Allianz está pronta para 2010, diz Max Thiermann
Por Denise Bueno em 25/10/2009
2010 promete ser um ano e tanto para a indústria de seguros. E a Allianz já está pronta para surfar a onda do crescimento do Brasil, considerado por economistas e investidores como o lugar para se estar investido nos próximos anos. “Para 2010, as oportunidades acontecerão em diversos ramos, desde o automóvel até o grande risco”, diz Max Thiermann, presidente da Allianz (foto).
Segundo o executivo, o mercado de seguros tem passado por grandes transformações, desde as proporcionadas pelo crescimento do País até mesmo por sediar mundiais como a Copa 2014 e Olimpíadas 2016. Aliada a este cenário, a indústria de seguros tem vivido um forte movimento de fusões e aquisições, concentrando ainda mais o setor. “É natural que os principais atores do setor estejam realinhando-se. Existem seguradoras que atuam e têm interesse nos dois segmentos, pessoas e bens patrimoniais, como é o caso da Allianz Seguros”, diz.
Em automóvel, segundo Thiermann, a carteira da Allianz tem apresentado crescimento bem acima da média de 12% do mercado. “Até setembro, registramos alta de 32%, principalmente devido à expansão das vendas em regiões como Nordeste, Sul e Centro-Oeste. Além disso, permanecemos entre as líderes em Minas Gerais. Nossa expectativa é de encerrar 2009 nesse mesmo patamar”, informa.
A Allianz manterá a estratégia de ampliar a participação regionalmente em 2010. Em seguro rural, um nicho de mercado que a Allianz tem priorizado, o alvo será oferecer soluções completas de seguros para os pequenos produtores. A carteira de Saúde dará foco aos seguros para micro, pequenas e médias empresas.
Como a atividade seguradora permeia todos os setores da economia, diz, o desenvolvimento do nosso mercado será intenso com o Mundial de 2014 e com os jogos olímpicos no Rio de Janeiro em 2016. Para a Copa, já anunciaram que a grande maioria dos investimentos será destinada para infraestrutura, que consumirá recursos entre R$ 80 bilhões e R$ 100 bilhões. Vale destacar as obras que se destinam à mobilidade urbana (metrôs, corredores de ônibus, estacionamentos, entre outros), assim como a melhoria e ampliação das malhas viária, ferroviária e aérea, além da expansão da rede hoteleira.
A área de grandes riscos, segundo ele, está mais do que preparada para conquistar os seguros provenientes das obras de infraestrutura que serão necessárias para garantir a realização da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. “A reativação da economia e as obras do PAC também vão aquecer o mercado de grandes riscos. Produtos novos estão sendo estruturados por nossa seguradora para serem lançados no próximo ano”, afirma.
No entanto, o presidente da Allianz lembra que é importante dizer que os seguros que serão demandados para esses dois eventos esportivos não surgem às vésperas. Grande parte terá de estar praticamente pronto até 2013, quando acontece a Copa das Confederações. Diferentemente de outras obras, que têm um deadline flexível, a Copa e as Olimpíadas têm data mercada.
O seguro entra em ação já na etapa das licitações, pois para participar destas é necessário o Garantia do Licitante para os licitados, que cobre cerca de 10% a 20% do valor a ser contratado. Neste momento, as apólices mais demandadas são as conhecidas como Advanced Loss of Profit (Alop), para cobrir a perda de lucros esperados, caso haja atraso na obra em razão de dano material, também serão muito importantes para o mercado.
Outras modalidades do seguro garantia, como o de execução da obra, também farão parte das primeiras levas de investimentos para os eventos. Vários outros segmentos do setor de seguros serão beneficiados, tais como riscos de engenharia, no qual a Allianz é uma das líderes nacionais e líder internacional; responsabilidade civil e riscos operacionais, que abrange a operação portos, aeroportos, fábricas, usinas, entre outros. O seguro de entretenimento, que dá cobertura aos jogos e demais eventos paralelos que venham a ocorrer para aproveitar o intenso fluxo de turistas que o Brasil receberá também é um importante contrato para a indústria de seguros e para os organizadores.
Mudanças Climáticas - As mudanças climáticas também permanecerão no foco do grupo em 2010. O Grupo Allianz continua sua parceria com a Organização Não Governamental (ONG). “Nosso acordo com a WWF envolve a realização de novas pesquisas que serão compartilhadas com a sociedade”, garante Thiermann. Além disso, acrescenta, o grupo mantém sua política de reduzir suas próprias emissões de CO2 em 20% até 2012 e de investir € 500 milhões em projetos de sustentabilidade até o fim de 2010.
Até 2009, mais de € 350 milhões já foram investidos. No Brasil, o grupo tem promovido ações para estimular corretores e clientes a substituírem kit impresso e enviado pelo correio pelo Kit 100% digital, que envolve apólice e anexos. “Vamos dar continuidade à nossa política de disseminação do conhecimento por meio do patrocínio a pesquisas, realização de workshops, prêmio de jornalismo e do portal Allianz Knowledge Brasil, que traz amplo conteúdo sobre clima, Energia e CO2 e Segurança Automotiva.”
Excesso de regulamentação ameaça seguro*
Por Denise Bueno em 20/07/2009
Ajudar a indústria mundial de seguros em seus desafios tem sido o dia a dia da Geneva Association há mais de 30 anos. Formada por 80 dos principais CEOs de seguradoras, a única organização mundial do setor sem fins lucrativos funciona como um fórum de debate de temas internacionais. Atualmente, a crise financeira e seus impactos tem sido o principal assunto entre os membros do comitê.
“As seguradoras foram bem menos afetadas pela crise do que os bancos. E muitas oportunidades surgem para a indústria, pois a necessidade de proteção ficou mais aguçada com a crise”, diz Patrick Liedtke (foto), presidente da associação, sediada em Geneva, Suíça. Em relação ao Brasil, o executivo expressa otimismo. “A crise e a abertura do resseguro ressaltaram o potencial da indústria de seguros brasileira, que tem bons desafios daqui para frente.”
Apoiando-se na força da indústria de seguros ser responsável por 11% do total do PIB mundial, com prêmios anuais que ultrapassam US$ 4 trilhões, a associação entregou uma carta ao grupo que compõe as 20 maiores economias do mundo, G-20, solicitando prudência na nova regulamentação dos mercados financeiros. “O excesso de regulação é uma ameaça real para a indústria de seguros”.
Depois de participar do 4º Seminário LatinoAmericano de Seguros y Reaseguros, em Buenos Aires, Patrick Liedtke veio visitar o Rio de Janeiro, cidade que sediará a reunião anual realizada pela Geneva Association, e também a CNSeg, onde concedeu entrevista à Revista de Seguros sobre os impactos trazidos pela crise financeira global para a indústria de seguros, bem como sobre as oportunidades que as companhias podem tirar deste tsunami financeiro que atingiu todas as nações. Veja a seguir os principais trechos da entrevista.
Na sua opinião, como a crise afetou as seguradoras?
A indústria de seguros tem sido bem menos afetada nesta destruição de ativos gerada pela grave crise financeira. Como os maiores investidores institucionais do mundo, as seguradoras e resseguradoras naturalmente registram perdas. No entanto, elas não ameaçam a solvência da indústria, embora alguns seguradores de vida, especialmente nos Estados Unidos, estejam sobre forte pressão, com algumas recorrendo ao programa de ajuda dos governos. A crise de crédito não trouxe dúvidas sobre o modelo de negócios básico da indústria, ao contrário do que aconteceu com o setor bancário. A imagem do seguro permaneceu inalterada, uma vez que o setor continuou honrando todos os contratos envolvidos para pagamento de indenizações.
Quais oportunidades a crise trouxe para a indústria de seguros?
A crise financeira terminará e então teremos uma série de oportunidades para a indústria de seguros. Entre elas, posso citar a conscientização da população sobre a importância do seguro e do gerenciamento de risco como proteção. Acredito que os clientes valorizarão as estratégias de investimento mais conservadoras, o modelo de negócios mais consistente e sustentável, bem como as garantias ofertadas nos negócios envolvendo seguros em comparação com o que outras instituições financeiras têm a oferecer.
O Brasil tem tido oportunidades – já atrai 80 grupos estrangeiros — por ter sido menos afetado pela crise e também pela abertura do resseguro. Como o senhor vê o Brasil antes e depois da abertura do resseguro?
Depois de tantos anos de discussões e preparo para a abertura do mercado a sensação é de alívio e orgulho. O mercado está em um processo para se tornar mais dinâmico. A presença das mais importantes companhias de resseguro internacionais facilitará a transferência de tecnologia e expertise, enriquecendo os contratos brasileiros. A abertura também torna o Brasil mais próximo do mercado mundial, o que ajuda a tornar a economia mais sustentável no futuro. As seguradoras e resseguradoras estão muito preocupadas com o excesso de regulamentação que pode ser criado em razão da crise.
Como a associação pode ajudar o mercado?
A Geneva Association tem conduzido muitos debates globais sobre as questões de supervisão e regulamentação da indústria de seguros há anos. Faz parte da nossa rotina estar em contato com todas as organizações internacionais e temos uma parceria com a Associação Internacional de Supervisores de Seguro (IAIS, na sigla em inglês), tanto na troca de informações como na organização de eventos para debater o assunto. Buscamos com isso criar uma melhor compreensão de todos os envolvidos sobre a forma de atuação do setor e suas peculiaridades. Este tem sido um canal importante de comunicação e conseqüentemente um facilitador na criação de soluções eficientes, justas e sustentáveis. Ao mesmo tempo, a Associação tem feito esforços para promover conferências e lançar publicações para compartilhar experiências e assim contribuir para o desenvolvimento dos grupos econômicos.
O que a Associação espera das regras de Solvência II?
A solvência II foi um passo importante da indústria. Não só na Europa, mas também em muitos outros países por ter um caráter abrangente de reforma e internacionalização das práticas contábeis e de gestão das seguradoras. Este último ponto é muito importante, pois obrigará os concorrentes a implementarem sistemas de gestão dos riscos de elevado nível, contribuindo para aprimorar a transparência das operações do setor. É uma pena que nem todas as sugestões tenham sido aceitas na diretiva final e isso exigirá um esforço maior de todos, particularmente em mecanismos de diversificação de riscos. Ao final, no entanto, só se pode cumprimentar a União Européia no esforço de buscar soluções num período tão conturbado e que poderá ajudar a reduzir futuras crises. Politicamente foi um trabalho difícil. Esperamos que outros países sigam na implementação das normas nos próximos anos.
Como o senhor vê as novas regras para as agências de classificação de risco na Europa?
Não acredito que temos um quadro claro ainda de como as agências de classificação de risco funcionarão neste período ainda de crise e o que exatamente acontecerá no período pós-crise. Há ainda espaço para muitas discussões sobre a atuação das agências no futuro e como poderão conduzir o trabalho de análise das empresas. As agências são uma peça fundamental para o funcionamento de mercados financeiros e será extremamente importante conduzir a reforma deste mercado com muito cuidado. O que estamos vendo atualmente é só uma parte das soluções que surgirão nos próximos meses. Ou talvez anos.
As mudanças climáticas podem trazer sérios impactos na solvência das seguradoras e resseguradoras. O que a associação tem feito para auxiliar as empresas a este respeito?
A Geneva Association criou um grupo de trabalho especial para mudanças climáticas, que reúne os mais experientes profissionais do mundo no assunto. Em julho, o grupo emitirá um relatório sobre como a indústria é afetada e quais ameaças e oportunidades existem para as seguradoras em termos de negócios. O grupo também mostrará o que a indústria de seguro pode fazer para não ser tão afetada pelas mudanças climáticas em termos financeiros e como pode ajudar governos e empresas a reduzir as perdas com as catástrofes naturais. Temos buscado formas de ampliar o conhecimento da indústria sobre este tema e assim criar um elo entre as partes interessadas, como governos, políticos e empresários, estimulando um comportamento mais sustentável de todos. Em outubro deste ano organizaremos uma conferência na Colômbia, país que sofre com as catástrofes, para discutir estas questões.
O National Association of Insurance Commissioners (NAIC), órgão regulador dos Estados Unidos, tornou obrigatório que as companhias de seguro informem os riscos financeiros a que estão expostas diante das mudanças climáticas. O senhor acha que esta atitude poderá ser seguida por outros países?
É uma tentativa interessante de fazer as companhias a olharem com mais atenção aos assuntos relacionados à mudança climática. É especialmente notável que isto aconteceu nos Estados Unidos, onde as questões ligadas ao clima não receberam muita atenção e muito menos apoio nas ações tidas por outros países, especialmente a Europa. O problema – pelo menos nesta etapa – é que o conhecimento dos riscos financeiros atrelados a mudanças climáticas não são tão simples. Onde começa e onde termina o impacto das mudanças climáticas? Somente o futuro nos dirá quais serão as melhores iniciativas.
Qual o cenário que o senhor traçaria para a indústria de seguros e de resseguros?
No curto prazo, tudo vai depender do desenrolar da crise financeira. A atividade de seguro e de resseguro são ligadas com o desenvolvimento da economia. Uma recessão longa e profunda irá corroer os lucros e as perspectivas de negócios. Contudo, no médio e longo prazo, e especialmente em países emergentes, tais como o Brasil, há enorme potencial para o setor. As soluções de seguro são necessárias e as pessoas estão conscientizando-se da importância de proteger suas famílias, propriedade e as suas empresas de perdas financeiras. Ao mesmo tempo, os políticos estão descobrindo que a indústria de seguros pode ser um parceiro muito valioso para identificar riscos, criar soluções e garantir a sustentabilidade dos negócios.
O que o senhor acredita que mudará nos negócios de seguros após esta crise?
O modelo de negócios básico não sofrerá modificações, pois o setor se mostrou sólido e resistente dentro do conceito praticado. No entanto, os seguradores precisarão ser mais pró-ativos para buscar as oportunidades trazidas com um novo ritmo de crescimento, clientes melhor informados, um ambiente mais suscetível ao risco, novas normas e regulamentação, uma exposição internacional maior entre outros desafios que exigem uma atenção redobrada dos executivos. Os seguradores também terão que empreender um esforço maior na divulgação do papel da indústria, principalmente aos políticos, sobre quais as soluções de seguro que podem ser ofertadas e as que não estão no escopo dos negócios das seguradoras. Especificamente no Brasil, o setor terá de se tornar uma parte mais integrada do mundo de seguro global, participando mais ativamente em discussões internacionais sobre a política econômica brasileira.
*Matéria produzida com exclusividade para a Revista de Seguros, da CNSeg, edição abril, maio e junho de 2009
Allianz debate sustentabilidade com jornalistas
Por Denise Bueno em 02/07/2009
O Impacto do mercado mundial de biocombustíveis na expansão da agricultura brasileira e suas consequências para as mudanças climáticas e a situação atual das emissões de gases de efeito estufa das oito maiores economias do mundo e dos cinco principais países emergentes, entre eles o Brasil serão os dois temas debatidos na 4ª edição do Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas organizado pela Allianz Seguros.
As duas pesquisas que serão apresentadas no dia 15 de julho foram realizadas pela ong WWF. A pesquisa G8 Climate Scorecards 2009 revela as propostas do G8 para o clima, propiciando uma visão comparativa sobre as tendências nas emissões de CO2, as opções energéticas e as decisões políticas tomadas por esses países com relação às mudanças climáticas. Os Scorecards 2009 sobre o clima foram promovidos pelo Grupo Allianz, líder global em serviços financeiros, e o WWF.
Segundo nota da Allianz, pela relevância do Brasil nas questões climáticas, o estudo será apresentado pela primeira vez no país, sendo que internacionalmente virá a público na reunião de Cúpula do G8, em L’Aquila, na Itália, entre 8 e 10 de julho. Certamente o resultado dessa pesquisa será peça fundamental nas discussões da Conferência de Copenhague, em dezembro, que estabelecerá o novo tratado em substituição ao Protocolo de Quioto, diz a seguradoras.
O Fórum traz, ainda, uma explanação sobre o Crescimento, tendências e o novo cenário do seguro agrícola no Brasil, sob a ótica das incertezas atuais e futuras dos riscos climáticos. O engenheiro com MBA pela USP em Gestão de Riscos, Luiz Carlos Meleiro, superintendente de Agronegócios da Allianz Seguros, fará esta apresentação.
Pela ong WWF, Cássio Franco Moreira, doutor em agroecologia, engenheiro agrônomo e coordenador do programa de Agricultura e Meio Ambiente, apresentará a pesquisa de biocombustíveis. Karen Suassuna, mestre em Environmental Change and Management pela universidade de Oxford e analista sênior do programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF, explicará os resultados dos Scorecards 2009, tendo como foco o Brasil.
“Acreditamos que as questões a serem debatidas no Fórum são de extrema importância por apresentarem dados inéditos aos jornalistas que muito podem contribuir na realização de matérias que conscientizem empresas, governos, produtores rurais e a sociedade civil de que o único caminho possível a seguir é o do desenvolvimento sustentável”, diz Max Thierman, presidente da Allianz no Brasil, em nota.
Indústria precisa lançar produtos “verdes”, diz Aon
Por Denise Bueno em 19/06/2009
As seguradoras, resseguradoras e corretoras precisam repensar a importância de criar produtos que tragam recompensas e estimulem as empresas a adotar atitudes sustentáveis. O apelo foi feito por Andrew Tunnicliffe, COO da Aon Global Risk Consulting, em sua palestra durante a Association of Insurance and Risk Manager’s - AIRMIC (semelhante a brasileira Associação Brasileira de Gerenciamento de Risco-ABGR), realizada em Bournemouth, Inglaterra, na semana passada.
Entre os produtos que podem ser criados, o executivo cita apólices com desconto ou com serviços adicionais para carros híbridos, edifícios construídos dentro dos padrões ecologicamente corretos, para corporações que usam energia renovável e benefícios para as pessoas que cuidam da saúde.
Durante sua palestra, foi realizada uma pesquisa com aproximadamente de 100 gestores de riscos dos maiores grupos econômicos da Inglaterra que estavam no evento para saber o que eles pensam do assunto. Cerca de 82% deles acreditam que a indústria de seguros tem de mudar de atitude em relação à responsabilidade social das empresas. Pouco mais de 97% dos gestores de risco informaram que a sua organização está empenhada em se tornar socialmente responsável, enquanto 71% reconhecem que esta política terá um custo inicial para o acionista, cujo retorno virá no futuro em termos de imagem.
“Nós, empresas globais, temos de incorporar esta responsabilidade em nosso dia a dia, olhando onde podemos reduzir prêmios para incentivar mais adeptos ao desenvolvimento sustentável”.
Swiss Re incentiva redução de CO2
Por Denise Bueno em 08/01/2007
A Swiss Re, maior resseguradora do mundo, anunciou que está oferecendo um reembolso de até 5 mil francos suíços (US$ 4,058 mil) a cada um dos seus empregados que se comprometer a reduzir “a sua marca de carbono individual”, segundo comunicado divulgado.
A Swiss Re informou que o programa “reduza você também (COyou2) o CO2 e ganhe” apoia os investimentos dos empregados em medidas que contribuem para reduzir as emissões dos gases que provocam o efeito estufa, especialmente em relação à mobilidade, ao aquecimento e à energia elétrica. Essas medidas, que variam de acordo com circunstâncias e preferências regionais, incluem carros híbridos com baixo nível de emissões, o uso do transporte público e a instalação de painéis solares, ou de bombas de aquecimento. De agora até o fim de 2011, a Swiss Re vai reembolsar a cada um dos empregados a metade do valor investido nessas medidas, até o máximo de 5 mil francos suíços ou o equivalente em moeda local.
Várias empresas do setor de seguros e de resseguros vêm colocando seu prestígio, conhecimento e recursos financeiros para promover pesquisas e a compreensão das mudanças climáticas e do aquecimento global e os seus efeitos globais potencialmente catastróficos. Como parte da Clinton Global Iniciative, a Swiss Re decidiu apoiar as medidas adotadas por seus empregados.
*Matéria da autora publicada na Gazeta Mercantil
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