Perdas já divulgadas com a Deepwater Horizon

Por Denise Bueno em 14/06/2010

Veja as perdas já divulgadas pelas seguradoras e resseguradoras com o afundamento da plataforma Deepwater Horizon no Golfo do México:

Swiss Re US$ 200 milhões
Munich Re US$ 80 milhões
PartnerRe US$ 65 milhões
Hannover Re US$ 53 milhões
Validus Holdings US$ 42 milhões
Catlin Group US$ 40 milhões
Lancashire US$ 25 milhões
Chaucer Holdings US$ 25 milhões
Montpelier Re US$ 20 milhões
Amlin US$ 15 milhões
Transatlantic US$ 15 milhões
Hiscox4 US$ 15 milhões
RJ Kiln & Co4 US$ 10 milhões
Beazley US$ 6 milhões
Total US$ 611 milhões

Fonte: Moody’s

 

 

Vazamento dificulta compra de seguro

Por Denise Bueno em 07/06/2010

vazamento-oleoA explosão da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, e o consequente vazamento de óleo, já considerado o maior e mais devastador da história, desestabilizaram o mercado de seguros conhecido como “energy”, que envolve plataformas de petróleo. Segundo recente estudo da corretora Willis, as taxas de seguros aumentaram, alguns players estão deixando o mercado e a oferta de capacidade começa a ficar restrita, principalmente para perfuração.

Este cenário já dificulta a rotina de seguros da Petrobras, que vinha obtendo com certa facilidade um sem-número de contratos para garantir o volumoso plano de investimentos, incluindo a exploração do pré-sal, comentam executivos do setor no Brasil, Alemanha e Suíça.

Segundo o último Willis Energy Market Review Newsletter, divulgado na semana passada, a desestabilização ocorreu com a perda de US$ 785 milhões, sendo US$ 560 milhões da plataforma da BP no Golfo, além de outros prejuízos, como US$ 235 milhões da Perarl Aban, plataforma na costa da Venezuela, e o recente anúncio da Apache Corp, com sede em Houston, de uma perda inesperada de US$ 150 milhões ainda com o furacão Ike, que devastou o Golfo em 2008. Ainda é preciso contabilizar outros milhões de dólares para remover os destroços da Deepwater Horizon do fundo do mar.

A estimativa de perdas com a Deepwater Horizon fica entre US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões, mas a indústria de seguros estima perdas de US$ 1,2 bilhão, sendo o restante considerado um auto seguro da operadora da plataforma. “A tragédia da perda Horizon Deepwater, potencialmente o maior da história do mercado de plataformas, trouxe sério choque para o mercado, alterando substancialmente o ambiente de negócios”, comentou Alistair Rivers, CEO da Willis Energia em comunicado.

Obviamente o acidente trouxe mais consciência aos gestores de riscos dos operadores dos riscos a que estão expostos, o que acabou por lotar a caixa posta de e-mails dos corretores que operam neste nicho de negócios. Rivers acha ser esta uma reação exagerada, já que a perda da Horizon Deepwater é bastante singular e a probabilidade de um evento similar é “remota para a maioria dos operadores”. A recomendação da Willis é fazer uma análise detalhada do risco antes de optar pela mudança no pacote atual de seguros.

O estudo também comenta que as grandes perdas deste ano, se agravadas com uma forte temporada de furacões no Golfo do México 2010, que acontece entre junho e setembro, podem levar a uma retirada significativa das seguradoras do mercado. E as que continuarem deverão adotar posturas mais duras de subscrição e aumento dos custos de resseguro, que também sofrem um agravamento por conta da necessidade de capital que será exigido nas normas de Solvência II.

 

 

Custos do vazamento de petróleo preocupam setor

Por Denise Bueno em 04/05/2010

vazamentoOs custos do vazamento de petróleo no México, que já causam danos significativos na costa dos Estados Unidos, preocupam as seguradoras de todo o mundo. Um relatório da Guy Carpenter, do grupo Marsh, diz que a limpeza deverá custar US$ 1,5 bilhão, sem considerar as indenizações por danos ambientais. Só a indenização da plataforma de petróleo está estimada em US$ 1 bilhão, o dobro do que o setor pagou para a Petrobras em 2001, quando a P-36 afundou.

Várias companhias já divulgaram perdas estimadas com este acidente. A Partner Re estima perdas de US$ 1 bilhão; a Montpelier Re, US$ 20 milhões; a Hannover Re, US$ 53 milhões; a Munich Re, US$ 100 milhões; e a Transatlantic US$ 15 milhões.

A AMBest diz em nota que está monitorando a situação das empresas envolvidas, mas até agora não rebaixou o rating nem da BP, operador do poço, que tem dez blocos de explorações no Brasil, o que torna a solvência dela uma informação vital para o país. Segundo a agência, a cativa da BP, chamada Júpiter, tem um limite máximo por evento de US$ 700 milhões e capital suficiente para honrar este prejuízo.

Levando-se em conta que até mesmo a Petrobras já está anunciando possíveis perdas se tiver de suspender o início da exploração de seu maior projeto em solo americano, Cascade-Chinook entre junho e julho, em razão do acidente, os custos de indenizações deverão ser grandes. O prejuízo previsto pela indústria pesqueira na Lousiana foi estimado em US$ 2,6 bilhões e o do turismo na Flórida em US$ 3 bilhões.

 

 

Setor terá perdas diversas com caos aéreo

Por Denise Bueno em 19/04/2010

gustavo-melloAs estimativas para os prejuízos com o caos aéreos ainda são desencontradas, segundo o professor da Funenseg Gustavo Cunha Mello e também corretor da Correcta. Segundo informa em seu blog, Mello cita a previsão de perdas da International Air Transport Association (IATA), de US$ 200 milhões por dia de paralização.

Munich Re e a Allianz afirmaram que a indústria não terá muitos prejuízos, pois as companhias aéreas não contratam seguros de lucros cessantes ou, no termo em inglês, business interruption. Já o Sindicato de corretores de Londre, que congrega 1,7 mil profissionais, informou que as seguradoras, em especial a Tokio Marine Re, têm muitos seguros viagem celebrados com pessoas físicas que garantem esse tipo de evento e, portanto, os prejuízos serão incalculáveis.

Mello lembra da recente greve de pilotos da British Airways. “Para cada dia de greve teve perdas de 13 milhões de libras esterlinas”, diz. Segundo ele, um especialista em seguro aeronáutico, enquanto o Vulcão não parar, e dependendo do que ocorrer com as cinzas — se vão se dissipar na atmosfera ou se depositar sobre plantações e ativos em solo — ainda teremos muita especulação sobre o tamanho dos prejuízos a serem absorvidos.

O risco de voar com este tipo de nuvem foi revelado com um caso concreto. No dia 15 de abril, um caça da Força Aérea da Finlândia sobrevoou a nuvem de cinzas, a uma altitude acima de 50 mil pés, teve suas turbinas danificadas e apagadas em vôo. O piloto, que contou sua experiência no jornal da Globo, conseguiu ligar os motores graças a perícia, altitude levada e ter saído muito rapidamente da nuvem. Em solo analisaram e perceberam os danos pela selagem das partes internas do motor.

Além das perdas da indústria aérea, há riscos com o aumento de doenças respiratórias e perdas na agricultura, uma vez que a fumaça que está no céu uma hora irá descer para a terra e ficará acumulada em algum lugar. De lá, precisará ser retirada e os danos indenizados para quem tiver seguro.

 

 

Perdas consequentes do vulcão são limitadas

Por Denise Bueno em 17/04/2010

vulcaoOs cancelamentos de mais 17 mil vôos internacionais em 20 países ocorridos desde quinta-feira em razão da erupção do vulcão na Islândia terão um impacto limitado na indústria de resseguros, segundo informou a Munich Re em nota neste sábado. Segundo as agências internacionais, a nuvem andou mais de 3 mil quilômetros em dois dias.

De acordo com a maior resseguradora do mundo, a cobertura de lucro cessante para a indústria aérea é pouco comercializada para causas da natureza. Geralmente a cobertura de lucro cessante das empresas aéreas está incluída em apólices que tem acidentes como principal risco. Como os vôos foram cancelados para evitar acidentes, o risco de perdas elevadas está descartado.

Este caos aéreo, considerado o maior dos últimos tempos, é diferente da perda registrada pelo mercado de seguros no último pior caos aéreo na história da aviação, os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Neste, os danos por interrupção de negócios e lucros cessantes foram indenizados por se tratar de acidente aéreo, gerando uma das indenizações mais elevadas já registradas pela indústria de seguros neste segmento de negócios.

 

 

CNSeg: arauto do mercado segurador brasileiro

Por Denise Bueno em 15/04/2010

arauto2“Seguro é uma atividade que busca dar segurança e bem estar social. O desafio é mostrar isso a sociedade e com certeza esta missão tomará a nossa agenda em 2010”, diz Jorge Hilário, que assume a presidência da CNSeg nesta noite. Dentro desta agenda de “vendedor de idéias” e perpetuar a CNSeg como “o arauto das seguradoras”, Vieira está disposto a concretizar a importância do seguro para toda a sociedade. Seja de uma simples apólice para garantir o funeral de um pai de família com valores enquadrados dentro do nicho de microsseguros até um contrato com garantias elevadas para mitigar os riscos inerentes a mega projetos de infraestrutura que o Brasil tem para realizar. Segundo ele, este papel terá sido cumprido quando o seguro passar a ser comprado e não vendido.

A nova diretoria da CNSeg terá como primeiro vice-presidente Patrick Antonio Claude de Larrogoiti Lucas (SulAmérica), e como vice-presidentes Antonio Cássio dos Santos (Mafpre) e Nilton Molina (Mongeral AEGON). Como diretores Antonio Trindade (Itaú Unibanco), Alexandre Malucelli (Malucelli Seguradora), Luis Maurette (Liberty Seguros), Mario Petreli (Icatu Hartford), Pedro de Freitas (American Life), Paulo Marraccini (Allianz Seguros), Pedro Bulcão (Sinaf) e Pedro Purm Junior(Zurich Brasil Seguros).

Veja a seguir a íntegra do discurso de Jorge Hilário:

Senhoras e Senhores:

Recebo o cargo de presidente da CNSeg consciente de que a sua principal atividade é ser o arauto do mercado das empresas seguradoras, previdenciárias e de capitalização. Para isso é que fui eleito pelas Federações e Sindicatos que compõem a nossa Confederação.

Na condição de arauto, assumo como primeira tarefa a de manifestar o reconhecimento de todos pela grande contribuição dada por João Elísio Ferraz de Campos para o fortalecimento de nossas instituições, incluindo a criação da própria Confederação, e para o desenvolvimento do setor, propiciada pela abertura do mercado de Resseguros no Brasil. E anunciar que, como forma concreta de materializar esse reconhecimento, a Diretoria decidiu hoje conferir a João Elísio o título de Presidente Honorário da CNSeg, traduzido na placa comemorativa que tenho o prazer de passar a suas mãos.

Depois dessa homenagem, reservo-me o direito de fazer o meu próprio reconhecimento às pessoas cujo estímulo e apoio me fizeram entrar no fascinante mundo do mercado segurador. Volto no tempo para lembrar de Jean Beguin, que acreditou naquele jovem de 27 anos, imaginando que ele tivesse capacidade para presidir a Companhia União Continental de Seguros S.A. Minhas homenagens vão também para os amigos que me permitiram contribuir para o desenvolvimento do setor. Cito, com particular carinho, os nomes de Antonio Larragoiti Júnior, Leonídio Ribeiro Filho, Antônio Carlos de Almeida Braga, Ministro Francisco Dornelles, João Regis Ricardo dos Santos, Hélio Rocha Araújo, José Américo Peon de Sá, Eduardo Vianna e Rony Lyrio. A eles, meu comovido agradecimento.

Volto à condição de arauto. Temos que consolidar as organizações da CNSeg/FENASEG em busca da homogeneização das ações de competência da Confederação e de suas Federações associadas, reincorporando os sindicatos na função de representantes regionais dos interesses do mercado.

É imperioso transformar a Central de Serviços da CNSeg em efetiva prestadora de apoio às suas filiadas, mediante a criação e uso de bases de dados a lhes serem oferecidas para fortalecimento de suas análises, referências e decisões, proporcionando-lhes o uso de processos e sistemas de natureza técnico-atuarial, administrativo-contábil e tecnológico, no sentido comunitário da redução de ônus diretos e indiretos sobre suas ações, visando o aumento da eficiência e, consequentemente, a melhoria da produtividade.

Devemos discutir e rever o Decreto-Lei 73, visando uma nova lei do mercado segurador que modernize o marco regulatório do setor. Devemos continuar a estabelecer convênios com a Escola Nacional de Seguros, universidades e demais centros de ensino e pesquisas para ações de desenvolvimento do conhecimento e uso político, social e econômico do Seguro e da Previdência.

Devemos aumentar a parceria com os órgãos reguladores do mercado, revendo normas e procedimentos técnicos e administrativos, na busca da redução do custo dos encargos e serviços que alcançam, sobretudo, operadoras pequenas e médias, agravando mais que o racional econômico e comercial de suas operações, provocando, assim, indesejável concentração do mercado. Em última análise, transferindo o ônus da ineficiência para o bolso do consumidor.

Precisamos aprofundar o redescobrimento do consumidor de seguros. O mercado deseja caminhar ao seu encontro. Buscar seus interesses e necessidades. Oferecer o melhor produto e o melhor atendimento. Desenvolver seguros de pequeno e médio porte que interessem ao consumidor de baixa renda, o micro-seguro.

Precisamos mostrar ao Governo e ao consumidor o que somos: promotores do desenvolvimento, agentes do progresso, partícipes do futuro. Isto, não só na condição compulsória de investidores institucionais ou patrocinadores da manutenção do equilíbrio patrimonial e pessoal dos indivíduos e organizações, mas também, e principalmente, como agentes disponíveis do Governo para gerenciamento dos grandes riscos catastróficos nacionais.

Devemos oferecer apoio concreto à gestão dos riscos do agronegócio, dos riscos financeiros, dos riscos ambientais, através do desenvolvimento do Seguro Rural, dos Seguros de Crédito e de Garantia, dos Seguros Ambientais, substituindo a Administração Pública na análise, na subscrição e na fiscalização desses riscos, medindo previamente seus prováveis alcances e ressarcindo seus reais efeitos.

Quero encerrar minha fala desta noite com uma menção especial a todos aqueles que trabalham no mercado. Há longo tempo convivo com eles e sei do orgulho que sentem por fazer parte de uma atividade que tem como matéria-prima o futuro; o apego que têm à sua missão de agentes transformadores. É gente que está à frente de seu tempo e consciente da sua modernidade e dinamismo, características básicas dos jovens de ontem, de hoje e de amanhã. É com essa gente que contamos para o bem estar do País.

Muito obrigado

 

 

Indenizações por catástrofes somam US$ 26 bi

Por Denise Bueno em 16/03/2010

terremoto11As catastrofes naturais e os desastres causados pelo homem causaram perdas econômicas de US$ 62 bilhões e de 15 mil vidas em 2009, segundo estudo divulgado ontem pela Sigma, divisão de estudos da Swiss Re. No início do ano o grupo havia publicado um resultado parcial e agora disponibiliza em seu site a pesquisa completa.

Do valor total de perdas, US$ 26 bilhões foram pagos pela indústria de seguros, sendo US$ 22 bilhões em indenizações por catástrofes naturais e US$ 4 bilhões em catástrofes feitas pelo homem, sendo os mais custosos os acidentes aéreos. A América do Norte foi a região que recebeu a maior parte das indenizações, com US$ 12,7 bilhões. Já a Ásia liderou em número de mortes, com 9,4 mil do total, e apenas US$ 2,4 bilhões em pagamentos de seguro.
Comparado com anos anterior, 2009 foi um ano de poucas perdas, com 133 catástrofes e 155 desastres causados pelo homem, com apenas seis eventos excedendo US$ 1 bilhão. O evento mais caro foi a tempestade Klaus, com perdas seguradas próximas de US$ 3,4 bilhões.

As mudanças climáticas têm causado uma grande volatilidade nas perdas geradas com catástrofes naturais e a tendência de um aumento significativo de eventos naturais. “Temos vistos eventos significativos em 2010, com a tempestade Xynthia na Europa e os terremotos no Haiti e Chile”, comentou Thomas Hess, economista chefe da Swiss Re. A perda recorde é de US$ 120 bilhões, com indenizações pagas em 2005. “Eu não me surpreenderei se este recorde for quebrado num futuro não muito distante”.

Segundo Hess, as maiores perdas são registradas em países menos desenvolvidos, com uma participação ínfima de seguro na vida da população. Já em países desenvolvidos, as indenizações ajudam o país a se recuperar mais rapidamente. “Governos e indústria de seguros têm se unido para desenvolver soluções para ajudar a criar uma maior estabilidade nos mercados emergentes, mas isso está só no começo”, disse. Estas soluções, como resseguro para catástrofes que também contam com emissão de títulos no mercado de capitais, têm fornecido ajuda financeira significativa para países como Chile e Haiti, por exemplo.

O estudo pode ser acessado no site www.swissre.com

 

 

Terremoto no Chile é o mais caro na AL

Por Denise Bueno em 15/03/2010

O terremoto no Chile ocorrido no dia 27 de fevereiro é o mais caro evento para o mercado de seguros na América Latina, Segundo análise divulgada pela corretora Cooper Gay. A tempestade Xynthia ocorrida na Europa também deverá impactar as resseguradoras com indenizações estimadas em até US$ 4 bilhões.

Segundo comentários de Stephen Jackson, gerente geral para a América Latina da corretora Vooper Gay, as perdas no Chile devem ficar entre US$ 3 bilhões e US$ 5 bilhões, acima das registradas com o furacão Wilma, em 2005, que até agora é o mais expressivo em perdas seguradas na região.

A grande diferença, segundo a corretora, é que o furacão causou perdas concentradas na região do Caribe. Já o terremoto trouxe prejuízos espalhados por todo o país.

Segundo a corretora, as resseguradoras, responsáveis por garantir 75% da cobertura dos produtos vendidos pelas seguradoras, tem agora uma grande oportunidade de mostrar a importância do resseguro para a reconstrução do País, agilizando os pagamentos e auxiliando as seguradoras no que for preciso para indenizarem seus clientes.

As perdas divulgadas totalizam US$ 2,5 bilhões, segundo a divulgação das empresas até o dia 15 de março. Veja a seguir os valores divulgados por empresas:

Munich Re – US$ 543 milhões (400 milhões de euros)
Swiss Re – US$ 500 milhões
Transatlantic Re – US$ 90 milhões
Everest Re – US$ 337 milhões (£ 225 milhões)
Partner Re – US$ 320 milhões
Hannover Re – US$ 253 milhões (185milhões de euros)
RSA – US$ 45 milhões (£ 30 milhões)
Scor – US$ 131 milhões (95 milhões de euros)
Validus – entre US$ 170 milhões e US$ 270 milhões
Flagstone – US$ 50 milhões

 

 

Fitch mantém rating de companhias chilenas

Por Denise Bueno em 05/03/2010

catk8kgqca9fj5ofcahy30gtca5edg9xcabakxjoca6nbaurcaloqc3qcamy4dp9cancx8cgcap6nv3mcaccl6yfcadchov3cat6il8ucaqs1djgcax62dggcaynih82casiqwotcafihaeocaf0ebgoApesar das perdas elevadas que começam a se confirmar com o levantamento de apólices com cobertura para prejuízos causados por terromoto e por tsunami no Chile, a Fitch Ratings afirmou que acredita que o segmento de seguros patrimoniais do pais será capaz de absorver as perdas. No entanto, o volume previsto a ser pago pelas companhias representará boa parte da rentabilidade obtida em 2009. Este fato acabará por restringir a alavancagem das vendas em 2010, tendo como base as regras de capital ajustado ao risco.

Segundo a Fitch, tendo como base a estimativa de perdas seguradas entre US$ 2 bilhões e US$ 8 bilhões divulgadas pelas empresas especializadas em riscos de catástrofes, considerando-se o menor valor ele já é semelhante as reservas da indústria de seguros chilena, de US$ 1,3 bilhão, em setembro de 2009. Boa parte das perdas está ressegurada, ficando as seguradoras instaladas no Chile na dependência da antecipação de pagamentos pelas resseguradoras para atender a demanda de pedidos de indenizações, evitando assim a pressão sobre o fluxo de caixa das companhias ou até mesmo problemas de liquidez.

A Fitch comentou em seu estudo que as historicamente as resseguradoras têm honrado suas obrigações em tempo hábil, principalmente na ocorrência de grandes catástrofes. Tais perdas, acrescenta a agência, serão facilmente absorvida pelo mercado mundial mesmo com os prejuízos causados pelas grandes tempestades nos EUA e na Europa nas ultimas semanas.

A indústria de seguros chilena tem uma das regulamentações mais avançadas da América Latina e é um mercado muito concentrado na atuação de seguradoras estrangeiras. “As companhias de seguros, incluindo RSA, Mapfre, Chilena (Zurique Group), Liberty Mutual, Cardif, Chartis (ex-AIG) e Santander são importantes, enquanto as empresas locais compõem o restante da lista das 10 maiores companhias de seguros no país.

De acordo com a Fitch, pela forte concentração de apólices nas mãos de seguradoras estrangeiras, as matrizes darão suporte ao pagamento de indenizações, afastando qualquer perigo de falta de liquidez ou de desequilíbrio na composição das reservas técnicas. A agência informou que continuará monitorando o setor no Chile e fará comentários adicionais caso o seu ponto de vista, tanto para o mercado como para companhia, seja alterado.

A análise pode ser acessada no site www.fitchratings.com

 

 

RSA prevê £ 30 milhões em indenizações no Chile

Por Denise Bueno em 04/03/2010

pagamentoA seguradora britânica RSA informou que estima pagar indenizações de £ 30 milhões, valor líquido de resseguros, para seus clientes que tiveram perdas com o terremoto ocorrido no Chile no último sábado. A RSA, também presente no Brasil, é a maior seguradora de seguros gerais no Chile, com 15,7% das vendas de seguros gerais. A Penta detém 12,2% das vendas de seguros patrimoniais no país, seguida pela Mapfre (9,4%), Chilena (9,3%), Interamericana (8,4%) e Liberty (8,1%). Em seguro de vida, o ING é o maior em vendas, seguido pela MetLife, Penta, Chilena e Consórcio.

Em nota, o grupo RSA afirmou que o índice combinado não deverá ultrapassar 95% mesmo com esta ocorrência. Paul Whittaker, executivo da RSA para mercados emergentes, disse que “a nossa prioridade absoluta é dar o apoio necessário a todos os nossos clientes, corretores e colegas da região, de forma a amenizar o sofrimento causado por esta catástrofe”.

O Chile é o sexto maior mercado de seguros da América Latina, com prêmios anuais próximos de 5 bilhões de euros, o que representa quase 4% do PIB, sendo a maior parte referente a seguro de vida. Tem o segundo maior índice de vendas entre a população, com prêmio per capita de € 270. No entanto, a cobertura para danos causados por terremoto é cara e boa parte da população acaba não compra. O país tem cerca de 50 seguradoras, sendo as 10 maiores donas de 60% das vendas.

 

 

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