2011: US$ 108 bilhões em indenizações pagas por perdas com catástrofes naturais

Por Denise Bueno em 15/12/2011

Segundo estimativas preliminares da equipe sigma da Swiss Re, o total de perdas do setor segurador global, advindas de catástrofes naturais e desastres provocados pelo homem atingiu US$ 108 bilhões em 2011. Essa cifra é mais do que o dobro dos US$ 48 bilhões observados em 2010. Apenas os sinistros causados por catástrofes naturais atingiram US$ 103 bilhões em 2011, em comparação com apenas US$ 43 bilhões no ano passado, segundo comunicado distribuído pelo grupo.

Em 2011, o total de perdas (seguradas e não seguradas) para a sociedade em função de catástrofes atingiu um volume estimado em US$ 350 bilhões, em comparação com US$ 226 bilhões em 2010. O terremoto no Japão foi responsável pela maior parte das perdas econômicas deste ano. Nos primeiros onze meses do ano, as catástrofes ceifaram a vida de mais de 30.000 pessoas, a maioria delas no Japão.

Kurt Karl, Economista Chefe da Swiss Re, declarou: “2011 foi outro ano de terremotos bastante trágicos e custosos. Infelizmente, a cobertura de seguros para terremotos ainda é bastante baixa, mesmo em alguns países industrializados com riscos sísmicos elevados, como o Japão. Assim, além da perda de seus entes queridos, as sociedades enfrentam prejuízos financeiros enormes que precisam ser suportados pelas empresas, organizações humanitárias ou governos e, em última análise, pelos contribuintes.”

Com aproximadamente US$ 108 bilhões em perdas seguradas com catástrofes, de acordo com os registros sigma, 2011 se coloca com um dos anos mais gravosos da história do setor segurador, superado apenas por 2005 (US$ 123 bilhões). Furacões moderados mantiveram os custos menores do que em 2005, ano em que apenas os furacões Katrina, Wilma e Rita ocasionaram sinistros superiores a US$ 100 bilhões.

Se o Japão estivesse tão segurado quanto outros países com risco sísmico elevado, como a Nova Zelândia, as perdas gerais do setor teriam sido muito maiores. Mesmo assim, em termos de sinistros ocasionados por catástrofes, 2011 já é o segundo ano mais custoso da história do setor segurador. Novos sinistros decorrentes das atuais enchentes na Tailândia ou das dispendiosas tempestades de inverno que ainda atingirão a Europa podem levar o total do ano a um nível ainda mais próximo das perdas recorde de US$ 123 bilhões sofridas em 2005.

Além dos terremotos no Japão e Nova Zelândia, fortes inundações na Tailândia e Austrália geraram sinistros superiores a US$ 10 bilhões. Dois grandes tornados nos Estados Unidos ocasionaram sinistros de cerca de US$ 14 bilhões e a morte de mais de 400 pessoas. O furacão Irene custou ao setor quase US$ 5 bilhões em danos materiais.

Superando US$ 47 bilhões em 2011, os sinistros relacionados a terremotos foram os maiores já registrados. O terremoto do Japão foi o de maior magnitude a atingir o país, custando ao setor segurador um valor estimado em US$ 35 bilhões. Entretanto, as perdas seguradas representaram apenas uma fração das perdas totais. Estimadas em pelo menos US$ 210 bilhões, as perdas econômicas totais são provavelmente muito maiores se levarmos em conta os danos às usinas nucleares e os transtornos na cadeia de suprimentos mundial. Em comparação, o terremoto que atingiu a Nova Zelândia em fevereiro causou perdas econômicas de US$ 15 bilhões. Entretanto, graças às taxas elevadas de penetração do seguro contra terremotos, particularmente em propriedades residenciais, o setor segurador arcou com a maior parte delas.

 

 

Mercado acende luz amarela com temporada de furações no Atlântico

Por Denise Bueno em 12/09/2011

*matéria extraída do site da CNseg (www.viverseguro.org.br)

A temporada 2011 de formação de furacões no Atlântico começou com o Irene, cujos pedidos de indenizações de segurados já são estimados em US$ 3,5 bilhões. Semana passada foi a vez do Katia. Os especialistas preveem a formação de 14 a 19 tempestades tropicais nomeadas, das quais de sete a 10 podem se tornar furacões, durante 1º de junho a 30 de novembro. De três a cinco destes furacões seriam de grande intensidade ou pelo menos um de categoria 3 na escala Saffir-Simpson (de cinco níveis), o que representa ventos sustentados de pelo menos 179 km/horas.

Os estragos que eles podem causar são incalculáveis. A grande perda aconteceu em 2005, com a ocorrência de quatro furacões – Katrina, Rita, Wilma e Dennis-, com intensidade elevada. O furacão Katrina foi responsável pelo maior prejuízo financeiro. Segundo cálculos da Swiss Re, só esse furacão gerou perdas econômicas superiores a US$ 135 bilhões, sendo US$ 40 bilhões indenizadas pelas seguradoras, superando o furacão Andrew, ocorrido em 1992, com indenizações de US$ 22 bilhões e os atentados terroristas de Nova York, em 11 de setembro de 2001, com US$ 21 bilhões.

A principal preocupação das seguradoras está com o Golfo do México, local de grande concentração de plataformas de petróleo, que consumiu metade das indenizações do Katrina. O setor de energia, que engloba riscos de petróleo, embarcações e mineração, movimenta prêmios anuais de US$ 4 bilhões.

Os nomes dos furacões são retirados de uma lista de mais de 100 nomes, que são repetidos em um ciclo de 6 anos. Segundo explicam os especialistas, os nomes dos furacões e das tempestades tropicais são dados sempre que seus ventos atingem 62 quilômetros por hora. Quando um furacão causa danos excessivos seu nome é retirado da lista. Isso já aconteceu com mais de 60 nomes, entre eles o Katrina.

Cerca de 5 mil moradores pediram indenização por danos causados às suas residências, atingindo o montante de US$ 9,1 milhões. Além deles, 2.128 motoristas exigiram indenização por ferimentos sofridos nos acidentes provocados pelas chuvas e outros 252 motoristas reivindicaram US$ 656 mil pelos danos aos seus veículos. Estas indenizações somaram US$ 5,1 milhões. Os prejuízos causados a 1.555 estabelecimentos comerciais custaram quase US$ 4,5 milhões em indenizações.

Classificação. Existe uma escala que mede o poder de destruição dos furacões a partir da intensidade dos ventos. A escala vai de 1 a 5, sendo o quinto grau o mais violento e arrasador. Segundo o site apolo11.com, somente três furacões categoria 5 atingiram a costa dos EUA no século passado: um deles, sem nome, atingiu a Flórida em 1935, Furacão Camille em 1969 e Furacão Andrew em 1992.

Categoria 1 – ventos entre 119 e 153 km/h

Categoria 2 – ventos entre 154 e 177 km/h

Categoria 3 – ventos entre 178 e 209 km/h

Categoria 4 – ventos entre 210 e 249 km/h

Categoria 5 – ventos maiores que 249 km/h

 

 

Japão: indenizações podem atingir até US$ 45 bi

Por Denise Bueno em 06/04/2011

matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

US$ 45 bilhões. Essa é a mais recente estimativa de indenizações por perdas causadas pelo terremoto seguido de tsunami no Japão, no último dia 11. Apesar disso, de acordo com estudo da corretora de resseguros Tower Watson, o desastre não terá um efeito devastador no capital da indústria de seguros mundial. De acordo com a consultoria, as perdas econômicas chegam a US$ 300 bilhões e as indenizações a serem pagas pelas seguradoras flutuam em uma faixa entre US$ 20 bilhões e US$ 45 bilhões. A tragédia, com o terremoto de magnitude nove, o quinto maior já registrado em todo o mundo, contabiliza mais de 26 mil pessoas mortas e desaparecidas.

A diferença entre as perdas econômicas e as perdas seguradas está na estratégia do governo japonês e das seguradoras japonesas em assumir a maior parte do risco de terremoto no País, uma vez que as seguradoras estrangeiras cobram um preço elevado por estar o Japão localizado sobre a região conhecida como Círculo do Anel de Fogo do Pacífico, com cerca de sete mil tremores ao ano de pequena magnitude. Em relação as perdas pela exposição nuclear, a indústria de seguros mundial não sofrerá qualquer abalo por estar o risco limitado ao pool de seguradoras do governo japonês.

William Eyre, diretor da Towers Watson, acredita que o evento do Japão difere da catástrofe provocada pelo furacão Katrina, em 2005, quando as agências de classificação de riscos emitiram um sem-número de rebaixamento de rating. Na época, praticamente 45% das perdas econômicas estavam seguradas e uma significativa fatia havia sido pulverizada no mercado internacional de resseguros. Segundo a análise da corretora, caso não ocorra outro evento de grandes proporções, o capital das companhias permanece sólido, diante de bons ganhos registrados em 2009 e 2010. A corretora também afirma que, das perdas seguradoras no Japão, menos de US$ 15 bilhões envolvem contratos de resseguros, concentrando as perdas nas seguradoras japonesas.

Logo após o Katrina, com perdas seguradas de US$ 72 bilhões, os preços de resseguro para catástrofes registram alta entre 50% e 100%, por ter sido a perda agravada por outros furacões, Rita e Wilma. Isso fez com que várias empresas saíssem do mercado, o que reduziu a oferta de capacidade e, consequentemente, aumentou o preço do seguro num momento de forte demanda das empresas preocupadas em proteger o patrimônio da fúria da natureza.

No caso do Japão, boa parte da perda não está ressegurada no mercado internacional. Tanto que, para muitos resseguradores, o valor a ser pago pelos terremotos na Nova Zelândia deverá ser maior do que o desembolso no Japão. Em razão disso, a Towers Watson projeta aumento entre 20% a 50% para os programas japoneses. Já as renovações de seguros na Austrália e Nova Zelândia, geralmente realizadas em julho, deverão sofrer aumento de taxas significativos.

O estudo não fala no Brasil. Mas a expectativa é de que as resseguradoras deverão correr para países com baixa exposição de catástrofes para recuperar a rentabilidade perdida neste ano. O Brasil é um dos alvos favoritos por ter de preparar o pais para sediar a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Eventos com data certa para ser realizado e com poucas chances de não serem realizados. No entanto, o atraso das obras faz com

 

 

Japão já é considerado a maior perda do setor, informa a Agência Brasil

Por Denise Bueno em 16/03/2011

Veja abaixo a íntegra da matéria divulgada na Agência Brasil

As catástrofes registradas no Japão a partir da última sexta-feira (11) representam o maior evento de consequências indenizatórias do mercado segurador e ressegurador mundial, superando, inclusive, os atentados de 11 de setembro de 2011, nos Estados Unidos, cujas perdas somaram em torno de US$ 120 bilhões.

A afirmação foi feita hoje (16) à Agência Brasil pelo presidente do Comitê Ibero-Latino-Americano da Associação Internacional de Direito de Seguro (Cila-Aida), Sérgio Barroso de Mello. “Não há dúvida de que estamos superando esses números em muito, porque trata-se de um país que era, até bem pouco tempo, a segunda maior economia do mundo. Um país desenvolvido, com uma cultura do seguro muito forte, em que não só os bens eram segurados, mas as pessoas também tinham seus seguros individuais em capitais elevados”. A consequência natural é a busca desses segurados pelas indenizações, disse.

Depois dos Estados Unidos, o Japão é o maior produtor e consumidor de seguros do mundo. Sergio Mello avaliou que, diante dos três sinistros sofridos pelo Japão (terremoto, tsunami e vazamento de radiação nuclear), o impacto patrimonial no setor segurador e ressegurador mundial “vai ser, com certeza, o maior de todos”.

Descartou, contudo, o risco de insolvência para as empresas do setor, tal como sucedeu nos atentados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em 2001. “O seguro não é uma operação financeira. Ele é uma verdadeira ciência”. Algumas variantes utilizadas pelo setor para a avaliação do risco e sua precificação são a ciência atuarial e a pulverização de riscos. Mello explicou que essas variantes funcionam como amortizador, “um verdadeiro colchão dos prejuízos”. Isso se aplica sobretudo às operações do resseguro (seguro do segurador) e da retrocessão, que é o seguro do ressegurador.

Ele afirmou que a pulverização dos riscos em nível mundial vai facilitar o pagamento das indenizações, sem consequências danosas sobre um grupo pequeno de seguradores. Ao mesmo tempo, vai evitar uma insolvência individual e coletiva. Mello assegurou, contudo, que o impacto vai ser grande. “Muitas reservas precisarão ser utilizadas para fazer face a essas despesas”. Em relação a preços, informou que eles se baseiam na probabilidade de ocorrência de certos sinistros e no seu grau de severidade. No caso dos seguros japoneses, eles já trabalham com essas possibilidades de maneira preventiva em diversas linhas.

A exceção verificada no Japão, em que o terremoto provocou um tsunami e um acidente nuclear, será suficiente para influir no aumento do preço tanto do seguro como do resseguro. “Pode ser que algumas linhas de negócios, como riscos nucleares, sequer encontrem condições de serem segurados, porque podem se tornar, como se nota, um risco extremamente elevado. Um risco catastrófico, de proporções que o mercado segurador pode não querer mais aceitar”, observou.

Ele acredita que alguns mercados e, em especial, o nuclear, podem sofrer uma consequência ainda maior em relação ao prêmio do seguro que vai aumentar para todas as unidades industriais em âmbito mundial. Citou o caso dos Estados Unidos, da França e da Alemanha. “São países que vão sentir um aumento de prêmio substancial na área nuclear nos próximos dois a três anos”.

O presidente do comitê da Aida revelou que as exceções são mais comuns de acontecer do que se pensa. Um estudo usado durante décadas pela empresa resseguradora Swiss-Re para precificar coberturas para furacões previa que a probabilidade era de dois furacões em escala máxima (grau 5 Beaufort) aparecerem com intervalo de dez a 12 anos entre um e outro. Esse estudo perdeu a credibilidade em 2005, quando o furacão Katrina devastou o Sul dos Estados Unidos, em agosto, seguido pelo furacão Wilma, que assolou o Caribe mexicano e os Estados Unidos em outubro do mesmo ano.

“Você nota que um estudo feito dezenas de anos antes sofreu uma exceção, capaz de gerar um consequente aumento de preços naquela região, para poder recompor as reservas dos seguradores que foram comprometidas por aqueles dois eventos em série”.

Sergio Mello aposta, entretanto, que as autoridades japonesas conseguirão controlar o risco de catástrofe nuclear, possibilitando ao país se recuperar com rapidez. Avaliou que a cultura do seguro no Japão contribuirá para que isso ocorra em breve tempo, mais do que em qualquer outro país, porque o fluxo financeiro é mais rápido. A expectativa é que, após a reconstrução do Japão, o mercado local se tornará ainda mais consumidor de seguros. O mesmo se verificou na região de Manhattan, em Nova York, que viu crescer a busca por seguros nas linhas industriais, empresariais e individuais após os atentados de 11 de setembro de 2011.

 

 

Terremoto no Japão derruba mercado acionário mundial

Por Denise Bueno em 11/03/2011

matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br

O dia começa com imagens de destruição e notícias alarmantes sobre catástrofes naturais. O Japão sofre hoje com os estragos do terremoto na escala 8,9, o pior dos últimos 140 anos, seguido de tsunami. Os Estados Unidos emitiram alertas sobre tsunami que podem atingir desde o Alasca até o fim da América do Sul. As ondas são estimadas em dois metros, que podem ultrapassar a altitude de muitas ilhas do pacífico. Uma usina atômica esta pegando fogo e a previsão é de muitos mortos.

O evento fez com que todas as bolsas mundiais abrissem em queda. As ações de resseguradoras como Swiss Re, Munich Re e Hannover Re apresentam queda superior a 4% nesta manhã. Isso porque resseguradoras e seguradoras terão, provavelmente, um grande desembolso em indenizações para ajudar seus clientes na reconstrução das cidades atingidas.

A Ásia é a terceira maior região do mundo na compra de seguros, com quase US$ 1 trilhão, superada pela Europa, com US# 1,6 trilhão, e pelos Estados Unidos, com US$ 1,3 trilhão, segundo estudo da Swiss Re sobre a indústria mundial de seguros. O Japão o maior mercado dentro da Ásia e por isso deverá gerar um grande volume de indenizações da indústria mundial de seguros.

Segundo Robert P. Hartwig, presidente do Insurance Information Institute, 2011 deverá ser recorde em pagamento de indenizações por terremoto. Além das contas que ainda serão feitas no Japão, a indústria já contabiliza algo próximo a US$ 10 bilhões com a Nova Zelândia, diz Hartwig.

 

 

Tragédia no Rio mobiliza setor de seguros

Por Denise Bueno em 19/01/2011

42-20321138A tragédia na região serrana do Rio de Janeiro, citada como uma das dez piores catástrofes por deslizamento de terra do mundo nos últimos anos, mobilizou as empresas da indústria de seguros no Brasil. Além de implementarem esquemas especiais de atendimento, as seguradoras e corretores mobilizaram funcionários, clientes e fornecedores em campanhas de doações às vítimas. Liberty, Bradesco, BB Mapfre Seguros, Tokio Marine, Itaú Unibanco, Santander, SulAmérica e Mongeral, alem do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (Sincor RJ), estão entre as companhias que anunciaram doações e campanhas para recolhimento e envio de itens básicos às vítimas. Até o dia 19, a defesa civil computava mais de 750 mortos na região.

Infelizmente, poucas pessoas atingidas tinham seguro de vida, da casa ou de carro, segundo uma análise preliminar das seguradoras. Ao contrário da Austrália, que sofre com as enchentes desde o fim de dezembro, com mais de 200 mil desabrigados e cerca de 20 mortes. Lá, as seguradoras e resseguradoras deverão amargar um grande prejuízo com o pagamento de indenizações de carros, casas, estabelecimentos comerciais e lucro cessante para exportadoras de carne e empresas ligadas a mineração, dois setores importantes na economia do pais.

As maiores seguradoras australianas já registram forte queda no valor de suas ações em razão do grande volume de indenizações já solicitadas pelos clientes. Lá, o seguro é ofertado porque o país tem um excelente sistema de alertas de eventos climáticos. Por ter tempo hábil de mitigar o risco e tirar as pessoas do local, as seguradoras sentem-se mais a vontade de ofertar produtos por preços mais acessíveis.

Já no Brasil, apesar de ser o maior mercado de seguros da América Latina, o país ainda engatinha na venda de apólices que dão proteção a eventos como deslizamento, enchente, inundação. Boa parte do faturamento do setor vem da venda de VGBL, um seguro de vida com acumulação de recursos. Desde a abertura do mercado de resseguros, em 2008, as seguradoras passaram a ofertar produtos mais inovadores com preços mais acessíveis.

No entanto, com mudanças nas regras do resseguro, o seguro das seguradoras, em dezembro passado pelo governo, a expectativa é de um crescimento menor na inovação dos seguros de ramos elementares (tudo o que não é vida) em razão da falta de confiança jurídica dos grupos estrangeiros em atuar em um mercado que muda as regras sem amparo legal.

Segundo divulgaram os jornais nesta semana, apenas 50% dos hotéis e pousadas da região serrana do Rio contam com apólices de seguro patrimonial, de acordo com declarações da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis. A cobertura de lucro cessante, na qual é possível ter o lucro perdido em razão de um acidente, é pouco contratada por pequenas e médias empresas.

Uma pena. Pois o seguro poderia ajudar a recuperar os 2,4 mil quartos de hotel destruídos nas três cidades mais atingidas na região serrana. Isso representa 60% da oferta do ramo hoteleiro, que já calcula prejuízos de US$ 30 milhões com hospedagem até o fim do Carnaval, informaram os jornais. Entre empregos diretos e indiretos, a atividade hoteleira local gera mais de 12.000 postos de trabalho. Destes, estima-se que 80% correm o risco de serem fechados nos próximos 30 dias por conta das inundações.

O grande conhecido da população brasileira é o seguro de carro, segmento que concentra o maior número de pedido de indenizações nas seguradoras. A Porto Seguro, maior seguradora de carro do Brasil, informou que a maioria dos clientes tem cobertura para danos causados pelas enchentes, uma vez que o principal produto vendido pelo grupo conta com cobertura completa, que abrange colisão, incêndio e roubo ou furto.

A Liberty, com 20 mil veículos segurados na região serrana e mais de 5 mil residencias, criou uma estratégia especial para agilizar o atendimento, desde um call Center especial até o pagamento do seguro do carro sem a burocracia de encontrar o veículo no mar de lama que virou boa parte da região serrana. A expectativa inicial da empresa é atender, em média, 300 pedidos de indenização.

A Marítima informou que está oferecendo lavagem e higienização de veículos afetados por enchentes e inundações para seus clientes. Já no Plano Executivo, além do serviço de lavagem e higienização, foi incluído o serviço de reboque com quilometragem ilimitada e fornecimento de carro reserva com ar condicionado durante o período de conserto. Também houve aumento na quilometragem de reboque no Plano de Assistência a Veículos de Carga, que passa a abranger um raio de até 800 km.

A SulAmérica deslocou guinchos e peritos de cidades próximas aos locais impactados pelas fortes chuvas para auxiliar nos atendimentos da região.
Além disso, a vistoria dos veículos sinistrados está sendo feita na base do reboque, direcionando rapidamente o veículo danificado a oficina mais próxima ou de preferência do cliente.
A regulação dos sinistros também ganhou agilidade com o deslocamento dos peritos.

Além destas ações a SulAmérica também fará uma doação em dinheiro para a Cruz Vermelha, comprar colchonetes e cobertores e doará também brinquedos para as crianças da região. A companhia também criou uma campanha interna para incentivar funcionários, corretores de seguros e parceiros a contribuir com a Cruz Vermelha de cada local afetado pelas chuvas.

O Santander, com aproximadamente mil clientes na região serrana, anunciou o adiantamento de 100% do seguro para clientes de todas as carteiras. Para aqueles que contam com cobertura para desmoronamento, a indenização sera paga após a vistoria, que conta com uma equipe reforçada de peritos no local.

A equipe de funcionários e corretores da Allianz está mobilizada para entrar em contato com os segurados, que tiveram a renovação automática das apólices que venciam no início de janeiro garantida até o final do mês nas mesmas condições da apólice anterior. 


O banco doará R$ 1 milhão e disponibilizou um número de telefone (0800-703-9360) exclusivo para acelerar as indenizações de clientes com seguro devida, automóvel, residencial e comercial, que tenham sido atingidos pelas chuvas.O banco vai oferecer condições melhores para tomada de empréstimo e cobrançaaos clientes das regiões atingidas.

A Brasilveículos, seguradora do Banco do Brasil e da Mapfre, montou postos de coletas nos Centros Automotivos BB Seguro Auto, localizados em Brasília e Fortaleza, e nos Centros de Diagnósticos BB Seguro Auto, que ficam em São Paulo, Curitiba e Florianópolis. Até o dia 31 de janeiro, todas as pessoas que fizerem doações ganharão um diagnóstico veicular para seus automóveis de passeio, exceto na cidade de Fortaleza. Além de mobilizar todos os seus colaboradores na arrecadação interna de donativos e na doação de sangue, a Brasilveículos companhia já doou cobertores, colchonetes e água para toda a região afetada pelas chuvas.

 

 

Liberty Seguros recolhe doações para vítimas

Por Denise Bueno em 18/01/2011

liberty-social A Liberty Seguros, empresa de um dos maiores grupos seguradores dos Estados Unidos, enviou hoje email aos corretores de seguros que trabalham com a companhia estimulando a doação de itens para serem entregues para as vítimas das chuvas em São Paulo e Rio de Janeiro. Os itens podem ser doados em qualquer uma das sucursais da seguradora em todo o Brasil. Os corretores repassaram email aos seus contatos, fazendo com que a ação de solidariedade se alastre, aquecendo corações por esse Brasil afora. Parabéns pela atitude!

 

 

Catástrofes naturais custam US$ 37 bi em 2010

Por Denise Bueno em 04/01/2011

42-26202217Os desastres naturais fizeram as seguradoras desembolsar mais de US$ 37 bilhões em indenizações no ano passado, segundo estudo da Munich Re divulgado nesta terça-feira. O valor significa dizer que as companhias pagaram US$ 22 bilhões a mais de indenizações no ano passado do que em 2009. Esse número representa menos de 30% das perdas econômicas totais geradas pelas 950 catástrofes naturais, sendo boa parte delas causadas por água, com tempestades e inundações. Apesar disso, o evento mais caro de 2010 foi o terremoto no Chile, com indenizações de US$ 8 bilhões para perdas econômicas de US$ 30 bilhões.

O custo das perdas econômicas para os países chegou a US$ 130 bilhões, muito acima dos US$ 60 bilhões do ano anterior. 2010 foi o segundo maior registro de catástrofes naturais desde 1980, periodo em que a indústria de seguros contabilizou uma média de 785 eventos por ano. Em pagamento de indenizações, 2010 foi o sexto ano mais caro para a indústria de seguros nos últimos 30 anos.

 

 

Chartis aposta em seguros de plataformas

Por Denise Bueno em 11/08/2010

chartisNa contramão do mercado, a Chartis, ex-AIG, anunciou mundialmente hoje que elevou a capacidade de subscrição da unidade de Oil Rig de US$ 150 milhões para US$ 200 milhões na Divisão Global Marine and Energy. Vários players estão deixando de operar no segmento de plataformas em razão do mais caro acidente já registrado no mundo: o vazamento de óleo da plataforma da British Petroleum, no Golfo do México, em abril deste ano. Sem previsões de perdas, há estimativas levantadas pelo Blog Sonho Seguro de que as seguradoras deverão desembolsar em todos os seguros algo próximo de US$ 6 bilhões, segundo estudo divulgado neste mês pela consultoria Towers.

O Lloyd’s de Londres informou no mês passado que seus sindicatos estavam revendo clausulas dos contratos que passarão a valer a partir de 2011 em razão das mudanças nas regras desta indústria petrolífera promovidas pelo governo dos EUA para evitar outro acidente deste porte. Serão exigidas novas condutas de segurança para exploração em águas profundas. A expectativa apontada em diversos estudos da indústria de seguros é de que os preços terão aumento de até 50% e os limites de coberturas estão reduzidos para boa parte dos clientes. Principalmente para aqueles que não provarem que tem tecnologia de ponta para a operação.

Diante deste cenário, a ex-AIG, conhecida pelas estratégias arrojadas que a levaram a ser a maior seguradora do mundo por vários anos até setembro de 2008, decidiu apostar mais no segmento e abocanhar clientes que se sentem frustrados com a falta de seguro. Segundo nota da seguradora, presente também no Brasil, o aumento destaca o compromisso das seguradoras Chartis em oferecer uma ampla gama de proteção por seguros para o segmento de exploração e produção em alto-mar da indústria extrativista de óleo e gás em todo o mundo.

“A Chartis tem sido líder no fornecimento de seguro para a Energia Offshore por mais de 35 anos, e esse aumento na capacidade nos habilita a continuarmos a apoiar um segmento vital para a economia global”, disse Dorian Grey, Presidente da Oil Rig, em nota divulgada. “O aumento da capacidade será utilizado para continuarmos a cumprir nossa missão de proporcionar capacidade com confiança e mantermos a liderança em subscrições.”

Além do aumento de sua capacidade de subscrição, a Chartis ressaltou os serviços ofertados, como equipes de especialistas dedicadas em Londres e Houston, com acesso disponível através de seus inúmeros escritórios em todo o mundo; flexibilidade de gestão de risco e soluções de transferência de risco adaptadas às necessidades dos clientes; competências em engenharia, controle de perdas e reclamações em todo o mundo; e acesso à rede Marine and Energy.

É uma aposta ousada. Assim com Warren Buffett, considerado um dos principais gurus financeiros do mundo, apostou em seguro contra terrorismo após os atentados de 11 de setembro de 2001 ou o pai de Jayme Garfinkel no segmento de automóvel na década de 60 para desenvolver a Porto Seguro, hoje a maior de seguro de carro do Brasil.

 

 

Swiss Re desenha resseguro para governos

Por Denise Bueno em 05/08/2010

12281077459apk8w1Assim como os gargalos da infraestrutura comprometem o crescimento do Brasil, encontrar capacidade suficiente para o seguro garantia tem atrapalhado a concretização de estruturas financeiras complexas que financiam os empreendimentos brasileiros. A parte a incansável discussão sobre a criação ou não da seguradora estatal, há produtos no mundo que podem contribuir para mitigar os riscos inerentes de megaempreendimentos que não começam sem antes ter um seguro. Assim como no Jurassic Park. Toda a trama do filme começa com o empreendedor do projeto levando seguradores para o parque e assim conseguir o seguro que daria o aval para a abertura do local.

Como no filme, muitos empreendimentos só saem do papel depois de uma apólice de seguro que garanta o retorno dos investimentos, aconteça o que for. Muitas vezes, usar um exemplo de referência e adaptá-lo as necessidades do cliente pode ser uma boa solução. Assim como a indústria de seguros tem tropicalizado váris produtos de seguros, o mesmo pode ser feito no resseguro.

Recentemente, a Swiss Re anunciou um tipo de resseguro que pode ser adaptado para as necessidades brasileiras e assim estimular mais o uso de produtos da indústria de seguros na estruturação dos grandes financiamentos para empreendimentos de infraestrutura no Brasil. Em julho, foi assinado um acordo histórico com o Alabama State Insurance Fund (“SIF”), proporcionando três anos de cobertura de seguro paramétrico para a exposição primária a catástrofes decorrentes de furacões. As soluções paramétricas indenizam o segurado com base nas características físicas do desastre. O pagamento pode ser utilizado para qualquer fim, incluindo custos de medidas emergenciais, reposição da perda de receita de impostos e financiamento para cobrir o aumento dos custos de seguro.

Segundo nota da Swiss Re, este acordo assinala a primeira vez que o governo de um estado norte-americano utiliza uma modalidade tão inovadora para transferir ao setor privado sua exposição financeira advinda de catástrofes naturais. É um passo crucial para enfrentar os custos potencialmente enormes associados a desastres da natureza.

“Temos o prazer de trabalhar com o Alabama State Insurance Fund, apoiando suas necessidades de gestão de riscos através deste programa pioneiro em sua modalidade”, comenta Raj Singh, membro do Comitê Executivo e Diretor Executivo de Riscos da Swiss Re, em nota. “Até agora, os governos – e por fim os contribuintes – acabavam tendo que arcar com a responsabilidade de pagar as despesas emergenciais e de reconstrução bem depois de ocorrido o desastre. Em outros países, a Swiss Re tem trabalhado com êxito junto às organizações governamentais para dar conta dessa exposição.

Segundo a resseguradora, essas soluções inovadoras são aplicáveis a estados de quaisquer dimensões e podem ser adotadas em estados dos EUA onde haja exposição econômica a catástrofes – como furacões, incêndios florestais, terremotos, entre outras.”

Ben Spillers, Gestor de Riscos do Departamento de Finanças do Alabama, informou na nota que a negociação representa um marco para o estado do Alabama em termos de identificação e gestão dos principais riscos. “Simplesmente com base na velocidade dos ventos de um furacão, podemos agora receber rapidamente fundos para cobrir nossos custos imediatos. Nossa responsabilidade pela proteção dos cidadãos do Alabama nos inspira a trabalhar com uma indústria líder como a Swiss Re, que tem uma considerável experiência de cooperação com entidades governamentais.”

A Swiss Re tem uma longa história de sucesso na oferta de soluções inovadoras e individualizadas para a transferência de riscos a governos, bancos de desenvolvimento internacionais e organizações não governamentais, tendo em vista auxiliá-los a enfrentar as consequências financeiras dos maiores eventos catastróficos.

Em 2009, a Swiss Re colaborou com o Ministério das Finanças do México e o Banco Mundial para desenvolver o programa MultiCat Mexico, oferecendo uma cobertura de US$ 290 milhões para terremotos e furacões. A cobertura de seguro proporciona ao México fundos emergenciais após um grande desastre, dando apoio ao governo para responder às necessidades pós-desastre dos cidadãos.

A Swiss Re é também a resseguradora líder da Caribbean Catastrophe Risk Insurance Facility (CCRIF), a primeira solução de seguro paramétrico que cobre vários governos regionais do Caribe. Testemunhando as capacidades das soluções paramétricas, a apólice de CCRIF para o Haiti foi acionada em seguida ao terremoto de janeiro de 2010, fornecendo ao governo haitiano os fundos emergenciais mais necessários logo após o desastre.

Com a conclusão da negociação do State Insurance Fund, o governo do Alabama comprovou que soluções semelhantes podem ser disponibilizadas para cobrir os riscos de desastres nos Estados Unidos assim como em outras regiões.

 

 

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