Seguro e Bradesco. O BB é outro que promete ter o corretor como parceiro. Vamos ver”, avalia Leôncio Arruda, presidente do maior sindicato de corretores de seguros, o Sincor, do Estado de São Paulo.
Bradesco e Santander apostam no setor há tempos. “Estamos bem preparados para o crescimento da economia, que beneficiará muito a atividade seguradora”, diz o executivo da Bradesco, líder do ranking de rentabilidade do setor e que participa com 30% do lucro do banco.
O Santander também vem há tempos desenvolvendo parcerias. Tanto que a seguradora do grupo passou de um market share de 1% em 2005 para 3% em 2008, diz Gilberto Abreu, responsável pela área de seguros dentro do banco espanhol que acaba de fazer a maior captação da história do mercado de ações do Brasil.
Sem poder falar de perspectivas futuras em razão do período de silêncio exigido após um IPO, o executivo diz que os R$ 14 bilhões captados estão previstos para as operações de crédito. “Nossa vantagem é trabalhar com três seguradoras na venda de seguro de carro (SulAmérica, Marítima e Tokio Marine), cada uma com duas opções de produtos.”




