Faturamento da Liberty avança 16%, para R$ 1,5 bi

Por Denise Bueno em 01/03/2010

mauA Liberty Seguros fechou 2009 com R$ 1,5 bilhão em prêmios emitidos líquidos, volume 16% superior ao registrado em 2008. O lucro líquido ficou em R$ 16,9 milhões. “Tivemos um lucro menor que os R$ 26,1 milhões do ano passado. Mas consideramos que foi um bom resultado dado o esfriamento do mercado no primeiro semestre e o impacto dos desastres climáticos. Além de fechar com resultado positivo, preparamos a companhia para um novo ciclo de crescimento em 2010”, comenta Luis Maurette, presidente da Liberty no Brasil, em nota divulgada pelo grupo.

A Liberty é a quinta maior em vendas de seguro automóvel no Brasil, com base nos dados até novembro de 2009. A carteira apresentou alta de 15% no ano passado, acima da média de 9% do mercado. “A iniciativa do governo em estimular a indústria automobilística elevou as vendas de seguros de automóvel, impactando positivamente nossas operações”.

Também registram expansão os contratos de affinity (pacotes de seguros para funcionários de grandes empresas), que evoluíram 37%, refletindo a tradição mundial do grupo em programas de afinidade. Nos EUA, o grupo Liberty Mutual é líder neste tipo de modalidade de venda, com 11 mil programas de afinidade estabelecidos com Associações de Ex-Alunos Universitários, Empresas, e Associações Profissionais.

No Brasil, o programa de afinidade é formado por seguros de automóvel, residência e acidentes pessoais desenvolvidos sob medida para funcionários de empresas, com vantagens diferenciadas dos produtos comercializados no varejo por se tratar de uma apólice em grupo. “Investimos muito neste segmento no Brasil nos últimos anos e hoje temos uma carteira com cerca de 600 empresas e mais de 95 mil indivíduos cobertos no país”, diz Maurette.

O forte crescimento registrado pela Liberty no Brasil também foi acompanhado da diversificação dos negócios da companhia no mercado local. Em fevereiro do ano passado, a companhia deu início no país às operações da LIU (Liberty International Underwriters), a divisão mundial de grandes riscos da Liberty, que conta também com a divisão de resseguros, a LMIC (Liberty Mutual Insurance Company).

“Agora temos um ciclo completo de produtos para suportar os riscos decorrentes das obras de infraestrutura, jogos Olímpicos e Copa do Mundo”, diz Maurette. Também estão no foco da LIU empresas dos segmentos de petróleo, petroquímica, construção civil e construção naval.

Em seus primeiros nove meses de atuação, a divisão movimentou prêmios da ordem de R$ 16 milhões. O destaque da carteira, neste segmento, ficou para as apólices de D&O (Directors & Officers), conhecido no Brasil como seguro de responsabilidade civil de executivos.

 

 

Barkshire Hathaway lucra US$ 8 bi em 2009

Por Denise Bueno em 28/02/2010

A Berkshire Hathaway Inc, grupo do megainvestidor Warren Buffett, divulgou lucro de US$ 8 bilhões em 2009, alta de 61% comparado ao resultado obtido em 2008. O faturamento quase bateu US$ 110 bilhões, 4% acima das vendas do ano anterior. Praticamente metade do resultado do grupo vem da área de seguros, incluindo a seguraradora Geico e a resseguradora General Re. O grupo opera em mais de 80 tipos de negócios. O valor de mercado da Berkshire aumento 20% no final de 2009, para US$ 130 bilhões, comparado com o final de 2008.

 

 

IRB-Brasil Re lucra R$ 370,4 milhões em 2009

Por Denise Bueno em 26/02/2010

irbO IRB-Brasil Re registrou lucro líquido de R$ 370,4 milhões em 2009, 2,6% superior ao registrado em 2008. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido foi de 19,6%. Mesmo após quase dois anos de mercado de resseguro aberto, o IRB permanece com a preferência das seguradoras, mantendo-se com 80% dos prêmios emitidos pelos resseguradores locais.

Apesar da perda relativa de market share, conseqüência natural da abertura do mercado brasileiro de resseguros, a empresa conseguiu manter o volume de prêmios de resseguros estável em 2009, com R$ 2,9 bilhões, redução de 8,78% se comparado com o exercício anterior.

Segundo nota do ressegurador, controlado pelo Tesouro Nacional e que tem no Bradesco e Itaú seus principais sócios privados, a revisão da política de subscrição e gestão de riscos da companhia também contribuiu para o resultado positivo. Em ambiente concorrencial, o IRB optou por assumir, em diversas ofertas, frações do risco, em vez de acatá-lo integralmente, como fazia na época do monopólio.

A estratégia ajudou o resultado operacional e o índice de sinistralidade dos riscos retidos. O resultado operacional em 2009 foi de R$ 390,4 milhões, o que representa um aumento de 191,02% em relação ao exercício anterior. O principal motivo dessa diferença, explica o IRB em nota, foi a qualidade do risco assumido, já que o cálculo do resultado operacional envolve o volume de sinistros retidos de R$ 983,4 milhões em 2009, contra R$ 1,2 bilhão no ano anterior.

O índice de sinistralidade dos riscos retidos foi de 61,78%, redução de 14 pontos percentuais em relação a 2008. Além da menor severidade de sinistros observada no Brasil em 2009, a política de subscrição e gestão de riscos contribuiu para a redução do índice de sinistralidade da empresa, explicou.

O resultado financeiro foi de R$ 324,1 milhões, redução de 51% em relação ao exercício de 2008, causada pela redução da taxa Selic e pela variação cambial. As reservas técnicas realizadas em 2009 atingiram o montante de R$ 6,3 bilhões, redução de 11% em relação a 2008.

 

 

Prudential lucra R$ 4 milhões em 2009

Por Denise Bueno em 26/02/2010

billA Prudential do Brasil Seguros de Vida, subsidiária de um dos maiores grupos seguradores de vida dos Estados Unidos, apresentou lucro líquido de R$ 4 milhões no ano passado, ante o prejuízo de R$ 5 milhões apresentado no ano de 2008, com base nas práticas contábeis brasileiras (BRGAAP). De acordo com as práticas contábeis americanas (USGAAP), o lucro salta para R$ 38,9 milhões em 2009, resultado 198% acima dos R$ 13 milhões em 2008.

Segundo nota do grupo, o resultado foi beneficiado pela implementação de um novo sistema que aprimorou o cálculo das reservas atuariais e também pelo diferimento das despesas em USGAAP. Expurgando esses dois efeitos, o lucro em USGAAP teria sido de R$ 30,9 milhões, 137% superior ao registrado no exercício de 2008.

O presidente da Prudential do Brasil, William Yates, creditou boa parte do bom resultado da companhia ao recrutamento e treinamento dos corretores de seguros franqueados em Life PlannersMS . A filosofia do grupo é ter consultores financeiros capazes de entender as necessidades dos clientes e, por conseqüência disso, vender seguro para um número maior de pessoas com capital segurado adequado para cada fase da vida do indivíduo. A partir da satisfação e entendimento, a demanda pelo seguro naturalmente aumenta, trazendo benefícios para todos.

Em 2009, o número de corretores franqueados aumento 22% em comparação com o ano passado. Esse crescimento contribuiu para o aumento dos prêmios de seguros em 22%, para R$ 184 milhões. Desde 2002, ano em que desfez a parceria com a Bradesco e começou a atuar como subsidiária da Prudential Financial, Inc., o grupo apresentou taxa de crescimento anual média de 27%. O capital segurado das apólices ativas de vida individual ultrapassou os R$ 15 bilhões, em 2009, com quase 90 mil contratos em vigor em dezembro de 2009.

crédito da foto: Ivone Perez

 

 

Allianz lucra R$ 80 milhões e fatura R$ 2,2 bilhões

Por Denise Bueno em 26/02/2010

images21A Allianz Seguros obteve lucro líquido de R$ 80 milhões em 2009, 7,8% acima do resultado obtido em 2008. Nos segmentos em que atua, incluindo saúde, os prêmios de seguros consolidados somaram R$ 2,25 bilhões, com alta de 19,2% em relação a 2008.

Os ativos totais atingiram R$ 3,07 bilhões, o que representa um aumento de 25,7%, quando comparado a 2008. As provisões técnicas somaram R$ 1,14 bilhão, com um incremento de 9,9%. O patrimônio líquido teve elevação de 5,9%, perfazendo R$ 538 milhões. O resultado operacional chegou a R$ 140 milhões, com crescimento de 12,2%, quando comparado ao exercício anterior.

“A Allianz Seguros vem registrando crescimento constante acima da média do mercado nos últimos cinco anos. Nosso objetivo é manter essa trajetória em 2010, firmando a companhia cada vez mais como uma seguradora multiprodutos, de atuação nacional”, comentou Max Thiermann, presidente da seguradora, em comunicado divulgado à imprensa.

Segundo a nota, o bom desempenho foi creditado a melhoria da eficiência operacional, com redução do índice de despesas administrativas, que passou de 16,7% em 2008 para 15,6% sobre o prêmio ganho. O índice de sinistralidade (sinistros sobre os prêmios ganhos) foi de 64,2%, mantendo a mesma média de 2008. O resultado financeiro foi impactado devido à redução da taxa básica de juros.

Conforme dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), no total do setor sem saúde e sem VGBL, a Allianz figura entre as sete maiores seguradoras do país, com alta de 22,8% . O crescimento do mercado foi de 5%. A Allianz Saúde, sob supervisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar, ANS, faturou R$ 367 milhões e teve lucro de R$ 15 milhões.

Em automóvel, a Allianz cresceu 24,4%, ante os 13% registrados pelo mercado. Grande parte desse resultado se deve à estratégia de expansão regional. O produto teve desempenho expressivo em todas as regiões do país. Segundo informou o grupo, em Minas Gerais a companhia manteve a liderança nesse ramo. O aumento da base de corretores e, consequentemente, da capilaridade foram fatores decisivos ao resultado dessa carteira.

Nos seguros empresariais, vale ressaltar o desempenho dos Riscos Nomeados (RN) e Riscos Operacionais (RO). Nestes ramos, o crescimento da companhia foi de 50,4% em relação a 2008, colocando-a na vice-liderança do setor.

Balanço mundial - Ontem, o grupo divulgou o balanço mundial com lucro líquido de € 4,7 bilhões, diante de perdas de € 2,4 bilhões em 2008. O faturamento chegou a € 97, 4 bilhões, alta de 5,2%. A seguradora justificou a queda do lucro operacional, em 147 milhões, em função da recessão do Reino Unido e também citou que a variação cambial afetou significativamente o resultado. O índice combinado ficou em 97%.

Michael Diekmann, CEO da Allianz, disse em comunicado que 2009 foi um ano importante para o grupo, uma vez que a crise, sem dúvida, afetou o desempenho do grupo. “Mas mesmo assim apresentamos um balanço sólido aos nossos acionistas”. Ele também comentou na teleconferência que o grupo só fará uma “big” aquisição quando os órgãos reguladores, que discutem mudanças nas regras da indústria de seguros, deixarem claro o que mudará. Só assim o grupo saberá qual a necessidade de capital que cada companhia terá de aportar para fazer frente às novas exigências.

 

 

Caixa Seguros tem retorno de 45,4% em 2009

Por Denise Bueno em 26/02/2010

caixaA Caixa Seguros divulgou hoje lucro líquido de R$ 759 milhões em 2009, 19% acima do resultado obtido em 2008. Consideradas uma das empresas mais rentáveis do mercado segurador, o retorno sobre o patrimônio chegou a 45,4%, diz o grupo no relatório de administração do balanço financeiro publicado nos jornais. O patrimônio líquido, com o resultado, passou de R$ 1,6 bilhão para R$ 2,2 bilhões. Os prêmios ganhos avançaram 25,6%, para R$ 1,5 bilhão. O resultado financeiro aumentou 33%, para R$ 299,5 milhões.

Os controladores do grupo creditam o bom desempenho ao portfolio de produtos competitivos e a estratégias de vendas adequadas. A campanha de vendas de 2009 baseou-se na melhor informação aos clientes sobre as vantagens e o perfil adequado aos produtos. A campanha “Seu amanhã merece solidez” levou os clientes para um hotsite sobre planejamento orçamentário familiar, ganhando visibilidade e credibilidade.

 

 

Santander lucra R$ 341 milhões no ano

Por Denise Bueno em 26/02/2010

santander1A Santander Seguros, controlada pelo banco espanhol, divulgou hoje lucro líquido consolidado de R$ 341 milhões em 2009, uma significativa melhora diante dos R$ 131 milhões registrado no ano anterior. Somente a empresa de títulos de capitalização registrou R$ 138 milhões em lucro. Os prêmios emitidos somaram R$ 1,3 bilhão, 30% acima dos R$ 1 bilhão de 2008. O resultado financeiro ficou em R$ 344 milhões e o resultado operacional em R$ 512 milhões, segundo balanço fiannceiro publicado nos jornais.

Segundo nota do relatório de administração, a companhia continuará expandindo a operação, com foco no lançamento de produtos que atendam as necessidades dos clientes do banco e que contribuam para o desenvolvimento do mercado de seguros brasileiro. A seguradora administra o segmento vida e capitalização e tem acordos comerciais com seguradoras independentes para a venda de seguros de automóvel, residencial e empresarial.

 

 

SulAmérica lucra R$ 419,1 milhões em 2009

Por Denise Bueno em 25/02/2010

sulamericaA SulAmérica divulgou lucro líquido recorrente de R$ 419,1 milhões em 2009, 9,8% acima do resultado obtido no ano anterior. A rentabilidade do patrimônio atingiu 17,6%. O faturamento avançou 12,4%, para R$ 8,7 bilhões, segundo comunicado do grupo enviado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com saúde e automóvel representando a maior parte das vendas.

Os prêmios de seguro saúde apresentaram alta de 10,2%, para R$ 4,1 bilhões, 52% das vendas totais. No ano, o segmento de seguro saúde grupal contava com 1.245 mil membros segurados, com aumento de 11,5% em relação ao fechamento de 2008. Os prêmios de seguros de pessoas cresceram 0,2% em relação a 2008, totalizando R$ 497,6 milhões.

Seguro automóvel totalizou prêmios de R$ 2,9 bilhões, crescimento de 25%, bem acima dos 13% registrados pelo setor. O resultado gerou um ganho de quase dois pontos percentuais de market share, que avançou para 17%. O aumento dos prêmios é explicado pelo crescimento de 19% da frota segurada, que atingiu 2,3 milhões, e pelo aumento do prêmio anual médio. Segundo nota da companhia, o desempenho da carteira reflete ainda a reação positiva do mercado de automóveis às medidas de incentivo adotadas pelo governo, que levaram a um aumento de 11,4% na venda de veículos novos em 2009 em relação a 2008, de acordo com a Anfavea.

Os prêmios do segmento de outros ramos elementares apresentaram queda de 6,2% em relação a 2008, com prêmios de R$ 733,4 milhões. Esta queda é em parte explicada pela revisão da política de aceitação de riscos adotada na carteira, mediante a qual a companhia se tornou mais seletiva, informa a nota.

O índice de sinistralidade total encerrou o ano em 73,3%. Em saúde, o volume de indenizações chegou a 79,1% dos prêmios ganhos no quatro trimestre. Em seguros automóvel a situação é melhor, com 57,2% dos prêmios comprometidos com o pagamento de indenizações.

O índice combinado, que mede a eficiência operacional da seguradora, encerrou o ano em 99,4%, um ponto percentual acima do resultado de 2008. No ano, a rentabilidade obtida na carteira de investimentos ficou em 115,9% do CDI.

 

 

Mapfre registra o maior lucro da sua história

Por Denise Bueno em 25/02/2010

cassioA Mapfre Seguros, subsidiária do maior grupo segurador da Espanha e sexto maior do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 190 milhões em 2009, 10% acima do resultado do ano anterior. O lucro bruto chegou a R$ 364,4 milhões em 2009, alta de 29,4% se comparado ao ano anterior. O faturamento totalizou R$ 4,4 bilhões, alta de 19,8%. O resultado da subsidiária brasileira foi comentado no balanço mundial do grupo por apresentar forte expansão e também pela importante parceria anunciada com o Banco do Brasil para venda de seguro gerais, ainda sem previsão para ser finalizada.

Os ativos totais consolidados cresceram 18%, para R$ 7,1 bilhões, e o patrimônio líquido evoluiu 9,1%, para R$ 1,6 bilhão. As provisões técnicas de seguros e previdência complementar cresceram 19,1%, encerrando 2009 com R$ 4,2 bilhões. O índice de sinistralidade geral apresentou ligeira alta, encerrando o ano com 53,8%. O índice combinado ficou estável em 97,5%. Para compensar os dois indicadores, a seguradora buscou otimizar seus custos, obtendo redução de 10,8% no índice de despesa administrativa, para 10,4% dos prêmios ganhos.

Para Antonio Cássio dos Santos, presidente do grupo Mapfre no Brasil, apesar dos percalços da crise financeira o resultado da companhia superou as expectativas graças a maior penetração de seguros em regiões rentáveis e que ficaram livres dos prejuízos causados pelas chuvas.

O impacto maior do cenário de 2009 na indústria de seguros foi sentido, principalmente, na carteira de transportes, com o aumento do índice de roubo, e também do seguro de crédito interno, em decorrência da inadimplência de empresas. “O país também foi afetado por fenômenos climáticos que resultaram num incremento de sinistros nas carteiras de auto e residencial nas regiões Sudeste e Sul”, comenta na nota divulgada.

 

 

Chubb cresce 6,2% e quer dobrar vendas até 2014

Por Denise Bueno em 25/02/2010

acacio4A Chubb do Brasil, terceira maior operação do grupo americano fora dos Estados Unidos, apresentou lucro líquido de R$ 37,5 milhões em 2009, 5% acima do ano anterior. Acácio Queiroz, presidente da companhia reconhecida como “plantinum” do mercado, destaca a evolução de 6,2% do faturamento, para prêmios de R$ 697 milhões, e de 12,9% dos ativos, para R$ 846 milhões.

“Em um período de crise, crescer é um bom resultado. E conseguimos este desempenho porque focamos na disciplina de subscrição”, disse. A estratégia ajudou a Chubb a melhorar o índice combinado, que encerrou o ano em 81%. Acrescentando-se as receitas financeiras, o índice cai para 77%. “Com margem no resultado, pudemos criar oportunidades de lançar produtos e investir em segmentos que apostamos, como massificados, por exemplo”.

Uma decisão estratégia, segundo Queiroz, foi deixar de operar em carteiras sem rentabilidade, como o seguro de responsabilidade civil do transportador. “Abri mão de R$ 48 milhões em prêmios, mas este segmento deixou de ser prioritário”, informa. Em compensação, a Chubb acelerou em outras carteiras, como responsabilidade civil, iates, automóvel, aeronáutico, patrimonial e massificados. Este último é um dos segmentos mais disputados entre as seguradoras e corretoras brasileiras.

A Chubb também se prepara para disputar outro segmento com forte concorrência: seguro garantia. “Não podemos ficar fora de uma das estrelas do setor nestes próximos anos, principalmente em razão da demanda que surgirá com as obras de infraestrutura necessárias para preparar o Brasil para a Copa do Mundo e para os Jogos Olímpicos”, disse.

Para tanto, ele busca profissionais no mercado. Há uma carência muito grande de profissionais para seguradoras. “Enquanto no Brasil temos seis engenheiros por mil habitantes, na China são 22 engenheiros para cada grupo de mil habitantes”. Este problema também adia a entrada da Chubb em grandes riscos. Apesar de ter a Federal Re, resseguradora do grupo no Brasil, a companhia não aceita riscos de grande corporações.

A Chubb acaba de finalizar um planejamento para os próximos cinco anos, que está sendo submetido à matriz para ser aprovado. A expectativa é alcançar o faturamento de R$ 1,5 bilhão em 2014. “O mercado imobiliário é um dos que vai potencializar o crescimento das seguradoras. Há uma enorme demanda reprimida de casa própria aliada com a vontade dos bancos em emprestarem, o que torna o setor um campo fértil para as companhias de seguros”, analisa.

A seguradora também quer acompanhar este novo momento do Brasil, com uma classe emergente de consumidores e sofisticação dos atuais. “Nossa meta é lançar pelo menos quatro novos produtos por ano”, afirma. Também faz parte do plano de 2014 estar entre as dez maiores seguradoras do Brasil. “Mas já estou quase neste seleto clube, sem tanto esforço, em razão das fusões que têm acontecido na indústria de seguros”, brinca o executivo.

Independentemente do plano, a expectativa de Queiroz é de que a indústria de seguros avance entre 18% e 20% em 2010. Sem considerar previdência e capitalização, segmentos em que a Chubb não atua, a aposta é de crescimento ente 13% e 15%. “Nosso empenho está em crescer acima do mercado”, afirma o presidente da Chubb.

 

 

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