2011: US$ 108 bilhões em indenizações pagas por perdas com catástrofes naturais

Por Denise Bueno em 15/12/2011

Segundo estimativas preliminares da equipe sigma da Swiss Re, o total de perdas do setor segurador global, advindas de catástrofes naturais e desastres provocados pelo homem atingiu US$ 108 bilhões em 2011. Essa cifra é mais do que o dobro dos US$ 48 bilhões observados em 2010. Apenas os sinistros causados por catástrofes naturais atingiram US$ 103 bilhões em 2011, em comparação com apenas US$ 43 bilhões no ano passado, segundo comunicado distribuído pelo grupo.

Em 2011, o total de perdas (seguradas e não seguradas) para a sociedade em função de catástrofes atingiu um volume estimado em US$ 350 bilhões, em comparação com US$ 226 bilhões em 2010. O terremoto no Japão foi responsável pela maior parte das perdas econômicas deste ano. Nos primeiros onze meses do ano, as catástrofes ceifaram a vida de mais de 30.000 pessoas, a maioria delas no Japão.

Kurt Karl, Economista Chefe da Swiss Re, declarou: “2011 foi outro ano de terremotos bastante trágicos e custosos. Infelizmente, a cobertura de seguros para terremotos ainda é bastante baixa, mesmo em alguns países industrializados com riscos sísmicos elevados, como o Japão. Assim, além da perda de seus entes queridos, as sociedades enfrentam prejuízos financeiros enormes que precisam ser suportados pelas empresas, organizações humanitárias ou governos e, em última análise, pelos contribuintes.”

Com aproximadamente US$ 108 bilhões em perdas seguradas com catástrofes, de acordo com os registros sigma, 2011 se coloca com um dos anos mais gravosos da história do setor segurador, superado apenas por 2005 (US$ 123 bilhões). Furacões moderados mantiveram os custos menores do que em 2005, ano em que apenas os furacões Katrina, Wilma e Rita ocasionaram sinistros superiores a US$ 100 bilhões.

Se o Japão estivesse tão segurado quanto outros países com risco sísmico elevado, como a Nova Zelândia, as perdas gerais do setor teriam sido muito maiores. Mesmo assim, em termos de sinistros ocasionados por catástrofes, 2011 já é o segundo ano mais custoso da história do setor segurador. Novos sinistros decorrentes das atuais enchentes na Tailândia ou das dispendiosas tempestades de inverno que ainda atingirão a Europa podem levar o total do ano a um nível ainda mais próximo das perdas recorde de US$ 123 bilhões sofridas em 2005.

Além dos terremotos no Japão e Nova Zelândia, fortes inundações na Tailândia e Austrália geraram sinistros superiores a US$ 10 bilhões. Dois grandes tornados nos Estados Unidos ocasionaram sinistros de cerca de US$ 14 bilhões e a morte de mais de 400 pessoas. O furacão Irene custou ao setor quase US$ 5 bilhões em danos materiais.

Superando US$ 47 bilhões em 2011, os sinistros relacionados a terremotos foram os maiores já registrados. O terremoto do Japão foi o de maior magnitude a atingir o país, custando ao setor segurador um valor estimado em US$ 35 bilhões. Entretanto, as perdas seguradas representaram apenas uma fração das perdas totais. Estimadas em pelo menos US$ 210 bilhões, as perdas econômicas totais são provavelmente muito maiores se levarmos em conta os danos às usinas nucleares e os transtornos na cadeia de suprimentos mundial. Em comparação, o terremoto que atingiu a Nova Zelândia em fevereiro causou perdas econômicas de US$ 15 bilhões. Entretanto, graças às taxas elevadas de penetração do seguro contra terremotos, particularmente em propriedades residenciais, o setor segurador arcou com a maior parte delas.

 

 

Censo mostra a nova cara do Brasil

Por Denise Bueno em 16/11/2011

extraído do site da CNseg (www.viverseguro.org.br)

A nova cara do Brasil, importante para as estratégias das seguradoras, consta do Censo 2010, divulgado esta manhã pelo IBGE. Apesar do avanço dos indicadores em 10 anos, as desigualdades persistem e são mais visíveis entre as áreas urbanas e rurais. A começar do rendimento médio mensal das pessoas. No grupo de 10 anos ou mais de idade, o rendimento ficou em R$ 1.202. Na área rural, o valor representou menos da metade (R$ 596) daquele da zona urbana (R$ 1.294). O rendimento das mulheres (R$ 983) alcançou cerca de 71% do valor dos homens (R$ 1.392), percentual que variou entre as regiões.

A taxa de analfabetismo, que foi de 9,6% para as pessoas de 15 anos ou mais de idade, caiu em relação a 2000 (13,6%). A maior redução ocorreu na faixa de 10 a 14 anos, mas ainda havia, em 2010, 671 mil crianças desse grupo não alfabetizadas (3,9% contra 7,3% em 2000). Entre as pessoas de 10 anos ou mais de idade sem rendimento ou com rendimento mensal domiciliar per capita de até ¼ do salário mínimo, a taxa de analfabetismo atingiu 17,5%, ao passo que na classe que vivia com 5 ou mais salários mínimos foi de apenas 0,3%.

Apesar de a infraestrutura de saneamento básico ter apresentado melhorias entre 2000 e 2010, mesmo nas regiões menos desenvolvidas, estas não foram suficientes para diminuir as desigualdades regionais no acesso às condições adequadas. A região Sudeste se destacou na cobertura dos três serviços (abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo), ao passo que o Norte e o Nordeste, apesar dos avanços, estão distantes dos patamares da primeira. Um exemplo é o abastecimento de água por rede geral, que atingiu 90,3% dos domicílios do Sudeste, bem acima dos 54,5% na região Norte.O Censo 2010 detectou também mudanças na composição por cor ou raça declarada. Dos 191 milhões de brasileiros em 2010, 91 milhões se classificaram como brancos, 15 milhões como pretos, 82 milhões como pardos, 2 milhões como amarelos e 817 mil indígenas. Registrou-se uma redução da proporção brancos, de 53,7% em 2000 para 47,7% em 2010, e um crescimento de pretos pardos e amarelos. Foi a primeira vez que um Censo Demográfico registrou uma população branca inferior a 50%.

Ao investigar a possibilidade de haver mais de uma pessoa considerada responsável pelo domicílio, observou-se que cerca de 1/3 deles tinha mais de um responsável. Nos demais, o homem foi apontado como único responsável em 61,3% das unidades domésticas. A mulher mostrou-se mais representativa como cônjuge ou companheira (29,7%), enquanto apenas 9,2% dos homens aparecem nessa condição.

Além destes, os resultados do Universo do Censo Demográfico 2010 apresentam dados sobre crescimento e composição da população, unidades domésticas, óbitos, registro de nascimento, entre outros. As informações, coletadas em todos os 57.324.167 domicílios, estão disponíveis para todos os níveis territoriais, inclusive os bairros de todos os municípios do país. A exceção fica por conta das informações sobre rendimento que, por serem ainda preliminares, não estão sendo divulgadas para níveis geográficos mais desagregados.A publicação completa pode ser acessada pelo link http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/caracteristicas_da_populacao/default_caracteristicas_da_populacao.shtm.

Brasileiros residem em 193 países estrangeiros

O número estimado de brasileiros residentes no exterior chegou a 491.645 mil em 193 países do mundo em 2010, sendo 264.743 mulheres (53,8%) e 226.743 homens (46,1%); 60% dos emigrantes tinham entre 20 e 34 anos de idade em 2010. Este resultado não inclui os domicílios em que todas as pessoas podem ter emigrado e aqueles em que os familiares residentes no Brasil podem ter falecido. O principal destino era os Estados Unidos (23,8%), seguido de Portugal (13,4%), Espanha (9,4%), Japão (7,4%), Itália (7,0%) e Inglaterra (6,2%), que, juntos, receberam 70,0% dos emigrantes brasileiros. A origem de 49% deles é a região Sudeste, especialmente São Paulo (21,6%) e Minas Gerais (16,8%), respectivamente primeiro e segundo estados do país de onde saíram mais pessoas (106.099 e 82.749, respectivamente).

Os EUA foram o principal destino da população oriunda de todos os estados, especialmente de Minas Gerais (43,2%), Rio de Janeiro (30,6%), Goiás (22,6%), São Paulo (20,1%) e Paraná (16,6%). O Japão é o segundo país que mais recebe os emigrantes de São Paulo e Paraná, respectivamente 20,1% e 15,3%. Portugal surge como segunda opção da emigração originada no Rio de Janeiro (9,1%) e em Minas Gerais (20,9%). As pessoas que partiram de Goiás elegeram a Espanha como o segundo lugar preferencial de destino, o que representou 19,9% da emigração. Esse país aparece como segunda ou terceira opção de uma série de outras unidades da federação, o que permite inferir que a proximidade do idioma estaria entre as motivações da escolha.

Goiás foi o estado de origem da maior proporção de emigrantes (5,92 pessoas para cada mil habitantes), seguido de Rondônia (4,98 por mil), Espírito Santo (4,71 por mil) e Paraná (4,39 por mil). Sobrália, São Geraldo da Piedade e Fernandes Tourinho, todas em Minas Gerais, foram as cidades brasileiras com maiores proporções de emigrantes (88,85 emigrantes por mil habitantes; 67,67 por mil; e 64,69 por mil, respectivamente). Entre as capitais, Rio Branco (AC) destaca-se com uma proporção de 12,82 emigrantes por mil habitantes, estando em 42º lugar no ranking nacional. Em seguida, Macapá (AP), com 4,30 por mil (37ª posição), Boa Vista, com 3,42 por mil (38ª posição), e Brasília, com 2,89 por mil (41ª posição).

Censo contabiliza 133,4 mortes de homens para cada 100 óbitos de mulheres

Em 2010, o Censo também introduziu a investigação sobre a ocorrência de óbitos de pessoas que haviam residido como moradores do domicílio. Entre agosto de 2009 e julho de 2010 foram contabilizados 1.034.418 óbitos, sendo 591.252 homens (57,2%) e 443.166 mulheres (42,8%). O maior número de óbitos masculinos resultou numa razão de sexo de 133,4 mortes de homens para cada grupo de 100 óbitos do sexo feminino.

A maior sobremortalidade masculina foi em Rondônia, 165,7 óbitos de homens para 100 mortes de mulheres, fruto de dois fatores: uma maior participação masculina na população total (razão de sexo para a população total de 103,4 homens para cada grupo de 100 mulheres, a segunda mais elevada do país) e uma maior mortalidade da população masculina em relação à feminina. Já a menor razão de óbitos pertenceu ao Rio de Janeiro, 116,7 falecimentos masculinos para cada grupo de 100 femininos. Esse fato pode ser explicado por ser o estado com a menor participação de homens na população total, 47,7%.

A sobremortalidade masculina ocorre em quase todos os grupos de idade, principalmente entre 20 a 24 anos de idade, 420 óbitos de homens para cada 100 de mulheres. Neste grupo, 80,8% do total de óbitos (32.008) pertenceram à população masculina. A partir desta faixa etária, este indicador começa a declinar até atingir no grupo de 100 anos ou mais, o valor mais baixo, 43,3 óbitos de homens para cada 100 óbitos de mulheres. Aos 81 anos o número de óbitos da população feminina já começa a superar o da masculina, em função de um maior contingente de mulheres.

Valores elevados também foram encontrados nos grupos de 15 a 19 anos (350 homens para cada 100 mulheres) e de 25 a 29 anos (348 homens para cada 100 mulheres). Isso se deve ao alto número de óbitos por causas externas ou violentas, como homicídios e acidentes de trânsito, que atingem mais a população masculina.

Na faixa de 20 a 24 anos, o menor valor pertence ao Amapá, 260 óbitos masculinos para cada grupo de 100 mortes da população feminina. No outro extremo, Alagoas apresenta a relação de 798 óbitos de homens para cada 100 mulheres mortas. Com exceção de Maranhão (397,7 homens para cada 100 mulheres) e Piauí (391,7 homens para cada 100 mulheres), todos os demais estados da região Nordeste estavam acima da média nacional (419,6 homens para cada 100 mulheres). Na região Centro-Oeste, somente Goiás (421,7 homens para cada 100 mulheres) se encontrava acima dessa média. Na Sudeste, os estados do Rio de Janeiro (476,7 homens para cada 100 mulheres) e Espírito Santo (466,9 homens para cada 100 mulheres) apresentaram razões acima da encontrada para o Brasil.

3,4% dos óbitos são de crianças menores de um ano e 43,9% são de idosos

No Brasil, 3,4% dos óbitos ocorreram antes do primeiro ano de vida. Esse valor, segundo as Estatísticas do Registro Civil de 1980, era de 23,3%, um declínio de 85,4% em 30 anos. A menor participação foi encontrada no Rio Grande do Sul (2,1%), seguido do Rio de Janeiro (2,3%), Minas Gerais (2,7%), São Paulo (2,7%) e Santa Catarina (2,8%). No outro extremo, Amazonas (8,5%), Amapá (7,9%), Maranhão (7,1%) e Acre (7,0%). Todos os estados das regiões Sudeste e Sul estão abaixo da média nacional, além de Paraíba (3,2%), Rio Grande do Norte (3,3%), Pernambuco (3,3%) e Goiás (3,4%).

O grupo de 70 anos ou mais de idade, que representava 2,3% da população em 1980, passou em 2010 para 4,8% do total. A consequência desse processo de envelhecimento populacional é o aumento da participação dos óbitos desse grupo no total de mortes. Para o Brasil, a participação dos óbitos da população de 70 anos ou mais de idade foi de 43,9%. Roraima possui a mais baixa participação, 30,4%, seguido do Amapá (31,9%) e Pará (34,3%). As maiores participações foram encontradas no Rio Grande do Norte (50,2%), Paraíba (48,8%) e Rio Grande do Sul (48,4%).

Participação nos óbitos na faixa de 1 a 4 anos é 118,9% maior na área rural

Os padrões de mortalidade das áreas urbana e rural são próximos. As maiores diferenças são observadas até os 15 anos. Enquanto na área urbana o grupo de menores de 1 ano concentra 3,1% do total de óbitos, na área rural este percentual é de 5,4%. A maior diferença foi encontrada no grupo de 1 a 4 anos, onde o percentual da área rural (1,6%) foi mais que o dobro do da área urbana (0,7%). Em contraste com a área urbana, a participação dos óbitos de menores de 1 ano em relação à população total, na área rural, assume valores bem significativos no Amazonas (16,0%), Amapá (15,0%), Acre (12,6%), Pará (11,1%) e Maranhão (10,2), os únicos que apresentaram percentuais acima de 10%.

Idade média é de 31,3 anos para homens e 32,9 para mulheres

Em 2010, a idade média da população foi de 32,1 anos, sendo 31,3 anos para os homens e 32,9 para as mulheres. A maior diferença foi no Rio de Janeiro, 2,5 anos em favor das mulheres. As idades médias mais altas estavam nas regiões Sul (33,7 anos) e Sudeste (33,6), seguidas do Centro-Oeste (31,0), Nordeste (30,7) e Norte (27,5). Sete estados possuíam idade média acima da nacional: Rio Grande do Sul (34,9 anos), Rio de Janeiro (34,5), São Paulo (33,6), Minas Gerais (33,3), Santa Catarina (33,0), Paraná (32,9) e Espírito Santo (32,4). A menor encontrava-se no Amapá, 25,9 anos.

A idade média da população urbana era de 27,1 anos em 1991, atingindo 32,3 anos em 2010, um acréscimo de 5,2 anos. Na área rural, este valor, que era de 24,8 anos em 1991, alcançou 30,6 anos em 2010. Os diferenciais das idades médias segundo a situação do domicílio diminuíram de 2,3 anos em favor da área urbana para 1,7 ano em 2010. O maior aumento entre 1991 e 2010 se deu na área rural da região Sul: 7,5 anos, onde a idade média passou de 27,4 para 34,9 anos. O Rio Grande do Sul apresentou a maior idade média da população rural, 37,2 anos, o Amazonas teve a menor, 24,0 anos. Goiás apresentou o maior incremento na idade média na área rural entre 1991 e 2010, passando de 25,7 anos para 33,6 anos (7,8 anos).

Diminui pela primeira vez o número de pessoas que se declararam brancas

Dos cerca de 191 milhões de brasileiros em 2010, 91 milhões se classificaram como brancos, 15 milhões como pretos, 82 milhões como pardos, 2 milhões como amarelos e 817 mil indígenas. Registrou-se uma redução da proporção brancos de 53,7% em 2000 para 47,7% em 2010, e um crescimento de pretos (de 6,2% para 7,6%) e pardos (de 38,5% para 43,1%).

Cerca de 30% da população indígena de até 10 anos não tem registro de nascimento

O Censo 2010 mostra que 98,1% das crianças com até 10 anos eram registradas em cartório. Dentre os menores de 1 ano de idade, a cobertura do registro civil de nascimento foi de 93,8%, elevando-se para 97,1% para as pessoas com 1 ano completo e aumentando, consecutivamente, para as demais idades. A pesquisa considerou a existência de registro público feito em cartório, a Declaração de Nascido Vivo (DNV) ou o Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI).

A região Norte foi a que teve as menores proporções de pessoas com o registro de nascimento por grupo etário. Entre os menores de 1 ano, 82,4% tinham registro civil de nascimento, número inferior ao da região Nordeste (91,2%). Em ambas, o percentual ficou abaixo do observado em todo o país (93,8%). A região Sul teve o melhor resultado, com 98,1%. Nessa faixa etária, as menores proporções foram no Acre (83,1%), Maranhão (83,0%), Pará (80,6%), Roraima (80,2%) e Amazonas (79,0%). No Amazonas (87,9%) e em Roraima (85,5%), mesmo entre as crianças com 1 ano completo, o percentual das que tinham registro civil foi significativamente inferior à média do país (97,1%).

Era menor a proporção de registro civil de nascimento para a população indígena em relação às demais categorias de cor ou raça. Enquanto brancos, pretos, amarelos e pardos tiveram percentuais iguais ou superiores a 98,0%, a proporção entre os indígenas foi de 67,8%. Para os menores de 1 ano, as proporções nas regiões Centro-Oeste (41,5%) e Norte (50,4%) são inferiores aos demais grupos, todos acima de 80%.

Taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais cai de 13,6% para 9,6% entre 2000 e 2010

A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi de 9,6% em 2010, uma redução de 4 pontos percentuais em relação a 2000 (13,6%). O indicador diminuiu de 10,2% para 7,3%, na área urbana, e de 29,8% para 23,2%, na rural. Entre os homens, declinou de 13,8% para 9,9%, e de 13,5% para 9,3%, entre as mulheres.

Regionalmente, as maiores quedas em pontos percentuais se deram no Norte (de 16,3% em 2000 para 11,2% em 2010) e Nordeste (de 26,2% para 19,1%), mas também ocorreram reduções nas regiões Sul (de 7,7% para 5,1%), Sudeste (de 8,1% para 5,4%) e Centro-Oeste (de 10,8% para 7,2%). A menor taxa encontrada foi no Distrito Federal (3,5%), e a maior foi de 24,3%, em Alagoas.

No contingente de pessoas de 10 anos ou mais de idade com rendimento mensal domiciliar per capita de até ¼ do salário mínimo, a taxa de analfabetismo atingiu 17,5%. Nas classes de mais de ¼ a ½ e de ½ a 1 salário mínimo domiciliar per capita, a taxa caía de patamar, atingindo 12,2% e 10,0%, respectivamente, mas ainda bastante acima daquela da classe de 1 a 2 salários mínimos (3,5%). Nas faixas seguintes, a taxa de analfabetismo prosseguiu em queda, passando de 1,2%, na classe de 2 a 3 salários mínimos, a 0,3%, na de 5 salários mínimos ou mais.

3,9% das crianças de 10 a 14 anos ainda não estavam alfabetizadas em 2010

Na faixa de 10 a 14 anos, havia, em 2010, 671 mil crianças não alfabetizadas (3,9%). Em 2000, este contingente atingia 1,258 milhão, o que representava 7,3% do total. No período intercensitário, a proporção diminuiu de 9,1% para 5,0%, no segmento masculino, e de 5,3% para 2,7%, no feminino. A proporção baixou de 4,6% para 2,9%, na área urbana, e de 16,6% para 8,4%, na rural.

Na faixa entre 15 e 19 anos, a taxa de analfabetismo atingiu 2,2% em 2010, mostrando uma redução significativa em relação a 2000, quando era de 5%. Por outro lado, no contingente de pessoas de 65 anos ou mais, este indicador ainda é elevado, alcançando 29,4% em 2010.

Distribuição de rendimento permanece desigual

Em 2010, o rendimento médio mensal das pessoas de 10 anos ou mais de idade com rendimento foi R$ 1.202. Na área rural, representou 46,1% (R$ 596) daquele da zona urbana (R$ 1.294). O rendimento médio mensal das mulheres (R$ 983) representou 70,6% dos homens (R$ 1.392), sendo que esse percentual variou de 70,3% na região Sul (R$ 1.045 para as mulheres e R$ 1.486 para os homens) a 75,5% na região Norte (R$ 809 das mulheres contra R$ 1.072 dos homens).

Em termos regionais, Centro-Oeste (R$ 1.422) e Sudeste (R$ 1.396) tiveram os rendimentos mais elevados, vindo em seguida o Sul (R$ 1.282). A região Nordeste teve o menor rendimento (R$ 806), 56,7% do verificado no Centro-Oeste, enquanto o segundo mais baixo foi o da Norte (R$ 957,00), que representou 67,3% do valor do Centro-Oeste.

A parcela dos 10% com os maiores rendimentos ganhava 44,5% do total e a dos 10% com os mais baixos, 1,1%. Já o contingente formado pelos 50% com os menores rendimentos concentrava 17,7% do total.

O Índice de Gini, que mede o grau de concentração dos rendimentos, ficou em 0,526. Ele varia de zero, a igualdade perfeita, a um, o grau máximo de desigualdade. Nas regiões, o mais baixo foi o da Sul (0,481) e o mais alto, da Centro-Oeste (0,544). O Índice de Gini da área urbana (0,521) foi mais elevado que o da rural (0,453).

A distribuição das pessoas de 10 anos ou mais por classes de rendimento mostrou que, na área rural, os percentuais de pessoas nas classes sem rendimento (45,4%) e até um salário mínimo (15,2%) foram maiores que os da urbana (35,6% e 4,8%, respectivamente). Já a parcela que ganhava mais de cinco salários mínimos mensais ficou em 1,0% na área rural e 6,0% na urbana.

Os percentuais da parcela feminina foram maiores que os da masculina nas classes sem rendimento (43,1% e 30,8%), até ½ salário mínimo (8,0% e 4,6%) e até 1 salário mínimo (21,5% e 20,8%).

O percentual de pessoas sem rendimento na população de 10 anos ou mais de idade foi mais elevado nas regiões Norte (45,4%) e Nordeste (42,3%) e mais baixo na Sul (29,9%), ficando próximos os da Sudeste (35,1%) e Centro-Oeste (34,8%). Quanto ao contingente que recebia mais de cinco salários mínimos mensais, os percentuais das regiões Nordeste (2,6%) e Norte (3,1%) ficaram em patamar nitidamente inferior ao das demais. O indicador alcançou 6,1%, na região Sul; 6,7%, na Sudeste; e 7,3%, na Centro-Oeste.

Média de moradores por domicílio diminui conforme a renda aumenta

O rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento foi de R$ 2.222, alcançando R$ 2.407, na área urbana, e R$ 1.051 na rural. Entre as regiões, os mais altos foram os do Centro-Oeste (R$ 2.616) e Sudeste (R$ 2.592), seguidos da Sul (R$ 2.441). Em patamares mais baixos ficaram as regiões Nordeste (R$ 1.452) e Norte (R$ 1.765). O maior distanciamento entre os rendimentos médios domiciliares das áreas urbana e rural foi o da região Nordeste (R$ 2.018 contra R$ 910) e o menor, da Sul (R$ 2.577 contra R$ 1.622).

Entre as unidades da federação, o rendimento médio mensal dos domicílios com rendimento do Distrito Federal foi destacadamente o mais elevado (R$ 4.635), seguido pelo de São Paulo (R$ 2.853). No outro extremo, ficaram Maranhão (R$ 1.274) e Piauí (R$ 1.354).

Do conjunto dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, os 10% com os rendimentos mais altos detiveram 42,8% do total, e os 10% com os menores, 1,3%. Os 50% com os menores rendimentos ficaram com 16,0% do total. O rendimento médio mensal domiciliar dos 10% com os maiores rendimentos foi R$ 9.501 e dos 10% com os menores, R$ 295.

O Índice de Gini da distribuição do rendimento mensal dos domicílios com rendimento domiciliar foi de 0,536. Ele foi mais baixo na região Sul (0,480) e mais alto no Nordeste (0,555). Em todas as regiões, o Índice de Gini da área urbana foi sensivelmente mais alto que o da rural.

A comparação das distribuições dos domicílios por classes de rendimento mensal domiciliar per capita mostrou que a concentração dos domicílios rurais nas classes sem rendimento (7,2%), até 1/8 do salário mínimo (13,1%), até ¼ do salário mínimo (14,5%) e até ½ salário mínimo (24,0%) foi substancialmente maior que a dos urbanos (3,8%, 2,1%, 5,5% e 16,1%, respectivamente). No agregado destas classes, encontravam-se 27,6% dos domicílios urbanos e 58,8% dos rurais. Por outro lado, 11,8% dos domicílios urbanos tinham rendimento domiciliar per capita de mais de três salários mínimos, enquanto que para os rurais esse percentual ficou em 1,7%.

O número médio de moradores em domicílios particulares permanentes ficou em 3,3. Nos domicílios com rendimento, esta média mostrou declínio com o aumento do rendimento domiciliar per capita. Na classe de até 1/8 do salário mínimo, o número médio de moradores foi de 4,9 e na de mais de 10 salários mínimos atingiu 2,1. Este comportamento foi observado em todas as regiões, tanto nas áreas urbanas como nas rurais.

38,7% dos responsáveis pelas unidades domésticas são mulheres

Segundo o Censo 2010, havia no Brasil cerca de 57 milhões de unidades domésticas, com um número médio de 3,3 moradores cada uma. Do total de indivíduos investigados, 30,2% eram responsáveis pela unidade doméstica. Desses, 61,3% eram homens (35 milhões) e 38,7%, mulheres (22 milhões). A maioria dos responsáveis (62,4%) tinha acima de 40 anos de idade.

A distribuição do total de unidades domésticas pelos diferentes tipos de constituição mostra que, em 2010, 65,3% eram formadas por responsável e cônjuge ou companheiro(a) de sexo diferente (37,5 milhões de unidades). O Censo 2010 abriu a possibilidade de registro de cônjuge ou companheiro de mesmo sexo do responsável, o que se verificou em algo em torno de 60.000 unidades domésticas no país, 0,1% do total.

Entre as unidades domésticas compostas por responsável e cônjuge, em 68,3% havia pelo menos um filho do responsável e do cônjuge (44,6% do total de unidades domésticas). Já os tipos constituídos por pelo menos um filho somente do responsável ou ao menos um filho somente do cônjuge (enteado do responsável) corresponderam, respectivamente, a 4,8% e 3,6% do total de unidades domésticas. Na distribuição das pessoas residentes, destaca-se a importância dos netos (4,7%), um contingente mais expressivo que o de outros parentes ou conviventes, revelando a existência de uma convivência inter-geracional no interior das unidades domésticas.

O Censo 2010 também investigou a possibilidade de haver mais de uma pessoa responsável pela unidade doméstica. Em caso afirmativo, foi solicitado que se elegesse uma delas para o preenchimento dos dados de relação de parentesco dos demais membros da unidade doméstica. No Brasil, cerca de 1/3 das unidades domésticas tinha mais de um responsável. Ao se segmentar por sexo, o homem aparece de forma mais recorrente como a pessoa responsável pela unidade doméstica (37,7%). A mulher, por sua vez, é mais representativa como cônjuge ou companheira (29,7%), enquanto apenas 9,2% dos homens aparecem nessa condição.

Domicílios próprios predominam nas áreas urbana e rural

O Censo 2010 mostra um Brasil com predomínio de domicílios particulares permanentes (99,8%) do tipo casa (86,9%) e apartamento (10,7%). Dependendo da localização, há distinções marcantes na sua forma de ocupação. Entre os urbanos, predominam os próprios (72,6%) e os alugados (20,9%). Nas áreas rurais, apesar de a maioria dos domicílios serem próprios (77,6%), há um percentual significativo de cedidos (18,7%).

Rede geral de abastecimento de água avança mais na zona rural

No Brasil, 82,9% dos domicílios eram atendidos por rede geral de abastecimento de água em 2010, um incremento de 5,1 pontos percentuais em relação a 2000. Na área urbana, o percentual passou de 89,8% para 91,9%, ao passo que na rural, subiu de 18,1% para 27,8%. Este avanço ocorreu em todas as regiões, embora de forma desigual. Sudeste e Sul continuaram sendo, em 2010, as regiões que tinham os maiores percentuais de domicílios ligados à rede geral de abastecimento de água (90,3% e 85,5%, respectivamente), em contraste com o Norte (54,5%) e Nordeste (76,6%) que, apesar dos avanços, continuaram com os percentuais mais baixos.

A expansão da rede geral de abastecimento de água se deu de forma significativa em direção às áreas rurais. No Sul, a proporção de domicílios rurais com abastecimento por rede passou de 18,2% em 2000 para 30,4% em 2010. No Nordeste, o crescimento foi ainda maior (18,7% e 34,9%, respectivamente). A região Norte, com a menor proporção (54,5%), teve um aumento proporcional mais acelerado na área rural do que na urbana: no rural foi um aumento de 7,9 pontos percentuais e de 3,7 pontos percentuais no urbano.

Esgotamento sanitário adequado cai na região Norte

Entre 2000 e 2010, a proporção de domicílios cobertos por rede geral de esgoto ou fossa séptica (consideradas alternativas adequadas e esgotamento sanitário) passou de 62,2% para 67,1% em todo o país. O mesmo se deu em quatro das cinco regiões, com exceção da Norte, onde o aumento de 2,0 pontos percentuais na área rural (de 6,4% em 2000 para 8,4% em 2010) não foi suficiente para compensar a queda de 6,1 pontos percentuais ocorrida nas áreas urbanas (de 46,7% para 40,6%). O Sudeste continuou sendo a região com as melhores condições, passando de uma cobertura de 82,3% dos domicílios, em 2000, para 86,5%, em 2010. Segue-se a região Sul, que passou de 63,8% para 71,5%. A região Centro-Oeste apresentou o maior crescimento de domicílios com rede geral ou fossa séptica no período, acima de 10%. A despeito da melhoria das condições de esgotamento sanitário, o Centro-Oeste tinha pouco mais da metade de seus domicílios com saneamento adequado (51,5%) e o Norte (32,8%) e Nordeste (45,2%) apresentaram patamares ainda mais baixos. Nessas regiões, as fossas rudimentares eram a solução de esgotamento tanto para domicílios urbanos quanto rurais.

Lixo é queimado em 58% dos domicílios rurais

Como os demais serviços de saneamento, a coleta de lixo aumentou no período entre os Censos, passando de 79,0% em 2000 para 87,4% em 2010, em todo o país. A cobertura mais abrangente se encontrava no Sudeste (95%), seguida do Sul (91,6%) e do Centro-Oeste (89,7%). Norte (74,3%) e Nordeste (75,0%%), que tinham menores coberturas (57,7% e 60,6%), apresentaram os maiores crescimentos em dez anos, de 16,6 e 14,4 pontos percentuais respectivamente. Nas áreas urbanas o serviço de coleta de lixo dos domicílios estava acima de 90%, variando de 93,6% no Norte a 99,3% no Sul. Nas áreas rurais, o serviço se ampliou na comparação com 2000, passando de 13,3% para 26,0%, em média.

Em relação às demais formas de destino do lixo, há melhoras em 2010, principalmente nas áreas rurais, porém, a dificuldade e o alto custo da coleta do lixo rural tornam a opção de queimá-lo a mais adotada pelos moradores dessas regiões. Essa alternativa cresceu em torno de 10 pontos percentuais, passando de 48,2% em 2000 para 58,1% em 2010. A solução de jogar o lixo em terreno baldio, que em 2000 era adotada por moradores de 20,8% dos domicílios rurais, reduziu para 9,1% em 2010.

Energia elétrica chega a 97,8% dos domicílios

Em 2010, dos serviços prestados aos domicílios, a energia elétrica foi a que apresentou a maior cobertura (97,8%), principalmente nas áreas urbanas (99,1%), mas também com forte presença no Brasil rural (89,7%). Com exceção das áreas rurais da região Norte, onde apenas 61,5% dos domicílios tinham energia elétrica fornecida por companhias de distribuição, as demais regiões apresentaram uma cobertura acima de 90%, variando de 90,5% no Centro-Oeste rural a 99,5% nas áreas urbanas da região Sul.

Em 2010 havia 1,3% de domicílios sem energia elétrica, com maior incidência nas áreas rurais do país (7,4%). A situação extrema era a da região Norte, onde 24,1% dos domicílios rurais não possuíam energia elétrica, seguida das áreas rurais do Nordeste (7,4%) e do Centro-Oeste (6,8%).

 

 

SulAmérica inova para divulgar o setor

Por Denise Bueno em 16/11/2011

Disposta a difundir a indústria de seguros, a SulAmérica vence barreiras e inova para atrair a atenção dos investidores para o setor. Hoje, a centenária seguradora realiza reunião com a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-SP). O evento será realizado no Centro Automotivo de Super Atendimento – C.A.S.A. (Av dos Bandeirantes, nº 2.625). Os executivos da seguradora vão mostrar o funcionamento das operação do centro automotivo.

Com atitudes sustentáveis como essa, a SulAmérica avança no setor e ganha credibilidade das agências de classificação de risco. O Valor informa em nota que a seguradora teve todas as suas notas de risco afirmadas pela agência de classificação Fitch Ratings. Todas as classificações têm perspectiva positiva, o que indica possibilidade de alta no futuro. O Rating que indica a possibilidade de calote do emissor (IDR) de longo prazo da seguradora foi mantido em ‘BB+’, em moeda local e estrangeira. A classificação está um degrau abaixo do grau de investimento da companhia. O IDR de curto prazo está em ‘B’ De acordo com a Fitch, a perspectiva positiva deve-se a resultados operacionais “consistentes e adequados”, mesmo com o pico das taxas de sinistralidade no terceiro trimestre.

Falando em inovação, destaque hoje para a criatividade da seguradora TIO, da Austrália, país que recebe a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Caso um crocodilo ataque um dos homens mais popular do mundo, a família Obama receberá US$ 50,9 mil. Em Canberra e Darwim, cidades que receberão Obama, a presença de réptil é algo comum. “Se ele se aproximar muito da beirada enquanto olha a baía, estará segurado contra um ataque de crocodilo”, informou o chefe do Território do Norte, Paul Henderson, a rede de teve local ABC.

 

 

Homens lideram indenizações de acidente de trânsito

Por Denise Bueno em 09/11/2011

Hoje a Seguradora Líder, que administra o DPVAT, aquele seguro que ninguém gosta de pagar junto com o IPVA, divulgou estatítiscas boas para rechear artigos. Apesar de todos reclamarem do seguro, ele ajuda muita gente. Vejam só os números no comunicado oficial. Muitas famílias mantiveram o padrão social conquistado graças a ajuda deste seguro. Eis aqui um banco de dados onde seria possível encontrar muitos personagens para falar da importância do seguro num momento difícil.

Íntegra do comunicado

Nos primeiros nove meses do ano, 77% das indenizações do Seguro DPVAT foram pagas a pessoas do sexo masculino. É o que revela o mais recente boletim da Seguradora Líder DPVAT, administradora do seguro, que indeniza vítimas de trânsito em casos de invalidez permanente e morte, além de reembolsar despesas médicas nos casos menos graves. A maior incidência de indenizações foi para vítimas entre 18 e 34 anos, predominantemente do sexo masculino.

De modo geral, as estatísticas de indenizações pagas apresentaram crescimento de 42% ante o mesmo período do ano passado. De janeiro a setembro deste ano, foram 42.224 indenizações por morte; 165.592 por invalidez permanente; e 48.663 reembolsos de despesas médicas. Ao todo mais de R$ 1.693 milhões foram pagos em indenizações.

Por categoria de veículo, 66% das situações indenizadas foram decorrentes de acidentes com moto, mas o número fica ainda mais alarmante considerando-se apenas as indenizações por invalidez, visto que 72% das situações que resultaram em seqüela permanente foram em decorrência de acidentes envolvendo este tipo de veículo. Este percentual cai para 22% quando analisada a categoria automóvel. Em relação a indenizações por morte, 49% dos casos fatais aconteceram em acidentes de automóvel, enquanto 36% de acidentes com óbito envolveram motos. As estatísticas reforçam que, proporcionalmente à frota, os acidentes com motos deixam mais vítimas, já que os automóveis representam 61% da frota nacional de veículos, percentual bem superior aos 26,6% de motos que circulam no país.

De acordo com a Seguradora Líder DPVAT, a intenção do envio de boletins periódicos com as estatísticas de indenizações pagas é cumprir não só com um objetivo social de transparência como também para alertar as autoridades sobre o assunto. “O trânsito tem ficado cada vez mais violento. Foram mais de 256 mil acidentados no período (indenizados), uma média de quase 950 (939,38) pessoas por dia no Brasil. É um número alarmante”, sinaliza Ricardo Xavier, diretor-presidente da Seguradora Líder DPVAT.

Considerando as regiões brasileiras, o Sudeste concentrou o maior número de casos fatais: 38% de indenizações por morte, sendo que em São Paulo aconteceu quase metade dos casos: 48%. Em relação ao Brasil, o Estado responde 18% dos acidentes indenizados por morte – mesmo percentual destinado a toda a região Sul e às regiões Centro-Oeste e Norte juntas. O Nordeste foi a segunda região de maior registro de indenizações por morte – 26%.

Sobre o DPVAT

No Brasil, todo o cidadão que sofre um acidente de trânsito tem direito ao Seguro DPVAT. As situações indenizadas são: morte (R$ 13.500) ou invalidez permanente (até R$ 13.500, dependendo do tipo de invalidez), e reembolso de despesas médicas (até R$2.700) . O próprio acidentado ou herdeiro pode dar entrada no pedido de indenização e/ou de reembolso do Seguro DPVAT, não sendo necessário o auxílio de intermediários ou advogados, já que o procedimento é simples e gratuito. Basta juntar a documentação necessária e levar ao ponto de atendimento mais próximo.

Os endereços podem ser consultados no site da Seguradora Líder ou pelo Serviço de Atendimento ao Cliente DPVAT. Os recursos do Seguro são financiados pelos proprietários de veículos, por meio de pagamento anual.

Do total arrecadado, 45% são repassados ao Ministério da Saúde, para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito em todo país. 5% são repassados ao Ministério das Cidades, para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito. Os demais 50% são voltados para o pagamento das indenizações.

 

 

Grande demais para quebrar

Por Denise Bueno em 06/11/2011

Veja que tabela interessante o G-20, grupo que reúne as vinte maiores economias do mundo, divulgou durante reunião realizada em Cannes, France, no início de novembro de 2011. Para quem quiser entender melhor o que alimenta a crise, temos bons filmes. Grande demais para quebrar, que conta os bastidores da negociação para evitar a falência do Lemahn Broters e da AIG, em setembro de 2008, ápice da crise financeira. Também tem o filme Fraude, que conta como o trader Nick Leeson agiu para dar lucro ao banco e também levar o Barings, maior banco inglês na época, à falência, instituição onde até mesmo a rainha da Inglaterra tinha conta até 1995.

Para criar um ambiente mais seguro, todos esses bancos listados abaixo são considerados grandes demais para quebrar pois colocariam o sistema mundial em crise. Diante do risco com a situação da Grécia, eles terão de injetar capital.

EUA
Bank of America: 2,2 trilhões de dólares em ativos
BNY Mellon: 322 bilhões de dólares em ativos
Citigroup: 1,9 trilhão de dólares em ativos
Goldman Sachs: 937 bilhões de dólares em ativos
JPMorgan: 2,3 trilhões de dólares em ativos
Morgan Stanley: 831 bilhões de dólares em ativos
State Street: 208 bilhões de dólares em ativos
Wells Fargo: 1,3 trilhão de dólares em ativos

Reino Unido
RBS: 1,6 trilhão de dólares em ativos
Lloyds TSB: 979 bilhões de dólares em ativos
Barclays: 1,5 trilhão de dólares em ativos
HSBC: 2,7 trilhões de dólares em ativos

França
Credit Agricole: 1,6 trilhão de dólares em ativos
BNP Paribas: 1,9 trilhão de dólares em ativos
Banque Populaire: 407 bilhões de dólares em ativos
Societe Generale: 1,2 trilhão de dólares em ativos

Alemanha
Deutsche Bank: 2,3 trilhões de dólares em ativos
Commerzbank: 738 bilhões de dólares em ativos

Itália
Unicredit: 1,3 trilhão de dólares em ativos

Suíça
UBS: 1,4 trilhão de dólares em ativos
Credit Suisse: 1,1 trilhão de dólares em ativos

Bélgica
Dexia: 518 bilhões de dólares em ativos

Holanda
ING: 1,3 trilhão de dólares em ativos

Espanha
Santander: 1,3 trilhão de dólares em ativos

Suécia
Nordea: 924 bilhões de dólares em ativos

Japão
Mitsubishi UFJ: 206 bilhões de dólares em ativos
Mizuho: 156 bilhões de dólares em ativos
Sumitomo Mitsui: 133 bilhões de dólares em ativos

China
Bank of China: 11,5 trilhões de dólares em ativos

 

 

Itaú colhe frutos por apostar em seguridade

Por Denise Bueno em 01/11/2011

O Itaú finalmente incluiu seguros em sua estratégia. Também finalmente a indústria de seguros se modernizou. Caso contrário, seguros não seria alvo da família Setubal, Vilela e Moreira Salles. Bem, como consequência, o banco começa a colher frutos. O lucro da operação de Seguros, Previdência e Capitalização do Itaú Unibanco atingiu R$ 562 milhões no 3º trimestre de 2011, crescimento de 29,2% em relação ao trimestre anterior, considerando a participação de 30% que a instituição mantém na Porto Seguro. O resultado corresponde a 14,3% do lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco no período. Foi a maior participação trimestral do segmento no resultado do banco neste ano.

Segue íntegra da nota divulgada hoje à imprensa

“Temos o desafio para este e os próximos anos de ampliar nosso resultado e nossa participação no mercado”, afirma Marcos Lisboa, vice-presidente da Área de Seguros, Previdência e Capitalização do Itaú Unibanco, em nota divulgada à imprensa. “O mercado de seguros tem muito espaço para se expandir no Brasil, pois representa menos de 5% do PIB”, comenta.

São destaques no subsegmento de Seguros a carteira de vida e acidentes pessoais, que corresponde a mais de 50% dos prêmios ganhos, e a de garantia estendida, por meio da Garantec, que equivale a mais de 20% dos prêmios ganhos e no qual é líder de mercado, além da manutenção da liderança em seguros para grandes empresas.

Para Lisboa, o crescimento da operação está crucialmente ligado a uma relação transparente com os clientes. “No centro de nosso desafio está o bom atendimento ao cliente, transparência, simplificação de contratos e de produtos. Precisamos vender exatamente o que o cliente deseja, estreitar o relacionamento com os segurados, estar próximos de suas necessidades, para que estejam protegidos contra os riscos adversos que lhes sejam mais relevantes.”

Como exemplo do que tem feito nessa direção, o Itaú mudou a forma de comunicar seu produto de capitalização. Em julho, lançou o novo PIC, voltado a quem gosta de concorrer a prêmios, com pagamento mensal ou único, de acordo com o perfil de cada cliente. No acumulado de janeiro a setembro de 2011, 1.501 clientes foram sorteados, dividindo uma premiação total de R$ 24,5 milhões.

O índice de eficiência da operação de seguros, previdência e capitalização do Itaú Unibanco melhorou 4,9 pontos percentuais no 3º trimestre, atingindo 34,9%. O RAROC – retorno sobre o capital alocado, importante indicador do segmento – ficou em 38,4%, com melhora de 7,3 ponto percentual em relação ao 2º trimestre.

 

 

Seguridade responde por 28% do lucro do Bradesco

Por Denise Bueno em 26/10/2011

A Bradesco Seguros divulgou hoje lucro líquido de R$ 2,3 bilhões no acumulado do ano até setembro, crescimento de 10,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.Isso representa 28% do lucro de R$ 8,3 bilhões divulgado pelo banco. A rentabilidade no mesmo período ficou em 26,5%. O faturamento chegou a R$ 26,5 bilhões até setembro de 2011 nos segmentos de seguro, capitalização e previdência complementar aberta, 20,4% acima dos R$ 22 bilhões totalizados no mesmo período de 2010. O crescimento ficou em linha com o mercado, que vem avançando a passos firmes, mesmo diante da desaceleração sentida no crédito e incremento da inadimplência.

Nos primeiros nove meses de 2011, os ramos que mais contribuíram para o crescimento do grupo foram o VGBL(21,95%); previdência privada aberta (20,45%); capitalização (26,49%); ramo saúde (22,98%); e vida (23,13%). O total pago em indenizações e benefícios atingiu R$ 17,3 bilhões, 12,1% a mais que os R$ 15,4 bilhões registrados nos primeiros nove meses de 2010. O conglomerado contabiliza cerca de 39,4 milhões de clientes entre segurados, participantes de planos de previdência complementar aberta e portadores de títulos de capitalização. O crescimento foi de aproximadamente 13,9% em relação a 2010.

O volume de provisões técnicas alcançou R$ 97,1 bilhões, contra R$ 82,3 bilhões no mesmo período de 2010. O montante das provisões do Grupo corresponde a 30,1% das reservas do mercado segurador nacional, conforme informações da Susep**. Os ativos financeiros passaram de R$ 92,5 bilhões em setembro de 2010, para R$ 107,2 bilhões em setembro de 2011.

 

 

Lloyd’s of London sinaliza problemas para a indústria mundial

Por Denise Bueno em 21/09/2011

Mais um comunicado oficial importante. Apesar de estar dedicada a outros trabalhos neste momento, o que me tira da deliciosa tarefa de acompanhar a indústria de seguros, tenho de colocar aqui algumas notícias importantes. O balanço do semestre do Lloyd’s of London, o maior mercado de seguros do mundo, é uma delas. Afinal, esse mercado de mais de três séculos dita muitas das regras do setor, assim como preços, coberturas e inovações. Se ele divulga hoje prejuízo, melhor todos ficarem atentos. Isso é um sinal de endurecimento das condições de negociações daqui para frente. Principalmente porque esses resultados se referem ao primeiro semestre. O que está por vir neste segundo semestre, com o agravamento da crise financeira em diversos países, só deverá complicar ainda mais o cenário de 2011.

Segue abaixo a íntegra do release em português, divulgado pelo escritório brasileiro do Lloyd’s. As notas as editores trazem importantes explicações.

O Lloyd’s, líder no mercado de seguros especializados do mundo, anunciou hoje um prejuízo intermediário antes dos impostos no valor de 697 milhões de libras (US$1.122 milhão) para o período semestral encerrado em 30 de junho de 2011 (£628 milhões de lucro, junho de 2010). O resultado é consequência dos seis primeiros meses mais difíceis jamais registrados em relação a grandes catástrofes para o ramo de seguros, com 2011 já provavelmente detendo o recorde de segundo ano de maior prejuízo para as seguradoras.

O mix de investimentos conservadores do Lloyd’s resultou em um retorno positivo de 548 milhões de libras (US$883 milhões), apesar da continuada volatilidade nos mercados financeiros. Os ativos centrais tiverem um recorde de alta, deixando o mercado bem capitalizado, a despeito do alto nível de reclamações.

O Chairman do Lloyd’s, Lord Levene, disse: “2011 já está sendo um dos anos mais desafiadores jamais registrados para o ramo de seguros, com grandes catástrofes naturais devastando comunidades na Austrália, Nova Zelândia, Japão e EUA. A capacidade do Lloyd’s de pagar bilhões em reclamações para ajudar essas comunidades é inquestionável e o fato de termos conseguido fazer isso sem lançar mão de nossas reservas de capital central dá testemunho da boa gestão de exposição de mercado.”

O Presidente do Lloyd’s, Richard Ward, acrescentou: “Estamos vivendo tempos difíceis no ramo de seguros, mas estamos bem posicionados para enfrentá-los. Apesar de termos incorrido em US$10,8 bilhões em reclamações no primeiro semestre mais difícil da história, o Lloyd’s entrou no segundo semestre do ano com US$92 bilhões em ativos líquidos* para dar respaldo a nossos negócios e pagar reclamações. No entanto, enquanto as taxas de juros estiverem baixas e os mercados acionários estiverem voláteis, não podemos contar com receita de investimentos para subsidiar nossa subscrição, temos que declinar riscos sub-precificados.”

Notas aos Editores:

1. Uma cópia do Relatório de Resultados Intermediários do Lloyd’s e apresentação a analistas pode ser acessada em: www.lloyds.com/2011interims

2. Um índice combinado é uma medida de lucratividade de underwriting de uma seguradora com base no índice de reclamações incorridas líquidas mais despesas operacionais líquidas em relação a prêmios ganhos líquidos. Um índice combinado de 100% é o ponto de equilíbrio. Um índice superior a 100% significa prejuízo e inferior a 100% significa lucro.

3. *As instituições correlatas registraram uma média estimada de 117% para as Bermudas (junho de 2010, 95%) (i); 116% para as resseguradoras dos EUA (junho de 2010, 99%) (ii); 109% para seguradoras especializadas em propriedade e riscos de responsabilidade (junho de 2010, 101%) (iii); e 106% para seguradoras e resseguradoras europeias (junho de 2010, 101%) (iv).

4. Fontes de cifras de índices combinados para grupos correlatos internacionais (i) Retorno das companhias das Bermudas/análise do Lloyd’s (agosto de 2011), (ii) seguros e resseguros nos EUA – Associação de Resseguros da América (setembro de 2011), (iii) ramo de seguros de propriedade e riscos de responsabilidade nos EUA – Instituto de Informações sobre Seguros (estimativa – setembro de 2011), (iv) ramo de propriedade e riscos de responsabilidade e seguros e resseguros na Europa, Retorno das companhias/análise do Lloyd’s (agosto de 2011).

5. Os ativos centrais incluem os ativos do Fundo Central e os outros ativos da Companhia. No total, o valor dos ativos centrais do Lloyd’s, excluindo a faixa resgatável e responsabilidade em relação à divida subordinada, montou a 2.472 milhões de libras em junho de 2011 (US$3.980 milhões) (2.232 milhões de libras, junho de 2010).

6. Os saldos devidos a/de Membros e Fundos representam o total dos recursos de cada membro. Esses recursos operam em bases variadas e só estão disponíveis para alcançar a parcela de reclamações de cada membro. Os Ativos Centrais estão disponíveis, a critério do Conselho, para atender às responsabilidades de qualquer membro em bases mútuas.

7. *O Lloyd’s tem US$92 bilhões em ativos líquidos disponíveis para atender a reclamações líquidas futuras. Isso representa os recursos totais da Society of Lloyd’s e de seus membros antes da dedução de provisões técnicas líquidas detidas.

8. As taxas de câmbio podem variar substancialmente em relação às taxas vigentes em 30 de junho de 2011 (£1 = US$1,61, £1 = €1,11) aplicadas em 30 de junho de 2011.

9. Esse comunicado a imprensa refletem demonstrações de previsões futuras. Elas refletem expectativas, projeções e previsões atuais sobre eventos e desempenho financeiro futuros. Todas as questões referentes a demonstrações de previsões futuras envolvem riscos, incertezas e pressuposições. Com base em vários fatores, os resultados reais podem variar substancialmente em relação aos previstos nas demonstrações de previsões futuras.

Esses fatores incluem, entre outros:
- As taxas e os termos e condições das apólices podem variar em relação aos previstos.
– Sinistros reais pagos e o cronograma desses pagamentos podem variar em relação a sinistros estimados e cronogramas de pagamentos estimados, levando-se em conta a natureza preliminar dessas estimativas.
- A atividade de reclamações e sinistros pode ser maior ou mais grave do que o previsto, em resultado de eventos catastróficos naturais ou causados pelo homem.
- A concorrência que afeta a base de fixação de preços, capacidade, termos de cobertura e outros fatores pode ser maior do que a prevista.
- Resseguros colocados com terceiros podem não ser totalmente ressarcíveis ou podem não ser pagos pontualmente ou esses resseguros podem não estar disponíveis ou não estar disponíveis em termos comercialmente atrativos.
- Desdobramentos nos mercados financeiro e de capitais podem afetar adversamente investimentos de capital e prêmios ou a disponibilidade de capital em ações ou dívida.
- Mudanças nos ambientes jurídico, regulatório, fiscal ou contábil em países relevantes podem afetar adversamente (i) a capacidade do Lloyd’s de oferecer seus produtos ou atrair capital, (ii) a experiência de sinistros, (iii) o retorno financeiro ou (iv) a competitividade.
- Contração econômica e outras mudanças nas condições econômicas gerais podem afetar adversamente (i) o mercado de seguros em geral ou de certos produtos oferecidos pelo Lloyd’s ou (ii) outros fatores relevantes para o desempenho do Lloyd’s.

10. A lista de fatores acima não é abrangente e deve ser lida juntamente com outras declarações de advertência incluídas no presente ou em outros textos. O Lloyd’s não assume qualquer obrigação de atualizar ou revisar qualquer demonstração de previsões futuras, devido à obtenção de novas informações, futuros desdobramentos ou outros.

 

 

Setor cresce 21,6% no primeiro semestre

Por Denise Bueno em 21/09/2011

Veja abaixo o comunicado distribuido pela Susep sobre o desempenho do setor no primeiro semestre.

As vendas de seguros gerais e de vida (incluíndo VGBL) alcançaram quase R$ 50 bilhões no primeiro semestre, acaba de informar a Susep, para quem a expansão foi de 21,6% sobre o resultado apurado no mesmo período de 2010. Neste parcial, não constam as receitas geradas pelo seguro saúde, que está sob a alçada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), nem dos planos de previdência privada complementar aberta e a capitalização.

Segundo a Susep, a taxa média de sinistralidade do mercado caiu de 51% para 46%, muito embora tenha havido um incremento de 19% dos sinistros, que somaram cerca de R$ 13,1 bilhões nos seis primeiros meses do ano. Ou seja, nos seis primeiros meses do ano, o mercado devolveu para a sociedade, na forma de indenizações, benefícios e resgates, algo em torno de R$ 72,7 milhões por dia, incluindo finais de semana e feriados, ou ainda, R$ 3 milhões a cada hora. Os dados completos estão no site: www.susep.gov.br e podem ser acessados no link: http://www.susep.gov.br/menuestatistica/SES/premiosesinistros.aspx?id=54

 

 

Previdência privada aberta arrecada R$ 3,7 bilhões em julho

Por Denise Bueno em 14/09/2011

Segue a íntegra do comunicado distribuído pela Fenaprevi

O mercado de previdência privada aberta fechou o mês de julho com arrecadação de R$ 3,7 bilhões. O volume de aportes no sistema é 12,81% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando R$ 3,3 bilhões ingressaram nessa modalidade de poupança de longo prazo.

No mês de julho, os dados da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que reúne 64 seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar no país, mostram que os planos empresariais cresceram 28,62% e novos depósitos totalizaram R$ 507,9 milhões. Os planos para menores obtiveram alta de 13,95% e aportes de R$ 129 milhões. Já os planos individuais receberam o maior volume de aportes: R$ 3,1 bilhões com expansão de 10,58%.

Segundo Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi, o crescimento a maior expansão na arrecadação dos planos empresariais deve-se ao aumento do emprego formal e com carteira assinada nesse período. “A previdência privada aberta tem sido um dos benefícios oferecido pelas empresas para dar mais segurança aos seus empregados e também para atrair e reter talentos”, afirma.

Na análise por tipo de plano, o VGBL, indicado principalmente para quem não declara imposto de renda pessoa física pelo modelo completo de declaração anual de ajustes, foi o produto preferido dos participantes. A modalidade cresceu 16,27% em julho com arrecadação total de R$ 3 bilhões. Já o PGBL, voltado para quem utiliza o modelo completo da declaração anual de ajustes do imposto de renda pessoa física, arrecadou R$ 475,5 milhões em julho, alta de 7,39% frente ao mesmo mês no ano passado.

Carteira de investimento

Com o desempenho, a carteira de investimento do sistema (total de recursos das diversas modalidades de ativos) contabilizou R$ 246,6 bilhões em julho, volume 22,16% maior que os R$ 201,8 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado.

De acordo com o balanço da Fenaprevi, a carteira do VGBL obteve alta de 30,02%, passando de R$ 108,7 bilhões para R$ 141,4 bilhões. Já o PGBL cresceu 15,93% no período. A carteira do produto passou de R$ 52 bilhões para R$ 60,4 bilhões. Por fim, a carteira de planos tradicionais passou de R$ 40,4 bilhões para R$ 44,1 bilhões, alta de 9,31%.

Provisões

As provisões — recursos acumulados pelos participantes do sistema de previdência complementar — somaram R$ 238 bilhões em julho de 2011, alta de 22,74% em relação a julho de 2010 quando as provisões totalizaram R$ 193,9 bilhões. As provisões dos planos VGBL, correspondendo a expectativa do mercado, tiveram o crescimento mais expressivo (30,02%), passando de R$ 109 bilhões em julho de 2010 para R$ 141,8 bilhões em julho de 2011.

As provisões de PGBL cresceram 15,78%, sendo que as provisões do produto passaram de R$ 51,8 bilhões em julho do ano passado para R$ 59,9 bilhões em julho deste ano. As provisões dos planos tradicionais passaram de R$ 32,5 bilhões em julho de 2010 para R$ 35,6 bilhões no mesmo mês em 2011 — alta de 9,74%.

Com relação a market share, os planos VGBL mantiveram a liderança no volume de depósitos no sistema de previdência complementar, com 59,59% do total, seguidos pelos PGBL, com 25,20% do volume total de provisões, enquanto os planos tradicionais contaram com 14,99% do volume total de provisões. Outros produtos – incluindo os Fapi — completam a equação, com 0,20%.

Ranking – Julho 2010

A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de arrecadação em julho com 31,23% do total arrecadado, seguida pela Itaú Vida e Previdência (25,54%), BrasilPrev (19,91%), Caixa Vida e Previdência (6,91%), Santander Seguros (6,47%), HSBC Vida e Previdência (4,64%), Safra Vida e Previdência (1,10%), Icatu Seguros (0,97%), Sul América (0,72%), Porto Seguros (0,61%. As demais seguradoras somam, no total, 1,91% da arrecadação.

Resultado Acumulado

Em relação ao resultado acumulado de janeiro a julho de 2011 os planos de previdência arrecadaram R$ 28,7 bilhões, crescimento de 23,80% na comparação com o acumulado do ano anterior. O crescimento foi puxado pelo VGBL que somou R$ 23,3 bilhões, alta de 28,06% frente ao acumulado de 2010.

Os planos PGBL apresentaram alta de 15,63% no período com arrecadação de R$ 3,4 bilhões. Já os planos tradicionais registraram queda de 3,60% e arrecadaram R$ 1,8 bilhões em comparação aos R$ 1,9 bilhões no acumulado de 2010.

No resultado acumulado do ano os planos individuais obtiveram o melhor desempenho com arrecadação de R$ 24,1 bilhões, um crescimento de 24,18%. Já os planos empresariais somaram R$ 3,6 bilhões, alta de 22,29%. Os planos para menores, por sua vez, acumularam 934,5 milhões, expansão de 20,38%.

 

 

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