CNSP aprova regulamentação do microsseguro e de autorreguladoras
Por Denise Bueno em 29/11/2011
Susep informa:
O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) sancionou, nesta terça-feira (29), as novas regulamentações para o microsseguro e para as entidades autorreguladoras da corretagem de seguros. Em ambos os casos, os membros do Conselho aprovaram pequenas mudanças em relação às propostas originais apresentadas pela Susep. Os textos finais serão divulgados pela Secretaria do CNSP, no site da Susep (www.susep.gov.br) nas próximas horas.
Também foram aprovadas mudanças no processo de sanções administrativas contra empresas do mercado supervisionado, atendendo a proposta feita pela Susep; no seguro Dpvat, sem alteração no preço do seguro obrigatório; e nas transferências de riscos, em operações de resseguro e de retrocessão.
Arbitragem brasileira avança na resolução de questões polêmicas
Por Denise Bueno em 17/11/2011
A jornalista Márcia Alves fez a cobertura do “Seminário Internacional de Arbitragem em Seguro e Resseguro”, realizado dia 10 de novembro, no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo (SP). Um tema muito interessante para a indústria de seguros. Por gentileza da Márcia, que autorizou divulgação, publico a matéria dela na íntegra para deixar quem ainda não leu bem informado. O evento reuniu especialistas sobre o assunto, com debates muito interessantes.
Boa leitura!
Por Márcia Alves
de São Paulo
O “Seminário Internacional de Arbitragem em Seguro e Resseguro”, realizado dia 10 de novembro, no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo (SP), pelos escritórios de advocacia Schalch e Clyde & Co., evidenciou o crescimento desse meio de resolução de conflitos no país. Com o dobro do público esperado, quase cem pessoas, o evento contou com a participação de especialistas brasileiros e estrangeiros, além da ministra aposentada do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie. “Todos os assuntos mais polêmicos envolvendo a arbitragem foram enfrentados”, disse a sócia e fundadora da Schalch, Debora Schalch.
Para o vice-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Resseguros (ABER), Ronald Kaufmann, ainda falta experiência ao mercado no uso de meios para a resolução de conflitos. Entretanto, ele acredita que essa situação tende a mudar. “É inevitável, os conflitos fazem parte do mundo dos negócios. E o melhor meio de solucioná-los é a arbitragem”, disse. Isso explica por que é importante definir num contrato de resseguro internacional qual lei será aplicada para dirimir eventuais disputas, orientou o advogado e sócio da Schalch Advogados, Fábio Galli Di Matteo. Não havendo essa escolha, ele afirma que a decisão caberá ao juiz, que determinará qual lei guarda relação mais estreita com aquela transação.
A arbitragem apresenta inúmeras vantagens em relação à justiça ordinária, mas existem, ainda, outras formas de solucionar conflitos. A negociação é a mais indicada no caso de resseguro, segundo Di Matteo, pois evita o desgaste da relação entre as partes. Outra possibilidade é a mediação, que não se aplica exclusivamente ao resseguro, mas a toda e qualquer relação jurídica. Esgotadas as possibilidades de solução, então a arbitragem, segundo Di Matteo, é a melhor alternativa à justiça comum. Além da celeridade e da inexistência de jurisdição supranacional, ele destacou outras vantagens como o reconhecimento de laudos estrangeiros, conforme a Convenção de Nova York, de 1958, da qual o Brasil é signatário.
Di Matteo forneceu algumas orientações sobre a redação da cláusula de arbitragem nos contratos de resseguro, destacando a importância de se estabelecer no texto a autonomia em relação ao contrato e a etapa em que a arbitragem poderá ser utilizada, se antes e durante ou a qualquer tempo. O que pode ser resolvido por arbitragem e qual o direito aplicável são outros itens importantes, assim como a definição dos usos e costumes. Além desses, a cláusula deve definir a escolha dos árbitros, inclusive de um terceiro árbitro, e também a qualificação desses profissionais. A sede da arbitragem e o idioma podem parecer itens sem muita importância, mas não são. “Dependendo do lugar e do idioma, os custos podem aumentar”, esclarece.
Arbitragem no mercado londrino
Londres é atualmente um dos mercados mais procurados para a realização de mediação e arbitragem em resseguro. Tamanha popularidade, segundo Peter Hirst (foto), não se deve apenas à tradição do país do Lloyd’s, mas também à rapidez com que são resolvidos os casos. “Algumas disputas são resolvidas em duas ou três semanas, o que representa um bom custo benefício”, justificou. Ele explica que essa celeridade é resultado de algumas condições, como a flexibilidade que as partes têm para escolher o local, data e hora do processo. “Se meu cliente quiser mediar no Havaí, mas depois mudar de ideia e escolher São Paulo, não tem problema algum”, afirmou.
Hirst destacou que a confidencialidade é levada muito a sério no mercado londrino. “O advogado que quebrar o sigilo de algum processo pode perder seu registro”, informa. Nesse quesito, Hirst avalia que o mercado brasileiro ainda deixa a desejar, já que, vez por outra, há o vazamento de informações que deveriam ser mantidas em segredo. Sobre o árbitro, ele definiu como uma pessoa neutra, que não toma partido ou julga o mérito da controvérsia.
Em comparação à justiça comum, a mediação apresenta inúmeras vantagens, segundo Hirst. Se nos tribunais o que as partes disserem poderá ser usado contras as mesmas, na mediação não existe esse risco, já que tudo pode ser dito. “A negociação é mais tranquila”, disse. Hirst considera, ainda, que esse meio é o mais adequado para se identificar e focar nos problemas reais e nas necessidades das partes. Ele também esclarece que não se pode esperar da mediação os mesmos resultados da justiça comum. “Se fosse assim, uma parte venceria a outra”, diz. “O melhor resultado é aquele em que cada parte perde um pouquinho.
Sobre a arbitragem, Hirst chamou a atenção para a necessidade de se definir previamente qual lei será aplicada. Para um resseguro em Londres, por exemplo, ele disse que valem as leis locais. “Mas as leis que regem o resseguro, porque as leis de seguro não se aplicam”, disse. Além disso, Londres possui regras próprias de arbitragem, a Arbitragem Act de 1996, e câmaras arbitrais, como LCIA, GAFTA, ARIAS. Essas condições, segundo ele, fazem diferença sobre o custo. “A execução das sentenças arbitrais em um país estrangeiro é geralmente mais simples e, portanto, menos onerosa do que a execução de uma sentença judicial estrangeira”, disse.
Diferentemente do Brasil, no Reino Unido, segundo Hirst, o ressegurador tem direito a informações sobre os procedimentos de investigação realizado pelo ressegurado, para definir se garante ou não a reclamação. Esse direito é permitido pelo uso da Claims Control Clauses, ou Cláusulas de Cooperação e Controle (CCC). “Essa cláusula não é muito utilizada no Brasil devido a falta de maturidade do mercado. Entretanto, vejo que o mercado brasileiro está se adaptando rapidamente às tendências”, disse.
Um caso de contaminação ambiental nos Estados Unidos, envolvendo uma joint venture entre duas grandes empresas com sede na Europa, foi apresentado pela advogada americana Diane Westwood Wilson (foto), sócia do escritório Clyde & Co. O caso, que foi solucionado por meio de arbitragem, envolvia a reclamação de funcionários por uma suposta contaminação pela exposição a produtos químicos, durante o período que trabalharam na instalação da planta.
“A contaminação existia, mas não se sabia se havia afetado os funcionários”, disse. Outro fato era que o seguro da empresa previa o teto de indenização de até USD 72 milhões, mas as reclamações ultrapassavam esse limite. Embora o caso tenha ocorrido nos Estados Unidos, a arbitragem foi realizada em Zurique, na Suíça, por conta de cláusulas da Câmara de Comercio Internacional (ICC), que permitem a cooperação entre os dois países. Mas, mesmo fora de território americano, ficou acertado, ainda, que seria aplicada a lei de Nova York.
Segundo Diane, a reclamação previa o pedido de indenização por contaminação ambiental no local e para danos pessoais dos funcionários expostos a produtos químicos. A empresa encomendou uma perícia sobre o nível de contaminação, mas não foi conclusiva. “Entre os grupos de contaminados havia fumantes, alguns doentes e outros idosos. Por isso, não era possível identificar se os casos haviam sido provocados por contaminação”, disse.
Como a defesa dos funcionários não apresentou provas de que a joint venture havia infringido a legislação que regulava as práticas de manuseio de produtos químicos e resíduos perigosos, o tribunal decidiu que os funcionários seriam indenizados apenas por danos pessoais por lesões causadas por resíduos ambientais, mas não pela exposição a produtos químicos no local de trabalho.
Não contente com o resultado, os reclamantes, na tentativa de anular o laudo, levaram o caso à Corte Federal, na qual permaneceu por cinco anos. Por fim, segundo Diane, as partes entraram em acordo e os funcionários aceitaram receber uma indenização menor.
“Nós, juízes, não temos condições de fazer a melhor justiça”, reconhece a ministra aposentada do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie (foto). Porém, não se trata de falha do Judiciário, segundo ela, mas da posição que o juiz ocupa diante das partes, cada qual com a sua versão dos fatos. “O juiz fica no meio, sem conhecer a efetiva motivação e ignorando, muitas vezes, boa parte do que seria importante para a solução do litígio”, afirmou. Por isso, Ellen Gracie conclui que a melhor justiça é aquela feita pelas próprias partes. “Somente as partes conhecem todos os estágios que passaram antes de chegar àquela posição de confronto, as motivações objetivas e ocultas que são fatores de barganha importantes em casos de arbitragem, de mediação ou de conciliação”, disse.
Defensora de formas alternativas para solução de conflitos, a ministra propôs ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a criação da Semana Nacional de Conciliação, que iniciou em 2006. Desde então, segundo ela, os acordos resultaram em mais de R$ 2,6 bilhões. “Esse é um dinheiro que entrou na economia, gerou o recolhimento de impostos e, mais do que isso, trouxe resultado educacional ao ensinar as partes formas de resolver as contendas”, disse.
Embora a Lei de Arbitragem tenha entrado em vigor em 1996, somente a partir de 2003 é que esse meio começou a se desenvolver. De acordo com Ellen Gracie, até então não se sabia ao certo se os laudos arbitrais teriam validade no cenário nacional. Ela contou que, naquela ocasião, criticou essa situação, observando que as empresas brasileiras eram obrigadas a aceitar a arbitragem em países estrangeiros e de acordo com as normas locais.
Em 2005 o poder de homologar as sentenças arbitrais passou do STF para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Dai por diante, a arbitragem entrou em sua fase áurea, acumulando jurisprudência mais favorável. Tanto que das 200 entidades arbitrais no CCI, 78 estão sediadas no Brasil. Atualmente, das cem entidades arbitrais existentes no país, as seis mais importantes já abrem a cada ano cerca de cem procedimentos. “Um número substancial de causas novas”, disse.
Ellen Gracie observou que no STJ a arbitragem não apenas cresceu como também avançou em questões importantes, como a execução extrajudicial em processos falimentar, que em outros países ainda não foi solucionada. “Embora haja apenas uma decisão, se faz a distinção clara entre o poder do litigante da sociedade, o que pode fazer e o que não se pode alienar”, explicou. Para a ministra aposentada, essa é uma decisão moderna e ousada que coloca o país na dianteira.
Por outro lado, algumas questões pontuais envolvendo a arbitragem ainda não foram superadas, como a negativa de alguns tribunais estaduais para a eficácia da cláusula compromissória. “Mas isso pode ser levado ao STJ e ser pacificado”, disse. Outra questão ainda pendente é a possibilidade de execução no país de sentença estrangeira que tenha sido anulada no local sede da arbitragem. Entre todas, porém, Ellen Gracie apontou maiores dificuldades da arbitragem nas questões tributárias e de direito intelectual, em que ainda não há jurisprudência firmada.
No campo do resseguro, ela não duvida do benefício do uso da arbitragem. Mas, no seguro a situação é diferente, porque o Código de Defesa do Consumidor contem norma especifica que veda a utilização compulsória da arbitragem. Ellen Gracie observou que o professor Landulfo de Oliveira Ferreira Junior sugeriu que nos contratos e seguros se utilize a cláusula indicativa de arbitragem, como opção ao segurado. “Se o segurado aceitar, não há dúvida quanto à arbitratividade do contrato de seguro. Essa é uma cautela necessária”, disse.
Aon e Liberty fazem seguro de Aparecida
Por Denise Bueno em 16/11/2011
A Basílica de Nossa Senhora Aparecida, também conhecida como Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, agora conta com um seguro planejado pela corretora Aon e garantido pela Liberty Seguros. Considerado o segundo maior templo católico do mundo, que perde apenas para a Basílica de São Pedro no Vaticano, o Santuário de Aparecida recebe 10 milhões de romeiros anualmente e possui uma torre com 100 m de altura. A Liberty Seguros foi a escolhida para emitir a apólice que visa responsabilidade civil e protege contra danos a terceiros. Infelizmente, por questões de confidencialidade de contrato, não foram divulgados mais detalhes da apólice.
Revista Epoca Negocios traz reportagem sobre a industria de seguros
Por Denise Bueno em 18/10/2011
Vale a pena comprar a revista Epoca Negocios, que ainda esta nas bancas, para ler a materia especial “A explosao (e as oportunidades) do mercado de seguros”. Modestia a parte, o texto foi escrito por mim, Janes Rocha e o editor Antonio Felix. Sendo assim, ficou muito bom (kkk). A reportagem esta dividida em tres blocos: Prospecção – as razões do crescimento; Renovação – a hora dos novos produtos; Grandes riscos – Quem garante os megaprojetos; e Previdência – Os planos de aposentadoria.
Agora rumo ao especial de seguros da revista Veja. Noticias exclusivas, diferenciadas e importantes PARA O LEITOR sao muito bem- vindas!
Boa Leitura!!!
(para os mais criticos, estou em um computador no qual ainda nao fiz a configuracao para acentuacao e com pressa para ficar usando recursos extras. sorry)
Aon participa do seminário da ABGR
Por Denise Bueno em 14/10/2011
Eis outra boa oportunidade para descobrir belas pautas de seguros. E para quem gosta, concorrer ao sorteio de uma camiseta do Manchester United.
Comunicado da Aon
De 24 a 26 de outubro, a Aon participa com stand e palestras do 9º Seminário Internacional promovido pela ABGR – Associação Brasileira de Gerência de Riscos. Com o tema “Os Novos Desafios da Gerência de Riscos do Século XXI”, o evento acontece na Amcham Business Center (Rua da Paz 1431 – Santo Amaro) e contará com grandes nomes nacionais e internacionais do setor de Seguros. Além do Brasil, especialistas de outros nove países também estarão presentes: Estados Unidos, Japão, França, Bélgica, Itália, Espanha, Portugal, Reino Unido e Argentina.
Entre os temas expostos pelos executivos da Aon estão Mercado Brasileiro de Resseguros, Riscos em Grandes Eventos, Seguros de Garantia e, finalmente, um dos temas mais atuais em razão da expansão das empresas brasileiras: Multinacionais Brasileiras – Seus riscos no Exterior e Risco Político.
Quem visitar o stande da Aon pode concorrer a uma camiseta do Manchester United. Desde 2009 a Aon patrocina o Manchester United – um dos mais poderosos clubes de futebol do mundo com 300 milhões de torcedores. Durante o seminário o stand da Aon estará promovendo o sorteio de uma camiseta do famoso time.
Seguro pioneiro contra a cólera para empreendedoras no Haiti
Por Denise Bueno em 21/09/2011
A Swiss Re, uma das maiores resseguradoras do mundo, divulgou hoje um comunicado interessante sobre as várias possibilidades do resseguro ajudar governos a mitigar riscos. Neste caso foi o de doenças, a que todos os países estão expostos. No Brasil, por exemplo, temos surtos de meningite. Veja o que a indústria de seguros pode fazer para ajudar nesses casos.
Veja a íntegra do comunicado da Swiss Re
Os casos de cólera começaram aparecer no Haiti após as chuvas torrenciais que castigaram o país no início de 2011. Essa situação motivou a Fonkoze, a maior organização de microfinanciamento do país, a Mercy Corps e a Swiss Re – todos parceiros na MiCRO (Microinsurance Catastrophe Risk Organization – Organização de Microsseguros contra Risco de Catástrofes) – a assumir o compromisso de desenvolver e realizar um novo esquema de seguro contra a cólera que garanta a indenização em “tempo real” uma vez que um conjunto pré-definido de critérios seja preenchido. Incluem-se aí hospitalizações relacionadas à cólera e fatores climáticos observáveis ligados a surtos de cólera.
Essas apólices paramétricas, que empregam um índice específico para refletir com precisão as situações locais efetivas, são particularmente eficientes, pois podem proporcionar fundos mesmo enquanto os titulares de apólices aguardam exames médicos ou outras avaliações. Prevê-se que o esquema disponibilize coberturas contra a cólera para as tomadoras de Fonkoze (que atualmente chegam a 50.000) e suas famílias, e que esteja plenamente implementado até 2013.
Michel Liès, Presidente de Parcerias Globais da Swiss Re, explicou que o seguro contra a cólera se basearia no produto existente da MiCRO no Haiti, uma cobertura de microsseguro contra catástrofes naturais lançada no início de 2011, que oferece proteção para as clientes da Fonkoze contra a perda de meios de subsistência causada por terremotos, inundações e furacões. A solução contra catástrofes naturais recentemente foi agraciada com a premiação “2011 Company Launch of the Year” (Lançamento empresarial do Ano 2011) pela publicação do setor de seguros global The Review, e foi reconhecida como “o novo empreendimento mais significativo em uma área de necessidade do mercado” do ano.
“Cerca de 4.000 mulheres que perderam suas casas ou bens de negócios nas enchentes ocorridas no início deste ano já receberam indenizações no valor de US$ 1 milhão. Esperamos que essa apólice contra a cólera seja igualmente eficaz para garantir que a infecção de um provedor de renda não acarrete dificuldades para a família inteira”, afirmou Liès. “Prevemos, também, que o índice que criamos para a MiCRO possa ser aplicado a outras doenças infecciosas em outras partes do mundo.”
Fortalecimento de agricultores carentes no Senegal para lidar com o risco do clima
Em seu segundo compromisso com a CGI, a Swiss Re está trabalhando com a Oxfam America, o Programa Mundial para a Alimentação (WFP) e o USAID (patrocinador do WFP) para levar ao Senegal um programa de “seguro trabalhista” que dará a dezenas de milhares de pequenos agricultores carentes do país recursos para manter seus meios de subsistência apesar do possível impacto da mudança do clima na produtividade da lavoura.
Conhecida como R4 – iniciativa de capacidade de recuperação em áreas rurais, o projeto do Senegal é uma extensão de um projeto-piloto de sucesso na Etiópia da Swiss, da Oxfam America e outros parceiros , e que será expandido para outros países futuramente.
A Swiss Re irá capitanear a criação e implementação de soluções de transferência de risco que permitam a esses agricultores gerenciar sua vulnerabilidade às mudanças do clima, e contribuirá com US$ 1,25 milhão ao longo de cinco anos para a implementação e expansão da iniciativa.
Atualmente, o esquema traz os benefícios do seguro para 13.000 famílias africanas (eram 200 família beneficiadas à época do lançamento, em 2009) e pretende acrescentar mais 18.000 só no Senegal até 2016. Dessas, prevê-se que 15.000 paguem pelo seguro com trabalho, e que as 3.000 paguem em dinheiro.
O projeto R4 torna o seguro acessível mesmo para os membros mais carentes de uma comunidade por lhes oferecer a opção de pagar pelos prêmios com trabalho. Esse programa inovador de seguro pago com trabalho irá envolver os agricultores em projetos locais de irrigação e silvicultura com o intuito de reduzir o impacto da mudança do clima em suas aldeias.
Afirmou Liès: “O seguro é uma das pedras angulares do crescimento e estabilidade econômica, e a Swiss Re tem o orgulho de contribuir com nosso conhecimento para que mesmo os agricultores mais carentes e suas famílias possam sobreviver quando suas culturas forem arruinadas por secas, enchentes ou outros impactos climáticos. Demonstramos que até os agricultores desprovidos de renda podem construir um futuro melhor por meio da troca de trabalho por seguro, de formas que também contribuam para fortalecer suas comunidades.”
O conceito R4 baseia-se em quatro pilares de gerenciamento do risco: redução do risco da comunidade, assunção de risco produtivo, transferência de risco e reservas de risco que, juntos, criam capacidade de recuperação na área rural. Na qualidade de única (res)seguradora comercial integrante do conselho consultivo estratégico do R4, a Swiss Re irá liderar a criação e implementação dessas soluções revolucionárias de transferência de risco na Etiópia e no Senegal.
O poder da parceria
Em todo o mundo, a gravidade e frequência crescentes das catástrofes naturais e dos impactos da mudança do clima estão elevando os custos dos esforços de socorro pós-desastres e reconstrução. O grande hiato entre perdas econômicas e sinistros efetivos é bastante problemático nos mercados em desenvolvimento e emergentes, que geralmente são os que sofrem os maiores impactos e os menos preparados.
“É com orgulho que contribuímos com nosso conhecimento da área de seguros para parcerias fortes, como a R4 e a MiCRO, que visam permitir que os mais vulneráveis se recuperam com maior rapidez após a ocorrência de desastres. É importante para a Swiss Re que as parcerias das quais participamos contem com parceiros de credibilidade, que incorporem uma perspectiva de longo prazo com possibilidade de ampliação e transferência, beneficiando assim mais pessoas ao longo do tempo, e em mais regiões,” concluiu Liès.
Allianz entre as mais sustentáveis do mundo
Por Denise Bueno em 25/08/2011
As iniciativas verdes da Allianz, que já ajudam o planeta há tempos, começam a trazer retorno para a imagem do grupo. A seguradora aparece na 21ª posição geral no relatório Best Global Green Brands, que mostra as marcas mais sustentáveis do mundo, feito pela consultoria Interbrand, líder mundial em avaliação de marcas. A análise se baseia em informações e dados de acesso público. Os elementos avaliados incluem autenticidade, relevância, diferenciação, consistência, presença e compreensão. O Grupo Allianz já desenvolveu cerca de 70 produtos e serviços que ajudam a mitigar a mudança climática ou levam em conta o impacto ambiental. Essas soluções abrangem desde a gestão de patrimônio até seguros e assistência. Faça você também a sua parte. Sugira produtos verdes para a sua empresa e cuide dia a dia do planeta com pequenas atitudes, como reciclar lixo, economizar energia ou consumir conscientemente.
Possiede projeta forte expansão do mercado paranaense
Por Denise Bueno em 22/08/2011
*Matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
Apesar do ritmo de crescimento econômico mais lento, as perspectivas da atividade de seguros paranaense em 2011 são animadoras. Presidente do Sindseg-PR/MS, João Gilberto Possiede estima que a indústria de seguros no estado continuará demonstrando vigor no fechamento do ano, com índice de dois dígitos, alinhando-se à evolução do mercado nacional.
Dados da Susep até agora conhecidos, referentes aos cinco primeiros meses de 2011, apontam o Paraná com produção de prêmios próxima de R$ 2,5 bilhões, 18,6% a mais do que no mesmo período de 2010, quando as seguradoras captaram receita pouco superior a R$ 2 bilhões. O faturamento até maio está coerente com as projeções, na avaliação do Sindseg-PR/MS, entidade que comemora 87 anos de existência no próximo dia 29, em almoço solene para mais de 250 convidados no tradicional Buffet du Batel, no centro de Curitiba.
Na avaliação de Possiede, o mercado de seguros paranaense, o quarto maior do País, encerrará o ano girando receita de pelo menos R$ 6,5 bilhões, 18,2% acima dos R$ 5,5 bilhões contabilizados no ano passado. A firme atuação do Sindseg, para ele, tem papel fundamental como indutor desse crescimento. “São investimentos em ações para divulgar e levar conhecimento do seguro para as diversas camadas da população: estudantes, autoridades, órgãos estaduais e municipais, Detran, as Polícias Civil e Militar, Escola de Magistratura do Paraná, entre outros”, conta o executivo, ressaltando que o seguro tem fatia de 2,6% do PIB estadual.
No mix de negócios do mercado segurador paranaense, a linha de produtos de pessoas e benefícios responde por 51,5% da receita de prêmios movimentada no estado. A vitalidade dos seguros de pessoas vem seguida do segmento automotivo, com fatia de 30,8%, enquanto os seguros patrimoniais respondem por 9,4%. Na composição da receita do setor, circulam ainda 3,1% proporcionados pelo seguro rural, 2% originados dos seguros de transportes e 1,3% motivado dos seguros de garantia e crédito.
Tem coisa que a gente nunca esquece
Por Denise Bueno em 20/08/2011
Tem coisas que a gente nunca esquece. Ela fica lá guardada e de repente aparece. Quando faço esporte, não sei porque, lembro de cada coisa; Ai uma vai puxando outra e dai parece que tudo se liga numa única conexão. Começamos o Tour de France na Gustavo Borges. Um campeonato igual ao que acontece na França, com centenas de ciclistas, os melhores do mundo, percorrendo 3.380 km em 21 dias.
Durante as provas fico pensando em várias coisas. Essa semana minha mente estava ocupada com a principal “fofoca” do mês: a possível saída de Thomaz Menezes do comando da SulAmérica. Notícia desmentida por executivos do grupo, que alegaram a saída do CFO Sérgio Borrielo como informação original, e que acabou por despertar rumores sobre Thomaz. No entanto, o assunto corre de boca em boca nos bastidores da indústria de seguros.
Lembro bem o que Thomaz Menezes disse aos amigos em sua festa de 40 anos. “Pode escrever ai. Vou trabalhar muito e aos 50 anos vou ter dinheiro suficiente para reduzir o ritmo de trabalho”. Na época, ele era CEO da Marsh Brasil, subsidiária de uma das maiores corretoras de seguros do mundo, na qual trabalhou 23 anos. De 2004 a 2010 foi CEO para a América Latina. Pelo que dizem, os acionistas da Marsh colocaram tantas metas, algumas praticamente impossíveis, que em 2010 Thomaz preferiu fazer o seu pé de meia na SulAmérica, seduzido por um cachê irrecusável e um desafio prá lá de interessante do ponto de vista de um gestor.
Contam que sua missão é fazer a transição da centenária seguradora de forma tranquila para um novo sócio, uma vez que o ING decidiu desde a crise financeira de 2008 que venderia as operações de seguros para fazer caixa e se levantar. A SulAmérica é uma das maiores seguradoras do setor, tem uma das principais marcas da América Latina, é negociada em bolsa e as negociações em andamento envolvem empresas estrangeiras, de diversas nacionalidades. Isso trará um peso e tanto para a carreira profissional de Thomaz, que já tinha um histórico e tanto. Inclusive, de permanecer no cargo após a consolidação do que venha a ser definido nas próximas semanas. Ou meses.
Boa parte das operações do ING já foi vendida e também anunciado o comprador. No Brasil, o assunto ainda é um mistério. Todos querem entrar no Brasil ou aumentar a participação nesse país que é a bola da vez no cenário internacional. Falam da francesa Axa, da italiana Generali e da inglesa RSA. As três tem uma posição insignificante no Brasil há décadas, considerando-se que são as maiores em seus países nos ramos em que atuam.
A Axa chegou a ir embora. Vendeu parte para a Porto Seguro. Mas voltou em 2009, ao fazer um acordo de grandes riscos com a SulAmérica, que passou a atender os clientes franceses no Brasil. Desde o início deste ano, comenta-se que headhunters selecionam profissionais para a seguradora francesa. O presidente da Generali, Frederico Baroglio, acaba de voltar para a Itália, deixando o CEO da América Latina acumulando a função. RSA está com caixa suficiente para fazer aquisições de grande porte.
Pelo andar da carruagem, em breve os dois vão poder relaxar depois de tantos meses de uma dura e estressante rotina de negociações. Patrick Larragoiti, principal herdeiro e acionista da SulAmérica, estará mais livre para assistir o Le Tour de France de 2012, quem sabe velejando pela costa francesa. E Thomaz, com 45 anos, curtindo a vida ao lado da família, realizando o sonho de cruzar os Estados Unidos de leste a oeste em cima de uma moto com seus dois filhos, até encarar outro desafio, com sua aposentadoria robusta como planejou na festa dos 40 anos. Quem sabe na própria SulAmérica, onde vem fazendo um trabalho e tanto.
E eu continuarei por aqui, para contar um pouco mais da história desse setor. E claro, o desfecho dessa interessante história. O que já é um desafio e tanto. Para ter energia, estou no Le Tour de France indoor promovido pela academia Gustavo Borges. Na primeira edição completei o circuito. Na segunda, sucumbi ao cansaço. Nesta edição vou me empenhar. O que já é um bom começo! Afinal, são 3.380 quilômetros em 21 dias. Tempo para rememorar os melhores momentos do setor!
Marcas brasileiras ganham o mundo
Por Denise Bueno em 09/08/2011
Hoje uma notícia muito boa para a indústria de seguros brasileiras. Em plena Alemanha, sede da maior seguradora do mundo, a Allianz, e da maior resseguradora do mundo, quem brilha no jogo de comemoração da reforma do estádio Merceds-Benz, em Stuttgart, é a brasileira JMalucelli. Em uma ação inédita, o grupo vai divulgar o jmalucelli.com durante a transmissão da partida do jogo amistoso entre Brasil x Alemanha, realizado nesta quarta-feira a tarde. A propaganda será veiculada em placas de painéis de LED que circundam o campo.
A ação de marketing visa internacionalizar a marca após a parceria com a seguradora americana Travelers, O grupo paranaense atuava apenas em seguro garantia, liderando por anos as vendas deste seguro no Brasil e na América Latina. Com a parceria, tanto a resseguradora como a seguradora do grupo começam a operar em outros segmentos.






