SulAmérica inova para divulgar o setor
Por Denise Bueno em 16/11/2011
Disposta a difundir a indústria de seguros, a SulAmérica vence barreiras e inova para atrair a atenção dos investidores para o setor. Hoje, a centenária seguradora realiza reunião com a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-SP). O evento será realizado no Centro Automotivo de Super Atendimento – C.A.S.A. (Av dos Bandeirantes, nº 2.625). Os executivos da seguradora vão mostrar o funcionamento das operação do centro automotivo.
Com atitudes sustentáveis como essa, a SulAmérica avança no setor e ganha credibilidade das agências de classificação de risco. O Valor informa em nota que a seguradora teve todas as suas notas de risco afirmadas pela agência de classificação Fitch Ratings. Todas as classificações têm perspectiva positiva, o que indica possibilidade de alta no futuro. O Rating que indica a possibilidade de calote do emissor (IDR) de longo prazo da seguradora foi mantido em ‘BB+’, em moeda local e estrangeira. A classificação está um degrau abaixo do grau de investimento da companhia. O IDR de curto prazo está em ‘B’ De acordo com a Fitch, a perspectiva positiva deve-se a resultados operacionais “consistentes e adequados”, mesmo com o pico das taxas de sinistralidade no terceiro trimestre.
Falando em inovação, destaque hoje para a criatividade da seguradora TIO, da Austrália, país que recebe a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Caso um crocodilo ataque um dos homens mais popular do mundo, a família Obama receberá US$ 50,9 mil. Em Canberra e Darwim, cidades que receberão Obama, a presença de réptil é algo comum. “Se ele se aproximar muito da beirada enquanto olha a baía, estará segurado contra um ataque de crocodilo”, informou o chefe do Território do Norte, Paul Henderson, a rede de teve local ABC.
Cuidado, é arapuca – Jornal Estado de São Paulo
Por Denise Bueno em 04/07/2011
Antonio Penteado Mendonça, advogado, consultor e jornalista, escreveu um artigo muito interessante hoje no jornal Estado de São Paulo. Como este blog tem o objetivo de ser uma fonte de consulta, vou coloca-lo aqui para quem quiser entender mais porque as associações que se passam por seguradora são uma “arapuca”, como diz Mendonça.
Segue a íntegra do artigo:
Já foram identificadas mais de 100 seguradoras na mais absoluta ilegalidade. Elas prometem preço inferior, mas são correntes da felicidade que um dia vão estourar Pior do que saber que é uma arapuca é cair nela. E é isso que ameaça milhares de brasileiros que imaginam que estão fazendo um grande negócio, sem perceberem que estão à mercê de gente sem qualquer compromisso com as obrigações assumidas.
O tema não é novo, mas nos últimos tempos vem tomando proporções sérias, ao ponto de já terem sensibilizado o Ministro da Fazenda, que ordenou à SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) que aja com o máximo rigor para coibir sua proliferação.
Já foram identificadas mais de cem seguradoras, ou hipotéticas seguradoras, atuando na mais absoluta ilegalidade. Estas organizações prometem proteção para seus clientes por um preço muito inferior ao custo de um seguro equivalente. Só que o fazem sem levar em conta nenhum dos pressupostos que transformaram o seguro na melhor forma de proteção social desenvolvida pelo ser humano.
Como elas não são registradas, nem existem formalmente, a primeira grande vantagem que lhes permite oferecer preço muito mais baixo é que não pagam os impostos, taxas e contribuições que praticamente dobram o custo das empresas formais.
Mas elas vão muito além. A operação de seguro é baseada num princípio chamado mutualismo, onde cada segurado contribui proporcionalmente ao seu risco para a constituição de um fundo destinado a pagar os prejuízos causados pelos eventos predeterminados e cobertos pela apólice que atinjam seus integrantes.
Para a definição do preço de um seguro a seguradora leva em conta leis matemáticas e fórmulas atuariais, que lhe permite determinar com bastante exatidão o custo do negócio.
Basicamente são considerados a sinistralidade média, os custos comerciais e administrativos, a carga tributária e a margem de lucro esperada. Além disso, a seguradora tem um limite máximo para reter riscos. Vale dizer, dependendo do seguro, ela é obrigada a transferir a parte de sua responsabilidade que ultrapassa seu limite legal de retenção para outra seguradora, quando faz o cosseguro, ou para uma resseguradora, através das diferentes formas de resseguro.
Para funcionar, uma seguradora é obrigada a ter capital mínimo, além de ativos suficientes para garantir a totalidade de suas obrigações, caso interrompa subitamente suas atividades. Mas a regulamentação para a operação das seguradoras não termina aí.
Elas são ainda obrigadas a constituir reservas técnicas para cada seguro comercializado e que devem ser diferidas ao longo do tempo, enquanto durar sua obrigação de indenizar. Estas reservas atualmente são praticamente equivalentes ao faturamento da companhia.
Ou seja, a operação de seguro é um negócio altamente regulamentado e fiscalizado pelo governo, projetado para dar certo, permitindo à seguradora que se desenvolva no tempo e, aos segurados, que recebam as indenizações a que têm direito, quando sofrem um sinistro.
Quando alguém faz uma operação parecida com seguro, destinada a pagar determinadas perdas dos componentes do grupo, sem levar em conta as premissas acima, o negócio pode funcionar durante um certo tempo, mas em algum momento fará água, como acontece com todas as correntes da felicidade.
Como estes negócios não se baseiam em cálculos sofisticados, nem têm reservas calculadas para fazer frente às indenizações, mas se pautam apenas pelo “olhômetro”, do “esperto” que o cria, as chances de dar com os burros n”água são muito grandes. E, o que é pior, aumentam exponencialmente na medida em que a corrente cresce.
Com certeza, as primeiras perdas serão indenizadas. As contribuições costumam ser suficientes para repor os poucos bens afetados no início da operação. Além do quê, sem isso, não há como o negócio crescer e a “organização”, “clube” ou tenha lá o nome que tiver, se desenvolver.
O problema é que não há como ela se sustentar e não é questão de sorte, é matemática pura. As correntes da felicidade sempre estouram e quem perde é quem entra por último, atraído pelo bom negócio feito pelo amigo.
Fenseg pede ao governo providências sobre medidas tomadas pela Bolívia
Por Denise Bueno em 09/06/2011
Quando um carro é roubado e tem seguro, a seguradora paga o cliente e se torna dona do veículo. Sendo assim, qual o tamanho do prejuízo das seguradoras brasileiras com a promulgação de uma lei polêmica que legalizará milhares de veículos contrabandeados assinada pelo presidente da Bolívia, Evo Morales?
“Ainda não sabemos”, informou Jayme Garfinkel (foto), presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg). Enquanto os dados são levantados, a Fenseg enviou uma carta ao ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, solicitando medidas urgentes do governo em relação a legalização de carros clandestinos na Bolívia.
Segundo divulgou a imprensa, o chefe de estado disse que “a partir de hoje, os que tiverem carrros sem documentos devem apenas registrá-los, num prazo de 15 dias; depois disso, não vamos perdoar”. Obviamente essa atitude induz ao crime e à cumplicidade no crime. Segundo as agências internacionais, cálculos extraoficiais afirmam que a legalização dos veículos de contrabando vai gerar ao Estado uma receita de até US$ 200 milhões.
Porto valoriza conveniência para fidelizar clientes
Por Denise Bueno em 03/06/2011
A Porto Seguro, maior seguradora do Brasil, a única a estar listada no Novo Mercado da BM&F e a primeira operadora móvel virtual do Brasil, tem muitos desafios pela frente. Até dois anos atrás, vencia pela qualidade de seus serviços, extremamente diferenciados da concorrência. Com o amadurecimento da indústria de seguros, seus concorrentes se organizaram e ficam cada dia mais fortes e atentos em conquistar o consumidor com serviços e produtos de qualidade. A saída, então, é aprimorar cada vez mais o atendimento e valorizar a conveniência, diz Fábio Luchetti, vice-presidente da Porto Seguros. Veja abaixo os principais trechos da entrevista concedida à jornalista Denise Bueno.
Quais os desafios do País, do setor e da empresa nos próximos anos?
O Brasil precisa superar o desafio de investir consistentemente em infraestrutura e educação. Quanto ao setor, é necessário criar soluções para classes menos favorecidas, além lidar com os efeitos da degradação ambiental e ampliar a visão da importância do seguro na sociedade brasileira e da empresa. Na Porto Seguro, encaramos o desafio de continuar crescendo, com qualidade no atendimento e exercitando a capacidade constante de inovar e administrar múltiplos canais de vendas.
Quais os principais estratégias e investimentos da empresa para enfrentar a concorrência?
A principio é preciso não perder o foco e continuar investindo fortemente na relação com os corretores de seguros. Precisamos avaliar cuidadosamente novos canais de distribuição que não destruam valor e continuaremos investindo em muito treinamento e seleção de pessoal rigorosa e, principalmente, em melhorar cada vez mais nossos serviços e benefícios aos clientes, valorizando sua comodidade e conveniências.
Quais os principais gargalos que o Brasil precisa superar para baratear ou viabilizar alguns seguros como transporte, grandes riscos, vida, previdência, automóvel e residência, por exemplo?
Existem várias questões para serem abordadas e que poderiam viabilizar o produto “seguro” para um número maior de pessoas.
Em transporte, por exemplo?
No Brasil o seguro de transporte é obrigatório, porém calcula-se que mais de 50% das transportadoras ou 50% das cargas transportadas no Brasil não tenham seguro e isto ocorre basicamente por falta de fiscalização eficiente.
E em grandes riscos?
Estes são seguros bem complexos que contam com poucas seguradoras especialistas e que atendem bem o mercado. Do lado do segurado (que em geral são grandes empresas) também contam com bons gestores de risco e são assessorados por bons corretores de seguros. Não vejo aqui qualquer “gap” neste momento, principalmente porque o Brasil recentemente abriu o monopólio do IRB o que permitiu que várias resseguradoras internacionais oferecessem bons produtos para o mercado nacional.
Vida e previdência exigem um empenho maior, não?
Hoje os acordos sindicais e os bancos exercem um papel importante para que boa parte da população tenha um seguro de vida, ainda que com um valor baixo. De um lado, falta consciência da população para buscar capitais de proteção maiores, o que deverá vir com o tempo e o aumento do nível de escolaridade. Considerando que as classes C e D estão cada vez mais consumistas, as Seguradoras devem se voltar para criar produtos que tenham como foco a forma de cobrança mais barata, evitando boletos bancários que são caros. Soluções como cobrança por cartão de crédito, contas de consumo e balcões do comercio podem ser uma saída para aumentar a velocidade de distribuição deste produto. Já no previdência, o aumento do nível de conscientização (com educação eficiente) é que vão levar ao aumento do consumo. Nosso País tem carência de c onsumo de bens e serviços e a previdência ainda não é vista como uma prioridade nos orçamentos das pessoas.
E a sua especialidade, automóvel?
Neste ramo muitas ações poderiam ser adotadas, pois hoje apenas 25% dos veículos são segurados. Algumas ações seriam a redução do IOF para veículos com idade superior a 10 ano; a mudança na lei que permitiria o uso de peças genéricas ou até mesmo usadas para a reparação dos veículos; o investimento no nível de segurança na fabricação dos veículos o que diminuiria a frequência de furtos; e a fiscalização mais intensa focando o uso de álcool, que é responsável por uma parcela grande dos acidentes envolvendo veículos
O que me diz de residência?
Assim como no Vida, uma reformulação no sistema de cobrança e na forma de distribuição poderiam aumentar a carteira de seguros de residência. A dotação de serviços agregados, como assistência 24 horas e soluções de conveniência, podem ampliar a percepção por este ramo de seguro.
E como atender o público de menor renda?
O microsseguro vem sendo bastante discutido e deve permitir que pessoas de baixo nível de renda possam contratar tipos de seguro a custo baixo , como funeral e perda de emprego. O uso da internet, do telefone e de canais alternativos podem ajudar a alavancar esta modalidade de seguro.
O que os acionistas mais cobram dos executivos para liberarem recursos para investimentos em expansão, seja orgânica ou por aquisição?
Projetos sustentáveis e que estejam sintonizados com o futuro da organização, que tenham relação com o “core business” e, obviamente, que gerem resultados, ainda que em longo prazo.
Quais as principais mudanças do setor nos últimos cinco anos que exigiram a reformulação do jeito de ser da companhia?
O avanço da tecnologia e das comunicações revolucionou as relações com o canal de distribuição, permitindo mais massificação e redução do custo para os consumidores. Também a competitividade com a abertura de mercado e a globalização torna as pessoas mais produtivas, afetando sua percepção de tempo e qualidade, exigindo muito mais das empresas. Ainda, os aspectos das mudanças climáticas, ocasionando catástrofes, têm acelerado a consciência sobre o ambiente e, por consequência, aumentaram consideravelmente a exigência para produtos e serviços sustentáveis.
A empresa comprou ou uniu-se a outro grupo na ultima década?
Sim. A Porto Seguro adquiriu a subsidiária da Axa no Brasil, em 2003, que virou a Azul Seguros em 2004. Recentemente, em setembro de 2009, realizamos a aquisição da carteira de seguros de Auto e Residência da Itaú Seguros, que virou Itaú Seguros de Auto e Residência. O processo de incorporação da Azul está concluído, e essa seguradora opera na linha de oferecer seguros e soluções para clientes que buscam menor preço, com a vantagem de fazer parte da corporação Porto Seguro. O processo de integração da Itaú Seguros de Auto e Residência está em andamento. Já estamos em todas as agências comercializando as 3 marcas: Porto Seguro, Azul e Itaú Seguros de Auto e Residência. Desse total, 22 agências já tem o modelo envolvendo o corretor. O resultado inicial mostrou uma aceitação dos corretores e uma tendência para venda de produtos para novos clientes.
Prevê novas aquisições no setor no médio prazo?
Estamos sempre atentos a oportunidades que surjam no mercado e avaliamos.
Acredita que a consolidação prejudicou a concorrência?
Pelo contrario, essas aquisições têm permitido aprimorar os serviços e a qualidade a todos os consumidores, criando, inclusive, mais competitividade no setor.
A empresa já esta adaptada as novas regras de capital baseado em risco?
Todas as empresas da corporação estão adaptadas as novas regras de capital. Não será necessário aportes de capital. Em resumo as novas exigências de capital aumentaram a margem de solvência em torno de 25%, e cada empresa sofreu um impacto diferente em virtude da alocação de capital, mas nenhuma precisou de aporte. Acreditamos que as novas regras de capital irão pressionar o mercado para uma maior concentração de empresas, pois a necessidade de capital aumentou significativamente.
E quanto ao IFRS, a Porto já publica o balanço dentro das regras?
Sim, já em 2010 publicamos de acordo com as novas normas contábeis e não houve grandes diferenças de GAAPS, pois a corporação estava em pro cesso de convergência há alguns anos. P rocuramos adotar as melhores práticas, sempre que possível, em convergência com os IFRS. A principal diferença para a Corporação foi a aplicação do IFRS 3 – Combinação de Empresas (Business Combinations), pois a compra da Carteira de Automóvel e Residência do Itaú aumentou nosso PL em aproximadamente R$ 1 bilhão de reais, pressionando nosso retorno sobre o PL (ROAE). A Convergência das normas contábeis exigiu muito esforço da Administração, mais acreditamos que a mesma irá contribuir para o mercado de capital brasileiro, pois deixa nossas demonstrações financeiras mais confiáveis e o investidor poderá comparar os resultados e lucratividades de nossas empresas com quaisquer empresas do mundo.
Pedido de indenização pela internet
Por Denise Bueno em 24/05/2011
A SulAmérica, em parceria com a AutoGlass, disponibilizará a partir do mês de maio a abertura de sinistro de vidros, lanternas, faróis e retrovisores via internet, por meio do site www.abraseuatendimento.com.br/sulamerica. No site, o cliente preenche um formulário informando com detalhes o dano causado ao veículo. A AutoGlass enviará email informando o endereço do posto de atendimento mais próximo e a data em que o cliente deverá comparecer ao local para realização dos reparos. O segurado que optar pela abertura do sinistro pela internet terá desconto no valor da franquia da garantia de vidros. O serviço está disponível para os clientes SulAmérica Auto em todo o Brasil.
Esse tipo de serviço deverá crescer entre as seguradoras. Afinal, os consumidores estão cada dia mais plugados e buscam comodidade para resolver seus problemas. Quem não ofertar essa comodidade, perderá mercado, com certeza.
Educaçāo é prioridade das seguradoras
Por Denise Bueno em 15/09/2010
Proteger o presente e o futuro dos brasileiros. Este é o objetivo para o qual todas as lideranças da indústria de seguros dedicam as 24 horas de cada dia. Fruto deste esforço, o setor conta hoje com 37 milhões de pessoas protegidas por seguros. Este número representa cerca de 30% da população brasileira.
“Podemos conquistar muitos mais clientes. O seguro de pessoas é a porta de entrada dos consumidores na indústria de seguros. Temos a grande oportunidade de fazer esta recepção de forma eficiente”, disse Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros e Previdência e também da Fenaprevi, ao abrir o segundo painel do V Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, em São Paulo.
“Este cenário econômico que o Brasil veio construindo nos últimos 20 anos e uma oportunidade única para a industria de seguros. A nossa comunicação precisa ser melhorada. Temos de usar palavras menos técnicas. Usar o termo mensalidade paga a seguradora e não prêmio. Mudanças sutis como essa podem fazer grande diferença para atendermos de forma adequada este novo consumidor que ingressa no mercado de consumo”, disse o mediador do painel Cenário Macroeconômico- Análises, informa o blog Sonho Seguro.
Participaram Thomaz Menezes, CEO da SulAmérica, Antonio Cássio dos Santos, CEO da Mapfre, e Antonio Trindade, diretor responsável por seguros do Itaú. Todos foram unânimes em afirmar que o setor precisa se unir para simplificar processos e produtos, além de investir ainda mais em treinamento de funcionários e corretores, para que todos juntos possam mostrar à sociedade que seguro é simples e significa proteção.
Santos, da Mapfre, citou uma tendência na Europa apos a crise financeira. “As vendas de seguros estão crescendo e uma das explicações para isso e que uma parcela da população perdeu a confiança em bancos e direcionou parte dos recursos para as seguradoras de vida e previdência administrarem”, disse.
No mesmo raciocínio, Trindade relembrou que as seguradoras foram pouco afetadas pela crise no mundo. “No Brasil fomos reconhecidos como uma indústria bem regulada. Mundialmente, apenas seguradoras com produtos pontuais, ligados a bancos, enfrentaram problemas”, comentou. Quanto a nova etapa da regulamentação de solvência, o risco de crédito, que a Susep colocou em audiência publica, Trindade concorda que a modernização das regras de solvência é necessária, mas alertou que o excesso de exigências pode levar o mercado a uma concentração ainda maior.
Venda de seguro de carro evolui 261% em 10 anos
Por Denise Bueno em 26/07/2010
Estudo divulgado pelo consultor Francisco Galiza, da Rating Seguros, mostra que o faturamento das seguradoras com seguro de carro evoluiu 261% no período de 1999 a 2009, passando de R$ 6,3 bilhões para R$ 22,8 bilhões. “Esta variação foi bem acima das taxas inflacionárias ocorridas no período. Por exemplo, o IGP-M ficou em aproximadamente 150%”, comenta o consultor.
A análise do consultor é de que para ser considerada operacionalmente viável, é preciso ter escala e um faturamento acima de 0,5% do total do setor. Como referência, em valores de 2009, aproximadamente R$ 85 milhões por ano de receita. Em 1999, havia 25 grupos seguradores que possuíam patamar mínimo de 0,5% de receita do mercado. Já em 2009, este patamar foi obtido por 17 grupos. “Ou seja, o setor vem se consolidando com as fusões, resultando em uma diminuição na quantidade de grupos seguradores, com a queda na quantidade de opções de negócios para o consumidor e para o corretor”, avalia Galiza.
Dez dicas para salvar o carro de enchentes
Por Denise Bueno em 10/12/2009
Diante das últimas notícias do caos em várias cidades do Brasil, nada mais informativo ao internauta do que dicas de como salvar o carro das enchentes. Em tempos de evitar desperdícios para construir um mundo melhor para os que virão, é bom saber das dicas valiosas elaboradas pela CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária). Afinal, mesmo que tenha seguro, é bom saber o que fazer em situações de alagamentos para evitar prejuízos inclusive a sua vida.
1. Caso o motor morra durante a travessia, jamais tente dar a partida, mantenha-o desligado e remova o veículo até uma oficina. Diante da possibilidade de admissão de água, essa prática reduz o risco de danos causados ao motor por um calço hidráulico.
2. Observe a altura do nível de água do trecho alagado, a maioria das montadoras estabelece uma altura máxima para essas travessias, não podendo exceder o centro da roda.
3. É prudente que o veículo, durante o alagamento, seja dirigido em baixa velocidade, mantendo uma rotação maior e constante ao motor, em torno de 2.500 RPM, o que diminui a variação do nível da água e seu respingar junto ao motor, dificultando sua admissão indevida e a contaminação de componentes eletroeletrônicos, melhorando a aderência e a dirigibilidade do veículo.
4. No caso de veículos equipados com transmissão automática, a troca de marchas deve ser feita manualmente, selecionando a posição “1”. Dessa forma, o veículo não desenvolve tanta velocidade, sendo possível imprimir uma rotação maior ao motor. Outra possibilidade é manualmente alternar a troca de marchas entre “N” e “1”, de modo a manter a velocidade do veículo baixa durante o trecho alagado, sem descuidar da rotação do motor, sempre em torno de 2.500 RPM.
5. Alguns veículos automáticos oferecem como opcional o ajuste da tração, conhecido como “WINTER” ou “SNOW”. Embora sua função seja a de conferir maior segurança durante trechos de baixa aderência, como neve ou lama, evitando que o veículo patine graças ao bloqueio do diferencial, também deve ser utilizado durante alagamentos, pois beneficia o controle da velocidade do veículo e da rotação do motor.
6. Mantenha a calma nos casos em que, durante a travessia, sejam constatados sintomas como o aumento de esforço ao esterçar (direção hidráulica), variação na luminosidade das luzes do painel de instrumentos, alertas sonoros, flutuação dos ponteiros, luzes de anomalia da injeção eletrônica, bateria e ABS (se disponível) acesas, aumento do esforço ao acionar os freios e interrupção do funcionamento da tração 4 X 4 (veículos diesel), pois provavelmente todo esse quadro é causado pela perda de aderência entre a correia auxiliar e as respectivas polias da bomba da direção hidráulica, alternador e bomba de vácuo (veículo diesel), sendo, na maioria das vezes, um fato passageiro que não impede a dirigibilidade. Apenas reforce a cautela e mantenha o menor número possível de equipamentos ligados.
7. É recomendado desligar o ar condicionado, reduzindo assim o risco de calço hidráulico. Essa prática impede que alguns componentes joguem água na tomada de ar do motor. Veículos rebaixados e turbinados, na maioria das vezes, apresentam maiores riscos de sofrer calço hidráulico; por isso, é aconselhável manter a originalidade da montadora. Se o veículo estiver nessas condições, redobre a atenção aos procedimentos sugeridos.
8. Para os casos mais sérios de alagamentos, é recomendado preventivamente fazer um check-up, corrigindo, por exemplo, possíveis alterações do sistema de injeção eletrônica, muitas vezes simples e imperceptíveis nessa fase, como maus contatos, mas que posteriormente podem gerar grandes transtornos.
9. Pode haver, entre outros, a contaminação do cânister, do óleo da transmissão, do(s) eixo(s) diferencial(is), no caso de veículos com tração traseira ou mesmo quatro por quatro, o que determina a redução da vida útil dos componentes integrantes desses conjuntos, além de riscos acentuados de falhas na embreagem, suspensão e freios. Para combater os efeitos dessa possibilidade, é recomendável encaminhar-se rapidamente até uma oficina e solicitar a avaliação desses itens.
10. Havendo travessias consecutivas de alagamentos, recomenda-se uma limpeza do sistema de ventilação, pois estará sujeito à contaminação por fungos, microorganismos e bactérias, demandando limpeza de todo o sistema para a utilização segura.
Carteira de auto assume um novo desenho*
Por Denise Bueno em 05/10/2009
*matéria feita com exclusividade para a Revista Apólice – Setembro/2009
E agora, como fica o mercado de seguro de carro? Esta tem sido uma das perguntas mais pronunciadas desde o dia 24 de agosto, quando Porto Seguro e Itaú Unibanco anunciaram a criação da Porto Seguro Itaú Unibanco Participações (Psiupar), dona de 28% das vendas de seguros de carro no Brasil, com prêmios de R$ 2,2 bilhões no primeiro semestre deste ano.
O bom nesta história é poder trazer notícias boas aos leitores, que muitas vezes se queixam que a imprensa só divulga fatos negativos. “Todos ganharam com a Psiupar. Corretores, mercado e consumidores”, diz Leôncio Arruda, presidente do Sindicato dos Corretores de São Paulo (Sincor-SP). “Fico feliz de um conglomerado enorme do tamanho do Itaú Unibanco ter a política da Porto Seguro, que ficou no controle da operação de seguros de carro e de residência.”
Outro lado positivo citado por Arruda nesta negociação foi o Bradesco permanecer como uma opção a todos. “Foi uma vitória para todos nós que o Bradesco não negociou com a Porto Seguro. Se isto tivesse acontecido, sairia do mercado e todos nós perderíamos uma das poucas opções entre as boas seguradoras”, acrescentou Arruda.
Segundo comentou o presidente do Sincor-RS, Celso Marini, a preocupação com a associação entre Itaú Unibanco Seguros e Porto Seguros vem da redução do número de seguradoras no Brasil. “Por outro lado, temos o prenúncio de uma companhia muito forte, com grandes reservas técnicas e uma carteira operacional gigantesca. Em relação aos corretores de seguros, fica a esperança de que a nova companhia mantenha e amplie a política de parceria com nossa categoria”.
A consolidação é uma tendência neste mercado, com margens de ganho apertadas. “Ainda mais agora com a queda da taxa de juros, que proporcionava boa parte dos ganhos na carteira, a escala é uma questão de sobrevivência para manter a rentabilidade neste segmento”, diz o consultor Roberto Castiglione.
Hoje, as dez maiores seguradoras de automóvel do País detém 91% das vendas. Segundo dados da consultoria Siscorp, os prêmios de seguro de carro somaram R$ 8 bilhões no primeiro semestre, sem considerar o DPVAT. Desse valor, a Psiupar tem 29%, seguida pela Bradesco (13%), SulAmérica (12%), Liberty (8% ), Mapfre ( 8%), HDI (6% ), Allianz (6%), Brasilveículos, parceria entre Banco do Brasil e SulAmérica (5%) e Tokio Marine (4%). ”Ficou mais apertado para os que disputam o setor. A liderança está em quem negocia através do corretor de seguros, como Porto Seguro e Bradesco. O BB é outro que promete ter o corretor como parceiro. Vamos ver”, comenta Leôncio Arruda.
Segundo Farid Eid , diretor da Alfa Seguradora, a recente associação gerou de fato uma grande empresa do setor, com o expertise da Porto mais o grande balcão do Itaú Unibanco a sua disposição para fazer o que bem entender. “Mas nós acreditamos que as seguradoras de pequeno e médio porte, assim como a Alfa, sofrerão menos o impacto, se comparadas aos grandes players, por estarem firmes na operação com alguns corretores de seguros e principalmente por terem escolhido nichos específicos de mercado”.
Na busca por escala, o Brasil registrou várias negociações nos últimos meses. Liberty com Indiana, Yasuda com Marítima, Zurich com Minas Brasil. Para tornar o cenário ainda mais desafiador, outras tantas negociações estão em andamento, como a Tokio negociando com o Santander e o Banco do Brasil que vem com força total.
O maior banco do Brasil, controlado pelo governo, promete para o mês de setembro um “terremoto” na indústria de seguros com a divulgação que pretender fazer sobre as parcerias que desenha há quase dois anos para ganhar a liderança do mercado. Oficialmente, executivos do BB confirmam que há conversas com SulAmérica e Mapfre, mas levantam a dúvida sobre outros interessados envolvidos na engenharia financeira conduzida pelo UBS Pactual.
Apesar de ter uma participação insignificante em automóvel, o BB, assim como a Caixa Econômica Federal, outro grande player, deverão trazer mudanças significativas no seguro de carro em razão da mudança de estratégia do banco. Até antes da crise financeira, a Caixa focavam suas atividades em áreas sociais do governo, como habitação, e o BB ensaiava entrar no financiamento de carros. Mas com a crise financeira, ambos passaram a comprar carteiras de bancos médios que enfrentavam dificuldades, reforçando a área de crédito para a compra de veículos.
Em agosto, a Caixa lançou uma forte campanha de financiamento de carros em concessionárias no interior de São Paulo. A curiosidade é quem será a parceira da Caixa em seguro de carro, até pouco tempo atrás uma operação pequena no banco oficial. E falando em carros novos, vale lembrar que o Itaú Unibanco tem a maior carteira de crédito para veículos do Brasil, com quase R$ 50 bilhões no final de junho deste ano.
Por isso, quem imaginava que a concorrência na venda de seguro de carro estava em seu pico máximo, vai se surpreender daqui para frente. “Acredito que perderei noites de sono para dar o lucro que o Itaú espera desta negociação”, comentou Jayme Garfinkel, presidente da Porto Seguro. Esta frase sinaliza que a briga será intensa, uma vez que o ganho da negociação já é certo.
Além de conquistar uma carteira de bom tamanho, Jayme Garfinkel ainda ganhou uma rede de distribuição de mais de 4,5 mil pontos, tem a confiança dos corretores e a perspectiva de internacionalização junto com os planos do Itaú. Além disso, a negociação agregou valor para as ações, uma vez que a expectativa de ganhos de sinergia, pelo mercado, seja em receita ou despesa, supera R$ 404 milhões. Se Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, quer mais do que isso, a pressão por custos e gestão na carteira de automóvel será maior do que qualquer um previu até agora.
Para o consultor Flávio Faggion, diretor presidente da Siscorp, especializada em seguro, os efeitos práticos da associação demorarão um pouco para ser sentidos pelos corretores e consumidores. Vale lembrar que a operação ainda tem de ser aprovada pelos órgãos reguladores. A previsão é de que isto aconteça ainda neste ano para que a Psiupar possa iniciar 2010 em plena operação.
“A Porto terá que pensar numa estratégia de preços dos seguros vendidos pelos corretores e aqueles vendidos nas agências do Itaú. Acredito que vai haver certa homogeneização”, diz Faggion. Segundo ele, os concorrentes ficarão muito atentos no comportamento da Porto e é muito provável que as seguradoras tomem atitudes mais agressivas do que vem fazendo até hoje. “Se esses movimentos forem na linha de redução de preço, estratégia sem grandes expectativas, poderá representar algum aumento do tamanho do mercado, mas mesmo assim não muito significativo.”
Outra boa notícia para os corretores. Apenas um terço da frota brasileira de veículos está segurada. Há muitos consumidores para serem conquistados. Ainda mais se levarmos em conta o potencial de venda de carros no Brasil. O mercado brasileiro possui 7,4 habitantes para cada veículo em circulação, enquanto o México tem 4,1 habitantes e a Argentina, 4,8. Um mercado e tanto.
Porto Seguro lucra ao agradar o cliente
Por Denise Bueno em 29/09/2009
A inovação na Porto Seguro é uma realidade que chega a assustar. A flexibilidade da seguradora, adaptando a sua realidade ao contexto, é algo admirável. Veja só. Ela desenvolveu a Felisa, uma bicicleta elétrica que até agora era utilizada exclusivamente para atendimento de vistoria e socorro aos clientes no seguro de auto. Uma forma de ser mais sustentável e poluir menos o planeta.
A Felisa, produzida no Brasil em 2008 com apoio de designers, construtores e ciclistas, recebeu o nome originado das sílabas iniciais de Felicio Sadalla (Feli-Sa), para homenagear o inspirador do projeto, que há 30 anos já utilizava uma bicicleta elétrica, montada por ele mesmo, para percorrer os 13 km que separavam sua casa do trabalho.
O design encantou os brasileiros. Pronto. Para agradar os clientes, a Porto disponibiliza a bicicleta para venda por R$ 2,39 mil para segurados e R$ 2,99 mil para não clientes. O pagamento pode ser facilitado no cartão Porto Seguro Visa, em até 10 vezes sem juros. Veja só. Isto que é saber ganhar em todas as pontas: ajuda o planeta, incentiva o segurado a praticar esporte, aumenta as vendas no cartão próprio e de quebra atende ao pedido dos clientes que querem a bike que permite que o ciclista pedale em trechos fáceis e acelere nas subidas.
Os dois modelos das bicicletas elétricas estão expostas nos Centros Automotivos Porto Seguro Aeroporto, Aricanduva, Indianópolis, Bela Vista, Morumbi, Nove de Julho, Pacaembu, Penha, Rio Branco e Santo Amaro.
“O objetivo é propor essa nova solução de mobilidade na cidade, no qual experimentamos e apostamos para nossos serviços. Esse conceito já é muito comum na Ásia e vem ganhando espaço na Europa, onde o uso da bicicleta vai muito além do lazer”, afirma o vice-presidente executivo da Porto Seguro, Fábio Luchetti, em nota de divulgação.
A discussão sobre o desenvolvimento de veículos elétricos vem crescendo, na medida em que a sociedade e lideranças de todo o mundo discutem formas de reduzir a emissão de poluentes e suas consequências danosas ao meio-ambiente e à vida na Terra. Nesse contexto, a bicicleta cumpre seu papel sustentável e ainda oferece uma vantagem adicional na complicada fluidez do tráfego.
Desde 2008, a Porto Seguro aposta na bicicleta como transporte urbano viável. As ações da companhia incluem empréstimo e estacionamento nos bicicletários do UseBike em parceria com o Metrô, onde já contabilizou 4 mil empréstimos e guarda de outras 4 mil bicicletas ao mês.
Os serviços de socorro e vistoria de veículos realizados por ciclistas – Bike Socorro e Bike Vistoria – já somaram 40 mil atendimentos. Até o fim do ano serão 50 bicicletas elétricas em serviço na Grande SP, informa a companhia, que também oferece assistência técnica domiciliar às bicicletas pessoais dos segurados Auto.




